Leilão de Fevereiro de 2013

26, 27 e 28 Fevereiro de 2013



001 - TOMOSHIGUE KUSUNO - (1935)

Charles Chaplin - litografia - 67/100 - 32 x 32 cm - canto inferior direito - 1971.

Natural de Yubari, Japão. Pintor, desenhista e gravador. A obra do autor situa-se no limiar entre o formalismo e o objeto. Individuais a partir de 1976, coletivas internacionais em 1982, e premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1101; MEC, vol.2, pág.430 e 431; PONTUAL, págs.295 e 296; TEIXEIRA LEITE, pág.274; WALMIR AYALA, vol.1, pág.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 968; LEONOR AMARANTE, pág. 171, Acervo FIEO.



002 - VIRGÍLIO DELLA MONICA - (1889 - 1956)

Interior de igreja - óleo sobre cartão - - 36 x 26 cm - canto inferior direito - .

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



003 - SALVADOR SANTISTEBAN - (1919 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - - 97 x 126 cm - canto inferior direito - 1972.

Pintor e desenhista nascido em Sorocaba, SP. Foi aluno de Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes. Participou de diversas exposições coletivas, realizando outras tantas individuais. Recebeu premiações nos salões que participou a partir de 1948 até 1993. Em 1972 fez turnê artística pela Europa na companhia dos pintores: Omar Pellegatta, Giancarlo Zorlini, Salvador Rodrigues Junior, Carnelosso e Angelo Simeone. Possui obras em diversos museus paulistas. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 1017; Acervo FIEO.



004 - SERGIO TELLES - (1936)

Na praia - técnica mista - - 21 x 29 cm - canto inferior direito - .

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



005 - CÍCERO DIAS - (1908 - 2003)

Sonho - litografia - 189/200 - 110 x 76 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor e desenhista pernambucano; mesmo radicando-se por mais de 40 anos em Paris, Cícero Dias ainda assim permaneceu brasileiro, e mais nordestino. Em fins da década de 1920, foi ao lado de Ismael Nery um dos grandes vultos da vanguarda no Rio de Janeiro; mais tarde, já na Europa, aderiu ao não-figurativismo, como integrante do Grupo Espace. Tornou em anos recentes à figuração, mais uma vez evocando a terra natal. MEC, vol.2, pág.50; WALMIR AYALA, vol.1, págs.252 a 255; TEIXEIRA LEITE, págs. 157 a 159. PONTUAL, págs. 174/5; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 564; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



006 - LUCILIA FRAGA - (1895 - 1979)

Flores - óleo sobre tela - - 38 x 50 cm - canto inferior direito - .

Importante pintora que foi ativa na cidade de São Paulo. Participou regularmente do SPBA, recebendo premiações em 1938, 1939, 1960. Quatro de suas obras constam do acervo da PINACOTECA-SP. REIS JUNIOR, pág. 387; THEODORO BRAGA, pág. 145 a 147; PONTUAL, pág. 222; MEC, vol, 2, pág. 188; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



007 - JOSÉ MARIA DA SILVA NEVES - (1896 - XX)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 1975.

Pintor, arquiteto e professor ativo em São Paulo. Participou do São Paulista de Belas Artes, onde obteve prêmios por diversas vezes. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. É autor da decoração do teto da Capela-Mor da Igreja do antigo convento de Sta Tereza, nas Perdizes/SP. MEC, vol.3, pág.260; JULIO LOUZADA, vol.6, pág.1060, Acervo FIEO.



008 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

Dançarinas - serigrafia - 82/100 - 31 x 30 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



009 - ALEX CERVENY - (1963)

"Eva" - gravura - 51/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - .

Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny é desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Assina ALEX CERVENY. Dedica-se a narrar histórias em cada uma de suas criações, e não só através das ilustrações que realiza para livros infantis. Artista autodidata, recebe orientação sobre desenho e pintura de Valdir Sarubbi e gravura em metal de Selma Daffré, professores independentes. Seu trabalho reflete a importância e o gosto pelo constante deslocamento, de uma técnica a outra, de um material a outro, de uma linguagem a outra, resultando em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas e colagens que guardam, como ponto comum, uma forte linguagem narrativa. JULIO LOUZADA, VOL. 11 PÁG. 70 , ITAÚ CULTURAL.



010 - FARNESE DE ANDRADE - (1926 - 1996)

"Composição" - gravura - - 27 x 23 cm - canto inferior direito - .
Complemento de técnica: água forte e água tinta. Reproduzido no livro "Gravura em metal", de Marco Buti e Anna Letycia. -
Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



011 - JOÃO KOZO SUZUKI - (1935)

"Ovóide" - óleo sobre papel - - 30 x 21 cm - lado esquerdo - 1978.
Com etiqueta do ateliê do artista no dorso. -
Natural de Mirandópolis, SP, é pintor, desenhista e gravador. Foi discípulo de João Rossi. Expõe individualmente a partir de 1959, e coletivamente desde 1957. Ganhador de diversos premios em certames oficiais, tais como SPAM-SP, Grupo Seibi, etc. JULIO LOUZADA, vol. 3 , pág 1102; ITAU CULTURAL.



012 - MARIO MACHADO PORTELLA - (1897 - 1964)

Palafitas - aquarela - - 36 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 1952.

Pintor que completou sua formação artística na Inglaterra sob a orientação de Frank Fischer. Participou de várias exposições e Salões oficiais em: São Paulo, SP (1945); Rio de Janeiro, RJ (1948, 1949, 1954, 1958). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1948 e 1954). Possui obras no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 564. ITAU CULTURAL.



013 - GINO BRUNO - (1889 - 1977)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 67 x 51 cm - canto inferior direito - .

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



014 - NELSON COLETTI - (1935)

Mulher e cavalo - guache - - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981.

Pintor, desenhista e aquarelista nascido em Monte Aprazível, SP. Autodidata. Fixou-se em São Paulo em 1950, trabalhou no jornal Folha de São Paulo como chargista, cartunista e ilustrador sendo, além disso, autor de muitas capas de livros e revistas. Na Folha de São Paulo começou a pintar, convivendo com Ítalo Cencinni, Maurício de Souza, Orlando Mattos e Carmélio Cruz. Aldemir Martins e Bonadei também foram seus amigos e mentores. A partir de 1965 seus trabalhos passaram a ser apresentados em mostras coletivas e em exposições individuais, como a realizada em 1985 na Galeria Seta, SP. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 291.



015 - JOSÉ SABÓIA - (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - - 60 x 80 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



016 - GERSON DE SOUZA - (1926 - 2008)

Menino - óleo sobre cartão - - 36 x 27 cm - canto inferior direito - 1962.

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



017 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)

Feira - serigrafia - 47/130 - 37 x 71 cm - canto inferior direito - .

Nasceu em 27 de dezembro na cidade de Villa Collemandina, na Itália, e fixou-se no Brasil desde 1929, após ter estudado em Florença, e haver-se diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca. Pennacchi integrou a Familia Artística Paulista. Muralista de inspiração pré-renascentista, sua pintura é sensível e pessoal de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos (mercê de uma infância marcada por sólida educação religiosa Católica), e na evocação do mundo caipira. Realizada em 1973, considerado o Ano de Pennacchi, importante retrospectiva da obra deste festejado artista no MAM de São Paulo. O artista fez exposições em Milão e foi homenageado em seu país natal. TEODORO BRAGA, pág. 192; MEC, vol, 3, pág. 365; WALMIR AYALA, vol, 2, pág. 182; PONTUAL, pág. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784; Acervo FIEO.



018 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Bambus - óleo sobre cartão colado em eucatex - - 80 x 102 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 C Sá.



019 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL - (1935)

"Penca" - litografia - 43/100 - 48 x 67 cm - canto inferior direito - 1971.
Reproduzido na página 19 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". –
Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



020 - MARCIO SCHIAZ - (1965)

"Olaria" - óleo sobre tela - - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1994.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



021 - ABELARDO ZALUAR - (1924 - 1987)

Criança - desenho a lápis - - 24 x 16 cm - canto inferior direito - 1953.

Desenhista, pintor e professor. Frequentou a antiga ENBA, de 1944 a 1948. Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



022 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD - (1889 - 1979)

"Hércules e a serpente" - duco sobre eucatex - - 61 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



023 - ALFREDO ROCCO - (1914 - 1999)

Barcos - óleo sobre tela - - 29 x 43 cm - canto inferior esquerdo - .

Nasceu e faleceu em São Paulo, Capital, onde foi ativo. Pintor de retratos, marinhas, e pinturas de gênero. Inicia-se na pintura estudando com Antônio Rocco e Bigio Gerardenghi (1938). Expôs individualmente em Paris (1940); tendo participado de coletivas a partir de 1938. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 828; PONTUAL, pág. 454; MEC, vol. 4, pág. 82/3; ITAÚ CULTURAL.



024 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Gafieira - serigrafia - - 55 x 36 cm - canto inferior direito - .

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



025 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Estudo de nu - desenho a carvão - - 60 x 30 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



026 - CESAR LACANNA - (1901 - 1983)

Moça - desenho a carvão - - 45 x 29 cm - canto inferior direito - 1919.

Pintor, escultor e ceramista paulista, estudou com Elpons e Barchitta. Como pintor, trabalhou a paisagem, a natureza-morta, nus e retratos, numa atmosfera realista, evocativa de Daumier. TEODORO BRAGA, pág.136; MEC vol.2, pág. 435; WALMIR AYALA, vol.1, pág.453; PONTUAL, pág.297; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



027 - SILVIA ALVES - (1947)

"Amarylis" - aquarela - - 23 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1997.

Nascida SILVIA Ferraro ALVES, em São Paulo, SP, a 2 de maio de 1947. É pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz, ativa nesta Capital. Estudou pintura e desenho com Lecy Bonfim, e pintura acadêmica com o professor Desdedith Campanelli. Artista festejada nos variados meios em que expressa as suas brilhantes qualidades artísticas. JULIO LOUZADA, vol, 10, pág, 49.



028 - GUSTAVO ROSA - (1946)

Marinheiro - serigrafia - 117/150 - 73 x 51 cm - canto inferior direito - 2004.

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



029 - BENIAMINO PARLAGRECO - (1856 - 1902)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

Pintor e desenhista italiano, tendo realizado sua formação artística em Nápoles, veio fixar-se no Rio de Janeiro em 1895, onde morreria de febre amarela. Já em 1898 conquistava a medalha de outro no Salão Nacional de Belas Artes. Encontram-se obras suas no Museu Nacional de Belas Artes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Obras de sua autoria são raríssimas e grandemente disputadas. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; THEODORO BRAGA, pág. 183; WALMIR AYALA, vol.2, pág.57; PONTUAL, págs. 386 e 406; ARTE NO BRASIL.



030 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"MODERNIDADE CÁ E LÁ". MÁRIO PEDROSA. SÃO PAULO, EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2000. 2)"FORMA E IMAGEM TÉCNICAS NA ARTE DO RIO DE JANEIRO: 1950-1975". SÃO PAULO: PAÇO DAS ARTES, 2002. 3)"NO ATELIÊ DE PORTINARI:1920-1945". SÃO PAULO, MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2011. 4)"JOSÉ PANCETTI: MARINHEIRO, PINTOR E POETA 1902-1958". SÃO PAULO, EDIÇÃO PINAKOTHEKE, 2003-2004. 5)"TARSILA DO AMARAL E DI CAVALCANTI: MITO E REALIDADE NO MODERNISMO BRASILEIRO". SÃO PAULO, MUSEU DE ARTE MODERNA, 2002.



031 - ALUISIO CARVÃO - (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - - 31 x 21 cm - canto inferior direito - .

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



032 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - - 22 x 14 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



033 - NOEMIA MOURÃO - (1912 - 1992)

Nus - desenho a nanquim - - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



034 - CARLO DE SERVI - (1876 - 1947)

Pescadores - óleo sobre tela - - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1921-Barra de São João-RJ.

Italiano de Lucca, iniciou seus estudos de pintura na Academia de Belas Artes daquela cidade. Em 1896 vem para o Brasil, onde trabalha na decoração de igrejas, estabelecimentos públicos e edifícios particulares, em várias cidades. Retorna para a Itália em 1931, por motivos de saúde. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1899/1912; Exposição Geral de Belas Artes, na Escola Nacional de Belas Artes, Enba, Rio de Janeiro, 1899; Exposição de Belas Artes e Indústria, São Paulo, 1902. Após sua morte, sua obra figura nas mostras: A Paisagem Brasileira (1650-1976), no Paço das Artes, São Paulo, 1980; História da Pintura Brasileira no Século XIX, no Paço das Artes, São Paulo, 1983; Dezenovevinte: Uma Virada no Século, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Pesp, 1986; O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pesp, 1993. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; TEODORO BRAGA, pág. 81; Catálogo da Exp., de Pint Italianos no Bras; Ed. Sociaste/1980; REIS JR, pág.365; MEC vol.2, págs 45 e 46; WLAMIR AYALA, vol.1, págs 247 e 248; PONTUAL, pág. 170; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



035 - ANTONIO FERRIGNO - (1863 - 1940)

Camponesa - aquarela - - 65 x 42 cm - canto inferior esquerdo - .

Representou com maestria a chamada Escola de Amalfi. Estudou com Di Chirico e Morelli. Expôs em 1882 em Nápoles, imigrando para o Brasil em 1892, permanecendo em São Paulo até 05, quando retornou à Itália e fixou residência definitivamente em Salerno. No Brasil executou paisagens e marinhas, utilizando de técnica pictórica empastada e de um colorido cheio de vivacidade. Várias obras suas ficaram no Brasil, em importantes coleções particulares. ANTONIO FERRIGNO; BENEZIT, vol. 4, pág. 343; ANUAL ART SALES INDEX/82, vol.1, pág. 383; TEODORO BRAGA, pág. 94; MEC, vol. 2, pág. 156; LAUDELINO FREIRE, págs. 381 e 389; REIS JÚNIOR, pág. 365; PONTUAL, pág. 212. TEIXEIRA LEITE, pág. 192; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 535, RUTH TARASANTCHI.



036 - CARLOS SCLIAR - (1920 - 2001)

Bule e fruta - vinavil e colagem - - 56 x 37 cm - canto inferior direito e dorso - 07/08/1967.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



037 - ADRIANO GAMBIM - (1983)

"Por trás da cortina" - xilogravura - 14/18 - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 2007.
Reproduzido no catálogo do 7° Salão de Artes Visuais de Guarulhos, obra premiada com Menção Honrosa. -
Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na IMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2011); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2012); Araras, SP (2012).



038 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela - - 54 x 65 cm - canto inferior esquerdo - Paraty.

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



039 - FRANCISCO DA SILVA - (1910 - 1985)

Peixes - óleo sobre tela - - 52 x 72 cm - canto inferior esquerdo - 1973.

Natural de Alto Tejo, Acre, foi o pintor FRANCISCO DA SILVA um primitivista, fabulista das lendas amazonenses, ativo no Ceará. Filho de índio peruano com brasileira, fixou-se ainda criança em Fortaleza. Foi descoberto artista em 1943, pelo também artista o suiço Jean Pierre Chabloz, que bancou suas primeiras tintas. O mesmo Jean Pierre, nove anos depois, lança-o em Paris. O crítico Rubens Navarra assim escreveu sobre a obra desse artista acreano: " ... os guaches desse artista indígena são qualquer coisa de muito sério. Esse índio é uma espécie de Dali em estado de natureza. Ao lado do seu surrealismo primitivo, chamemos assim, há um lado arte-aplicada que podia servir excelentemente para ornamentos de cerâmicas , lembrando estampas chinesas de pássaros ou antigos vasos de civilizações passadas." Já André Malraux qualifica-o de " um artista primitivo dentre os maiores do mundo." Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no exterior, com premiações, destacando-se aquela recebida na XXXIII Bienal de Veneza, 1966. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1056; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE, pág. 478.



040 - MAPA -

Brasil - litografia - - 29 x 24 cm - não assinado - 1891.
Com detalhes do Rio de Janeiro e Estados do Sul. -



041 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Paisagem - guache - - 26 x 18 cm - canto inferior direito ilegível - .



042 - RENOT - (1932)

Marinha - óleo sobre tela - - 22 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 - Bahia.

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



043 - MARIO ZANINI - (1907 - 1971)

Paisagem - desenho a nanquim - - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1964.

Fez parte da Família Artística Paulista, grupo com o qual expôs. Notáveis foram suas paisagens, tendo José Geraldo Vieira afirmado ser ele "o pintor da paisagem paulistana". MEC, vol. 4, pág. 531; PONTUAL, pág. 557; TEODORO BRAGA, pág. 250; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 778; LEONOR AMARANTE, pág.38; Acervo FIEO.



044 - RUBEM VALENTIM - (1922 - 1991)

"Emblema 89" - acrílico sobre tela - - 70 x 50 cm - dorso - 1989.

Baiano de Salvador, autodidata, Rubem Valentin pinta desde meados de 1940. Sua primeira coletiva foi em 1949, no Salão Baiano de Belas Artes, do qual participaria outras vezes, recebendo premiações. Viveu no Rio de Janeiro e na Europa, fixando residência permanente em Brasil, DF, há mais de 20 anos. O artista assim explicava a sua arte: "Minha linguagem plástico-visual signográfica está ligada aos valores míticos profundos de uma cultura afro-brasileira (mestiça-animista-fetichista). Com o peso da Bahia sobre mim - a cultura vivenciada; com o sangue negro nas veias - o atavismo; com os olhos abertos para o que se faz no mundo - a contemporaneidade; criando os meus signos-símbolos procuro transformar em linguagem visual o mundo encantado, mágico, provavelmente místico que flui continuamente dentro de mim". PONTUAL, pág.532; WALMIR AYALA, vol.2, págs.395 a 397; TEIXEIRA LEITE, pág.517; MEC, vol.4, pág.443; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 257, Acervo FIEO.



045 - ACÁCIO FERRAZ GOUVEA - (1885 - 1963)

Paisagem - óleo sobre madeira - - 12,5 x 21 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor nascido em Portugal e falecido em São Paulo. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1916 e do Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo, de 1937 a 1954 onde conquistou prêmios em: 1938, 1939, 1947,1953, 1956. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 279; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 462; VOL. 10, PÁG. 395.



046 - JOÃO CAMARA - (1944)

A luz - litografia - 29/100 - 38 x 26 cm - canto inferior direito - .

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



047 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - - 16 x 20 cm - canto inferior direito - .

Monstro sagrado da pintura brasileira, Tarsila é a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil (1924) e o Antropofagia. Sua arte poderia ser definida como um Cubismo adaptado às condições e ao temperamento brasileiros. TEODORO BRAGA, págs. 220/21/22/23; REIS JR.-págs.388/89 ; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 365 e 367 ; MEC, vol. 4-págs. 370/71; PONTUAL, pág. 511; TEIXEIRA LEITE, pág. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 389; ARTE NO BRASIL, pág. 577; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



048 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE - (1877 - 1939)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - - 18 x 30 cm - canto inferior esquerdo - .

Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



049 - HEINZ KUHN - (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela - - 100 x 70 cm - canto inferior direito - 1985.

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



050 - ROSINA BECKER DO VALLE - (1914 - 2000)

"Jardim zoológico" - óleo sobre tela - - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1965.

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



051 - WALTER ROCHA - (1984)

"Duas faces" - escultura em madeira - - h = 78 cm - base - .

WALTER ROCHA (1984) Artista plástico e designer natural da Bahia. Autodidata. Com 22 anos, começou a criar esculturas, quadros, objetos de decoração e móveis utilizando materiais descartados pela natureza como troncos, galhos e folhas de árvores. www.walterdesignature.blogspot.com.



052 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Pássaros - escultura em bronze - - h = 30 cm - não assinado - .



053 - SALVADOR RODRIGUES JR - (1907 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1972-Alfama-Portugal.

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



054 - HENRIQUE BERNARDELLI - (1858 - 1936)

Moça - pastel - - 62 x 48 cm - canto inferior direito - 1913.

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



055 - ANTONIO GODOY MOREIRA - (1899 - 1975)

Camponesa - óleo sobre tela - - 40 x 30 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



056 - HARRY ELSAS - (1925 - 1994)

Estudo de mãos - desenho a nanquim e guache - - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1966.

Nascido na Alemanha e radicado no Brasil desde 1936, Elsas desenvolveu suas aptidões artísticas com Lasar Segall, que muito o incentivou a ingressar na carreira das artes. Permaneceu no Nordeste brasileiro por oito anos, retratando com maestria e singularidade paisagens e aspectos da vida local, sempre com influência renascentista, com cor e desenhos fortíssimos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962, com excelente repercussão. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 99. MEC, vol, 2, pág, 111; TEIXEIRA LEITE, pág 176; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



057 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito a mão, de lã belouche, medindo 1,44 x 0,96 = 1,38 m2. -



058 - POTTY LAZZAROTO - (1924 - 1998)

Ouro Preto - gravura - 9/25 - 38 x 30 cm - canto inferior direito - .
Ex coleção Abelardo Rodrigues - Recife, PE. -
Desenhista, gravador e professor. Foi discípulo dileto de Carlos Oswald. Aperfeiçoou-se em Paris, como bolsista do governo francês, de 1946 a 1947. MEC, vol. 3, pág. 433; PONTUAL, pág. 437; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 883. Acervo FIEO.



059 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

Estudo "Série Amazônia" - guache - - 47 x 47 cm - canto inferior direito - 1967.

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



060 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

"Goal!..." - desenho a nanquim e guache - - 37 x 27 cm - canto inferior direito - .
Capa da revista Fon-Fon. -
Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



061 - IONE SALDANHA - (1921 - 2001)

Composição - aquarela - - 44 x 39 cm - canto inferior direito - .
Com a seguinte dedicatória: "Com carinho e amizade da amiga Ione Saldanha, 1979."
Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



062 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - - h = 47 cm - base - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



063 - OSCAR PEREIRA DA SILVA - (1867 - 1939)

Cigano - óleo sobre tela colada em cartão - - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1907.

Grande pintor brasileiro; prêmio de viagem à Europa em 1889, aperfeiçoou-se em Paris com Gérome e Leon Bonnat. "Sem ter revelado impulsos vigorosos que lhe evidenciassem poder emotivo, Oscar Pereira da Silva soube manter no transcorrer de bem cinquenta e sete anos de produção permanente e intensa, desde que retornou ao país, em 1896, todo o cuidado de um desenho severamente elaborado, sem num só instante voltar-se para o novo semblante que a pintura adquiria nessa transposição de tempo. " Quirino Campofiorito, in CAMPOFIORITO, Quirino. História da Pintura Brasileira no Século XIX. Ed.Pinakotheke-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs. 245/281; TEODORO BRAGA, pág. 177/8; LAUDELINO FREIRE, pág. 383; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 185; MEC, vol. 4, pág.277; PONTUAL, pág. 419; TEIXEIRA LEITE, pág. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 437; ARTE NO BRASIL, pág. 553, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 187, RUTH TARASANTCHI.



064 - DURVAL PEREIRA - (1918 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - - 60 x 30 cm - canto inferior direito - 1976.

Nascido e falecido em São Paulo, DURVAL PEREIRA foi pintor e professor ativo em São Paulo. Premiado com a Menção Honrosa no SPBA em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Pintava ao ar livre aos domingos com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida, recebeu todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão. MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, págs. 749/750/751. ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



065 - EDUARDO ANGEL GIUDICI - (SEC. XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - - 18 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1936.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor natural de São José do Rio Pardo com diversas exposições individuais e coletivas e participação com premiações em salões oficiais. JÚLIO LOUSADA, volumes: 2 pág. 449, e 9 pág. 371



066 - INOS CORRADIN - (1929)

"Marinha com pássaro" - óleo sobre tela - - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - .

Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



067 - OLDACK DE FREITAS - (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - - 90 x 118 cm - canto inferior direito - 1949 - Rio de Janeiro-RJ.

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



068 - ISRAEL PEDROSA - (1926)

Composição - guache - - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1983.

Pintor, ilustrador, gravador, professor, crítico e escritor nasceu em Alto do Jequitibá, MG. Começou a pintar aos dez anos de idade e, em 1940, morando em Juiz de Fora, MG, teve aulas de pintura com Ferrucio Dami. Em 1942, tornou-se discípulo de Cândido Portinari, no Rio de Janeiro, do qual recebeu forte influência em sua formação artística. Seguiu para a Itália, em 1944, como integrante da Força Expedicionária Brasileira e, ao retornar, voltou a trabalhar com Portinari. De 1947 a 1951 aperfeiçoou-se na Escola de Belas Artes de Paris, como bolsista. De volta ao Brasil, inicia uma busca ao que denominou de "cor inexistente" culminando com a publicação do livro: "Da cor à cor inexistente", em 1977. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1947, 1969, 1986, 1989, 1991, 1999); São Paulo (1978, 1983); Salvador, BA (1982); Brasília, DF (1984); Paris (1989); Petrópolis, RJ (1992). Coletivas: Rio de Janeiro (1947, 1952, 1955, 1956, 1959, 1980, 1984, 1987, 1990, 2002); Paris (1949, 1989); Lion, França (1950); Belo Horizonte, MG (1951, 1980); São Paulo (1951, 1978, 1979, 1980, 1984, 1987 a 1989, 1994, 1999, 2001); Brasília, DF (1980, 1988); Curitiba, PR (1980); Porto Alegre, RS (1980); Cidade do México, México (1985); Cairo, Egito (1985); Zagreb, Iugoslávia (1986); Europa - itinerante (1987); Madri, Espanha (1988); Copenhague, Dinamarca (1989); Niterói, RJ (1997, 2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 863; VOL. 8, PÁG. 645; PONTUAL, PÁG. 413; MEC, VOL. 3, PÁG. 359.



069 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)

O acordo - desenho a nanquim e guache - - 43 x 34 cm - canto inferior direito - .
Capa da revista Careta. -
Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



070 - MILTON DACOSTA - (1915 - 1988)

"Vênus" - óleo sobre tela - - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 - Rio de Janeiro -RJ.
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 7038 datada de 3 de dezembro de 2001 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



071 - UBIRAJARA RIBEIRO - (1930 - 2002)

"Umbra" - litografia - 25/100 - 50 x 73 cm - canto inferior direito - 1998.
Obra editada pelo Clube da Gravura , São Paulo - SP, conforme documento no dorso. -
Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



072 - ALFREDO CESCHIATTI - (1918 - 1989)

Leão - escultura em bronze - - h = 18 cm - assinado - década de 1950.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



073 - GALILEU EMENDABLI - (1902 - 1978)

Coroação de Nossa Senhora - placa em cerâmica - - 34 x 35 cm - centro inferior - 1956.

Pintor, desenhista, escultor, ativo em São Paulo. É de sua autoria o Obelisco do Ibirapuera, obra monumental dedicada à memória dos heróis constitucionalistas. ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 634; Acervo FIEO.



074 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

Composição - guache - - 15 x 13 cm - canto inferior direito - 1978.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



075 - ALIPIO DUTRA - (1892 - 1964)

Flores e natureza morta - óleo sobre cartão telado - - 34 x 41 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Iniciou seus estudos em Piracicaba, com seu pai Joaquim Miguel Dutra, e obteve do Governo do Estado de São Paulo, em 1913, uma pensão para aperfeiçoar-se na Europa. Cursou a Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, e foi laureado pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. Em Paris, onde residiu durante 20 anos, frequentou a Academia Julian e os ateliers de Baschet, Royer e Laparra. Expôs no Salão dos Artistas Franceses em 1923 e 1924. Entrou para carreira diplomática em 1921, e quando servia na Embaixada do Brasil em Paris o governo francês fê-lo Cavalheiro da Ordem Nacional da Legião da Honra. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido inúmeros prêmios. Foi irmão dos pintores João, Archimedes e Antonio de P. Dutra. Seu nome está mencionado no Dictionnairè des Peitres, Sculpteurs, Dessinateurs et Graveurs. Benezit, ed. 1966, vol. 3, pág. 454. Foi paisagista, pintor de gênero, figuras e naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 84; BENEZIT, ed. 1976, vol. 4, pág. 71; REIS JR. , pág. 274/75; WALMIR AYALA, vol. 1, pag.274 e 275; PONTUAL, pág. 185/186; MEC, vol. 2, pág. 83; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



076 - CABRAL, ANTONIO HÉLIO - (1948)

"Marte" - óleo sobre tela - - 75 x 90 cm - centro inferior - 29/04/1993.
Com etiqueta do Gabinete 144 - São Paulo, SP - no dorso. -
Formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



077 - TIKASHI FUKUSHIMA - (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - - 52 x 63 cm - canto inferior esquerdo - .
No estado. -
Natural da cidade japonesa de Fukushima, onde nasceu em 19 de janeiro. Vem para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começa a se interessar por pintura. Em 1946, segue para o Rio de Janeiro, onde estuda com Tadashi Kaminagai, que o orienta na execução de paisagens impressionistas. Participa da I à IX BSP. Seu trabalho sofre transformações mais na direção do cubismo, no período da I à III BSP. A partir de 1957 sua pintura é informal, transformando-se depois no estilo que viria consagrá-lo como um dos grandes pintores abstratos do Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; TEIXEIRA LEITE, pág. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 383.



078 - DARIO MECATTI - (1909 - 1976)

"Costa marroquina" - óleo sobre tela colada em madeira - - 26 x 19 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa, São Paulo - SP, no dorso. -
Pintor nascido na Itália. Mecatti radicou-se no Brasil em 1940, após trabalhar por vários anos na Tripolitânia, no norte da África. É notável pela estilização de suas figuras e paisagens concebidas, em tons baixos e obedientes a uma composição pessoal. TEODORO BRAGA, pág. 161/2; MEC, vol. 3, pág. 109; PONTUAL, pág. 352; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 72; TEIXEIRA LEITE, pág. 320; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



079 - GEDLEY BELCHIOR BRAGA - (1967)

Composição - acrílico sobre cartão - - 27 x 38 cm - dorso - 1987.

Pintor, desenhista e artista multimídia nascido em Divinópolis, MG. Residiu em Belo Horizonte de 1983 a 1993 onde cursou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Também estudou desenho e pintura com Inimá de Paula, Carlos Fajardo e Marco Tulio Resende. Especializou-se em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis. Concluiu o Mestrado e o Doutorado na Universidade de São Paulo. Participou de muitos Salões e mostras oficiais no Brasil e Exterior. Realizou exposições individuais em: Divinópolis, MG (1993, 1995); Belo Horizonte, MG (1993, 1995); Brasília (1995); Passos, MG (1995);Uberlândia, MG (2005) e São Paulo (2005, 2008). ITAU CULTURAL.



080 - OSCAR NIEMEYER - (1907)

Congresso Nacional - desenho a nanquim - - 23 x 35 cm - canto inferior esquerdo - .

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



081 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)

Composição - técnica mista - - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1973.

Estudou com Pedro Alexandrino (1923 a 1928) e aperfeiçoou-se na Itália. Integrou o Grupo Santa Helena, com Rebolo, Zanini, Rosa, Graciano, Pennacchi (1935) e participando em 1937 de exposições da Família Artística Paulista. Pintou paisagens e naturezas mortas, com composição estruturada no cubismo. MEC, vol. 1, pág. 247; PONTUAL, págs. 78/79; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 258; TEIXEIRA LEITE, pág. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; LEONOR AMARANTE, pág. 72; Acervo FIEO.



082 - CACIPORÉ TORRES - (1932)

Composição - escultura em bronze - - h = 30 cm - dorso - .

Nascido CACIPORÉ de Sá Coutinho de Lamare TÔRRES, na cidade de Araçatuba, SP. É escultor e professor. Participou do I SPAM (1951) e da I, II, III, VI, VIII e IX Bienal de São Paulo. Recebeu diversos prêmios, inclusive de viagem à Europa em 1951. MEC, vol. 4, pág. 406; PONTUAL, pág. 524; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 156; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



083 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)

A visita do anjo - guache - - 28 x 19 cm - canto inferior direito - .

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



084 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

"Castor" - técnica mista - 1/3 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1965.
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



085 - FRANCISCO AURÉLIO DE FIGUEIREDO E MELO - (1856 - 1916)

"Menina" - óleo sobre tela - - 21 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1883.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Este excepcional pintor, desenhista, caricaturista, escultor e escritor brasileiro, nasceu na Paraíba, na cidade de Areia, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Le Chevrel e com seu irmão, o pintor Pedro Américo, na Academia Imperial das Belas Artes, do Rio de Janeiro. Aperfeiçoou-se em Florença, Itália, ainda orientado pelo irmão, que lá também se fixara em 1874. De retorno ao Brasil, depois de visitar outros países do velho mundo, realizou exposições no Rio de Janeiro e no Norte do País, bem como nas capitais das repúblicas do Prata, sempre com retumbante sucesso de crítica e de público. THEODORO BRAGA, pág. 44; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, pág. 97; REIS JR, págs. 214-220 e 246; LAUDELINO FREIRE, pág. 293; PONTUAL, págs. 213 e 214; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 310; ARTE NO BRASIL, pág. 599. MEC, vol.1, pág. 149.



086 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS - (1853 - 1927)

"Paisagem com casas" - óleo sobre tela - - 27 x 50 cm - canto inferior direito - Resquícios.
Com certificado de autenticidade firmado por Celso Calixto Rios em 29 de setembro de 2011 e etiqueta do restaurador R. L. Valentie datada de 03/03/1972. -
Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



087 - MARTINS DE PORANGABA - (1944)

"Série Amazônia" - acrílico sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1994.

O crítico de arte José Neisten declarou a respeito do artista, em Washington: " O que define o significado de suas telas é a sintaxe: portanto, uma semântica pessoal, tal como evolui na dinâmica de composição, em seu complexo contraponto, e no uso da cor. Nem sempre é possível entender sua pintura com aferição puramente plástica; muitas vezes é preciso pedir ajuda dos critérios musicais, porque Martins frequentemente compõe suas formas e cores com energia e finura de composição musical, onde tom acima ou um quadro de tom abaixo fazem uma diferença enorme no resultado global ". JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 704; ITAU CULTURAL.



088 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre cartão - - 24 x 30 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



089 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE - (1885 - 1962)

Flores - óleo sobre tela - - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



090 - WALTÉRCIO CALDAS - (1946)

"Certesa de um Amor" - desenho a nanquim - - 29 x 21 cm - canto inferior direito - década de 1960.

Waltércio Caldas Júnior nasceu no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo e figurinista, estudou pintura com Ivan Serpa (1964) no MAM/RJ. Entre 1969 e 1975, realizou desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, lecionou no Instituto Villa-Lobos, RJ; foi co-editor da revista ‘Malasartes’; integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ; participou da publicação ‘A Parte do Fogo’ e publicou com Carlos Zilio, Ronaldo Brito e José Resende o artigo ‘O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom’, no jornal ‘Opinião’. Em 1979, sua produção foi analisada no livro ‘Aparelhos’, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo ‘Apaga-te Sésamo’, de Miguel Rio Branco, enfocou a sua produção. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo (1987, 1989, 1996, 1998), da Documenta de Kassel (1992), entre outras. Recebeu, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 49; VOL. 13, PÁG. 60.



091 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - - 15 x 22 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



092 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"LUIZ ZERBINI". SÃO PAULO: COSAC NAYF, 2006. 2)"UM PASSEIO PELA ARTE BRASILEIRA". BELO HORIZONTE: ERROL FLYNN GALERIA,. 3)"SIRON FRANCO". SÃO PAULO, MUSEU OSCAR NIEMEYER, 2006. 4)"A MEMÓRIA DO GUARDIÃO". SÃO PAULO, EDITORA 3° NOME, 2003. 5)"A ANTARCTICA ARTES COM A FOLHA". SÃO PAULO: COSAC NAYF, 1998. 6)"BRAZILIAN ART BOOK VI". SÃO PAULO: EDITORA JARDIM CONTEMPORÂNEO, 2005.



093 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - - 31 x 12 cm - centro inferior - .

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



094 - INIMÁ DE PAULA - (1918 - 1999)

Paisagem - guache - - 15 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1979.

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



095 - FELISBERTO RANZINI - (1881 - 1976)

"Ipê em flor..." - óleo sobre cartão - - 16 x 10 cm - dorso - 25/08/1939 - São Paulo.
Complemento do título: "Ipê em flor pegado à Escola Politécnica em São Paulo". Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



096 - ROBERTO BURLE MARX - (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim - - 48 x 60 cm - canto inferior direito - 1981.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



097 - EMANOEL ARAÚJO - (1940)

Composição - escultura em ferro - - h = 33 cm - dorso - .

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



098 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)

Paisagem - aquarela - - 25 x 31 cm - canto inferior direito - .

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



099 - ARNALDO FERRARI - (1906 - 1974)

Ouro Preto - óleo sobre tela colada em cartão - - 22 x 27 cm - canto inferior direito - .
Com dedicatória no dorso datada de 2 de fevereiro de 1954
Pintor e desenhista de São Paulo. Estudou artes decorativas, desenho e pintura no Liceu de Artes e Oficio de São Paulo e na Escola de Belas Artes de São Paulo, tendo sido aluno de Érico Vio . Pertenceu ao Grupo Guanabara de São Paulo, com Tomie Ohtake, Ianelli, Fukushima e outros. Passou, num trabalho lento e consciente, do figurativismo para uma abstração geometrizante. Participou do Grupo Santa Helena, com Alfredo Volpi, Mario Zanini e outros, nos anos de 1935 a 1950. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 304/5; MEC, vol. 2, pág. 149/50; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, pág. 207; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 378; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.678, Acervo FIEO.



100 - DÉCIO VIEIRA - (1922 - 1988)

Composição - têmpera sobre tela - - 140 x 100 cm - dorso - .

Este importante artista brasileiro nasceu em Petrópolis-RJ e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residiu e foi ativo. Foi orientado por Axl Leskoschek e Fayga Ostrower. Participou da I Exposição Nacional de Arte Abstrata-RJ, que idealizou juntamente com Ivan Serpa. Integrou diversos movimentos: Grupo Frente (1954), concreto (1956) e neoconcreto (1959). Participou do SNAM-RJ nos anos de 1949 a 1964, e da Bienal de São Paulo, nas versões do período de 1953 a 1967, e 1987. Segundo Max Bill, Décio Vieira figura entre os grandes da arte concreta mundial. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1107.



101 - DÉCIO SONCINI - (1953)

"Janela do atelier" - acrílico sobre tela - - 110 x 90 cm - canto inferior esquerdo - 2003.

Pintor, desenhista e gravador, nascido em São Paulo, no dia 11/2/1953. Pertencente à nova geração de pintores paulistas, o autor cursou a Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde estudou também gravura, obras com conotações expressionistas, que o artista tem mostrado desde a sua estréia em 1975. Em critica, Antônio Zago tece os seguintes comentários sobre a sua obra: "...Décio Soncini trabalha com a memória. Em seu fundamento psicológico a memória é altamente seletiva, deixando apenas alguns detalhes nítidos, envoltos em uma névoa: a névoa do tempo (...)" . Recebeu diversas premiações, inclusive o de aquisição, no I Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais-SP (1980). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 928/929



102 - MAURO FAINGUELERNT - (1962)

Vestido da bailarina - escultura em bronze - - h = 50 cm - assinado - .

Fotógrafo, gravador, escultor e professor nascido no Rio de Janeiro. Sua formação artística foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Instituto Metodista Bennet e no ‘Technical Institute of Sculpture - Jonhnson Atelier’, em New Jersey - EUA. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1992, 2002); Campos do Jordão, SP (1994); São Paulo (1995, 1997); Tiradentes, MG (2001, 2003); Juiz de Fora, MG (2004). Exposições coletivas: Rio de Janeiro (1981 a 1983, 1985, 1993, 2000, 2003, 2004, 2005, 2007); Manaus, AM (1983); Curitiba, PR (1985); São Paulo (1996, 1997, 2011); EUA (1990); Tiradentes, MG (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 249; www.maurofainguelernt.com.



103 - FRANS YKENS (ATRIBUÍDO) - (1601 - 1693)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 28 x 41 cm - canto inferior esquerdo - MDCLXXI.

Pintor, representante da Escola Flamenga, nasceu em Antuérpia - Bélgica. Foi aluno de seu tio Osias Beert e, em 1630, tornou-se mestre. Realizou viagem de estudos para Aix e Marselha, França. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT VOL.5, PÁG. 705; artcyclopedia.com; allartclassic.com; bbc.co.uk/arts; christies.com; web.artprice.com; artfact.com; artnet.com; askart.com; arcadja.com; artinfo.com.



104 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)

Composição - monotipia - - 31 x 20 cm - canto inferior direito - 1966.
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -
Suíça, Mira imigrou para o Brasil em 1949, fixando-se inicialmente em Porto Alegre, onde fez pinturas e esculturas em cerâmica, nas quais assinava Mirra Hargesheimer, seu nome de solteira.. Realizou a sua primeira exposição individual, em 1952. Expôs em 1954 em São Paulo (MAM), para onde se transferiu. Participou de diversos salões, tais como o SPAM e Bienais de São Paulo, Córdoba e Veneza, obtendo premiações. A principio exclusivamente desenhista, com a utilização de signos, índices e símbolos, dedicou-se posteriormente à pintura, dentro da vertente minimalista que norteou toda a sua carreira. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187.



105 - EUGÊNIO ACOSTA - (1896 - XX)

Barcos - óleo sobre tela - - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



106 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)

"Singularidades" - gravura - 5/20 - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1995.
Complemento da técnica: buril. -
Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



107 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Cadeira triangular - madeira de lei - - 77 x 90 x 87 cm - não assinado - .



108 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)

Linhas - guache - - 21 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 1970.
Com a seguinte dedicatória no dorso: "À Jeannette com grande abraço, Charoux". -
Pintor e desenhista austríaco, natural de Viena, transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo, Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade, onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Artista estável, sua evolução não sofreu sobressaltos, uma vez formado numa linguagem linear de sensibilidade pessoal, despojada e exigente, rigorosamente artesanal. PONTUAL, pág. 131; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 798; Acervo FIEO.



109 - ARTHUR LUIS PIZA - (1928)

"Yin" - gravura - 29/100 - 61 x 40 cm - canto inferior direito - 1971.
Reproduzido sob o número 169 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -
Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



110 - JORGE GUINLE FILHO - (1947 - 1987)

"A grande festa" - óleo sobre tela - - 120 x 210 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1980.
Reproduzido no convite deste leilão.
Pintor e desenhista. Expôs com regularidade no Rio e São Paulo a partir de 1973, com ótimo mercado. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.482; LEONOR AMARANTE, pág. 312. Acervo FIEO.



111 - ANTONIO POTEIRO - (1925 - 2010)

Vaso de flores - óleo sobre tela - - 45 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2006.

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



112 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore - - h = 27 cm - base - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



113 - GUSTAVO DALL'ARA - (1865 - 1923)

Camponesa - óleo sobre cartão - - 23 x 17 cm - centro esquerdo - 1907.
Com etiqueta de Galeria Montmartre "Jorge", Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -
Pintor italiano, ilustrador e caricaturista. Realizou sua formação artística na Academia de Belas Artes de Veneza, estudando com Villa, Franco Dall'ara e Deslandes. Por volta de 1889, veio radicar-se no Rio de Janeiro, como convidado para ilustrar um dos jornais cariocas da época e também por motivos de saúde. Paisagista e marinhista, dedicou-se a fixar aspectos do Rio antigo. Nogueira da Silva chamou-o o pintor da cidade, "tanto se entregara ele, o bizarro e macambúzio, Gustavo Dall'ara, ao urbanismo pictural da metrópole. MEC, vol. 2, pág. 14; REIS JR., pág. 270; PONTUAL, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. Da Educ. e Saúde - MNBA/Rio/1944 ; LAUDELINO FREIRE, pág. 388; TEODORO BRAGA, pág. 78; TEIXEIRA LEITE, pág. 144; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 84; ITAÚ CULTURAL.; ARTE NO BRASIL, pág. 839.



114 - MARIA LEONTINA - (1917 - 1984)

Composição - guache - - 29 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1955.

Aluna de Waldemar da Costa, Maria Leontina é uma pintora que conquista o espectador pela finura de seus acostamentos cromáticos. Em 1947, integrava o Grupo dos 19, e, nos anos "50", passou por interessante fase geométrica. MEC, vol. 2, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 309; PONTUAL, pág. 338; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 772; LEONOR AMARANTE, pág. 25; WALTER ZANINI, pág. 645.



115 - A. FERNANDEZ - (XIX - XX)

Cozinha caipira - óleo sobre tela - - 26 x 36 cm - canto inferior direito - 1906 - Santos - SP.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor espanhol radicado em São Paulo com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 339; VOL. 12, PÁG. 154.



116 - BRUNO LECHOWSKY - (1889 - 1941)

Paisagem com neve - guache - - 33 x 27 cm - canto inferior esquerdo - .

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



117 - MARIA FREIRE - (1919)

Composição - serigrafia - - 29 x 40 cm - canto inferior direito - c. 1955.

Artista do Uruguai que tem realizado inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM, 1976); Rio de Janeiro (1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



118 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



119 - IRACEMA ARDITI - (1924 - 2006)

"Lilaz" - óleo sobre tela colada em eucatex - - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1989.

Esta festejadíssima artista brasileira, tanto em solo pátrio como no exterior, nasceu em São Paulo, SP. Suas obras ganharam o mundo pela linguagem própria e límpida de suas obras, nada ingênua ou primitiva. PONTUAL, pág. 272; TEIXEIRA LEITE, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



120 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL - (1935)

"O que passa" - óleo sobre tela - - 76 x 76 cm - canto inferior direito e dorso - 1981.
Reproduzido no convite deste leilão. - Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte, São Paulo - SP - no dorso. -
Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



121 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)

Altar - desenho a nanquim - - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1924.

Monstro sagrado da pintura brasileira, Tarsila é a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil (1924) e o Antropofagia. Sua arte poderia ser definida como um Cubismo adaptado às condições e ao temperamento brasileiros. TEODORO BRAGA, págs. 220/21/22/23; REIS JR.-págs.388/89 ; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 365 e 367 ; MEC, vol. 4-págs. 370/71; PONTUAL, pág. 511; TEIXEIRA LEITE, pág. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 389; ARTE NO BRASIL, pág. 577; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



122 - YVETTE PUCHEU - ( 1942)

Rosto - escultura em bronze - - h = 10 cm - assinado - .

Pintora, discípula do pintor carioca Henrique Cavaleiro, aluna rebelde da Escola Nacional de Belas Artes que decidiu-se pela pintura moderna, Yvete Puchen tem atuado principalmente no Rio de Janeiro, onde participou do SalÃo Nacional de Belas Artes, em 1970. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 790; MEC, vol. 3 pág. 437.



123 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA - (1952)

"Ex-voto" - óleo sobre tela - - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 - São Paulo-SP.

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



124 - CARLOS VERGARA - (1941)

Carnaval - serigrafia - 19/50 - 46 x 61 cm - canto inferior direito - .

Carlos Augusto Caminha Vergara dos Santos, importantíssimo artista plástico brasileiro, nasceu na cidade gaúcha de Santa Maria-RS. Gravador, fotógrafo e pintor, transfere-se para o Rio de Janeiro na déc. de 50. Dedicou-se ao artesanato de jóias, que são expostas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1963. Estudou desenho e pintura com Iberê Camargo. Participou das mostras Opinião 65 e 66, no MAM-RJ. Em 1967 produz pinturas figurativas, que revelam afinidades com o expressionismo e a Arte Pop. Atua ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios, empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Durante os anos 1980, volta à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos, nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas. Em 1997, realiza a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos. MEC., vol.4, pág.469; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 1030; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 168.



125 - HAROLDO AMAZONAS - (1905 - SÉC. XX)

Paisagem - óleo sobre cartão - - 41 x 46 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor, desenhista, engenheiro e arquiteto nascido em Taubaté, SP. Assina H. Amazonas. Filho do pintor Clodomiro Amazonas. Formou-se na Escola de Belas Artes em 1935. Expôs individualmente em 1950, participou de várias edições do Salão Paulista e de mostras na cidade de São Vicente, SP. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 45.



126 - JESUS FUERTES - (1938 - 2006)

Figura e pássaros - óleo sobre tela - - 71 x 51 cm - canto superior direito - 1983.

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



127 - MARCELO GRASSMANN - (1925)

Guerreiros - gravura - 17/25 - 37 x 53 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



128 - CARLOS PRADO - (1908 - 1992)

Figuras - desenho a nanquim - - 46 x 30 cm - não assinado - .

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



129 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA - (1909 - 1996)

No baile - óleo sobre tela - - 22 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979.

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



130 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

Composição - óleo sobre tela - - 40 x 40 cm - dorso - 1972.
Reproduzido no convite deste leilão.
Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



131 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

Reforma agrária - desenho a nanquim e aquarela - - 41 x 30 cm - canto inferior esquerdo - .
Capa da revista O Malho. -
Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



132 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

Nu - escultura em bronze - - h = 24 cm - assinado - .
Reproduzida no livro "As artes de Carybé" de autoria de Emanoel Araújo. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



133 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)

Composição - óleo sobre eucatex - - 76 x 107 cm - canto inferior direito - 1975.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



134 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)

"Aldeia com pescadores" - óleo sobre eucatex - - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982.
Com etiqueta n° 049-BO.379-82A do ateliê do artista, no dorso. -
Nasceu em 27 de dezembro na cidade de Villa Collemandina, na Itália, e fixou-se no Brasil desde 1929, após ter estudado em Florença, e haver-se diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca. Pennacchi integrou a Familia Artística Paulista. Muralista de inspiração pré-renascentista, sua pintura é sensível e pessoal de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos (mercê de uma infância marcada por sólida educação religiosa Católica), e na evocação do mundo caipira. Realizada em 1973, considerado o Ano de Pennacchi, importante retrospectiva da obra deste festejado artista no MAM de São Paulo. O artista fez exposições em Milão e foi homenageado em seu país natal. TEODORO BRAGA, pág. 192; MEC, vol, 3, pág. 365; WALMIR AYALA, vol, 2, pág. 182; PONTUAL, pág. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784; Acervo FIEO.



135 - FRANCISCO CASSIANI - (1921)

"Igreja Nossa Senhora do Carmo - Aclimação" - óleo sobre cartão - - 20 x 14 cm - canto inferior direito e dorso - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



136 - JOAQUIM LOPES FIGUEIRA JUNIOR - (1904 - 1943)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - - 31 x 44 cm - canto inferior direito - 1942.

Escultor e pintor, participante do Salão Paulista de Belas Artes em 1934 e 1936, quando recebeu as pequenas medalhas de prata e de ouro. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu o prêmio viagem ao País, em 1941. Integrou a Família Artística Paulista, participando de suas mostras entre 1937 e 1940. Quirino Campofiorito, artista e festejado crítico de arte, assim disse a seu respeito: "Faleceu prematuramente Figueira, quando sua obra confirmava um rigor estético que tinha sua medida na simplicidade do modelado e na espontaneidade da objetividade figurativa." MEC, vol.2, PÁG.173; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 348; PONTUAL, pág. 212; TEIXEIRA LEITE, pág.193; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 586.



137 - MARIO NAVARRO DA COSTA - (1883 - 1931)

Porto - aquarela - - 33 x 45 cm - canto inferior direito - 1907.

Nascido no Rio de Janeiro, este pintor marinhista teve suas obras inicialmente notadas no Salão de 1907. Após sua consolidação no gênero, ingressa na carreira diplomática, sendo enviado a Nápoles, onde se torna aluno de Attilio Pratella, o último dos marinhistas notáveis. Expõe na Europa, por onde viaja mercê do ofício. É considerado pelos críticos pátrios como o melhor marinhista de todos os tempos. TEIXEIRA LEITE, pág. 346; PONTUAL, pág.379; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532; ARTE NO BRASIL, pág. 602; ACERVO FIEO.



138 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

Composição - guache - - 13 x 26 cm - centro inferior - 1987.
Com etiqueta de participação e reproduzido no catálogo, lote n° 305 em leilão de 13 de março de 2012 na Christie's de Amsterdam - Holanda. -
Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



139 - TOLEDO PIZA (DOMINGOS VIEGAS DE TOLEDO PIZA) - (1887 - 1945)

Flores - óleo sobre tela - - 55 x 60 cm - centro superior - .

Pintor, estudou em Paris, voltando ao Brasil em 1933; dedicou-se à paisagem, com características expressionistas. ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1054; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAÚ CULTURAL.



140 - PEDRO ALEXANDRINO - (1864 - 1942)

"Natureza morta com travessa de castanhas" - óleo sobre tela - - 55 x 67 cm - canto superior direito - .
Reproduzido no convite deste leilão. -Descrito sobre o n°243 página 130 do livro Artistas Brasileiros - Pedro Alexandrino de autoria de Ruth Sprung Tarasantchi, edição EDUSP. E reproduzido sobre o n°75 do catálogo de leilão de arte - venda n°36 - de Renato Magalhães Gouveia - junho de 1994. -
Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



141 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

Paisagem - acrílico sobre tela - - "Palheta" 60 x 80 cm - centro inferior - .
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins e certificado firmado pelo autor datado de 14 de março de 2003. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



142 - MARIA BONOMI - (1935)

"Kandinsky" - múltiplo em alumínio - - 24 x 24 cm - dorso - junho de 1995.
Obra reproduzida no site da autora: http://www.mariabonomi.com.br/. -
Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



143 - THEODORO DE BONA - (1904 - 1990)

"Cozendo a vela" - óleo sobre tela - - 55 x 67 cm - canto inferior esquerdo - 1935 - Venezia.
Com a seguinte inscrição: "Estudo para o quadro Cozendo a vela". -
Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



144 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) - (1899 - 1964)

Nu na floresta - desenho a nanquim - - 37 x 55 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



145 - AUGUSTO LUIZ DE FREITAS - (1868 - 1962)

"Procissão" - óleo sobre tela - - 26 x 36 cm - canto inferior direito - Roma.
Acompanha recibo original de venda firmado por Alda M. Amazonas Monteiro e Haroldo Amazonas Monteiro, respectivamente viúva e filho do pintor Clodomiro Amazonas. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor gaúcho, estudou em Portugal e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, com Henrique Bernardelli, tendo-se radicado em Roma em fins do século passado, após ter conquistado em 1898 o prêmio de Viagem do Salão Nacional de Artes. Foi um dos decoradores do Pavilhão Brasileiro na Exposição de Turim em 1911. LAUDELINO FREIRE, pág. 515; TEODORO BRAGA, pág. 103; REIS JR., pág. 366; MEC, vol. 2, pág. 210; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; PONTUAL, pág. 225; TEIXEIRA LEITE, pág. 208; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 358; RGS, pág. 101, RUTH TARASANTCHI.



146 - ALEX FLEMMING - (1954)

"Gallileu Galilei" - técnica mista - - 13 x 28 cm - - .

Nasceu em São Paulo, onde realizou a sua primeira individual em 1977. Segundo Jacob Klintowitz, na bibliografia de TEIXEIRA LEITE abaixo, " o trabalho de Alex Fleming é o resultado da tensão entre a imagem do homem e o procedimento do homem. Nada aqui é por acaso. Com paciência oriental o artista elabora uma maneira de fazer. Utiliza fotolitos, tintas e de naturezas diferentes, divide a tela em várias telas, compõe a tela maior a partir de telas pequenas, faz diagramas do resultado final, dedica-se de corpo e alma ao metier, hoje o elemento mais desprezado da arte ... Alex experimenta o homem e a si mesmo". JULIO LOUZADA, vol 4 pág 406; TEIXEIRA LEITE, pág. 196.



147 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)

Cravos - óleo sobre tela - - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1926.

Estudou com Pedro Alexandrino (1923 a 1928) e aperfeiçoou-se na Itália. Integrou o Grupo Santa Helena, com Rebolo, Zanini, Rosa, Graciano, Pennacchi (1935) e participando em 1937 de exposições da Família Artística Paulista. Pintou paisagens e naturezas mortas, com composição estruturada no cubismo. MEC, vol. 1, pág. 247; PONTUAL, págs. 78/79; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 258; TEIXEIRA LEITE, pág. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; LEONOR AMARANTE, pág. 72; Acervo FIEO.



148 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Praia da Urca - óleo sobre tela - - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



149 - RENOT - (1932)

"Baianas do Pelourinho" - acrílico sobre tela colada em eucatex - - 38 x 26 cm - canto superior direito e dorso - .

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



150 - JOSÉ PANCETTI - (1902 - 1958)

Marinha - óleo sobre tela - - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 2709/55 - Cabo Frio.
Reproduzido no convite deste leilão. - Com certificado de autenticidade n°60138 emitido pela Galeria de Arte Borghese Ltda., Rio de Janeiro - RJ, datado de 6 de julho de 1993. -
Nasceu em Campinas e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de italianos chegados a Campinas em 1891. Foi marinheiro por longos anos, tendo aprendido a sua arte a bordo dos navios. Era conhecido como o Pintor Marinheiro. Participou do Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde conviveu com Milton Dacosta, Ado Malagoli e João José Rescala. Participou do SNBA durante vários anos, recebendo premiações. Sobre o artista assim se manifestou Medeiros de Lima: " ... Juntamente com Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi e Lasar Segall, Pancetti retoma na pintura a melhor tradição da paisagística brasileira (...) Mas, de todos, Pancetti foi o que melhor soube captar a fôrça, a exuberância e a luminosidade litorânea brasileira" . TEODORO BRAGA, pág. 130; PONTUAL, págs. 403 e 404; MEC, vol. 3, pág. 332; REIS JUNIOR, pág. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 380; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 597; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



151 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)

Tandredo convencendo um eleitor - desenho a nanquim e aquarela - - 41 x 30 cm - canto inferior direito - .

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



152 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"GUILLERMO KUITCA". SANTAFÉ DE BOGOTÁ: GRUPO EDITORIAL NORMA, 1998. 2)"JESÚS RAFAEL SOTO". MUSEU DE ARTE DA BAHIA, 1998. 3)"EDGARD DE SOUZA, A VOLUTA E OUTROS TRABALHOS". SÃO PAULO: PINACOTECA, 2004. 4)"EDGARD DE SOUZA". CARLOS BASUALDO. SÃO PAULO: COSAC NAYF, 2000. 5)"LOUISE BOURGEOIS". RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL; SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, 1997. 6)"SOTO: A CONSTRUÇÃO DA IMATERIALIDADE". SÃO PAULO: INSTITUTO TOMIE OHTAKE, 2006. 7)"PARADE 1901-2001". SÃO PAULO: MUSEU NACIONAL DE ARTE MODERNA, 2001.



153 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

Dama - desenho a nanquim - - 30 x 18 cm - canto inferior esquerdo - .

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



154 - INOS CORRADIN - (1929)

Barco - óleo sobre eucatex - - 84 x 28 cm - canto inferior esquerdo - .
Com certificado de origem e autenticidade firmado pelo autor em 21 de janeiro de 2009. -
Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



155 - FRANCISCO FIORENTINO - (XX - 1993)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol 13, pág 134.-



156 - POTTY LAZZAROTO - (1924 - 1998)

Vaqueiros - desenho a nanquim - - 20 x 30 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador e professor. Foi discípulo dileto de Carlos Oswald. Aperfeiçoou-se em Paris, como bolsista do governo francês, de 1946 a 1947. MEC, vol. 3, pág. 433; PONTUAL, pág. 437; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 883. Acervo FIEO.



157 - SONIA EBLING - (1926 - 2006)

Nu - escultura em bronze - - h = 49 cm - base - .

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



158 - SAMSON FLEXOR - (1907 - 1971)

Composição - guache - - 20 x 24 cm - canto inferior direito - .

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



159 - MARIO MENDONÇA - (1934)

Interior - desenho a lápis - - 47 x 55 cm - canto inferior direito - 1995.

Pintor e decorador nascido na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata no inicio, posteriormente estudou com Aluisio Cardoso, MAM-RJ. Expôs individualmente no MNBA-RJ em 1964, com apresentação de Walmir Ayala. Decorou diversas igrejas do Rio, entre elas a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Caepal ds Almas da Matriz no Engenho Novo. Expôs coletivamente nos anos de 1965 a 1967, possuindo obras em museus da Alemanha e Vaticano. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 729; ITAU CULTURAL



160 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito a mão, de lã boukara, medindo 2,24 x 1,19 = 2,90 m2. -



161 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Mulher com violão - desenho a nanquim - - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1965.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



162 - FLORIANO TEIXEIRA - (1923 - 2000)

Mulher - escultura em pedra - - h = 20 cm - base - .

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



163 - DARCY PENTEADO - (1926 - 1987)

Jovem senhora - óleo sobre tela - - 92 x 73 cm - canto superior direito - 1962.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



164 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)

Bailarino - monotipia - - 35 x 26 cm - centro inferior - Natal de 1969.

Pintor e desenhista figurativo, integrou o Grupo Santa Helena, juntamente com Volpi, Zanini e outros, e foi um dos organizadores e expositores do I Salão da Família Artística Paulista; suas figuras seguem a disciplina cubista da organização do espaço, destacando-se uma série de Músicos; dedicou-se a pinturas murais e à ilustração de obras literárias. MEC, vol. 2, pág. 280; PONTUAL, pág. 247/8; TEIXEIRA LEITE, pág. 225 a 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 784; LEONOR AMARANTE, pág. 58; Acervo FIEO.



165 - THEODORO BRAGA - (1872 - 1953)

"Heróis do Rio Formoso" - óleo sobre tela - - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - .
Esta obra participou do 7° Salão Paulista de Belas Artes de 1940, estando reproduzida no jornal O Estado de São Paulo de 3 de setembro de 1948. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor, restaurador, decorador, ceramista, ilustrado, nasceu na cidade paraense de Grão-Pará, e vindo a falecer em São Paulo SP. Em 1895, no Rio de Janeiro, estuda na Escola Nacional de Belas Artes, ENBA, sendo aluno de Belmiro de Almeida, Zeferino da Costa e Daniel Bérard. Premiado pela ENBA com viagem ao exterior, vai a Paris, onde tem aulas com Jean Paul Laurens. Em 1942, publica o dicionário de notícias de pintores brasileiros, Artistas Pintores no Brasil. Participa de várias edições do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e do Salão Paulista de Belas Artes. JULIO LOUZADA vol. 1 pag. 149; ITAU CULTURAL.



166 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)

"Ponte no Bingen" - gravura - 1/100 - 31 x 50 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido na página 89 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -
Gravador e pintor, ativo no Rio de Janeiro, estudou na Europa; foi o primeiro a fazer gravura em metal com finalidade artística; dedicou-se a temas religiosos, paisagens, cenas de gêneros e retratos. PONTUAL, pág. 397; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1053; ITAÚ CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 446; Acervo FIEO.



167 - YAACOOV AGAM - (1928)

As XII tribos de Israel - serigrafia - 8/99 - 51 x 38 cm - canto inferior direito - .

Pintor, escultor e professor, natural de Rishon-le-Zion, Israel. Cursou, em Jerusalém, a Escola de Arte de Bezalel. Depois de ter sido preso, em 1945, pelos ingleses, viaja pela Europa e Estados Unidos. Na Suíça, foi aluno de S. Giedion e Johannes Itten. Em 1951, fixa-se em Paris onde freqüenta o Ateliê de Arte Abstrata e a Academia da “Grande Chaumière”. Na década 60 viaja aos Estados Unidos para ministrar aulas e conferências. Exposições individuais: Paris (1953, 1956, 2002, 2003, 2007); Israel (1956); Bélgica (1958); Inglaterra (1959); Suíça (1962, 2004); Estados Unidos (1966, 1999). Muitas foram as exposições oficiais e coletivas, com destaque: Paris (1955, 1967); São Paulo, SP (1963 – Bienal Internacional). Possui obras em Museus da Alemanha, França, Holanda, Israel, e Estados Unidos. Dentre suas realizações monumentais, pode-se citar: o teto do Centro de Convenções de Jerusalém e um Salão do Palácio de “Elysée”, Paris. BENEZIT, VOL.1, PÁG.51; www.artprice.com.



168 - DURVAL PEREIRA - (1918 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1973.

Nascido e falecido em São Paulo, DURVAL PEREIRA foi pintor e professor ativo em São Paulo. Premiado com a Menção Honrosa no SPBA em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Pintava ao ar livre aos domingos com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida, recebeu todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão. MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, págs. 749/750/751. ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



169 - ARLINDO CASTELANE DI CARLI - (1910 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - - 40 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1971 - Lazio Italia.

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



170 - MAPA -

Cidade de Jerusalém - litografia - - 15 x 34 cm - não assinado - 1898.



171 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Ouro Preto - aquarela - - 14 x 21 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



172 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

Maternidade - desenho a nanquim - - 29 x 21 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido na página 91 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



173 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)

Paris - óleo sobre tela colada em eucatex - - 30 x 38 cm - canto inferior esquerdo - .

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



174 - EDUARDO SUED - (1925)

Nus - desenho a nanquim - - 21 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1961.
Reproduzido sob o nº 323 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em agosto de 2012. -
Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



175 - MENASE WAIDERGORN - (1927)

Trabalhadores - óleo sobre tela - - 30 x 40 cm - canto inferior direito - .

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



176 - KARL ERNEST PAPF - (1838 - 1910)

Orquídeas - óleo sobre tela colada em cartão - - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1885.

Natural de Dresden, Alemanha, veio para o Brasil em 1867 sob contrato do fotógrafo Albert Henschel. Residiu no Recife - Pernambuco, e Salvador-Bahia. Foi exímio retratista, paisagista e pintor de naturezas mortas, destacando-se aí as orquídeas, que o artista cultivava em um esplêndido orquidário, em sua casa de Petrópolis - RJ. BENEZIT, vol. 8, pág. 119; MAYER / 83, págs. 84/957/1081; MEC, vol. 3, pág. 333; PONTUAL, pág. 405; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 162 e 165. TEIXEIRA LEITE pág. 384; ITAÚ CULTURAL.



177 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

"Giorgia" - óleo sobre madeira - - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1922 Rodney J..



178 - ARIMORI SUMIKO - (1945)

Flores - técnica mista - - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1975.

Nasceu em Lins-SP, no dia 22 de junho de 1945. Fixando-se em São Paulo, foi orientada por Manabu Mabe. Trabalhou como desenhista no Centro de Cirurgia Plástica do Dr. David Serson Neto e no Congresso Brasileiro de Angiologia-SP. Fez diversos e importantes trabalhos em arte-finalista e diagramação. Participou de diversas produções cinematográficas nacionais. Dentre os Salões de Arte de que pareticipou, destacam-se os do Grupo SEIBI, Bunkyo e Paulista de Belas Artes, com premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 pág 946



179 - MARIE NIVOULIÈS DE PIERREFORT - (1879 - 1968)

Flores - óleo sobre madeira - - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1963.
Com etiqueta da Galeria Heuberger, Av. Rio Branco, 118 - 120, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -
Natural de Toulon , França, faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Em Paris frequentou os ateliers de Renoir, Bonnard e Manet. Expôs no Salão dos Independentes a partir de 1907 e nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1910, ambos em Paris.Em 1938 veio pela primeira vez ao Brasil, participando do SNBA, onde recebeu premiações, fixando-se definitivamente no País a partir de 1959. Atualmente considerada a Debret do Século XX, pois retratou as paisagens e o cotidiano de nossa gente como uma autêntica neo-impressionista. JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 639. BENEZIT, VOL, 7 pág, 733; ITAÚ CULTURAL.



180 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - - 18 x 14 cm - canto inferior direito - 1951.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



181 - FORTUNA - (1931 - 1994)

Família - desenho a nanquim e guache - - 23 x 33 cm - canto inferior direito - .

Desenhista de humor, Reginaldo José Azevedo Fortuna nasceu em São Luís, MA. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1948 e iniciou colaboração nas revistas infantis: Sesinho, Vida Infantil e Tico-tico. Mais tarde passou a publicar seus trabalhos na Revista da Semana, A Cigarra, Pif-Paf, Senhor e no jornal Correio da Manhã com a história em quadrinhos O Manequinho. Dirigiu a equipe editorial da Enciclopédia Barsa e, em 1969, integrou o grupo de fundadores do jornal O Pasquim. Mudou-se para São Paulo em 1975 onde trabalhou com Tarso de Castro, na Folha de São Paulo. Expôs em Chartres, França (1975, 1976); Gabrovo, Bulgária (1977); Bordighera, Itália (1957) onde foi premiado. Publicou dois livros: ‘Seis Desenhistas de Humor’ (1962) junto com Hildo, Ziraldo, Claudius, Borjalo e Jaguar e ‘Hay Gobierno ?’ com Claudius e Jaguar. MEC VOL. 2, PÁG. 187; PONTUAL PÁG. 221; ITAU CULTURAL.



182 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)

Composição - aquarela - - 20 x 15 cm - canto inferior direito - .

Grande pintor brasileiro, nascido em Fortaleza, Ceará e falecido em Paris onde viveu a maior parte de sua curta e rica vida. Começando figurativo, num estilo expressionista, adotou, já em França, um não figurativismo lírico, algo à maneira do grande Wols, seu amigo que iria manter até o precoce fim. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. BENEZIT, vol.1, pág.415; MEYER/87, pág.606; MEC, vol.1, págs.159,160 e 167; PONTUAL, págs. 48 e 49; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 71 a 74; TEIXEIRA LEITE, pág. 52 a 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 599; LEONOR AMARANTE, pág. 34; Acervo FIEO.



183 - PAULO PRADO NETTO - (1919)

"Mutação" - óleo sobre tela - - 100 x 60 cm - dorso - 1969.

Paulistano e autodidata. Recebeu a pequena medalha de prata no Salão Paulista de Arte Moderna de 1966, participando também dos I, II e III SACC (de 1965 a 1967), XVI SNAM (1967) e da IX Bienal de São Paulo. Realizou exposições individuais nas galerias Astréia (1965) e KLM (1967), de São Paulo, Geraldo Ferraz disse a respeito de sua pintura, em 1965: " No desenvolvimento técnico o pintor é principalmente um colorista, dado que seus desenhos são sumários - é a cor que os preenche e os faz viver, de uma vivência que adquire até o dificílimo tom da intimidade aconhegada." PONTUAL pág. 438; ARTE NO BRASIL, pág. 672.



184 - RENATO NATALI - (1883 - 1979)

Na praia - óleo sobre cartão - - 37 x 73 cm - canto inferior esquerdo - .

Desenhista, pintor e gravador da Escola Italiana nascido em Livorno, Itália. Começou a desenhar e a pintar por conta própria. Sua primeira pintura conhecida data de 1898 e seu primeiro reconhecimento foi uma Medalha de Prata, em 1903, do Ministério da Educação. Foi para Inglaterra e em Brighton participou de uma Mostra Internacional de Litografia (1913). Em Paris conhece Amedeo Modigliani e outros pintores franceses. Retorna para Livorno em 1914. Desenhou para ‘Il Mondo’ nos anos de 1920. Realizou muitas exposições individuais em Livorno, Roma, Genova, Milão e participou de mostras oficiais em Livorno, na região da Toscana e em Veneza (Bienal de 1905).. Em 1971 e 1972 recebeu prêmios em Florença e em Londres. BENEZIT VOL. 7, PÁG.658; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG.789; VOL.11, PÁG.224; www.800artstudio.com; artnet.com. askart.com; artfact.com; christies.com artprice.com.



185 - JOSÉ SABÓIA - (1949)

Figuras - óleo sobre tela - - 30 x 30 cm - canto inferior direito - .
Conjunto de 6 obras apresentadas em uma só montagem. -
Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



186 - ADILSON RODRIGUES LESSA - (1972)

"Festa no morro" - acrílico sobre tela - - 74 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007.
Reproduzido na página 80 do livro "Naïf de Mala e Cuia" de autoria de Oscar D'Ambrosio. -
Pintor nascido em Tupã, SP. Assina Adilson Rodrigues. Aos 21 anos fixou-se em Avaré, SP, onde trabalhou como fotógrafo e se aproximou do mundo das artes, integrando o Grupo Avareense de Teatro Amador, o GATA. Autodidata, na pintura, foi incentivado pelo diretor de teatro Antonio Marcos de Campos e pela artista plástica e restauradora Nilva Leda Calixto. Realizou e participou de diversas exposições em: Avaré, SP; Mauá, SP; Osasco, SP; Piracicaba, SP e Cuba. OSCAR D’AMBROSIO, " NAÏF DE MALA E CUIA ", AUDERIMARTINS; artcanal.com.br.



187 - INGRES SPELTRI - (1940)

"Opus 30811" - óleo sobre tela - - 80 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1998.

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



188 - EUGÊNIO ACOSTA - (1896 - XX)

Marinha - óleo sobre tela - - 35 x 70 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta n° 2358 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



189 - GUILHERME DE FARIA - (1942)

"Fascínio" - litografia - 51/100 - 74 x 53 cm - canto inferior direito - 1982.

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



190 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - 30/200 - 75 x 53 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



191 - FRANCESC DOMINGO SEGURA - (1893 - 1974)

Carregando água - aquarela - - 35 x 24 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador. Estuda na Academia Livre - formada pelo grupo Les Arts - e realiza sua primeira mostra individual no Salão de Publicidade em 1917, em Barcelona. Em Paris, entre 1919 e 1927 convive com o pintor Pablo Picasso (1881 - 1973). Entre 1932 e 1939, atua como secretário do Sindicato dos Artistas Pintores e Escultores da Catalunha, organizando, por incumbência do governo republicano, a Casa de Cultura. Com o fim da Guerra Civil Espanhola, é proibido de expor, tornando-se alvo de perseguições políticas. Em 1950, muda-se para a Argentina e, no ano seguinte, para São Paulo, onde leciona gravura na Escola de Belas Artes. Em 1962, inaugura a Galeria F. Domingo e cria o Grupo Bisonte, com Walter Levy, Pere Tort, Jagobo, Paulo Chaves e outros. Em 1965, Júlio de Mesquita Filho encomenda-lhe retratos de personalidades ligadas ao jornal O Estado de S. Paulo, como Alberto Salles e Euclides da Cunha - entre suas obras, é conhecido o retrato de Gaudí, 1968, doado pelo colégio de Arquitetos à Prefeitura Municipal de Barcelona. É homenageado com o Prêmio Inglada - Guillot, em 1953, nessa mesma cidade. ITAU CULTURAL.



192 - EDSON FRANCESCHINI - (1953)

Paisagem - óleo sobre tela - - 17 x 25 cm - canto inferior direito - .

Natural da cidade paulista de Araraquara, onde nasceu a 8 de junho. Estudou na Escola Panamericana de Arte em São Paulo. Realizou diversas exposições individuais, tendo participado com sucesso de outras tantas coletivas. Seus quadros possuem luz e encanto pessoais, que caracterizam a paleta desse pintor de velhos casarões de fazendas e cidades antigas de velhas tradições. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 425; Acervo FIEO.



193 - CECILIA CUNHA - (1940)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 102 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2000.

Pintora, Maria Cecília da Cunha nasceu em Adolfo Dutra, MG. Assina Cecília Cunha. Foi aluna de Fernão Bracher Junior. Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1981, 1984 a 1986, 1992, 1995); Camboriú, SC (1982, 1983); Ituiutaba, MG (1986); Belém, PA (1993); Goiânia, GO (1993, 1996). Tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e no: Paraguai (1985, 1986); Canadá (1992); Alemanha (1993); EUA (1996). Recebeu muitos prêmios: Belo Horizonte (1984); Rio de Janeiro (1984, 1985, 1986); Santos, SP (1985); São Paulo (1986); Ribeirão Preto, SP (1987, 1988); Matão, SP (1988). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 272; VOL.10, PÁG. 251; VOL. 12, PÁG. 117; VOL. 13, PÁG. 98.



194 - MARIA BONOMI - (1935)

Composição - litografia - 27/30 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1981.

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



195 - BELMONTE, BENEDITO BASTOS BARRETO - (1887 - 1947)

Mulher - desenho a nanquim - - 41 x 30 cm - canto inferior direito - .

Nascido em São Paulo. Desenhista, caricaturista e jornalista. Depois de estrear na imprensa ilustrada em 1912, popularizou-se com a criação do personagem Juca Pato, na Folha da Noite, de São Paulo. Na Folha da Manhã , de São Paulo, apresentou, de 1936 em diante, diversas caricaturas de campanha contra o nazismo. Além dos álbuns de desenhos que publicou - como Angústias do Juca Pato (1926), O Amor através dos Séculos (1928) e No Reino da Confusão (1939) - ilustrou livros infantis de Monteiro Lobato. TEODORO BRAGA, pág. 49 e 50; PONTUAL, pág. 67; MEC, vl. 1, pág. 213; TEIXEIRA LEITE, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 103; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 100; ARTE NO BRASIL, pág. 392; WALTER ZANINI, pág. 806; Acervo FIEO.



196 - ARMANDO VIANNA - (1897 - 1988)

No pasto - óleo sobre eucatex - - 73 x 87 cm - canto inferior direito - 1960.

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



197 - ALOYZIO ZALUAR - (1937)

"Ideias" - óleo e colagem sobre eucatex - - cada 40 x 30 cm - dorso - 1994-2000.
Tríptico. -
Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



198 - SYLVIO PINTO - (1918 - 1997)

"Marinha" - óleo sobre tela - - 40 x 50 cm - canto inferior direito - .
Com certificado de autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 25/01/2005, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ. -
Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



199 - KONOSUKE ARIMIZU - (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 75



200 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)

Composição - litografia - 50/130 - 100 x 70 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



201 - FRANCISCO STOCKINGER - (1919 - 2009)

Figuras - xilogravura - - 40 x 27 cm - canto inferior direito - .
No estado. -
Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



202 - JOSÉ FONSECA - (XX - 1991)

Flores - óleo sobre tela - - 54 x 50 cm - canto inferior direito - 1946.

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, e faleceu em São Paulo, no mês de abril de 1991. Pintor, participou dos SPBA, recebendo prêmios em 1974, 1976, 1977. JULIO LOUZADA, vol.8, pág.325



203 - ALOYZIO ZALUAR - (1937)

"Manchas" - óleo sobre tela - - 43 x 53 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 Rio de Janeiro-RJ.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



204 - ALBA SANTISTEBAN - (1937)

"Igreja Santa Efigenia" - xilogravura - 11/30 - 42 x 30 cm - canto inferior direito - .

Esta excepcional gravadora, ativa em São Paulo, nasceu em Santa Catarina no dia 7/10/1937. Estudou desenho e pintura na APBA (1963-1967). Fez curso de xilografia com Mário Zanini. A partir de 1965 expõe coletivamente, recebendo diversos prêmios, tais como: Menção Honrosa - ASBA-SBC; APBA; Medalha de Bronze, APBA; Prêmio Secretaria de Estado da Cultura, SP, 45º SPBA-SP, e tantos outros. MEC, vol. 1, pág. 107; JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 34.



205 - CÍCERO DIAS - (1908 - 2003)

Figuras - litografia - 195/200 - 75 x 55 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor e desenhista pernambucano; mesmo radicando-se por mais de 40 anos em Paris, Cícero Dias ainda assim permaneceu brasileiro, e mais nordestino. Em fins da década de 1920, foi ao lado de Ismael Nery um dos grandes vultos da vanguarda no Rio de Janeiro; mais tarde, já na Europa, aderiu ao não-figurativismo, como integrante do Grupo Espace. Tornou em anos recentes à figuração, mais uma vez evocando a terra natal. MEC, vol.2, pág.50; WALMIR AYALA, vol.1, págs.252 a 255; TEIXEIRA LEITE, págs. 157 a 159. PONTUAL, págs. 174/5; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 564; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



206 - HELIO DE CASTRO - (1960)

Marinha - óleo sobre tela - - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2012.
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -
Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



207 - GILBERTO AGUILLAR NAVARRO - (1940)

"Lavrador" - óleo sobre tela - - 60 x 50 cm - canto inferior direito - .

Pintor e escultor, nasceu na cidade serrana de Petrópolis, RJ, em 23/4/1940. Assina AGUILLAR. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 29



208 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 2/250 - 46 x 63 cm - canto inferior direito - Na tela serigráfica.

Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



209 - LIANE ABDALLA - (XX)

"Arqueologia do tempo" - técnica mista - - 30 x 30 cm - dorso - .

Artista plástica com formação artística realizada em São Paulo (1981 a 1985) vem desenvolvendo uma proposta de trabalho relacionada com o ‘Eco-Arte’. Realizou exposição individual em 2001 e tem participado de várias mostras e Salões oficiais desde 1998. www.sinapespaiap.com.br.



210 - CABRAL, ANTONIO HÉLIO - (1948)

Composição - litografia - 2/16 - 44 x 64 cm - canto inferior direito - 1996.

Formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



211 - FELíCIO D'ANDREA - (SÉC. XX - 2007)

Ninfas - óleo sobre tela - - 62 x 97 cm - canto inferior esquerdo - .

Felício D’Andrea Neto - desenhista, pintor, escritor, professor, cineasta e radialista nasceu em Franca, SP. Foi ativo no Rio de Janeiro e, a partir da década de 60, em Angra dos Reis. Como pintor, foi mestre de muitos artistas angrenses. No Rio de Janeiro realizou exposição individual (1970) e participou de vários Salões oficiais como o Salão Nacional de Belas Artes onde foi premiado em 1968, 1970, 1972. MEC VOL.2, PÁG. 15; www.angra.rj.gov.br; riosulnet.globo.com; www.inventarioturistico.com.br.



212 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

Baiana - litografia - 6/20 - 100 x 71 cm - canto inferior direito - 1961.

Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



213 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)

Nu - desenho a carvão - - 46 x 28 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



214 - BERNARD RANGEL - (1957)

Fênix II - acrílico sobre tela - - 80 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 2006.

Pintor, Bernard Cajetan Rangel nasceu em Áden, Iêmen do Sul. Filho de pais indianos, naturais de Goa. Assinava Cajetaino. Atualmente assina Bernard Rangel e B. Rangel. Vive em Londres. Desenvolveu seus estudos de arte na Irlanda, no Blackrock College, Dublin (1970 - 1975). Em seguida viajou para a Europa desenvolvendo seus trabalhos e percorrendo os diversos museus. Entre 1978 e 1982 estudou Pintura Chinesa e o manuseio dos pincéis chineses em Hong Kong. Participou de projetos artísticos e culturais como, entre outros, a pintura dos cenários para The Amature Hong Kong Ballet Group. Em 1985 se mudou para o Brasil onde morou por 21 anos. Desde 1979, tem realizado exposições e participado de mostras coletivas em todo o mundo. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG.729; www.bernardrangel.com; en.artists.de.



215 - KASUO WAKABAYASHI - (1931)

"Pião" - litografia - P.I. - 46 X 46 cm - canto inferior direito - 2008.

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



216 - AMILCAR DE CASTRO - (1920 - 2002)

"Mais alto que a terra" - desenho a nanquim - - 49 x 70 cm - canto inferior direito - 1973.

Escultor e desenhista mineiro, nascido em Paraisópolis. Autodidata em escultura, estudou desenho e pintura com Guignard (BH, 1942-1950). Assinou o manifesto do movimento neoconcreto, participando das exposições do grupo no MAM-RJ (1959), MAM-SP (1961), MEC-RJ (1960). " ... o ponto comum de todas elas (as obras do autor) estava na expressão de uma fôrça interior contida pelos ritmos implacáveis e decisivos da estrutura." (Ferreira Gullar, referindo-se às obras do autor na época das exposições do Grupo). Amilcar participou das Bienais de SP de 1953 a 1965, nos SNAM, entre 1960 e 1967, além de tantas outras mostras de expressão internacional, que lhe trouxeram prestigio de público e de sempre elevada crítica. ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 119; JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 198; MEC, VOL, 1 pág, 386; WALTER ZANINI, pág. 656; ARTE NO BRASIL, pág. 872; LEONOR AMARANTE, pág. 136; Acervo FIEO.



217 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)

Família - gravura - 45/75 - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1978.

Nasceu em 27 de dezembro na cidade de Villa Collemandina, na Itália, e fixou-se no Brasil desde 1929, após ter estudado em Florença, e haver-se diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca. Pennacchi integrou a Familia Artística Paulista. Muralista de inspiração pré-renascentista, sua pintura é sensível e pessoal de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos (mercê de uma infância marcada por sólida educação religiosa Católica), e na evocação do mundo caipira. Realizada em 1973, considerado o Ano de Pennacchi, importante retrospectiva da obra deste festejado artista no MAM de São Paulo. O artista fez exposições em Milão e foi homenageado em seu país natal. TEODORO BRAGA, pág. 192; MEC, vol, 3, pág. 365; WALMIR AYALA, vol, 2, pág. 182; PONTUAL, pág. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784; Acervo FIEO.



218 - CARLOS MAGANO - (1921)

Composição - óleo sobre tela - - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973.

Pintor paulista, radicado no Rio de Janeiro, onde também é professor, foi aluno de Túlio Mugnaini. Estudou na Europa à mercê de bolsa de estudos; dedica-se à pintura mural, técnica de afresco. Professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participante de diversas Exposições Nacionais de Arte Moderna, com premiações. O Museu Nacional de Belas Artes, possui obras de sua autoria. MEC, vol. 3, pág. 40; PONTUAL, pág. 329; TEIXEIRA LEITE, pág. 300; JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 428; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



219 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL - (1935)

"Mulher" - xilogravura - P. A. - 50 x 37 cm - canto inferior direito - 1961.
Reproduzido na página 108 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". No estado. -
Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



220 - MARCOS OLIVEIRA - (XX)

"Francisco II" - acrílico sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2008.

Diretor de arte e artista plástico, Marcos Oliveira trabalha com a arte Naïf moderna. Ele também apresenta a cultura nordestina com cores intensas e mãos e pés destacados pelo tamanho. Para ele o Naïf representa o que o Brasil tem de melhor. A arte Naïf é o cartão postal do Brasil no exterior.-



221 - CARMÉLIO CRUZ - (1924)

"Janela branca" - óleo sobre tela - - 46 x 55 cm - canto superior direito e dorso - 1983.

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



222 - FRANCESCO PAOLO MICHETTI - (1851 - 1929)

Ovelhas - óleo sobre tela - - 13 x 27 cm - lado direito - .

Pintor e gravador nascido em Tocco da Casauria, Itália e falecido em Francavilla a Mare, Itália. Estudou na Academia de Nápoles, tendo sido discípulo de Filippo Palizzi, Domenico Morelli e Dalbuono. Expôs diversas vezes na Bienal de Veneza e no Salão de Paris; também em Roma, Turim, Anversa e Berlim.Obteve duas Medalhas de Ouro em Berlim (1886, 1891) e uma Medalha de Ouro em Paris (1900). Possui obras em museus de Berlim, Bucareste, Chicago, Nápoles, Filadélfia, Roma, Stuttgart, Trieste, Veneza e Viena. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 395; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 679; www.francescopaolomichetti.it; artcyclopedia.com; arcadja.com; artnet.com; web.artprice.com.



223 - ANA ELIZA EGREJA - (1983)

"Cabides" - técnica mista - - 65 x 47 cm - dorso - 2004.

Artista plástica nascida em São Paulo. Formada pela FAAP e, desde então, tem se dedicado à pintura. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (2010). Participou de exposições oficiais em: Santos, SP (2006); Salvador, BA (2008); Rio de Janeiro (2009); São Paulo (2009, 2010, 2011); Ribeirão Preto, SP (2007, 2010); Recife, PE (2011). Foi premiada em: Ribeirão Preto, SP (2007); Salvador, BA (2008); São Paulo (2009). ITAU CULTURAL; www.eye4design.com.br; galerialeme.com.



224 - MARCEL GROMAIRE - (1892 - 1971)

Nu - desenho a nanquim - - 31 x 20 cm - canto inferior direito - .

Pintor, gravador e professor francês que nasceu em Noyelles-sur Sambre e faleceu em Paris. Veio para Paris bem jovem. Seu autodidático aprendizado artístico foi através do convívio com os artistas de Montparnasse e com o grupo de alunos de Matisse, Cézanne e mais tarde de Fernand Léger. Em 1912 foi recrutado pelo Serviço Militar e lutou na I Guerra Mundial até 1916. Viajou pela Bélgica, Holanda, Alemanha e Inglaterra. Começou a expor em Salões oficiais como o ‘Salon D’Automne’ e o ‘Salon des Indépendendants’ (1925). Foi professor na Escola de Artes Decorativas de Paris e considerável foi sua influência no renascimento da tapeçaria - uma nova tradição de Gobelin (1933 - 1944). Em 1937 foi o encarregado da decoração do pavilhão da manufatura de porcelanas de Sèvres, na Exposição Universal em Paris. Suas principais exposições individuais aconteceram em: Paris (1921, 1923, 1925, 1930, 1942, 1944, 1947, 1957, 1958), Nova York (1949); retrospectivas em: Kunsthalle de Bâle, Suíça (1933), Museu de Besançon, França (1956); Paris - Galeria Charpentier (1958) e Museu de Arte Moderna (1963). Recebeu o Prêmio Carnegie (1952) e o Prêmio Guggenheim (1956). BENEZIT VOL.5, PÁG.225; www.marcel-gromaire-artworks.com; www.artcyclopedia.com; artnet.com; answers.com; artist.christies.com; artfact.com; arcadja.com; web.artprice.com.



225 - NEWTON CAVALCANTI - (1930 - 2006)

"Zumbi" - desenho a nanquim e aquarela - - 50 x 36 cm - centro inferior - .

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



226 - ALMADA NEGREIROS - (1893 - 1970)

Rosto - desenho a nanquim - - 21 x 14 cm - canto inferior direito - .

Escritor e artista plástico, José Sobral de Almada Negreiros nasceu em S. Tomé e Príncipe e faleceu em Lisboa. Ficou órfão de mãe aos três anos de idade e, em 1900, foi internado num colégio de jesuítas em Lisboa, pois seu pai fixou residência em Paris. Em 1905, com apenas 12 anos, redigiu e ilustrou os jornais manuscritos "A República" e o "O Mundo. Fez sua primeira exposição individual de desenhos, em 1913, com cerca de 90 obras. Em 1919, com o intuito de estudar pintura, foi para Paris, regressando a Lisboa um ano e meio depois. Em 1927, ainda seguindo seu propósito de aprimorar-se nas artes plásticas, foi para Madri, onde permaneceu por cerca de cinco anos. Ao regressar a Portugal, continuou com sua cruzada de divulgação dos movimentos de vanguarda em sua terra. Para isso realizou várias conferências e intensificou sua produção artística, dividindo-se entre as artes plásticas e a literatura. Trabalhou em tapeçaria, gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo e vitral. Expôs em coletiva de artistas portugueses no Rio de Janeiro (1942) e, em São Paulo, na exposição póstuma 'Cinco Pintores da Modernidade Portuguesa' realizada no MAM (2004). ITAU CULTURAL; www.vidaslusofonas.pt; www.educ.fc.ul.pt; www.mundocultural.com.br; pt.wikipedia.org.



227 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)

Figura - gravura - E / A - 10 x 17 cm - canto inferior direito - .

Pintor e desenhista figurativo, integrou o Grupo Santa Helena, juntamente com Volpi, Zanini e outros, e foi um dos organizadores e expositores do I Salão da Família Artística Paulista; suas figuras seguem a disciplina cubista da organização do espaço, destacando-se uma série de Músicos; dedicou-se a pinturas murais e à ilustração de obras literárias. MEC, vol. 2, pág. 280; PONTUAL, pág. 247/8; TEIXEIRA LEITE, pág. 225 a 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 784; LEONOR AMARANTE, pág. 58; Acervo FIEO.



228 - ARLINDO CASTELANE DI CARLI - (1910 - 1985)

"Príncipe medieval" - óleo sobre tela - - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1978.
Ex coleção Reginaldo Bertolino, São Paulo - SP. -
Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



229 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)

"Figura e gato" - óleo sobre tela - - 55 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - .

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



230 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito a mão, de lã, paquistão boukara, medindo 1,25 x 0,79 = 0,99 m². -



231 - EDGARD OEHLMEYER - (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a carvão - - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1956.

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



232 - MARIA LÍDIA DOS SANTOS MAGLIANI - (1946)

Natureza morta - técnica mista - - 38 x 48 cm - canto inferior direito - cid.

Pintora gaúcha de Pelotas. Em 1963 passou a frequentar a Escola de Belas Artes da Universidade do RS. Expõe individual e coletivamente a partir de 1966. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 664; ITAÚ CULTURAL; RGS, pág. 330.



233 - NOEMIA MOURÃO - (1912 - 1992)

Nu - desenho a nanquim - - 33 x 23 cm - canto inferior direito - .

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



234 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

"Pássaro" - desenho a nanquim e aquarela - - 13 x 14 cm - dorso - década de 1960.
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



235 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Paris - óleo sobre tela - - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - .
A. Dubsky. -



236 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO - (1892 - 1949)

Paisagem - aquarela - - 21 x 29 cm - canto inferior esquerdo - .

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



237 - LOIO PÉRSIO - (1927 - 2004)

Fitas - guache - - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1963.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário, Loio PérsioNavarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos artísticos com Guido Viaro, em Curitiba, PR.Transferiu-se para o Rio de Janeiro e completou sua formação estudando pintura com Ado Malagoli e cenografia com Santa Rosa (1949- 1950). Em 1951, retornou a Curitiba e fundou o Centro de Gravura do Paraná. Em1953, trabalhou em ateliê comum com o pintor, desenhista e gravador alemão Gunther Schierz, discípulo de Käthe Kollwitz. Transferiu-se para São Paulo em 1958.Com o prêmio de viagem ao exterior, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa, no ano seguinte. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, Alemanha, em 1965. Entre 1975 e 1976, viajou para Roma, Londres e, em Paris, tornou-se pintor residente na Fundação Karoly. Em 1981, mudou-se para Belo Horizonte, onde lecionou desenho e pintura na Escola Guignard. Em 1995, fixou-se novamente em Curitiba. Realizou inúmeras exposições individuais e participou devárias mostras coletivas, Salões oficiais no Brasil e exterior ganhando muitos prêmios. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG.391; PONTUAL, PÁG. 318; JULIO LOUZADAVOL. 5, PÁG.584; VOL.7, PÁG. 404.



238 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)

Porto - óleo sobre eucatex - - 22 x 25 cm - canto inferior esquerdo - .
Com etiqueta n° 1420 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



239 - FRANCISCO DA SILVA - (1910 - 1985)

Briga de galos - têmpera sobre tela - - 51 x 71 cm - canto inferior direito - 1973.

Natural de Alto Tejo, Acre, foi o pintor FRANCISCO DA SILVA um primitivista, fabulista das lendas amazonenses, ativo no Ceará. Filho de índio peruano com brasileira, fixou-se ainda criança em Fortaleza. Foi descoberto artista em 1943, pelo também artista o suiço Jean Pierre Chabloz, que bancou suas primeiras tintas. O mesmo Jean Pierre, nove anos depois, lança-o em Paris. O crítico Rubens Navarra assim escreveu sobre a obra desse artista acreano: " ... os guaches desse artista indígena são qualquer coisa de muito sério. Esse índio é uma espécie de Dali em estado de natureza. Ao lado do seu surrealismo primitivo, chamemos assim, há um lado arte-aplicada que podia servir excelentemente para ornamentos de cerâmicas , lembrando estampas chinesas de pássaros ou antigos vasos de civilizações passadas." Já André Malraux qualifica-o de " um artista primitivo dentre os maiores do mundo." Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no exterior, com premiações, destacando-se aquela recebida na XXXIII Bienal de Veneza, 1966. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1056; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE, pág. 478.



240 - MAPA -

Cidade do Rio de Janeiro e arredores - litografia - - 16 x 24 cm - não assinado - 1898.



241 - TAKASHI FUKUSHIMA - (1950)

Nova Yorque - desenho a carvão e aquarela - - 50 x 70 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta da exposição do autor na Montesanti Galeria, São Paulo - SP, no dorso. -
Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



242 - RENINA KATZ - (1925)

Composição - litografia - 37/40 - 17 x 24 cm - canto inferior esquerdo - década de 1960.

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



243 - SERGIO CIRNO BISSI - (1902 - 1987)

Mulher no espelho - óleo sobre tela - - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor e desenhista nascido em Carmignano, Prato, Itália. Antes de se tornar pintor foi um renomado ator internacional do Teatro Vaudeville. Viajou muito pela Itália e pelo mundo. Participou de diversas exposições e Salões oficiais. Suas obras podem ser encontradas em várias coleções particulares da Europa e das Américas. BENEZIT VOL.2, PÁG. 52; fr.firenzeart.com; artnet.com; arcadja.com; invaluable.com; web.artprice.com; artist.christies.com; artfact.com; askart.com; antiques.com.



244 - MARIO ZANINI - (1907 - 1971)

Índia - pintura sobre azulejo - - 15 x 30 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta do Ateliê de Arte Decorativa - Ozirarte, São Paulo - SP, no dorso. -
Fez parte da Família Artística Paulista, grupo com o qual expôs. Notáveis foram suas paisagens, tendo José Geraldo Vieira afirmado ser ele "o pintor da paisagem paulistana". MEC, vol. 4, pág. 531; PONTUAL, pág. 557; TEODORO BRAGA, pág. 250; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 778; LEONOR AMARANTE, pág.38; Acervo FIEO.



245 - ACÁCIO FERRAZ GOUVEA - (1885 - 1963)

Pescaria - óleo sobre madeira - - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo - .
Com estudo no dorso. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor nascido em Portugal e falecido em São Paulo. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1916 e do Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo, de 1937 a 1954 onde conquistou prêmios em: 1938, 1939, 1947,1953, 1956. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 279; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 462; VOL. 10, PÁG. 395.



246 - JOÃO CAMARA - (1944)

Lampião e Maria Bonita - desenho a nanquim - - 20 x 14 cm - canto inferior direito - .

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



247 - THEODORO DE BONA - (1904 - 1990)

Paisagem - óleo sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1964.

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



248 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE - (1877 - 1939)

"Antoinette" - óleo sobre tela - - 40 x 32 cm - canto inferior direito - Paris.
Com a seguinte dedicatória, no dorso: À Antoinette oferece Georgina de Albuquerque. -
Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



249 - HEINZ KUHN - (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - - 50 x 40 cm - dorso - 1977.

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



250 - KASUO WAKABAYASHI - (1931)

Composição - óleo sobre tela - - 65 x 50 cm - canto superior direito - 1975.

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



251 - WALTER ROCHA - (1984)

"Arranha céu em movimento" - óleo e colagem sobre madeira, sobre tela - - 80 x 60 cm - canto inferior direito - 2012.

WALTER ROCHA (1984) Artista plástico e designer natural da Bahia. Autodidata. Com 22 anos, começou a criar esculturas, quadros, objetos de decoração e móveis utilizando materiais descartados pela natureza como troncos, galhos e folhas de árvores. www.walterdesignature.blogspot.com.



252 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Nu - escultura em bronze - - h = 26 cm - assinado - .



253 - SALVADOR RODRIGUES JR - (1907 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - - 100 x 80 cm - canto inferior direito - 1972 - Obidos-Portugal.
Com carimbo do 38° Salão Paulista de Belas Artes, no dorso. -
Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



254 - HENRIQUE BERNARDELLI - (1858 - 1936)

"O nascimento da Vênus" - têmpera sobre cartão colado em eucatex - - 175 x 100 cm - canto inferior esquerdo - .

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



255 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Moça - óleo sobre tela - - 44 x 28 cm - não assinado - .
No estado. - Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -



256 - HARRY ELSAS - (1925 - 1994)

Ateliê - óleo sobre tela - - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1986.

Nascido na Alemanha e radicado no Brasil desde 1936, Elsas desenvolveu suas aptidões artísticas com Lasar Segall, que muito o incentivou a ingressar na carreira das artes. Permaneceu no Nordeste brasileiro por oito anos, retratando com maestria e singularidade paisagens e aspectos da vida local, sempre com influência renascentista, com cor e desenhos fortíssimos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962, com excelente repercussão. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 99. MEC, vol, 2, pág, 111; TEIXEIRA LEITE, pág 176; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



257 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito a mão, de lã, paquistão boukara, medindo 1,31 x 0,85 = 1,11 m ². -



258 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

"Bicho" - gravura - P. A. - 19 x 15 cm - canto inferior direito - 1963.

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



259 - OCTÁVIO ARAÚJO - (1926)

"Mênade" - litografia - 27/100 - 62 x 44 cm - canto inferior direito - 1972.
Está reproduzida no catálogo da exposição "Octávio Araújo 20 anos depois" realizada no Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" - MASP - em outubro de 1972.-
Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



260 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

Tempos de guerra - desenho a nanquim e guache - - 32 x 23 cm - canto inferior direito - .
Capa da revista Careta. -
Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



261 - IONE SALDANHA - (1921 - 2001)

Pulando corda - óleo sobre tela - - 35 x 23 cm - canto inferior direito - .

Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



262 - ALFREDO CESCHIATTI - (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - - h = 14 cm - assinado - .

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



263 - SAMSON FLEXOR - (1907 - 1971)

Composição - aquarela - - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



264 - RUBENS GERCHMAN - (1942 - 2008)

No carro - litografia - 17/50 - 70 x 100 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



265 - ROQUE GAMEIRO - (1864 - 1935)

"Igreja de São Pedro dos Clérigos" - aquarela - - 31 x 20 cm - canto inferior direito - Recife - Pernanbuco.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Grande pintor e aquarelista português, discípulo de Manuel Macedo e Henrique Casanova. Detentor de técnica poderosa e extraordiária acuidade visual que lhe permitia captar os segredos das coisas e dos seres, de sentido privilegiado da forma e da cor. DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES DE AUTORIA DE FERNANDO DE PAMPLONA, vol. 2, págs. 105, 106, 107, 108, 109 e 110.



266 - INOS CORRADIN - (1929)

Flores - litografia - 57/100 - 50 x 30 cm - canto inferior direito - .

Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



267 - FELISBERTO RANZINI - (1881 - 1976)

Paisagem - aquarela - - 14 x 10 cm - canto inferior direito - .

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



268 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA - (1909 - 1996)

Autorretrato - guache - - 15 x 10 cm - centro inferior - 1966.

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



269 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)

Profeta - gravura - - 17 x 20 cm - canto inferior direito - 1917 - Roma.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



270 - MILTON DACOSTA - (1915 - 1988)

Paisagem - óleo sobre tela - - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 1940.
Reproduzido sob o n.º 89 de catálogo de leilão Renot, São Paulo - SP. -
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



271 - MARIA FREIRE - (1919)

"Composição em 4 tons" - guache - - 30 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - .
Com inscrições no dorso. -
Artista do Uruguai que tem realizado inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM, 1976); Rio de Janeiro (1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



272 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

Nu - escultura em bronze - - h = 25 cm - assinado - .
Reproduzida no livro "As artes de Carybé" de autoria de Emanoel Araújo. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



273 - TADASHI KAMINAGAI - (1899 - 1982)

Paisagem - aquarela - - 35 x 44 cm - canto inferior esquerdo - .

Grande pintor japonês da Escola de Paris, amigo de Marquet, Vlaminch e Déiran, entre outros, passou no Brasil praticamente toda a década de 1940, aqui se ligando de amizades a pintores como Portinari, Pancetti e Djanira, e iniciando na arte vários jovens pintores de ascendência nipônica, como Flávio Shiró Tanaka, por exemplo. Autor de paisagem, naturezas mortas e retratos de excelente qualidade pictórica, Kaminagai veio freqüentes vezes ao Brasil, onde expôs com enorme sucesso. TEODORO BRAGA, pág.134; BENEZIT, vol.6, pág.152; WALMIR AYALA, vol.1, pág.435 e 437; MEC, vol.2, pág.401; PONTUAL, pág.287; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 643; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



274 - FARNESE DE ANDRADE - (1926 - 1996)

Rosto - óleo sobre papel colado em eucatex - - 77 x 65 cm - canto superior direito - 1978.

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



275 - FELISBERTO RANZINI - (1881 - 1976)

"Paisagem de Petrópolis" - óleo sobre madeira - - 11 x 16 cm - dorso - 25/11/1948 - São Paulo-SP.
Com a seguinte inscrição no dorso: "Paesagem de Petrópolis de autoria de Baptista da Costa. Cópia de Felisberto Ranzini. 25 de novembro de 1948, São Paulo" . Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



276 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

Figura - guache - - 16 x 13 cm - canto inferior direito - 1977.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



277 - TIKASHI FUKUSHIMA - (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - - 47 x 39 cm - canto inferior direito - .

Natural da cidade japonesa de Fukushima, onde nasceu em 19 de janeiro. Vem para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começa a se interessar por pintura. Em 1946, segue para o Rio de Janeiro, onde estuda com Tadashi Kaminagai, que o orienta na execução de paisagens impressionistas. Participa da I à IX BSP. Seu trabalho sofre transformações mais na direção do cubismo, no período da I à III BSP. A partir de 1957 sua pintura é informal, transformando-se depois no estilo que viria consagrá-lo como um dos grandes pintores abstratos do Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; TEIXEIRA LEITE, pág. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 383.



278 - GUSTAVO ROSA - (1946)

"Série Caras" - óleo sobre tela - - 30 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2011.

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



279 - GASTÃO FORMENTI - (1894 - 1974)

"Cabo Frio" - óleo sobre eucatex - - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1969.

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



280 - OSCAR NIEMEYER - (1907)

Estudo para o Palácio da Alvorada - desenho a nanquim - - 23 x 36 cm - canto inferior direito - .

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



281 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - - 27 x 19 cm - canto inferior direito - 1965.
Ex coleção Antonio Maschio, São Paulo - SP. -
Grande pintor brasileiro, nascido em Fortaleza, Ceará e falecido em Paris onde viveu a maior parte de sua curta e rica vida. Começando figurativo, num estilo expressionista, adotou, já em França, um não figurativismo lírico, algo à maneira do grande Wols, seu amigo que iria manter até o precoce fim. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. BENEZIT, vol.1, pág.415; MEYER/87, pág.606; MEC, vol.1, págs.159,160 e 167; PONTUAL, págs. 48 e 49; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 71 a 74; TEIXEIRA LEITE, pág. 52 a 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 599; LEONOR AMARANTE, pág. 34; Acervo FIEO.



282 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - - h = 40 cm - assinado - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



283 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)

Figura feminina - desenho a nanquim - - 21 x 14 cm - canto inferior direito - .

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



284 - BENEDITO JOSÉ DE ANDRADE - (1906 - 1979)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1969- São Paulo-SP.

Através de sua arte obteve destaques e prêmio nas exposições em que participou, como o SPBA, onde foi agraciado com o Prêmio Costa Ribeiro. Recebeu Medalha de Bronze em 1948 e Pequena Medalha de Prata em 1949. Mais tarde em 1951, conquistou o Prêmio Prefeitura de São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Além do SPBA, participou e também obteve premiações no Salão de Belas Artes e no Salão de Santos. Colecionadores particulares do Brasil e do exterior possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 57; MEC, vol. 1, pág. 80; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



285 - MANOEL FARIA - (1895 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - - 25 x 36 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor e professor. Estudou com Eurico Alves no Liceu de Artes e Ofícios do RJ. Em 1915 tranferiu-se para antiga ENBA, onde foi aluno de João Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolfo Chambelland. Manoel Faria é pintor fiel às cores da natureza, aceitando os caprichos do cromatismo da terra brasileira. JULIO LOUZADA vol.1, pág.371, Acervo FIEO.



286 - DARIO MECATTI - (1909 - 1976)

Retirantes - óleo sobre tela - - 65 x 120 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor nascido na Itália. Mecatti radicou-se no Brasil em 1940, após trabalhar por vários anos na Tripolitânia, no norte da África. É notável pela estilização de suas figuras e paisagens concebidas, em tons baixos e obedientes a uma composição pessoal. TEODORO BRAGA, pág. 161/2; MEC, vol. 3, pág. 109; PONTUAL, pág. 352; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 72; TEIXEIRA LEITE, pág. 320; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



287 - MARTINS DE PORANGABA - (1944)

"Textura" - acrílico sobre tela - - 19 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 2000.

O crítico de arte José Neisten declarou a respeito do artista, em Washington: " O que define o significado de suas telas é a sintaxe: portanto, uma semântica pessoal, tal como evolui na dinâmica de composição, em seu complexo contraponto, e no uso da cor. Nem sempre é possível entender sua pintura com aferição puramente plástica; muitas vezes é preciso pedir ajuda dos critérios musicais, porque Martins frequentemente compõe suas formas e cores com energia e finura de composição musical, onde tom acima ou um quadro de tom abaixo fazem uma diferença enorme no resultado global ". JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 704; ITAU CULTURAL.



288 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - .
Com etiqueta n° 1379 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



289 - MARCOS COELHO BENJAMIM - (1952)

"O impressor só poupou a si e seu espelho" - guache - - 12 x 11 cm - canto inferior direito - 1983.

Pintor, desenhista, ilustrador, escultor, objetista e cenógrafo, nasceu em Nanuque-MG, radicando-se em Belo Horizonte a partir de 1969. Desenvolveu intenso trabalho como cartunista, artista gráfico e ilustrador capista, colaborando com jornais e revistas. Em 1988, a revista Galeria publicou que " ... Seus trabalhos são charges, desenhos, pinturas e objetos - além da música e da poesia - saída das mãos de quem consegue dar perfeito equilíbrio entre linguagem, forma e soluções harmônicas para suas obras." O próprio artista define: "Meus trabalhos não tem tema ou discussão. Tudo que faço é um diário do cotidiano, das relações humanas que se transformam em objetos, pinturas ou desenhos." Individuais a partir de 1976 e coletivas desde 1972, inclusive no exterior, com reconhecido sucesso pelo público e crítica especializada. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág 106, ITAUCULTURAL



290 - WEGA NERY - (1912 - 2007)

Composição - técnica mista - - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1960.

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



291 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - - 10 x 13 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



292 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"AMILCAR DE CASTRO: CORTE E DOBRA".SÃO PAULO: COSAC NAYF, 2003. 2)"AMILCAR DE CASTRO". RIO DE JANEIRO: CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA, 1999. 3)"JOSÉ RESENDE". PATRÍCIA CORRÊA. SÃO PAULO, COSAC NAYF, 2004. 4)"JOSÉ RESENDE". RIO DE JANEIRO, CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA, 1998. 5)"ALDEMIR MARTINS: 50 ANOS DEPOIS DE VENEZA". SÃO PAULO: GALERIA ARTE E EVENTOS, 2007. 6)"BRENNAND". SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1998.



293 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - - 21 x 14 cm - canto inferior direito - .

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



294 - INIMÁ DE PAULA - (1918 - 1999)

Barcos - desenho a nanquim - - 29 x 22 cm - canto inferior direito - .

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



295 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Natureza morta - óleo sobre tela - - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - Bacan.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -



296 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -

A visita ao vovô - óleo sobre tela - - 55 x 68 cm - canto inferior direito - L. Poli.



297 - SERGIO ROMAGNOLO - (1957)

Homem - escultura em fibra - - h = 39 cm - base - .

Pintor, escultor, desenhista, artista intermídia, professor. Estuda na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, por volta de 1975 entra em contato com a obra de Regina Silveira, Nelson Leirner e Julio Plaza. Realiza outdoor para o evento Arte na Rua e o Painel Luminoso do Anhangabaú - Arte Acesa, em 1983. Na mesma época, passa a escrever artigos sobre artes plásticas para revistas especializadas. Em 1985 casa-se com a artista plástica Leda Catunda. ITAÚ CULTURAL. -



298 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)

Modelo - desenho a lápis - - 24 x 14 cm - canto inferior direito - 1883 - Paris.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



299 - ROMOLO LEONE - (1883 - 1958)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - - 36 x 52 cm - canto inferior direito - Nápoles.

Pintor italiano nascido em Nápoles. Participou de várias exposições coletivas e Salões oficiais. Suas obras têm sido apresentadas em muitos leilões da Europa. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 608; VOL. 9, PÁG. 475; web.artprice.com; artnet.com; arcadja.com; artfact.com; christies.com.



300 - JORGE GUINLE FILHO - (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre tela - - 43 x 56 cm - não assinado - .
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista. -
Pintor e desenhista. Expôs com regularidade no Rio e São Paulo a partir de 1973, com ótimo mercado. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.482; LEONOR AMARANTE, pág. 312. Acervo FIEO.



301 - ANTONIO GOMIDE - (1895 - 1967)

"Estudo para decoração de carnaval" - aquarela - - 24 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1939.
Com certificado de autenticidade firmado por Elvira Vernaschi - historiadora e crítica de arte - membro da ABCA/AICA, autora do livro Gomide editado pela Universidade de São Paulo em 1989 e reproduzido sob o nº 287 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado nos dias 8, 9, 10 e 11 de maio de 2012. -
Pintor nascido em Itapetininga e falecido em São Paulo. Gomide estudou com o grande Hodler em Genebra, 1915 a 1918, e mais tarde, já em Paris, ligou-se a Picasso e aos cubistas que iriam influenciá-lo. Voltando ao Brasil em 1926, integrou-se ao movimento de renovação de nossas artes plásticas, conservando-se até morrer fiel aos postulados e cubistas de sua mocidade. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, pág.110, REIS JUNIOR, pág.377; PONTUAL, pags 244/245; MEC, vol.2, pág.275; WALMIR AYALA, vol.1, págs.353 a 355, ART PRINCE ANNUAL 2000, pág.955; TEIXEIRA LEITE, pág.222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 548; ARTE NO BRASIL, pág. 694; Acervo FIEO.



302 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - - h = 30 cm - base - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



303 - GIUSTO BENVENUTI - (XX - XX)

No parque - óleo sobre madeira - - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - .
Com etiqueta n° 2593 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Pintor italiano nascido em Veneza onde frequentou a Academia de Belas Artes. Faleceu na Argentina. Fez parte do grupo -La Valigia- que reuniu vinte e sete pintores locais e organizou muitas exposições coletivas e individuais de seus membros e de mais alguns artistas de fora, em Veneza. www.eugeniodavenezia.eu; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 108.



304 - MILTON DACOSTA - (1915 - 1988)

Vênus - desenho a caneta hidrográfica - - 12 x 17 cm - canto inferior direito - 1976.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



305 - B.J. TOBIAS - (1894 - 1976)

"Jovita" - desenho a nanquim e aquarela - - 22 x 15 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



306 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)

"Interior I" - gravura - 25/50 - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1989.
Complemento de técnica: água forte e água tinta. -
Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



307 - SERGIO RODRIGUES - (1927)

Projeto de interior - desenho a nanquim e aquarela - - 50 x 73 cm - canto inferior direito - 1961.

Designer de móveis, arquiteto. Ingressa em 1947 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil - FNA, no Rio de Janeiro. Em 1949, atua como professor assistente de David Xavier de Azambuja, que, em 1951, o convida a participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, com os arquitetos Olavo Redig de Campos e Flávio Regis do Nascimento, por intermédio de quem conhece Lucio Costa. Rodrigues forma-se em arquitetura em 1951. Transfere-se para Curitiba, onde cria a Móveis Artesanal Paranaense, em sociedade com os irmãos Hauner, que em 1954 contratam-no para comandar o setor de criação de arquitetura de interiores de sua nova empresa, a Forma S.A., em São Paulo. Nesse período, entra em contato com a produção de diversos designers europeus, conhece Gregori Warchavchik e Lina Bo Bardi. Em 1955, pede demissão da Forma, e volta ao Rio de Janeiro. Alimenta a idéia de criar um espaço de produção e comercialização o do design brasileiro, que se concretiza com a abertura da Oca, em 1955. Cria na década de 1950 as poltronas Mole, Laércio Costa e Oscar Niemeyer. De 1959 a 1960, faz os primeiros estudos do SR2 - Sistema de Industrialização de Elementos Modulados Pré-Fabricados para Construção de Arquitetura Habitacional em Madeira. Os protótipos das construções são expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Com o objetivo de comercializar móveis produzidos em série a preços acessíveis, cria em 1963 a empresa Meia-Pataca, que se mantém no mercado até 1968. Nesse ano, vende a Oca e monta ateliê no Rio de Janeiro, onde trabalha com arquitetura de interiores para residências, escritórios e hotéis e realiza projetos para o Banco Central em Brasília e a sede da Editora Bloch, no Rio de Janeiro. Participa da exposição Mobiliário Brasileiro - Premissas e Realidade, no Museu de Arte de São Paulo - Masp. Participa, com Lucio Costa e Zanine Caldas, da Mostra Brasile 93 - La Costruzione de una Identitá Culturale [Brasil 93 - A Construção de uma Identidade Cultural], em Brescia, Itália. ITÁU C



308 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)

Composição - guache - - 47 x 34 cm - canto inferior direito - 1952.

Pintor e desenhista austríaco, natural de Viena, transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo, Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade, onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Artista estável, sua evolução não sofreu sobressaltos, uma vez formado numa linguagem linear de sensibilidade pessoal, despojada e exigente, rigorosamente artesanal. PONTUAL, pág. 131; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 798; Acervo FIEO.



309 - HÉLIOS SEELINGER - (1878 - 1965)

Marinha - óleo sobre tela - - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo - .

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



310 - FRANCISCO REBOLO GONSALES - (1903 - 1980)

Paisagem - óleo sobre eucatex - - 63 x 85 cm - canto inferior direito e dorso - 1974.
Reproduzido no convite deste leilão. - Reproduzido sob o nº 373 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em maio de 2012. -
Grande pintor paulistano, um dos principais membros do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista, Rebolo é acima de tudo um paisagista de colorido suave e desenho sensível. MEC, vol. 4, pág. 28/29; TEODORO BRAGA, pág. 202/3; PONTUAL, pág. 447/448; REIS JR., pág. 382; TEIXEIRA LEITE, pág. 433/434/435.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 13; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



311 - ANTONIO POTEIRO - (1925 - 2010)

Noivos - óleo sobre tela - - 45 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2006.

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



312 - MAURO FAINGUELERNT - (1962)

Vestido da bailarina - escultura em bronze - 6/7 - h = 23 cm - assinado - 2002.

Fotógrafo, gravador, escultor e professor nascido no Rio de Janeiro. Sua formação artística foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Instituto Metodista Bennet e no ‘Technical Institute of Sculpture - Jonhnson Atelier’, em New Jersey - EUA. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1992, 2002); Campos do Jordão, SP (1994); São Paulo (1995, 1997); Tiradentes, MG (2001, 2003); Juiz de Fora, MG (2004). Exposições coletivas: Rio de Janeiro (1981 a 1983, 1985, 1993, 2000, 2003, 2004, 2005, 2007); Manaus, AM (1983); Curitiba, PR (1985); São Paulo (1996, 1997, 2011); EUA (1990); Tiradentes, MG (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 249; www.maurofainguelernt.com.



313 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS - (1927 - 1997)

Centro de São Paulo - óleo sobre tela - - 79 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1991.

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



314 - ROBERTO MAGALHÃES - (1940)

"Personagem alegre" - técnica mista - - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1975.

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



315 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -

Flores - óleo sobre tela colada em cartão - - 38 x 48 cm - canto inferior direito ilegível - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -



316 - BRUNO LECHOWSKY - (1889 - 1941)

Marinha - guache - - 26 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1932.

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



317 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA - (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim e guache - - 37 x 38 cm - canto inferior direito - 1954.

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



318 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre cartão - - 23 x 28 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



319 - ATHOS BULCÃO - (1918 - 2008)

"Estudo" - desenho a lápis de cor - - 22 x 21 cm - canto inferior direito - .

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



320 - DÉCIO VIEIRA - (1922 - 1988)

Composição - têmpera sobre tela - - 140 x 100 cm - dorso - .
Reproduzido no convite deste leilão. - Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 7038 datada de 3 de dezembro de 2001 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -
Este importante artista brasileiro nasceu em Petrópolis-RJ e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residiu e foi ativo. Foi orientado por Axl Leskoschek e Fayga Ostrower. Participou da I Exposição Nacional de Arte Abstrata-RJ, que idealizou juntamente com Ivan Serpa. Integrou diversos movimentos: Grupo Frente (1954), concreto (1956) e neoconcreto (1959). Participou do SNAM-RJ nos anos de 1949 a 1964, e da Bienal de São Paulo, nas versões do período de 1953 a 1967, e 1987. Segundo Max Bill, Décio Vieira figura entre os grandes da arte concreta mundial. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1107.



321 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)

"Peixe espada" - desenho a nanquim - - 11 x 18 cm - canto inferior direito - 1929.

Monstro sagrado da pintura brasileira, Tarsila é a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil (1924) e o Antropofagia. Sua arte poderia ser definida como um Cubismo adaptado às condições e ao temperamento brasileiros. TEODORO BRAGA, págs. 220/21/22/23; REIS JR.-págs.388/89 ; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 365 e 367 ; MEC, vol. 4-págs. 370/71; PONTUAL, pág. 511; TEIXEIRA LEITE, pág. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 389; ARTE NO BRASIL, pág. 577; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



322 - RICARDO AMADASI - (1946)

Amantes - escultura em resina e latão - - h = 72 cm - base - .
Com certificado de autenticidade emitido pela Galeria Arte Aplicada - São Paulo, SP, e nota fiscal n° 1877 de 31 de março de 1987.
Escultor, pintor, desenhista e gravador nascido em Buenos Aires, Argentina. Formou-se em artes plásticas pela Escola Municipal de Belas Artes e Escola Superior de Belas Artes de Buenos Aires. Também fez cursos de aperfeiçoamento em escultura, desenho e anatomia. Bastante atuante no Brasil desde 1984 realizando exposições individuais e participando de muitos projetos, Salões oficiais e mostras coletivas. Foi premiado em São Bernardo do Campo, SP (1990, 1991, 1997, 1999) e em São Paulo (1993). ITAU CULTURAL; www.amadasi.com.br.



323 - JOSÉ CLÁUDIO DA SILVA - (1932)

Mulheres de Olinda - óleo sobre eucatex - - 62 x 80 cm - canto superior direito - 1976.
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -
Natural de Ipojuca-PE. Desenhista, gravador, escultor, crítico de arte e escritor, fixa residência em Recife- PE, onde em 1952 Funda o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife, ao lado de Abelardo da Hora (1924), Gilvan Samico (1928), Wellington Virgolino (1929 - 1988), entre outros. Primeira individual em 1956-São Paulo SP, no Clube dos Artistas e Amigos das Artes (Clubinho), e primeira coletiva em Recife-PE, 1954, na 1ª Exposição do Ateliê Coletivo. "José Cláudio é figurativista desde sempre, e pratica uma arte em que a emoção primeira sequer permite ou admite emendas e correções. Disso resulta certa impressão de desleixo e de mal-acabamento que por vezes inspira sua obra. No entanto, trata-se de efeitos deliberadamente obtidos, fruto de seu acentuado amor à matéria. Expressionista, fazendo uso de um desenho rigoroso, de uma pincelada larga e espontânea de um colorido profundo, do ponto de vista da temática José Cláudio debruçou-se sobre cenas e tipos regionais, sobre os costumes regionais e sobre a paisagem, as aves e as frutas do seu Nordeste, despojando-as, porém, de qualquer conteúdo pitoresco, para apenas se concentrar em sua expressão pictórica. Um sensual e um dionisíaco, hedonista que, segundo suas próprias palavras, diante de uma bela manga não sabe se deva pintá-la ou chupá-la, José Cláudio voltou-se também para a problemática da criação artística - como pintor, na série de grandes óleos que dedicou em começos da década de 1980 ao REPOUSO DO MODELO, de Almeida Júnior - desmembrado, rearticulado, reinterpretado em cada um de seus múltiplos aspectos formais e psicológicos -, e como escritor, historiador da arte pernambucana, num estilo tão pouco alambicado quanto sua pintura, (...)." José Roberto Teixeira Leite, na bibliografia abaixo. PONTUAL, pág. 283; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 551/552; TEIXEIRA LEITE; ITAU CULTURAL.



324 - IVALD GRANATO - (1949)

Figura - óleo sobre eucatex - - 61 x 43 cm - canto inferior direito e dorso - 1988.

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



325 - ARCHIMEDES DUTRA - (1908 - 1983)

"Salto de Piracicaba" - óleo sobre tela colada em cartão - - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nascido e falecido em Piracicaba - SP, Archimedes faz parte da família Dutra, que representa parte da cultura plástica e intelectual do nosso Estado. Além de pintor foi professor e literáto, participou do SNBA, recebendo premiação. Archimedes pintou com sensibilidade paisagens, naturezas mortas e cenas do cotidiano urbano. MEC vol.2, pág.84; JULIO LOUZADA vol.2, pág.364; PONTUAL pág. 186; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



326 - JOHN GRAZ - (1891 - 1980)

Gato - pintura em prato de cerâmica - 1/20 - 32 x 32 cm - assinado - .

Pintor suíço, estudou em Genebra, Munique e Paris. Casando-se com a brasileira Regina Gomide em 1920, fixou-se no Brasil, de onde não mais sairia. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua arte alia decorativismo e estilização. TEODORO BRAGA, pág. 112; PONTUAL, pág. 251; MEC, vol. 2, pág. 283; ITAU CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 530; ARTE NO BRASIL, pág. 672; LEONOR AMARANTE, pág. 200, Acervo FIEO.



327 - MARCELO GRASSMANN - (1925)

Guerreiro - litografia - 5/20 - 35 x 43 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



328 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

Composição - guache - - 23 x 18 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



329 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA - (1909 - 1996)

Cachoeira - óleo sobre tela - - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1978.

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



330 - TADASHI KAMINAGAI - (1899 - 1982)

"Na praia" - óleo sobre tela - - 60 x 72 cm - canto inferior esquerdo - 1948.
Reproduzido no convite deste leilão.
Grande pintor japonês da Escola de Paris, amigo de Marquet, Vlaminch e Déiran, entre outros, passou no Brasil praticamente toda a década de 1940, aqui se ligando de amizades a pintores como Portinari, Pancetti e Djanira, e iniciando na arte vários jovens pintores de ascendência nipônica, como Flávio Shiró Tanaka, por exemplo. Autor de paisagem, naturezas mortas e retratos de excelente qualidade pictórica, Kaminagai veio freqüentes vezes ao Brasil, onde expôs com enorme sucesso. TEODORO BRAGA, pág.134; BENEZIT, vol.6, pág.152; WALMIR AYALA, vol.1, pág.435 e 437; MEC, vol.2, pág.401; PONTUAL, pág.287; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 643; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



331 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

Banhistas - desenho a nanquim - - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo - .

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



332 - FRANCISCO STOCKINGER - (1919 - 2009)

Guerreiro - múltiplo em bronze - - h = 24 cm - base - .

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



333 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)

"Estudo" - óleo sobre eucatex - - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1979.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



334 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - - 10 x 15 cm - canto superior direito e dorso - 1975.
Com etiqueta de Irineu Angulo, leiloeiro oficial, no dorso. -
Nasceu em 27 de dezembro na cidade de Villa Collemandina, na Itália, e fixou-se no Brasil desde 1929, após ter estudado em Florença, e haver-se diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca. Pennacchi integrou a Familia Artística Paulista. Muralista de inspiração pré-renascentista, sua pintura é sensível e pessoal de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos (mercê de uma infância marcada por sólida educação religiosa Católica), e na evocação do mundo caipira. Realizada em 1973, considerado o Ano de Pennacchi, importante retrospectiva da obra deste festejado artista no MAM de São Paulo. O artista fez exposições em Milão e foi homenageado em seu país natal. TEODORO BRAGA, pág. 192; MEC, vol, 3, pág. 365; WALMIR AYALA, vol, 2, pág. 182; PONTUAL, pág. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784; Acervo FIEO.



335 - MARIO PACHECO - (1915 - XX)

"A bailarina e o livro" - óleo sobre tela - - 46 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .
Este quadro esteve exposto no Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro de 1956 e está reproduzido na página de arte. Acompanha recido do autor datado de 28 de janeiro de 1957. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor e desenhista nascido no Rio de Janeiro, RJ. Irmão do pintor Armando Pacheco Alves. Foi aluno de Eurico Alves e Argentino Cunha no Liceu de Artes e Ofícios, de Carlos Chambelland e Rodolfo Chambelland na Escola Nacional de Belas Artes e de Oswaldo Teixeira. Em 1969 participa da Comissão Nacional de Belas Artes. Realizou uma exposição individual (1949) e participou de várias edições do Salão Nacional de Belas Artes onde recebeu medalha de prata (1953) e prêmios de viagem ao exterior e ao país (1958, 1967). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 325; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 844.



336 - JOAN MIRÓ - (1893 - 1980)

Composição - litografia - H. C. - 32 x 50 cm - canto inferior direito - .
Litografia original do livro "Joan Miró litógrafo II 1953-1963" de autoria de Raymond Queneau - Ediciones Polígrafa, S. A. - Barcelona, Espanha. -
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



337 - YOLANDA MOHALYI - (1909 - 1978)

Menina - desenho a nanquim - - 64 x 40 cm - canto inferior direito - 1935.

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



338 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

"Paisagem de outono" - óleo sobre tela - - 81 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1982.
Reproduzido no catálogo da exposição "Dionísio Del Santo: mais da justa visibilidade", realizada em 2010 na Canvas / E-arte, São Paulo-SP. -
Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



339 - TOMOO HANDA - (1906 - 1996)

Paisagem - óleo sobre tela - - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



340 - ROBERTO BURLE MARX - (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - - 90 x 70 cm - canto inferior direito - 1991.
Reproduzido no convite deste leilão. - Com recibo original do autor datado de 23 de julho de 1991. -
Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



341 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

Composição - pintura sobre cerâmica - - 37 x 28 cm - dorso - 1993.

Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



342 - EVANDRO CARNEIRO - (1946)

Nus - múltiplo em bronze - 5/12 - h = 18 cm - - .

Escultor nascido em Visconde do Rio Branco, MG. Começou a frequentar cursos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro aos 14 anos e seus primeiros professores foram Ione Saldanha e Ivan Serpa. Estudou também com Onofre Penteado, na Escola Nacional de Belas Artes, e com Celita Vaccani. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1987, 1988, 1990, 1992, 1994); São Paulo (1989); Brasília (1996) e participou de mostras coletivas no Rio de Janeiro (1988, 1989, 1991 a 1993) e no Chile (1991). JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 178; VOL. 13, PÁG. 68; www.pitoresco.com.br.



343 - THEODORO DE BONA - (1904 - 1990)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - - 46 x 58 cm - canto inferior direito - 1934.

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



344 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) - (1899 - 1964)

Judith e a cabeça de Holofernes - desenho a nanquim - - 47 x 33 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



345 - EDMUND YARZ - (1846 - 1921)

"Baie du Mont St. Michel" - óleo sobre tela - - 54 x 73 cm - canto inferior direito - .
Com carimbo da Galeria Jorge - Rua do Rosário, 131, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor de paisagens nascido em Toulouse, França. A partir de 1876 participa de muitas exposições da Sociedade dos Artistas Franceses, da Exposição Universal e recebe vários prêmios: 1881, 1884,1889, 1890, 1903. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 844; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1081; arcadja.com; artnet.com; askart.com; artfact.com; artprice.com.



346 - TÚLIO MUGNAINI - (1895 - 1975)

Olaria - óleo sobre tela - - 33 x 42 cm - canto inferior direito - 1931.

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



347 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)

Garrafas - desenho a nanquim, aquarela e guache - - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1965.

Estudou com Pedro Alexandrino (1923 a 1928) e aperfeiçoou-se na Itália. Integrou o Grupo Santa Helena, com Rebolo, Zanini, Rosa, Graciano, Pennacchi (1935) e participando em 1937 de exposições da Família Artística Paulista. Pintou paisagens e naturezas mortas, com composição estruturada no cubismo. MEC, vol. 1, pág. 247; PONTUAL, págs. 78/79; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 258; TEIXEIRA LEITE, pág. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; LEONOR AMARANTE, pág. 72; Acervo FIEO.



348 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre tela - - 81 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



349 - RENOT - (1932)

Baiana - técnica mista - - 23 x 16 cm - canto superior direito - 1980.

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



350 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)

"Hoje o circo" - óleo sobre tela - - 60 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1951.
Reproduzido no convite deste leilão.
Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



351 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)

Ademar e Tancredo - desenho a nanquim e aquarela - - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo - .

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



352 - LIVROS -

- - - cm - - .
1) "ERNESTO NETO: DENGO", VOL. 1, SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2010. 2) "ERNESTO NETO: DENGO", VOL. 2, SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2010. 3)"IOLE DE FREITAS: UNS NADAS". GABINETE DE ARTE RAQUEL ARNAUD. 4)"IOLE DE FREITAS: SOBREVÔO". SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2002. 5)"A. VOLPI: A TRANSMUTAÇÃO PELA COR". SÃO PAULO: DAN GALERIA, 2002. 6)"GUERCHMAN". GABINETE DE ARTE DO RIO DE JANEIRO, 1994. 7)"VOLPI: VIDA E OBRA". CD-ROM. SOCIEDADE PARA CATALOGAÇÃO DA OBRA DE ALFREDO VOLPI.



353 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)

Projeto de capela - técnica mista - - 38 x 38 cm - canto inferior direito - .

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



354 - INOS CORRADIN - (1929)

"Pôr do Sol na praia de Vila Velha" - óleo sobre tela - - 60 x 60 cm - dorso - Espírito Santo - BR.

Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



355 - CONSTANT TROYON - (1810 - 1865)

"Vacas e paisagem" - aquarela - - 18 x 24 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor francês nascido em Sèvres e falecido em Paris. Assina C. Troyon. Começou sua carreira como pintor de porcelanas em Sèvres. Nas horas livres, aprendeu a desenhar e a pintar com Riocreux, seu tio e conservador do museu local. Tornou-se amigo de Camille Roqueplan, Theodore Rousseau, Paul Huet, Jules Dupré, Diaz e Flers, integrando-se ao movimento artístico da nova geração de acadêmicos. Apresentou seus primeiros trabalhos, paisagens de Saint Cloud e Sèvres, no Salão de 1833. Participou também dos Salões de 1835, 1838, 1839, 1840, 1841, ganhando alguns prêmios até conseguir, em 1846, a Primeira Medalha. A partir de 1847, depois de uma viagem à Holanda e Bélgica, começou a introduzir animais nas suas paisagens. Em 1848 ganhou nova Primeira Medalha, em 1849 foi agraciado com a Legião de Honra e continuou a participar dos salões de 1850,1853, 1855 e 1859 quando ganhou a terceira Primeira Medalha da sua carreira. Possui obras em: ‘National Gallery of Art’ - Washington, DC ; ‘Metropolitan Museum of Art’, Nova York; Museu do Louvre, entre outros. BENEZIT VOL.10, PÁG. 288; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 997; VOL. 6, PÁG. 1131; www.musee-orsay.fr; www.britannica.com; www.nationalgalleries.org; artcyclopedia.com; artnet.com; askart.com; artist.christies.com; artfact.com; artprice.com.



356 - POTTY LAZZAROTO - (1924 - 1998)

"Matadouro" - gravura - 38/100 - 44 x 31 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador e professor. Foi discípulo dileto de Carlos Oswald. Aperfeiçoou-se em Paris, como bolsista do governo francês, de 1946 a 1947. MEC, vol. 3, pág. 433; PONTUAL, pág. 437; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 883. Acervo FIEO.



357 - MIGUEL DOS SANTOS - (1944)

Águia - escultura em cerâmica - - h = 45 cm - base - .

Pintor, desenhista e ceramista pernambucano da cidade de Caruaru. " ... é um ceramista ligado por raízes profundas 'a imagística popular. Suas formas (atropomorfas) e suas cores, são mais um estandarte contra a resignação e a indignidade. O onírico de suas cerâmicas é o grito mais alto dessa rica forma de arte do Nordeste" (catálogo da exposição do artista na Universidade da Bahia, em 1968) JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 793; ITAÚ CULTURAL.



358 - SAMSON FLEXOR - (1907 - 1971)

Composição - guache - - 20 x 25 cm - canto inferior direito - 1952.

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



359 - MARIO MENDONÇA - (1934)

"Bom dia Claude Monet" - óleo sobre tela - - 70 x 90 cm - canto inferior direito - 2009.
Com dedicatória. -
Pintor e decorador nascido na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata no inicio, posteriormente estudou com Aluisio Cardoso, MAM-RJ. Expôs individualmente no MNBA-RJ em 1964, com apresentação de Walmir Ayala. Decorou diversas igrejas do Rio, entre elas a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Caepal ds Almas da Matriz no Engenho Novo. Expôs coletivamente nos anos de 1965 a 1967, possuindo obras em museus da Alemanha e Vaticano. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 729; ITAU CULTURAL



360 - KILIM -

- - - cm - - .
De lã, medindo 1,56 x 1,15 = 1,79 m2. -



361 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Maternidade - desenho a caneta - - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 09/11/1948.
Com dedicatória e inscrições. -
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



362 - ODETTE EID - (1922)

São Francisco - escultura em bronze - - h = 20 cm - - .

Natural de Zahle, Líbano, ODETTE EID sempre foi uma estudiosa da sua arte maior, que é a escultura. Frequentou os ateliês dos grandes mestres nacionais, como Becheroni e Calabrone. Em vôo solo expôs na Europa em Salões e Galerias de renome. Segundo a crítica especializada, a escultura de ODETTE EID "é fluída, volátil e leve". (Alberto Beuttenmuller). JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 119



363 - DARIO MECATTI - (1909 - 1976)

Flores - óleo sobre cartão - - 50 x 35 cm - canto inferior direito - .
Esta obra pertenceu ao acervo do Hotel Jaraguá, São Paulo - SP. -
Pintor nascido na Itália. Mecatti radicou-se no Brasil em 1940, após trabalhar por vários anos na Tripolitânia, no norte da África. É notável pela estilização de suas figuras e paisagens concebidas, em tons baixos e obedientes a uma composição pessoal. TEODORO BRAGA, pág. 161/2; MEC, vol. 3, pág. 109; PONTUAL, pág. 352; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 72; TEIXEIRA LEITE, pág. 320; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



364 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)

Menina e passarinho - monotipia - - 50 x 35 cm - canto inferior direito - Natal de 1969.

Pintor e desenhista figurativo, integrou o Grupo Santa Helena, juntamente com Volpi, Zanini e outros, e foi um dos organizadores e expositores do I Salão da Família Artística Paulista; suas figuras seguem a disciplina cubista da organização do espaço, destacando-se uma série de Músicos; dedicou-se a pinturas murais e à ilustração de obras literárias. MEC, vol. 2, pág. 280; PONTUAL, pág. 247/8; TEIXEIRA LEITE, pág. 225 a 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 784; LEONOR AMARANTE, pág. 58; Acervo FIEO.



365 - ROBERTO SCOGNAMIGLIO - (1883 - 1965)

"Ladeira de Nápoles" - óleo sobre madeira - - 20 x 12 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor napolitano filho do também pintor Giovanni Scognamiglio. Foi discípulo de Eduardo Dalbono, dedicando-se exclusivamente à paisagem que interpreta com sinceridade, senso de cor e pincelada vivaz. Participou de inúmeras exposições, inclusive da célebre exposição "Pró Cultura de Napoles", realizada em 1930. COMMANDUCCI vol. 2 pág 742, ARTPRICE, ARTNET.



366 - HOLMES NEVES - (1925 - 2008)

Ouro Preto - técnica mista - - 35 x 23 cm - canto inferior direito - .

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



367 - YOSHIYA TAKAOKA - (1909 - 1978)

Paisagem - aquarela - - 36 x 46 cm - canto inferior direito - 1967.

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



368 - DURVAL PEREIRA - (1918 - 1984)

Casario - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior direito - .

Nascido e falecido em São Paulo, DURVAL PEREIRA foi pintor e professor ativo em São Paulo. Premiado com a Menção Honrosa no SPBA em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Pintava ao ar livre aos domingos com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida, recebeu todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão. MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, págs. 749/750/751. ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



369 - JOÃO DUTRA - (1893 - 1984)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 28 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1921.

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



370 - MAPA -

América do Sul - litografia - - 36 x 53 cm - não assinado - 1856.
Victor Levasseur (1800-1870)-



371 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Cristo - aquarela - - 30 x 20 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



372 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

"Os Acrobatas" - serigrafia - 12/180 - 64 x 88 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



373 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo - .

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



374 - ARLINDO CASTELANE DI CARLI - (1910 - 1985)

Paisagem italiana - óleo sobre eucatex - - 41 x 27 cm - canto inferior direito - 1971 - Lazio Italia.

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



375 - MENNA BARRETO - (1953)

Festa - giclée - - 19 x 25 cm - centro superior - .

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



376 - CARMELA GROSS - (1946)

"Constelation" - litografia - 51/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1984.

Maria do Carmo Gross Nitsche nasceu em São Paulo-SP. Artista multimídia, freqüentou o curso de artes plásticas na FAAP-SP, entre 1965 e 1969. Em 1967, apresentou a obra Nuvens, com imagens esquemáticas, em madeira, que aludem ao universo das histórias em quadrinhos e ao desenho infantil. Desde os anos 1970 atua em linguagens diversificadas, como desenho e litografia, utilizando novos meios como carimbos, heliografia, xerox e videoarte, e desenvolvendo experiências de transposição entre mídias. A partir da década de 1980, sua obra desenvolve-se entre a pintura e o desenho, e entre a pintura e o objeto, passando a explorar também a arquitetura do espaço expositivo. "Carmela Gross, desde os Carimbos dos anos 70 até o ambiente Facas criado em 1995, vem demonstrando a possibilidade de subverter o estereótipo através da repetição do gesto. Dessa insistência, que poderia ser mal entendida como submissão ao modelo, extrai a possibilidade de libertar, pela imprecisão, o diferente." MILLIET, Maria Alice. Carmela Gross. In: O ÚNICO/o mesmo/o a-fundamento. Curadoria Maria Alice Milliet. São Paulo: Valu Oria Galeria de Arte, 1996. p. 7-8. Individuais a partir de 1977 e coletivas desde 1966. MEC, vol 2, pág. 284; ITAUCULTURAL.



377 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -

Cravos - óleo sobre eucatex - - 80 x 90 cm - não assinado - .



378 - JOSÉ MONTEIRO FRANÇA - (1875 - 1944)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - - 22 x 31 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta do Ateliê de Conservação e Restauro Ruth Sprung Tarasantchi, São Paulo - SP, no dorso. -
Natural da cidade paulista de Pindamonhangaba. Foi aluno de Henrique Bernardelli na ENBA-RJ, seguindo posteriormente para a Europa, mercê de bolsa concedida pelo Executivo Paulista. Pintou naturezas-mortas e figuras, destacando-se com suas sensíveis paisagens. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; THEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JR, pág. 366; MAYER/1984, pág. 1040, TEIXEIRA LEITE, pág. 332, RUTH TARASANTCHI.



379 - LIBINDO FERRAZ - (1877 - 1951)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - - 23 x 30 cm - canto inferior direito - 1935-Rio de Janeiro-RJ.

Nasceu em Porto Alegre-RS, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Pintor e professor. Realizou estudos artísticos na Itália. Foi um dos fundadores, em 1908, do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, onde lecionou até 1936. MEC, vol. 2 - pág. 150; PONTUAL-pág. 207; LAUDELINO FREIRE pág. 518.



380 - BENEDITO LUIZI - (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - - 46 x 38 cm - canto inferior direito - .

Pintor ativo em São Paulo. Participou do SPBA de 1960, recebendo menção honrosa e grande medalha de prata, em 1963. MEC, vol.2, pág. 512.



381 - FERNANDO ODRIOZOLA - (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - - 79 x 57 cm - canto inferior esquerdo - 1974.

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



382 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - - 28 x 39 cm - canto inferior direito - 1967.

Grande pintor brasileiro, nascido em Fortaleza, Ceará e falecido em Paris onde viveu a maior parte de sua curta e rica vida. Começando figurativo, num estilo expressionista, adotou, já em França, um não figurativismo lírico, algo à maneira do grande Wols, seu amigo que iria manter até o precoce fim. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. BENEZIT, vol.1, pág.415; MEYER/87, pág.606; MEC, vol.1, págs.159,160 e 167; PONTUAL, págs. 48 e 49; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 71 a 74; TEIXEIRA LEITE, pág. 52 a 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 599; LEONOR AMARANTE, pág. 34; Acervo FIEO.



383 - MICK CARNICELLI - (1893 - 1967)

Paisagem - óleo sobre eucatex - - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1951.

Pintor ativo em São Paulo. Participou da coletiva 50 Anos de Paisagem Brasileira, São Paulo (1956), representado por obras em coleções paulistas; Paisagem Urbana, na Biblioteca Municipal de São Paulo;Santo André (1951), coleção João Amoroso Neto; e Coração de Jesus, coleção Lourdes Milliet. Participou, também, da I Bienal de São Paulo(1951) com as obras: Pátio de Manobras da Sorocabana e Subúrbio. MEC ,vol. 1, pág.359; JULIO LOUZADA, vol. 10 , pág. 595; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630. Acervo FIEO.



384 - FRANCISCO REBOLO GONSALES - (1903 - 1980)

Paisagem - água forte aquarelada - - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1971.

Grande pintor paulistano, um dos principais membros do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista, Rebolo é acima de tudo um paisagista de colorido suave e desenho sensível. MEC, vol. 4, pág. 28/29; TEODORO BRAGA, pág. 202/3; PONTUAL, pág. 447/448; REIS JR., pág. 382; TEIXEIRA LEITE, pág. 433/434/435.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 13; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



385 - JOSÉ SABÓIA - (1949)

Jogador de futebol - óleo sobre tela - - 30 x 30 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



386 - PEDRO GUEDES - (1960)

"Caminho das pedras" - óleo sobre eucatex - - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 2005.
Com certificado de autenticidade emitido pela Galeria de Arte Andre, São Paulo - SP, datado de 22 de outubro de 2011. -
Pintor e desenhista nascido em Juiz de Fora, MG, onde vive e trabalha. Realizou exposições individuais em Juiz de Fora (2000, 2004, 2005); participou de coletivas em: Juiz de Fora (1996, 1997, 2002) e São Paulo (2005). Foi premiado em: Juiz de Fora, MG (1998), São Paulo (2004).



387 - JESUALDO ANTONIO GELAIN - (1940)

"O vendaval" - acrílico sobre tela - - 60 x 90 cm - canto inferior direito - 2011.

Pintor nascido em Santa Rosa, RS. Autodidata no início de sua carreira, teve aulas com Colete Pujol. Participou de vários Salões e exposições oficiais em: Canoas, RS (1960); Aparecida do Norte, SP (1961); São Carlos, SP (1964); São Paulo (1966 a 1968, 1985). Foi premiado, em 1966, no Salão da Escola de Belas Artes de São Paulo.



388 - RUDOLF BAUER - (1889 - 1953)

Composição - aquarela - - 20 x 28 cm - canto inferior direito - .

Pintor e caricaturista nascido em Lindenwald, Alemanha (hoje, Polônia) e falecido em Nova Jersey, EUA. Estudou em Berlim onde fundou um museu particular de arte abstrata, em 1929: o ‘Geistreich’, devotado aos seus trabalhos desse gênero e aos de Vasily Kandinsky. Foi fechado em 1939 pelos nazistas que consideraram o conteúdo "arte degenerada". Fez parte do grupo ‘Sturm’ (1910), ‘Novembergruppe’ (1918) e ‘Die Krater’ (1920). Realizou exposições individuais em 1917, 1918, 1920, 1927 (no Palácio Real de Berlim), 1936 (Chicago, EUA), 1937 (Paris - Museu Jeu de Pomme). Mudou-se para os Estados Unidos em 1939. Foi uma importante influência na formação da coleção e do museu de Solomon R. Guggenheim junto com Hilla Rebay. Participou também, desde 1910, de importantes mostras coletivas tanto na Europa como nos Estados Unidos e muitas exposições póstumas já foram realizadas desde 1969. BENEZIT VOL.1, PÁG.522; www.guggenheim.org; www.rudolf-bauer.com; web.artprice.com; artnet.com; askart.com; artinfo.com; arcadja.com.



389 - ROBERTO DE SOUZA - (1935)

Maternidade - óleo sobre tela - - 73 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1976.
Com etiqueta n° 0540 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Pintor e historiador. Foi aluno de Aurélio d'Alincourt, Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Participou de diversas exposições e salões oficiais desde 1967, obtendo várias premiações. JULIO LOUZADA vol 1, pág. 932; ITAÚ CULTURAL.



390 - AXEL LESKOSCHEK - (1889 - 1976)

Figuras - xilogravura - - 18 x 13 cm - canto inferior direito - 1947.

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



391 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)

Menino - óleo sobre cartão - - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1964.

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



392 - JOÃO ROSSI - (1932 - 2000)

"São Paulo" - gravura - 29/50 - 76 x 50 cm - canto inferior direito - .

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



393 - EUGÊNIA PIVA - (XX)

Paisagem - desenho a lápis - - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1993.

Eugênia Rullo Piva - pintora com diversas participações em mostras e Salões oficiais, entre os quais: II Salão da Paisagem Paulista, SP (1969); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1980). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 422; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 920.



394 - YASUICHI KOJIMA - (1934)

"Rua de Tiradentes" - óleo sobre tela - - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003.

Pintor nascido no Japão. Naturalizou-se brasileiro. Após o término da guerra, imigrou com grande esperança para o Brasil, como técnico em cerâmica. Fixou residência em São Paulo, onde pinta desde 1969, tendo contato com Mabe e Takaoka. Foi selecionado para os salões SEIBI, de São Caetano, de São Bernardo, de Santo André e de Mauá. Em 2009 realizou exposição individual, como convidado, no Museu Barão de Mauá.



395 - CARLOS SÖRENSEN - (1928 - 2008)

"Flor de Lys com toalha xadrez" - óleo sobre tela - - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1993.

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



396 - NEWTON MESQUITA - (1948)

Mulher - litografia - P. A. - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1988.

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



397 - PAULO FERNANDO GRUBER - (1961)

Flores - litografia - 36/50 - 77 x 55 cm - canto inferior direito - 1989.

O autor é gravador, ativo em São Paulo. Expôs coletivamente em 1992, na mostra Polaridades e Perspectivas II, juntamente com seis artistas veteranos e seis artistas jovens. O autor é filho do consagrado artista nacional Mario Gruber. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 471.



398 - ANISIO DANTAS - (1933 - 1990)

"Paisagem no Campo Grande" - óleo sobre madeira - - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - Estado do Rio de Janeiro.

Pintor e gravador, Anísio Dantas Filho nasceu em Aracaju, SE e faleceu em Salvador, BA. Em 1953 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde cursou desenho de propaganda na Fundação Getúlio Vargas. Em 1964, formou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Participou de diversos salões e mostras oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1972); Bienal internacional do México (1982, 1984); ‘Art Brasil Berlin’ em Berlim, Alemanha (1990). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1964, 1968); São Paulo (1979); Salvador, BA (1989). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 298; brasilartesenciclopedias.com.br.



399 - HELENOS SILVA - (1941)

Compoição - técnica mista - - 44 x 32 cm - canto inferior direito - 2004.

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



400 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)

Composição - litografia - 24/50 - 70 x 67 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



401 - FAYGA OSTROWER - (1920 - 2001)

Paisagem - litografia - 21/100 - 61 x 81 cm - canto inferior direito - 1983.

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



402 - GILBERTO SALVADOR - (1946)

Índios - litografia - 23/50 - 50 x 67 cm - canto inferior direito - 1978.

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



403 - JORGE REIDER - (1912 - 1962)

Rosas - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior direito - .

Natural da Áustria, foi pintor ativo em São Paulo, expondo no Salão Paulista de Belas Artes em 1952. Sua obra é vasta, tendo pintado mais de três mil telas durante a sua carreira, sendo as flores o seu tema predileto. JULIO LOUZADA vol.3, pág.953.



404 - NICOLA PETTI - (1904 - 1983)

Barcos - óleo sobre eucatex - - 35 x 64 cm - canto inferior direito - .

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



405 - CÍCERO DIAS - (1908 - 2003)

Saudade - litografia - 114/200 - 110 x 76 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor e desenhista pernambucano; mesmo radicando-se por mais de 40 anos em Paris, Cícero Dias ainda assim permaneceu brasileiro, e mais nordestino. Em fins da década de 1920, foi ao lado de Ismael Nery um dos grandes vultos da vanguarda no Rio de Janeiro; mais tarde, já na Europa, aderiu ao não-figurativismo, como integrante do Grupo Espace. Tornou em anos recentes à figuração, mais uma vez evocando a terra natal. MEC, vol.2, pág.50; WALMIR AYALA, vol.1, págs.252 a 255; TEIXEIRA LEITE, págs. 157 a 159. PONTUAL, págs. 174/5; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 564; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



406 - NELSON LEIRNER - (1932)

Personagens de Walt Disney - colagem - - 10 x 13 cm - dorso - .
Com a seguinte dedicatória: "Queridos, espero vocês lá. Beijos, Nelson. 7/agosto - 21 horas". -
Paulista da Capital, o autor descende de uma família de artistas. Foi aluno de Joan Ponç e Samson Flexor. Participa de coletivas a partir de 1958, inclusive com premiações nas bienais de Tóquio e São Paulo. Sua trajetória artística merece ser melhor conhecida pelos admiradores de sua obra. TEIXEIRA LEITE, pág. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 893; LEONOR AMARANTE, pág. 154.



407 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA - (1922 - 2004)

Ateliê - óleo sobre cartão - - 24 x 18 cm - canto inferior direito - .

Carioca, advogado, filósofo, poeta e pintor. José Paulo dedicou-se à pintura desde 1950. Fez uso abundante da espátula, lançando luz e cor nos seus temas preferidos: fachadas, portas, janelas, marinhas e paisagens. MEC, vol. 2, pág. 183; WALMIR AYALA vol. 1, pág. 423 a 427; TEIXEIRA LEITE, pág. 268; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



408 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

"Mercado" - serigrafia - 105/200 - 50 x 74 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



409 - GERARDO DE SOUSA - (1950)

Maternidade - óleo sobre eucatex - - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1974 - Rio de Janeiro -RJ.

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



410 - FARNESE DE ANDRADE - (1926 - 1996)

"Composição" - gravura - XIII - 27 x 23 cm - canto inferior direito - .
Complemento de técnica: água forte e água tinta. Reproduzido no livro "Gravura em metal", de Marco Buti e Anna Letycia. -
Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



411 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX -

"Prince de Joinville" - litografia - - 21 x 13 cm - não assinado - .



413 - ABELARDO ZALUAR - (1924 - 1987)

Composição - desenho a lápis - - 45 x 54 cm - canto inferior direito - 1961.

Desenhista, pintor e professor. Frequentou a antiga ENBA, de 1944 a 1948. Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



414 - ANTONIO ROCCO - (1880 - 1944)

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - - 16 x 23 cm - canto inferior direito - .

Pintor italiano, natural de Amalfi. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Nápoles. No Brasil, fixou-se em São Paulo. Participou do SNBA e no SPBA de 1933, recebendo importantes premiações. A PINACOTECA - SP possui obras de sua autoria. TEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 286; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



415 - JOSÉ SABÓIA - (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - - 50 x 40 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



416 - ALBERTO TEIXEIRA - (1925 - 2011)

Composição - guache - - 29 x 40 cm - canto inferior direito - 1955.

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



417 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)

Nu - desenho a carvão - - 46 x 27 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



418 - CAMPOS AYRES - (1881 - 1944)

Ipê amarelo - óleo sobre tela - - 41 x 58 cm - canto inferior esquerdo - .

Natural de Itapetininga, SP, Campos Ayres foi pensionista do Estado de São Paulo para estudar em Paris a partir de 1909, com Henry Royer, Fleury e Laurens. No SPBA obteve prêmios e menções. Dedicou-se especialmente à pintura de paisagem. A PINACOTECA-SP, possui duas telas de sua autoria. Expôs individualmente em São Paulo, nos anos de 1930, 1933 e 1938, com muito sucesso de público e crítica. TEODORO BRAGA, pág. 63; REIS JR., pág. 368; MEC, vol. 1,pág. 41; PONTUAL, pág. 105; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 167; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 11, RUTH TARASANTCHI.



419 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL - (1935)

"Bambu" - litografia - 51/100 - 57 x 78 cm - canto inferior direito - 1978.
Reproduzido na página 169 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". -
Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



420 - MARCIO SCHIAZ - (1965)

"Mariana" - óleo sobre eucatex - - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2009 - Minas Gerais.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



421 - ANATOL WLADYSLAW - (1913 - 2004)

Composição - guache - - 31 x 22 cm - canto inferior direito - .

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



422 - CESAR LACANNA - (1901 - 1983)

Menina - desenho a carvão - - 53 x 38 cm - canto inferior direito - 1919.

Pintor, escultor e ceramista paulista, estudou com Elpons e Barchitta. Como pintor, trabalhou a paisagem, a natureza-morta, nus e retratos, numa atmosfera realista, evocativa de Daumier. TEODORO BRAGA, pág.136; MEC vol.2, pág. 435; WALMIR AYALA, vol.1, pág.453; PONTUAL, pág.297; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



423 - BENEDITO LUIZI - (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior direito - 1980.

Pintor ativo em São Paulo. Participou do SPBA de 1960, recebendo menção honrosa e grande medalha de prata, em 1963. MEC, vol.2, pág. 512.



424 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

"Mulata no espelho" - serigrafia aquarelada - H. C. - 40 x 31 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta de Irineu Angulo, leiloeiro oficial, no dorso. -
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



425 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Estudo de nu - desenho a carvão - - 36 x 27 cm - canto inferior esquerdo - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



426 - CRISALDO MORAIS - (1932 - 1997)

"Aparição de Vitória Régia" - óleo sobre tela - - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989-1990-Recife.

Pintor e ilustrador, Crisaldo d'Assunção Morais nasceu na cidade do Recife-PE 1932, iniciando-se na pintura como autodidata por volta de 1968, em São Paulo, onde é um dos organizadores do Movimento de Arte da Praça da República. Em 1975, organiza a mostra Festa das Cores no Masp. Ilustra os livros Les Proverbs Vus Par Les Peintres Naifs, de Anatole Jakovsky, e Le Chanson Traditionnelle et Les Peintres Naifs, de Roger Blanchard. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Naive Painters of São Paulo, Washington DC (Estados Unidos), 1971; I Salão Internacional de Arte Contemporânea, Paris (França), 1974; Salon Mondial de la Peinture Naive, Levallois-Perret (França), 1975; Le Génie des Naifs, no Grand Palais, Paris (França), 1980; Arte Naif Brasileira, no MAC/Campinas, 1983; Bienal Naifes do Brasil, Sesc, Piracicaba, 1996. ITAU CULTURAL.



427 - SILVIA ALVES - (1947)

"O vaso chinês" - óleo sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1994.

Nascida SILVIA Ferraro ALVES, em São Paulo, SP, a 2 de maio de 1947. É pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz, ativa nesta Capital. Estudou pintura e desenho com Lecy Bonfim, e pintura acadêmica com o professor Desdedith Campanelli. Artista festejada nos variados meios em que expressa as suas brilhantes qualidades artísticas. JULIO LOUZADA, vol, 10, pág, 49.



428 - GUSTAVO ROSA - (1946)

Marinheira - serigrafia - 63/150 - 73 x 52 cm - canto inferior direito - 2004.

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



429 - HÉRCULES BARSOTTI - (1914 - 2010)

Composição - guache - - 26 x 30 cm - canto inferior direito - .
Com etiqueta de participação e reproduzido no catálogo, lote n° 307 em leilão de 13 de março de 2012 na Christie's de Amsterdam - Holanda. -
Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



430 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"ANTROPOLOGIA DA FACE GLORIOSA". ARTHUR OMAR. SÃO PAULO, COSAC NAYF EDIÇÕES, 1997. 2)"CARLOS VERGARA". PAULO SERGIO DUARTE. RIO DE JANEIRO, P. S. DUARTE, 2003. 3)"NUNO RAMOS". ALBERTO TASSINARI ET AL. SÃO PAULO: EDITORA ÁTICA, 1997. 4)"NUNO RAMOS". SÃO PAULO: RIO DE JANEIRO: CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA, 1999. MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2000. 5)"NUNO RAMOS: NOITES BRANCAS". EDITORA CASA DE IMAGEM.



431 - ADRIANO GAMBIM - (1983)

"Descanso sobre um sofá" - xilogravura - 7/18 - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 2007.
Reproduzido no catálogo do 7° Salão de Artes Visuais de Guarulhos, obra premiada com Menção Honrosa. -
Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na IMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2011); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2012); Araras, SP (2012).



432 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Cristo - guache - - 20 x 14 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



433 - NOEMIA MOURÃO - (1912 - 1992)

Ouro Preto - desenho a nanquim - - 46 x 32 cm - canto inferior direito - .

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



434 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)

Velhas raposas - desenho a nanquim e aquarela - - 30 x 42 cm - canto inferior direito - .

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



435 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

"Pássaro" - desenho a nanquim e aquarela - - 13 x 14 cm - canto inferior direito - 1983.
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



436 - MANUEL GOMES MOREIRA - (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1952.

Desenhista e pintor com diversas participações em exposições coletivas e Salões oficiais como, entre outros, o II Salão da Primavera - Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro (1924). MEC VOL. 3, PÁG. 200.



437 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)

"Paraguay" - xilogravura - P. A. - 20 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1966.

Paulista de Araraquara, Lívio foi exímio gravador, desenhista, pintor, jornalista e professor. Autodidata, executou suas primeiras gravuras em madeira por volta de 1926. Sofreu influência de Lasar Segall, focalizando desde então de modo expressionista tipos e paisagens dos subúrbios paulistanos, inclusive temas de caráter social, como indicou Sérgio Milliet em sua obra de 1940. O autor, certa feita, assim falou de si próprio: "Geralmente persisto em um mesmo motivo por longo tempo: trabalho-o até que me pareça haver esgotado todas as possibilidades que ele oferece. Jamais pensei em fazer 'paisagens'. O que procuro é interpretar o sentido e a problemática da natureza de uma terra, a força dos sentimentos que ela provoca em mim, e assim, quanto mais de acordo com a minha própria natureza, tanto mais imediata surge a interpretaçãop plástica, como sucedeu, por exemplo, com meu 'encontro' com as 'arquiteturas' da realidade íntima da terra paraguaia. PONTUAL, pág. 1, JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 19; MEC vol.1, pág. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 795; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



438 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)

Fachada - óleo sobre tela - - 35 x 27 cm - canto inferior direito - .

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



439 - FRANCISCO DA SILVA - (1910 - 1985)

Peixes - têmpera sobre cartão colado em eucatex - - 57 x 77 cm - canto inferior esquerdo - 1970.

Natural de Alto Tejo, Acre, foi o pintor FRANCISCO DA SILVA um primitivista, fabulista das lendas amazonenses, ativo no Ceará. Filho de índio peruano com brasileira, fixou-se ainda criança em Fortaleza. Foi descoberto artista em 1943, pelo também artista o suiço Jean Pierre Chabloz, que bancou suas primeiras tintas. O mesmo Jean Pierre, nove anos depois, lança-o em Paris. O crítico Rubens Navarra assim escreveu sobre a obra desse artista acreano: " ... os guaches desse artista indígena são qualquer coisa de muito sério. Esse índio é uma espécie de Dali em estado de natureza. Ao lado do seu surrealismo primitivo, chamemos assim, há um lado arte-aplicada que podia servir excelentemente para ornamentos de cerâmicas , lembrando estampas chinesas de pássaros ou antigos vasos de civilizações passadas." Já André Malraux qualifica-o de " um artista primitivo dentre os maiores do mundo." Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no exterior, com premiações, destacando-se aquela recebida na XXXIII Bienal de Veneza, 1966. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1056; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE, pág. 478.



440 - MAPA -

Brasil - litografia - - 29 x 24 cm - não assinado - 1891.
Com detalhes do Rio de Janeiro e Estados da Região Sul. -



441 - JORGE GUINLE FILHO - (1947 - 1987)

Composição - técnica mista - - 32 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1980.

Pintor e desenhista. Expôs com regularidade no Rio e São Paulo a partir de 1973, com ótimo mercado. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.482; LEONOR AMARANTE, pág. 312. Acervo FIEO.



442 - RENOT - (1932)

"Modelos recentes" - técnica mista - - 21 X 21 cm - canto superior direito e dorso - 2004.

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



443 - RUBEM VALENTIM - (1922 - 1991)

"Emblema 87" - acrílico sobre tela - - 35 x 50 cm - dorso - 1987 -Brasília - DF.

Baiano de Salvador, autodidata, Rubem Valentin pinta desde meados de 1940. Sua primeira coletiva foi em 1949, no Salão Baiano de Belas Artes, do qual participaria outras vezes, recebendo premiações. Viveu no Rio de Janeiro e na Europa, fixando residência permanente em Brasil, DF, há mais de 20 anos. O artista assim explicava a sua arte: "Minha linguagem plástico-visual signográfica está ligada aos valores míticos profundos de uma cultura afro-brasileira (mestiça-animista-fetichista). Com o peso da Bahia sobre mim - a cultura vivenciada; com o sangue negro nas veias - o atavismo; com os olhos abertos para o que se faz no mundo - a contemporaneidade; criando os meus signos-símbolos procuro transformar em linguagem visual o mundo encantado, mágico, provavelmente místico que flui continuamente dentro de mim". PONTUAL, pág.532; WALMIR AYALA, vol.2, págs.395 a 397; TEIXEIRA LEITE, pág.517; MEC, vol.4, pág.443; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 257, Acervo FIEO.



444 - DURVAL PEREIRA - (1918 - 1984)

Favela - óleo sobre tela - - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1973.

Nascido e falecido em São Paulo, DURVAL PEREIRA foi pintor e professor ativo em São Paulo. Premiado com a Menção Honrosa no SPBA em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Pintava ao ar livre aos domingos com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida, recebeu todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão. MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, págs. 749/750/751. ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



445 - ACÁCIO FERRAZ GOUVEA - (1885 - 1963)

Paisagem - óleo sobre tela - - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor nascido em Portugal e falecido em São Paulo. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1916 e do Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo, de 1937 a 1954 onde conquistou prêmios em: 1938, 1939, 1947,1953, 1956. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 279; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 462; VOL. 10, PÁG. 395.



446 - JOÃO CAMARA - (1944)

Surreal - desenho a nanquim e aquarela - - 50 x 67 cm - canto inferior direito - 1969.

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



447 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - - 15 x 20 cm - canto inferior direito - .

Monstro sagrado da pintura brasileira, Tarsila é a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil (1924) e o Antropofagia. Sua arte poderia ser definida como um Cubismo adaptado às condições e ao temperamento brasileiros. TEODORO BRAGA, págs. 220/21/22/23; REIS JR.-págs.388/89 ; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 365 e 367 ; MEC, vol. 4-págs. 370/71; PONTUAL, pág. 511; TEIXEIRA LEITE, pág. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 389; ARTE NO BRASIL, pág. 577; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



448 - MARIA HELENA CHARTUNI - (1942)

Rostos - óleo sobre tela - - 65 x 55 cm - centro inferior - 1977.
Com carimbo do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, no dorso. -
Paulistana, é pintora e desenhista. Foi aluna de Luigi Zanotto. Participou de salões oficiais a partir de 1963 (Bienal SP). Premiada em 1967 com viagem à Europa. Fez diversas ilustrações para a revista Mirante das Artes, em cuja galeria expôs individualmente em 1967. MEC. Vol. 1 pág. 433; WALTER ZANINI, pág. 735; ARTE NO BRASIL, pág. 968.



449 - MIGUEL DOS SANTOS - (1944)

Totem - desenho a nanquim e aquarela - - 47 x 32 cm - centro inferior - 1973 - João Pessoa - PB..

Pintor, desenhista e ceramista pernambucano da cidade de Caruaru. " ... é um ceramista ligado por raízes profundas 'a imagística popular. Suas formas (atropomorfas) e suas cores, são mais um estandarte contra a resignação e a indignidade. O onírico de suas cerâmicas é o grito mais alto dessa rica forma de arte do Nordeste" (catálogo da exposição do artista na Universidade da Bahia, em 1968) JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 793; ITAÚ CULTURAL.



450 - THOMAZ IANELLI - (1932 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - - 70 x 50 cm - canto inferior direito - .

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



451 - WALDEMAR DA COSTA - (1904 - 1982)

Flores - óleo sobre tela - - 58 x 48 cm - canto superior esquerdo - 1939 - São Paulo - SP.

Paraense de Belém, onde nasceu em 11 de junho de 1904. Faleceu em Curitiba, no ano de 1982. Foi pintor e professor. Estudou na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1910. Foi para Paris, lá permanecendo de 1928 a 1931, quando retornou para o Brasil, integrando-se no meio artístico. Foi professor de Maria Leontina, Charoux e Clovis Graciano. JULIO LOUZADA vol. 12 pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.584; ARTE NO BRASIL, pág. 795; Acervo FIEO.



452 - APARÍCIO BASÍLIO DA SILVA - (1936 - 1992)

Barbante - múltiplo em bronze - - h = 10 cm - assinado - .

Aparício Antonio Basílio da Silva era escultor, estilista, ex-presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo e empresário, tendo sido responsável pela linha de perfumes RASTRO, a segunda perfumaria nacional, depois da PHEBO. Em 1981 inaugurou uma exposição de 23 esculturas e 78 múltiplos, em Nova York. Dentre as várias homenagens a ele prestadas estão o "Troféu Aparício Basílio da Silva" [7] e o nome Praça Aparício Basílio, ao local aonde veio a falecer.[8]pt.wikipedia.org.



453 - SALVADOR RODRIGUES JR - (1907 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1969-Ouro Preto-MG.
No estado. -
Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



454 - MILLÔR FERNANDES - (1924 - 2012)

"M.P. Club" - desenho a nanquim e guache - - 40 x 51 cm - canto inferior direito - 1959.

Carioca, o autor é escritor, jornalista, humorista, caricaturista, cenógrafo e teatrólogo. Colaborou com sua arte em diversas publicações de sucesso, tais como O Cruzeiro, Cigarra e Veja. Foi diretor d'O Pasquim. MEC, vol. 2, pág. 148



455 - SALVADOR RODRIGUES JR - (1907 - 1995)

Quintal - óleo sobre madeira - - 40 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1972.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



456 - HARRY ELSAS - (1925 - 1994)

Meninos músicos - óleo sobre tela - - 120 x 100 cm - canto inferior direito - 1986.

Nascido na Alemanha e radicado no Brasil desde 1936, Elsas desenvolveu suas aptidões artísticas com Lasar Segall, que muito o incentivou a ingressar na carreira das artes. Permaneceu no Nordeste brasileiro por oito anos, retratando com maestria e singularidade paisagens e aspectos da vida local, sempre com influência renascentista, com cor e desenhos fortíssimos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962, com excelente repercussão. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 99. MEC, vol, 2, pág, 111; TEIXEIRA LEITE, pág 176; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



457 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito a mão, de lã, paquistão árvore da vida, medindo 1,53 x 0,94 = 1,43 m². -



458 - OSCAR PEREIRA DA SILVA - (1867 - 1939)

Carro de bois - aquarela - - 13,5 x 20 cm - canto inferior esquerdo - .

Grande pintor brasileiro; prêmio de viagem à Europa em 1889, aperfeiçoou-se em Paris com Gérome e Leon Bonnat. "Sem ter revelado impulsos vigorosos que lhe evidenciassem poder emotivo, Oscar Pereira da Silva soube manter no transcorrer de bem cinquenta e sete anos de produção permanente e intensa, desde que retornou ao país, em 1896, todo o cuidado de um desenho severamente elaborado, sem num só instante voltar-se para o novo semblante que a pintura adquiria nessa transposição de tempo. " Quirino Campofiorito, in CAMPOFIORITO, Quirino. História da Pintura Brasileira no Século XIX. Ed.Pinakotheke-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs. 245/281; TEODORO BRAGA, pág. 177/8; LAUDELINO FREIRE, pág. 383; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 185; MEC, vol. 4, pág.277; PONTUAL, pág. 419; TEIXEIRA LEITE, pág. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 437; ARTE NO BRASIL, pág. 553, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 187, RUTH TARASANTCHI.



459 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim e guache - - 63 x 48 cm - canto inferior direito - 1953.

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



460 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

O despejo - desenho a nanquim e guache - - 42 x 35 cm - canto inferior direito - .
Capa da revista Careta
Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



461 - NICOLA FABRICATORE - (1889 - 1960)

Paisagem - aquarela - - 17 x 28 cm - canto inferior esquerdo - .

Napolitano, pintava figuras, retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou da Quadriennali d'Arte Romana, em 1931, 1935, 1939 e 1943, além de outros certames de prestigio em sua terra natal. Esteve em São Paulo, onde pintou cenas urbanas e paisagens da várzea do Rio Tietê. Citado em Pintores Italianos no Brasil, ed. SOCIARTE/1982; ART SALE, vol.1, pág.372; JULIO LOUZADA, ed.1987, pág.381; ART PRICE ANNUAL, 200, PÁG.768; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



462 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - - h = 19 cm - base - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



463 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA - (1882 - 1923)

Figuras - óleo sobre tela - - 62 x 50 cm - centro inferior - .

Pintor nascido no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos, com o seu irmão João Timóteo, como aprendiz da casa da moeda, após estudou na ENBA e obteve prêmio de viagem ao exterior em 1907. Diversos museus brasileiros possuem obras de sua autoria. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 229; REIS JR., pág. 286; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, págs. 57, 153, 313 e vol. 2, pág. 89; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 217; PONTUAL, pág. 522; MEC, vol. 1, pág. 468; TEIXEIRA LEITE, pág. 508; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532.



464 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)

Rosto - desenho a carvão - - 51 x 37 cm - canto inferior direito - 1882 - Paris.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



465 - CYMBELINO RAMOS DE FREITAS - (1887 - 1970)

Barranco - aquarela - - 24 x 34 cm - canto inferior direito - Rio - 1948.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP - e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Natural de São Paulo/SP, foi aquarelista, desenhista e professor. Artista com apresentações destacadas nos salões de pintura acadêmica, sobretudo nas décadas de 30 e 40, no Rio de Janeiro, São Paulo e no exterior. Participou do SNBA - RJ em 1939, 1941 e 1954; do SPBA em 1947, conquistando diversas premiações. Foi presidente da APBA durante vários anos. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 398; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL



466 - INOS CORRADIN - (1929)

"Luar na praia de Vila Velha" - óleo sobre tela - - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - Espírito Santo - BR.

Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



467 - OLDACK DE FREITAS - (XX)

Construção - óleo sobre tela - - 115 x 60 cm - dorso - .
Com etiqueta de participação do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro - RJ. -
Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



468 - ISRAEL PEDROSA - (1926)

Composição - aquarela - - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1983.

Pintor, ilustrador, gravador, professor, crítico e escritor nasceu em Alto do Jequitibá, MG. Começou a pintar aos dez anos de idade e, em 1940, morando em Juiz de Fora, MG, teve aulas de pintura com Ferrucio Dami. Em 1942, tornou-se discípulo de Cândido Portinari, no Rio de Janeiro, do qual recebeu forte influência em sua formação artística. Seguiu para a Itália, em 1944, como integrante da Força Expedicionária Brasileira e, ao retornar, voltou a trabalhar com Portinari. De 1947 a 1951 aperfeiçoou-se na Escola de Belas Artes de Paris, como bolsista. De volta ao Brasil, inicia uma busca ao que denominou de "cor inexistente" culminando com a publicação do livro: "Da cor à cor inexistente", em 1977. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1947, 1969, 1986, 1989, 1991, 1999); São Paulo (1978, 1983); Salvador, BA (1982); Brasília, DF (1984); Paris (1989); Petrópolis, RJ (1992). Coletivas: Rio de Janeiro (1947, 1952, 1955, 1956, 1959, 1980, 1984, 1987, 1990, 2002); Paris (1949, 1989); Lion, França (1950); Belo Horizonte, MG (1951, 1980); São Paulo (1951, 1978, 1979, 1980, 1984, 1987 a 1989, 1994, 1999, 2001); Brasília, DF (1980, 1988); Curitiba, PR (1980); Porto Alegre, RS (1980); Cidade do México, México (1985); Cairo, Egito (1985); Zagreb, Iugoslávia (1986); Europa - itinerante (1987); Madri, Espanha (1988); Copenhague, Dinamarca (1989); Niterói, RJ (1997, 2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 863; VOL. 8, PÁG. 645; PONTUAL, PÁG. 413; MEC, VOL. 3, PÁG. 359.



469 - RUBENS GERCHMAN - (1942 - 2008)

Mulher - aquarela - - 16 x 25 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido sob o nº 325 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em agosto de 2012. -
Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



470 - MILTON DACOSTA - (1915 - 1988)

"Vênus" - óleo sobre tela - - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 - Rio de Janeiro-RJ.
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 7038 datada de 3 de dezembro de 2001 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



471 - UBIRAJARA RIBEIRO - (1930 - 2002)

"Papers" - aquarela - - 50 x 70 cm - centro inferior - 1951.
Com etiqueta da Galeria Paralelo 23, São Paulo - SP, no dorso. -
Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



472 - CELSO ANTONIO - (1896 - 1984)

Nu - escultura em bronze - - h = 56 cm - base - .

Escultor, pintor e professor, nasceu em Caxias - MA, e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou na antiga ENBA e também freqüentou o ateliê de Rodolfo Bernardelli-RJ. Bolsista do governo maranhense, estudou em Paris, de 1924 a 1926. Foi aluno do escultor Antoine Bourdelle. Em 1931, trabalhou na decoração do novo edifício do Ministério da Cultura - atual Palácio da Cultura-RJ -, a convite do ministro Gustavo Capanema, sendo convidado por Lúcio Costa a lecionar na ENBA do Rio de Janeiro. De 1916 a 1931, expõe espaçadamente no Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, e obtém menção honrosa em 1918. MEC vol.1, págs. 102 e 103; PONTUAL, pág.125; JULIO LOUZADA vol.9, pág. 196; ITAÚ CULTURAL.



473 - GALILEU EMENDABLI - (1902 - 1978)

Trabalhador - escultura em bronze - - h = 14 cm - base - 1954.

Pintor, desenhista, escultor, ativo em São Paulo. É de sua autoria o Obelisco do Ibirapuera, obra monumental dedicada à memória dos heróis constitucionalistas. ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 634; Acervo FIEO.



474 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

Flautista - guache - - 22 x 15 cm - canto inferior direito - 1978.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



475 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA - (1906 - 1995)

"Altar de São Braz - Mosteiro de São Bento" - óleo sobre tela - - 46 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 E. Guanabara.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



476 - CABRAL, ANTONIO HÉLIO - (1948)

Figura - técnica mista - - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1992.

Formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



477 - VINCENZO CAPRILE - (1856 - 1936)

Paisagem - óleo sobre madeira - - 23 x 18 cm - canto inferior direito - .

Pintor da Escola Italiana que nasceu em Nápoles, Itália. Foi aluno do Instituto de Belas Artes de Nápoles e participa de Salões e exposições oficiais, a partir de 1873. Possui obras em muitos museus da Europa. BENEZIT, VOL.2, PÁG. 509; ART PRICE; ARTNET.



478 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD - (1889 - 1979)

Hércules - litografia - P. A. - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1974.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



479 - GEDLEY BELCHIOR BRAGA - (1967)

Composição - acrílico sobre cartão - - 27 x 38 cm - dorso - 1987.

Pintor, desenhista e artista multimídia nascido em Divinópolis, MG. Residiu em Belo Horizonte de 1983 a 1993 onde cursou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Também estudou desenho e pintura com Inimá de Paula, Carlos Fajardo e Marco Tulio Resende. Especializou-se em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis. Concluiu o Mestrado e o Doutorado na Universidade de São Paulo. Participou de muitos Salões e mostras oficiais no Brasil e Exterior. Realizou exposições individuais em: Divinópolis, MG (1993, 1995); Belo Horizonte, MG (1993, 1995); Brasília (1995); Passos, MG (1995);Uberlândia, MG (2005) e São Paulo (2005, 2008). ITAU CULTURAL.



480 - OSCAR NIEMEYER - (1907)

Palácio da Alvorada - desenho a nanquim - - 12 x 17 cm - canto inferior esquerdo - .

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



481 - ANTONIO POTEIRO - (1925 - 2010)

Tartarugas - óleo sobre tela - - 25 x 30 cm - canto inferior direito - .

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



482 - MARIA BONOMI - (1935)

Troféu APTESP - múltiplo em latão - 32/40 - h = 45 cm - base - 1948.
Obra reproduzida no site da autora: http://www.mariabonomi.com.br/. -
Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



483 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)

Jogando peteca - guache - - 20 x 28 cm - canto inferior direito - .

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



484 - DARIO MECATTI - (1909 - 1976)

Tarde de chuva em Paris - óleo sobre tela - - 46 x 38 cm - canto inferior direito - .

Pintor nascido na Itália. Mecatti radicou-se no Brasil em 1940, após trabalhar por vários anos na Tripolitânia, no norte da África. É notável pela estilização de suas figuras e paisagens concebidas, em tons baixos e obedientes a uma composição pessoal. TEODORO BRAGA, pág. 161/2; MEC, vol. 3, pág. 109; PONTUAL, pág. 352; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 72; TEIXEIRA LEITE, pág. 320; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



485 - JOÃO BAPTISTA BORDON - (1882 - 1917)

Paisagem - óleo sobre madeira - - 27 x 38 cm - canto inferior esquerdo - .
No estado . Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Dr. Pereira Jr. Lembrança de J. B. Bordon." . Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Natural do Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa e Batista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Expôs por diversas ocasiões no SNBA, recebendo prêmio de viajem a Europa, onde veio a falecer subitamente, com menos de 35 anos. Grande paisagista imprimiu em sua obras nostalgia e lirísmo JULIO LOUZADA, vol, 10 pág, 126. MEC, vol, 1 pág, 250. PONTUAL, pág 81. TEIXEIRA LEITE,pág, 82. WALMIR AYALA, vol, 1 pág, 116; ITAU CULTURAL.



486 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS - (1853 - 1927)

"Praia de São Vicente" - óleo sobre tela colada em cartão - - 35 x 47 cm - não assinado - .
Com certificado de autenticidade firmado por João Baptista Calixto de Jesus, neto do autor, datado de 25 de maio de 1982. -
Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



487 - RUBEM LUDOLF - (1932 - 2010)

Composição - guache - - 56 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1960.

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



488 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Na beira do lago - óleo sobre tela - - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



489 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE - (1885 - 1962)

Paisagem com Pão de Açúcar ao fundo - óleo sobre tela colada em eucatex - - 44 x 59 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



490 - WILLYS DE CASTRO - (1926 - 1988)

"Construção - pintura - projetos" - desenho a nanquim - - 38 x 38 cm - dorso - agosto de 1957.

Pintor, gravador, desenhista, cenógrafo, figurinista, artista gráfico, Willys de Castro nasceu em Uberlândia, MG e faleceu em São Paulo. Mudou-se para São Paulo em 1941 onde estudou desenho com André Fort. Em 1954, fundou com Hércules Barsotti um estúdio de projetos gráficos e participou do movimento ‘Ars Nova’, realizando poemas concreto-visuais apresentados no Teatro Brasileiro de Comédia - TBC. Foi cofundador da revista Teatro Brasileiro, em 1955. Fez cenários, figurinos e peças para o Teatro de Arena e o Teatro Cultura Artística. Em 1957, recebeu prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais. Em 1958 viajou a estudo para a Europa e, no ano seguinte, ao voltar uniu-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro, ao lado de Hércules Barsotti, Ferreira Gullar, Franz Weissmann, entre outros. Entre 1959 e 1962, realizou a série Objetos Ativos, trabalhos que exploram o plano e o volume como elementos plásticos, questionando a utilização da tela enquanto suporte da linguagem pictórica. Foi cofundador e membro da Associação Brasileira de Desenho Industrial - ABDI e do Grupo Novas Tendências. Na década de 1980, iniciou pesquisa de construções em madeira, metal, inox e outros materiais, com efeitos de cor e movimento, os ‘Pluriobjetos’. Realizou exposições individuais em São Paulo (1959, 1962, 1963) e Rio de Janeiro (1962). Dentre as diversas participações em mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil, destacam-se: Bienal Internacional de São Paulo (1957, 1961, 1987), Salão Paulista de Arte Moderna (Prêmio Governo do Estado em 1957, 1958 e 1959). No exterior participou de exposições no Paraguai, Suíça, França, Japão, Inglaterra, Alemanha, e Bélgica. ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG.120; MEC. VOL. 1, PÁG. 389; www.macvirtual.usp.br; www.cultura.sp.gov.br; www.museumar.com.



491 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - - 22 x 13 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



492 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"NELSON FÉLIX CAMIRI". ESPÍRITO SANTO: MUSEU VALE DO RIO DOCE, 2006. 2)"CONCERTO PARA ENCANTO E ANEL". RIO DE JANEIRO: SUZY MUNIZ PRODUÇÕES, 2011. 3)"TRILOGIAS: CONVERSAS ENTRE NELSON FÉLIX E GLÓRIA FERREIRA". RIO DE JANEIRO: EDIÇÕES PINAKOTHEKE, 2005. 4)"NELSON FÉLIX". SÃO PAULO: COSAC NAYF EDIÇÕES, 1998. 5)"DANIEL SENISE". SÃO PAULO: GALERIA BRITO CIMINO, 2001. 6"DANIEL SENISE: ELA QUE NÃO ESTÁ". SÃO PAULO: COSAC NAYF EDIÇÕES, 1998.



493 - ARCHIMEDES DUTRA - (1908 - 1983)

Paisagem - óleo sobre cartão - - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - .

Nascido e falecido em Piracicaba - SP, Archimedes faz parte da família Dutra, que representa parte da cultura plástica e intelectual do nosso Estado. Além de pintor foi professor e literáto, participou do SNBA, recebendo premiação. Archimedes pintou com sensibilidade paisagens, naturezas mortas e cenas do cotidiano urbano. MEC vol.2, pág.84; JULIO LOUZADA vol.2, pág.364; PONTUAL pág. 186; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



494 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

"Flor de cacto" - desenho a nanquim e aguada - - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1976.
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



495 - ANTONIO GODOY MOREIRA - (1899 - 1975)

Mulheres à beira mar - óleo sobre tela - - 30 x 40 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



496 - INIMÁ DE PAULA - (1918 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - - 54 x 73 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983.
Com certificado de autenticidade n°60237 emitido pela Galeria de Arte Borghese Ltda., Rio de Janeiro - RJ, datado de 8 de fevereiro de 1984. -
Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



497 - PIETRINA CHECCACCI - (1941)

Dedos - múltiplo em bronze - P. A. - h = 18 cm - base - .
Com certificado de autenticidade emitido pela Galeria Arte Aplicada - São Paulo, SP. -
Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



498 - ROBERTO BURLE MARX - (1909 - 1994)

"Estudo - Painel Goiás X" - desenho a nanquim e aguada - - 25 x 32 cm - canto inferior direito - década 1950.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



499 - ARNALDO FERRARI - (1906 - 1974)

Fachada - óleo sobre tela - - 25 x 33 cm - canto inferior direito - .

Pintor e desenhista de São Paulo. Estudou artes decorativas, desenho e pintura no Liceu de Artes e Oficio de São Paulo e na Escola de Belas Artes de São Paulo, tendo sido aluno de Érico Vio . Pertenceu ao Grupo Guanabara de São Paulo, com Tomie Ohtake, Ianelli, Fukushima e outros. Passou, num trabalho lento e consciente, do figurativismo para uma abstração geometrizante. Participou do Grupo Santa Helena, com Alfredo Volpi, Mario Zanini e outros, nos anos de 1935 a 1950. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 304/5; MEC, vol. 2, pág. 149/50; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, pág. 207; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 378; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.678, Acervo FIEO.



500 - MANABU MABE - (1924 - 1997)

Composição - óleo sobre tela - - 51 x 51 cm - canto inferior direito e dorso - 1987.
Reproduzido no convite deste leilão.
Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



501 - FLÁVIO DE CARVALHO - (1899 - 1973)

Composição - desenho a nanquim e aguada - - 27 x 21 cm - canto superior direito - 1958.

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



502 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

Guerreiros - múltiplo em bronze - - h = 40 cm - base - .

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



503 - ALEXEJ VON JAWLENSKY - (1864 - 1941)

Rosto - desenho a nanquim e aquarela - - 33 x24 cm - canto inferior esquerdo - .
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -
Pintor nascido em Torschok, Rússia e falecido em Wiesbaden, Alemanha. Começou seu aprendizado artístico em 1889, em São Petersburgo, após uma carreira de oficial no exército czarista. Estudou com Ilja Repin, Marianne Von Werefkin e Helene Nesnakomoff, mais tarde sua esposa. Foi para Munique em 1896 e conheceu Wassily Kandinsky. Fez várias viagens à França, participou do Salão de Outono em Paris, com o auxílio de Sergej Djagilev e conheceu Matisse. Em 1908 começou a trabalhar com Kandinsky, Marianne Von Werefkin e Gabriele Münter em Murnau - Alemanha. Juntos fundaram a Nova Associação dos Artistas de Munique e realizaram a primeira exposição. Durante a Primeira Guerra mudou com a família para a Suíça ficando até 1921 quando veio para Wisbaden e realizou uma exposição que percorreu toda a Alemanha. Em 1924 uniu-se a Kandinsky, Klee e Feininger na formação do grupo ‘Der Blauer Vier’ expondo com o grupo por alguns anos até sucumbir à artrite e abandonar a pintura. Em 1933, com o domínio dos nazistas, foi proibido de expor e sua arte foi considerada ‘degenerada’. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 47; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.273; www.alexej-von-jawlensky.com; www.moma.org; museothyssen.org; artnet.com; answers.co; artcyclopedia.com; pinterest.com; artfact.com; artist.christies.com; .cursodehistoriadaarte.com.br; web.artprice.com.



504 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)

Composição - monotipia - - 31 x 20 cm - canto inferior direito - 1966.
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -
Suíça, Mira imigrou para o Brasil em 1949, fixando-se inicialmente em Porto Alegre, onde fez pinturas e esculturas em cerâmica, nas quais assinava Mirra Hargesheimer, seu nome de solteira.. Realizou a sua primeira exposição individual, em 1952. Expôs em 1954 em São Paulo (MAM), para onde se transferiu. Participou de diversos salões, tais como o SPAM e Bienais de São Paulo, Córdoba e Veneza, obtendo premiações. A principio exclusivamente desenhista, com a utilização de signos, índices e símbolos, dedicou-se posteriormente à pintura, dentro da vertente minimalista que norteou toda a sua carreira. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187.



505 - RUI MARTINS FERREIRA - (XX)

Palmeiras - óleo sobre cartão - - 24 x 17 cm - canto superior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Pintor e professor, nascido na cidade de Campinas. Participou em 1970 do Salão de Belas Artes de Santos-SP. Participou, também, de várias exposições individuais e coletivas tendo feito curso de aperfeiçoamento de pintura em Florença, Itália. MEC, vol 2 pág. 154 e JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 408 e vol. 13 pág. 132



506 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)

"A capela" - gravura - 6/30 - 29 x 38 cm - canto inferior direito - 1985.
Complemento de técnica: água tinta e ponta seca, edição em preto. -
Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



507 - SERGIO RODRIGUES - (1927)

"Par de cadeiras Tião" - - - cm - - .
Medidas: larg. = 40 alt. = 75 prof. = 50 cm. Estrutura em madeira de lei maciça, com pés boleados, assento e encosto estofados em espuma de poliuretano e revestidos em couro sobre quadro de madeira e percintas de borracha. Reproduzidas na página 53 do livro "Sérgio Rodrigues". -
Designer de móveis, arquiteto. Ingressa em 1947 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil - FNA, no Rio de Janeiro. Em 1949, atua como professor assistente de David Xavier de Azambuja, que, em 1951, o convida a participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, com os arquitetos Olavo Redig de Campos e Flávio Regis do Nascimento, por intermédio de quem conhece Lucio Costa. Rodrigues forma-se em arquitetura em 1951. Transfere-se para Curitiba, onde cria a Móveis Artesanal Paranaense, em sociedade com os irmãos Hauner, que em 1954 contratam-no para comandar o setor de criação de arquitetura de interiores de sua nova empresa, a Forma S.A., em São Paulo. Nesse período, entra em contato com a produção de diversos designers europeus, conhece Gregori Warchavchik e Lina Bo Bardi. Em 1955, pede demissão da Forma, e volta ao Rio de Janeiro. Alimenta a idéia de criar um espaço de produção e comercialização o do design brasileiro, que se concretiza com a abertura da Oca, em 1955. Cria na década de 1950 as poltronas Mole, Laércio Costa e Oscar Niemeyer. De 1959 a 1960, faz os primeiros estudos do SR2 - Sistema de Industrialização de Elementos Modulados Pré-Fabricados para Construção de Arquitetura Habitacional em Madeira. Os protótipos das construções são expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Com o objetivo de comercializar móveis produzidos em série a preços acessíveis, cria em 1963 a empresa Meia-Pataca, que se mantém no mercado até 1968. Nesse ano, vende a Oca e monta ateliê no Rio de Janeiro, onde trabalha com arquitetura de interiores para residências, escritórios e hotéis e realiza projetos para o Banco Central em Brasília e a sede da Editora Bloch, no Rio de Janeiro. Participa da exposição Mobiliário Brasileiro - Premissas e Realidade, no Museu de Arte de São Paulo - Masp. Participa, com Lucio Costa e Zanine Caldas, da Mostra Brasile 93 - La Costruzione de una Identitá Culturale [Brasil 93 - A Construção de uma Identidade Cultural], em Brescia, Itália. ITÁU C



508 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)

Linha - guache - - 26 x 21 cm - canto inferior direito - .

Pintor e desenhista austríaco, natural de Viena, transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo, Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade, onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Artista estável, sua evolução não sofreu sobressaltos, uma vez formado numa linguagem linear de sensibilidade pessoal, despojada e exigente, rigorosamente artesanal. PONTUAL, pág. 131; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 798; Acervo FIEO.



509 - FANG, CHEN KONG - (1931 - 2012)

Sombrinha sobre a cadeira - óleo sobre tela colada em eucatex - - 33 x 24 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



510 - ORLANDO TERUZ - (1902 - 1984)

Menina pulando corda - óleo sobre tela - - 92 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 Rio de Janeiro-RJ.
Reproduzido no convite deste leilão. - Com certificado de autenticidade emitido pela Galeria de Arte Borghese Ltda., Rio de Janeiro - RJ, datado de 20 de abril de 1993. -
Natural do Rio de Janeiro, RJ, foi aluno de Rodolfo Chambelland e Batista da Costa na antiga ENBA. Participa do SNBA a partir de 1924, ganhando diversas premiações, inclusive o prêmio de viagem ao exterior. Diversos e importantes museus do mundo tem obras suas, inclusive o Hermitage de Moscou. TERUZ encanta pela sua apurada técnica e temas, seus personagens e suas cores. TEODORO BRAGA- pág. 226; PONTUAL- -págs. 520/1; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 379/81; MEC, vol. 4-pág. 383; TEIXEIRA LEITE, pág. 505; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 578, Acervo FIEO.



511 - ANTONIO POTEIRO - (1925 - 2010)

Pássaros e bois - óleo sobre tela - - 46 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1999.

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



512 - CARYBÉ - (1911 - 1997)

As Amazonas - escultura em bronze - - h = 38 cm - assinado - .
Reproduzida no livro "As artes de Carybé" de autoria de Emanoel Araújo. -
Desenhista, gravador, pintor e escultor, radicado na Bahia. Sua arte é lírica, de boa técnica, baseada no povo, que lhe forneceu o melhor da sua temática. PONTUAL, pág. 116; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 180 e 181; TEIXEIRA LEITE, págs. 111 e 112; MEC, vol.1, pág. 355; BENEZIT, vol. 2, pág. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717;ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 63; Acervo FIEO.



513 - CARLOS SCLIAR - (1920 - 2001)

"Casas e árvores" - vinil e colagem encerado sobre tela - - cada 75 x 55 cm - centro inferior e dorso - 05/06/1989 Cabo Frio-RJ.
Tríptico, medida total = 75 x 170 cm. -
Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



514 - MARIA LEONTINA - (1917 - 1984)

Composição - pastel - - 16 x 26 cm - canto inferior esquerdo - .

Aluna de Waldemar da Costa, Maria Leontina é uma pintora que conquista o espectador pela finura de seus acostamentos cromáticos. Em 1947, integrava o Grupo dos 19, e, nos anos "50", passou por interessante fase geométrica. MEC, vol. 2, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 309; PONTUAL, pág. 338; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 772; LEONOR AMARANTE, pág. 25; WALTER ZANINI, pág. 645.



515 - HEITOR DE PINHO - (1897 - 1968)

Paisagem - aquarela - - 10 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 1963.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



516 - MAN RAY - (1890 - 1976)

O cavalete - desenho a lápis - - 24 x 15 cm - canto inferior esquerdo - .

Fotógrafo, pintor, desenhista e cineasta norte-americano, Emmanuel Radnitzky nasceu em Filadélfia, e ainda na infância se mudou para Nova York. Morreu em Paris. Estudou arquitetura, engenharia e artes plásticas e se iniciou na pintura ainda jovem. Um dos principais nomes do movimento de vanguarda da década de 20, responsável por inovações artísticas na fotografia. Sua primeira exposição foi em1915, em Nova York. Nesse ano conheceu o pintor francês Marcel Duchamp, com quem fundou o grupo Dadá nova-iorquino. Em 1921 mudou-se para Paris e entrou em contato com o movimento surrealista apresentando pinturas, ‘assemblages-objetos’, fotografias e participando regularmente do Salão de Maio. Passou a trabalhar como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolveu a sua arte - a raiografia ou fotograma. Produziu filmes surrealistas para o cinema com o auxílio de uma técnica chamada solarização. Para explorar as possibilidades expressivas da fotografia, mudou-se para a Califórnia em 1940, onde deu aulas sobre o tema. Seis anos depois, retornou à França. Em 1963 publicou a autobiografia Auto-Retrato. Em 1970-1971 foram realizadas duas exposições conjuntas em Roma e Paris e uma retrospectiva, em 1975, em Nova York e Londres. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 127; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.328; manraytrust.com; tate.org.uk; algosobre.com.br; britannica.com; artcyclopedia.com; web.artprice.com.



517 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA - (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim - - 21 x 27 cm - canto inferior direito - .

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



518 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - .

Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



519 - HENRIQUE BOESE - (1897 - 1982)

Composição - óleo sobre tela - - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1970.

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



520 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)

"Capoeira" - escultura em bronze - - h = 50 cm - base - .
Reproduzido no convite deste leilão. - Reproduzido no livro "Bruno Giorgi", editado por Marcos Marcondes - Art Editora e Editora Record, São Paulo - SP. -
Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



521 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)

"Cartão crianças rosa" - gravura em metal - P. A. - 13 x 12 cm - canto inferior direito - .
Com certificado de autenticidade de Maria Del Carmem Perez Sola datado de maio de 2012. -
Monstro sagrado da pintura brasileira, Tarsila é a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil (1924) e o Antropofagia. Sua arte poderia ser definida como um Cubismo adaptado às condições e ao temperamento brasileiros. TEODORO BRAGA, págs. 220/21/22/23; REIS JR.-págs.388/89 ; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 365 e 367 ; MEC, vol. 4-págs. 370/71; PONTUAL, pág. 511; TEIXEIRA LEITE, pág. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 389; ARTE NO BRASIL, pág. 577; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



522 - HUMBERTO COZZO - (1900 - 1973)

São Francisco - escultura em bronze - - h = 49 cm - base - .

Nascido Bartolomeu, esse escultor e pintor paulistano, que adotou o nome artístico de Humberto Cozzo, estudou dentre outros com Amadeu Zagni e Zadig no Liceu de Artes e Ofícios. Produziu variada obra em mármore, bronze e pedra, inclusive para monumentos públicos em diversas cidades do país. Figurou na I BSP em 1951, e em mostras internacionais, obtendo diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.5 pág. 270; WALTER ZANINI, pág. 524; ARTE NO BRASIL, pág. 875.



523 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA - (1952)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1984.
Com convite da exposição do artista na Galeria Bonino, Rio de Janeiro - RJ, em 1985, no dorso. -
Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



524 - ARCÂNGELO IANELLI - (1922 - 2009)

Composição - guache sobre cartão - - 42 x 32 cm - canto inferior direito - 1969.
Com etiqueta n°4685 de Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso, e certificado de autenticidade do Instituto Ianelli firmado por Katia Vaz Ianelli, datado de 16/11/2011. -
Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



525 - GIOVANNI OPPIDO - (1907 - 1988)

Peru - óleo sobre eucatex - - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Explorou com singular beleza e sensibilidade a fauna e paisagens do interior deste estado; figurou em diversas coletivas, tendo recebido prêmios e menções honrosas. O pintor foi ativo em São Paulo. MEC, vol.3 , pág. 301; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág.768; Acervo FIEO.



526 - CARLOS PRADO - (1908 - 1992)

Criança brincando - óleo sobre madeira - - 42 x 33 cm - canto inferior esquerdo - .

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



527 - PÉRICLES - (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - desenho a nanquim e guache - - 41 x 29 cm - canto inferior direito - .

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



528 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)

Composição - guache - - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1951.

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



529 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA - (1909 - 1996)

Barco - óleo sobre tela - - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982.

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



530 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)

"Homenagem a Dacosta" - óleo sobre tela - - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - .
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão.
Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



531 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

Troca da guarda - desenho a nanquim e aquarela - - 20 x 28 cm - canto inferior direito - .

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



532 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)

Coluna - escultura em ferro - - h = 175 cm - base - .

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



533 - JOAQUIM DUTRA - (1864 - 1930)

Rosas - óleo sobre cartão - - 21 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1914.
Com etiqueta de Costa Ferreira e Cia. Rua de São Bento, 57, São Paulo - SP, no dorso. -
Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pela paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra. PONTUAL, pág.186; MEC, vol.2, pág.84; TEIXEIRA LEITE, pág.171; ITAU CULTURAL.



534 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)

"Aldeia" - óleo sobre eucatex - - 19 x 26 cm - canto inferior direito e dorso - 1977.
Com etiqueta n°5543 de Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -
Nasceu em 27 de dezembro na cidade de Villa Collemandina, na Itália, e fixou-se no Brasil desde 1929, após ter estudado em Florença, e haver-se diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca. Pennacchi integrou a Familia Artística Paulista. Muralista de inspiração pré-renascentista, sua pintura é sensível e pessoal de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos (mercê de uma infância marcada por sólida educação religiosa Católica), e na evocação do mundo caipira. Realizada em 1973, considerado o Ano de Pennacchi, importante retrospectiva da obra deste festejado artista no MAM de São Paulo. O artista fez exposições em Milão e foi homenageado em seu país natal. TEODORO BRAGA, pág. 192; MEC, vol, 3, pág. 365; WALMIR AYALA, vol, 2, pág. 182; PONTUAL, pág. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784; Acervo FIEO.



535 - MANOEL CONSTANTINO - (1899 - 1978)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 67 x 52 cm - canto superior direito - 1946.
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Mineiro de Baependi, MG. Pintor, arquiteto e conservador de museu. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland e de Batista da Costa, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes. Suas composiçõpes são bem estudadas em busca de um perfeito equilíbrio de massas, planos e valores. Primores da Pintura no Brasil, vol 2, págs. 213/251; MEC, vol, 1, págs 445/446; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 37; THEODORO BRAGA, pág. 152/153.



536 - MANOEL MARTINS - (1911 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - - 60 x 40 cm - canto inferior direito - .

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



537 - MARIO NAVARRO DA COSTA - (1883 - 1931)

Barcos na baía de Guanabara - aquarela - - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1907 - Rio de Janeiro -RJ.

Nascido no Rio de Janeiro, este pintor marinhista teve suas obras inicialmente notadas no Salão de 1907. Após sua consolidação no gênero, ingressa na carreira diplomática, sendo enviado a Nápoles, onde se torna aluno de Attilio Pratella, o último dos marinhistas notáveis. Expõe na Europa, por onde viaja mercê do ofício. É considerado pelos críticos pátrios como o melhor marinhista de todos os tempos. TEIXEIRA LEITE, pág. 346; PONTUAL, pág.379; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532; ARTE NO BRASIL, pág. 602; ACERVO FIEO.



538 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)

Composição - guache - - 20 x 16 cm - canto inferior direito - 1989.
Com etiqueta de participação e reproduzido no catálogo lote n° 308 em leilão de 13 de março de 2012 na Christie's de Amsterdam - Holanda. -
Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



539 - TOLEDO PIZA (DOMINGOS VIEGAS DE TOLEDO PIZA) - (1887 - 1945)

Natureza morta - óleo sobre tela - - 45 x 55 cm - canto superior direito - .

Pintor, estudou em Paris, voltando ao Brasil em 1933; dedicou-se à paisagem, com características expressionistas. ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1054; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAÚ CULTURAL.



540 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)

"Ferraria Montebello" - óleo sobre madeira - - 24 x 40 cm - canto inferior direito - 1927.
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão.
Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



541 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)

"Galo" - acrílico sobre tela - - 39 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 1989.
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -
Desenhista, pintor e gravador. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Participou da I à IV Bienal de São Paulo, premiado na Bienal de Veneza e MAM-RJ, 1951, 1953 e 1957, prêmio de melhor desenhista nacional. Dedicou-se a temas do nordeste (cangaceiros, rendeiras, retirantes), passando depois a retratar peixes, gatos, cabras, galos, flores e frutas do Brasil; sua obra caracteriza-se pelo traço múltiplo e variado. MEC, vol. 3, pág. 78, PONTUAL, págs. 342/343; ARTE NO BRASIL, vol 2, pág. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



542 - ODETTE EID - (1922)

Santo Antônio e o Menino - escultura em bronze - - h = 24 cm - base - .

Natural de Zahle, Líbano, ODETTE EID sempre foi uma estudiosa da sua arte maior, que é a escultura. Frequentou os ateliês dos grandes mestres nacionais, como Becheroni e Calabrone. Em vôo solo expôs na Europa em Salões e Galerias de renome. Segundo a crítica especializada, a escultura de ODETTE EID "é fluída, volátil e leve". (Alberto Beuttenmuller). JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 119



543 - THEODORO DE BONA - (1904 - 1990)

Paisagem - óleo sobre tela - - 68 x 58 cm - canto inferior esquerdo - 1950 - Rio de Janeiro-RJ.

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



544 - TSUGUHARU FOUJITA - (1886 - 1968)

Figura - litografia - 14/50 - 37 x 29 cm - canto inferior direito - 1926.

Pintor modernista japonês que se naturalizou francês e se converteu ao catolicismo. Viveu no Rio de Janeiro durante o ano de 1931 e o início de 1932, curto período durante o qual entrou em contato com artistas e poetas modernistas do período, expôs no Palace Hotel no Rio de Janeiro e, em São Paulo, no espaço expositivo à praça Ramos de Azevedo. Coletivas a partir de 1930 em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. ITAÚ CULTURAL.



545 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)

"Jesus entre os doutores" - óleo sobre tela - - 100 x 123 cm - canto inferior direito - 1919.
Reproduzido no livro "Primores da Pintura no Brasil", vol. 1, de autoria de F. Acquaroni e A. de Queiroz Vieira. Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. Acompanham a obra cópias das cartas de negociação entre o autor e o Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, datadas de 11 de novembro de 1941 e 25 de novembro de 1941.-
Gravador e pintor, ativo no Rio de Janeiro, estudou na Europa; foi o primeiro a fazer gravura em metal com finalidade artística; dedicou-se a temas religiosos, paisagens, cenas de gêneros e retratos. PONTUAL, pág. 397; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1053; ITAÚ CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 446; Acervo FIEO.



546 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - - 100 x 40 cm - dorso - .
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -
Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



547 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)

"Ascensão de Nossa Senhora" - óleo sobre tela - - 55 x 39 cm - canto inferior direito - .
Ex coleção Reginaldo Bertholino, São Paulo - SP. -
Estudou com Pedro Alexandrino (1923 a 1928) e aperfeiçoou-se na Itália. Integrou o Grupo Santa Helena, com Rebolo, Zanini, Rosa, Graciano, Pennacchi (1935) e participando em 1937 de exposições da Família Artística Paulista. Pintou paisagens e naturezas mortas, com composição estruturada no cubismo. MEC, vol. 1, pág. 247; PONTUAL, págs. 78/79; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 258; TEIXEIRA LEITE, pág. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; LEONOR AMARANTE, pág. 72; Acervo FIEO.



548 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)

Mulheres na praia - óleo sobre tela - - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - .
Com etiqueta n° 2584 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -
Nascido em Manaus, pioneiro mundial da arte não-figurativa (a qual já praticava desde 1916), Santiago estudou no RJ com Visconti, e foi o principal responsável pelo Núcleo Bernardelli, no qual se formaram tantos dos melhores artistas do Modernismo carioca. Sua arte é um neo-impressionismo de belo colorido e opulentos efeitos de textura. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, pág. 241; TEODORO BRAGA, pág. 211/212; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA / /Rio/1944; MAYER/84, pág. 1158; REIS JR., pág. 378; PONTUAL, pág. 473; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 292; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



549 - RENOT - (1932)

"Pássaro, baianas e árvore" - técnica mista - - 23 x 16 cm - canto superior direito e dorso - 1980.

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



550 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Moça com chapéu - pastel - - 55 x 41 cm - canto inferior direito - 1959.
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. - Com a seguinte dedicatória: "A Rubem Braga recordação do tempo e dias vividos. Di Cavalcanti, 1959".Esta obra está descrita e reproduzida em reportagem de Casemiro Xavier de Mendonça na revista Veja de 5 de dezembro de 1979, página 169.Procedência Completa da Obra: 1959 - Ateliê Emiliano Di Cavalcanti - Rio de Janeiro; 1959 - Coleção Rubem Braga - Rio de Janeiro; 1974 - Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro; 1974 - Coleção Georges Gerbauld - Rio de janeiro; 1979 - Leilão de Arte Tableau - São Paulo; 1979 - Coleção Marcelo Augusto Abujamra - São Paulo; 2013 - Leilão de Arte Tableau. -
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



551 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)

"Acordo entre políticos - 30 bilhões" - desenho a nanquim e aquarela - - 35 x 50 cm - canto inferior direito - .

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



552 - LIVROS -

- - - cm - - .
1)"IVENS MACHADO: O ENGENHEIRO DAS FÁBULAS". RIO DE JANEIRO: EDITORA DO AUTOR, 2001. 2)"NELSON LEIRNER" SÃO PAULO: SECRETARIA DO ESTADO DA CULTURA. 3)"NELSON LEIRNER: ASSIM É... SE LHER PARECE". SÃO PAULO: GALERIA BRITO, 2003 4)"NELSON LEIRNER: UMA VIAGEM...". RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL LIGHT, 1997. 5)"NELSON LEIRNER:1994+10 DO DESENHO À INSTALAÇÃO". SÃO PAULO: INSTITUTO TOMIE OHTAKE, 2004. 6)"BRUNO GIORGI 1905-1993". SÃO PAULO: META LIVROS, 2001. 7)"EDUARDO SUED". SÃO PAULO: COSAC NAYF, 2005.



553 - J. CARLOS - (1884 - 1950)

O flerte - desenho a nanquim - - 22 x 19 cm - canto inferior direito - .

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



554 - INOS CORRADIN - (1929)

Favela à beira mar - óleo sobre tela - - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - .

Um dos valores da pintura em São Paulo. Corradin expôs com frequência na Europa e nos Estados Unidos, onde seus quadros são muito apreciados. Também tem se dedicado com igual talento e sucesso a escultura. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 152; PONTUAL, pág. 143; MEC, vol. 1, pág. 448; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



555 - DARIO VILLARES BARBOSA - (1880 - 1952)

Marinha - óleo sobre madeira - - 11 x 13 cm - canto inferior direito - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nasceu em Campinas, SP e faleceu em Paris, França, em 3 de setembro de 1952. Junto com o seu irmão gêmeo e também pintor, Mário Villares Barbosa, iniciou seu aprendizado artístico no atelier de Oscar Pereira da Silva. Especializou-se na Europa, retornando ao Brasil em 1934, tornando-se além de pintor de história e de gênero, professor de paisagismo realístico e crítico, denunciando em suas obras a desumanização da paisagem. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 28; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601; ACERVO FIEO, pág. 602, RUTH TARASANTCHI.



556 - POTTY LAZZAROTO - (1924 - 1998)

Igreja - desenho a nanquim - - 22 x 30 cm - canto inferior direito - .

Desenhista, gravador e professor. Foi discípulo dileto de Carlos Oswald. Aperfeiçoou-se em Paris, como bolsista do governo francês, de 1946 a 1947. MEC, vol. 3, pág. 433; PONTUAL, pág. 437; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 883. Acervo FIEO.



557 - JURANDIR UBIRAJARA CAMPOS - (1912 - 1972)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em cartão - - 38 x 34 cm - canto inferior direito - .

Pintor ativo em São Paulo, especializou-se em natureza-morta e figura. Expôs no Salão Paulista de Belas Artes, obtendo menção honrosa (1943), pequena medalha de prata (1944), grande medalha de prata (1947) e medalha de ouro (1957). Em 1954, expôs no SNBA-RJ. MEC, vol. 1, pág. 334; JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 193; ITAU CULTURAL



558 - SAMSON FLEXOR - (1907 - 1971)

Composição - guache - - 22 x 27 cm - canto inferior direito - 1951.

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



559 - MARIO MENDONÇA - (1934)

"Trem dos sonhos" - acrílico e óleo sobre tela - - 60 x 89 cm - canto inferior direito e dorso - 1987.
Com dedicatória. -
Pintor e decorador nascido na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata no inicio, posteriormente estudou com Aluisio Cardoso, MAM-RJ. Expôs individualmente no MNBA-RJ em 1964, com apresentação de Walmir Ayala. Decorou diversas igrejas do Rio, entre elas a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Caepal ds Almas da Matriz no Engenho Novo. Expôs coletivamente nos anos de 1965 a 1967, possuindo obras em museus da Alemanha e Vaticano. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 729; ITAU CULTURAL



560 - TAPETE ORIENTAL, -

- - - cm - - .
Ponto de nó, feito á mão, de lã, chinês, medindo 2,76 x 1,84 = 5,07 m ². -



561 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)

Composição - aquarela - - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1967 - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



562 - EMANOEL ARAÚJO - (1940)

Composição - escultura em madeira - - h = 120 cm - base - 1979.
Reproduzido sob o nº 373 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em maio de 2012. -
Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



563 - DARCY PENTEADO - (1926 - 1987)

"Sombras da infância" - óleo sobre tela - - 55 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1985.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



564 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)

Dançarino - monotipia - - 45 x 29 cm - canto inferior direito - 1968.

Pintor e desenhista figurativo, integrou o Grupo Santa Helena, juntamente com Volpi, Zanini e outros, e foi um dos organizadores e expositores do I Salão da Família Artística Paulista; suas figuras seguem a disciplina cubista da organização do espaço, destacando-se uma série de Músicos; dedicou-se a pinturas murais e à ilustração de obras literárias. MEC, vol. 2, pág. 280; PONTUAL, pág. 247/8; TEIXEIRA LEITE, pág. 225 a 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 586; ARTE NO BRASIL, pág. 784; LEONOR AMARANTE, pág. 58; Acervo FIEO.



565 - TORQUATO BASSI - (1880 - 1967)

"Crepúsculo" - óleo sobre tela - - 67 x 94 cm - - .
Procedente das coleções: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP e Dr. Raul Villaboim de Carvalho, Ex Presidente da Sociarte - São Paulo, SP. -
Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



566 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)

Palmeiras - gravura - 1/100 - 50 x 31 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -
Gravador e pintor, ativo no Rio de Janeiro, estudou na Europa; foi o primeiro a fazer gravura em metal com finalidade artística; dedicou-se a temas religiosos, paisagens, cenas de gêneros e retratos. PONTUAL, pág. 397; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1053; ITAÚ CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 446; Acervo FIEO.



567 - YAACOOV AGAM - (1928)

As XII tribos de Israel - serigrafia - 24/99 - 51 x 38 cm - canto inferior direito - .

Pintor, escultor e professor, natural de Rishon-le-Zion, Israel. Cursou, em Jerusalém, a Escola de Arte de Bezalel. Depois de ter sido preso, em 1945, pelos ingleses, viaja pela Europa e Estados Unidos. Na Suíça, foi aluno de S. Giedion e Johannes Itten. Em 1951, fixa-se em Paris onde freqüenta o Ateliê de Arte Abstrata e a Academia da “Grande Chaumière”. Na década 60 viaja aos Estados Unidos para ministrar aulas e conferências. Exposições individuais: Paris (1953, 1956, 2002, 2003, 2007); Israel (1956); Bélgica (1958); Inglaterra (1959); Suíça (1962, 2004); Estados Unidos (1966, 1999). Muitas foram as exposições oficiais e coletivas, com destaque: Paris (1955, 1967); São Paulo, SP (1963 – Bienal Internacional). Possui obras em Museus da Alemanha, França, Holanda, Israel, e Estados Unidos. Dentre suas realizações monumentais, pode-se citar: o teto do Centro de Convenções de Jerusalém e um Salão do Palácio de “Elysée”, Paris. BENEZIT, VOL.1, PÁG.51; www.artprice.com.



568 - DURVAL PEREIRA - (1918 - 1984)

Vila - óleo sobre tela - - 60 x 120 cm - canto inferior direito - 1970.

Nascido e falecido em São Paulo, DURVAL PEREIRA foi pintor e professor ativo em São Paulo. Premiado com a Menção Honrosa no SPBA em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Pintava ao ar livre aos domingos com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida, recebeu todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão. MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, págs. 749/750/751. ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



569 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)

Paisagem - aquarela - - 16 x 22 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e professor. No dizer de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, no álbum de reproduções da obra do artista, em 1967: "Quando Guignard voltou da Europa, para onde tinha ido menino, só regressando com mais de 30 anos, redescobriu o Brasil, tomado de uma ternura e de uma admiração comovidas que conservou até os seus últimos dias. Toda a obra que produziu, desde então, ficou impregnada da emoção e da poesia sentidas naquele reencontro com a terra natal." PONTUAL, pág. 254 a 256; MEC, vol. 2, pag. 304; TEIXEIRA LEITE, pág. 236 a 240 ; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1013; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373/375/377; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 559; ARTE NO BRASIL, pág. 505; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



570 - MAPA -

Brasil - litografia - - 25 x 21 cm - assinado na pedra - séc. XIX.
Theodore Duvotenay. -



571 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - .

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



572 - MAURO FAINGUELERNT - (1962)

Violino - escultura em bronze - 6/7 - h = 23 cm - assinado - 2004.

Fotógrafo, gravador, escultor e professor nascido no Rio de Janeiro. Sua formação artística foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Instituto Metodista Bennet e no ‘Technical Institute of Sculpture - Jonhnson Atelier’, em New Jersey - EUA. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1992, 2002); Campos do Jordão, SP (1994); São Paulo (1995, 1997); Tiradentes, MG (2001, 2003); Juiz de Fora, MG (2004). Exposições coletivas: Rio de Janeiro (1981 a 1983, 1985, 1993, 2000, 2003, 2004, 2005, 2007); Manaus, AM (1983); Curitiba, PR (1985); São Paulo (1996, 1997, 2011); EUA (1990); Tiradentes, MG (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 249; www.maurofainguelernt.com.



573 - CARLOS SCLIAR - (1920 - 2001)

"Autorretrato" - linóleo gravura - 94/100 - 24 x 17 cm - canto inferior direito - .
Reproduzido na página 95 do livro "Scliar" de autoria de Roberto Pontual. -
Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



574 - ARLINDO CASTELANE DI CARLI - (1910 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - - 27 x 41 cm - canto inferior direito - Lazio Italia.

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



575 - MENASE WAIDERGORN - (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - - 40 x 60 cm - canto inferior direito - .

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



576 - EDUARDO MORI - (1943)

Composição - guache - - 53 x 34 cm - canto inferior direito - .

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



577 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -

Busto - óleo sobre tela - - 47 x 38 cm - canto inferior direito - Weiss.



578 - ARIMORI SUMIKO - (1945)

Flores - técnica mista - - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1975.

Nasceu em Lins-SP, no dia 22 de junho de 1945. Fixando-se em São Paulo, foi orientada por Manabu Mabe. Trabalhou como desenhista no Centro de Cirurgia Plástica do Dr. David Serson Neto e no Congresso Brasileiro de Angiologia-SP. Fez diversos e importantes trabalhos em arte-finalista e diagramação. Participou de diversas produções cinematográficas nacionais. Dentre os Salões de Arte de que pareticipou, destacam-se os do Grupo SEIBI, Bunkyo e Paulista de Belas Artes, com premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 pág 946



579 - IVAN FREITAS - (1931)

"Por do Sol" - óleo sobre cartão colado em eucatex - - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1986.

Pintor e muralista, nasceu em João Pessoa-PB. Realiza sua primeira mostra individual na Biblioteca Pública, em 1957. Reside em Paris (1962 e 1963), com bolsa de estudos da Maison de France, e, de 1969 a 1972, em Nova Iorque, Estados Unidos, comissionado pela International Telephone and Telegraph Corporation. De volta ao Brasil, pinta mural de mais de 1000 metros quadrados na parede externa da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro, em 1984 - o primeiro do Projeto Arte nos Muros. Participa de diversas coletivas, tais como: SNAM-RJ (1959/1961); Bienal Internacional de São Paulo (1961/1975), dentre tantas outras. JULIO LOUZADA vol.11, pág.117; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág. 239.



580 - BENEDITO LUIZI - (1933)

"Fes - Marrocos" - óleo sobre tela - - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1977.

Pintor ativo em São Paulo. Participou do SPBA de 1960, recebendo menção honrosa e grande medalha de prata, em 1963. MEC, vol.2, pág. 512.



581 - BORJALO - (1925 - 2004)

"Protesto" - desenho a nanquim - - 40 x 30 cm - canto inferior direito - .

Caricaturista, Mauro Borja Lopes nasceu em Pitangui, MG. Em 1947 começou a trabalhar, na Folha de Minas, com caricaturas esportivas; a seguir , no Diário de Minas, com caricaturas políticas; no Rio de Janeiro, a partir de 1953, nas revistas: O Cruzeiro, A Cigarra e Manchete. Figurou também nas publicações estrangeiras: Washington Post, Sport Life, Stag, Picture Post, Sport et Vie, Sétimo Giorno, Aptonbladet e Combate. Participou do álbum Seis Desenhistas Brasileiros de Humor (1962) e foi premiado no Festival de Bordighere. Exposições coletivas: em 1997: São Paulo, Belo Horizonte e Campinas; em 1998: Brasília e Penápolis, SP. ITAÚ CULTURAL; MEC VOL.1, PÁG. 252.



582 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)

Composição - aquarela - - 21 x 30 cm - canto inferior direito - .

Grande pintor brasileiro, nascido em Fortaleza, Ceará e falecido em Paris onde viveu a maior parte de sua curta e rica vida. Começando figurativo, num estilo expressionista, adotou, já em França, um não figurativismo lírico, algo à maneira do grande Wols, seu amigo que iria manter até o precoce fim. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. BENEZIT, vol.1, pág.415; MEYER/87, pág.606; MEC, vol.1, págs.159,160 e 167; PONTUAL, págs. 48 e 49; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 71 a 74; TEIXEIRA LEITE, pág. 52 a 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 599; LEONOR AMARANTE, pág. 34; Acervo FIEO.



583 - GUIDO TOTOLI - (1937)

"Cilento - Itália" - óleo sobre tela - - 55 x 66 cm - canto inferior direito - .

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



584 - ORESTE COLOMBARI - (XIX - XX)

Flores - óleo sobre tela - - 50 x 60 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista e professor italiano. Foi professor de Camargo Freire, em Campinas e de Nicolau José Biagini - pintor da cúpula da Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto, em viagem de estudos à Itália, na década de 20. Realizou exposições individuais em: São Paulo e Salvador - BA (1940), São Paulo, Santos e Bauru (1941). MEC VOL. 1, PÁG. 443; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 272; www.itaucultural.org.br/aplicexternas/.../artistas_imp.cfm / camargo freire; www.jornalacidade.com.br.



585 - JOSÉ SABÓIA - (1949)

Colhendo mangas - óleo sobre tela - - 30 x 30 cm - canto inferior direito - .

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



586 - FRANCISCO MANNA - (1879 - 1943)

Paisagem - óleo sobre madeira - - 40 x 48 cm - canto inferior esquerdo - .

Pintor e desenhista italiano, natural da Sicilia, onde nasceu a 15 de julho de 1879. Chegou ao Brasil com oito anos de idade, fixando-se com a família em Porto Alegre. Recebeu aulas de do artista italiano Romualdo Pratti. Seguiu para a Itália em 1901, onde cursou a Real Academia de Roma. No Rio de Janeiro, a partir de 1903, passou a frequentar como aluno livre as aulas de João Zeferino da Costa, Henrique Bernardelli e João Baptista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro, mas não pode desfrutá-lo, haja vista sua condição de estrangeiro. MEC., vol.3, pág.47; PONTUAL, pág.334; WALMIR AYALA, vol.2, pág.37; TEIXEIRA LEITE, pág.306.; ITAÚ CULTURAL.



587 - RAQUEL TARABORELLI - (1957)

Papoulas - óleo sobre tela - - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - .

Pintora, desenhista, aquarelista - Raquel Ferreira de Oliveira Taraborelli nasceu em Avaré, SP. Assina R. Taraborelli. Em 1970 foi para Sorocaba onde foi aluna de Carlos Augusto Cardoso (1983). Em São Paulo, estudou com Djalma Urban (1990) e Galina Shetikoff (1991). Realizou muitas exposições individuais em: São Paulo (1986, 1997, 1999, 2002, 2005); São Vicente, SP (1988); Piedade, SP (1989); Sorocaba, SP (1989, 1992); Araraquara, SP (1992). Participou de várias mostras e Salões oficiais em São Paulo, Taipé (Formosa), Estados Unidos e pelo interior paulista onde foi premiada de 1984 a 1994. Em 1997 realizou a capa do Guia de Artes Plásticas 97 - Júlio Louzada. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG.1029; VOL.8, PÁG. 824; VOL.9, PÁG. 838; VOL. 10, PÁG.858; VOL. 13, PÁG. 325; raqueltaraborelli.com; web.artprice.com.



588 - INGRES SPELTRI - (1940)

Casario - óleo sobre tela - - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1998.

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



589 - SOU KIT GOM - (1973)

Flores - acrílico sobre tela - - 90 x 110 cm - canto superior direito e dorso - .

Iniciou na arte em 1986, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou Publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado, e em 1992 foi aluno do pintor Fang. Cursou gravura com Romildo Paiva em 1995. Participa de coletivas desde 1994, recebendo diversas premiações. Expõe individualmente desde 1995. Sobre a sua obra, assim tem se manifestado a crítica especializada: "Observar as obras de Sou Kit é um prazer para os olhos e um deleite para a alma que mergulha na energia criativa e se renova na renovação de cada pincelada, ritmo das linhas e pureza das formas". (Ivanir Pineda Sanches/1997); "A arte de Sou Kit Gom se caracteriza pelo equilibrio e harmonia de traços e cores e através dela ele é capaz de dar abundante vida à sua inspiração. "(Darcy Valente/1999). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 841



590 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 122/200 - 91 x 50 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



591 - ÉLON BRASIL - (1957)

"Chuva na cidade de São Paulo" - óleo sobre tela - - 60 x 80 cm - canto superior esquerdo e dorso - .

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.



592 - MARIA BONOMI - (1935)

"Éden" - litografia - P. A. - 47 x 67 cm - canto inferior direito - 1983.

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



593 - CARLOS LEÃO - (1906 - 1982)

Casal - desenho a nanquim e aquarela - - 25 x 19 cm - canto inferior direito - .

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



594 - COLETTE PUJOL - (1913 - 1999)

Flores - óleo sobre eucatex - - 35 x 27 cm - canto inferior direito - .

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



595 - AURELIA RUBIÃO - (1901 - 1987)

Flores - óleo sobre tela - - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1964.

Mineira de Varginha, estudou na escola de Belas Artes de São Paulo, tendo sido aluna de Oscar Pereira da Silva e Enrico Vio. Retratista, professora de arte na Escola Técnica Federal de Belo Horizonte, participou da 1ª Bienal de São Paulo. Aurélia pertence aos primeiros artistas que se formaram em São Paulo, sem ter que ir obrigatoriamente para a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. ITAU CULTURAL; MULHERES PINTORAS - A CASA E O MUNDO - Pinacoteca do Estado, págs. 21 e 66.



596 - ODETTO GUERSONI - (1924 - 2007)

"Harmonia" - linóleo gravura - - 28 x 22 cm - canto inferior direito - .

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



597 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)

Árvores - xilogravura - - 19 x 17 cm - canto inferior direito - 1961.

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



598 - ANTONIO AUGUSTO MARX - (1919 - 2008)

Paisagem - óleo sobre tela - - 50 x 70 cm - canto inferior direito - .

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



599 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA - (1926)

Marinha - óleo sobre tela - - 30 x 30 cm - canto inferior direito - .

Ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido é a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



600 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)

Composição - litografia - 30/50 - 70 x 67 cm - canto inferior direito - .

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.