Leilão de Dezembro de 2013

3, 4 e 5 de Dezembro de 2013



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Composição - litografia - B. P. I. - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1968 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ADERBAL MOURA (1949)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 47 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor e desenhista baiano, recebeu de Carlos Rocha o seguinte texto para o livro D´Arte Amante, editado por Chroma Galeria: : "... Radicado em São Paulo, revela em suas obras o universo do incosciente, figuras medievais contagiando o espectador com seus olhares insólitos, sorrisos indecifráveis, máscaras, capuzes, corpos sensuais, homens e mulheres, alegres ou tristes se exibindo no palco da vida; intrigante desafio à uma recriação do nosso mundo particular." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 771. Acervo FIEO. ITAUCULTURAL.



003 - BLACK (FABIO LINHARES) (1954)

Interior - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor e cenógrafo, nasceu em São Paulo-SP, no dia 11/8/1954. Entre 1977 e 1987 foi produtor de cenáriios e locações em centenas de filmes publicitários. Também produziu cenários para teatro. Individuais em 1988, na Galeria AB-OHM/SP; e, em 1991, Gabinete 144-SP. Coletivas em 1990, na 144-SP, na mostra Jorge Franco, Black e Sakae. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 124



004 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - aquarela - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1968 - Paraty -
No estado. -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



005 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



006 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Baixada - Rio" - gravura original - 31 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



007 - MARCUS ANDRÉ (1961)

Composição - encáustica sobre tela - 36 x 38 cm - dorso - 1994 - Rio de Janeiro -

Pintor e gravador, Marcus André Souza e Silva nasceu no Rio de Janeiro. Estudou na ‘The New School of Social Research / Printmaking’ em Nova York, EUA (1985/88); na EAV Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ (1979/82); na Universidade Federal do Rio de Janeiro - Desenho Industrial (1981/85); no Museu de Arte moderna do Rio de Janeiro - Bloco Escola (1971). Realizou muitas exposições individuais no: Rio de Janeiro (1981, 1982, 2001, 2002, 2003); São Paulo (1990, 1992, 1994, 1997, 1999, 2004, 2006, 2007); Curitiba, PR (2000, 2001, 2005). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Em 2008 recebeu o Prêmio da Fundação Pollock-Krasner , EUA e também foi premiado em: Brasília (1991); Niterói, RJ (1998); Rio de Janeiro (1995, 2000, 2006); Bahia (2006). ITAU CULTURAL; www.marcusandre.com ; oglobo.globo.com/cultura/artista-plastico-marcus-andre-ganha-premio-da-fundacao-pollock-krasner.



008 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Zabumba" - pintura sobre azulejo - 15 x 15 cm - canto inferior esquerdo - Caruaru - PE -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



009 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Copacabana" - água forte original - 17 x 22 cm - canto inferior direito - Rio -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



010 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Pescadores - gravura - 12/30 - 42 x 29 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



011 - ROSITA NEALE (XX)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintora. Recebeu orientações artísticas de Juarez Magno, Josael de Oliveira e Antonio Eugenio Pascotto, antigo aluno de Mecatti. Esteve diversas vezes nos Estados Unidos onde adquiriu conhecimentos técnicos em xerografia, de recente introdução nas artes plásticas. Participou do grupo "Rigorous realists". Realizou exposição individual em São Paulo (1985) e participou de mostras oficiais. Recebeu menção honrosa no Salão da Paisagem Paulista. ITAU CULTURAL.



012 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

Fumante - serigrafia - 110/200 - 63 x 50 cm - canto inferior direito - 1992 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



013 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Planta - gravura - 21 x 24 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no livro "Gravura em metal", de Marco Buti e Anna Letycia. -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



014 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) (1899 - 1964)

Preto Velho - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



015 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Mulheres - xilogravura - 17 x 11 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



016 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Autorretrato - óleo sobre eucatex - 22 x 17 cm - canto superior direito - 1980 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



017 - DIAS RAMOS (XX)

"Uvas com metal" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -

Pinta paisagens, naturezas mortas e cenas do cotidiano utilizando excelentes recursos técnicos. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 341



018 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Marinha - óleo sobre tela - 33 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



019 - CARLOS TENIUS (1939)

"Imagem 732" - relevo em aço inox soldado - 25 x 12 cm - canto inferior direito -

Gaúcho de Porto Alegre, CARLOS Gustavo TENIUS é escultor, cuja técnica estudou com Fernando Corona na Escola de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seus conceitos são expressados com técnica artesanal admirável, revelando uma textura correta e coerente que jamais conduz à monotonia de uma superfície. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 854; RGS, pág. 127; ITAÚ CULTURAL.



020 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Figuras - litografia - 27/40 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



021 - JAIME YESQUENLURITTA (1939)

"Veraneando IV" - acrílico sobre tela - 90 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1988 -

Jaime Yesquénluritta nasceu em Chiclayo, Peru e em Lima iniciou seus estudos de arte. Assina Yesquénluritta. Fixa-se em São Paulo, Brasil onde foi aluno de Luigi Zanotto, Donato Ferrari e João Rossi. Na Alemanha trabalha no ateliê de Almir Mavignier. Exposições individuais: São Paulo, SP (1966, 1967, 1969, 1970, 1979, 1980, 1981, 1983, 1988, 1990, 1992, 1994); Espanha (1973); Canadá (1976, 1977); Suíça (1977, 1978, 1989); Alemanha (1977). Coletivas: São Paulo, SP (1963 a 1971, 1973, 1975, 1979, 1982, 1983, 1993 – 9ª, 10ª, 12ª e 13ª Bienais Internacionais); Campinas, SP (1965, 1969, 1971); Belo Horizonte, MG (1965); Rio de Janeiro, RJ (1966, 1978, 1980); Salvador, BA (1966, 1969); Jundiaí, SP (1971); Santos, SP (1968, 1971); Brasília, DF (1966); Espanha (1977); Estados Unidos (1993, 1994). JULIO LOUZADA, VOL. 7, PÁG. 755. ITAU CULTURAL.



022 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Animais - gravura - 59/80 - 14 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



023 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Paisagem - xilogravura - 54 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 - Bahia -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



024 - CARYBÉ (1911 - 1997)

No barco - litografia - 33 x 71 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito - 1977 -
Com dedicatória. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



025 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Carro de bois - guache - 19 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



026 - CABRAL (1948)

Rosto - desenho a nanquim - 16 x 12 cm - canto inferior direito - 1987 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



027 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Rua árabe - óleo sobre madeira - 17 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



028 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - serigrafia - P. A. 10/10 - 42 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



029 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - técnica mista - 34 x 50 cm - canto inferior direito -
Mariano. -



030 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Paisagem - litografia - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



031 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) (1943 - 2008)

Composição - serigrafia - 50/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



032 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



033 - JEAN GABRIEL VILLIN (XX)

"Largando a rede" - xilogravura colorida à mão - 13 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor e xilógrafo que participou de diversas exposições coletivas e mostras oficiais como o Salão Paulista de Belas Artes - São Paulo em 1934 e em 1935. Recebeu Menção Honrosa no de 1934. MEC VOL. 4, PÁG. 479; ITAUCULTURAL; TEODORO BRAGA.



034 - FRITZ - ANISIO OSCAR DA MOTA (1891 - 1969)

Figura - desenho a lápis e aquarela - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Desenhista, caricaturista e escultor. Publicou seu primeiro desenho na edição de 9 de julho de 1910 da revista carioca O Malho. Três anos mais tarde estreava, já utilizando o pseudônimo pelo qual ficaria conhecido, em Figuras e Figurões, com caricaturas em torno do marechal Hermes da Fonseca. Entre 1915 e 1940 foi colaborador de diversas publicações do Rio de Janeiro, como D. Quixote, Jornal do Brasil, A Manhã, Diário da Noite, O Globo, Paratodos, e O Tico-Tico (onde criou, de 1925 a 1930, a figura de Pirolito). Colaborou também para o jornal argentino La Prensa. PONTUAL, 227, História da Caricatura no Brasil, pág. 1308.



035 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Clarival I" - litografia - 111/200 - 46 x 64 cm - canto inferior direito - 1979 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



036 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Mulheres - gravura - E/A - 10 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



037 - P. LICATTI (1910 - 1990)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

José Paulo LICATTI, nasceu em Taquaritinga, SP, a 5 de agôsto e faleceu na Capital-SP, onde era ativo, em 27 de outubro de 1990. Pintor e desenhista formado em 1935 na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Foi discípulo dos professores Antonio Rocco e Enrico Vio, da Real Academia de Napoli-Itália. A partir de 1939 LICATTI conquista diversas premiações, participando em diversas exposições no Brasil e no exterior. JULIO LOUZADA vol.11, pág.173



038 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 16 x 21 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



039 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Cão - serigrafia - 44/200 - 34 x 48 cm - canto inferior direito - 2000 -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



040 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



041 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Cidade - gravura - 46 x 61 cm - canto inferior direito - 1967 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



042 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre eucatex - 57 x 87 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



043 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Circo - gravura - 7/30 - 27 x 18 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



044 - PAPAS STEFANOS (1956)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 57 x 84 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Ilha de Rodhes, Grécia. Pintor, escultor e poeta, chegou ao Brasil em 1956, radicando-se em Goianira. Os temas de Papas Stefanos estão profundamente ligados 'a vida do universo rural e interiorano do Brasil. A beleza e consistência de sua obra já foi motivo de sensíveis críticas e grande sucesso de público nas diversas exposições que realizou, inclusive com premiações. O artista foi honrado com um poema que lhe dedicou Carlos Drumond de Andrade. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 849; ITAU CULTURAL.



045 - LIVROS


1) "VER PARA CRER: VIK MUNIZ". REJANE CINTRÃO (COORD.). CATÁLOGO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2001.
2) "VIK MUNIZ: RETRATOS DE REVISTA". VIK MUNIZ E DIÓGENES MOURA. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 2004.
3) "REFLEX: VIK MUNIZ DE A A Z". VIK MUNIZ. SÃO PAULO: COSAC NAIFY, 2007.
4) "VIK MUNIZ: SEEING IS BELIEVING". CHARLES ASHLEY STAINBACK ET AL. NEW YORK: ARENA EDITIONS, 1998.
5) "VIK". LEONEL KAZ E NIGGE LODDI (ORG.). RIO DE JANEIRO: APRAZÍVEL EDIÇÕES, 2009.



046 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - gravura - 9/100 - 68 x 53 cm - canto inferior esquerdo -
Com relevo seco do Núcleo dos Gravadores de São Paulo - NUGRASP. -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



047 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Composição - serigrafia - P. A. - 41 x 58 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



048 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - xilogravura - 26 x 20 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



049 - FRANCESC DOMINGO SEGURA (1893 - 1974)

Menina com flores - aquarela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador. Estuda na Academia Livre - formada pelo grupo Les Arts - e realiza sua primeira mostra individual no Salão de Publicidade em 1917, em Barcelona. Em Paris, entre 1919 e 1927 convive com o pintor Pablo Picasso (1881 - 1973). Entre 1932 e 1939, atua como secretário do Sindicato dos Artistas Pintores e Escultores da Catalunha, organizando, por incumbência do governo republicano, a Casa de Cultura. Com o fim da Guerra Civil Espanhola, é proibido de expor, tornando-se alvo de perseguições políticas. Em 1950, muda-se para a Argentina e, no ano seguinte, para São Paulo, onde leciona gravura na Escola de Belas Artes. Em 1962, inaugura a Galeria F. Domingo e cria o Grupo Bisonte, com Walter Levy, Pere Tort, Jagobo, Paulo Chaves e outros. Em 1965, Júlio de Mesquita Filho encomenda-lhe retratos de personalidades ligadas ao jornal O Estado de S. Paulo, como Alberto Salles e Euclides da Cunha - entre suas obras, é conhecido o retrato de Gaudí, 1968, doado pelo colégio de Arquitetos à Prefeitura Municipal de Barcelona. É homenageado com o Prêmio Inglada - Guillot, em 1953, nessa mesma cidade. ITAU CULTURAL.



050 - TRAN MINH THO (1922 - 1993)

Composição - óleo sobre eucatex - 122 x 86 cm - canto inferior direito -

Vietnamita da cidade de Cholon, onde nasceu a 15 de maio. Adotando o gênero figurativo-abstrato, o artista possui uma técnica exótica, mas não um exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado, e sim uma pintura onde a natureza, o homem e as implicações da natureza e das relações sociais da produção transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todos o seu colorido, ritmo e movimento. Expõe individual e coletivamente a partir de 1965, inclusive no exterior, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 978



051 - MICHEL SIMÃO (XX)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 18 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Benjamin Steiner, São Paulo - SP. -

Desenhista, caricaturista e artista gráfico que nasceu em Palma, MG. Seus pais eram libaneses. Estudou também em Faria Lemos, MG e em Carangola, MG. De volta para Palma, pintou alguns quadros e desenvolveu sua ação na caricatura, realizando diversas exposições nos estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sempre com muito sucesso. A grande aceitação dos seus trabalhos fez com que ele fosse para o Rio de Janeiro onde visitou a redação do jornal ‘O RADICAL’ que publicou as suas caricaturas. Estavam abertas as portas de vários outros jornais e revistas, como O Globo, Diário de Notícias, Diário da Noite, Diário Carioca, Revista da Semana e Esporte Ilustrado. Realizou várias exposições individuais em Niterói e no Rio de Janeiro; participou de muitas coletivas, sempre conquistando medalhas e prêmios, entre eles: o prêmio ‘Hour Concurs’ do Salão Carioca de Humor no Rio Design Center. Participou também do IV Salão Municipal de Belas Artes no Rio de Janeiro (1952). MEC VOL. 4, PÁG. 285; betometri.blogspot.com.br/2010/06/michel-simao-o-cartunista.html.



052 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - gravura - 51 x 36 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



053 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Mulher com violão - escultura em bronze - 14 x 11 x 9 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



054 - NEWTON MESQUITA (1948)

Feira - serigrafia - 100/200 - 47 x 65 cm - canto superior direito - 1974 -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



055 - JACQUELINE ARONIS (1955)

"Expansão tempo" - gravura - P. A. - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravadora e professora, natural de São Paulo, SP. Seu aprendizado artístico aconteceu em São Paulo, SP; na Inglaterra e em Portugal com Bartolomeu dos Santos. Exposições individuais: Curitiba, PR (1994); São Paulo, SP (1999, 2001, 2002). Coletivas: São Paulo, SP (1981, 1994); Chile (1989); Curitiba, PR (1990); Estados Unidos (1997); Japão (1998, 2001); Rio de Janeiro, RJ (1999); Egito (2000); Ribeirão Preto, SP (2000). ITAU CULTURAL; www.cantogravura.com.br.



056 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



057 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Praia Agreste" - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



058 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926)

Nu - xilogravura em cores - XVI - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



059 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Menina - litografia - P. A. 5/13 - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



060 - JOAQUIM MIGUEL DUTRA (1864 - 1930)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1922 -

Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pelas paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra.PONTUAL, pág. 186; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171, RUTH TARASANTCHI.



061 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



062 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - serigrafia - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



063 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - pintura sobre cerâmica - 22 x 22 cm - canto inferior direito -
Obra montada em banco de madeira medindo 44 x 35 x 35. -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



064 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim - 18 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



065 - SERGIO VIDAL (1945)

"Batucada" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



066 - MAPA

"Portugal" - litografia aquarelada - 35 x 25 cm - não assinado -



067 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Menina e borboletas - desenho a nanquim e guache - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



068 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Paisagem - desenho a lápis de cor - 25 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



069 - ESCOLA HAITIANA, SEC XX

Mercado - têmpera sobre tela - 20 x 26 cm - canto inferior direito e dorso ilegível -



070 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Queimada - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



071 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Folia de Reis - serigrafia - 67/140 - 72 x 85 cm - canto inferior direito -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



072 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre cartão - 32 x 46 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



073 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Nu - escultura em bronze - 26 x 16 x 13 cm - assinado -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



074 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



075 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 0,92 x 0,60 m = 0,44 m². -



076 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 19 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



077 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Círculo da Amizade - litografia - 693/1000 - 60 x 45 cm - assinado na pedra - 25 - 7 - 61 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



078 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

"Ilha Porchat" - óleo sobre tela - 63 x 75 cm - não assinado - 1913 -



079 - ALUIZIO VALLE (1906 - 1988)

"Ilha da Conceição - Niterói" - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1942 -
Com dedicatória. -

Aluizio Albuquerque Silva do Valle nasceu na cidade de Paraíba do Sul-PB, e faleceu na capital fluminense de Niterói, onde foi ativo pintor e professor. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Marques Júnior, Cunha Melo, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Posteriormente, atua como professor nesta mesma instituição. "A primeira sensação que se tem diante da pintura de Aluizio Valle é a de estar ´tocando´ com os olhos, uma possibilidade do real, que se apoiando em sensível visualidade não elimina a importância tátil da matéria pictórica. São quase sempre paisagens, e frequentemente cenas marinhas, de praias e cais, que nos tomam de surpresa a partir do pretexto puramente descritivo, para em seguida nos embalar no ritmo das pinceladas, na ordem das impressões fixadas, numa nitidez que valoriza mesmo a marca dos fios mais finos do pincel manipulado". Walmyr Ayala, em texto do MNBA. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1016/1017; ITAU CULTURAL.



080 - INOS CORRADIN (1929)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 38 x 32 cm - canto inferior direito - década 60 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



081 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 73/190 - 66 x 90 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



082 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Igreja - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
Com dedicatória. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



083 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Fauno - escultura em bronze - 18 x 42 x 17 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



084 - ALEX FLEMMING (1954)

"Galileu Galilei" - técnica mista - 32 x 28 cm - múltiplas assinaturas -

Nasceu em São Paulo, onde realizou a sua primeira individual em 1977. Segundo Jacob Klintowitz, na bibliografia de TEIXEIRA LEITE abaixo, " o trabalho de Alex Fleming é o resultado da tensão entre a imagem do homem e o procedimento do homem. Nada aqui é por acaso. Com paciência oriental o artista elabora uma maneira de fazer. Utiliza fotolitos, tintas e de naturezas diferentes, divide a tela em várias telas, compõe a tela maior a partir de telas pequenas, faz diagramas do resultado final, dedica-se de corpo e alma ao metier, hoje o elemento mais desprezado da arte ... Alex experimenta o homem e a si mesmo". JULIO LOUZADA, vol 4 pág 406; TEIXEIRA LEITE, pág. 196.



085 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 84" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 1984 - São Paulo -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



086 - CAMPOS AYRES (1881 - 1944)

"Choupana na beira do rio" - óleo sobre tela - 34 x 45 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Itapetininga, SP, Campos Ayres foi pensionista do Estado de São Paulo para estudar em Paris a partir de 1909, com Henry Royer, Fleury e Laurens. No SPBA obteve prêmios e menções. Dedicou-se especialmente à pintura de paisagem. A PINACOTECA-SP, possui duas telas de sua autoria. Expôs individualmente em São Paulo, nos anos de 1930, 1933 e 1938, com muito sucesso de público e crítica. TEODORO BRAGA, pág. 63; REIS JR., pág. 368; MEC, vol. 1,pág. 41; PONTUAL, pág. 105; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 167; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 11, RUTH TARASANTCHI.



087 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Figuras - xilogravura - P. A. - 15 x 17 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



088 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

"Olinda" - aquarela - 17 x 25 cm - canto inferior direito - 20/08/1921 -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



089 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Ipê amarelo - óleo sobre madeira - 39 x 27 cm - canto inferior direito -

Clodomiro Amazonas Monteiro, nasceu em Taubaté-SP, e faleceu na Capital-SP. Pintor e restaurador, iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Fixa residência em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa e tem aulas com o pintor Carlo de Servi. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio e Georgina de Albuquerque e também Pedro Alexandrino, entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Amazonas foi artista de méritos, cuja pintura, vazada num desenho de grande solidez, e um colorido realista, não deixa de irradiar certa rústica poesia. MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



090 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 20 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



091 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Animais - desenho a nanquim - 52 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



092 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Rosto - pastel - 62 x 44 cm - canto superior direito - 1986 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



093 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pomba - escultura em bronze - 36 x 18 x 14 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



094 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Na praia - desenho a lápis e guache - 18 x 12 cm - não assinado -
Com declaração de atribuição firmada por Elvira Vernaschi - historiadora e crítica de arte - membro da ABCA/AICA, autora do livro Gomide editado pela Universidade de São Paulo em 1989, datada de 26 de novembro de 2008. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



095 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Marinha - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior esquerdo - 1952 - Rio de Janeiro -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



096 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



097 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Estudo II" - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



098 - MARIA LEONOR APPE (1933)

Hortências - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1993 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata.



099 - AUGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Moça - desenho a lápis e pastel - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



100 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre madeira - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1885 -

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



101 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Pescadores - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 56 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



102 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figura - desenho a caneta esferográfica - 30 x 20 cm - centro inferior - 2/1976 -
Com dedicatória. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



103 - VICENTE LAROCCA (1892 - 1964)

Rosto - escultura em pedra sabão - 24 x 9 x 13 cm - assinado -

Escultor e professor paulistano. Frequentou aulas no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde foi professor, e também na EBA-SP. Em São Paulo, foi aluno de Fernando Caldas e Antonino Matos. Em 1940 recebeu o prêmio Ilustração Brasileira. Expôs diversas vezes no SPBA, recebendo premiações. Obra de sua autoria encontra-se na PINACOTECA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 452



104 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Carro de bois - gravura - 10/50 - 26 x 39 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



105 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

Moça - óleo sobre tela - 42 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



106 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 55 x 65 cm - canto inferior direito -
Moldura no estado. -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



107 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Camponesa - aquarela - d = 16 cm - assinado -

Grande pintor brasileiro; prêmio de viagem à Europa em 1889, aperfeiçoou-se em Paris com Gérome e Leon Bonnat. "Sem ter revelado impulsos vigorosos que lhe evidenciassem poder emotivo, Oscar Pereira da Silva soube manter no transcorrer de bem cinquenta e sete anos de produção permanente e intensa, desde que retornou ao país, em 1896, todo o cuidado de um desenho severamente elaborado, sem num só instante voltar-se para o novo semblante que a pintura adquiria nessa transposição de tempo. " Quirino Campofiorito, in CAMPOFIORITO, Quirino. História da Pintura Brasileira no Século XIX. Ed.Pinakotheke-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs. 245/281; TEODORO BRAGA, pág. 177/8; LAUDELINO FREIRE, pág. 383; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 185; MEC, vol. 4, pág.277; PONTUAL, pág. 419; TEIXEIRA LEITE, pág. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 437; ARTE NO BRASIL, pág. 553, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 187, RUTH TARASANTCHI.



108 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre madeira - 37 x 29 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



109 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Padre José de Anchieta - óleo sobre tela - 111 x 56 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



110 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Estudo azulejos - Salão Nobre - n° 003/12" - óleo sobre tela - 25 x 33 cm - dorso - 1960 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



111 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Baianas - xilogravura - 53 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 - Bahia -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



112 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Menina com balões - guache - 21 x 12 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



113 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Guerreiro - múltiplo em bronze - 26 x 8 x 5 cm - assinado -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



114 - FERNANDO FAM (XX)

"Bas-fond" - desenho a nanquim - 25 x 33 cm - canto inferior direito - 1944 -
Reproduzido na página 93 do livro "O olhar modernista de J.K.", lançado por ocasião da exposição realizada em 2006, na Fundação Armando Álvares Penteado - São Paulo, SP. -

Pintor e desenhista. Participou da Exposição de Arte Moderna-BH em 1944 e do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes-RJ em 1953. MEC, vol 2, pág. 124.



115 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Interior - técnica mista - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1980 -

Seu verdadeiro nome era Sebastião Theodoro Paulino da Silva, nascido na cidade paulista de Oscar Bressane, no dia 7 de janeiro de 1923, mudando-se com a mãe, então viúva, para Assis, SP, onde viveu até morrer. Pintor ingênuo, hoje consagrado, comeu durante a sua vida " o pão que o diabo amassou", conforme narra, de forma pungente, R. Rugiero, no catálogo de exposição do artista no ano de 1988, de cujo texto, reproduzido no vol. 4, página 931, do dicionário JULIO LOUZADA, extraímos o seguinte texto: "... Com o tempo pôs-se a viver exclusivamente da catança de papéis, latas, garrafas - e de algumas famílias obtinha também comida e roupas velhas. Passou a habitar ranchos de beira de estrada, abandonados, donde lhe veio o apelido de Ranchinho, com a qual a garotada o atazanava, atirando-lhe pedras e gritando o nome que o punha fora de si. Por fim fixou-se num casebre, em uma granja abandonada, e alí viveu até 1962, em grande necessidade. E sempre desenhando obsessivamente em qualquer superfície branca que lhe caísse nas mãos." Foi descoberto pelo escritor José Nazareno Mimessi, que percebeu em Ranchinho um impressionante fenômeno artístico, no que não estava enganado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 259; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



116 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Boiada - óleo sobre eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



117 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Proibido retornar - óleo sobre tela - 73 x 93 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



118 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"Hércules e a serpente" - duco sobre eucatex - 61 x 48 cm - canto inferior direito e dorso -
Com carimbo do ateliê do artista, no dorso. -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



119 - JOSÉ JOAQUIM MONTEIRO FRANÇA (1875 - 1944)

Menina - óleo sobre cartão - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural de Pindamonhangaba SP, onde nasceu em 21 de outubro e falecido nesta Capital, SP, em 24 de março. No Rio de Janeiro, foi aluno de Henrique Bernardelli e de Bérard na ENBA. Na Europa, onde passou parte de sua vida artística, decorou em 1906, o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Turin, Itália. "(...) Monteiro França dedica-se à análise de sua sensação visual, levando-a a um altíssimo grau de intensidade colorida, de maneira que cor e forma constituem um todo. A aplicação da massa em toques horizontais e verticais, a estilização geométrica dos volumes na estrutura interna dos planos revelam a longínqua influência de Cézanne, profundo renovador da pintura mundial nas primeiras décadas do século XX". Dominique Edouard Baechler, in Pintura acadêmica: Pintura de gênero: obras primas de uma coleção paulista : 1860-1920. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; TEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JUNIOR, pág. 366; MAYER/84, pág. 1040; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.216; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 332.



120 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



121 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Ataque ao capital - desenho a nanquim - 33 x 30 cm - canto superior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



122 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Realejo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



123 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Casal - escultura em bronze - 15 x 19 x 6 cm - não assinado -



124 - FRANS KRAJCBERG (1921)

Folhas - gravura de vegetal moldado em papel - 2/50 - 67 x 50 cm - canto inferior direito -

Polêmico e combativo, este importante artista nascido na Polônia, imigrou para o Brasil em 1948, após estudos na Alemanha, na Academia de Belas Artes de Stuttgart. Intérprete do descaso do homem para com a natureza, Krajcberg usa os salvados da Terra para fazer sua arte e denunciar-lhes os maus tratos. É um dos artistas brasileiros mais conhecidos e reconhecidos no exterior. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1351; TEIXEIRA LEITE, pág. 272/273.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 778; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



125 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,12 x 0,66 m = 0,80 m². -



126 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim, aquarela e guache - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



127 - PAULO EDUARDO SAYEG (1960)

"Lili" - acrílico sobre tela - 110 x 80 cm - canto inferior direito -
Reproduzido e descrito sob o número 36 em catálogo de exposição do artista na Galeria Paulo Prado em agosto de 1988. -

Pintor, desenhista e gravador paulistano. Ativo em São Paulo, onde realizou diversas exposições individuais e assíduas participações em coletivas. Em 1987, foi considerado pela APCA, como o Melhor Desenhista do Ano. JULIO LOUZADA vol.3, pág.1032, Acervo FIEO.



128 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição em azul - guache - 29 x 42 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



129 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Interior - aquarela e guache - 15 x 24 cm - canto superior esquerdo - 1938 -
Com etiqueta de Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Rua Bela Cintra, 1677, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



130 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Soltando balão - óleo sobre eucatex - 10 x 8 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



131 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Porto de Galinha" - serigrafia - 76/200 - 61 x 44 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



132 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Paisagem " - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



133 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - múltiplo em acrílico - 14 x 6 x 18 cm - assinado -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



134 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



135 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 92 x 93 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



136 - RENOT (1932)

"Mulatas no carnaval" - giclée sobre tela - 57 x 80 cm - centro superior e dorso - 2011 -
Obra da série "Renot em 20", reproduzida no convite da respectiva exposição. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



137 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito ilegível - 1976 -



138 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Dança do fogo - guache - 30 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



139 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



140 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

"Aldea de Moré (Moré - França)" - óleo sobre tela - 44 x 55 cm - canto inferior direito - c. 1926 -
Ex coleção Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



141 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Formas - aquarela - 12 x 15 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



142 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Composição abstrata" - gravura - 10/110 - 24 x 36 cm - canto inferior direito - 1963 -
Reproduzida na páginas 237 e 238 do "Catálogo Raisonné Iberê Camargo - vol 1/ gravuras - Mônica Zielinsky". -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



143 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

Tirando bicho de pé - escultura em barro - 8 x 5 x 7 cm - base -

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



144 - LE CORBUSIER (1887 - 1965)

Composição - aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, pintor, gravador, escultor, projetista e escritor. Charles-Édouard Jeanneret nasceu em La Chaux-de-Fonds, Suíça, e faleceu em Roquebrune-Cap-Martin, França. Naturalizou-se francês em 1930. Embora aclamado como um dos maiores e mais influentes arquitetos do século XX, também ocupa lugar notável na história da pintura moderna. Junto com Amédée Ozenfant fundou o ‘Purismo’ e publicaram suas doutrinas estéticas. Adotou o pseudônimo Le Corbusier (derivado do nome de um de seus avós) em 1920, mas continuou a assinar suas pinturas como ‘Jeanneret’. Também produziu desenhos, ilustrações para livros, litogravuras, desenhos de tapeçaria, mobiliário e numerosos livros, panfletos e artigos. Esteve no Brasil dando conferências, em 1929 e 1936. Sua influência sobre o pensamento arquitetônico e urbanístico em todo o mundo foi enorme. BENEZIT VOL.6, PÁG.522; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG.298; www.fondationlecorbusier.fr; www.centerlecorbusier.com artprice.com; artnet.com.



145 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Figuras - guache - 43 x 30 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



146 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

"Movimento e forma V" - desenho a nanquim e guache - 26 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



147 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Projeto - desenho a nanquim - 11 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



148 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Maternidade - serigrafia - P. A. - 62 x 44 cm - canto inferior direito -

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



149 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Igreja - óleo sobre madeira - 20 x 26 cm - canto inferior direito -

Paulo Valle Júnior nasceu em Pirassununga, SP e faleceu em São Paulo. Pintor e desenhista. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva e permaneceu até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo e lá frequentou a ‘Académie Julian’ e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo, em 1913, e Valle Júnior foi para a Europa ficando até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Integrou a mostra do Grupo Almeida Júnior, organizada por Torquato Bassi, em 1928. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes. Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro (1917), São Paulo (1937, 1957), Curitiba, PR (1957). Apresentou uma retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA, PÁG. 187; REIS JUNIOR, PÁG. 373; MEC, VOL 4, PÁGS 441/442; PONTUAL, PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; web.artprice.com.



150 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



151 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 21 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



152 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Jogando bola - desenho a nanquim - 13 x 9 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



153 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Nu - escultura em bronze - 26 x 13 x 15 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



154 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

"Rio Paraguai" - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



155 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Centro velho do Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 46 x 32 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



156 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - serigrafia - 11/50 - 26 x 48 cm - canto inferior direito -

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



157 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

"A" - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1965 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



158 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim e guache - 29 x 24 cm - canto inferior direito - 1951 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



159 - TSUGUHARU FOUJITA (1886 - 1968)

Figura - litografia - 19/50 - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1926 -
Litografia da mesma série reproduzida sob o número 7 em catálogo de leilão de 17 de junho de 2003 da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. -

Pintor modernista japonês que se naturalizou francês e se converteu ao catolicismo. Viveu no Rio de Janeiro durante o ano de 1931 e o início de 1932, curto período durante o qual entrou em contato com artistas e poetas modernistas do período, expôs no Palace Hotel no Rio de Janeiro e, em São Paulo, no espaço expositivo à praça Ramos de Azevedo. Coletivas a partir de 1930 em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. ITAÚ CULTURAL.



160 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Menina - óleo sobre tela - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1946 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



161 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

Figura - litografia - 7/8 - 63 x 42 cm - canto inferior direito - 1959 - Bahia -

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



162 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

" Panorama - Vista na Serra " - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



163 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore - h = 27 cm - base -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



164 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia - H. C. - 32 x 25 cm - canto inferior direito -
Litografia original do livro "Joan Miró litógrafo II 1953-1963" de autoria de Raymond Queneau - Ediciones Polígrafa, S. A. - Barcelona, Espanha. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



165 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,31 x 0,90 m = 1,17 m². -



166 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 70 x 66 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



167 - RUBEN ESMANHOTO (1954)

Flores - vinil encerado sobre tela - 80 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 2012 - Curitiba -

Nasceu em Curitiba, PR, no dia 16 de fevereiro de 1954. Sobre a sua obra, assim se manifestou o consagrado e saudoso pintor Carlos Scliar, apresentando a exposição do autor na Galeria Paulo Prado, SP, em 1987: " O clima de cada pintor é estruturado lentamente no seu processo natural de amadurecer. Isso implica toda a sua vivência - tenha ou não consciência desse processo que é irrecorrível e irreversível. Mas tudo isso não basta se o artista não é alguém que saiba que talento não é suficiente e que o exercício de sua profissão se faz ao longo das 28 horas de cada dia. Ruben Esmanhotto sabe disso e vem trabalhando conscientemente com todas as certezas e dúvidas e teimosias necessárias. O resultado parcial aí está, pois é jovem. É mais do que um pintor novo que aponta. É sério e tem todos os elementos para se tornar um de nossos importantes artistas." JULIO LOUZADA. VOL, 10, pág, 768; ITAÚ CULTURAL.



168 - LUIZ VENTURA (1930)

Galo - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



169 - THOMAS STOTHARD (1755 - 1834)

Mary Queen of Scots and Family - óleo sobre cartão - 28 x 28 cm - dorso -
ATRIBUÍDO. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e designer nascido e falecido em Londres. Entrou para a Escola da Academia Real em 1777 e foi nomeado membro dela em 1794. Expôs na Academia de 1778 até a sua morte. É muito conhecido por suas ilustrações de obras literárias como as edições de: ‘Clarissa’, ’Tristram Shandy’, ‘Robinson Crusoe’, ‘Pilgrim’s Progress’, ‘The Vicar of Wakefield’, ‘The Rape of the Lock’e trabalhos de William Shakespeare, Lord Byron, John Milton e outros. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 854; www.britannica.com; www.bbc.co.uk; web.artprice.com; www.artnet.com.



170 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre eucatex - 46 x 39 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



171 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - desenho a lápis - 9 x 12 cm - centro superior - 1982 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



172 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 17 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



173 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Graça - escultura em bronze - 33 x 9 x 9 cm - base -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



174 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Gado no pasto" - óleo sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



175 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 6/50 - 50 x 67 cm - canto inferior direito - 1984 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



176 - CILDO MEIRELES (1948)

"Quem matou Herzog?" - carimbo sobre papel moeda - 6,5 x 14,7 cm -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1967. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969, na qual leciona entre 1969 e 1970. Seu trabalho se caracteriza pela diversidade de técnicas e suportes empregados - pintura, desenho, escultura, ambiente, happening, instalação, performance, fotografia, conjugando-os em múltiplas linguagens que discorrem sobre questões sociais e políticas JULIO LOUZADA vol. 11 pág . 207, ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 785; LEONOR AMARANTE, pág. 205.



177 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - desenho a lápis - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



178 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre madeira - 21 x 26 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



179 - WEGA NERY (1912 - 2007)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 21 x 17 cm - canto inferior direito - 1950 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



180 - IAPONI ARAÚJO SOARES (1942 - 1996)

Reizado - óleo sobre tela colada em madeira - 90 x 110 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com diversas inscrições. -

Natural de São Vicente, Rio Grande do Norte, o autor participou em 1962 da organização do Museu de Arte Popular de Natal/RN. A partir de então, IAPONI começou a se interessas pelos autos populares de sua terra (congos de calçola, ararunas, bois-calembas), então em decadência, surgindo a idéia de fixá-los com desenhos e pinturas. A partir de 1963 participa de exposições coletivas. Sua pintura documenta a literatura oral nordestina, conservando os mesmos títulos saborosos dos livrinhos de cordel. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 431; ITAÚ CULTURAL.



181 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 87/150 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2010 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



182 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 47 x 34 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



183 - LUIZ SÁ (1907 - 1979)

Pagador de promessa - desenho a nanquim - 16 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória. -

Natural do Ceará, único caricaturista do país a realizar cartuns para cine-jornais nacionais, atuou em vários outros veículos de comunicação, tornando-se o primeiro caricaturista multimídia brasileiro. O artista também foi um dos precursores do desenho animado no Brasil, cartunista sanitário e o criador gráfico do bonequinho das críticas cinematográficas do jornal O Globo, criado em 1938, e que até hoje indica a cotação dos filmes. Teve seus primeiros desenhos publicados, em 1927, na imprensa cearense. Sua trajetória estendeu-se de 1930 a 1979, com um traço original, abrindo caminho para a modernidade do desenho de humor em nosso país. www.museuhistoriconacional.com.br; www.overmundo.com.br.



184 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre cartão - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -
Ex coleção Petrônio Corrêa, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



185 - PEDRO ALEXANDRINO (1864 - 1942)

Frutas - óleo sobre tela - 39 x 51 cm - canto superior direito -

Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



186 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Casa de fazenda - óleo sobre tela - 33 x 55 cm - canto inferior direito -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



187 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Figura - serigrafia - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



188 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - desenho a lápis - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1917 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



189 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Paisagem - desenho a crayon - 17 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



190 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 47 x 58 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



191 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Pássaros - desenho a nanquim - 52 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



192 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Quadrados - guache - 28 x 26 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



193 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 28 x 12 x 16 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



194 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Flores - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



195 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,86 x 1,25 m = 2,32 m². No estado-



196 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Estudo - desenho a lápis - 28 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



197 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Bairro da Liberdade - óleo sobre tela - 60 x 86 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



198 - OTTO BÜNGNER (1890 - 1965)

Flores - aquarela - 50 x 30 cm - canto inferior direito - Rio -

Pintor alemão, radicado no Brasil, participou de diversos Salões Nacionais de Belas Artes/RJ conquistando Medalha de Prata em 1915 e Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1918; e da Exposição Flamboyant, organizada pela Sociedade Brasileira de Belas Artes/RJ em 1940. JÚLIO LOUZADA, vol. 5, pág. 169; ITAÚ CULTURAL.



199 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 8/100 - 47 x 57 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



200 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"Céu Selado" - óleo sobre tela - 120 x 150 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do autor, datado de 8 de abril de 2013. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



201 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Casario - serigrafia - 146/180 - 48 x 67 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



202 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1999 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



203 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guerreiro com espada - escultura em bronze - 22 x 45 x 12 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



204 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



205 - SÉRGIO SISTER (1948)

Composição - óleo sobre tela - 33 x 33 cm - dorso - 1990 -

Pintor e desenhista, Sérgio Sister nasceu em São Paulo. Cursou pintura na FAAP - SP (1964 a 1967), e desenho, com Ernestina Karman (1965 a 1967). Graduou-se em ciências sociais e fez pós-graduação em ciência política na Universidade de São Paulo (1968 e 1975). Frequentou o ateliê livre e informal com outros artistas no Presídio Tiradentes, SP, onde esteve preso durante dezenove meses por motivos políticos (1970/1971). Em 2002, foi publicado o livro ‘Sérgio Sister’, com textos de Alberto Tassinari, Lorenzo Mammì, Rodrigo Naves e do próprio artista, pela Editora Casa da Imagem, de Curitiba. Atuou ainda como jornalista e ilustrador, entre outros, do livro ‘O Senhor do Bom Nome’, de Ilan Brenman, publicado em 2004. Realizou muitas exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba - PR, Ribeirão Preto - SP, Nova York - EUA. Participou da 9ª e da 25ª edições da Bienal Internacional de São Paulo, da 21ª e da 26ª edições do Panorama da Arte Brasileira - MAM/SP e de várias outras mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; www.pinacoteca.org.br; www.nararoesler.com.br.



206 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Natureza morta - aquarela - 16 x 20 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



207 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Capoeira - serigrafia - 40/100 - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



208 - MARCUS ANDRÉ (1961)

Composição - encáustica sobre tela - 35 x 35 cm - dorso - 1994 - Rio de Janeiro -

Pintor e gravador, Marcus André Souza e Silva nasceu no Rio de Janeiro. Estudou na ‘The New School of Social Research / Printmaking’ em Nova York, EUA (1985/88); na EAV Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ (1979/82); na Universidade Federal do Rio de Janeiro - Desenho Industrial (1981/85); no Museu de Arte moderna do Rio de Janeiro - Bloco Escola (1971). Realizou muitas exposições individuais no: Rio de Janeiro (1981, 1982, 2001, 2002, 2003); São Paulo (1990, 1992, 1994, 1997, 1999, 2004, 2006, 2007); Curitiba, PR (2000, 2001, 2005). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Em 2008 recebeu o Prêmio da Fundação Pollock-Krasner , EUA e também foi premiado em: Brasília (1991); Niterói, RJ (1998); Rio de Janeiro (1995, 2000, 2006); Bahia (2006). ITAU CULTURAL; www.marcusandre.com ; oglobo.globo.com/cultura/artista-plastico-marcus-andre-ganha-premio-da-fundacao-pollock-krasner.



209 - SANDRA MARIA ARTIOLI (1967)

"Paisagem com ipê rosa" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2010 -

Seu nome artístico é S. M. ARTIOLI. Sua formação artística foi na Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", UNESP - Bauru, SP (1990). Tem participado de inúmeras mostras e Salões oficiais e recebido muitos prêmios como em: Barretos, SP (1999); Araras, SP (2001, 2003, 2004); Campinas, Olímpia, Mococa - SP (2001); Rio Claro, Amparo - SP (2002); Franca, SP (2003, 2006); São Paulo (2004, 2006, 2008, 2009, 2010); Rio de Janeiro, RJ (2006, 2010); Londres, Inglaterra (2007, 2009); Poços de Caldas, SP (2007, 2012); Piracicaba, SP (2008); Paris, França (2010); Ribeirão Preto, SP (2011); Niterói, RJ (2012); Belgrado, Sérvia (2013). www.sandraartioli.com.br.



210 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Expulsão do paraíso - técnica mista - 49 x 67 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



211 - SILVIA ALVES (1947)

"Rosas vermelhas" - aquarela - 30 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



212 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Caravela - gravura - 60 x 50 cm - não assinado -
Ex coleção Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, São Paulo - SP. -



213 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Vila de pescadores - óleo sobre cartão - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



214 - PIERRE ALECHINSKY (1927)

Figura - gravura - 13/99 - 23 x 33 cm - centro inferior - 1991 -

Importante pintor e gravador nascido em Bruxelas, Bélgica, no dia 19/10/1927. Reside em Paris, França. Desde muito jovem, o artista estuda na École National Supérieure d`Architeture et des Arts Décoratifs, desenvolvendo ilustrações de livros e tipografia. Aos vinte anos, em 1947, se junta ao Jovem Pintura Belga, grupo que um ano depois se integra ao Grupo CoBrA. Assume a organização das exposições e da revista CoBrA, além de produzir obras de estilo vigoroso e espontâneo para várias mostras. Marcada pela espontaneidade e pelo estilo violento de criação, sua obra caminha pela abstração e pelas múltiplas formas de explorar a criatividade. Com a dissolução do grupo, em 1951, vai para Paris, onde explora o surrealismo de Max Ernst. Participa da última exposição internacional surrealista, organizada por André Breton, em 1963. Depois do CoBrA, o que mais desperta seu interesse é a gravura inspirada nas caligrafias chinesas e japonesas. Em viagem ao Japão, ainda nos anos 50, abandona cada vez mais a pintura à óleo para se dedicar a pintura acrílica. Principalmente depois de 65, sua obra difere muito da realizada na época do CoBrA, buscando sempre novas técnicas e novas experiências, sendo conhecido hoje em dia mais como um artista gráfico do que como pintor. Em qualquer uma das diferentes fases de Alechinsky, a busca pelas novas linguagens e o caráter eruptivo de suas obras estão presentes. BENEZIT, vol. 1 , pág. 99 e 100. ART PRICE ANNUAL 2000



215 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 39 x 77 cm - canto inferior direito - 1970 -
No estado. -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



216 - SONYA GRASSMANN (1933 - 1997)

Menina - gravura - 1/50 - 35 x 42 cm - canto inferior direito - 1974 -

Batizada Anne Marie Elisabeth Graesse, esta importante gravadora nasceu em Burgas, Bulgária , e faleceu em São Paulo. Era filha de pintor alemão e trapezista húngara. Veio para o Brasil em 1950, excursionando pelo país com uma trupe de luta livre. Em 1952, trabalha na Galeria Oxumaré em Salvador. Nesse ano, conhece o gravador e desenhista Marcelo Grassmann, casam-se e passam a viver em São Paulo. Por volta de 1962 começa a pintar; no entanto, é raro expor. Expõe em Individual, na Oficina de Arte, Porto Alegre, 1977; Individual, na Seta Galeria de Arte, São Paulo, 1982 e 1986; Individual, na Performance Galeria de Arte, Brasília, 1987; Coletiva, no Museu Banespa, São Paulo, 1994. "Existem artistas cuja produção, independem de sua vontade pessoal, desafia as verdades estabelecidas não por serem revolucionários ou inovadores. Às vezes, por parecerem distantes do processo histórico. Sonya Grassmann é uma dessas artistas. O seu trabalho é resultado de um imaginário no qual estão ausentes as referências da época, solicitações do século e, até mesmo, as preocupações típicas da sociedade de massa. O universo de Sonya é vagamente medieval. Estas imagens lembram uma Idade Média passada a limpo, vista de grandes sacadas de castelos idealizados. Tudo é particular, organizado e pesado de atmosfera cheia de intenções. Estas intenções podem ser românticas, mórbidas ou de expectantes. Alguma coisa está prestes a acontecer. Cada um percebe e recria a atmosfera que é mais afim." Jacob Klintowitz In: Sonya Grassmann. Brasília, Performance Galeria de Arte, 1987. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 439; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 229.



217 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Nu - litografia - 97/100 - 71 x 39 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, é hoje considerado um de nossos melhores pintores. Atingiu um estilo pessoal, figurativo, eminentemente lírico, baseado em um desenho livre e numa cor sensível. THEODORO BRAGA, pág. 54; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 99, 110 e 104; MEC, vol. 1, pág. 242; PONTUAL, pág. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 594. Acervo FIEO. -



218 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 20 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



219 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Casario - serigrafia - P. A. - 40 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



220 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Mal me quer ..." - xilogravura - 27 x 38 cm - canto inferior direito -
Complemento do título: "Mal me quer... bem me quer meu amor". -

Gaúcha de Porto Alegre, graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. Foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 muda-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Participa de exposições coletivas desde 1961, tendo realizado sua primeira individual em 1959. Sobre sua obra, assim escreveu o imortal Jorge Amado: "(...) estamos ante uma gravadora que é mestre em seu ofício: Zorávia Bettiol. Gravura onde a beleza nasce do ofício e da poesia, da mão e do coração, da inteligência e do amor. Se a técnica é primorosa ela não limita, no entanto o sentimento, não leva a um preciosismo de forma, a uma diluição das emoções". MEC, vol. 1 pág. 223 e 224; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 727; LEONOR AMARANTE, pág. 146.



221 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela - 19 x 24 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



222 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Igreja - xilogravura - 26 x 37 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



223 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1945 - Eldorado -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



224 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Paisagem - xilogravura - 54 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 - Bahia -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



225 - TRINDADE LEAL (1927)

Sonhos - xilogravura - P. A. - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



226 - CABRAL (1948)

Rosto - desenho a nanquim - 44 x 31 cm - canto inferior direito - 1986 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



227 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Flores - óleo sobre eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



228 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

Ouro Preto - desenho a caneta hidrográfica - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



229 - AURÉLIO D'ALINCOURT (1919 - 1990)

Nu - óleo sobre cartão - 23 x 41 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Começa a pintar em 1942, sob a orientação de Oswaldo Teixeira e Carlos Chambelland. Cursou a Académie de la Grande Chaumière, Paris, 1952. Atuou como membro da Academia Brasileira de Belas Artes-RJ, em 1956 e faz ilustrações para a revista O Cruzeiro, entre 1957 e 1960. Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; MEC, vol. 2, pág. 13; PONTUAL, pág. 157; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 82; ITAUCULTURAL.



230 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 17 x 27 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



231 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Rosto - monotipia - 57 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



232 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Cidade - gravura - 3/30 - 36 x 61 cm - canto inferior direito - 1966 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



233 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Ilha de Marajó" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



234 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Composição - gravura - 27 x 23 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no livro "Gravura em metal", de Marco Buti e Anna Letycia. -

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



235 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Paisagem - guache - 12 x 9 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



236 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

Tropeiros - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 - Bahia -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



237 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Flores - óleo sobre eucatex - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



238 - AGI STRAUS (1926)

Santana Mestra - técnica mista - 61 x 45 cm - canto superior esquerdo -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



239 - INOS CORRADIN (1929)

Flores - serigrafia - 175/200 - 68 x 98 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



240 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Composição - gravura - P. A. - 20 x 24 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



241 - JOÃO CAMARA (1944)

Figura - litografia - P. I. - 30 x 26 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



242 - RENATO PINTO (1958)

Samba - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor natural de São Paulo, Capital. Assina suas obras REPINTO. Foi aluno de Adam Hendler (Associação Paulista de Belas Artes-SP), responsável pelas cores e pela forma viva de sua pintura. Tem obras nos EUA, Inglaterra, Coréia, Japão, Alemanha, Canadá, Argentina, Suiça e Chile. Individuais a partir de 1982 e coletivas desde 1977, onde obteve diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 957



243 - MARIA TOMASELLI CIRNE LIMA (1941)

Composição - serigrafia - 31/100 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

A autora nasceu em Insbruck, Áustria. Pintora, desenhista, gravadora, xilógrafa e serígrafa, estudou desenho com Hanz Kuhn, em 1962, diplomando-se em Filosofia Pura na Universidade de Innsbruck, em 1965, ano em que transfere residência para o Brasil, fixando-se em Porto Alegre-RS. Foi aluna de pintura de Iberê Camargo e de xilogravura com Danúbio Gonçalves, no Ateliê Livre da Prefeitura. " (...) O trabalho de Tomaselli evoluiu à maneira de uma lente de aproximação no tempo e no espaço: da aldeia indígena à cidade e desta ao corpo. Esta evolução foi também um processo de desnudamento, a artista arrancando as sucessivas peles desse corpo-mundo-casa-colcha. Nua de mitos ela conclui que o mundo não é feito só de arte ou utopias. Como ela". Frederico Morais, in MARIA Tomaselli. Apresentação de Frederico Morais. São Paulo: Galeria Alberto Bonfiglioli, 1984. MEC; WALTER ZANINI; ITAUCULTURAL.



244 - SERGIO MARTINOLLI (1938)

"Menina do circo" - óleo sobre eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor. Seguindo a tradição náutica de sua familia, Sérgio também graduou-se pela academia naval italiana, que abandonou para dedicar-se à pintura. Iniciou-se em Nova York, como retratrista. Fez várias viagens ao Brasil, retratando o nosso folclore, tendo aqui se radicado. ITAU CULTURAL.



245 - REGINA VATER (1943)

"ART" - litografia off set - 269/1000 - 12 x 51 cm - canto inferior direito -

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



246 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

Composição - litografia - 385/450 - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



247 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1970 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



248 - ADERBAL MOURA (1949)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor e desenhista baiano, recebeu de Carlos Rocha o seguinte texto para o livro D´Arte Amante, editado por Chroma Galeria: : "... Radicado em São Paulo, revela em suas obras o universo do incosciente, figuras medievais contagiando o espectador com seus olhares insólitos, sorrisos indecifráveis, máscaras, capuzes, corpos sensuais, homens e mulheres, alegres ou tristes se exibindo no palco da vida; intrigante desafio à uma recriação do nosso mundo particular." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 771. Acervo FIEO. ITAUCULTURAL.



249 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - aquarela - 33 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1941 - Rio de Janeiro -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



250 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - litografia - 48/100 - 63 x 36 cm - canto inferior direito - 1984 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



251 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - litografia - P. A. - 38 x 50 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



252 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Flores e natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



253 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Na floresta - aquarela - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1944 - Rio Preto -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



254 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

"Crepúsculo dourado" - litografia - 116/200 - 61 x 81 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



255 - ITZCHAK TARKAY (1935)

"St. Germain" - serigrafia - 275/350 - 68 x 118 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e artista gráfico nascido em Subotica, fronteira da Iugoslávia e Hungria. Aos nove anos de idade, junto com sua família, foi para o campo de concentração Mathausen - Áustria, até ser libertado pelas Forças Aliadas e, em 1949, imigrou para Israel. Sua formação artística se iniciou na Academia de Arte de Bezalel (1951) onde foi aluno de Schuwartzman e, no Instituto de Arte Avni (1956) com Mokady, Janko, Schtreichman e Stematsky. Tem realizado inúmeras exposições e participado de vários Salões oficiais em Israel, Europa e Estados Unidos. www.parkwest-tarkay.com; artbrokerage.com; www.americanfineartgallery.com; artnet.com; askart.com.



256 - JOSÉ GOIANA (XX)

Barcos - litografia - P. A. - 54 x 74 cm - canto inferior direito -

José Goiana Leal ou simplesmente Zezito Goiana é arquiteto com vasta formação em arte e é um dos grandes colecionadores de arte no estado de Pernambuco. Em sua curta carreira como pintor (a partir de 1995) em contraponto com sua longa e bem sucedida trajetória como arquiteto (há mais de trinta anos), ficou internacionalmente conhecido por assinar projetos de hotéis famosos na região nordestina como os hotéis Mar Hotel e Atlante, em Recife, e os badalados resorts Summerville e Enotel que ficam nas praias de Porto de Galinhas. Realizou exposições individuais em Paris, Recife e São Paulo. www.dpnet.com.br; www2.uol.com.br; www.casaemercado.com.br.



257 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



258 - NAOTO KONDO (1965)

Composição - desenho a nanquim - 22 x 20 cm - dorso - 2004 -

Pintor nascido em São Paulo. Sua formação artística foi na FAAP. Expôs individualmente em: São Paulo (1999, 2002); Tóquio, Japão (1996 a 1998); Nagoya, Japão (1991). Participou de exposições coletivas e mostras oficiais em: São Paulo (1990 a 1992, 2000, 2001); Santos, SP (1991); Xangai, China (2000); Japão (1994 a 2000); Coréia do Sul (1995, 1996, 1999). Prêmios: São Paulo (1990, 1991, 2000); Japão (1999). www.pinacoteca.org.br.



259 - SÉRGIO RIZZI (XX)

"Curral (Chácara do Rosário) Itu" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -
Com dedicatória no dorso. -

Pintor com diversas participações em mostras coletivas e Salões oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 965; VOL. 4, PÁG. 948.



260 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Aldeia - serigrafia - 27/180 - 32 x 42 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



261 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Marinha - óleo sobre eucatex - 26 x 40 cm - canto inferior direito - 1950 - Itanhaém -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



262 - ARLINDO ORTOLANI (1912)

Pescador - óleo sobre eucatex - 26 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



263 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a carvão - 17 x 30 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



264 - CARLOS DE SÃO THIAGO LOPES (1923 - 1999)

"Jardim da Aclimação" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor, desenhista e aquarelista. Foi aluno de Adelaide Lopes Gonçalves Cavalcanti, Antonio Rocco e Tulio Mugnaini (1937-1942). Considerado um pintor realista de grande talento. Possui obras em diversas coleções nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 879. Acervo FIEO.



265 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Justiça - xilogravura - 18 x 20 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



266 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Tentações - xilogravura - 13 x 12 cm - assinado na matriz -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



267 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Figuras - desenho a nanquim - 28 x 40 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



268 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Canal - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



269 - IWAO NAKAJIMA (1934 - 2011)

Peneirando café - óleo sobre tela colada em eucatex - 21 x 12 cm - canto inferior direito -

Natural de Guma-Ken, Japão, onde nasceu a 9 de abril de 1934, permanecendo no Japão, onde fez estudos de pintura e desenho, até 1955, quando se transfere para o Brasil, como técnico em pintura sobre esmalte. É associado na APBA. Expõe individualmente a partir de 1982, e participa de coletivas a partir de 1974, inclusive no exterior. Em seu curriculum constam diversas premiações em certames oficiais. Faleceu em Embu das Artes em 3 de setembro de 2011. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág. 767



270 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Carlitos - litografia - 71/100 - 32 x 32 cm - canto inferior direito - 1971 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



271 - FRANCISCO CUOCO (1928 - 2006)

Figuras - óleo sobre eucatex - 14 x 11 cm - canto superior direito -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



272 - MADIANO TOMEI (1936 - 2002)

Composição - óleo sobre cartão - 51 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e restaurador, natural de Lucca, nascido a 13 de fevereiro de 1936. Transferiu-se para a Bélgica em 1946, onde fez seus estudos de arte na Academia Real de Belas Artes de Bruxelas. Expôs individualmente aos 16 anos. Fixou residência no Brasil a partir de 1957, em São Paulo. O artista segue os temas de trechos ferroviários, parques centrais, ruas e esquinas do Lavapés, perspectivas do cais do porto em Santos-SP. Quer por a sua pintura a serviço da arte figurativa, principalmente da obra construtiva do homem, da fisionomia tentacular das cidades. Coletivas a partir de 1955, inclusive internacionais. Individuais desde 1950. Recebeu diversos prêmios internacionais. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 657. Acervo FIEO.



273 - HENRIQUE ALVIM CORREA (1876 - 1910)

Soldados - aquarela e guache - 17 x 23 cm - canto inferior direito -

Trata-se simplesmente de um dos mais extraordinários desenhistas brasileiros do século passado. Rico, inteligente, culto e rebelde, instalou-se em Paris na adolecência, começando sua vida artística pintando academicas cenas de batalha, que logo abandona. Ingressa numa fase feminista que mais tarde se torna erótica, e depois pornográfica, utilizando a própria mulher como modelo. Ilustrou o livro "Guerra dos Mundos", de H. G. Well. Tornou-se precursor mundial do desenho de ficção científica, do design do séc. XXI, em plena virada do séc. XIX. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 279/ 280; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 593.



274 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Gato - serigrafia - 33/175 - 28 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



275 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Jangadeiros - guache - 27 x 36 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



276 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criadores de pássaros" - serigrafia - 98/250 - 65 x 46 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



277 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Porto - óleo sobre eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



278 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Nu - gravura - VIII - 24 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



279 - CABRAL (1948)

Paisagens - litografia - P. A. 13 - 67 x 50 cm - lado direito - 1989 -
Trabalho composto por três obras edição "BM & F" - São Paulo. -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



280 - TRINDADE LEAL (1927)

Na mangueira - gravura - P. A. - 38 x 25 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



281 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito ilegível - 1950 -



282 - JULIO PLAZA (1938 - 2003)

Composição - colagem - 40 x 59 cm - dorso -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



283 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Petrópolis" - óleo sobre tela colada em eucatex - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



284 - FRITZ - ANISIO OSCAR DA MOTA (1891 - 1969)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 18 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Desenhista, caricaturista e escultor. Publicou seu primeiro desenho na edição de 9 de julho de 1910 da revista carioca O Malho. Três anos mais tarde estreava, já utilizando o pseudônimo pelo qual ficaria conhecido, em Figuras e Figurões, com caricaturas em torno do marechal Hermes da Fonseca. Entre 1915 e 1940 foi colaborador de diversas publicações do Rio de Janeiro, como D. Quixote, Jornal do Brasil, A Manhã, Diário da Noite, O Globo, Paratodos, e O Tico-Tico (onde criou, de 1925 a 1930, a figura de Pirolito). Colaborou também para o jornal argentino La Prensa. PONTUAL, 227, História da Caricatura no Brasil, pág. 1308.



285 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 49/100 - 30 x 39 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



286 - JAYME XANDÓ (XX)

"Entregue" - xilogravura - 38/50 - 33 x 40 cm - canto inferior direito - 1982 -
No estado. -

Pintor e gravador ativo em São Paulo. JULIO LOUZADA.



287 - P. LICATTI (1910 - 1990)

Composição - óleo sobre cartão - 17 x 26 cm - canto inferior direito -

José Paulo LICATTI, nasceu em Taquaritinga, SP, a 5 de agôsto e faleceu na Capital-SP, onde era ativo, em 27 de outubro de 1990. Pintor e desenhista formado em 1935 na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Foi discípulo dos professores Antonio Rocco e Enrico Vio, da Real Academia de Napoli-Itália. A partir de 1939 LICATTI conquista diversas premiações, participando em diversas exposições no Brasil e no exterior. JULIO LOUZADA vol.11, pág.173



288 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Rua árabe - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



289 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Rapina" - litografia - 48/75 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



290 - SERGIO TELLES (1936)

No bar - litografia - P. A. IV/X - 26 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



291 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Índio - guache - 24 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



292 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 29 x 22 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



293 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

No circo - gravura - 9/30 - 27 x 18 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



294 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - múltiplo em acrílico - 22 x 6 x 14 cm - base -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



295 - WALTER ROCHA (1984)

Casas - entalhe em madeira - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e designer natural da Bahia. Autodidata. Com 22 anos, começou a criar esculturas, quadros, objetos de decoração e móveis utilizando materiais descartados pela natureza como troncos, galhos e folhas de árvores. www.walterdesignature.blogspot.com.



296 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Cavalos - litografia - 43/110 - 50 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



297 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Baiana - serigrafia - 66/150 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



298 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - litografia - 3/20 - 45 x 34 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



299 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Paisagem - xilogravura - 26 x 37 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



300 - VINCENZO CAPRILE (1856 - 1936)

Camponesa - reprodução - 83 x 36 cm - canto superior direito -

Pintor da Escola Italiana que nasceu em Nápoles, Itália. Foi aluno do Instituto de Belas Artes de Nápoles e participa de Salões e exposições oficiais, a partir de 1873. Possui obras em muitos museus da Europa. BENEZIT, VOL.2, PÁG. 509; ART PRICE; ARTNET.



301 - MICHEL SIMÃO (XX)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 18 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Benjamin Steiner, São Paulo - SP. -

Desenhista, caricaturista e artista gráfico que nasceu em Palma, MG. Seus pais eram libaneses. Estudou também em Faria Lemos, MG e em Carangola, MG. De volta para Palma, pintou alguns quadros e desenvolveu sua ação na caricatura, realizando diversas exposições nos estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sempre com muito sucesso. A grande aceitação dos seus trabalhos fez com que ele fosse para o Rio de Janeiro onde visitou a redação do jornal ‘O RADICAL’ que publicou as suas caricaturas. Estavam abertas as portas de vários outros jornais e revistas, como O Globo, Diário de Notícias, Diário da Noite, Diário Carioca, Revista da Semana e Esporte Ilustrado. Realizou várias exposições individuais em Niterói e no Rio de Janeiro; participou de muitas coletivas, sempre conquistando medalhas e prêmios, entre eles: o prêmio ‘Hour Concurs’ do Salão Carioca de Humor no Rio Design Center. Participou também do IV Salão Municipal de Belas Artes no Rio de Janeiro (1952). MEC VOL. 4, PÁG. 285; betometri.blogspot.com.br/2010/06/michel-simao-o-cartunista.html.



302 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Janela - serigrafia - 83/180 - 60 x 77 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



303 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Nu - escultura em bronze - 38 x 60 x 34 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



304 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - serigrafia - 13 x 23 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



305 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Festa junina - serigrafia - 39/130 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



306 - J. FERREIRA (1934)

Barcos - óleo sobre eucatex - 29 x 40 cm - canto inferior direito - 1971 -
Ex coleção Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, São Paulo - SP. -

Pintor. Assina J. Ferreira. Participou do XXXI Salão Paulista de Belas Artes, SP (1960); XI Salão de Belas Artes de Santos, SP (1970, 1971); XIX Salão de Belas Artes de Piracicaba, SP (1971), entre outras. JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 380; MEC VOL. 2, PÁG. 152.



307 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

São Cristóvão - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



308 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926)

Figuras - xilogravura - 27 x 23 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



309 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



310 - JORGE CRESTA GUINLE (1943 - XX)

"Paisagem cósmica (meu sonho)" - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Rio de Janeiro -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, RJ. Assinava J. Cresta Guinle e Cresta Guinle. Depois de uma primeira exposição, resultado de um autodidatismo sem conseqüência, voltou a expor, com excelentes resultados, 1973, em mostra coletiva. A esta altura já tinha recebido orientações de Roberto Magalhães. Desde então vem participando de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Rio de Janeiro (1976 a 1979, 1984); São Paulo (1977); França (1977, 1978, 1983); Salvador, BA (1978); Cataguases, MG (1978); Niterói, RJ (1979). Coletivas: Rio de Janeiro (1973, 1977 a 1980, 1983, 1995); São Paulo ( 1977 - Bienal Internacional; 1978- I Bienal Latino Americana); França (1979); Canadá (1982, 1983). Prêmios: Rio de Janeiro (1977 a 1980, 1983). DICIONÁRIO DE PINTORES BRASILEIROS - BOZANO SIMONSEN, VOL. 1, PÁG. 38; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 498, VOL. 8, PÁG. 379; VOL. 10, PÁG. 407.



311 - CABRAL (1948)

Álbum - litografia - 13/50 - cada 65 x 70 cm - canto inferior direito - 1996 -
Álbum composto por cinco litografias de Antônio Hélio Cabral com texto de Jacob Klintowitz. -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



312 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Figuras - desenho a caneta esferográfica - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -
Com estudos no dorso. -

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



313 - DAISY NASSER (1944)

Figura - escultura em bronze - 36 x 12 x 20 cm - assinado -

Escultora. Formação artística na Escola Panamericana de Arte, Escola Paulista de Decoração e na FAAP-SP. Frequentou o ateliê livre de escultura com Calabrone e Becheroni. Participou de diversas exposições coletivas e salões de arte, no País e no exterior, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 708/709



314 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



315 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



316 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 12 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



317 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 18 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



318 - ANTONIO DA COSTA JUNIOR (1945)

"Artesão oriental" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Pintor paulistano, nascido em 25 de maio de 1945. Iniciou sua carreira artística aos 5 anos, já revelando talento excepcional na aquarela. Aos 8 anos passa para a pintura a óleo. Ainda adolescente foi tomar aulas na APBA-SP, mas quando o ilustre mestre Innocêncio Borghese viu seus trabalhos, foi taxativo: "Continue sozinho, rapaz. O que você teria para aprender aqui já aprendeu por si." Expõe coletivamente desde 1970, possuindo obras nos acervos de diversas e importantes instituições brasileiras. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 542



319 - ESCOLA ORIENTAL, SÉC. XX

Gueixa - aquarela - 52 x 37 cm - não assinado -
Com estudos no dorso. -



320 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Casebre - óleo sobre cartão - 21 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



321 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Circo - serigrafia - 18/140 - 72 x 85 cm - canto inferior direito -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



322 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - desenho a crayon - 21 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



323 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 62 x 17 x 11 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



324 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Figura - desenho a carvão - 30 x 19 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



325 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



326 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15 x 13 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



327 - PAOLO RISSONE (1925)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



328 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Madonna - óleo sobre madeira - 44 x 34 cm - não assinado -



329 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Mulheres - desenho a nanquim - 25 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



330 - INOS CORRADIN (1929)

Barco - óleo sobre eucatex - 78 x 52 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



331 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Candomblé" - serigrafia - 72/200 - 44 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



332 - CANATO (1965)

"Madalena" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 2002 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em São Paulo. Formou-se em Comunicação Visual pela Universidade Mackenzie (1986). Frequentou o atelier de João Rossi (1984 a 1985) e lecionou pintura no Atelier Lecy Beltran (2000 a 2004). Foi membro do Conselho das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo (2006 a 2008). Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais. Foi premiado em São Paulo (1985, 2001, 2004); Amparo, SP (2000); Vinhedo, SP (2003); França (2000, 2002). ITAU CULTURAL; canatoarte.blogspot.com.br.



333 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Torso - escultura em bronze - 35 x 18 x 12 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



334 - AMÉLIA TOLEDO (1926)

Composição - aquarela - 51 x 72 cm - dorso -
Com etiqueta de Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Rua Bela Cintra, 1677, São Paulo - SP, no dorso. -

Natural de São Paulo, Capital, onde vive e trabalha. Pintora, gravadora, escultora e artesã de jóias, fêz aprendizado de pintura e desenho com Valdemar da Costa e Yoshiya Takaoka, em São Paulo. PONTUAL, pág. 523; MEC, vol. 4, pág. 404; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1137; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



335 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 87" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 1987 - São Paulo -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



336 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Maternidade - guache - 31,2 x 23,2 cm - canto inferior direito - década 1930 -
Com cópia de declaração de autenticidade firmada por Regina Gomide Graz. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



337 - OSWALDO TEIXEIRA (1905 - 1974)

Crucificado - desenho a nanquim - 35 x 25 cm - canto inferior direito - 1927 -

Nascido e falecido no Rio, participou de inúmeras mostras nacionais e internacionais, com várias premiações. Foi por vários anos diretor do MNBA do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 225; WALMIR AYALA vol.2, pág.373; MEC vol.4, pág. 378; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 577, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 227.



338 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Marinha - óleo sobre cartão - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



339 - ALDIR MENDES DE SOUZA (1914 - 2007)

"Perspectiva agrícola n° 26" - óleo sobre tela - 52 x 90 cm - dorso -

Pintor, desenhista, gravador e escultor. Ativo em São Paulo, onde participou da I BNAP (1966), SPAM (1966/7), SACC (1996/7), IX BSP (1967), com premiações. "A cor é o conteúdo e a forma na pintura de Aldir. A geometria ajuda-o a construir a cor, enquanto sua temática, seja ela a Geometria da Terra (o campo) ou a Geometria da Urbe (os edifícios), são formas, meros pretextos e, às vezes, intertextos, para a arquitetura de sua linguagem iconográfica. Se é com a cor que Aldir traça sua geometria, o produto obtido é uma geometria da cor". Alberto Beutenmüller, in18 CONTEMPORÂNEOS. Apresentação de J. Peter Cohn. São Paulo: Dan Galeria, 1987. PONTUAL, pág. 501; MEC, vol. 4, pág. 310/11; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA - MUSEU DE ARTE MODERNA / 1976; TEIXEIRA LEITE, pág. 18; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 349; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 40; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 252; Acervo FIEO.



340 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 19 x 24 cm - canto superior direito e dorso - 1980 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



341 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Bicho - desenho a nanquim - 52 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



342 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - guache - 22 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



343 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

O beijo - escultura em mármore - 20 x 14 x 20 cm - base -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



344 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

No sarau - desenho a lápis - 21 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



345 - HANS NOBAUER (1893 - 1971)

"Nicterói" - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1934 -

Johann Nobauer, pintor e desenhista nascido em Viena, Áustria e falecido no Brasil. Graduou-se na Escola de Belas Artes de Viena, serviu na I Guerra Mundial e quando começou a expor seus trabalhos foi designado, pelo governo da Áustria, para pesquisar a flora e a fauna do Brasil. Mais tarde ignorou os pedidos de retorno e por aqui se estabeleceu. Foi pintor ativo no Rio de Janeiro onde participou dos Salões Nacionais de Belas Artes de 1939 e 1941. Possui obra no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Exposições póstumas: Rio de Janeiro (1984); São Paulo (1984, 2008). MEC VOL. 3, PÁG. 264; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 228; TEODORO BRAGA PÁG. 226; ITAU CULTURAL; askart.com; artprice.com; christies.com; www.museuhistoriconacional.com.br.



346 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre eucatex - 25 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



347 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Vista do Rio com Pão de Açúcar - aquarela e guache - 18 x 28 cm - canto inferior direito - 1937 -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



348 - MARIA LEONOR APPE (1933)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 2012 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata.



349 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Cangaceiro - desenho a nanquim - 19 x 26 cm - canto superior esquerdo -
Imagem n° 694 do filme "O cangaceiro" de Lima Barreto, produzido pela Vera Cruz em 1952. Foram feitos aproximadamente 1.600 desenhos para a sequência do filme. Consta que foi a primeira vez na história do cinema que o filme todo foi desenhado, cena por cena. Além de desenvolver os figurinos e cenários, Carybé também foi diretor artístico e figurante neste filme que aborda aspectos, costumes, lances reais do sertão nordestino com boa dose de ficção.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



350 - HIPPOLYTE CAMILLE DELPY (1842 - 1910)

Pôr do sol - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador francês nascido em Joigny e falecido em Paris. Foi aluno de Daubigny e de Corot. Expôs no Salão de Paris a partir de 1869, na Exposição Universal de 1900 e na Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1886. Recebeu Menção Honrosa (1881, 1889); Medalha de 3º lugar (1884); Medalha de 2º lugar (1900). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 478; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 322; www.rehs.com; web.artprice.com; www.artcyclopedia.com; www.artnet.com; artist.christies.com; www.arcadja.com.



351 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre cartão - 32 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -
Ex coleção Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, São Paulo - SP. -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



352 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - desenho a caneta esferográfica - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 2/2/1976 -
Com dedicatória. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



353 - INOS CORRADIN (1929)

Família - escultura em cerâmica - 26 x 10 x 32 cm - base -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



354 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - desenho a nanquim - 25 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



355 - ELISEU D´ANGELO VISCONTI (1866 - 1944)

Paisagem - aquarela - 41 x 23 cm - canto inferior direito -

Considerado o maior pintor que trabalhou no Brasil, nasceu na Itália, mas fez sua formação artística na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Paris. Foi sucessivamente, realista, simbolista, adepto do Art Noveau e pós- impressionista, até chegar em algumas paisagens já quase no fim da vida, a uma síntese admirável de todos esses estilos e tendências. Sua obra-prima - e uma das obras- primas da arte brasileira de todos os tempos - é a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, principamente o friso do foyer, iniciado em 1914. TEODORO BRAGA, pág. 240/241; LAUDELINO FREIRE, págs. 515/ 133/ 151/ 510 e 512; BENEZIT, vol. 10, pág. 535; REIS JR., pág. 293 /300 /304 /371 /375/ 380/ 381/ 388/ 389; MEC, vol. 4, pág. 393; PONTUAL, pág. 543/544/545; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 422 e 423; MAYER/84, pág. 1252; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; LEONOR AMARANTE, pág. 42; Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 171.



356 - QUIRINO CAMPOFIORITO (1902 - 1993)

"Netuno" - óleo sobre madeira - 47 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - Niterói -

Pintor, desenhista, gravador, crítico, ilustrador, caricaturista e professor, natural da cidade de Belém-PA, e falecido em Niterói-RJ. Estudou pintura na ENBA-RJ, tendo como professores Modesto Brocos, João Batista da Costa, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Prêmio Viagem à Europa em 1929. Em Paris, estuda no Ateliê de Pongheon da Académie Julian e na Académie de La Grand Chaumière, até 1932. Em Roma, freqüenta o curso de pintura da Escola de Belle Arti e o curso de desenho do Círculo Artístico e da Academia Inglesa de Roma, entre 1932 e 1934. Participou do Núcleo Bernardelli, tornando-se seu presidente em 1942. Expôs individualmente por diversas vezes no Rio de Janeiro, participando de coletivas por diversas cidades brasileiras. "Se bem que o magistério e a atividade crítica tenham sem dúvida roubado ao artista tempo precioso, Campofiorito é autor de considerável bagagem, destacando-se como autor de vistas urbanas, estudos de nu e figuras, naturezas-mortas e alegorias, nas quais repercute muito intensa a influência de De Chirico e do Metafisicismo". LEITE, José Roberto Teixeira. REIS JR., pág. 382; TEODORO BRAGA, pág. 63; WALMIR AYALA, vol. 1, pags. 162 e 165; PONTUAL, pág. 103/104; TEIXEIRA LEITE, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 332; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; ARTE NO BRASIL, pág. 647; Acervo FIEO.



357 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Igreja da Glória - pastel - 31 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



358 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Figura - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



359 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Fez estudos artísticos em Florença e Paris. O artista participou da Bienal de Veneza e do Salão das Tulheries em Paris. Destacou-se como um dos nossos melhores paisagistas. TEODORO BRAGA, pág. 120; PONTUAL, pág. 3; REIS JUNIOR, pág. 380; MEC, vol. 1, pág. 36; WALMIR AYALA, vol. 1 , pág. 11; TEIXEIRA LEITE, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 580; ARTE NO BRASIL, pág. 777; ACERVO FIEO, pág. 998.



360 - LEOPOLDO GOTUZZO (1887 - 1983)

Flores - óleo sobre tela - 53 x 67 cm - canto inferior direito e dorso - 1941 - Rio -

Gaúcho de Pelotas, Gotuzzo foi pintor e desenhista. Estudou em Roma com Joseph Noel a partir de 1909. Permaneceu na Europa por vários anos, aperfeiçoando a sua arte em diversas cidades. Enviava suas obras para os Salões Nacionais, conquistando diversas premiações. Pintor de paisagens e nús, dedicou-se também ao retrato, inclusive a crayon. É artista que teve seu talendo reconhecido por todos os críticos de sua época, figurando em publicações especializadas. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 395; PONTUAL, pág. 247; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601.



361 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - litografia - 78/140 - 35 x 43 cm - canto inferior direito -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



362 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

"O pintor Arpad Szenes" - aquarela - 30 x 23 cm - canto superior direito - 1947 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



363 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Bailarina - escultura em bronze - 43 x 21 x 12 cm - não assinado -



364 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Maternidade - guache - 12 x 9 cm - canto superior esquerdo - 1978 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



365 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



366 - LEONEL MATTOS (1955)

"Casa dourada" - acrílico sobre tela - 90 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Leonel Rocha Mattos é natural de Coaraci, BA. Assina Leonel Mattos. Autodidata, começa a pintar em1971, tendo executado cartazes para peças de teatro, murais e painéis. Transferiu-se para São Paulo em 1984. Exposições individuais: Salvador, BA (, 1974, 1977, 1980, 1983, 1987, 1991, 1993, 1997, 1998, 2001 a 2004); São Paulo, SP (1986, 1987); Rio de Janeiro, RJ (1987). Coletivas: Salvador, BA (1971, 1977, 1979, 1980, 1982, 1983, 1984, 1985, 1988, 1989, 1994, 1997 a 1999, 2002); Londres, Inglaterra (1977); Recife, PE (1984, 1986); Rio de Janeiro, RJ (1985, 1988, 1989); São Paulo, SP (1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1995, 1996); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); Paraná (1985, 1986); Paris, França (1987, 1988); Goiânia,GO (1985, 1988, 1989); Belém, PA (1986); Belo Horizonte, MG (1985, 1986, 1987); São Félix, BA (1995). Prêmios: Salvador, BA (1975, 1977, 2004); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); São Paulo, SP (1975, 1985); São Félix, BA (1995). JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 713; vol.4, pág. 711. ITAU CULTURAL.



367 - WIM L. VAN DIJK (1915 - 1990)

Hora da ordenha - óleo sobre madeira - 40 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador holandês natural de Westmass, onde nasceu em 1/6/1915, e falecido em Petropolis, RJ, a 27/11/1990. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 344



368 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"A viúva de Boaz" - óleo sobre eucatex - 30 x 22 cm - canto superior esquerdo e dorso - 1956 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



369 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Meninos - desenho a nanquim e guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com dedicatória. -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



370 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Composição - óleo sobre cartão - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



371 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Náufragos - desenho a nanquim - 40 x 32 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



372 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Festa junina - óleo sobre madeira - 46 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 -
Com a seguinte dedicatória: "À minha amável Neusinha Rio 12/3/56". Com etiqueta da Galeria Nossa Senhora da Paz, Rua Visconde de Pirajá, 410 - Ipanema, Rio de Janeiro, no dorso. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



373 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - litografia - 76/140 - 37 x 44 cm - canto inferior direito - 1971 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



374 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 13 x 21 cm - canto inferior direito - 1976 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



375 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 0,93 x 0,75 m = 0,70 m². -



376 - PAULO VERGUEIRO LOPES DE LEÃO (1889 - 1964)

"Campagna" - óleo sobre madeira - 23 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, foi bolsista do Governo do Estado de São Paulo na Itália, Florença (1913). Estudou com Biloul, em Paris (1920). Exerceu diversos cargos públicos e privados ligado às artes, como a de Diretor da Pinacoteca de São Paulo, em 1939. Foi paisagista, retratista e pintor de história. TEIXEIRA LEITE, pág.289; JULIO LOUZADA vol.11, pág.179; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



377 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 17 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



378 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Estudo n° 7" - guache - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 1973 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



379 - JULIO LE PARC (1928)

Ondas - serigrafia - 95/100 - 34 x 23 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de Roberto Bilanceri Galleria d'Arte, Via Buozzi, 25 - Buggiano, Itália. -

Nasceu em Mendonza, Argentina. Escultor, pintor e gravador, entrou para a Escola de Belas Artes de Buenos Aires aos 15 anos onde estudou com Lucio Fontana. Vive e trabalha em Paris, desde 1958. Sua obra é um marco pioneiro dentro do contexto da arte cinética. Em 1960 participa da fundação do Grupo de Pesquisa de Arte Visual (GRAV) com Garcia - Rossi, Morellet, Sobrino, Stein e Yvaral. Exposições individuais: França (1966, 1996); Itália (1999, 2004); Brasil (2001, 2007); Suíça (2005); México (2006); Colômbia (2007). Coletivas: França (1963, 2000); Alemanha (1966); Argentina, Inglaterra (2000); Suíça (2006); Espanha, Itália, Brasil (2007); Estados Unidos (2008). Prêmios: França (1963); Itália (1963, 1966 - Bienal de Veneza); Argentina (1964); Espanha (1978); Equador (1987). BENEZIT, VOL. 6, PÁG. 590; www.artnet.com; www.nararoesler.com.br.



380 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Entre linhas" - acrílico sobre tela colado em madeira - 70 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



381 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Derrapagem" - serigrafia - 121/200 - 62 x 44 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



382 - MANINHA (XX)

Rosto - aquarela - 42 x 32 cm - canto inferior direito -

Natural do Estado do Amazonas, a pintora Maninha nunca teve a preocupação de agradar ou contrariar e usando de uma liberdade de expressão rara, suas produções são uma união explosiva de símbolos colhidos com naturalidade desconcertante. Realizou uma individual na Petite Galerie, RJ, em 1868, com crítica de Pietro Maria Bardi. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 574; MEC, vol. 3, pág. 47.



383 - SIL (1979)

Meninos jogando bolinha de gude - escultura em cerâmica - 33 x 23 x 24 cm - base - 2010 -

Maria Luciene da Silva Siqueira nasceu em Capela, Alagoas. Trabalhou como diarista no corte de cana até 2001, quando conheceu o ceramista João das Alagoas, de quem é discípula. Considerada o grande talento da escultura alagoana dos últimos anos, possui obras em galerias de Maceió, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. "EM NOME DO AUTOR" BETH LIMA E WALFRIDO LIMA; www.primeiraedicao.com.br; www.galeriapontes.com.br.



384 - NONATO (1949)

São Francisco - óleo sobre tela - 130 x 46 cm - canto superior direito e dorso - 1982 -

Escultor, gravador, pintor, desenhista e ceramista - Raimundo Nonato Coelho de Oliveira nasceu em São Miguel do Tapuio, PI. Assina Nonato. Seu pai era pedreiro e sempre deixava restos de tinta em sua casa. Era com esse material e outros adquiridos através da tabatinga, do urucum, da casca do angico e da nogueira que ele iniciou os primeiros traços. Viveu no Rio de Janeiro e em São Paulo de 1974 a 1976. Realizou diversas exposições individuais pelo Brasil e em Portugal. Participou de muitas mostras e Salões oficiais no Brasil, Itália, Portugal e Estados Unidos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 807; VOL. 10, PÁG. 640.



385 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série negra - desenho a nanquim - 41 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



386 - RENOT (1932)

"Pássaro na flora de Itaparica" - óleo sobre cartão colado em eucatex - 38 x 26 cm - canto superior direito - 1952/2008 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



387 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Macumba - óleo sobre cartão - 50 x 60 cm - centro inferior -
Risso. -



388 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



389 - SPENCER TUNICK (1967)

"Brazil 1" - fotografia - 25 x 20 cm - dorso -
Obra realizada na XXV Bienal de São Paulo, em 2002. Reproduzida no site http://arteducaoonline.blogspot.com.br. -

Spencer Tunick nasceu em Middletown - Nova York, EUA. Estudou Belas Artes no ‘Emerson College’ em Boston, fez um curso intensivo de fotografia no ‘International Center of Photography’ em Nova York e atualmente vive e trabalha no Brooklin, um bairro na mesma cidade. Desde 1992 trabalha com fotografia e vídeo sobre a figura humana nua em espaços públicos. Seus trabalhos mais importantes e que o fizerem reconhecido mundialmente são os projetos ‘Naked States’, que percorreu cinquenta estados americanos durante seis meses fotografando a população e ‘Nude Adrift’ onde visitou nove países em sete continentes, levando milhares de pessoas a se despirem em público. Em Barcelona conseguiu o maior número de pessoas de toda sua turnê - 7.000 pessoas se despiram para o artista. Antes desses ambiciosos projetos, fotografava nas ruas de Nova York, o que lhe rendeu cinco prisões por atentado ao pudor. Após estes episódios entrou com um processo na Corte Suprema dos Estados Unidos contra a prefeitura de Nova York para garantir sua liberdade de expressão artística, sua integridade física e a dos participantes. Seu trabalho faz parte do acervo de diversas galerias e museus em várias partes do mundo. Já esteve presente com suas instalações em diversas mostras e Salões oficiais como a 25ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo (2002) e a 1ª Bienal de Valencia, na Espanha (2001). spencertunick.com; web.artprice.com; artnet.com; sobredesign.wordpress.com.



390 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



391 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Cadeira - serigrafia - 116/180 - 61 x 80 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



392 - SOU KIT GOM (1973)

Natureza morta - óleo sobre tela - 61 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Iniciou na arte em 1986, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou Publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado, e em 1992 foi aluno do pintor Fang. Cursou gravura com Romildo Paiva em 1995. Participa de coletivas desde 1994, recebendo diversas premiações. Expõe individualmente desde 1995. Sobre a sua obra, assim tem se manifestado a crítica especializada: "Observar as obras de Sou Kit é um prazer para os olhos e um deleite para a alma que mergulha na energia criativa e se renova na renovação de cada pincelada, ritmo das linhas e pureza das formas". (Ivanir Pineda Sanches/1997); "A arte de Sou Kit Gom se caracteriza pelo equilibrio e harmonia de traços e cores e através dela ele é capaz de dar abundante vida à sua inspiração. "(Darcy Valente/1999). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 841



393 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Amazonas - escultura em bronze - 38 x 15 x 38 cm - base -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



394 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - aquarela - 29 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



395 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Figura - desenho a caneta tinteiro - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



396 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Rinha de galos - desenho a nanquim - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



397 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

"Paisagem de Paraty" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



398 - CHESTER EARLES (1821 - 1905)

"New Port" - desenho a lápis - 17 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1846 -

Pintor e desenhista inglês nascido em Londres e falecido em Melbourne - Victória, Austrália. Depois de ter iniciado sua carreira como pintor de miniaturas de retratos na Galeria Nacional de Londres, entrou para a Academia Real (1844 a 1863) e para a Sociedade dos Artistas Britânicos (1842 a 1863). Nesse período participou de muitas mostras oficiais nessa cidade. Esteve em Paris em 1846 para estudos. Em 1866 foi para Melbourne, Austrália onde viviam duas de suas irmãs. Lá também se casou e viveu até falecer. Trabalhou num banco, além de continuar expondo suas obras pela Austrália, Londres e Estados Unidos. BENEZIT VOL. 4; PÁG. 92; web.artprice.com; www.daao.org.au, www.artfact.com; www.artnet.com; www.arcadja.com.



399 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão - 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



400 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA (1952)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Esta obra participou da exposição do artista na Galeria Bonino, Rua Barata Ribeiro, 578 - Copacabana, Rio de Janeiro - em 1985, conforme convite no dorso. -

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



401 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Nu - desenho a nanquim e aguada - 32 x 40 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



402 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Figura - desenho a nanquim - 18 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



403 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Guerreiros - múltiplo em bronze - 40 x 20 x 5 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



404 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Cavalos - litografia - 33/100 - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - Paraguai - 1981 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



405 - TITO PELICCIOTTI (1872 - 1943)

No galinheiro - óleo sobre tela - 30 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor de gênero e de paisagem, representante da escola italiana de pintura. BENEZIT, vol. 8, pág. 199, COMMANDUCCI, vol. 4, pág. 2400, BOLAFFI, vol. 12, pág. 269.



406 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Paisagem - acrílico sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior direito -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



407 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

Composição - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1966 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



408 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - guache - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



409 - ÉLON BRASIL (1957)

"Metrópole paulista" - óleo sobre tela - d = 94 cm - dorso -

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.



410 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"O bule azul e caquis" - aquarela - 49 x 34 cm - canto superior esquerdo - 1994 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. - Esta obra participou da exposição Aquarela Brasil - México 1996, realizada no Museu Nacional de La Acuarela na Cidade do México. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



411 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

Composição - litografia - 7/8 - 65 x 45 cm - canto inferior direito - 1959 - Bahia -

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



412 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Jogo de Bocha" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



413 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Iaras - múltiplo em bronze - 10 x 7 x 28 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



414 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia off set - 32 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



415 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,30 x 0,80 m = 1,04 m². -



416 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Na estrada - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



417 - RUBEN ESMANHOTO (1954)

Flores - vinil encerado sobre tela - 80 x 20 cm - canto superior direito e dorso - 2012 - Curitiba -

Nasceu em Curitiba, PR, no dia 16 de fevereiro de 1954. Sobre a sua obra, assim se manifestou o consagrado e saudoso pintor Carlos Scliar, apresentando a exposição do autor na Galeria Paulo Prado, SP, em 1987: " O clima de cada pintor é estruturado lentamente no seu processo natural de amadurecer. Isso implica toda a sua vivência - tenha ou não consciência desse processo que é irrecorrível e irreversível. Mas tudo isso não basta se o artista não é alguém que saiba que talento não é suficiente e que o exercício de sua profissão se faz ao longo das 28 horas de cada dia. Ruben Esmanhotto sabe disso e vem trabalhando conscientemente com todas as certezas e dúvidas e teimosias necessárias. O resultado parcial aí está, pois é jovem. É mais do que um pintor novo que aponta. É sério e tem todos os elementos para se tornar um de nossos importantes artistas." JULIO LOUZADA. VOL, 10, pág, 768; ITAÚ CULTURAL.



418 - LUIZ VENTURA (1930)

"Galo mascarado" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



419 - BORJALO (1925 - 2004)

Figura - desenho a nanquim - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Caricaturista, Mauro Borja Lopes nasceu em Pitangui, MG. Em 1947 começou a trabalhar, na Folha de Minas, com caricaturas esportivas; a seguir , no Diário de Minas, com caricaturas políticas; no Rio de Janeiro, a partir de 1953, nas revistas: O Cruzeiro, A Cigarra e Manchete. Figurou também nas publicações estrangeiras: Washington Post, Sport Life, Stag, Picture Post, Sport et Vie, Sétimo Giorno, Aptonbladet e Combate. Participou do álbum Seis Desenhistas Brasileiros de Humor (1962) e foi premiado no Festival de Bordighere. Exposições coletivas: em 1997: São Paulo, Belo Horizonte e Campinas; em 1998: Brasília e Penápolis, SP. ITAÚ CULTURAL; MEC VOL.1, PÁG. 252.



420 - ATTILIO PRATELLA (1856 - 1932)

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - centro inferior -
Reproduzido no convite deste leilão.

Este excepcional pintor italiano nasceu em Lugo, na Romagni no dia 11 de abril de 1856. Ativo na cidade de Nápolis onde pintou fantásticas paisagens e marinhas de uma realidade sensível, suas obras muito apreceiadas, são disputadas em leilões realizados nas principais cidades da Europa. O autor consta do acervo de museus da Itália e outro países europeus. BENEZIT, vol. 8, pág. 472; MAYER/83, pág. 987; BOLAFFI, nº 12, pág. 280; ART PRICE ANNUAL/2000, pág. 2020.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - desenho a caneta hidrográfica - 14 x 20 cm - centro inferior - 1974 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



423 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Nu - escultura em bronze - 21 x 14 x 15 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



424 - DÉCIO VILARES (1851 - 1931)

Senhora - óleo sobre madeira - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1891 -

Pintor, retratista, fez da figura feminina o seu tema predileto. Criou a bandeira da República, substituindo o escudo pelo Cruzeiro do Sul e acrescentando o lema positivista " Ordem e Progresso" . Dedicou-se também à escultura. ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1060; PONTUAL, pág.542; MEC vol.4, pág. 478; TEIXEIRA LEITE, pág. 526; ITAÚ CULTURAL.



425 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Parque Anhembi" - desenho a nanquim e aquarela - 80 x 150 cm - canto inferior direito - 1971 - Rio de Janeiro -
Projeto arquitetônico e paisagístico do Palácio das Convenções do Parque Anhembi, São Paulo, realizado por: Roberto Burle Marx, paisagista, e Haruioshi Ono e José Tabacow, arquitetos associados. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



426 - CILDO MEIRELES (1948)

"Zero Dollar" - cédula em papel moeda - 7 x 16 cm -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1967. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969, na qual leciona entre 1969 e 1970. Seu trabalho se caracteriza pela diversidade de técnicas e suportes empregados - pintura, desenho, escultura, ambiente, happening, instalação, performance, fotografia, conjugando-os em múltiplas linguagens que discorrem sobre questões sociais e políticas JULIO LOUZADA vol. 11 pág . 207, ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 785; LEONOR AMARANTE, pág. 205.



427 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



428 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Passeio no campo - óleo sobre cartão - 23 x 30 cm - canto inferior direito -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



429 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Ex voto" - acrílico sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



430 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Retirantes - óleo sobre eucatex - 25 x 33 cm - canto superior direito e dorso - 1986 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com as seguintes etiquetas no dorso: a) Ateliê de Fulvio Pennacchi etiqueta n° 015.Ho435.86B e b) 5ª Seleção de Artistas Contemporâneos, mostra realizada pela Sociarte no Clube Atlético Monte Líbano - São Paulo - em 1986.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



431 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 74/130 - 33 x 72 cm - canto inferior direito - 2005 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



432 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 26 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



433 - INOS CORRADIN (1929)

Contorcionista - escultura em cerâmica patinada - 53 x 23 x 53 cm - dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



434 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 14 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



435 - SONYA GRASSMANN (1933 - 1997)

Moça - óleo sobre eucatex - 30 x 26 cm - canto inferior direito - 1966 -

Batizada Anne Marie Elisabeth Graesse, esta importante gravadora nasceu em Burgas, Bulgária , e faleceu em São Paulo. Era filha de pintor alemão e trapezista húngara. Veio para o Brasil em 1950, excursionando pelo país com uma trupe de luta livre. Em 1952, trabalha na Galeria Oxumaré em Salvador. Nesse ano, conhece o gravador e desenhista Marcelo Grassmann, casam-se e passam a viver em São Paulo. Por volta de 1962 começa a pintar; no entanto, é raro expor. Expõe em Individual, na Oficina de Arte, Porto Alegre, 1977; Individual, na Seta Galeria de Arte, São Paulo, 1982 e 1986; Individual, na Performance Galeria de Arte, Brasília, 1987; Coletiva, no Museu Banespa, São Paulo, 1994. "Existem artistas cuja produção, independem de sua vontade pessoal, desafia as verdades estabelecidas não por serem revolucionários ou inovadores. Às vezes, por parecerem distantes do processo histórico. Sonya Grassmann é uma dessas artistas. O seu trabalho é resultado de um imaginário no qual estão ausentes as referências da época, solicitações do século e, até mesmo, as preocupações típicas da sociedade de massa. O universo de Sonya é vagamente medieval. Estas imagens lembram uma Idade Média passada a limpo, vista de grandes sacadas de castelos idealizados. Tudo é particular, organizado e pesado de atmosfera cheia de intenções. Estas intenções podem ser românticas, mórbidas ou de expectantes. Alguma coisa está prestes a acontecer. Cada um percebe e recria a atmosfera que é mais afim." Jacob Klintowitz In: Sonya Grassmann. Brasília, Performance Galeria de Arte, 1987. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 439; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 229.



436 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Paisagem - aquarela - 33 x 25 cm - canto inferior direito - 1945 - Rio de Janeiro -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



437 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



438 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Justaposição XIV" - guache e colagem - 90 x 36 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



439 - ALEX CERVENY (1963)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 1994 -

Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny é desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Assina ALEX CERVENY. Dedica-se a narrar histórias em cada uma de suas criações, e não só através das ilustrações que realiza para livros infantis. Artista autodidata, recebe orientação sobre desenho e pintura de Valdir Sarubbi e gravura em metal de Selma Daffré, professores independentes. Seu trabalho reflete a importância e o gosto pelo constante deslocamento, de uma técnica a outra, de um material a outro, de uma linguagem a outra, resultando em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas e colagens que guardam, como ponto comum, uma forte linguagem narrativa. JULIO LOUZADA, VOL. 11 PÁG. 70 , ITAÚ CULTURAL.



440 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Marinha - óleo sobre cartão - 15 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 13-9-55 - Saquarema -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao amigo Daniel um abraço do José Pancetti". -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



441 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Esquina - aquarela - 32 x 41 cm - canto inferior direito - 1979 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



442 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim - 22 x 14 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



443 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Esfinge - escultura em bronze - 15 x 7 x 28 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



444 - ADILSON SANTOS (1944)

"Cabeça de Cristo" - óleo sobre tela - 34 x 26 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 12/1967 - Bahia -

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



445 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,67 x 0,95 m = 1,58 m². -



446 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Figura - desenho a nanquim - 19 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



447 - WIM L. VAN DIJK (1915 - 1990)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador holandês natural de Westmass, onde nasceu em 1/6/1915, e falecido em Petropolis, RJ, a 27/11/1990. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 344



448 - OTTONE ZORLINI (1891 - 1967)

"Porto de Gênova" - óleo sobre madeira - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1926 -

Pintor e escultor nascido na Itália e falecido em São Paulo, onde se radicou na década de 1920. Ottoni Zorlini destacou-se como paisagista e pintor de figuras, num estilo afim ao de Volpi e ao de outros ilustres componentes da hoje célebre Família Artística Paulista, cuja obra muito ajudou a difundir. MEC, vol. 4, págs. 534 e 535; PONTUAL, pág. 559; Catálogo de Pintores Italianos no Brasil, SOCIARTE/82; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



449 - MICHEL SIMÃO (XX)

Político - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1950 -
Ex coleção Benjamin Steiner, São Paulo - SP. -

Desenhista, caricaturista e artista gráfico que nasceu em Palma, MG. Seus pais eram libaneses. Estudou também em Faria Lemos, MG e em Carangola, MG. De volta para Palma, pintou alguns quadros e desenvolveu sua ação na caricatura, realizando diversas exposições nos estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sempre com muito sucesso. A grande aceitação dos seus trabalhos fez com que ele fosse para o Rio de Janeiro onde visitou a redação do jornal ‘O RADICAL’ que publicou as suas caricaturas. Estavam abertas as portas de vários outros jornais e revistas, como O Globo, Diário de Notícias, Diário da Noite, Diário Carioca, Revista da Semana e Esporte Ilustrado. Realizou várias exposições individuais em Niterói e no Rio de Janeiro; participou de muitas coletivas, sempre conquistando medalhas e prêmios, entre eles: o prêmio ‘Hour Concurs’ do Salão Carioca de Humor no Rio Design Center. Participou também do IV Salão Municipal de Belas Artes no Rio de Janeiro (1952). MEC VOL. 4, PÁG. 285; betometri.blogspot.com.br/2010/06/michel-simao-o-cartunista.html.



450 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Ciclistas V" - técnica mista - 65 x 65 cm - dorso -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



451 - GREGÓRIO GRUBER (1957)

"Série bodas de sangue" - gravura - 46 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, escultor e fotógrafo, nascido em Santos-SP. Filho do artista plástico Mário Gruber, em cujo atelier cursou litografia e fez estágio em artes plásticas e fotografia. Estudou desenho com Frederico Nasser -SP. Em Paris cursou desenho na Académie de la Grand Chaumière. Em 1976 recebeu o Prêmio de Melhor Gravador da APCA-SP. O Itaú Cultural-SP, produz filme sobre o artista (1992). JULIO LOUZADA vol.3, pág. 484; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



452 - INGRES SPELTRI (1940)

"Dom Quixote" - óleo sobre tela - 70 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



453 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Sereia - escultura em bronze - 21 x 23 x 6 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



454 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Porto - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



455 - SÍLVIO PLÉTICOS (1924)

Paisagem - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Sílvio Pléticos nasceu em Pula, Iugoslávia, atual Croácia. Estudou na Itália (1939, 1940) e na Iugoslávia - na Escola de Arte Aplicada de Zagreb (1947 a 1954) - onde também lecionou desenho e pintura (1954 a 1959). Mudou-se para Ribeirão Preto, São Paulo, fez sua primeira exposição individual em 1961 e atuou como professor na Faculdade de Artes Plásticas, em 1966. No ano seguinte, transferiu-se para Passo Fundo, Rio Grande do Sul, e ministrou aulas na Escola de Arte. Um ano depois, mudou-se para Florianópolis, Santa Catarina, onde lecionou no Museu de Arte até 1972. Ganhou uma retrospectiva de sua obra no Museu de Arte de Santa Catarina em 1986. Ilustrou, em 1993, o livro ‘As Anna Marias’, de Lindolf Bell. Realizou individuais em: Pula, Iugoslávia (1952); Ribeirão Preto (1961, 1965); Florianópolis, SC (1970, 1975 a 1978, 1981, 1982, 1986, 1997); Blumenau, SC (1970, 1986, 1995); Itajaí, SC (1979). Também participou de diversas coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 423.



456 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Maternidade - desenho a caneta esferográfica - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 9/11/1948 -
Com dedicatória. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



457 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 105/250 - 46 x 63 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



458 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Cavalos - xilogravura - 18 x 24 cm - canto inferior direito - 1952 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



459 - ANGEL CESTAC (1948)

Menina com boneca - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



460 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - aquarela - 37 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



461 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 17/25 - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



462 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosas - óleo sobre tela - 46 x 35 cm - canto inferior direito ilegível -



463 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 34 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



464 - RONALDO NORONHA (1938)

Marinha - óleo sobre tela - 53 x 61 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor e desenhista, o autor interpreta a natureza com sentimento poético próprio, afetivo e persuasivo, incisivo nos contrastes formais, porém com toques delicados e, revelando o mundo de modo único e inimitável. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 642.



465 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Estaleiro - óleo sobre tela - 39 x 77 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1970 -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



466 - SAMIRA DARWICHE (1945)

"Gladiolo" - óleo sobre tela - 58 x 58 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -
No estado. -

Nasceu em São Paulo. Pintora, gravadora e desenhista ativa em São Paulo. Expôs individualmente pela primeira vez em 1986 e coletivamente em 1984. Participou de exposições internacionais em 1977, 1978, 1986, 1989 e 1994. JULIO LOUZADA, vol.7, pág.204



467 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Natureza morta - litografia - P. A. - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, é hoje considerado um de nossos melhores pintores. Atingiu um estilo pessoal, figurativo, eminentemente lírico, baseado em um desenho livre e numa cor sensível. THEODORO BRAGA, pág. 54; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 99, 110 e 104; MEC, vol. 1, pág. 242; PONTUAL, pág. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 594. Acervo FIEO. -



468 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 21 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



469 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Cidade - serigrafia - 63/125 - 32 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



470 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Mariana - MG" - acrílico sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Pintor nascido no Japão. Naturalizou-se brasileiro. Após o término da guerra, imigrou com grande esperança para o Brasil, como técnico em cerâmica. Fixou residência em São Paulo, onde pinta desde 1969, tendo contato com Mabe e Takaoka. Foi selecionado para os salões SEIBI, de São Caetano, de São Bernardo, de Santo André e de Mauá. Em 2009 realizou exposição individual, como convidado, no Museu Barão de Mauá.



471 - PAULO BRUSCKY (1949)

"Compassos em A2" - serigrafia - 389/500 - 58 x 41 cm - centro inferior -
Com inscrições no dorso. -

Artista multimídia e poeta, Paulo Roberto Barbosa Bruscky nasceu em Recife, PE. No início da carreira, trabalhou com desenho, pintura e gravura. Posteriormente atuou em performances e na produção de livros de artista. Na década de 1960, iniciou pesquisa no campo da arte conceitual e, a partir de 1970, desenvolveu pesquisas em arte-xerox. Atuou no Movimento Internacional de Arte Postal (1973) sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lançou o Manifesto Nadaísta. Organizou duas exposições internacionais de arte postal no Recife (1975 e 1976). Realizou 30 filmes de artistas e videoarte entre 1979 e 1982, e começou a produzir videoinstalações em 1983. Criou, em 1980, o ‘xerox-filme’ com base em sequências xerográficas. Com a Bolsa Guggenheim de artes visuais recebida em 1981, residiu por um ano em Nova York. Nesse ano, expôs na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê foi integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal Internacional de São Paulo. Participou, entre muitas mostras oficiais, do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1984, 2001) e realizou várias exposições individuais. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 299; PONTUAL PÁG. 93; www.nararoesler.com.br; www.institutotomieohtake.org.br; www.fundacaobienal.art.br; www.mamam.art.br; web.artprice.com.



472 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Ouro Preto - xilogravura - P. A. - 26 x 37 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



473 - SAVÉRIO HENRIQUE CASTELLANO (1934)

"Artigo VI" - litografia - P. A. II/IV - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1991 -

Paulista de Sorocaba, onde nasceu em 29 de março. Gravador, estudou desenho com Poty Lazarotto em 1952, nos cursos do MASP. De 1955 a 1967, participou das aulas de gravura com Livio Abramo na Escola de Artesanato do MAM-SP. Fez diversos cursos ligados à sua formação profissional na FAAP-SP. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 1008.



474 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Orixá - xilogravura - 53 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



475 - TRINDADE LEAL (1927)

Figuras - xilogravura - P. A. - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



476 - CABRAL (1948)

Figura - litografia - 1/5 - 46 x 30 cm - canto inferior direito - 2004 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



477 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque D. Pedro II" - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



478 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

Paisagem com barcos - desenho a crayon - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1966 -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



479 - AGUILLAR NAVARRO (1917 - 1983)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Desde os 13 anos de idade, quando residia em Paris, percorria as ruas fazendo delas temas para os seus quadros, o que lhe permitiu realizar a primeira individual aos 16 anos. Sua trajetória artística foi acompanhada de várias exposições com uma série de premiações internacionais e reconhecimento pela crítica francesa. No Brasil, vários foram os prêmios, com menções nos Salões Paulista de Belas Artes. Suas telas retratam Paris ou o Brasil, onde as cores vibrantes irradiam toda a natureza. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 614; ACERVO FIEO, pág. 41.



480 - MOACIR ANDRADE (1927)

Flores - óleo sobre eucatex - 94 x 69 cm - canto inferior direito - 1967 - Manaus -

MEC 1/99



481 - ADRIANO GAMBIM (1983)

Menina oriental - sanguínea e crayon - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 2009 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



482 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figura - litografia - 9/100 - 36 x 33 cm - centro inferior -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



483 - ALEXANDER CALDER (1898 - 1976)

Composição - litografia - 37 x 27 cm - não assinado -
Esta litografia faz parte do álbum "Derriere de le miroer n° 141" edição Maeght Editions. -

Escultor e pintor americano que nasceu em Filadélfia e faleceu em Nova York. Seu avô e seu pai eram escultores e sua mãe, pintora. Formou-se engenheiro mecânico em Nova Jersey. Em 1923 foi para o ‘Art Student’s League’ ,Nova York, onde foi aluno, entre outros, de George Lucks e John Sloan. Divertia-se com seus amigos fazendo esboços rápidos de pessoas na rua, no metrô e destacou-se por sua habilidade em dar uma sensação de movimento usando uma única linha ininterrupta. Logo já estava construindo esculturas em arame, a primeira das quais - um relógio solar em forma de galo, feita em 1925. Concebeu brinquedos móveis para uma indústria e pequenas figuras de palhaços e animais com as quais fazia exibições de circo em seu ateliê. Foi para Paris e conheceu Joan Miró, Fernand Léger, James Johnson Sweeney e Marcel Duchamp. Ao longo dos anos 30 tornou-se conhecido em Paris e nos EUA por seus retratos e esculturas em arame, suas composições abstratas e deus desenhos. Em 1931 integrou-se ao grupo ‘ Abstration-Création’ com Jean Arp, Mondrian e Jean Helion, produzindo sua primeira construção móvel não figurativa. Tais construções eram movimentadas por motores ou pela mão e receberam de Marcel Duchamp o nome de ‘móbiles’, em 1932; Arp sugeriu para todas as demais construções o nome de ‘stábiles’. A partir de 1934 começou a construir móbiles não motorizados. Foram realizadas retrospectivas de suas obras em: Springfield - Massachussetts, EUA (1938); Museu de Arte Moderna de Nova York, EUA (1943); Museu Guggenheim de Nova York, EUA (1964); Fundação Maeght, Saint Paul de Vence, França (1969); Museu Whitney de Arte Americana, Nova York, EUA (1976). Produziu também muitas obras públicas, realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais, inclusive no Brasil. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 2, PÁG. 455; DICIONÁRIO OXFORD; www.calder.org; www.nga.gov; www.gagosian.com; www.britannica.com; www.tate.org.uk; artnet.com; web.artprice.com.



484 - EDU DAS ÁGUAS (1937)

"Jogos da paz" - óleo sobre cartão - 20 x 30 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro, 2011 -

Edu das Águas, pseudônimo artístico de Eduardo Marques de Jesus, artista plástico nascido em São Paulo, que se dedica à pintura há mais de 55 anos. Atuou como ilustrador, diretor de arte e chefe de criação em inúmeras agências de publicidade na capital paulistana. Nos últimos anos participou de diversas exposições. Suas obras fazem parte de coleções individuais de importantes artistas da música popular brasileira como: Milton Nascimento, Maria Betânia, Zélia Duncan, Caetano Veloso, entre outros e de inúmeras coleções particulares no Brasil, Estados Unidos. Tem obras também no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, localizado na Assembleia Legislativa do Estado - ALESP. Ilustrou o livro do Centenário do Bairro da Casa Verde - São Paulo - SP, lançado em julho de 2013.



485 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Casario - aquarela - 9 x 13 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



486 - DIMITRI ISMAILOVITCH (1898 - 1976)

Composição - desenho a lápis de cor - 33 x 49 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com dedicatória. -

Pintor russo, estudou em 1918 e 1919 na Academia de Belas Artes da Ucrânia, e em 1927 radicou-se no Rio de Janeiro, tendo participado de diversas exposições individuais e salões oficiais. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. TEODORO BRAGA, pág. 123; REIS JUNIOR, pág. 379; PONTUAL, pág. 274; MEC, vol. 2, pág. 367; ITAÚ CULTURAL.



487 - CONCEIÇÃO MONTE CARMELLO (XX)

Flores - óleo sobre eucatex - 25 x 38 cm - canto inferior direito -

Conceição Huppert Monte Carmello é radicada em São Paulo, onde participou de muitas exposições e Salões oficiais como: XXXII Salão Paulista de Belas Artes, SP (1967); XIX Salão de Belas Artes de Piracicaba, Piracicaba – SP (1971). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 752.



488 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

Composição - litografia off set - 50 x 50 cm - centro inferior - 1974 -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



489 - ADILSON SANTOS (1944)

Figura - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1972 -
Série "Espera". -

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



490 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Paisagem - gravura - P. A. - 21 x 24 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



491 - JOÃO CAMARA (1944)

Mulher - litografia - P. P. IV/XIX - 50 x 35 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



492 - PEDRO ANTONIO MARTINEZ EXPÓSITO (1886 - 1965)

Menina - óleo sobre tela - 32 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Almería, Espanha e falecido no Brasil. Assina Pedro Antonio. Realizou seus estudos artísticos sob a orientação de Lopez Mesquita, em seu país, por volta de 1930. Transferiu-se para a Argentina, onde realizou exposições individuais em Buenos Aires (1931, 1935), Mendonza (1935), San Juan (1936), Córdoba (1936), Rosário (1936). Em 1934 realizou ainda uma exposição em Miami, EUA, ao lado de Soria Aldo. Residindo no Brasil, a partir de 1936, expos individualmente no Rio de Janeiro (1944, 1946) e em São Paulo (1937, 1938). Participou do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1937, 1939, 1940, 1942, 1943, 1945, 1947, 1949, 1951 a 1954) e do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1944). Foi premiado em São Paulo (1939) e no Rio de Janeiro (1944). Trabalhou também como correspondente da revista Boletim de Belas Artes, com sede no Rio de Janeiro. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 733; MEC VOL. 2, PÁG. 118; artfact.com.



493 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Flores - aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



494 - SELMA SIL (1942)

Flores - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Batizada Selma Nair Diana Alcantara Silveira, nasceu na cidade de São Paulo-SP, no dia 5/10/1942. Foi aluna de Olga Fiorini na Escola Nacional de Desenho. Estudou pintura com Rios Pinto, Francisco Gallotti e Miguel Palias Lopes. Participa de exposições coletivas desde 1978. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 896



495 - REGINA SILVEIRA (1939)

Figuras - xilogravura - 4/200 - 22 x 27 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, pintora e ilustradora, a artista nasceu em Porto Alegre, RS. Formada pelo Instituto de Belas Artes da UFRGS. Aperfeiçoou-se em pintura com Iberê Camargo, xilogravura com Francisco Stockinger e litogravura com Marcelo Grassmann. Participa de coletivas a partir de 1958, ganhando notoriedade nacional. "Esta arte séria de REGINA SILVEIRA representa um dos resultados mais modernos da criação no Rio Grande do Sul. Ela alcança resultados, que explorados em toda a sua profundidade e riqueza, contribuirão decisivamente para a nossa compreensão do mundo moderno e do drama de consciência em que vivemos." (Carlos Scarinci, Diretor do Museu de Arte do RS). JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1063; RGS, pág. 413; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 308, Acervo FIEO.



496 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Surreal - litografia - 86/100 - 34 x 44 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



497 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Figuras - desenho a lápis - 42 x 32 cm - canto inferior direito -

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



498 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 44 x 65 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



499 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior direito - 1970 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



500 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - litografia - 199/250 - 24 x 18 cm - centro inferior - 1997/1998 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



501 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Violeiro - gravura - 157/200 - 39 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



502 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

"Ventos da primavera" - litografia - 112/200 - 61 x 80 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



503 - LEVINO FANZERES (1884 - 1956)

Vila de pescadores - óleo sobre cartão - 23 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, ambas no Rio de Janeiro, recebendo nesta última, orientação de Zeferino da Costa e de João Batista da Costa. Excepcional colorista, interpreta com sentimento e honestidade o momento da natureza que se propõe a retratar, e sempre com admirável êxito. TEIXEIRA LEITE, pág.190; PONTUAL, pág.201; JULIO LOUZADA vol.2, pág.387; ITAU CULTURAL.



504 - JOÃO CAMARA (1944)

Figuras - litografia - P. I. - 24 x 18 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



505 - ROBERTO GANEM (XX)

Amazonas - óleo sobre tela - 74 x 94 cm - canto inferior direito - 1990 -

O artista plástico Roberto Ganem, cujo nome completo é José Roberto Carneiro, é formado em arquitetura na USP, artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes; participou de diversos cursos de cinema; bem como se dedicou, por vários anos, às pesquisas em cenografia e efeitos especiais. Ganem escreveu e ilustrou livros como: "Al Tarik - A certeza de não estar só"; "Senk Rá - Perigosa busca na terra dos incas"; e "Sadmani - A real magia das amazonas". Participou do Salão Paulista de Belas Artes, SP em 1980. ITAU CULTURAL; www.autvis.org.br/galeria/ver/id/20/Roberto_Ganem.



506 - MONICA BARKI (1956)

Composição - serigrafia - 107/120 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintora, gravadora, fotógrafa, designer e professora nascida no Rio de Janeiro. Estudou artes com Ivan Serpa e Bruno Tausz entre 1968 e 1976. Graduou-se em Comunicação Visual e em Artes Plásticas pela PUC/RJ em 1980. Entre 1980 e 1982 cursou litografia com Antônio Grosso e, em 1986, cerâmica com Celeida Tostes e pintura com Luiz Aquila na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Realizou muitas exposições individuais, participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1991). Recebeu prêmios em: Belo Horizonte, MG (1977); Florianópolis, SC (1979); Curitiba, PR (1981). Foi realizada,no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram (2011/2012), uma exposição retrospectiva sua e foi lançado o livro ‘Monica Barki - Arquivo Sensível’. ITAU CULTURAL; www.monicabarki.com.br; www.museus.gov.br.



507 - SERGIO RENATO YPLINSKY (1947)

Meninas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Araxá, MG, no dia 20/2/1947. A sua pintura, de tendência impressionista, evoca o paisagismo, os costumes e os interiores de seculares catedrais do velho mundo. Expõe individualmente a partir de 1969, participando de coletivas a partir de 1976, com diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 360.



508 - ROBERTO DE LAMONICA (1933 - 1995)

Cabras - xilogravura - 5/7 - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1953 -

Gravador, pintor e professor. Inicia seus estudos na Escola de Belas Artes de São Paulo. Trabalha no Museu de Arte de São Paulo sob orientação de Poty e Darel; mais tarde, estuda gravura com Renina Katz. Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e estuda com Orlando da Silva no Liceu de Artes e Ofícios. No ano seguinte, aperfeiçoa-se com Johnny Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1963, é convidado para lecionar na Escola de Belas Artes de Minneapolis, Estados Unidos. Em 1965, recebe a Bolsa Guggenheim e, no ano seguinte, vai para Nova York onde leciona gravura em várias instituições, como a New School for Social Research e a Art Students League. De 1982 a 1984, dirige o atelier de gravura da Universidade de Sydney. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 521.



509 - VERA CHAVES BARCELLOS (1938)

Composição - xilogravura - XXII - 31 x 26 cm - canto inferior direito -

Gravadora e artista multimídia, nasceu em Porto Alegre-RS. Cursou o Instituto de Belas Artes da sua cidade em 1959/1960. Frequentou diversos cursos de arte na Europa, para onde viajou em 1961, destacando-se o de litografia na Central School of Arts Crafts e na Sain Martinis School em Londres. Em Paris teve aulas de pintura na Academia de la Grand Chaumiere. Em Roterdam, Holanda, aperfeiçoou-se em desenho, pintura e gravura na Academie San Berdende Kunsten. No Brasil, a partir de 1962, estudou lito com Marcelo Grassmann e pintura com Iberê Camargo. Expõe individualmente a partir de 1962 e coletivamente desde 1963, nos salões oficiais, com premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 94; RGS, pág. 481.



510 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

São Francisco - serigrafia - P. A. - 43 x 28 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



511 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 18 x 27 cm - canto inferior direito - 1960 - Santo Amaro -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



512 - ANNA DUBSKY (XX - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, Anna Haupt Dubsky nasceu em Viena, Áustria. Assinava A. Dubsky. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre eles, o Salão de Belas Artes de Piracicaba (1981) realizado na Casa das Artes Plásticas 'Miguel Dutra' em Piracicaba, SP. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 117.



513 - ELISABETH NOBILING (1902 - 1975)

Bailarinos - gravura - 6/25 - 37 x 37 cm - canto inferior direito -

Olga Elisabeth Magda Henriette Nobiling, escultora, ceramista, desenhista e professora, nasceu em São Vicente, SP, e faleceu em São Paulo, SP. Em 1923 ingressou na Universidade de Colônia, Alemanha, matriculando-se nos cursos de Filosofia, História e História da Arte. Em 1927 iniciou seus estudos de escultura em Munique, na Baviera. Entre 1929 e 1930, foi admitida na Academia de Belas Artes da Universidade de Berlim, pela apresentação do seu trabalho Cabeça de Gertrude, tornou-se aluna especial. Além disso, teve aulas com Edwin Scharff e Klipech. Voltou ao Brasil em 1934, integrou o’ Grupo dos Sete’ com Victor Brecheret, Rino Levi, Yolanda Mohalyi, Regina Graz, Jonh Graz e Antonio Gomide. Em 1938, freqüentou cursos de cerâmica em Viena, Áustria. Realizou exposições individuais em São Paulo (1936, 1944, 1948) e participou de coletivas em: São Paulo (1937 a 1939, 1941, 1947, 1949 a 1951 - 1ª Bienal Internacional, 1952, 1953 - 2ª Bienal Internacional, 1954, 1961, 1962); Rio de Janeiro (1952); Paris (1952, 1955, 1957). Foi premiada na 1ª Bienal Internacional. ITAU CULTURAL; MEC, VOL.3, PÁG. 265; PONTUAL, PÁG. 385; monumentos.art.br.



514 - CARLOS ALBERTO FLOSI (XIX - XX)

Colhendo uvas - óleo sobre tela - 78 x 53 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor com diversas participações em coletivas e mostras oficiais como: Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1913); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1952, 1963). Foi premiado com Medalha de Bronze no Salão de Belas Artes de 1963. ITAUCULTURAL; MEC VOL. 2 PÁG. 181.



515 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Pescadores - xilogravura em cores - Prova I - 21 x 33 cm - canto inferior direito - 1957 -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



516 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Figuras - xilogravura - 18 x 12 cm - assinado na matriz -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



517 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Casario - gravura - P. A. - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



518 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Marinha - óleo sobre cartão - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



519 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Arredores da Luz" - óleo sobre tela - 45 x 53 cm - canto inferior direito - 1950 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



520 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Rosto - litografia - P. A. V/VIII - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



521 - FRANCISCO CAVALCANTE (XX)

Passeando no bosque - serigrafia - 41 x 56 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador. Participou de exposições individuais e coletivas. Aderiu ao primitivismo como forma de exprimir a sua Arte.



522 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Jardim - gravura - 80/100 - 14 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



523 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Paisagem - xilogravura em cores - P. A. - 45 x 33 cm - canto inferior direito - 1964 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



524 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 61/200 - 44 x 61 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



525 - RENATO CATALDI (1909 - 1981)

Barcos - óleo sobre eucatex - 15 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor. Participou com freqüência de certames como o Salão Nacional de Belas Artes, onde obteve várias premiações. MEC, vol. 1, pág. 390; JULIO LOUZADA- vol. 1, pág. 237 e vol. 11, pág. 63



526 - JAIME YESQUENLURITTA (1939)

"Verão" - serigrafia - 98/110 - 55 x 75 cm - canto inferior direito - 1989 -

Jaime Yesquénluritta nasceu em Chiclayo, Peru e em Lima iniciou seus estudos de arte. Assina Yesquénluritta. Fixa-se em São Paulo, Brasil onde foi aluno de Luigi Zanotto, Donato Ferrari e João Rossi. Na Alemanha trabalha no ateliê de Almir Mavignier. Exposições individuais: São Paulo, SP (1966, 1967, 1969, 1970, 1979, 1980, 1981, 1983, 1988, 1990, 1992, 1994); Espanha (1973); Canadá (1976, 1977); Suíça (1977, 1978, 1989); Alemanha (1977). Coletivas: São Paulo, SP (1963 a 1971, 1973, 1975, 1979, 1982, 1983, 1993 – 9ª, 10ª, 12ª e 13ª Bienais Internacionais); Campinas, SP (1965, 1969, 1971); Belo Horizonte, MG (1965); Rio de Janeiro, RJ (1966, 1978, 1980); Salvador, BA (1966, 1969); Jundiaí, SP (1971); Santos, SP (1968, 1971); Brasília, DF (1966); Espanha (1977); Estados Unidos (1993, 1994). JULIO LOUZADA, VOL. 7, PÁG. 755. ITAU CULTURAL.



527 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



528 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - 77/100 - 51 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



529 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Cavaleiros - óleo sobre tela - 62 x 106 cm - canto inferior direito -
Assinado Garin. -



530 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Rosto - litografia - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



531 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

No quintal - aquarela - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



532 - JULIO PLAZA (1938 - 2003)

Composição - colagem - 40 x 59 cm - dorso -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



533 - CABRAL (1948)

Rosto - monotipia - 32 x 50 cm - canto inferior direito -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



534 - FRITZ - ANISIO OSCAR DA MOTA (1891 - 1969)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 17 x 17 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Desenhista, caricaturista e escultor. Publicou seu primeiro desenho na edição de 9 de julho de 1910 da revista carioca O Malho. Três anos mais tarde estreava, já utilizando o pseudônimo pelo qual ficaria conhecido, em Figuras e Figurões, com caricaturas em torno do marechal Hermes da Fonseca. Entre 1915 e 1940 foi colaborador de diversas publicações do Rio de Janeiro, como D. Quixote, Jornal do Brasil, A Manhã, Diário da Noite, O Globo, Paratodos, e O Tico-Tico (onde criou, de 1925 a 1930, a figura de Pirolito). Colaborou também para o jornal argentino La Prensa. PONTUAL, 227, História da Caricatura no Brasil, pág. 1308.



535 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 82/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



536 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - desenho a nanquim e guache - 13 x 22 cm - canto inferior direito - 1961 -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



537 - P. LICATTI (1910 - 1990)

Composição - óleo sobre cartão - 17 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

José Paulo LICATTI, nasceu em Taquaritinga, SP, a 5 de agôsto e faleceu na Capital-SP, onde era ativo, em 27 de outubro de 1990. Pintor e desenhista formado em 1935 na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Foi discípulo dos professores Antonio Rocco e Enrico Vio, da Real Academia de Napoli-Itália. A partir de 1939 LICATTI conquista diversas premiações, participando em diversas exposições no Brasil e no exterior. JULIO LOUZADA vol.11, pág.173



538 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Mercado árabe - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



539 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Cavalo - serigrafia - 51/80 - 28 x 35 cm - canto inferior direito - 1979 -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



540 - SERGIO TELLES (1936)

Na praia - técnica mista - 22 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



541 - BENIAMINO PARLAGRECO (1856 - 1902)

Paisagem - óleo sobre cartão - 19 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista italiano, tendo realizado sua formação artística em Nápoles, veio fixar-se no Rio de Janeiro em 1895, onde morreria de febre amarela. Já em 1898 conquistava a medalha de outro no Salão Nacional de Belas Artes. Encontram-se obras suas no Museu Nacional de Belas Artes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Obras de sua autoria são raríssimas e grandemente disputadas. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; THEODORO BRAGA, pág. 183; WALMIR AYALA, vol.2, pág.57; PONTUAL, págs. 386 e 406; ARTE NO BRASIL.



542 - INGRES SPELTRI (1940)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 50 x 70 cm - centro inferior e dorso -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



543 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Circo - gravura - 10/30 - 27 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



544 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Jogador - gravura - E/A - 10 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



545 - LIVROS



1) "NELSON FELIX". GLÓRIA FERREIRA ET AL. RIO DE JANEIRO: CASA DA PALAVRA, 2001.
2) "REMBRANDT E A ARTE DA GRAVURA". CATÁLOGO. BRASÍLIA: SÃO PAULO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, 2002.
3) "RAOUL DUFY: O PINTOR DA VIDA MODERNA". CATÁLOGO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 1999.
4) "MARIO MERZ". DANILO ECCHER (CUR.). SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 2003.
5) "TOMIE OHTAKE: NA TRAMA ESPIRITUAL DA ARTE BRASILEIRA". PAULO HERKENHOFF (CUR.). SÃO PAULO: INSTITUTO TOMIE OHTAKE, 2004.
6) "PAULO PASTA: A PINTURA É QUE É ISTO". TADEU CHIARELLI (CUR.). CATÁLOGO. PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2013.



546 - LEYA MIRA BRANDER (1976)

"Quero vinho e você" - gravura - 15 x 10 cm - não assinado -

Gravadora nascida em São Paulo, onde vive. Trabalha com gravura em metal desde os dezessete anos. Nunca fez uma edição de gravuras. Seu interesse é criar algo absolutamente novo com cada gravura numa pesquisa infinita de possibilidades de gravação. Recentemente está à procura de combinar gravura com escultura. Expôs individualmente em: Medellín, Colômbia (2007); Nova York, EUA (2009); São Paulo (2011) e participou das seguintes mostras oficiais em: Estocolmo, Suécia (2007); Lisboa, Portugal (2010); São Paulo (2008 -28ª Bienal Internacional de São Paulo, 2009, 2012). www.summeracademy.at; www.pinacoteca.org.br.



547 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Esperando - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



548 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - gravura - 48/50 - 41 x 59 cm - canto inferior direito - 1967 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



549 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Trabalhadores - técnica mista - 100 x 62 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



550 - TRAN MINH THO (1922 - 1993)

"O grande mercado" - óleo sobre madeira - 132 x 162 cm - canto inferior direito -
Díptico. -

Vietnamita da cidade de Cholon, onde nasceu a 15 de maio. Adotando o gênero figurativo-abstrato, o artista possui uma técnica exótica, mas não um exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado, e sim uma pintura onde a natureza, o homem e as implicações da natureza e das relações sociais da produção transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todos o seu colorido, ritmo e movimento. Expõe individual e coletivamente a partir de 1965, inclusive no exterior, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 978



551 - MICHEL SIMÃO (XX)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Benjamin Steiner, São Paulo - SP. -

Desenhista, caricaturista e artista gráfico que nasceu em Palma, MG. Seus pais eram libaneses. Estudou também em Faria Lemos, MG e em Carangola, MG. De volta para Palma, pintou alguns quadros e desenvolveu sua ação na caricatura, realizando diversas exposições nos estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sempre com muito sucesso. A grande aceitação dos seus trabalhos fez com que ele fosse para o Rio de Janeiro onde visitou a redação do jornal ‘O RADICAL’ que publicou as suas caricaturas. Estavam abertas as portas de vários outros jornais e revistas, como O Globo, Diário de Notícias, Diário da Noite, Diário Carioca, Revista da Semana e Esporte Ilustrado. Realizou várias exposições individuais em Niterói e no Rio de Janeiro; participou de muitas coletivas, sempre conquistando medalhas e prêmios, entre eles: o prêmio ‘Hour Concurs’ do Salão Carioca de Humor no Rio Design Center. Participou também do IV Salão Municipal de Belas Artes no Rio de Janeiro (1952). MEC VOL. 4, PÁG. 285; betometri.blogspot.com.br/2010/06/michel-simao-o-cartunista.html.



552 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Ouro Preto - gravura - 47 x 33 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



553 - LUIZ ANTONIO DA SILVA (1935)

Fábrica de telhas - escultura em barro - 49 x 20 x 39 cm - base -
No estado. Reproduzido na página 193 do livro "Em nome do autor: artistas e artesãos do Brasil" de Beth Lima e Valfrido Lima. -

Escultor, natural de Alto do Moura/PE. Conviveu diretamente com Mestre Vitalino que o orientou por toda vida. Luiz Antonio diz que modela "as coisas que vê por aqui, nas revistas e na televisão". Essa temática o diferencia hoje dos demais artesãos de Alto do Moura e explica a grande procura pelos seus trabalhos. Hoje o artista atingiu um nível de esmero em suas peças, com cores vibrantes, e orgulha-se em mostrar a peça "Fábrica de Telhas", com a qual ganhou o concurso da comemoração dos 145 anos de Caruaru.



554 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"A fivela" - serigrafia - 42/50 - 40 x 50 cm - centro inferior - 1971 -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



555 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Capa para a revista Para Todos" - desenho a nanquim e guache - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



556 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Figura - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1923 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



557 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"São Francisco" - óleo sobre tela - 74 x 54 cm - canto inferior direito e dorso -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



558 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926)

Adão e Eva - xilogravura - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



559 - ROBERTO DE LAMONICA (1933 - 1995)

"Jyz. 4 5/2 & War. 1" - gravura - 56/100 - 35 x 30 cm - canto inferior direito - 1965 -

Gravador, pintor e professor. Inicia seus estudos na Escola de Belas Artes de São Paulo. Trabalha no Museu de Arte de São Paulo sob orientação de Poty e Darel; mais tarde, estuda gravura com Renina Katz. Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e estuda com Orlando da Silva no Liceu de Artes e Ofícios. No ano seguinte, aperfeiçoa-se com Johnny Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1963, é convidado para lecionar na Escola de Belas Artes de Minneapolis, Estados Unidos. Em 1965, recebe a Bolsa Guggenheim e, no ano seguinte, vai para Nova York onde leciona gravura em várias instituições, como a New School for Social Research e a Art Students League. De 1982 a 1984, dirige o atelier de gravura da Universidade de Sydney. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 521.



560 - JOÃO JOSÉ VAZ (1859 - 1931)

Barcos - óleo sobre madeira - 18 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor e decorador de igrejas, palácios e teatros. Natural de Setubal, Portugal. Foi discípulo de Anunciação e Silva Porto. Participou com pintura a óleo e aquarela nas Exposições da Sociedade Promotora de Belas Artes, do Grêmio Artístico, do Grupo Leão e da Sociedade Nacional de Belas Artes onde foi premiado em 1915 e 1916. Em 1949 foi-lhe erigido um monumento em Setubal. Possui obras em vários museus de Portugal. FERNANDO DE PAMPLONA PÁG. 166 E 167; BENEZIT VOL.10, PÁG.414; arcadja.com.



561 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 31 x 21 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



562 - HENRIQUE MANZO (1896 - 1982)

Copos de leite - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Moldura no estado. -

Pintor, desenhista, professor e cenógrafo que nasceu em São Bernardo do Campo, SP e faleceu em São Paulo. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e posteriormente foi aluno de Alfredo Norfini. Em 1922, participou da fundação da Sociedade Paulista de Belas Artes. Em paralelo às artes plásticas, atuou como cenógrafo, trabalhando para Ana Pavlova, Procópio Ferreira, Froes e para a Companhia Elsa Garide, além de realizar muitos gabinetes para o Conservatório Musical de São Paulo. Durante vários anos foi professor da Escola Paulista de Belas Artes e atuou como pintor e restaurador do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (conhecido como Museu do Ipiranga). Em 1944, auxiliado por seu irmão, fez a decoração da Igreja de São Bento em Marília. Participou da I Bienal de São Paulo e de muitos outros Salões oficiais obtendo vários prêmios: Rio de Janeiro (1925, 1929); São Paulo (1934, 1935, 1939, 1945, 1946, 1951, 1956, 1957, 1959, 1965). TEODORO BRAGA; MEC VOL. 3, PÁG. 65; ITAU CULTURAL.



563 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - pintura sobre cerâmica - 22 x 22 cm - centro -
Obra montada em banco de madeira medindo 44 x 35 x 35. -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



564 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



565 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaros - desenho a caneta hidrográfica - 11 x 14 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com etiqueta n°4463 de Documenta Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



566 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"São Paulo - Piques" - litografia colorida pelo autor - 127/500 - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



567 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Bambu - guache - 40 x 28 cm - canto inferior direito - 1989 -

Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



568 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Nu - sangüínea - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1955 -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



569 - ESCOLA EUROPÉIA, SÉC.XIX

Rachando lenha - óleo sobre tela - 48 x 32 cm - não assinado -



570 - JANDYRA WATERS (1921)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 35 cm - dorso - 1987 -

Natural de Sertãozinho, neste Estado, viajou em 1945 para a Europa, para auxiliar as vítimas da II Grande Guerra. Em 1947, inicia seus estudos de pintura na Inglaterra. No Brasil estuda pintura com Y. Takaoka, gravura com Marcelo Grassmann e Darel, e pintura mural com Graciano. Diversas participações em salões paulistas (SPAM, 1957/1967), e muitos outros no País. LOUZADA vol. 3, pág. 1214; PONTUAL, pág. 550; TEIXEIRA LEITE, pág. 541 Acervo FIEO.



571 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Viajantes - serigrafia - 31/140 - 72 x 85 cm - canto inferior direito -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



572 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Igreja - aquarela - 51 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



573 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Composição com diversos elementos - assemblage - 75 x 21 x 8 cm - dorso - 1980 -

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



574 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - guache - 22 x 22 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



575 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 0,91 x 0,59 m = 0,53 m². No estado-



576 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

Jogando peteca - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho, no dorso. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



577 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - litografia - 216/333 - 36 x 26 cm - canto inferior direito em relevo seco -
Edição póstuma. Com relevo seco de edição limitada de Société de la Propriété Artistique et des Dessins et Modèles - S.P.A.D.E.M. -

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



578 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Cavalos - óleo sobre tela - 59 x 82 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



579 - ANTONIO ROCCO (1880 - 1944)

Quintal - óleo sobre tela - 57 x 73 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. -

Pintor italiano, natural de Amalfi. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Nápoles. No Brasil, fixou-se em São Paulo. Participou do SNBA e no SPBA de 1933, recebendo importantes premiações. A PINACOTECA - SP possui obras de sua autoria. TEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 286; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



580 - INOS CORRADIN (1929)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 56 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



581 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 120/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



582 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - aquarela - 21 x 25 cm - canto inferior direito - 1953 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



583 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Francisco - escultura em bronze - 24 x 5 x 9 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



584 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 44 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



585 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 84" - acrílico sobre tela - 50 x 35 cm - dorso - 1984 - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



586 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

"Vinte e sete" - desenho a nanquim e aquarela - 44 x 30 cm - canto inferior direito - 1969 -

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



587 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Figura - xilogravura - 1/6 - 28 x 25 cm - canto inferior direito - 1970 -
"Tiragem póstuma de Oswaldo Goeldi assinada por Beatrix Reynald realizada em 1970".-

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



588 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Rosas - óleo sobre tela colada em cartão - 33 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



589 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Interferência" - técnica mista - 20 x 25 cm - canto inferior direito - 1998 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



590 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Aldeia - óleo sobre eucatex - 36 x 36 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



591 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Animais - desenho a nanquim - 53 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



592 - ANITA MALFATTI (1896 - 1964)

Conversando - desenho a nanquim e lápis - 22 x 16 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Menotti uma lembrança da sincera amiga Anita Malfatti. Paris 1925.". -

Proto-mártir do modernismo brasileiro, com sua mostra de 1917 em São Paulo, Anita Malfatti foi, no dizer de Dario da Silva Brito, o "estopim" da Semana de 1922. Recebeu prêmio de honra no Salão Paulista de 1934. Várias exposições coletivas e individuais como: Anita Malfatti no Museu de Arte Brasileira - FAAP. BENEZIT, vol. 7, pág. 118; TEODORO BRAGA, pag. 151/2; MEC, vol. 3, pág. 45; PONTUAL, pág. 332/3; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 33 e 35; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 652; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



593 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

"São Marcos" - escultura em bronze - 103 x 32 x 20 cm - base -
Versão em maior tamanho se encontra em frente à Catedral de Brasília - DF. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



594 - DANIEL CARRANZA (1955)

"Allegro Vivace" - óleo sobre tela colada em madeira - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 - New York -

Pintor e desenhista natural de Buenos Aires, Argentina. Assina CZA. Suas primeiras orientações de desenho, ainda criança, são dadas por Alfredo Carracedo. Em 1982 muda-se para o Brasil. Autodidata, ingressa nos estudos da técnica do óleo e realiza uma exposição individual em São Paulo no ano de 1986. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 305.



595 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Lucarne" - gravura - 71/200 - 51 x 38 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 168 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



596 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 102 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



597 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Ilha das Cabras - Itanhaém" - desenho a lápis - 43 x 65 cm - canto inferior direito - 1924 -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



598 - MARIA DA PAZ (1944 - 1976)

Barcos - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Natural de São Paulo, Capital, onde nasceu a 13 de agôsto de 1944. Estudou com Anita Vinocour (1975), Ari Saponara (1975-1977), Jean Luis Pierre Blanc (1979-1980) e José Urrutia Roha (1985-1986). Premiada em Lisboa, a artista tem iniciada sua ascenção no cenário internacional, conseguindo posteriormente catalogação no dicionário de artes da UNESCO e inclusão em anuários de arte internacional. A artista classifica seu trabalho em três fases: acadêmica, surrealista e contemporânea. Expõe individualmente desde 1985 e coletivamente a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 240.



599 - GLADYS MALDAUM (1943)

No espelho - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



600 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre madeira - 22 x 28 cm - canto inferior direito - 1885 -

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



601 - BORDALLO PINHEIRO (1846 - 1905)

Figura - desenho a nanquim e lápis - 48 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Rafael Augusto Bordallo Prostes Pinheiro. Importantíssimo desenhista e caricaturista português, esteve no Brasil de 1875 a 1879. PONTUAL, pág. 426; MEC, vol. 3, pág. 400; JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 680.



602 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - desenho a lápis - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



603 - VICTOR BRECHERET (1894 - 1955)

"Prêmio Folha da Tarde" - múltiplo em bronze - 20 x 6 x 6 cm - assinado -
Prêmio "Ao melhor diretor de teatro infantil - 1956". -

Escultor e desenhista. Várias obras do artista figuram em local público na cidade, como o Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera e as famosas Graças. Participou da Semana de Arte Moderna de 22. Na evolução de sua obra pode-se observar uma aproximação paulatina relativamente aos limites da figuração, limites quase transpostos para alcançar o campo do abstracionismo. MEC, vol. 1, pág. 293/4; PONTUAL, págs. 87/88; BRECHERET, 60 Anos de Notícia, de Sandra Brecheret Pellegrini.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 652; LEONOR AMARANTE, pág. 12, Acervo FIEO.



604 - CARLOS MERIDA (1891 - 1984)

Composição - técnica mista - 18 x 25 cm - canto inferior direito - 1944 -

Desenhista, pintor, muralista, gravador e professor nascido na Cidade da Guatemala, Guatemala e falecido na Cidade do México, México. Seu aprendizado artístico se iniciou na Guatemala (Cidade da Guatemala e Queltzaltenango) e, em Paris (1910-1914), onde teve contato com Pablo Picasso e Amedeo Modigliani. Retornou à Guatemala (1914) e fez sua primeira individual. Em 1919, interessado na revolução artística e social do México, mudou-se para lá e se envolveu na escola de pintura mural mexicana trabalhando como assistente de Diego Rivera. Criou numerosos murais na Guatemala e no México. Em 1942 foi professor da atual Universidade do Norte do Texas. Suas obras podem ser encontradas em muitos museus do mundo. www.adanigallery.com; www.literaturaguatemalteca.org; www..artcyclopedia.com; www.britannica.com; www.latinart.com; www.latinamericanart.com; artnet.com; askart.com; arcadja.com; artprice.com.



605 - HEINZ KUHN (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela - 45 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



606 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Pedra da Gávea - óleo sobre tela - 51 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



607 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Espanhola - aquarela - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Grande pintor brasileiro; prêmio de viagem à Europa em 1889, aperfeiçoou-se em Paris com Gérome e Leon Bonnat. "Sem ter revelado impulsos vigorosos que lhe evidenciassem poder emotivo, Oscar Pereira da Silva soube manter no transcorrer de bem cinquenta e sete anos de produção permanente e intensa, desde que retornou ao país, em 1896, todo o cuidado de um desenho severamente elaborado, sem num só instante voltar-se para o novo semblante que a pintura adquiria nessa transposição de tempo. " Quirino Campofiorito, in CAMPOFIORITO, Quirino. História da Pintura Brasileira no Século XIX. Ed.Pinakotheke-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs. 245/281; TEODORO BRAGA, pág. 177/8; LAUDELINO FREIRE, pág. 383; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 185; MEC, vol. 4, pág.277; PONTUAL, pág. 419; TEIXEIRA LEITE, pág. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 437; ARTE NO BRASIL, pág. 553, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 187, RUTH TARASANTCHI.



608 - MANUEL FARIA (1895 - XX)

Jardim botânico - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor. Estudou com Eurico Alves no Liceu de Artes e Ofícios do RJ. Em 1915 tranferiu-se para antiga ENBA, onde foi aluno de João Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolfo Chambelland. Manoel Faria é pintor fiel às cores da natureza, aceitando os caprichos do cromatismo da terra brasileira. JULIO LOUZADA vol.1, pág.371, Acervo FIEO.



609 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Baiana - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 17 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



610 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Coqueiros - óleo sobre eucatex - 26 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Grande pintor paulistano, um dos principais membros do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista, Rebolo é acima de tudo um paisagista de colorido suave e desenho sensível. MEC, vol. 4, pág. 28/29; TEODORO BRAGA, pág. 202/3; PONTUAL, pág. 447/448; REIS JR., pág. 382; TEIXEIRA LEITE, pág. 433/434/435.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 13; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



611 - EMILE TUCHBAND (1933 - 2006)

"Petit Port de Pêche" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto superior direito e dorso - 1989 - Sul da França -
No estado. -

Natural de Paris, fixou residência no Brasil a partir de 1956. Cursou a Escola de Belas Artes e a Escola de Arquitetura em Paris. Foi auxiliar de Marc Chagall na elaboração do teto da Ópera de Paris. Em 1960 realizou o cartaz do filme Orfeu do Carnaval. Pintor adepto à escola francesa, levava para as suas telas paisagens e impressões do Brasil, em cores vivas e composição exótica. BENEZIT, 10/301; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 999 ; Acervo FIEO.



612 - FAUSTO CHERMONT (1961)

Um passeio pelo centro - impressão lambda - 60 - 30 x 123,2 cm - canto inferior direito - 2003 -

Fotógrafo, Fausto Ribeiro Chermont nasceu em São Paulo, SP. Fotografa desde os treze anos e se considera profissional a partir de sua primeira exposição individual, "Jequitinhonha / Brasil" (1981). Em 1987 abriu a ‘Nonsense Studio de São Paulo’, laboratório e estúdio fotográficos. De 1987 a 1991 coordenou a documentação de foto e vídeo do projeto "Invernagem Polar", de Amir Klink, na Península Antárctica. Foi diretor da União dos Fotógrafos do Estado de São Paulo (1988 a 1991) e é diretor do NAFOTO que há anos realiza o Mês Internacional da Fotografia de São Paulo. Frequenta a Photokina na Alemanha, instituições museológicas e de pesquisa, os eventos internacionais de fotografia na França, Alemanha, México, Estados Unidos, Suíça, Holanda, entre outros, desde 1989. No Museu da Imagem e do Som, SP, por quase dez anos, coordenou, organizou e fez a curadoria de diversos projetos nas áreas de fotografia e de novas tecnologias, sendo também membro do conselho que também presidiu entre 1999 e 2001. Atua regularmente como fotógrafo em projetos de meio ambiente e de expedições esportivas, ecológicas, culturais e científicas, tendo publicado o livro "Em busca dos Dinossauros" conjuntamente ao Museu Nacional - RJ, em 2003. Faz consultoria de pré-impressão gráfica desde 1992, área que detêm o prêmio da ABTG - Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica de "Livro do Ano" de 1993. Recebeu também prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA, em 1994, 1998 e foi destacado com menção honrosa no Prêmio Porto Seguro de Fotografia, em 2003. Possui trabalhos em diversas coleções de instituições públicas e privadas além de coleções particulares no Brasil e no exterior. ITAU CULTURAL; www.faustochermont.com.br.



613 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Bambu - têmpera sobre bambu - 126 x 10 x 9 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



614 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



615 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Paisagem - guache - 33 x 48 cm - canto inferior esquerdo -
"Sbastião"

Seu verdadeiro nome era Sebastião Theodoro Paulino da Silva, nascido na cidade paulista de Oscar Bressane, no dia 7 de janeiro de 1923, mudando-se com a mãe, então viúva, para Assis, SP, onde viveu até morrer. Pintor ingênuo, hoje consagrado, comeu durante a sua vida " o pão que o diabo amassou", conforme narra, de forma pungente, R. Rugiero, no catálogo de exposição do artista no ano de 1988, de cujo texto, reproduzido no vol. 4, página 931, do dicionário JULIO LOUZADA, extraímos o seguinte texto: "... Com o tempo pôs-se a viver exclusivamente da catança de papéis, latas, garrafas - e de algumas famílias obtinha também comida e roupas velhas. Passou a habitar ranchos de beira de estrada, abandonados, donde lhe veio o apelido de Ranchinho, com a qual a garotada o atazanava, atirando-lhe pedras e gritando o nome que o punha fora de si. Por fim fixou-se num casebre, em uma granja abandonada, e alí viveu até 1962, em grande necessidade. E sempre desenhando obsessivamente em qualquer superfície branca que lhe caísse nas mãos." Foi descoberto pelo escritor José Nazareno Mimessi, que percebeu em Ranchinho um impressionante fenômeno artístico, no que não estava enganado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 259; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



616 - HENRIQUE BOESE (1897 - 1982)

Composição - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



617 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 80 x 105 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



618 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Hércules - gravura - E. A. - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1974 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



619 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Touro - técnica mista - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



620 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -
Quadro adquirido em leilão de Renato Magalhães Gouveia, realizado no dia 27 de julho de 1992.-

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



621 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Reunião - desenho a nanquim e aquarela - 22 x 25 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



622 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Brincando - óleo sobre eucatex - 41 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Para Elisa a Djanira 15/3/75 - Petrópolis". -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



623 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 18 x 7 x 9 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



624 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Madonna - desenho a lápis e guache - 10 x 8 cm - centro inferior - 1979 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



625 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 0,94 x 0,60 m = 0,56 m². -



626 - PAULO EDUARDO SAYEG (1960)

Pescador - aquarela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador paulistano. Ativo em São Paulo, onde realizou diversas exposições individuais e assíduas participações em coletivas. Em 1987, foi considerado pela APCA, como o Melhor Desenhista do Ano. JULIO LOUZADA vol.3, pág.1032, Acervo FIEO.



627 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 18 x 28 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



628 - JOSÉ MARIA DIAS DA CRUZ (1935)

Natureza morta - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou pintura com Jan Zach e desenho com ldary Toledo. A partir de 1956 reside em Paris, conde estuda com Emílio Pettoruti, frequentando também a Academia da Grande Chaumière. Expõe individualmente no Brasil a partir de 1975. Equilibrando figura e geometria, transparência e forma pura, o autor realiza uma filtragem mágica do real, sem apelar para as distorções subjetivas ou supra-reais. Seu enfoque diz respeito à representação fotográfica da realidade e sua transposiçãao num espaço virtual. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 226 e 227



629 - GLAUCO PINTO DE MORAES (1928 - 1990)

Locomotiva - técnica mista - 36 x 57 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Passo Fundo, RS e falecido em São Paulo, em 5/5/1990. Em 1968 abandona a carreira jurídica para se dedicar somente à pintura. Para tanto muda-se para São Paulo, onde participa com sucesso na XIII BSP, através do tema Locomotivas. Artista engajado, participou de todos os movimentos nas décadas de 70 e 80. O festejado crítico Jacob Klintowitz assim se referiu ao artista e obra no seu livro O Oficio da Arte: A Pintura: "um dos casos raros de pintor tardio, oriundo de outra atividade. Talvez seja o que explique a repentina maturidade humana desta pintura já revelada pronta aos olhos do público brasileiro." TEIXEIRA LEITE, 408; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 179; RGS, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 267.



630 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Natureza morta - óleo sobre paleta - 33 x 45 cm - lado esquerdo - 1974 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



631 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Mercado" - serigrafia - 89/200 - 39 x 53 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



632 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"À minha cabeceira" - gravura - 25/25 - 15 x 10 cm - canto inferior direito - 1995 -
Complemento de técnica: água-forte e água-tinta. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



633 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - múltiplo em alumínio - 71/200 - 14 x 14 x 14 cm - assinado -
Bomboniere. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



634 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Estudo diamante" - guache - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



635 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



636 - RENOT (1932)

"Mulatas no carnaval" - giclée sobre tela - 57 x 80 cm - canto superior direito e dorso - 2011 -
Obra da série "Renot em 20", reproduzida no convite da respectiva exposição. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



637 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Embarque - óleo sobre tela colada em cartão - 31 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
R. Cotteret. -



638 - LUCILIA FRAGA (1895 - 1979)

"Mimosas e rosas" - óleo sobre tela - 70 x 91 cm - canto inferior direito e dorso -

Importante pintora que foi ativa na cidade de São Paulo. Participou regularmente do SPBA, recebendo premiações em 1938, 1939, 1960. Quatro de suas obras constam do acervo da PINACOTECA-SP. REIS JUNIOR, pág. 387; THEODORO BRAGA, pág. 145 a 147; PONTUAL, pág. 222; MEC, vol, 2, pág. 188; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



639 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Jardim Zoológico de Roma" - litografia - H. C. - 20 x 26 cm - canto inferior direito - 1942 -
Reproduzida na página 341 do "Catálogo Raisonné Iberê Camargo - vol 1/ gravuras - Mônica Zielinsky". -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



640 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Círculos - escultura em madeira pintada - 76 x 81 x 15 cm - dorso - déc. 1970 -
Reproduzido sob o n° 145 em catálogo de leilão de Aloisio Cravo, São Paulo - SP. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



641 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 8 x 15 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



642 - LUIS SEOANE (1910 - 1979)

Dançarinos - serigrafia - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador, escritor, advogado nascido em Buenos Aires, Argentina e falecido em A Corunha, Espanha. Em 1910 foi, com seus pais, para a A Corunha, Galícia e, em 1920, mudou-se para Santiago de Compostela onde se formou em Direito e Ciências Sociais (1932). Realizou suas primeiras exposições entre 1927 e 1933. Volta para A Corunha e atuou como advogado trabalhista e participou de atividades políticas. Foi para Buenos Aires quando começou a Guerra Mundial. Publicou livros e revistas. Em 1949 viajou para a Europa, expôs em Londres e conheceu Henry Moore, Herbert Read, Lucien Freud, Pablo Picasso, Oscar Dominguez; em 1952 a 1962 expôs em Nova York; em 1963 a 1979 expôs na Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Brasil. Recebeu prêmios em 1958 na Argentina e em Bruxelas. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 525; www.luisseoanefund.org; web.artprice.com; www.britannica.com; www.artnet.com.



643 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

No pilão - escultura em barro - 8 x 5 x 6 cm - base -

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



644 - MAURICIO AGUDELO (XX - XXI)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 100 cm - dorso - 2008 -

Pintor e desenhista nascido em Bogotá, Colômbia. Estudou arquitetura, artes plásticas e vários cursos de extensão em desenho e pintura. Participou de diversas exposições e mostras oficiais. www.catalogodasartes.com.br; web. artprice.com; www.artnet.com.



645 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - guache - 22 x 26 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



646 - NAIR HERMES DA FONSECA (1886 - 1981)

Figura - desenho a carvão e aquarela - 19 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Rian. -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e faleceu na cidade de Niterói-RJ. Também conhecida como Nair de Teffé, assinava RIAN (caricaturas) e Nair Hermes da Fonseca (pinturas). Filha do Barão de Teffé e esposa do Marechal e Presidente da República Hermes da Fonseca, levou uma vida agitada e exótica, principalmente se considerarmos sua filiação aristocrática e a posição de mulher em seu tempo. Publicou suas caricaturas na revista Fon-Fon a partir de 1909. A partir de 1910, nessa mesma revista, publica a série de charges intitulada Galeria das Elegâncias, onde retratava personalidades femininas da época. Foi estimuladora do maxixe como gênero musical e dança, escadalizando a sociedade de seu tempo. Ilustrou o livro The Beautiful Rio de Janeiro, editado em Londres. Fez ainda caricaturas para a série de crônicas de Oto Prazeres, reunidas no livro Petrópolis, a Encantadora. Em 1989, A República no Traço de Rian, exposição intinenrante das suas obras percorreu lo Norte e Nordeste e em 1990, a mesma exposição ocorreu no Museu Histórico Nacional-RJ, além de salões no Sul e no Sudeste. JULIOLOUZADA, vol 5 pág 385; História da Caricatura no Brasil, pág. 1266.



647 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Museu de Arte Contemporânea de Niterói - desenho a nanquim - 12 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



648 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Composição - litografia - 53/125 - 64 x 46 cm - canto inferior direito -

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



649 - SIRON FRANCO (1947)

Figuras - desenho a caneta esferográfica - 20 x 28 cm - não assinado -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



650 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com vaso vermelho de flores" - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



651 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Moça - desenho a lápis - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



652 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A madame vai às compras - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 28 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



653 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Mãe baiana - escultura em bronze - 49 x 23 x 15 cm - base -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



654 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

"Macumba" - litografia - 50/100 - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



655 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Vila" - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto superior direito e dorso - 1980 -
Autenticado no dorso pelo autor e por Yur Fogaça, herdeiro do artista. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



656 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Marinha - óleo sobre tela colada em cartão - 24 x 41 cm - canto inferior direito - 1920 -

Paulo Valle Júnior nasceu em Pirassununga, SP e faleceu em São Paulo. Pintor e desenhista. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva e permaneceu até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo e lá frequentou a ‘Académie Julian’ e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo, em 1913, e Valle Júnior foi para a Europa ficando até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Integrou a mostra do Grupo Almeida Júnior, organizada por Torquato Bassi, em 1928. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes. Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro (1917), São Paulo (1937, 1957), Curitiba, PR (1957). Apresentou uma retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA, PÁG. 187; REIS JUNIOR, PÁG. 373; MEC, VOL 4, PÁGS 441/442; PONTUAL, PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; web.artprice.com.



657 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

Composição - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1966 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



658 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

"Concreto I" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - dorso - 1961 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



659 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Banhistas - aquarela - 26 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



660 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1970 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



661 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



662 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

" Sítio " - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



663 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

"Capoeira" - escultura em bronze - h = 50 cm - base -
Reproduzido no livro "Bruno Giorgi", editado por Marcos Marcondes - Art Editora e Editora Record, São Paulo - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



664 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Ferreiro - óleo sobre tela - 27 x 23 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



665 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,23 x 0,80 m = 0,98 m². -



666 - JOÃO CAMARA (1944)

"Bacalhaus, Painel 5" - desenho a nanquim e guache - 75 x 56 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



667 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 83" - acrílico sobre tela - 100 x 73 cm - dorso - 1983 - Brasília, DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



668 - LUIZ VENTURA (1930)

Galo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 2007 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



669 - YAACOOV AGAM (1928)

Composição - serigrafia - 68/252 - 27 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor e professor, natural de Rishon-le-Zion, Israel. Cursou, em Jerusalém, a Escola de Arte de Bezalel. Depois de ter sido preso, em 1945, pelos ingleses, viaja pela Europa e Estados Unidos. Na Suíça, foi aluno de S. Giedion e Johannes Itten. Em 1951, fixa-se em Paris onde freqüenta o Ateliê de Arte Abstrata e a Academia da “Grande Chaumière”. Na década 60 viaja aos Estados Unidos para ministrar aulas e conferências. Exposições individuais: Paris (1953, 1956, 2002, 2003, 2007); Israel (1956); Bélgica (1958); Inglaterra (1959); Suíça (1962, 2004); Estados Unidos (1966, 1999). Muitas foram as exposições oficiais e coletivas, com destaque: Paris (1955, 1967); São Paulo, SP (1963 – Bienal Internacional). Possui obras em Museus da Alemanha, França, Holanda, Israel, e Estados Unidos. Dentre suas realizações monumentais, pode-se citar: o teto do Centro de Convenções de Jerusalém e um Salão do Palácio de “Elysée”, Paris. BENEZIT, VOL.1, PÁG.51; www.artprice.com.



670 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

"Parisiense 1900" - óleo sobre tela - 87 x 52 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. - Reproduzido no catálogo da exposição "Retrospectiva Manoel Madruga", realizada sob o patrocínio do Sr. Ministro da Educação e Saúde, do Prefeito do Distrito Federal e da Academia Brasileira de Belas Artes em junho de 1952. Ex coleção Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho, São Paulo - SP. - -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



671 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



672 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



673 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Adriana - escultura em bronze - 22 x 5 x 9 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



674 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Criança e pipa" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



675 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



676 - CRISALDO MORAIS (1932 - 1997)

Sereia - óleo sobre tela - 54 x 72 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta da "Galerie Antoniette 7, Rue Jacob, Paris", no dorso. -

Pintor e ilustrador, Crisaldo d'Assunção Morais nasceu na cidade do Recife-PE 1932, iniciando-se na pintura como autodidata por volta de 1968, em São Paulo, onde é um dos organizadores do Movimento de Arte da Praça da República. Em 1975, organiza a mostra Festa das Cores no Masp. Ilustra os livros Les Proverbs Vus Par Les Peintres Naifs, de Anatole Jakovsky, e Le Chanson Traditionnelle et Les Peintres Naifs, de Roger Blanchard. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Naive Painters of São Paulo, Washington DC (Estados Unidos), 1971; I Salão Internacional de Arte Contemporânea, Paris (França), 1974; Salon Mondial de la Peinture Naive, Levallois-Perret (França), 1975; Le Génie des Naifs, no Grand Palais, Paris (França), 1980; Arte Naif Brasileira, no MAC/Campinas, 1983; Bienal Naifes do Brasil, Sesc, Piracicaba, 1996. ITAU CULTURAL.



677 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - desenho a lápis - 25 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



678 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Corcovado - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito - 1946 - Rio -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



679 - YUGO MABE (1955)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 32 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Pintor nascido na cidade de Lins-SP. Formou-se em comunicação pela FIAM-São Paulo em 1977. Filho do pintor Manabu Mabe (1924-1997). Começa a participar de mostras coletivas no início da década de 70 e é premiado nos Salões Bunkyo, em 1972 e 1975, e Paulista de Belas Artes, em 1975 e 1982. Em 1980, realiza sua primeira exposição individual, na Documenta Galeria de Arte, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 360



680 - FRANZ WEISSMANN (1911 - 2005)

Coluna amarela - escultura em ferro - 100 x 31 x 31 cm - base -
Reproduzido no convite deste leilão.

Franz Joseph Weissmann nasceu em Knittelfeld, Áustria e faleceu no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, pintor e professor. Vem para o Brasil em 1921. No Rio de Janeiro, entre 1939 e 1941, freqüenta cursos de arquitetura, escultura, pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes. De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição com August Zamoyski. Em 1945, transfere-se para Belo Horizonte, onde ministra aulas particulares de desenho e escultura. Três anos depois, Guignard o convida a lecionar escultura na Escola do Parque, que mais tarde recebe o nome de Escola Guignard. Integra o Grupo Frente, em 1955. No ano seguinte, volta a residir no Rio de Janeiro e participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1957. É um dos fundadores do Grupo Neoconcreto, em 1959. Nesse ano viaja para a Europa e o Extremo Oriente, retornando ao Brasil em 1965. Participa das Bienais Internacionais (1965,1967,1979 ,1987) e dos Panoramas de Arte Moderna (1972, 1975, 1981), em São Paulo. Nos anos de 1970 recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA, participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, Bélgica, e da Bienal de Veneza. Realiza esculturas monumentais para espaços públicos de diversas cidades brasileiras, como na Praça da Sé, em São Paulo; no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro; e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 4, PÁG. 507; PONTUAL, PÁG. 552; JULIO LOUZADA , VOL. 2, PÁG. 1058; VOL.5, PÁG. 1130; VOL. 9, PÁG. 920; VOL. 11, PÁG. 344; www.franzweissmann.com.br.



681 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 16/100 - 66 x 47 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



682 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 100 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



683 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Fita" - múltiplo em madeira - 33 x 90 x 3 cm - lado esquerdo - 1975 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



684 - ÉLON BRASIL (1957)

"Metafísica verde" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2012 -

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.



685 - SIRON FRANCO (1947)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - dorso - 1996 -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



686 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Aldeia - óleo sobre tela - 56 x 75 cm - canto inferior direito -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



687 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



688 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Quintal - aquarela - 41 x 28 cm - canto inferior direito - 1927 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



689 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 14 x 14 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



690 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. - Com certificado de autenticidade firmado por Roberto Galvão - Fortaleza, CE - em 10 de fevereiro de 2010. Reproduzido no Caderno 2 do jornal "O Estado de São Paulo" de 28/07/2010. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



691 - GENILSON SOARES DA SILVA (1940)

Pescadores - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 29 cm - lado direito - 1969 -

Pintor ativo em São Paulo. Trabalhou de 1970 até 1975 em grupo com Francisco Inarra e Lydia Okumura, que buscava vivenciar um processo de criação resultante de expressões individuais, tendo por referência o mesmo espaço físico e temporal. Realizou instações, apropriações, ações diretas (happenings), intervençoes e também trabalhos de multimedia. Expôs nos EUA. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1051



692 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - óleo sobre tela - 46 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



693 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em bronze - 26 x 9 x 7 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



694 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 28 x 33 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



695 - TAPETE ORIENTAL,


Pakistan, ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,58 x 0,97 m = 1,53 m². No estado. -



696 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Casal - desenho a lápis - 28 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



697 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Peixes - monotipia - 20 x 34 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



698 - OTTO BÜNGNER (1890 - 1965)

Rosas - aquarela - 48 x 29 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor alemão, radicado no Brasil, participou de diversos Salões Nacionais de Belas Artes/RJ conquistando Medalha de Prata em 1915 e Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1918; e da Exposição Flamboyant, organizada pela Sociedade Brasileira de Belas Artes/RJ em 1940. JÚLIO LOUZADA, vol. 5, pág. 169; ITAÚ CULTURAL.



699 - MICHEL SIMÃO (XX)

Políticos - desenho a nanquim - 18 x 16 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Benjamin Steiner, São Paulo - SP. -

Desenhista, caricaturista e artista gráfico que nasceu em Palma, MG. Seus pais eram libaneses. Estudou também em Faria Lemos, MG e em Carangola, MG. De volta para Palma, pintou alguns quadros e desenvolveu sua ação na caricatura, realizando diversas exposições nos estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sempre com muito sucesso. A grande aceitação dos seus trabalhos fez com que ele fosse para o Rio de Janeiro onde visitou a redação do jornal ‘O RADICAL’ que publicou as suas caricaturas. Estavam abertas as portas de vários outros jornais e revistas, como O Globo, Diário de Notícias, Diário da Noite, Diário Carioca, Revista da Semana e Esporte Ilustrado. Realizou várias exposições individuais em Niterói e no Rio de Janeiro; participou de muitas coletivas, sempre conquistando medalhas e prêmios, entre eles: o prêmio ‘Hour Concurs’ do Salão Carioca de Humor no Rio Design Center. Participou também do IV Salão Municipal de Belas Artes no Rio de Janeiro (1952). MEC VOL. 4, PÁG. 285; betometri.blogspot.com.br/2010/06/michel-simao-o-cartunista.html.



700 - ISMAEL NERY (1900 - 1934)

Duas figuras - aquarela - 22 x 16 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. - Reproduzido no caderno Ilustrada do Jornal "Folha de São Paulo" de 01/12/2010. Com etiqueta de Collectio - Rua Suécia, 308, São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor e desenhista, considerado o precursor do surrealismo no Brasil; ainda criança fixou-se no Rio de Janeiro; posteriormente fez duas longas viagens à Europa; seus trabalhos iniciais são ligados ao expressionismo; seguem-se o período cubista - ao qual pertence a notável fase azul - e, a partir de 1927, o surrealista. Sua obra trata de temas de amor e poesia, centralizados na figura humana, muitas vezes sua mulher Adalgisa, abstraindo a paisagem e o ambiente. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1052; MEC, vol. 3, pág. 257; TEIXEIRA LEITE, pág. 351/2; PONTUAL, pág. 381/2; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 531; LEONOR AMARANTE, pág. 142.



701 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Pássaros - aquarela - 24 x 34 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória. No estado. -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



702 - INGRES SPELTRI (1940)

Casario - óleo sobre eucatex - 51 x 71 cm - canto inferior direito - 22/2/88 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



703 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guerreiro - escultura em bronze - 19 x 47 x 11 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



704 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Rosas - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



705 - SÉRGIO SISTER (1948)

Composição - óleo sobre tela - 33 x 33 cm - dorso - 1996 -

Pintor e desenhista, Sérgio Sister nasceu em São Paulo. Cursou pintura na FAAP - SP (1964 a 1967), e desenho, com Ernestina Karman (1965 a 1967). Graduou-se em ciências sociais e fez pós-graduação em ciência política na Universidade de São Paulo (1968 e 1975). Frequentou o ateliê livre e informal com outros artistas no Presídio Tiradentes, SP, onde esteve preso durante dezenove meses por motivos políticos (1970/1971). Em 2002, foi publicado o livro ‘Sérgio Sister’, com textos de Alberto Tassinari, Lorenzo Mammì, Rodrigo Naves e do próprio artista, pela Editora Casa da Imagem, de Curitiba. Atuou ainda como jornalista e ilustrador, entre outros, do livro ‘O Senhor do Bom Nome’, de Ilan Brenman, publicado em 2004. Realizou muitas exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba - PR, Ribeirão Preto - SP, Nova York - EUA. Participou da 9ª e da 25ª edições da Bienal Internacional de São Paulo, da 21ª e da 26ª edições do Panorama da Arte Brasileira - MAM/SP e de várias outras mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; www.pinacoteca.org.br; www.nararoesler.com.br.



706 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Pescadores - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1939 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



707 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



708 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animal fantástico - xilogravura - P. A. - 34 x 28 cm - canto inferior direito - 1958 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



709 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 99/250 - 46 x 64 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



710 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Árabes - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



711 - SILVIA ALVES (1947)

"São Paulo é poesia na primavera!" - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



712 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 105 cm - canto inferior direito ilegível -



713 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

"Morro da Cibratel" - óleo sobre tela - 34 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 - Itanhaém -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



714 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Céu de ouro - óleo sobre madeira - 24 x 36 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



715 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - guache - 19 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



716 - ENRICO VIO (1847 - 1960)

Senhora - óleo sobre tela colada em madeira - 38 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Instituto de Belas Artes de Veneza, sendo discípulo de Ettore Tito e Guglielmo Ciardi. Individuais em Veneza (1904) e Milão (1906). Veio para o Brasil, fixando-se em São Paulo, onde dedicou-se ao ensino da pintura, formando numerosos discípulos. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1916 e 1936), obtendo medalha de prata no primeiro. Foi também premiado no Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo. Seus trabalhos foram expostos em "O Retrato na Coleção da Pinacoteca", Secretaria da Cultura, Ciências e Tecnologia, Pinacoteca do Estado, São Paulo (1976). Realizou exposições individuais no liceu de Artes e Ofício de São Paulo, a partir de 1902. Referências a seu respeito em: Guia de Seção Histórica do Museu Paulista de Afonso E. Taunay, S.P. (1937); Anuário da Escola Politécnica de São Paulo, 1937, pág.23; Revista do Instituto Geográfico Brasileiro, vol.265, out/dez (1964), pág.130; TEODORO BRAGA, pág.239; ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 543; WALTER ZANINI, pág. 505, RUTH TARASANTCHI.



717 - ISRAEL PEDROSA (1926)

Composição - guache - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, ilustrador, gravador, professor, crítico e escritor nasceu em Alto do Jequitibá, MG. Começou a pintar aos dez anos de idade e, em 1940, morando em Juiz de Fora, MG, teve aulas de pintura com Ferrucio Dami. Em 1942, tornou-se discípulo de Cândido Portinari, no Rio de Janeiro, do qual recebeu forte influência em sua formação artística. Seguiu para a Itália, em 1944, como integrante da Força Expedicionária Brasileira e, ao retornar, voltou a trabalhar com Portinari. De 1947 a 1951 aperfeiçoou-se na Escola de Belas Artes de Paris, como bolsista. De volta ao Brasil, inicia uma busca ao que denominou de "cor inexistente" culminando com a publicação do livro: "Da cor à cor inexistente", em 1977. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1947, 1969, 1986, 1989, 1991, 1999); São Paulo (1978, 1983); Salvador, BA (1982); Brasília, DF (1984); Paris (1989); Petrópolis, RJ (1992). Coletivas: Rio de Janeiro (1947, 1952, 1955, 1956, 1959, 1980, 1984, 1987, 1990, 2002); Paris (1949, 1989); Lion, França (1950); Belo Horizonte, MG (1951, 1980); São Paulo (1951, 1978, 1979, 1980, 1984, 1987 a 1989, 1994, 1999, 2001); Brasília, DF (1980, 1988); Curitiba, PR (1980); Porto Alegre, RS (1980); Cidade do México, México (1985); Cairo, Egito (1985); Zagreb, Iugoslávia (1986); Europa - itinerante (1987); Madri, Espanha (1988); Copenhague, Dinamarca (1989); Niterói, RJ (1997, 2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 863; VOL. 8, PÁG. 645; PONTUAL, PÁG. 413; MEC, VOL. 3, PÁG. 359.



718 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



719 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Papagalia" - serigrafia - 3/50 - 64 x 64 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



720 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"O passeio domingo à tarde..." - xilogravura - 5/100 - 50 x 35 cm - canto inferior direito -
Complemento do título: "O passeio domingo à tarde no Parque Farroupilha". -

Gaúcha de Porto Alegre, graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. Foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 muda-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Participa de exposições coletivas desde 1961, tendo realizado sua primeira individual em 1959. Sobre sua obra, assim escreveu o imortal Jorge Amado: "(...) estamos ante uma gravadora que é mestre em seu ofício: Zorávia Bettiol. Gravura onde a beleza nasce do ofício e da poesia, da mão e do coração, da inteligência e do amor. Se a técnica é primorosa ela não limita, no entanto o sentimento, não leva a um preciosismo de forma, a uma diluição das emoções". MEC, vol. 1 pág. 223 e 224; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 727; LEONOR AMARANTE, pág. 146.



721 - MARINA NAZARETH (1939)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, desenhista, gravadora, escultora e professora, Marina de Oliveira Nazareth nasceu em Belo Horizonte, MG. Assina Marina Nazareth. Em 1965, iniciou estudos de desenho com Maria Helena Andrés em Belo Horizonte e frequentou o curso de belas artes da Universidade Federal de Minas Gerais, onde teve aulas com Álvaro Apocalypse, Yara Tupinambá, Herculano de Campos e Haroldo Mattos. Entre 1966 e 1968, estudou teoria da composição e história da arte com Fayga Ostrower no Rio de Janeiro, onde viveu, entre 1970 e 1975, estudando e pesquisando. Em 1976, ingressou como assessora da Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais. Participou da criação da Casa Litográfica e do Atelier Santo Antônio do Monte, em 1978, do Núcleo Experimental da Escola Guignard, dirigido por Amilcar de Castro, em 1981, e dirigiu o Museu Mineiro em 1983. Realizou muitas exposições individuais em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Brasília. Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil, Estados Unidos e Japão. Foi Premiada em Belo Horizonte, MG (1965, 1984) e em Ouro Preto, MG (1984). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, pág. 795; vol. 5, pág. 735; www.marinanazareth.com.br.



722 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Igreja - xilogravura - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



723 - LUIZI DE PAULA (1938)

Paisagem - técnica mista sobre tela colada em eucatex - 40 x 47 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor mineiro que foi iniciado na pintura por Belkiss Schereber e recebeu influência de Yara Tupinambá na técnica do Suvinil. Expôs individualmente em Sete Lagoas, MG (1976, 2012), Penápolis, SP (1986) e tem participado de várias mostras e Salões oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 852; www.gazetasetelagoana.com.br; www.catalogodasartes.com.br.



724 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Baianas - xilogravura em cores - P. A. - 19 x 36 cm - canto inferior direito - 1964 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



725 - TRINDADE LEAL (1927)

Cavaleiro - xilogravura - P. A. - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



726 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Lavadeiras do Abaeté" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 - Bahia -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



727 - CABRAL (1948)

Fumante - desenho a nanquim - 16 x 12 cm - canto inferior direito - 1987 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



728 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

Paraty - desenho a caneta esferográfica - 21 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



729 - NEWTON MESQUITA (1948)

Nu - serigrafia - 9/100 - 36 x 32 cm - lado direito -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



730 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Mercado árabe - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



731 - ROSSINI PEREZ (1932)

Composição - serigrafia - 18/50 - 70 x 88 cm - canto inferior direito -

Gravador e pintor, Rossini Quintas Perez nasceu em Macaíba-RN, mudando-se com a família para o Rio de Janeiro em 1940. Em 1951, freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e tem aulas com o pintor Ado Malagoli. Após visita à 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, interessa-se pela gravura. Recebe orientação de Oswaldo Goeldi, Iberê Camargo e, em 1953, de Fayga Ostrower. É assistente de Johnny Friedlaender, com Edith Behring, no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no qual leciona entre 1959 e 1961. No ano seguinte, aperfeiçoa-se em litografia na Rijksakademie, em Amsterdã, como bolsista da Unesco. Reside em Paris de 1962 a 1972. De volta para o Brasil, leciona no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do Distrito Federal em 1978. No Rio de Janeiro, entre 1983 e 1986, volta a dar aulas no Ateliê de Gravura do MAM/RJ. "Diante da guerra aberta entre o figurativo e o abstrato, Rossini Perez vai a São Paulo conhecer a 1ª Bienal, trocando, em seguida, a pintura pela gravura. Tal opção deve-se ao seu desejo de ingressar na arte abstrata. Nos anos em que ensina no MAM, resolve suas gravuras com ponta-seca ou combinando diversas técnicas do metal. Constrói composições, contrastando áreas claras e áreas escuras. Essas áreas são, a um tempo, afrontadas e fusionadas, já que cada uma delas tem na outra algo do seu próprio elemento gráfico. Assim, Rossini Perez dá ritmo às composições e as aplaina. Suas gravuras são planejadas; freqüentemente, todavia, são modificadas no processo por lance espontâneo e por acidentes da técnica. Segue esse procedimento mesmo nos trabalhos que faz na Europa, por mais de dez anos, após ter deixado o MAM." Leon Kossovitch e Mayra Laudanna, in: GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 18. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 807; ITAU CULTURAL.



732 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figura - litografia - P. A. - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



733 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre madeira - 40 x 58 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



734 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33



735 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Paisagem - guache - 12 x 9 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



736 - ADRIANO GAMBIM (1983)

Menina oriental - sanguínea e crayon - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 2009 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



737 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Ouro Preto - óleo sobre eucatex - 33 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



738 - ALDIR MENDES DE SOUZA (1914 - 2007)

Plantação - serigrafia - 74/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1979 -
No estado. -

Pintor, desenhista, gravador e escultor. Ativo em São Paulo, onde participou da I BNAP (1966), SPAM (1966/7), SACC (1996/7), IX BSP (1967), com premiações. "A cor é o conteúdo e a forma na pintura de Aldir. A geometria ajuda-o a construir a cor, enquanto sua temática, seja ela a Geometria da Terra (o campo) ou a Geometria da Urbe (os edifícios), são formas, meros pretextos e, às vezes, intertextos, para a arquitetura de sua linguagem iconográfica. Se é com a cor que Aldir traça sua geometria, o produto obtido é uma geometria da cor