Leilão de Agosto de 2017

15, 16 e 17 de Agosto de 2017



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Coqueiros - litografia - 7/50 - 65 x 91 cm - canto inferior direito - 1999 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.I. - 52 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



003 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.I. - 63 x 78 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



004 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 33/100 - 50 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



005 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



006 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Praça de São Marcos" - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



007 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



008 - ANTONIO ARENA (1917)

Natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, expôs no SPBA, conquistando a Medalha de Bronze em 1925 com seus trabalhos Cabeça de Negro e Flores. Apresentou a obra Marinha no XX Salão da Associação Paulista de Belas Artes. JULIO LOUZADA, vol. 3 pag. 67



009 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Violeiro - xilogravura - 16 x 24 cm - canto inferior direito na matriz -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



010 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Ladeira do Palácio" - litografia - H.C. - 38 x 47 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



011 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

" Campo de batalha G I " - litografia - 15/30 - 43 x 56 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na pág. 167, do Livro Antonio Henrique Amaral - Obra Gráfica 1957/2003.

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



012 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Marinha - óleo sobre paleta - 09 x 14 cm - centro inferior -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



013 - FEDERICO FERRARI (1917 - 1979)

Marinha - óleo sobre madeira - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1947 -
Com resquícios de etiqueta da Cooperativa Italiana Artisti ,Gênova - Itália. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Milão. Estudou com Pietro Maggi. Pintou óleos e afrescos para igrejas em Milão; Igreja de S. Vincenzo em Piacenza; afrescos para a Igreja de S. Filippo em Lodi; para as igrejas de S. Alessandro e S. Rocca em Bergamo; igreja de S. Tommaso e outras em Pavia. Sua obra 'Cinco Mistérios do Rosário' se encontra na capela do rosário da igreja de S. Martino em Alzano Maggiore. BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 393; www.artprice.com.



014 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - técnica mista - 19 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



015 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Cangaceiro - desenho a nanquim - 33 x 22 cm - canto inferior direito - 12/02/1990 -
Com a seguinte mensagem: " Aldemir. Esta mensagem do Zé Curupíu é para você doar algo seu a fim de que a Escola de Belas Artes (anos 113) não acabe. Em seus 113 anos é o primeiro leilão. Vamos ajudar. Abraços mil Carybé, 12/02/90". No estado.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



016 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Casal - ponta seca - 4/10 - 15 x 20 cm - canto inferior direito ilegível - 1944 -
Com dedicatória.



017 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Camponês - óleo sobre tela - 30 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



018 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - serigrafia - P.A. - 67 x 48 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



019 - OLGA CHIMINAZO (1957)

"Silêncio das sombras cansadas" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -
Com certificado de autenticidade da autora, no dorso.

Pintora e professora nascida em Boa Esperança, MG. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1986 a 1988); Boa Esperança, MG (1987, 1988, 1991, 1992, 1995); Poços de Caldas, MG (1987, 1991, 1995); Campo Belo, MG (1991); Batatais, SP (1995). São Paulo (1986 a 1988). Participou de mostras coletivas em: Três Corações, MG (1982); Boa Esperança, MG (1983, 1989, 1993); Belo Horizonte, MG (1987).



020 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Casario - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



021 - RAFAEL PEREZ BARRADAS (1890 - 1929)

Operário - desenho a carvão e lápis de cor - 30 x 23 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, cenógrafo, figurinista e cartunista uruguaio nascido e falecido em Montevidéu. Filho de pais espanhóis. Não se sabe se teve um aprendizado sistemático, mas, seu pai era pintor. Mudou-se para a Espanha (1913) e viajou para a Itália e França. Sua primeira exposição individual foi em Madri (1918) onde propôs seu conceito estético: o vibracionismo. Trabalhou como ilustrador para muitas revistas em Montevidéu, Buenos Aires e Espanha. Participou de Salões e exposições em Madri (1912, 1917); em Condal - Barcelona (1916); em Montevidéu (1923); em Paris - na Exposição Internacional de Artes Decorativas (1925) onde ganhou o Prêmio na categoria de teatro e na Bienal de Artes Decorativas (1927). Voltou para o Uruguai em 1928. Uma exposição retrospectiva de suas obras foi realizada no Museu de Belas Artes de Montevidéu em 1972. BENEZIT; mnav.gub.uy; www.artprice.com.



022 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Bailarina - escultura em bronze - 43 x 22 x 09 cm - não assinado -



023 - WALDEMAR MARANGONI JUNIOR (1972)

Nu - técnica mista - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em São Paulo. Assina Marangoni Junior. Em 1985 fez desenho na Recrearte, depois freqüentou o Ateliê RM Iguma e estudou pintura com R.Pinto. Realizou várias exposições individuais em: São Paulo (1989, 1991, 2003, 2005, 2006); Portugal (1991, 1993); Itália (2000); Argentina (2003). Participou de inúmeros Salões oficiais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e ganhou prêmios em: Capivari, SP (1991); Piracicaba, SP (1991); São Paulo (1993, 1994, 2005) Mariana, MG (1993); Presidente Venceslau, SP (1995); Presidente Prudente, SP (1998); Belo Horizonte, MG (2000); Extrema, MG (2005). JULIO LOUZADA VOL.9, PÁG.530; VOL.10, PÁG. 543; www.galeriaaberta.com.



024 - ANTONIO CAETANO (XX)

Casamento - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 52 cm - canto inferior direito -
No estado.

Ademar Antonio Caetano - pintor e desenhista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 195.



025 - GILDA LISBOA (XX)

Casario - óleo sobre eucatex - 33 x 22 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



026 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 60 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 - Ouro Preto - MG -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



027 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Bichos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



028 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

"Paz de espírito" - técnica mista - 53 x 77 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta nº 380 do Panorama/ 94 - Mostra Metropolitana de Arte de Santos - SP, no dorso.

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



029 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



030 - EDOARDO DE MARTINO (1838 - 1912)

Navio a vapor - aquarela - 06 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor especializado em marinhas e cenas navais. Suas belas telas, cuja precisão de detalhes e harmonia de concepção logo agradaram, e o colocaram em excelente posição junto ao Governo Imperial, ainda mais que contava com a amizade dos Almirantes Barroso e Tamandaré, que conhecera na sua viagem da Europa para Montevidéu, de passagem pelo Recife e Rio de Janeiro. Foi designado pintor oficial, a fim de fixar e retratar para a posteridade cenas e episódios da Guerra do Paraguai. BENEZIT, vol. 7, pág. 225; LAUDELINO FREIRE, págs. 135, 141, 154 e 503; TEODORO BRAGA, pág. 81; REIS JR, pág. 132; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 245; ARTE NO BRASIL, pág. 533.



031 - JOSÉ ANTONIO VAN ACKER (1931 - 2000)

"Marinha" - óleo sobre eucatex - 75 x 122 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 - Arcandiza -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP

Pintor, escultor, desenhista, gravador e professor nascido em São Paulo, SP, em 4 de dezembro de 1931. Estudou na Escola de Belas-Artes de São Paulo, entre 1951 e 1954, e escultura em madeira com Lazlo Zinner. Sobre a sua obra assim se manifestou Inácio da Silva Telles: " Os quadros de van Acker ferem-nos de maneira estranha. Subitamente nos encontramos cindidos, cada parte de nós atinada em campos antagônicos, e não apenas para uma interessante e cordial discussão, mas para uma guerra aberta, uma guerra total, que ameaça destruir, ganhe quem ganhar, nossas antigas e acomodadas habitações... " O artista expõe individualmente desde 1962, participando de coletivas desde 1954, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 págs.887 e 888; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966, Acervo FIEO.



032 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vendedora - técnica mista e colagem - 44 x 37 cm - canto inferior direito -
V. Blasco.



033 - MARIA HERCÍLIA QUINTAS (1929 - 2015)

"Beira de mata" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, restauradora e professora nascida em São Paulo. Assina M. Hercília. Foi aluna de Anita, Helena e Lucília Fraga, Salvador Rodrigues, Julian P. Ortigosa, Aurélio Ferraz Costa e Daniel Mercedes Terto. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural São Paulo e cursou desenho e pintura no antigo Colégio Des Oiseaux. Exposições individuais em: São Paulo (1990, 1992 a 1994, 1997). Mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1987, 1988, 1989 a 1991, 1995, 1996); Matão, SP (1990, 1991); Botucatu, SP (1991); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Franca, SP (1991, 1992); Ubatuba, SP (1993); La Paz, Bolívia (1989); Cuzco, Peru (1989). Prêmios: São Paulo (1988 a 1990); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Matão, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 332; VOL. 10, PÁG. 421.



034 - IVAN FREITAS (1931)

Composição - técnica mista - 17 x 26 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 - Rio de Janeiro -

Pintor e muralista, nasceu em João Pessoa-PB. Realiza sua primeira mostra individual na Biblioteca Pública, em 1957. Reside em Paris (1962 e 1963), com bolsa de estudos da Maison de France, e, de 1969 a 1972, em Nova Iorque, Estados Unidos, comissionado pela International Telephone and Telegraph Corporation. De volta ao Brasil, pinta mural de mais de 1000 metros quadrados na parede externa da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro, em 1984 - o primeiro do Projeto Arte nos Muros. Participa de diversas coletivas, tais como: SNAM-RJ (1959/1961); Bienal Internacional de São Paulo (1961/1975), dentre tantas outras. JULIO LOUZADA vol.11, pág.117; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág. 239.



035 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Paisagem - técnica mista - 72 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



036 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 15/100 - 47 x 31 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



037 - FERNANDO FERREIRA RIBEIRO (NANDO RIBEIRO) (1963)

Mulher e gato - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



038 - AGI STRAUS (1926)

Paisagem - técnica mista - 17 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



039 - WASHINGTON HONORATO RODRIGUES (1934)

Palhaço - óleo sobre tela colada em madeira - 37 x 24 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Rio Verde, GO. Frequentou os cursos livres da Escola de Belas Artes da UFG. Assina Wash. Expôs individualmente em Goiânia, GO (1967, 1970, 1982, 1985). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Goiânia, GO (1963, 1973, 1975, 1977, 1979, 1982, 1984, 1988, 2016 – MAC, GO); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1972); Brasília, DF (1973, 1984); São Paulo (1970, 1978, 1988); Divinópolis, MG (1984); Jataí, GO (1987). Foi premiado em Goiânia, GO (1963, 1973). MEC VOL. 4, PÁG. 504; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1213; VOL. 4, PÁG. 1166; ITAU CULTURAL; www.goiasagora.go.gov.br/mac-abre-agenda-2016-com-duas-exposicoes-simultaneas.



040 - MARIA CARMEN PERLINGEIRO (1952)

Composição - técnica mista - 76 x 56 cm - dorso - Julho de 1982 -
Com certificado de autenticidade da Galeria Thomas Cohn, datado de 11 de fevereiro de 2015.

Escultora, desenhista, artista multimídia e professora nascida no Rio de Janeiro. Vive e trabalha em Genebra. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971); na Escola Superior de Arte Visual de Genebra, Suíça (1973); no 'Pratt Institute', Nova York (1982); no 'Art Students League', Nova York (1983). Realizou diversas exposições individuais como: no MAM, RJ (1982); na Suíça (1991); no Paço Imperial, RJ (2006); no Museu da Chácara do Céu, RJ (2007); em São Paulo (2007). Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1975, 1977); da mostra 'O Espírito de Nossa Época', MAM – SP (2001); do 2o Simpósio de Escultura, em Volterra – Itália (2005), entre outras mostras coletivas. Recebeu os primeiros prêmios: 'ex-aequo' no Concurso Internacional Uni Dufour, Genebra (1996); no concurso “Lausanne Jardins 2000” com o projeto paisagístico 'As Lanças de Uccello' (2000) e no projeto Anis Vert (2001) realizado pelo escritório de arquitetura 3BM3, no Auberge Le Floris em Anières, Suíça. Desde 2000, desenvolve projetos artístico-paisagísticos na Suíça. ITAU CULTURAL; www.maria-carmenperlingeiro.com; raquelarnaud.com.br; www.artprice.com.



041 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

Veneza - aquarela - 26 x 34 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



042 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 18 x 21 cm - canto inferior direito -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



043 - ANTONIO DE PÁDUA DUTRA (1906 - 1939)

Mercado - óleo sobre madeira - 16 x 20 cm - canto superior esquerdo - 1924 -

Integrante da famosa família de artistas Dutra, o autor também nasceu em Piracicaba-SP. Faleceu em Nápoles, Itália. Era bisneto do pintor Miguelzinho Dutra, filho do pintor, escultor e musicista Joaquim Miguel Dutra e irmão dos artistas João, Alípio e Archimedes Dutra. Em 1926 e 1928 participou da Exposição Geral de Belas Artes recebendo, respectivamente, menção honrosa e medalha de bronze. Desenha com seu irmão Archimedes Dutra a capa do manual de Campanha do Voluntário Constitucionalista em 1932. Em 1937, ganha o prêmio de viagem à Europa do Conselho de Orientação Artística de São Paulo e vai a Florença, Itália. Freqüenta a Real Academia de Florença até 1938, como aluno de Fellice Carena. TEODORO BRAGA, pág.84; REIS JUNIOR, pág.290; WALMIR AYALA, vol.1, pág.275; PONTUAL, pág. 186; MEC, vol.2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



044 - VITALINO FILHO (XX)

Pescador - escultura em terracota - 25 x 16 x 09 cm - assinado -

Ceramista de Caruaru-PE, o autor é filho e primeiro herdeiro da arte do pai, o grande Mestre Vitalino. Citado no livro O REINADO DA LUA, Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra e Outros, Ed. Salamdra, 1980.



045 - ALBERTO ALLENDE (1937)

Carnaval - óleo sobre tela - 70 x 105 cm - canto inferior direito -

Pintor e fotógrafo espanhol. Radicou-se no Brasil em 1972, tendo antes estudado na Itália, Áustria e Alemanha. Neste último país, após quatro anos de estudo, diplomou-se em engenharia fotográfica. Fotografou as principais capitais brasileiras para a Expo-73 que o governo brasileiro organizou na Bélgica e foi contratado como professor de fotografia e cinema da Universidade de São Paulo para os cursos de Jornalismo e Comunicações. Atualmente reside em São Paulo e pinta paisagens brasileiras. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.42; VOL. 2, PÁG. 48.



046 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



047 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Formas - técnica mista - 17 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



048 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 17 x 21 cm - não assinado -



049 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Independence, mo" - desenho a nanquim e guache - 39 x 32 cm - canto inferior direito -
Com carimbo de publicação datado de 06 de novembro de 1952 no Jornal Tribuna da Imprensa, no dorso.

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



050 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



051 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - litografia off set - H.C. - 34 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



052 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Samba no terreiro" - óleo sobre cartão - 32,5 x 28 cm - canto inferior direito - 1964 - Rio -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso e autenticação da família do artista, datado de 17 de maio de 2017 na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



053 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Plantas - aquarela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



054 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - gravura - 8/50 - 21 x 11 cm - canto inferior direito - 1999 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



055 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



056 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

"Flores" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Peixoto Gomide, 1895 - São Paulo - SP., no dorso.

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



057 - JORGE FRANCO (1955)

Paisagem - técnica mista - 30 x 41 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



058 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Figura - xilogravura - 29 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



059 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 39/100 - 36 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2006 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



060 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

"Série Mangueira" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - dorso - 06/09/1970 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade, firmado por Rolando Humberto Barsotti, irmão do artista Hércules Barsotti, datado São Paulo, 03 de junho de 2009.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



061 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 58 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



062 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



063 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Igreja renascer no álcool" - acrílico sobre papel - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 2017 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



064 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem nevada - óleo sobre tela - 46 x 63 cm - canto inferior esquerdo -
F. Szories Freitag.



065 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1993 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



066 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 43 x 10 x 17 cm - assinado -
Com selo de Zani Fundição Artística, Rio de Janeiro - Brasil.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



067 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 107,5 x 39 cm - canto inferior direito - 2008 -
No estado.

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



068 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



069 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Pedra da Gávea - óleo sobre tela colada em cartão - 22 x 14 cm - canto inferior direito - 1939 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



070 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Congonhas do Campo - óleo sobre tela - 60 x 74 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



071 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Artista/pintor" - litografia off set - H.C. - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



072 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



073 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

"Natureza morta" - aquarela - 11 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1952 - São Paulo -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



074 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Mulher - sangüínea - 55 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



075 - IGE D'AQUINO (1949)

Composição - óleo sobre tela - 121 x 100 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor Paulista, nascido em Itú, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais.



076 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 44 x 100 cm - dorso - 2017 -
Obra 681 do catálogo da artista.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



077 - CARLOS LOUSADA (1905 - 1984)

Paisagem - óleo sobre madeira - 25 x 54 cm - canto inferior esquerdo -

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



078 - MANINHA (XX)

Figuras - óleo sobre eucatex - 61 x 68 cm - canto inferior esquerdo - 1966 - São Paulo -
No estado.

Natural do Estado do Amazonas, a pintora Maninha nunca teve a preocupação de agradar ou contrariar e usando de uma liberdade de expressão rara, suas produções são uma união explosiva de símbolos colhidos com naturalidade desconcertante. Realizou uma individual na Petite Galerie, RJ, em 1868, com crítica de Pietro Maria Bardi. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 574; MEC, vol. 3, pág. 47.



079 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Estudo - desenho a lápis - 37 x 27 cm - canto inferior direito - 1943 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



080 - ERNST LUDWIG KIRCHNER (1880 - 1938)

"Family" - óleo sobre tela - 92 x 65 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta de Buchholz Gallery, Curt Valentin 32 East 57th Street, New York, no dorso. Ex coleção Carl Hagemann, conforme inscrição no dorso da obra. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e tapeceiro nascido em Aschaffenburg Bavaria, Alemanha e falecido em Davos GR, Suíça. Na Alemanha, estudou na Faculdade de Arquitetura do Colégio Técnico de Dresden (1901 a 1905) e no Ateliê de Artes Puras e Aplicadas em Munique (1903 a 1904). Em Dresden estudou também com Fritz Bleyl, Erich Heckel e Schmidt-Rottluff com os quais fundou o grupo expressionista 'Die Brücke' (1905). Em 1911 mudou-se para Berlim e seus trabalhos foram selecionados para o 'Armory Show' – exposição de arte europeia contemporânea, celebrada em Nova York (1913). Com os contatos com o grupo expressionista de Munique, os membros do 'Die Brücke' foram incluídos na exposição 'Der Blaue Reiter' de 1912. Em 1917, foi enviado à Suíça para se convalescer de um colapso nervoso em consequência da guerra e, lá, permaneceu para o resto de sua vida. Nas montanhas da Suíça voltou a pintar e a escrever críticas de arte sob o pseudônimo de Louis de Marsalle. Em 1931 foi membro da Academia de Belas Artes de Berlim e, seis anos mais tarde, durante o nazismo, viu sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura, o que colaborou para piorar sua aguda depressão, já abalada pelos rumos da política na Alemanha. No ano seguinte, suicidou-se. DICIONÁRIO OXFORD; www.artprice.com; www.museothyssen.org; www.ernstludwig-kirchner.com; www.historiadaarte.com.br; abstracaocoletiva.com.br; www.biografiasyvidas.com.



081 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caricatura de Pelé e outros - desenho a nanquim - 25 x 30 cm - canto inferior direito -
Jorge Pean?



082 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Figura - serigrafia - 1/20 A - 41 x 60 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



083 - GLADYS MALDAUM (1943)

Negra - óleo sobre tela - 58 x 78 cm - canto inferior direito - 1979 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



084 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

Papai Noel - técnica mista - 09 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



085 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Egípcia - desenho a nanquim - 26 x 16 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



086 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Negra - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



087 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Mesa de trabalho" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



088 - CARLOS BRESEGUELLO (1958)

"Torre de Babel" - têmpera acrílica sobre línter de algodão - 58 x 17 x 17 cm - assinado -

Pintor e escultor nascido em São José do Rio Preto, SP. Expõe individualmente a partir de 1983, e participa coletivas na Capital e no Interior desde 1972. JÚLIO LOUZADA vol.8, pág.133; ITAÚ CULTURAL.



089 - ALFREDO ZORRILLA DE SAN MARTIN (1927 - 1990)

"Punta del Este de Antaño" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido e falecido em montevidéu, Uruguai. Foi advogado e autodidata em pintura. Aos oito anos recebeu o primeiro Prêmio num concurso de pintura. Realizou exposições individuais em: Montevidéu, Uruguai (1962); Buenos Aires, Argentina (1969); Barra de Maldonado, Uruguai (1975, 1976, 1977); Punta del Este, Uruguai (1979, 1980, 1981, 1982, 1984). Possui obras no 'Museo de la Construcción' (Casa de Toribio) – Montevidéu, Uruguai e ' Museo General Aparicio Saravia' - Cerro Largo, Uruguai. www.portondesanpedro.com; www.artprice.com.



090 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - guache - 55 x 75 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



091 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - serigrafia - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



092 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - desenho a caneta hidrográfica e aquarela - 12,5 x 07 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



093 - CILDO MEIRELES (1948)

"Mesa 1968" - serigrafia - 44/50 - 76 x 102 cm - canto inferior direito - 1984 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1967. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969, na qual leciona entre 1969 e 1970. Seu trabalho se caracteriza pela diversidade de técnicas e suportes empregados - pintura, desenho, escultura, ambiente, happening, instalação, performance, fotografia, conjugando-os em múltiplas linguagens que discorrem sobre questões sociais e políticas JULIO LOUZADA vol. 11 pág . 207, ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 785; LEONOR AMARANTE, pág. 205.



094 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 16 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



095 - INOS CORRADIN (1929)

Gato - múltiplo em ceramica - 16 x 32 x 13 cm - assinado -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



096 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violinista" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



097 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Estaleiro - óleo sobre tela - 46 x 69 cm - não assinado -



098 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Crianças brincando - óleo sobre eucatex - 38 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



099 - GILENO (1942)

Na praia - tapeçaria - 62 x 44 cm - canto superior esquerdo - Bahia -
No estado.

Pintor, desenhista e tapeceiro, Gileno Sales Mascarenhas da Rocha nasceu em Salvador, Bahia. Assinava Gileno Bahia e, atualmente, Gileno. Aos dezoito anos ingressou na Marinha Mercante onde permaneceu por seis anos. Deixando a Marinha foi trabalhar no interior e passou a desenhar e se interessar por tapeçaria como autodidata. Exposições individuais: Salvador, BA (1968, 1969); Aracaju, SE (1969); Niterói, RJ (1970); Rio de Janeiro (1970, 1972, 1978); São Paulo (1971, 1973 a 1976, 1980, 1981, 1992); Vitória, ES (1973); Fortaleza, CE (1977); Saint Martin, Antilhas Francesas (1971); Chicago, EUA (1971). Participou de diversas mostras coletivas pelo Brasil e também na Suíça e Japão. Foi premiado em: Itapecerica da Serra, SP (1988); Embu, SP (1981,1985). MEC VOL. 2, PÁG. 249; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 446; ITAU CULTURAL.



100 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - óleo sobre cartão - 33 x 38 cm - canto inferior direito - Década de 60 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Dr, Nelson Mendes - Marília - SP. Com etiqueta de Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Rua Dr. Mello Alves, 717, São Paulo - SP, no dorso.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



101 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Ave, pássaro e borboleta - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



102 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - E.P.A. XII/XXX - 53 x 45 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



103 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Interior - aquarela - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



104 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Céu estrelado - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



105 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



106 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Igreja - óleo sobre madeira - 55 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



107 - JORGE FRANCO (1955)

"Natureza morta com banco e vaso amarelo" - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - lado direito e dorso - 1979 -

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



108 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia - P.A. - 33 x 25 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



109 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

"Cristo de São João da Cruz" - litografia off set - MDLXXI/MM - 1571/2000 - 65 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



110 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

"Fiandeira" - escultura em bronze - h = 74 cm - base -
Reproduzido no convite deste leilão.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



111 - MANOEL GELLA (XX)

Cristo - óleo sobre eucatex - 38 x 27 cm - canto inferior direito - 1969 -

Manoel Gella Lavadia, pintor natural de Huesca, Espanha. Já pintava quando chegou ao Brasil, em 1948. Participou de diversas exposições coletivas no Peru, Chile, Argentina e Brasil. Realizou , em 1971, exposição individual no Rio de Janeiro e Huesca, Espanha. http://www.galeriazildafraletti.com.br; http://hemeroteca.abc.es



112 - ESCOLA HOLANDESA, SÉC. XX

Na cozinha - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
T. Westeman. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



113 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 46 x 55 cm - canto inferior direito ilegível - 1989 -



114 - CARLOTA SANTOS (1913 - 2000)

Nossa Senhora da Conceição - óleo sobre tela - 22 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 1973 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintora e restauradora, Carlota Martins dos Santos nasceu em Portugal e faleceu no Rio de Janeiro. Transferiu-se para o Brasil (1920) e naturalizou-se brasileira. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1962, 1968) e, em Salvador, BA (1969). Foi membro da Comissão do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1963, 1969). Participou de mostras e Salões oficiais recebendo vários prêmios em: 1955, 1956, 1957 a 1965, 1978, sendo um deles, Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. MEC VOL. 4, PÁG. 182; ITAU CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 2. PÁG. 917.



115 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre eucatex - 23 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



116 - FERNANDO COELHO (1939)

"Marinha do barquinho só" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



117 - LUIZ VENTURA (1930)

"A procura de um novo modelo" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com etiqueta nº 904 de Touluse Galeria de Arte, Marquês de São Vicente n º 52, loja 304, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



118 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - escultura em resina - 30 x 27 x 09 cm - assinado - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 02 de agosto de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



119 - TAKASHI NAKAYAMA (1893 - 1978)

Figuras - aquarela - 31 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista japonês com participações em mostras coletivas e Salões. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões do mundo. www.artprice.com; www.artnet.com; www.invaluable.com.



120 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Forte de Santo Antonio da Barra, Salvador-BA - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1983 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



121 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre cartão - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



122 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Colhedores I" - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



123 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Índios - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



124 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Composição - acrílico sobre tela - 85 x 95 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



125 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

No parque - guache - 35 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



126 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Crustáceo - serigrafia - 40/40 - 44 x 38 cm - canto inferior direito - 1968 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



127 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista - 19 x 26 cm - canto inferior direito - 1981 -
Com etiqueta da Contorno Artes Ltda., Rua Marquês de São Vicente, loja 52, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



128 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - aquarela - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



129 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 34 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
P. Canin. No estado.



130 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Linhas" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1975 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 12 de novembro de 2016.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



131 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

Cavalos - óleo sobre eucatex - 34 x 19 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



132 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Trabalhador - desenho a carvão - 62 x 46 cm - canto inferior direito - 1933 -
No estado.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



133 - YUKIO SUZUKI (1926 - 2004)

Composição - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista e ceramista nascido em Sendai, Japão e falecido em Cotia, SP. Autodidata, participou de várias exposições em Tóquio, Japão (1952 – individual, 1948/1950 – coletivas, 1958/1962 – coletivas). Chegou ao Brasil em 1962 e se juntou ao grupo Seibi. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1968, 1972, 1976, 1980, 1987); Rio de Janeiro (1970, 1971, 1974, 1979, 1981, 1985); Recife, PE (1972); Campinas, SP (1974); Brasília, DF (1977). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, SP (1965 a 1970); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1966); Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1973, 1977); Bienal Nacional, SP (1974, 1976); Salão de Arte Contemporânea de Campinas (1967, 1969, 1974); Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte (1971, 1972, 1975, 1978); Salão Bunkyo, SP (1972 a 1987, 2003); Bienal de Santos (1973, 1991); Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, Japão (1995 a 1997); entre outros. Foi premiado em: São Paulo (1965 a 1968); Santo André, SP (1969); Belo Horizonte, MG (1971, 1975, 1978); Campinas, SP (1974). MEC VOL. 4, PÁG. 346; PONTUAL PÁG.508; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 811; ITAU CULTURAL.



134 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Briga de galos - têmpera sobre tela - 61 x 113 cm - centro inferior - 1970 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



135 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Carnaval - desenho a lápis e caneta esferográfica - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex coleção Esther Angrisane, São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



136 - OTAVIO SOARES (XX)

Pau de sebo - xilogravura - P.A. - 38 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Desenhista e xilogravador com participações em mostras coletivas. Faz parte do acervo da Casa da Xilogravura em Campos do Jordão, SP. www.casadaxilogravura.com.br.



137 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaros - desenho a caneta hidrográfica - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



138 - MARIA OTILHA (XX)

Músico - escultura em terracota - 33 x 6,5 x 5,5 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras. Foi contemporânea de Mestre Vitalino.



139 - SOPHIA TASSINARI (1927 - 2005)

"Colheita de café" - desenho a nanquim, aquarela e guache - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintora, ceramista e joalheira, esta artista paulistana iniciou seu estudos com Teodoro Braga. Posteriormente teve como companheiros de aula Annita Malfatti e Mario de Andrade. Sua obra é nostálgica, transposta líricamente para as fachadas barrocas, vielas, igrejas e ruínas de cidades históricas brasileiras. JULIO LOUZADA, vol.9, pág. 843; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644, Acervo FIEO.



140 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 24 x 33,5 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



141 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Rosto - técnica mista - 48 x 33 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



142 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Amazona - pastel - 36 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



143 - J. JANZEN FILHO (1915)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1946 -

Johannes Janzen Filho, pintor nascido em Donskoi, Rússia. Filho do pintor Johannes Janzen e Luise Wedel. Migrou com a família para a Alemanha (1929) em meio às tensões políticas da época. Da Alemanha os Janzen embarcaram para o Brasil, integrando a primeira leva de imigrantes menonitas teuto-russos. Inicialmente dirigiram-se à Serra do Stolz Platô; mais tarde fixaram residência na Colônia Witmarsum em Palmeira, PR. Formou-se professor de ensino básico em São Leopoldo, RS (1934). O magistério o levou a lecionar na Bahia, São Paulo e Paraná, sendo a produção artística um caminho paralelo e de menor importância. Depois Johannes Janzen Filho passa a dar aulas de pintura e trabalha como professor de Educação Artística. Aposentou-se em 1981 e passou a se dedicar exclusivamente à pintura. www.artesnaweb.com.br/index.php?pagina=home&abrir=arte&acervo=2052.



144 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo e vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



145 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem Holandesa - óleo sobre madeira - 23 x 31 cm - não assinado -



146 - DADO MOTTA (1981)

"Estabilidade - mulher" - spray e acrílico sobre madeira - 50 x 21 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 22 de julho de 2017.

Pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em São Paulo. Cursou a Escola de Belas Artes de São Paulo, fez Desenho e Ilustração na Escola Panamericana de Arte e alguns 'worshops'. Realizou exposição individual em São Paulo (2002) e tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (2002 a 2007, 2009, 2014 a 2017); São João da Boa Vista, SP (2008); Itajaí, SC (2014); Rio de Janeiro (2015); Santa Monica, EUA (2015, 2016). Foi premiado pela BASF (2017) e selecionado por curadores internacionais sob o tema curatorial 'Healing Art' pela CODAworx (2017). ITAU CULTURAL; mandala.art.br/dado-motta; www.codaworx.com; www.saatchiart.com.



147 - ÉZIO MONARI (1935)

Cigana - óleo sobre eucatex - 12 x 08 cm - canto inferior esquerdo -
Resquícios de assinatura.

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



148 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"O vaso com azaleia" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP., no dorso

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



149 - LUIGI ALLAVENA (1878 - 1959)

Ruela - aquarela - 22 x 11 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. www.artprice.com.



150 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - monotipia - 19 x 25 cm - canto inferior direito - 1969 -
Ex coleção Esther Angrisane, São Paulo - SP. Reproduzido em catálogo de exposição do artista na Grifo Galeria de Arte - São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



151 - RENATO SOTTOMAYOR (1921 - 1958)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e decorador nascido no Rio de Janeiro onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu em Santos, SP. Em 1950, transfere-se para São Paulo e passa a lecionar no MAM. Também estuda com André Lhote e Gino Severini, em Paris. Como decorador, colaborou com o arquiteto Sérgio Bernardes e também se destacou como ilustrador de obras literárias. Exposição individual em Roma (1952). Participou, em São Paulo, da 1ª Bienal e do Salão de Arte Moderna (1951); em Paris (1956) da exposição do Museu de Arte Moderna. MEC, VOL. 4, PÁG. 310; PONTUAL, PÁG. 500; JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 306.



152 - JORGE FRANCO (1955)

"Beco" - óleo sobre tela - 75 x 52 cm - lado esquerdo e dorso - 1999 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



153 - CAROLUS, (CARLOS CANNONE) (1928 - 1995)

Figuras - óleo sobre tela - 38 x 33 cm - canto superior direito e dorso - 1967 -

Pintor, estudou com o pai Angelo Canone, na Itália, antes de emigrar para o Brasil em 1951. Ativo no Rio de Janeiro, realizou diversas exposições individuais e coletivas. MEC, vol.1, pág. 360; JULIO LOUZADA vol.5, pág. 205.



154 - PITÁGORAS (1964)

O fusca - serigrafia - 24/60 - 30 x 71 cm - canto inferior direito -

Desenhista e pintor autodidata nascido em Goiás, GO. Realizou exposições individuais em: Goiânia, GO (1993 a 1996, 1998, 2002, 2004); Brasília, DF (1996) e participou de diversas coletivas em: Goiânia, GO (1990, 1993, 2000, 2003); Brasília, DF (1999); Florianópolis, SC (2000); Salvador, BA (2000) Nova York, EUA (2001); São Paulo (2002); Rio de Janeiro (2004); Belo Horizonte (2005). Foi premiado em Goiânia (1993). Possui obras no MAM do Rio de Janeiro, no MAC de Goiânia e no MASC de Florianópolis. ITAUCULTURAL.



155 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



156 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

Cerâmicas - técnica mista - 77 x 113 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



157 - PAOLO MARANCA (1938 - 2006)

Composição - aquarela - 24 x 32 cm - canto inferior direito -

Paulista da Capital, Maranca foi pintor, desenhista, jornalista e crítico de arte. Teve Waldemar da Costa e Clóvis Graciano como mestres, com eles trabalhando na execução de painéis. Liderou a corrente figurativista que se opunha ao abstracionismo em São Paulo. Organizou exposições na cidade que sempre visavam um questionamento aos movimentos existentes. JULIO LOUZADA vol 10 pág. 543; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



158 - ANTONIO PESSOA (1943)

Bailarina - escultura em bronze - 29 x 16 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



159 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Porto - pastel - 32 x 22 cm - canto inferior direito -

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



160 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Ciclistas" - massa, óleo e pregos sobre madeira - 65 x 65 cm - dorso -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



161 - ANTONIO LUCIO PEGORARO (1929)

Noturno - óleo sobre tela - 46 x 75 cm - centro inferior - 1977 -

Nasceu em São Paulo, Capital, no dia 1º de abril. Sua formação artística recebeu ensinamentos dos mestres Alfredo Oliani, Vicente Mecozzi, Waldemar Amarante e Pedro Altaza. Estudou na ENBA e no Laboratório do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde aperfeiçoou-se em restauração e pintura sob a orientação de Édson Motta. Expõe individualmente a partir de 1970, e coletivamente desde 1952. Fernando Barretto, na apresentação do artista para a exposição da Galeria Paulo Prado-SP, 1980, assim escreveu sobre a sua obra: "´Nada vem do nada´. O óbvio parece não entrar na mente de certos artistas que renegam sua formação e sua aprendizagem e se dizem simplesmente ´autodidatas´. Para se chegar a uma linguagem própria - erudita - o aprimoramento da bagagem cultural se faz necessário. As telas de Pegoraro justificam bem essas idéias. Suas cores quentes e gritantes lembram os ´fauves´, suas formas ao mesmo tempo pós-impressionistas e construtivas são inspiradas nas descobertas do Cubismo e da Escola de Paris. Entretanto Pegoraro se exprime com uma linguagem absolutamente pessoal, um verdadeiro estilo. " ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



162 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - desenho a nanquim e aquarela - 12,8 x 11 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 07 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



163 - LETÍCIA PAGANO (XX)

Princesa - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



164 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 6/50 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



165 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

"Caminho" - litografia - 2/40 - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 1978 -

Autodidata, o artista foi natural da cidade de São Paulo, onde também veio a falecer. O crítico Mario Schenberg, em sua obra ´Pensando a arte´. Ed. Nova Stella-SP, 1988, assim comentou a obra do artista: "Nas fases figurativas anteriores a 1960, Bernardo Cid experimentou várias técnicas. De um modo geral, o grafismo desempenhou o papel mais importante nesse período, se bem que tenha empregado também uma técnica de esmaltes. A partir de 1960 iniciou sua fase abstrata informal, que se prolongou até o fim de 1964, quando voltou de novo ao figurativismo. A pintura informal de Cid apresenta um interesse considerável. Algumas obras desse período se aproximam do expressionismo abstrato, revelando um senso cósmico acentuado, adequadamente comunicado por uma linguagem pictórica rica de sensibilidade cromática. A visão cósmica de Cid tem uma dramaticidade contida mas forte. Ela reapareceu combinada com outros elementos em alguns dos seus quadros neo-realistas de 1965. A passagem pelo informalismo enriqueceu consideravelmente a pintura de Cid, combatendo uma predominância excessiva de grafismo, evidenciada nas fases precedentes. Aprimorou o seu senso espacial e deu-lhe musicalidade." MEC, vol.1, pág.437; PONTUAL, pág.73; Catálogo Da Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira- Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 205/206; BENEZIT, vol.3, pág.31; TEIXEIRA LEITE, pág.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 737; ARTE NO BRASIL, pág. 910.



166 - RAQUEL GALLENA (1955)

"Tarde de verão em campo florido" - acrílico sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Pintora, desenhista e gravadora paulistana, realizou diversas exposições coletivas e individuais. Participou de Salões Oficiais obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 144



167 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

"Meninos do Morro da Cachoeira" - desenho a nanquim - 28 x 21 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



168 - SILVIA ALVES (1947)

"Vista da Vila Madalena" - óleo sobre eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



169 - DILA (DILEUSA DINIS RODRIGUES) (1939)

"Porta - Estandarte" - litografia - 16/100 - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintora e gravadora, DILA se expressa plasticamente com esse olhar brasileiro que é a sua grande marca. Sua arte não tem referência entre os "naifs" nem entre os primitivistas do mundo inteiro. Ela é única." Trecho do crítico maranhense Ubiratan Teixeira. JULIO LOUZADA, vol. 7 - pág. 221; ITAÚ CULTURAL.



170 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figuras - escultura em madeira - 111 x 37 x 08 cm - dorso -
V.O.S.



171 - DUMAS SEIXAS (1958)

"A, B, C, D," - litografia - 18/30 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1992 -

Antônio Carlos Dumas Seixas nasceu e cresceu em Belém, PA. Transferiu-se para São Bernardo do Campo, SP onde vive e trabalha. Realizou exposições individuais em: Belém, PA (1986, 2001, 2003); São Paulo (1992, 1996, 2011); Havana, Cuba (1992); São Bernardo do Campo, SP (2000, 2010); Rio de Janeiro (2013). Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: IV Bienal Nacional de Santos, Santos - SP (1993); V Bienal de Santo André - Dumas Gráfico - sala especial (2010). Foi premiado no: 1º Salão Paraense de Arte Contemporânea - Belém, PA (1992); no 2º Salão de Artes Plásticas de São Bernardo do Campo, SP (1992); no Salão de Arte Contemporânea - Santo André, SP (2001). Em 2003 foi bolsista de projeto para Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), Belém - PA. ITAU CULTURAL; www.dumasseixas.com/dumas.



172 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - técnica mista - 50 x 45 cm - não assinado -



173 - DIRCE PIRES (1930)

Barqueiros - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Tatuí, SP, no dia 24 de abril de 1930, assina suas obras DIRCE PIRES. Pintora ingênua, suas obras tem como tema cenas rurais e aspectos da vida interiorana. Viúva do pintor Walter Lewy. Autodidata, com participações em coletivas, inclusive no exterior JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 771, Acervo FIEO.



174 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura e pássaros - gravura - 50/70 - 17 x 25 cm - canto inferior direito - 1988/1989 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



175 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.A. - 43 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



176 - MAGDA STÁBILE (1952)

Bailarina - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



177 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - dorso -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



178 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas e mastro - serigrafia - 44/50 - 39 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



179 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P.A. - 55 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



180 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - serigrafia - 115/150 - 64 x 85 cm - canto inferior direito - 2004 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



181 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 7/50 - 63 x 48 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



182 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com gato - serigrafia - P.I. - 50 x 44 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



183 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 72/120 - 62 x 74 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



184 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 7/50 - 52 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



185 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



186 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 57 cm - não assinado -



187 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



188 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Marinha - óleo sobre eucatex - 40 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



189 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Estudo - desenho a lápis - 23 x 19 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



190 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Pão de Açúcar - óleo sobre madeira - 06 x 7,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



191 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Flores - serigrafia - 10/50 - 53 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



192 - JAYME XANDÓ (1942 - 2007)

"Entrega" - xilogravura - P.A. - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1982 -

Artista plástico com diversas participações em mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1966); Bienal Nacional, SP (1974); Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP (1976); Salão de Ates Plásticas da Noroeste, Penápolis - SP (1982); Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1982); Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba – PR (1984). ITAU CULTURAL; www.casadaxilogravura.com.br; www.artprice.com.



193 - JOAQUIM LOPES FIGUEIRA JUNIOR (1904 - 1943)

Rosto - desenho a lápis - 17 x 14 cm - canto inferior direito - 1941 -

Escultor e pintor, participante do Salão Paulista de Belas Artes em 1934 e 1936, quando recebeu as pequenas medalhas de prata e de ouro. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu o prêmio viagem ao País, em 1941. Integrou a Família Artística Paulista, participando de suas mostras entre 1937 e 1940. Quirino Campofiorito, artista e festejado crítico de arte, assim disse a seu respeito: "Faleceu prematuramente Figueira, quando sua obra confirmava um rigor estético que tinha sua medida na simplicidade do modelado e na espontaneidade da objetividade figurativa." MEC, vol.2, PÁG.173; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 348; PONTUAL, pág. 212; TEIXEIRA LEITE, pág.193; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 586.



194 - FRANCISCO CIMINO (1904 - 1990)

Marinha - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista, professor, literato e músico, natural de Araras, SP, onde nasceu a 27 de março de 1904. Em 1918 iniciou-se nas artes, passando a estudar desenho, pintura, escultura e entalhe com os mestres Rafael Falco e Jorge Barbato, na Escola Normal em São Carlos, cidade onde permaneceu até 1923. Aperfeiçoou-se posteriormente com Castellane. Participou de diversos certames oficiais, sendo que obras suas figuram nos acervos de diversos museus nacionais e coleções particulares. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 265.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



195 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 2/50 - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



196 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - gravura - 41 x 71 cm - canto inferior direito ilegível - 1973 -



197 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Mulher rendeira - litografia - 28/100 - 74 x 48 cm - centro inferior - 1957 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



198 - ANTONIO COPPOLA (1839 - c.1902)

Paisagem - guache - 38 x 57 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano. Seu aprendizado artístico se deu na Academia de Belas Artes de Nápoles. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



199 - OLGA CHIMINAZO (1957)

"Equilíbrio" - óleo sobre tela - 09 x 09 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintora e professora nascida em Boa Esperança, MG. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1986 a 1988); Boa Esperança, MG (1987, 1988, 1991, 1992, 1995); Poços de Caldas, MG (1987, 1991, 1995); Campo Belo, MG (1991); Batatais, SP (1995). São Paulo (1986 a 1988). Participou de mostras coletivas em: Três Corações, MG (1982); Boa Esperança, MG (1983, 1989, 1993); Belo Horizonte, MG (1987).



200 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Ao grande poeta - desenho a nanquim - 45 x 32 cm - canto inferior direito - déc. 40 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Luiz Peixoto. O casamento é qual uma chapa photographica. O namoro representa o plano arranjado pelo photographo, as nupcias, a exposição da chapa, a lua de mel a revelação ou desenvolvimento das mesmas; os filhos a cópia positiva...eis o lar ideal..."Grande Poeta" E. Di Cavalcanti. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - CARLOS BASTOS (1925)

Jardim de inverno - desenho a nanquim - 40 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista baiano, um dos precursores do modernismo em Salvador, em 1944. Também cenógrafo e ilustrador, sua pintura é notável pela predominância da linha e pelo sentimento poético que a informa. WALMIR AYALA, vol.1, págs.89 A 91; PONTUAL, pág. 58; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.99; ITAU CULTURAL.



202 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - escultura em madeira - 19 x 09 x 04 cm - não assinado -



203 - WALDYR MATTOS (1916)

"Casa - Ouro Preto" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 21/6/1916. Segundo Carlos Cavalcanti, o autor "... Essencialmente figurativo, com algumas incursões sem muito sucesso pela abstração (...) entregou-se ao trabalho dentro dos postulados Pop-Nova Figuração, procurando criar uma arte de acento popular, de fundo urbano, ou suburbano, com forte referência ao social." Individuais a partir de 1960 e coletivas desde 1952. JULIO LOUZADA, vol. 12 - pág 431



204 - A. VICCINI (XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 06 x 09 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com participações em mostras e Salões coletivos. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1105.



205 - GEORGES BLOOW (XIX - XX)

"Estação Paulo de Frontin" - gravura - P.A. - 35 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista e gravador francês ativo em Niterói, RJ. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1944), entre outros. MEC VOL. 1, PÁG. 245.



206 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Flor com jarra branca" - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



207 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Pescador - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido e falecido em Santos, SP. Iniciou-se na pintura, ainda criança, sob as orientaçõesde sua mãe que era hábil desenhista. Depois frequentou o ateliê de Benedicto Calixto. Expôs individualmente em São Paulo (1920); Santos (1921, 1923, 1936). Participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1934, 1935, 1937, 1939, 1940, 1942 onde foi premiado nas edições de 1940 e 1941. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Oficial de Santos em 1970. Por encomenda do governo de Minas Gerais, realizou uma série de trabalhos para as várias repartições públicas de Belo Horizonte. TEODORO BRAGA, PÁG. 105; MEC, VOL. 2, PÁG. 240; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 410; VOL. 4, PÁG. 452; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.novomilenio.inf.br; www.artprice.com.



208 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Porto - óleo sobre tela colada em cartão - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



209 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



210 - CHARLES FRANÇOIS DAUBIGNY (1817 - 1878)

Lago - óleo sobre madeira - 15 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido e falecido em Paris. Assina Daubigny. Associado à Escola de Barbizon, não viveu nessa cidade. Foi um dos pioneiros da pintura ‘plein air’ na França. Nascido em uma família de artistas, seu pai e seus tios também pintavam, Daubigny teve como primeiro mestre o próprio pai, Edmé François. Aos dezessete anos, após a morte de sua mãe, resolveu viajar e foi para Roma, onde visitou todos os museus. De volta a Paris, integrou-se à classe de Paul Delaroche na Escola de Belas Artes (1838) e o pintor Granet, conservador do Museu do Louvre, empregou-o como restaurador de quadros. Não era um trabalho que apreciava e achava uma profanação tocar em uma obra prima. Despedido do Louvre passou a fazer ilustrações comerciais, desenhos para caixas de bombons e gravações sobre madeira. Em 1838, 1840 e 1845 participou de Salões apresentando algumas águas-fortes. A partir de 1844, sua reputação como pintor começou a se firmar. Em 1857 expôs, no Salão, a obra ‘Le Printemps’ e com o sucesso, foi encarregado da decoração das escadas dos salões de Estado no Louvre. Graças a esse trabalho e à posse de uma pequena herança, realizou um antigo sonho: mandou construir uma barca - ‘Bottin’ - que lhe serviu de habitação e permitiu uma vida errante em contato direto e permanente com sua fonte de inspiração: os rios e canais. Em 1874 foi feito cavaleiro da ‘Legion d’Honneur’. Vários museus da Europa possuem obras suas. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 369; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.314; www.charles-francois-daubigny.org; www.nationalgallery.org.uk; www.rehs.co; www.britannica.com; artnet.com; artist.christies.com; web.artprice.com.



211 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Jardim Zoológico de Roma 2" - litografia - P.A. - 21 x 29,5 cm - canto inferior direito - 1949 -
Reproduzida na página 341 do "Catálogo Raisonné Iberê Camargo - vol 1/ gravuras - Mônica Zielinsky".

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



212 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"IL Duomo di Firenze" - aquarela - 27 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -
Carmello Rizzi.



213 - MARIA HERCÍLIA QUINTAS (1929 - 2015)

"Repousando" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, restauradora e professora nascida em São Paulo. Assina M. Hercília. Foi aluna de Anita, Helena e Lucília Fraga, Salvador Rodrigues, Julian P. Ortigosa, Aurélio Ferraz Costa e Daniel Mercedes Terto. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural São Paulo e cursou desenho e pintura no antigo Colégio Des Oiseaux. Exposições individuais em: São Paulo (1990, 1992 a 1994, 1997). Mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1987, 1988, 1989 a 1991, 1995, 1996); Matão, SP (1990, 1991); Botucatu, SP (1991); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Franca, SP (1991, 1992); Ubatuba, SP (1993); La Paz, Bolívia (1989); Cuzco, Peru (1989). Prêmios: São Paulo (1988 a 1990); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Matão, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 332; VOL. 10, PÁG. 421.



214 - IWAO NAKAJIMA (1934 - 2011)

"Canavial" - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 - São Paulo -

Natural de Guma-Ken, Japão, onde nasceu a 9 de abril de 1934, permanecendo no Japão, onde fez estudos de pintura e desenho, até 1955, quando se transfere para o Brasil, como técnico em pintura sobre esmalte. É associado na APBA. Expõe individualmente a partir de 1982, e participa de coletivas a partir de 1974, inclusive no exterior. Em seu curriculum constam diversas premiações em certames oficiais. Faleceu em Embu das Artes em 3 de setembro de 2011. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág. 767



215 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 42 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



216 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - serigrafia - 317/500 - 28 x 19 cm - canto inferior direito - 1993 -
Com a seguinte inscrição: "Desejamos um feliz e próspero 1994, Cora e Aldemir, janeiro de 1994".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



217 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Feira - serigrafia - 93/350 - 38 x 60 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



218 - ANNA SOPHIE GASTEIGER (1878 - 1954)

Flores - aquarela e guache - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista alemã falecida em Munique. Estudou com Dasio e foi ativa em Munique e em Dresden. Participou de muitas mostras coletivas e Salões. BENEZIT; www.artprice.com.



219 - AGI STRAUS (1926)

Nu - técnica mista - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



220 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 38 x 45 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



221 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

"Sala Gaspar" - litografia - 294/1000 - 76 x 56 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



222 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 21 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



223 - PEDRO SELLA JUNIOR (1926)

Estação de trem - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade paulista de Ribeirão Preto, onde nasceu a 28 de agosto. É um pintor romântico, com grande sensibilidade para captar o que há de mais autêntico na paisagem clássica do campo. Estudou com Simão Popoff. Em traços e tons impressionistas, pintou Goiás Velho, a casa de Cora Coralina, as igrejas de Ouro Preto, e os bebedouros coloniais de Minas. JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 814



224 - SEVERINO VITALINO (1940)

Cangaceiro a cavalo - escultura em terracota - 26 x 23 x 07 cm - assinado - 25/10/1994 - Caruaru - PE -
No estado.

Ceramista, Severino Pereira dos Santos - o Severino Vitalino nasceu em Ribeira dos Campos, PE. Ainda criança se mudou (1948) com sua família para o Alto do Moura em Caruaru. Severino é filho do mestre Vitalino e continuador de sua obra. Desde muito pequeno já ajudava seu pai a fazer as pecinhas de barro. Na antiga casa do seu pai, no Alto do Moura, hoje funciona a Casa Museu Mestre Vitalino. É o responsável pelo local onde também utiliza para expor suas peças. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e estrangeiras. artepopularbrasil.blogspot.com.br/2010/11/severino-vitalino.html; www.artedobrasil.com.br; www.museucasadopontal.com.br; www.oreinadodalua.com.br.



225 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

Praça - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



226 - ALBERTO LUME (1944)

Crianças pescando - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



227 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 21 x 31 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



228 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Casario - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
M.Rosenzvaid.



229 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Flores - técnica mista - 46 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



230 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



231 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 13/30 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



232 - VITTORIO CAVALLERI (1860 - 1938)

"Depois da chuva" - óleo sobre cartão - 44 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor italiano nascido em Turim. A partir de 1878 estudou na Academia Albertina de Turim com Enrico Gamba, Andrea Gastaldi, Giuseppe Giani e Pier Celestino Gilardi. Viveu em Nichelino, perto de Turim (1885) e, em Paris (1889). Expôs em Turim (1883 a 1917), Veneza (1895 a 1910 – Bienal de Veneza), Milão, Gênova e Paris. Recebeu inúmeros prêmios, incluindo medalha de prata na exposição colombiana de Gênova e medalha em Paris (1903). Foi membro da Academia de Belas Artes de Brera - Milão e da Academia Albertina – Turim, onde foi professor. BENEZIT; www.artericerca.com; www.artprice.com; www.christies.com.



233 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - aquarela - 34 x 22 cm - canto inferior direito - 27/03/1996 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



234 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



235 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Torcida do flamengo - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



236 - ANTONIO EUSTÁQUIO (XX)

"Rural" - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Nascido em Raul Soares, Minas Gerais, Antônio Eustáquio de Jesus foi criado em Mariana onde recebeu várias influências artísticas. Com apenas 11 ou 12 anos, convivia com artistas locais. Em meados de 1980, mudou-se para o litoral capixaba, onde fazia trabalhos com coisas do mar (conchas corais, areia, etc.). Voltou a Minas (1990) passando a viver em Belo Horizonte, onde começou a pintar. Lá conviveu novamente com artistas, como a pintora Eny de Carvalho. Tem participado de exposições coletivas e oficiais, destacando-se: Coletiva no Casarão Centro Cultural Nhô-Quim Drummond, Sete Lagoas - MG (2007); Coletiva na Casa Thomas Jefferson (2010); Bienal do SESC de Piracicaba (2010 - Prêmio); Exposição no SESC-BH (2012); Exposição na Casa dos Contos, Ouro Preto – MG (2013). Foi convidado a participar do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN (RJ). http://artenaifrio.blogspot.com.br/2016/01/antonio-eustaquio.html.



237 - JORGE FRANCO (1955)

Paisagem - técnica mista - 30 x 41 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



238 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Moça - desenho a carvão - 22 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



239 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - litografia - 12/30 - 99 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



240 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Auto retrato - técnica mista - 30 x 26 cm - canto inferior direito - 1951 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com a seguinte dedicatória: "Ao Guilherme grande e eterno amigo José Pancetti, 15-11-51".

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



241 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



242 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Composição - óleo sobre tela - 41 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



243 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Nu - técnica mista - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



244 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Objetos - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito - 1948 -
F. Soler.



245 - ALICE CARRACEDO (1938)

Oratório - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, desenhista, gravadora, tapeceira e professora, Alice de Souza Carracedo Duarte nasceu em São Paulo. Assina Alicinha (até 1975) e Alice Carracedo. Estudou na Escola de Belas Artes da FAAP; história da Arte com José Augusto França no MASP; Gravura em metal na 'The Islington Graphies Gallery' em Londres e vários outros cursos no Paço das Artes, monitoria para a Bienal de São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1972, 1973, 1984); Belo Horizonte, MG (1978). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais tanto no Brasil quanto no exterior. Foi premiada em: São Paulo (1972, 1978 a 1981); Belo Horizonte, MG (1974); Penápolis, SP (1980, 1982); Itu, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 221; ITAU CULTURAL.



246 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Prato - cerâmica - d = 21 cm - dorso - 1976 -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



248 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



249 - GUILLERMO VON PLOCKI (1958)

"Partes de um GI" - acrílico sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástico, designer gráfico e professor nascido em Córdoba, Argentina. Graduou-se em Ilustração e Design Gráfico em Munique, Alemanha (1988-1991). Realizou exposições individuais em: Munique, Alemanha (1999); Buenos Aires, Argentina (2007); São Paulo (2013, 2016). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais na Alemanha e em São Paulo. Recebeu o Prêmio Governador do Estado no 11º Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP. ITAU CULTURAL; http://www.centrodearte.com.br; http://www.guillermovonplocki.com/site/textos_port.asp?categoria=sobre.



250 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Brincando no quintal" - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1957 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



251 - ROY LICHTENSTEIN (1923 - 1997)

"Crack!" - litografia off set - 189/300 - 28 x 38 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por C & S (Luxemburgo) Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - e relevo seco do editor. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor americano nascido e falecido em Nova York. Estudou na 'Art Students League' (1939) e na 'Ohio State College' (1940-1943). Serviu na guerra (1943-1946) e após o fim da guerra mudou-se da Alemanha para a França. Voltou a Ohio State University, concluiu a graduação (1949) e lá permaneceu como instrutor até 1951. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque. Mudou-se para Cleveland (1951). Pintava num estilo expressionista abstrato não figurativo e, ocasionalmente, fazia desenhos de imagens de personagens já desenhados (Mickey, Pato Donald e outras figuras Disney). Em 1961, surgiram as primeiras pinturas Pop: imagens e técnicas inspiradas na aparência de impressão comercial. Tomou parte da exposição "The New Paintings of Common Objects", no Pasadena Art Museum (1962) - a primeira exposição num museu centrada na arte Pop. Passou então a se dedicar exclusivamente à pintura. Além de exposições individuais, participações em mostras coletivas, retrospectivas foram realizadas: no 'Pasadena Art Museum' que viajou por Mineápolis, Amesterdam, Londres, Berna e Hanover; no 'Solomon E. Guggenheim Museum', a qual viajou para Kansas City, Seattle, Columbus e Chicago; no 'Saint Louis Museum' (1981) que viajou pelos Estados Unidos, Europa e Japão; no 'Museum of Modern Art', Nova Iorque (1987) que também foi exposta em Frankfurt, Alemanha e, em 1993, uma grande retrospectiva no 'Solomon R. Guggenheim Museum', Nova Iorque, tendo sido depois exibida em Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus - Ohio, terminando em 1996. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 652; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.lichtensteinfoundation.org; www.artprice.com; www.pintoresfamosos.com.br; www.moma.org; www.tate.org.uk.



252 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Peixe" - desenho aquarelado - 24 x 30 cm - centro inferior -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



253 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Frutas - aquarela - 32 x 56 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



254 - MILLAN HORVAT (1946)

Paisagem - técnica mista - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Pintor iuguslavo, natural de Novi Sad, onde nasceu a 26 de maio de 1946. Residente e ativo em São Paulo, cuja obra foi assim apresentada por Pietro Maria Bardi: " ... sua arte pode ser inscrita na categoria que Ortega y Gasset reservava aos artífices que comunicam e são entendidos pelos apreciadores do figurativo. Pintura rica em percepções que transparecem num conceber geométrico, pacatas colorações justamente apropriadas às composições. As paisagens reconstroem idealmente as arquiteturas, harmonizando-as e as exaltando em sigulares sínteses formais." JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 275, Acervo FIEO.



255 - IGE D'AQUINO (1949)

Composição - óleo e colagem sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito -

Pintor Paulista, nascido em Itú, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais.



256 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 33 x 45 cm - canto inferior direito - 1963 -
Ex coleção Dr. Moacir Ferreira, São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



257 - CARLOS VALDÉS MUJICA (1904 - 1961)

Santa - técnica mista - 29 x 23 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Chilena nascido em Valparaíso e falecido em Buenos Aires, Argentina. Viveu na Argentina desde 1941 onde expôs em diversas províncias. Realizou um retábulo para a capela de um hospital (1943), em Mendoza, que foi encomendado pelo governo. lagumersindaantiques.mercadoshops.com.ar; www.artprice.com; www.arcadja.com; http://www.diariouno.com.ar/mendoza/el-tesoro-pictorico-del-sexto-piso-del-hospital-central-20140908-n130851.html.



258 - MOBY (1922 - 1978)

Caneca e bule - óleo sobre cartão colado em eucatex - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1960 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



259 - PAULO CEZAR MENDES FARIA (1946)

Surreal - óleo sobre madeira - 63 x 97 cm - centro direito - 1975 - Rio -
No estado.

Pintor e escultor natural de Juiz de Fora, MG. Assina Mendes Faria. Sua formação artística foi na Escola Nacional de Belas Artes - RJ, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - RJ e em cursos livres com Aluísio Cravo e Ivan Serpa no MAM - RJ, Bruno Tanz, Hélio Rodrigues, Luís Áquila e Ronaldo Rego Macedo. Em 1981, morando em Petrópolis, integra o Núcleo Experimental de Arte - NEART, onde recebe orientação de Katie van Scherpenberg. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1975, 1978, 1982, 1987, 1988); São Paulo (1979, 1989); Brasília, DF (1980); Petrópolis, RJ (1981, 1987, 1991, 1993 a 1995, 2002, 2003); Juiz de Fora, MG (1982, 1985). Coletivas: Rio de Janeiro (1969, 1974, 1976, 1977, 1981, 1986 a 1991, 2003); São Paulo (1987 a 1989); Brasília, DF (1979, 1980, 1990); Blumenau, SC (1977); Petrópolis, RJ (1983, 1985, 1987, 1993, 2002, 2003, 2004); Belém, PA (1986); Recife, PE (1986); Campinas, SP (1986); Curitiba, PR (1986 a 1990); Belo Horizonte, MG (1987); Ribeirão Preto, SP (1988); Niterói, RJ (1990); Americana, SP (1991), Santos, SP (1991). Prêmios: Rio de Janeiro (1969, 1975, 1976, 1979); São Paulo (1989). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 396; VOL. 4, PÁG. 730; VOL. 10, PÁG. 586.



260 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



261 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras e cavalo - desenho a nanquim - 35 x 54 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1959 -



262 - NOEL ROSA (1910 - 1937)

Figuras - desenho a nanquim - 42 x 30 cm - centro direito -

Músico, letrista e caricaturista nascido no Rio de Janeiro. Foi responsável pela difusão e aceitação do samba como música de qualidade e nas suas composições realizou uma brilhante crônica social do Rio de Janeiro, deixando registrado o universo histórico-cultural do final dos anos 20 e meados dos 30. www.geocities.com



263 - GLORIANE MARTINS (XX)

"Pierrô" - acrílico sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora mineira nascida em Teófilo Otoni. Autodidata, desde os 12 anos já fazia suas primeiras pinturas em tecidos, rabiscava seus desenhos e demonstrava enorme interesse pelas artes plásticas, em especial pela pintura. Em 2001 mudou-se para Teresópolis, RJ onde cursou a Faculdade de Enfermagem. Dedica-se exclusivamente à pintura e, atualmente, reside em Goiânia onde tem seu ateliê. Realizou exposições individuais em Goiânia, GO (2015) na Assembleia Legislativa e na Secretaria Municipal de Cultura. http://al.go.leg.br/imagens/galeria/id/28906; www4.goiania.go.gov.br.



264 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"O futuro artista" - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



265 - JOÃO JOSÉ DA SILVA COSTA (1931 - 2014)

Composição - guache - 30 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor e arquiteto nascido em Teresina, PI. Radicado no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade. Fez estudos de pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, RJ. Foi um dos participantes, junto com Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa e Aluísio Carvão, do Grupo Frente do Rio de Janeiro, participando de suas mostras coletivas em meados da década de 1950. Figurou ainda nas exposições nacionais de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro (1957), bem como na mostra’ Arte Moderna no Brasil’ (1957) realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Lima. Apresentou trabalhos na III, VI, VII e IX Bienal Internacional de São Paulo (entre 1955 e 1967) e no IX Salão Nacional de Arte Moderna (1960). MEC VOL. 1, PÁG. 472; PONTUAL PÁG. 146; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; arteconcretista.wordpress.com; www.macniteroi.com.br; oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/morre-joao-jose-costa-um-dos-nomes-do-concretismo-brasileiro-14764542.



266 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Flores - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



267 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

No mangue - litografia off set - H.C. - 35 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



268 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Tensão - escultura em bronze - 22 x 14 x 14 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. Medida não contempla a base.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



269 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Mulheres - aquarela - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



270 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Bichos - óleo sobre tela - 88 x 136 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -
Reproduzido no convite deste leilão. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



271 - MARCOS DE OLIVEIRA (XX)

"Gato selvagem" - acrílico sobre tela - 90 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
No estado.

Diretor de arte e artista plástico, Marcos Oliveira trabalha com a arte Naïf moderna. Ele também apresenta a cultura nordestina com cores intensas e mãos e pés destacados pelo tamanho. Para ele o Naïf representa o que o Brasil tem de melhor. A arte Naïf é o cartão postal do Brasil no exterior.-



272 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 17/50 - 54 x 36 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



273 - ANTONIO EUSTÁQUIO (XX)

"Por do sol" - óleo sobre mdf - 25 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Nascido em Raul Soares, Minas Gerais, Antônio Eustáquio de Jesus foi criado em Mariana onde recebeu várias influências artísticas. Com apenas 11 ou 12 anos, convivia com artistas locais. Em meados de 1980, mudou-se para o litoral capixaba, onde fazia trabalhos com coisas do mar (conchas corais, areia, etc.). Voltou a Minas (1990) passando a viver em Belo Horizonte, onde começou a pintar. Lá conviveu novamente com artistas, como a pintora Eny de Carvalho. Tem participado de exposições coletivas e oficiais, destacando-se: Coletiva no Casarão Centro Cultural Nhô-Quim Drummond, Sete Lagoas - MG (2007); Coletiva na Casa Thomas Jefferson (2010); Bienal do SESC de Piracicaba (2010 - Prêmio); Exposição no SESC-BH (2012); Exposição na Casa dos Contos, Ouro Preto – MG (2013). Foi convidado a participar do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN (RJ). http://artenaifrio.blogspot.com.br/2016/01/antonio-eustaquio.html.



274 - ELIAS LUIS DA SILVA (1926)

Menina - óleo sobre tela - 73 x 54 cm - canto inferior direito - 1970 -
No estado.

Alagoano de Palmeira dos Índios, onde nasceu a 3 de junho. Enfrentando enormes dificuldades materiais, conclui cursos de desenhos e pintura (déc. 1950). A partir da déc. de 60, vê triunfar seus esforços, expondo individualmente na Galeria Seta-SP, e em outras de igual importância. Ao longo de sua carreira, sua temática é constante. Seus quadros reatratam as brincadeiras das ciranças nordestinas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.354.



275 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1979 -
Ex coleção Dr. Geraldo Quartim Barbosa, São Paulo- SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



276 - INGRES SPELTRI (1940)

"Mulher com vaso com flores" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



277 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na fazenda - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 54 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1985 -



278 - ORLANDO DA SILVA (1923)

Aves - xilogravura - P.A. / H.C. - 19 x 25 cm - canto inferior direito - 1974 -

Português da cidade do Porto, veio fixar-se no Rio de Janeiro, onde estudou gravura com Carlos Oswald. Participou das I e V Bienais de São Paulo e do SNAM (1954 a 1962). É reconhecido como verdadeiro continuador de seu mestre Carlos Oswald. PONTUAL, pág. 494; TEIXEIRA LEITE.



279 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Passeio de balão" - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



280 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - técnica mista - 60 x 48 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP. Com etiqueta de "A Galeria", Rua Bela Cintra, 1951, São Paulo - SP, no dorso.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



281 - ALBERT PFISTER (1884 - 1978)

Paisagem nevada - óleo sobre cartão - 9,5 x 12 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e decorador suíço nascido em Stäfa e falecido em Erlenbach. Foi aluno de Jean-Paul Laurens em Paris. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais. Muitas obras suas se encontram nas paredes da Universidade de Zurique. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



282 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Um gesto" - litografia - 3/70 - 64 x 31 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



283 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Menino - aquarela - 19 x 22 cm - canto inferior direito - 1951 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



284 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Marinha - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



285 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caquizeiros" - gravura em metal - 30/30 - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -
Complemento de técnica: maneira negra e ponta seca. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



286 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Marinha - guache - 32 x 42 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



287 - JORGE LOPES (1928)

Marinha - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido no Rio de Janeiro. Assina J. Lopes. Frequentou a Escola Fluminense de Belas Artes onde foi aluno de Cadmo Fausto e Armínio Pascoal. Foi aluno fundador da Sociedade Fluminense de Belas Artes. Tem participado regularmente de Salões oficiais em: Niterói - Salão Fluminense de Belas Artes (1966, 1967) e Salão Niteroiense de Artes Plásticas; Rio de Janeiro - Salão Nacional de Belas Artes (1968) e Salão de Maio; Petrópolis, RJ; Juiz de Fora, MG (1968, 1969); São Lourenço, MG (1970); entre outros. Foi premiado no Salão Fluminense de Belas Artes (1966, 1967); no Salão Paulista de Belas Artes, SP (1969). MEC VOL. 2, PÁG. 507; PONTUAL PÁG. 320; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 549; VOL. 6, PÁG. 610.



288 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 2/60 - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



289 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - guache - 27 x 29 cm - canto inferior direito - 1955 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



290 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Sofia - escultura em bronze - 32 x 10 x 05 cm - assinado -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



291 - MÂNLIO MORETTO (1917)

Paisagem - técnica mista - 12 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1986 - Iguape - SP -

Natural da Capital de São Paulo, o artista encontrou sua melhor forma de expressão pintando paisagens. Aprendeu as regras de perspectivas com o professor e engenheiro F. Prestes Maia, em 1939. Foi aluno de Edgard Oehlmeyer. Participou de diversas mostras em SP e no RJ, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 648/649



292 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Mulata e gato - óleo sobre tela - 44 x 36 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



293 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 23 cm - canto inferior direito ilegível -



294 - GIUSEPPE SOLENGHI (1879 - 1944)

Paisagem - óleo sobre cartão - 23 x 18 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Milão e falecido em Cernobbio. Frequentou a Academia de Brera, Milão (1892 a 1895), foi aluno de Cesare Tallone, E. Bazzaro e Giuseppe Mentessi. Participou de muitas exposições coletivas de Brera e de Salões oficiais organizados pela 'Associação Família Artística' de Milão. Em 1947 uma extensa revisão de sua obra foi apresentada na Galeria Boito, em Milão. BENEZIT; www.edixxon.com; artedesigncernobbio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



295 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Flores - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com carimbo de Bel Galeria de Arte e Antiquário - São Paulo - SP, no dorso.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



296 - EZEQUIAS (1947)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -
No estado.

Pintor e desenhista, Ezequias da Rocha Marinho nasceu em Marechal Deodoro, AL. Assina Ezequias. Radicou-se no Rio de Janeiro. Realizou exposições individuais em: Maceió, AL (1975, 1976, 1978); Rio de Janeiro (1982 a 1985, 1987, 1992, 1994). Participou de diversas mostras coletivas e oficiais como: 'Exposition de Peintres Bresiliens et Portugais', Levallois - França (1993); Galeria Marchande Vaugiravel, Paris – França (1994); Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba, SP (1998). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 373; VOL. 9, PÁG. 303; ITAU CULTURAL.



297 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Bacanal - gravura - 27/110 - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1967 -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



298 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 20 x 05 x 02 cm - não assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



299 - LUGMAR PASSOS VIEIRA (1929)

Menina - óleo sobre eucatex - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Pintora e desenhista nascida em Macaé, Rio de Janeiro. Tem participado de muitas mostras coletivas como: em Salvador, BA (1979, 1984); em Sete Lagoas, MG (2013). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 727; galeriamyralda.blogspot.com.br.



300 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Carro de bois - óleo sobre tela - 50 x 74 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



301 - JUAREZ DE ALMADA FAGUNDES (1889 - 1962)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1945 - Rio de Janeiro -

Arquiteto, pintor e professor paulista . Estudou na Academia de Belas Artes de São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes, com diversas premiações. MEC vol. 2 pág. 122



302 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Composição - têmpera sobre tela - 73 x 92 cm - canto inferior direito - 1986 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Peixoto Gomide, 1895 - São Paulo - SP., no dorso.

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



303 - ÉLON BRASIL (1957)

"O bordel da Gerusa" - óleo sobre tela - 100 x 130 cm - canto superior esquerdo e dorso -

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus. JULIO LOUZADA vol. 11, pág.154.



304 - MARIA GUADALUPE (1914 - 2015)

"Casamento na Igreja da Matriz" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 2002 -

Seu nome de batismo é Maria Guadalupe Mundin da Costa Canedo, e nasceu na cidade mineira de Monte Carmelo. Atualmente reside em São Paulo-SP, onde é ativa. Pinta profissionalmente a partir de 1969. A partir de 1978 expõe coletivamente a sua obra, que no dizer de Luiz de Almeida Salles " ... Esta arte, arrancada da duração infantil, passa a ser tão natural como as árvores, as tardes, o canto dos pássaros. Maria Guadalupe não nos oferece quadros, mas um mundo coerente e íntegro." ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 232. Acervo FIEO. -



305 - TAKASHI NAKAYAMA (1893 - 1978)

Vendedores - aquarela - 32 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista japonês com participações em mostras coletivas e Salões. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões do mundo. www.artprice.com; www.artnet.com; www.invaluable.com.



306 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso verde com flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



307 - SUZY BOAINAIN (XX)

"Marinha" - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1980); Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente (1980). ITAU CULTURAL.



308 - RICARDO CIPICCHIA (1908 - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 51 x 66 cm - canto inferior direito -

Escultor e professor, residiu em São Paulo, onde estudou no Liceu de Artes e Oficios. Trabalhou como entalhador, retratando tipos populares e lendas. Realizou individual no Rio de Janeiro em 1939. Recebeu diversas premiações nos salões oficiais: SPBA 1953; Prefeitura do Município de SP 1934, 1941, etc. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 272



309 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - técnica mista - 34 x 27 cm - não assinado -



310 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Linhas" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1974 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 12 de novembro de 2016.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



311 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



312 - FUNCHAL GARCIA (1889 - XX)

"São Tomé das Letras" - aquarela - 22 x 32 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Leopoldina, foi também escritor e professor. No Rio de Janeiro, estudou no Liceu de Artes e Ofícios, recebendo orientação dentre outros de César Formenti. Expôs no Salão Nacional de Belas Artes, obtendo menção honrosa. TEODORO BRAGA, pág. 104; MEC, vol. 2, pág. 241; Acervo FIEO.



313 - ARNALDO DELISIO (1869 - 1949)

Barcos - óleo sobre tela - 48,5 x 69 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Castelbottaccio e falecido em Nápoles. Em 1883 transferiu-se para Nápoles, completou seus estudos clássicos e cursou o Instituto de Belas Artes. Foi aluno de D. Morelli, I. Perricci e G. Toma. Esteve em Paris (final do século - 1902) com os amigos pintores R. Ragione, P. Scoppetta e A. Mancini. Participou da Bienal Napolitana (1921), da Primeira Mostra de Arte Napolitana (1925) e de quase todas as mostras do Sindicato Fascista de Artistas (a partir de 1929). Realizou exposições individuais em Roma (1927, 1930, 1933) e em Nápoles (1945). Voltou a viver em Castelbottaccio (a partir de 1940) e Nápoles (1945). www.capitoliumart.it; www.artprice.com; www.arcadja.com.



314 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - canto inferior direito -
Obra composta por 2 trabalhos, medindo: 1º - 26 x 22 cm, 2º - 26 x 19 cm, montados na mesma moldura.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



315 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Retrato de Aracy - desenho a nanquim e aguada - 40 x 30 cm - centro inferior -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aracy, Di Cavalcanti.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



316 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Figura - aquarela - 10 x 14 cm - canto inferior direito - 1949 -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



317 - FRANCISCO MANNA (1879 - 1943)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 1942 - Rio de Janeiro -
Com dedicatória. -

Pintor e desenhista italiano, natural da Sicilia, onde nasceu a 15 de julho de 1879. Chegou ao Brasil com oito anos de idade, fixando-se com a família em Porto Alegre. Recebeu aulas de do artista italiano Romualdo Pratti. Seguiu para a Itália em 1901, onde cursou a Real Academia de Roma. No Rio de Janeiro, a partir de 1903, passou a frequentar como aluno livre as aulas de João Zeferino da Costa, Henrique Bernardelli e João Baptista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro, mas não pode desfrutá-lo, haja vista sua condição de estrangeiro. MEC., vol.3, pág.47; PONTUAL, pág.334; WALMIR AYALA, vol.2, pág.37; TEIXEIRA LEITE, pág.306.; ITAÚ CULTURAL.



318 - ERNESTINA (XX)

Cozinheira - escultura em terracota - 12 x 07 x 06 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru - PE, onde é ativa. Foi aprendiz e colaboradora de Mestre Vitalino. -



319 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 14/30 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



320 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Figuras - óleo sobre madeira - 21,5 x 15 x 4,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Obra executada na capa de um porta missal em madeira.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



321 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Figura - desenho a nanquim - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



322 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixes - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



323 - J. JANZEN FILHO (1915)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1948 -

Johannes Janzen Filho, pintor nascido em Donskoi, Rússia. Filho do pintor Johannes Janzen e Luise Wedel. Migrou com a família para a Alemanha (1929) em meio às tensões políticas da época. Da Alemanha os Janzen embarcaram para o Brasil, integrando a primeira leva de imigrantes menonitas teuto-russos. Inicialmente dirigiram-se à Serra do Stolz Platô; mais tarde fixaram residência na Colônia Witmarsum em Palmeira, PR. Formou-se professor de ensino básico em São Leopoldo, RS (1934). O magistério o levou a lecionar na Bahia, São Paulo e Paraná, sendo a produção artística um caminho paralelo e de menor importância. Depois Johannes Janzen Filho passa a dar aulas de pintura e trabalha como professor de Educação Artística. Aposentou-se em 1981 e passou a se dedicar exclusivamente à pintura. www.artesnaweb.com.br/index.php?pagina=home&abrir=arte&acervo=2052.



324 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - desenho e aquarelado sobre papel cartão - 44 x 31 cm - canto inferior direito - 1996 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



325 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosas - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito ilegível -



326 - EVILASIO LOPES (1917 - 2014)

Flores - óleo sobre tela - 41 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - Rio de Janeiro -

Natural do Rio de Janeiro, RJ. Estudou com Ivan Serpa e Edson Mota, no Rio de Janeiro. Participou de vários Salões oficiais e exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1959 a 1964); itinerante pelos Estados Unidos (1967). Prêmio: Rio de Janeiro, RJ (1964). JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 626; vol. 6, pág.. 610; vol.7, pág. 406; vol. 8, pág.483; vol. 9, pág. 490; vol. 11, pág. 179; vol. 12, pág. 237.



327 - DADO MOTTA (1981)

"Siddis" - acrílico e nanquim sobre madeira - 28 x 21 cm - dorso - 2015 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 22 de julho de 2017.

Pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em São Paulo. Cursou a Escola de Belas Artes de São Paulo, fez Desenho e Ilustração na Escola Panamericana de Arte e alguns 'worshops'. Realizou exposição individual em São Paulo (2002) e tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (2002 a 2007, 2009, 2014 a 2017); São João da Boa Vista, SP (2008); Itajaí, SC (2014); Rio de Janeiro (2015); Santa Monica, EUA (2015, 2016). Foi premiado pela BASF (2017) e selecionado por curadores internacionais sob o tema curatorial 'Healing Art' pela CODAworx (2017). ITAU CULTURAL; mandala.art.br/dado-motta; www.codaworx.com; www.saatchiart.com.



328 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Ateliê - aquarela - 70 x 50 cm - centro inferior - 1995 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



329 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 34/100 - 36 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2006 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



330 - FRANS KRAJCBERG (1921)

Pássaro - guache - 22 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -
Reproduzido sob o n° 043 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em novembro de 2016.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



331 - RENATO SOTTOMAYOR (1921 - 1958)

Figura - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, ilustrador e decorador nascido no Rio de Janeiro onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu em Santos, SP. Em 1950, transfere-se para São Paulo e passa a lecionar no MAM. Também estuda com André Lhote e Gino Severini, em Paris. Como decorador, colaborou com o arquiteto Sérgio Bernardes e também se destacou como ilustrador de obras literárias. Exposição individual em Roma (1952). Participou, em São Paulo, da 1ª Bienal e do Salão de Arte Moderna (1951); em Paris (1956) da exposição do Museu de Arte Moderna. MEC, VOL. 4, PÁG. 310; PONTUAL, PÁG. 500; JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 306.



332 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - técnica mista - 27 x 20 cm - centro inferior - 1977 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



333 - LUDWIK WIESIOLOWSKI (1854 - 1892)

Camponeses - óleo sobre tela colada em madeira - 64 x 40 cm - canto inferior direito - 1890 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista polonês nascido na região de Posen, atualmente Poznan, e falecido em Varsóvia. Estudou no colégio de arte de Varsóvia, Polônia e na Academia de Arte de São Petersburgo, Rússia. Participou de mostras coletivas e Salões. BENEZIT; www.artprice.com.



334 - PERICLES SODRÉ (1936 - 2011)

Barcos - óleo sobre eucatex - 11 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -
Com dedicatória no dorso.

Pintor, Péricles de Mello Rocha Sodré nasceu em Belo Horizonte, MG. Assinava P. Sodré. Filho do artista plástico Diógenes Sodré, estudou desenho com Ary Duarte (1946 - 1956), pintura com Tolentino (1977) e Aluísio Vale (1978). Viveu em Niterói, RJ desde 1937. Possuía ateliê em São Paulo, Niterói e Olinda, PE. Realizou exposição individual em: Niterói, RJ (1979, 1988); Rio de Janeiro (1985); São Paulo (1987); Angra dos Reis, RJ (1989). Participou de inúmeras exposições pelo Brasil e exterior. Foi premiado em: Niterói, RJ (1984, 1988); Rio de Janeiro (1995). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5 PÁG. 1001; periclessodre.blogspot.com.br; dirennajornalista.blogspot.com.br.



335 - PAOLO RISSONE (1925)

Fachada - técnica mista - 100 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



336 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

Composição - técnica mista - 77 x 113 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



337 - OSWALDO SOFREDINI (XX)

Casario noturno - óleo sobre tela colada em eucatex - 56 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista de Bauru, SP. Parti8cipou de diversas mostras coletivas e oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 836.



338 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - escultura em bronze - 29 x 13 x 05 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



339 - RENINA KATZ (1925)

Buscando lenha - xilogravura - 5/14 - 32 x 27 cm - canto inferior direito - 1955 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



340 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 27 x 38 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



341 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1983 -
Goga.



342 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Composição - gravura - 68/75 - 24 x 16 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



343 - RENOT (1932)

"Casario de Itapoan" - óleo sobre tela - 34 x 24 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



344 - ODOARDO BORRANI (1834 - 1905)

Florença - aquarela - 43 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, professor, decorador de cerâmica, ilustrador italiano nascido em Pisa e falecido em Florença. Estudou com Bianchi, Bezzuoli e Pollastrini, na Academia de Belas Artes de Florença (1853); depois continuou por conta própria a fazer seus estudos. Sua obra 'Lorenzo the Magnificent Fleeing to the Sacristy of the Cathedral' (1859) recebeu a Medalha de Ouro numa exposição da Academia de Florença. Pertenceu ao Grupo dos Macchiaioli junto com Telemaco Signorini e Vincenzo Cabianca. Em 1862, trabalhou com Giuseppe Abbati, Silvestro Lega, Raffaello Sernesi e Signorini, nos arredores de Florença, perto de Piagentina. Esse grupo de pintores se tornou conhecido como a escola de Piagentina. BENEZIT; www.artprice.com; www.giovannifattori.com; www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com.



345 - INÊS SPURAS (1951)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora e desenhista, Inês Spuras Penteado Cordeiro nasceu em São Paulo. Assina Spuras. Cursou a Escola Panamericana de Arte e a Academia Brasileira de Arte, além de cursos livres. Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais em: Osasco, SP (1989 a 1991); São Paulo (1989 a 1992, 1994, 1995, 1997 a 2000); Jundiaí, SP (1992, 1993); Piracicaba, SP (1992); Campos do Jordão, SP (1994); Avaré, SP (1996); Paris, França (1999, 2000); Barcelona, Espanha (2000); Roma, Itália (2000). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1013; VOL. 8, PÁG. 802; VOL. 10, PÁG. 848; www.al.sp.gov.br.



346 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paraty - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



347 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

Composição - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito -

Autodidata, o artista foi natural da cidade de São Paulo, onde também veio a falecer. O crítico Mario Schenberg, em sua obra ´Pensando a arte´. Ed. Nova Stella-SP, 1988, assim comentou a obra do artista: "Nas fases figurativas anteriores a 1960, Bernardo Cid experimentou várias técnicas. De um modo geral, o grafismo desempenhou o papel mais importante nesse período, se bem que tenha empregado também uma técnica de esmaltes. A partir de 1960 iniciou sua fase abstrata informal, que se prolongou até o fim de 1964, quando voltou de novo ao figurativismo. A pintura informal de Cid apresenta um interesse considerável. Algumas obras desse período se aproximam do expressionismo abstrato, revelando um senso cósmico acentuado, adequadamente comunicado por uma linguagem pictórica rica de sensibilidade cromática. A visão cósmica de Cid tem uma dramaticidade contida mas forte. Ela reapareceu combinada com outros elementos em alguns dos seus quadros neo-realistas de 1965. A passagem pelo informalismo enriqueceu consideravelmente a pintura de Cid, combatendo uma predominância excessiva de grafismo, evidenciada nas fases precedentes. Aprimorou o seu senso espacial e deu-lhe musicalidade." MEC, vol.1, pág.437; PONTUAL, pág.73; Catálogo Da Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira- Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 205/206; BENEZIT, vol.3, pág.31; TEIXEIRA LEITE, pág.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 737; ARTE NO BRASIL, pág. 910.



348 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 3/50 - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



349 - JOSÉ CARLOS GUERREIRO (XX)

Dragão - linóleogravura - 41/250 - 46 X 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, ativo em São Paulo, participou da coletiva na Galeria do Banco Nacional de Minas Gerais, em São Paulo (1968). MEC vol. 2 pág. 303



350 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Cristo - entalhe em madeira - 33 x 26 cm - não assinado -



351 - SILVIA ALVES (1947)

Jardim - aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



352 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Espelhohlepse" - técnica mista - 25 x 25 cm - não assinado -
Optical art. No estado.



353 - JUAN MUZZI (1949)

Composição - giclée - 38 x 63 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e escultor, Juan Carlos Calabresse Muzzi nasceu no Uruguai. Na década de 1970 emigrou para o Brasil. Sempre desenvolvendo suas inúmeras habilidades técnicas tem participado de várias exposições: Punta Del Leste, Uruguai (1990 a 2000); Santo André, SP (2004, 2005, 2007); São Paulo, SP (2004 a 2007); Rio de Janeiro, RJ (2005); Campinas, SP (2006); Limeira, SP (2007). Prêmios: Santo André, SP (2004, 2005); Rio de Janeiro, RJ (2005); São Paulo, SP (2005, 2006, 2007). OSCAR D’AMBROSIO, “CONTANDO A ARTE DE JUAN MUZZI”, Nova América Editora, São Paulo, 2007.



354 - JULES OLITSKI (1922 - 2007)

Composição - óleo sobre tela - 56 x 60 cm - dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e professor nascido em Snovsk - Rússia, atualmente Shchors - Ucrânia e falecido em Nova York, EUA. Em 1923 mudou-se com sua mãe para Nova York, EUA onde se iniciou nos estudos de arte. Estudou também em Paris entre 1949 e 1951 com Ossip Zadkine e na Academia ‘de la Grande Chaumière’. Entre as muitas exposições individuais realizadas, destaca-se a do Museu Metropolitan de Nova York (1969) como sendo a primeira realizada de um artista ainda vivo. Participou da Bienal de Veneza (1966); da Bienal de Tókio, Japão (1967); da Documenta de Kassel, Alemanha (1968). Foi premiado nos Estados Unidos em: Pittsburgh (1961); Nova York (1964); Washington (1967); Columbia (1975). O Museu de Belas Artes de Boston realizou uma retrospectiva de suas obras em 1973. BENEZIT vol. 8, pág. 6; olitski.com; www.tate.org.uk; www.guggenheim.org; www.metmuseum.org; www.britannica.com; www.artnet.com; www.artprice.com.



355 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 42 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



356 - MAGDA STÁBILE (1952)

Bailarina - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



357 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Barcos - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



358 - CLÓVIS KROSCHINSKY (1932)

Árabes - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em Potirendaba, SP. Iniciou-se na pintura em 1969. Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu os seguintes prêmios no: 5º Salão de Artes Plásticas da ITAP (1980); I Salão Nacional de Artes Plásticas (1982); Sociedade Brasileira de Belas Artes (1982); 2º Salão Nacional de Artes Plásticas Jean Batista Debret (1983); 8º SNAR Alberto Santos Dumont (1983); Exposição de Arte no Bahia Oton Palace Hotel, Salvador, BA (1983); 3º Salão Nacional de Artes Plásticas no Museu da Aeronáutica (1983). JULIO LOUZADA VOL. I, PÁG. 515.



359 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 50 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



360 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Natureza morta - litografia - 17/65 - 59 x 67 cm - canto inferior direito - 1999 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



361 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 14/100 - 56 x 42 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



362 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e pomba - serigrafia - P.A. - 57 x 47 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



363 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.I. - 62 x 77 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



364 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 77/100 - 53 x 73 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



365 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



366 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



367 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



368 - LUISA DÓRIA (XX)

"Armando Álvares Penteado" - técnica mista - 32 x 31 cm - dorso - 2008 -
Com estudo no dorso.

Desenhista, pintora, ilustradora, cartunista e diretora de arte. Formou-se em artes plásticas pela FAAP (2011). Produziu muitos quadrinhos independentes e expôs seus trabalhos plásticos no Chile com a Casa da Xiclet. Criou a produtora Coyote (2011) onde realiza trabalhos voltados para cenografia, direção de arte, manufatura de objetos e efeitos especiais para cinema, vídeos, produções áudio visuais em geral. Sua primeira história em quadrinhos editorial “Aranha” foi lançada pela Cachalote, na coleção 1ØØØ. cargocollective.com/luisadoriakiddo; casadaxiclet.com.



369 - MARIA BONOMI (1935)

Tartaruga - xilogravura - 98/120 - 56 x 55 cm - canto inferior direito - 1973 -
No estado.

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



370 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Mercado São João" - litografia - H.C. - 37 x 47 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



371 - SELMA BERTOLINO (1947)

No jardim - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultora, pintora e gravadora, Sela Maria Bertolino nasceu em São Paulo. Assina Selma. Seu primeiro emprego, com doze anos, foi de arte finalista para desenhos de animação e, depois, para as revistas infantis da Editora Abril (de 1959 a 1962). Depois cursou a Faculdade de Belas Artes de São Paulo; pintura no ateliê de Franulic; escultura com Antônio Santos Lopes e Raphael Castilho na FAAP; litogravura com Hernán Sendoya. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1978, 1980, 1987, 1988, 1990, 1991, 1995, 1996); São Caetano do Sul, SP (1979). Em 1989 foi premiada em São Paulo. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 978; VOL. 10, PÁG. 815.



372 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Nu - aquarela - 14 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



373 - ANTONIO CAETANO (XX)

Festa junina - óleo sobre tela colada em eucatex - 41 x 53 cm - canto inferior direito -

Ademar Antonio Caetano - pintor e desenhista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 195.



374 - NORBERTO JORGE GUEVARA (1944)

"El viejo almacen" - técnica mista - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor argentino autodidata com diversas participações em Salões e em mostras coletivas (desde 1978). Foi premiado, na Argentina, em: 1977 a 1984, 1989 a 1991, 1993, 1994, 1996, 2002, 2004. www.artprice.com; es. wallapop.com.



375 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Paisagem - técnica mista - 18 x 25 cm - canto inferior direito - 1972 - Lisboa -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



376 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista - 91 x 138 cm - canto inferior direito ilegível -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .



377 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - litografia - P.A. 7/20 - 46 x 71 cm - canto inferior direito - 1987 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



378 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barco - óleo sobre madeira - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



379 - OLGA CHIMINAZO (1957)

"Renovando a saúde do corpo e da alma" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -
Com certificado de autenticidade da autora, no dorso.

Pintora e professora nascida em Boa Esperança, MG. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1986 a 1988); Boa Esperança, MG (1987, 1988, 1991, 1992, 1995); Poços de Caldas, MG (1987, 1991, 1995); Campo Belo, MG (1991); Batatais, SP (1995). São Paulo (1986 a 1988). Participou de mostras coletivas em: Três Corações, MG (1982); Boa Esperança, MG (1983, 1989, 1993); Belo Horizonte, MG (1987).



380 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Casas à beira mar - óleo sobre aglomerado - 40 x 60 cm - centro - 06/12/953 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



381 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Ônibus - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



382 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cangaceiro - múltiplo em bronze - 1/12 - 20 x 08 x 04 cm - assinado -
A.M.



383 - WALDEMAR MARANGONI JUNIOR (1972)

Nu - técnica mista - 28 x 41 cm - canto superior esquerdo -

Pintor nascido em São Paulo. Assina Marangoni Junior. Em 1985 fez desenho na Recrearte, depois freqüentou o Ateliê RM Iguma e estudou pintura com R.Pinto. Realizou várias exposições individuais em: São Paulo (1989, 1991, 2003, 2005, 2006); Portugal (1991, 1993); Itália (2000); Argentina (2003). Participou de inúmeros Salões oficiais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e ganhou prêmios em: Capivari, SP (1991); Piracicaba, SP (1991); São Paulo (1993, 1994, 2005) Mariana, MG (1993); Presidente Venceslau, SP (1995); Presidente Prudente, SP (1998); Belo Horizonte, MG (2000); Extrema, MG (2005). JULIO LOUZADA VOL.9, PÁG.530; VOL.10, PÁG. 543; www.galeriaaberta.com.



384 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja Matriz Imaculada Conceição de Mauá" - óleo sobre tela - 24 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



385 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Adão e Eva - litografia - 65/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1973 -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



386 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Retirantes - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



387 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 1955 -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



388 - P. SANDIGI (XX)

Pássaros - aquarela - 40 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas. www.artprice.com; www.sothebys.com.



389 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



390 - EDUARDO DALBONO (1843 - 1915)

Barcos - óleo sobre madeira - 15 x 28 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Nápoles, Itália. Sua formação artística foi em Roma com o pintor Marchetti. Ao retornar a Nápoles, aperfeiçoa-se com as orientações de Morelli e Mancinelli. Exposições: Parma (1871); Milão (1872); Turim (1880); Viena, Áustria (1874). Possui obra no Museu Revoltella, em Trieste. BENEZIT, vol.3, pág. 327. COMANDUCCI. ARTPRICE.



391 - PEDRO PELOGGIA (XX)

Carro de bois - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino com participações em mostras coletivas.



392 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mata - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Hernani.-



393 - MARIA HERCÍLIA QUINTAS (1929 - 2015)

"Entardecer" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, restauradora e professora nascida em São Paulo. Assina M. Hercília. Foi aluna de Anita, Helena e Lucília Fraga, Salvador Rodrigues, Julian P. Ortigosa, Aurélio Ferraz Costa e Daniel Mercedes Terto. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural São Paulo e cursou desenho e pintura no antigo Colégio Des Oiseaux. Exposições individuais em: São Paulo (1990, 1992 a 1994, 1997). Mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1987, 1988, 1989 a 1991, 1995, 1996); Matão, SP (1990, 1991); Botucatu, SP (1991); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Franca, SP (1991, 1992); Ubatuba, SP (1993); La Paz, Bolívia (1989); Cuzco, Peru (1989). Prêmios: São Paulo (1988 a 1990); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Matão, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 332; VOL. 10, PÁG. 421.



394 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



395 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Três paisagens - técnica mista - 30 x 63 cm - centro inferior - 03/10/1984 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



396 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Violeiro - gravura - 14 x 13,5 cm - centro esquerdo -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



397 - FERNANDO FERREIRA RIBEIRO (NANDO RIBEIRO) (1963)

"Teatro" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



398 - AGUILLAR NAVARRO (1917 - 1983)

"Campíña Vallesana" - óleo sobre tela - 48 x 99 cm - canto inferior direito e dorso - "Cataluña - España" -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Desde os 13 anos de idade, quando residia em Paris, percorria as ruas fazendo delas temas para os seus quadros, o que lhe permitiu realizar a primeira individual aos 16 anos. Sua trajetória artística foi acompanhada de várias exposições com uma série de premiações internacionais e reconhecimento pela crítica francesa. No Brasil, vários foram os prêmios, com menções nos Salões Paulista de Belas Artes. Suas telas retratam Paris ou o Brasil, onde as cores vibrantes irradiam toda a natureza. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 614; ACERVO FIEO, pág. 41.



399 - TSUGUHARU FOUJITA (1886 - 1968)

Nu - aquarela - 35 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1939 - Paris -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor modernista japonês que se naturalizou francês e se converteu ao catolicismo. Viveu no Rio de Janeiro durante o ano de 1931 e o início de 1932, curto período durante o qual entrou em contato com artistas e poetas modernistas do período, expôs no Palace Hotel no Rio de Janeiro e, em São Paulo, no espaço expositivo à praça Ramos de Azevedo. Coletivas a partir de 1930 em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. ITAÚ CULTURAL.



400 - MARIA CARMEN PERLINGEIRO (1952)

Composição - técnica mista - 75 x 56 cm - dorso - 08/07/1982 - New York -
Com certificado de autenticidade da Galeria Thomas Cohn, datado de 11 de fevereiro de 2015.

Escultora, desenhista, artista multimídia e professora nascida no Rio de Janeiro. Vive e trabalha em Genebra. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971); na Escola Superior de Arte Visual de Genebra, Suíça (1973); no 'Pratt Institute', Nova York (1982); no 'Art Students League', Nova York (1983). Realizou diversas exposições individuais como: no MAM, RJ (1982); na Suíça (1991); no Paço Imperial, RJ (2006); no Museu da Chácara do Céu, RJ (2007); em São Paulo (2007). Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1975, 1977); da mostra 'O Espírito de Nossa Época', MAM – SP (2001); do 2o Simpósio de Escultura, em Volterra – Itália (2005), entre outras mostras coletivas. Recebeu os primeiros prêmios: 'ex-aequo' no Concurso Internacional Uni Dufour, Genebra (1996); no concurso “Lausanne Jardins 2000” com o projeto paisagístico 'As Lanças de Uccello' (2000) e no projeto Anis Vert (2001) realizado pelo escritório de arquitetura 3BM3, no Auberge Le Floris em Anières, Suíça. Desde 2000, desenvolve projetos artístico-paisagísticos na Suíça. ITAU CULTURAL; www.maria-carmenperlingeiro.com; raquelarnaud.com.br; www.artprice.com.



401 - VITO CAMPANELLA (1932 - 2014)

Sonho - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - dorso - 1978 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor italiano, foi residente e ativo na Argentina. Segundo o crítico de arte André Rousseau, da revista francesa Signatures: "...este pintor é um escultor! Sem virtuosismo inútil, as formas, os volumes, as intenções plásticas são concebidas à maneira de um escultor de mármore..." Expõe individualmente desde 1954 em diversas cidades do mundo com aclamado sucesso de público e crítica. Ja recebeu muitos prêmios importantes. Sugerimos a leitura da extensa lista de atividades artísticas do autor transcrita na bibliografia abaixo indicada. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 165



402 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 25 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



403 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



404 - LUIZ ANTONIO DA SILVA (1935)

Depenando a galinha - escultura em terracota - 13,5 x 07 x 05 cm - assinado -

Escultor, natural de Alto do Moura/PE. Conviveu diretamente com Mestre Vitalino que o orientou por toda vida. Luiz Antonio diz que modela "as coisas que vê por aqui, nas revistas e na televisão". Essa temática o diferencia hoje dos demais artesãos de Alto do Moura e explica a grande procura pelos seus trabalhos. Hoje o artista atingiu um nível de esmero em suas peças, com cores vibrantes, e orgulha-se em mostrar a peça "Fábrica de Telhas", com a qual ganhou o concurso da comemoração dos 145 anos de Caruaru.



405 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"Deitada" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1974 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



406 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - técnica mista - 68 x 48 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



407 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



408 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Vista da Ilha Fiscal e a Ponte Rio-Niterói" - acrílico sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso ilegível - 1997 -



409 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Figura - xilogravura - 17 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



410 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Natureza silenciosa" - óleo sobre tela colada em madeira - 16,5 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1996 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com dedicatória no dorso.

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



411 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro amoroso - serigrafia - 18/30 - 29 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



412 - ALIPIO DUTRA (1892 - 1964)

Figura - óleo sobre madeira - 26,5 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1918 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Lobato amº A. Dutra 1918".

Iniciou seus estudos em Piracicaba, com seu pai Joaquim Miguel Dutra, e obteve do Governo do Estado de São Paulo, em 1913, uma pensão para aperfeiçoar-se na Europa. Cursou a Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, e foi laureado pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. Em Paris, onde residiu durante 20 anos, frequentou a Academia Julian e os ateliers de Baschet, Royer e Laparra. Expôs no Salão dos Artistas Franceses em 1923 e 1924. Entrou para carreira diplomática em 1921, e quando servia na Embaixada do Brasil em Paris o governo francês fê-lo Cavalheiro da Ordem Nacional da Legião da Honra. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido inúmeros prêmios. Foi irmão dos pintores João, Archimedes e Antonio de P. Dutra. Seu nome está mencionado no Dictionnairè des Peitres, Sculpteurs, Dessinateurs et Graveurs. Benezit, ed. 1966, vol. 3, pág. 454. Foi paisagista, pintor de gênero, figuras e naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 84; BENEZIT, ed. 1976, vol. 4, pág. 71; REIS JR. , pág. 274/75; WALMIR AYALA, vol. 1, pag.274 e 275; PONTUAL, pág. 185/186; MEC, vol. 2, pág. 83; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



413 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Figura - aquarela - 32 x 23 cm - canto inferior direito e dorso - 1947 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



414 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



415 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 25 x 10 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



416 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

"Casa vermelha" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



417 - JORGE FRANCO (1955)

"Viaduto" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1999 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



418 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Mulheres - técnica mista - 32 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



419 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - litografia - 29/35 - 50 x 70 cm - centro esquerdo - 1994 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



420 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

"Série Amazônica" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - dorso - 07/06/1968 -
Com certificado de autenticidade, firmado por Rolando Humberto Barsotti, irmão do artista Hércules Barsotti, datado São Paulo, 03 de junho de 2009.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



421 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



423 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Quadrados" - acrílico sobre papel - 30 x 21 cm - dorso - 2017 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



424 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - d = 17,5 cm - não assinado -
Com dedicatória no dorso.



425 - ISMAEL NERY (1900 - 1934)

"Figura nº 23" - desenho a lápis - 17 x 12 cm - não assinado -
Com assinatura de Maria Lacerda e etiqueta da Bienal de São Paulo no dorso. Ex coleções Benjamin Steiner e Chaim José Hamer, São Paulo - SP.

Pintor e desenhista, considerado o precursor do surrealismo no Brasil; ainda criança fixou-se no Rio de Janeiro; posteriormente fez duas longas viagens à Europa; seus trabalhos iniciais são ligados ao expressionismo; seguem-se o período cubista - ao qual pertence a notável fase azul - e, a partir de 1927, o surrealista. Sua obra trata de temas de amor e poesia, centralizados na figura humana, muitas vezes sua mulher Adalgisa, abstraindo a paisagem e o ambiente. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1052; MEC, vol. 3, pág. 257; TEIXEIRA LEITE, pág. 351/2; PONTUAL, pág. 381/2; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 531; LEONOR AMARANTE, pág. 142.



426 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher - escultura em bronze - 32 x 20 x 12 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



427 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Casario - óleo sobre tela colada em eucatex - 69,5 x 84,5 cm - canto inferior direito - 1981 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



428 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



429 - GUIDO TOTOLI (1937)

Natureza morta - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito -
No estado.

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



430 - GEORG FRIEDRICH PAPPERITZ (1846 - 1918)

Caminhantes - óleo sobre tela - 26,5 x 21 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Dresden e falecido em Munique. Filho do também pintor Gustav Friedrich Papperitz. Frequentou a Academia de Dresden e de Antuérpia. Visitou a Itália, Holanda e Inglaterra. Expôs em Berlim (1886), na Exposição Universal de Paris (1900) onde recebeu uma distinção. BENEZIT; www.artprice.com.



431 - RAMON CÁCERES (1944)

Composição - serigrafia - 37/40 - 58 x 58 cm - canto inferior direito -

Natural de Quilindy, Paraguai, fixou residência em São Paulo no ano de 1970, tornando-se discípulo da restauradora internacional Luciana Battioli, que o elogia pela técnica perfeita, sensibilidade aguda de exímio colorista. Tem como proposta estética o purismo da forma equilibrado notavelmente com um cromatismo muito particular e ritmado.Tem obras no MASP, no México e em coleções particulares no Brasil e no Paraguai. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 191; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



432 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - desenho aquarelado - 30,5 x 31,5 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



433 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Rosto - aquarela - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1956 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



434 - CARLOS MARTINS (1924 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor e desenhista fluminense, com diversas participações em salões oficiais, exposições individuais e coletivas. Retrata as paisagens de sua terra com emoção e lirismo. MEC. vol.3, pág, 79; JULIO LOUZADA, vol.9 pág.553; ITAÚ CULTURAL.



435 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



436 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 90 x 45 cm - dorso - 2017 -
Obra 679 do catálogo da artista.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



437 - IGE D'AQUINO (1949)

Composição - óleo sobre tela - 110 x 90 cm - canto inferior direito -

Pintor Paulista, nascido em Itú, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais.



438 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Marinha - aquarela - 19 x 32 cm - canto inferior direito - 1960 -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto - São Paulo, no dorso.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



439 - MICK CARNICELLI (1893 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim - 24 x 16 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou da coletiva 50 Anos de Paisagem Brasileira, São Paulo (1956), representado por obras em coleções paulistas; Paisagem Urbana, na Biblioteca Municipal de São Paulo;Santo André (1951), coleção João Amoroso Neto; e Coração de Jesus, coleção Lourdes Milliet. Participou, também, da I Bienal de São Paulo(1951) com as obras: Pátio de Manobras da Sorocabana e Subúrbio. MEC ,vol. 1, pág.359; JULIO LOUZADA, vol. 10 , pág. 595; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630. Acervo FIEO.



440 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Casario - óleo sobre tela colada em madeira - 61 x 47,5 cm - canto inferior direito - 1950 - Brasil -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



441 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 21,5 x 31 cm - canto inferior esquerdo -
Hadjine.



442 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - guache - canto inferior direito - 1965 -
Obra composta por 2 trabalhos, medindo 27 x 17 cm., montados na mesma moldura.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



443 - GLADYS MALDAUM (1943)

Canto de ateliê - óleo sobre eucatex - 61 x 37 cm - canto inferior direito - 1994 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



444 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Princesa - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 23 cm - canto inferior esquerdo -
Com declaração da Livraria Martins Editora, informando que esta obra é o original da ilustração do livro "Rosamor" de autoria de Guilherme de Almeida, no dorso.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



445 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Meninas - desenho a nanquim - 25 x 15 cm - centro inferior -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



446 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Palhaço - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



447 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Castelos de areia" - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



448 - HUGO RODRIGUEZ (1929)

Composição - escultura em madeira - 55 x 07 x 9,5 cm - não assinado -

Escultor e desenhista nascido em Buenos Aires, Argentina, em 26/7/1929. No Brasil desde 1961, fixando residência em São Paulo, após breve estada no Rio. Expõe individual e coletivamente desde 1959. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 977 e 978.



449 - THEODORO DE BONA (1904 - 1990)

Paisagem - técnica mista - 32 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 1935 -
No estado.

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



450 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - pintura sobre lona - 156 x 211 cm - canto sup. esquerdo e canto inf. esquerdo - 1967 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Anna Maria Marx Browne, sobrinha do autor - Rio de Janeiro. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



451 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Carnaval - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



452 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia - 2/60 - 39 x 32 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



453 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e nanquim - 28 x 18 cm - canto inferior direito - 1954 - Capri -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



454 - CILDO MEIRELES (1948)

"Fósforo" - serigrafia - 66/126 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1981 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1967. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969, na qual leciona entre 1969 e 1970. Seu trabalho se caracteriza pela diversidade de técnicas e suportes empregados - pintura, desenho, escultura, ambiente, happening, instalação, performance, fotografia, conjugando-os em múltiplas linguagens que discorrem sobre questões sociais e políticas JULIO LOUZADA vol. 11 pág . 207, ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 785; LEONOR AMARANTE, pág. 205.



455 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Panneau - tinta industrial sobre tecido - 112 x 117 cm - canto inferior direito e superior esquerdo - 1991 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



456 - INGRES SPELTRI (1940)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



457 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 14 cm - canto inferior direito ilegível -



458 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Camponeses - óleo sobre eucatex - 37 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



459 - MAURICE UTRILLO (1883 - 1955)

"Le Maquis de Montmartre" - óleo sobre cartão - 37 x 50 cm - canto inferior direito - 1913 -
Com etiqueta de Gallery Pétridès - Paris, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, filho da também pintora Suzanne Valadon, nasceu em Paris e faleceu em Dax, Landes, França. Foi adotado pelo crítico de arte catalão Miguel Utrillo y Molins em 1891. Começou a pintar em 1902, pressionado pela mãe, que esperava que a arte o ajudasse a curar-se do alcoolismo que o acometia desde a infância. Sua mãe deu-lhe as primeiras lições de pintura e, depois, foi um autodidata. Realizou sua primeira exposição no ‘Salon d’Automne’ de 1909. No ‘Salon des Indépendants’ de 1912 participou pela primeira vez e, a partir de então, só se apresentou individualmente. Em 1943 o artista foi homenageado com uma grande retrospectiva no ‘Salon d’Automne’. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 353; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 539; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG.880; www.utrillo.com; maurice-utrillo.com; britannica.com; artnet.com; web.artprice.com.



460 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"Metais em rosa" - acrílico e óleo sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito - 1985 -
Reproduzido no convite deste leilão e na página 186 do livro Antônio Henrique Amaral - Obra em Processo. Com as seguintes etiquetas no dorso: Galeria São Paulo - Rua Estados Unidos 1456 - São Paulo - SP e Ateliê Antonio Henrique Amaral, Rua Corinto 546, São Paulo - SP.

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



461 - TADAO (1947)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Tadao Nakabayashi, nasceu em Shimane, Japão. Suas pinturas sempre tiveram o caráter contemplativo do budismo. Atualmente, o artista encontrou um novo estilo: são formas e figuras lúdicas em cores suaves, mas sem deixar de lado o budismo. Individuais desde 1985 e coletivas em 1988. Internacionais em 1976, 1978 e 1987, todas no Japão. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1075



462 - PAULO GAGARIN (1885 - 1980)

Paisagem - aquarela - 34 x 21 cm - canto inferior direito -
Década de 1920.-

Pintor autodidata natural de Leningrado, atualmente São Petersburgo, e falecido no Rio de Janeiro. Era filho do governador do Cáucaso, estudou na Universidade de sua cidade natal. Ao eclodir a I Guerra Mundial alistou-se no exército de seu país como oficial de artilharia pesada. Terminada a guerra, emigrou para a França e depois para o Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1921. Naturalizou-se brasileiro. No ano seguinte realizou a sua primeira exposição individual. Participou de muitas edições de Salões oficiais. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes (1925, 1926, 1927, 1928), no Salão Paulista de Belas Artes (1940, 1941) e recebeu o Prêmio Prefeitura de São Paulo (1944). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 405; PONTUAL PÁG. 230; MEC, VOL.2, PÁG. 219; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 146; TEODORO BRAGA, PÁG. 186; REIS JR, PÁG. 370; ITAU CULTURAL; www.pintoresdorio.com; www.artprice.com; www.arcadja.com.



463 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Nu - desenho a nanquim - 30 x 43 cm - canto inferior direito - 1949 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



464 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



465 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"A esquina da escola" - gravura - 10/20 - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1993 -
Complemento de técnica: água-forte, edição em preto.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



466 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Jangadeiros - óleo sobre tela colada em madeira - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



467 - JORGE FRANCO (1955)

"Café" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 1998 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



468 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Crustáceo - litografia - P.A. - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



469 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Figura e cavaleiro - litografia - E.A. - 63 x 46 cm - canto inferior direito -
Com relevo seco de Yayoi Gallery - Tokyo - Japan. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



470 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Fortuna - escultura em bronze - 35 x 12 x 06 cm - assinado -
Com selo de Zani Fundição Artística, Rio de Janeiro - Brasil.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



471 - ADRIANA VAREJÃO (1964)

Composição - desenho a caneta esferográfica - 23 x 19 cm - centro -
Com a seguinte dedicatória: "Para Dado, com o afeto da A. Varejão".

Pintora nascida no Rio de Janeiro. Frequentou cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, RJ, entre 1981 e 1985. Realizou diversas exposições individuais, a primeira foi no Rio de Janeiro (1988), pelo Brasil e exterior. Tem participado de mostras coletivas e oficiais, entre elas: Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1987); ‘Stedelijk Museum’, Amsterdam (1988); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988); ‘Liljevachs Konsthall’, Estocolmo (1991); Museu de Arte Moderna, São Paulo (1993); Bienal de Havana (1994); Museu de Arte Moderna de Nova York (1994); Bienal Internacional de São Paulo (1994); Bienal de Johannesburg (1995); Bienal de Veneza (1995); Instituto de Arte Contemporânea de Boston (1996); exposição itinerante ‘Ultrabaroque: Aspects of Post-Latin American Art’ – Museu de Arte Contemporânea de San Diego, Museu de Arte Moderna de Fort Worth, Museu de Arte Moderna de São Francisco e Museu de Arte de Miami (2001). Desde 2008 há um pavilhão com exposição permanente de suas obras em Inhotim Centro de Arte Contemporânea – Brumadinho, MG. BENEZIT; ITAU CULTURAL; www.adrianavarejao.net; www.artprice.com.



472 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Cinturão" - serigrafia - P.A. - 38 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



473 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 25 x 50 cm - não assinado -



474 - MANUEL FARIA (1895 - XX)

"Pé de ipê" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1948 - Petrópolis -

Pintor e professor. Estudou com Eurico Alves no Liceu de Artes e Ofícios do RJ. Em 1915 tranferiu-se para antiga ENBA, onde foi aluno de João Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolfo Chambelland. Manoel Faria é pintor fiel às cores da natureza, aceitando os caprichos do cromatismo da terra brasileira. JULIO LOUZADA vol.1, pág.371, Acervo FIEO.



475 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Flores e gato - técnica mista - 28 x 33 cm - canto superior esquerdo ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



476 - FERNANDO COELHO (1939)

"Detalhe" - óleo sobre tela - 61 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1964 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



477 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Pescador - desenho a nanquim e aguada - 17 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -
No estado.

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



478 - DJALMA RODRIGUES (XX)

Pescador - escultura em terracota - 19 x 18 x 7,5 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



479 - OSMAR BOAVISTA (XX)

Paisagem - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 50 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas e oficiais como: 12º Salão de Artes Plásticas de S. Lourenço, MG (2002), 32º Salão de Belas Artes do Clube Naval, RJ.



480 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

A passagem do trem - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito - 1983 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



481 - GIUSEPPE CHERUBINI (1867 - 1960)

"Vista do pátio do palácio do Doge em Veneza" - aquarela - 68 x 98 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, restaurador e decorador italiano nascido em Ancona e falecido em Veneza. Em Roma, frequentou a Academia de Belas Artes e decorou o 'Caffè Aragno'. Em 1902 seguiu para Veneza e realizou obras para algumas igrejas e os teatros Malibran e 'La Fenice'. Trabalhou também na Igreja de Pádua e de Aquileia; em restauros da Igreja 'dei Frari' - Veneza, no 'Duomo di San Giusto' - Trieste, na Igreja de Sant’Andrea - Chioggia e na de Biadene - Montebelluna. Expôs em Londres, Berlim, Munique, Veneza, Roma e Monza. Participou da Bienal de Veneza (1905,1926). BENEZIT; www.eugeniodavenezia.eu; www.artprice.com.



482 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 29 x 39 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP., no dorso.

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



483 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Fada da floresta - óleo sobre tela - 65 x 58 cm - canto inferior direito - 1999 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



484 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



485 - LUIZ VENTURA (1930)

Mulher - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



486 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 20 de julho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



487 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Paisagem - xilogravura - H.C. - 25 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



488 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - desenho a caneta hidrográfica - 22 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



489 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"O engraxate" - desenho a nanquim - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1971 -
Paulo Wastirlji.



490 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

"Encantamento" - óleo sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1934 - Rio de Janeiro -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



491 - MARIA HELENA CHARTUNI (1942)

Modelos - óleo sobre tela - 120 x 90 cm - centro direito - 1974 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP

Paulistana, é pintora e desenhista. Foi aluna de Luigi Zanotto. Participou de salões oficiais a partir de 1963 (Bienal SP). Premiada em 1967 com viagem à Europa. Fez diversas ilustrações para a revista Mirante das Artes, em cuja galeria expôs individualmente em 1967. MEC. Vol. 1 pág. 433; WALTER ZANINI, pág. 735; ARTE NO BRASIL, pág. 968.



492 - SYLVIO JAGUARIBE EKMAN (1901)

Galo - técnica mista - 11 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1964 -

Engenheiro, arquiteto, pintor e desenhista nascido em São Paulo. Formado pela Escola de Engenharia Mackenzie, SP. Sua educação artística formal se deu nos cursos de desenho nas academias: 'Julian' e 'La Grande Chaumière', em Paris. Expôs individualmente em São Paulo (1961) e participou de mostras oficiais, entre elas, o Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de São Paulo (1971). PONTUAL PÁG. 191; MEC VOL. 2, PÁG. 92; ITAU CULTURAL; portal.ceara.pro.br; www.fortalezaemfotos.com.br; www.antoniomiranda.com.br.



493 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Frutas - aquarela - 19 x 22 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



494 - JUAREZ MACHADO (1941)

Noivos - desenho a nanquim e tinta óleo na téc. lavis - 67 x 48 cm - canto superior esquerdo - 1974 -
Com a seguinte inscrição: "Aos amigos com amor e carinho dos nubentes Rio, verão 74."

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



495 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Tipos populares - desenho a nanquim - 30 x 42 cm - canto inferior direito - Década de 1930 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



496 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

"Páginas" - serigrafia sobre tela - 45/60 - 48 x 49 cm - dorso - 1972 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



497 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Porto - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



498 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - escultura em bronze - 33 x 14 x 06 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



499 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro amoroso - serigrafia - 18/30 - 29 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



500 - ROMERO BRITTO (1963)

Gato - acrílico sobre tela - 103 x 103 cm - canto superior esquerdo -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Com certificado de autenticidade nº WYN 4728-09, do autor, firmado por Roberta Britto.

Romero Francisco da Silva Britto nasceu em Recife, PE. Pintor e gravador autodidata. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou para os Estados Unidos e lá se estabeleceu. Criou três obras de arte para a ‘Absolut Vodka’ (1988), reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho foi estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerante Pepsi. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop em 1997. Entre as realizações, merecem destaque: a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Pequim - China; uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, que deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, Egito. Suas pinturas estão presentes em aeroportos pelo mundo como os de São Paulo, Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel. Realizou exposições Individuais a partir de 1991 e participou de mostras coletivas em São Paulo (1998, 2003, 2004); Rio de Janeiro (2003); Brasília (2012); Paris (2008, 2010). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 65; www.britto.com; www.e-biografias.net; www.artprice.com.



501 - CÉLIA CUSTARELLA (XX)

Paisagem - aquarela - 56 x 75 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Pintora, desenhista e gravadora com a seguinte formação: Interdisciplinaridade dos anos 80 a 95 – Performance e Instalação (MAC/USP); Vanguarda e Modernismo (MAC/USP); Poética da figura humana 'Acquerello en Plen Aír - Scuola Internazionale Dí Grafica in Veneza'; modelo vivo no 'The Arts Students League' – Nova York; modelo vivo na Pinacoteca do Estado, SP; Extensão Universitária em Aquarela na FASM; curso de pós Graduação 'Latu Sensu' na FASM; aluna especial Pós-Graduação em Ciência da Comunicação na ECA - USP; Especialização em Museu no MAC - USP; Desenho Livre na ECA - USP; Gravura na ECA - USP. Realizou as exposições individuais: 'Celia’s', SP (1985); 'Brise Et Cristau', Galerie Municipale Limogenes - França (1992); Galeria Ícaro, Nova York, EUA (1993); 'Brisas e Cristais', SP (1993); 'Cor Primavera' SP (2001); 'Caras Lavadas Caras Pintada', SP (2003); 'Bromélias Imaginárias', PUC - SP (2004). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Prêmios: Prêmio exposição Galeria Lúcia Dantas, SP; 2ª colocada - Quadrienal Internacional; Menção Honrosa ll Salão do Jornal das Artes Fundação Mokiti Okada SP; Premium 'Contribution to your project Pater Noster Genéve', Suíça; Prêmio Aquisição Salão Universitário Artes Plásticas Eugenie Villiien, SP. ITAU CULTURAL; www.artcanal.com.br; http://www.aba-nucleo.art.br/index.php?cont=curriculo_celia_custarella.



502 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - óleo sobre tela - 70 x 52 cm - centro inferior - 1972 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



503 - JANY M. RUCK (1939)

"Arrastão" - óleo sobre eucatex - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



504 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a nanquim e aquarela - 14 x 12,3 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 07 de junho de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



505 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



506 - ÉZIO MONARI (1935)

Menina - desenho a nanquim e aquarela - 12 x 5,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



507 - DADO MOTTA (1981)

"Cabeça de beija flor" - acrílico sobre madeira - 50 x 21 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 22 de julho de 2017.

Pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em São Paulo. Cursou a Escola de Belas Artes de São Paulo, fez Desenho e Ilustração na Escola Panamericana de Arte e alguns 'worshops'. Realizou exposição individual em São Paulo (2002) e tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (2002 a 2007, 2009, 2014 a 2017); São João da Boa Vista, SP (2008); Itajaí, SC (2014); Rio de Janeiro (2015); Santa Monica, EUA (2015, 2016). Foi premiado pela BASF (2017) e selecionado por curadores internacionais sob o tema curatorial 'Healing Art' pela CODAworx (2017). ITAU CULTURAL; mandala.art.br/dado-motta; www.codaworx.com; www.saatchiart.com.



508 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"São Francisco e o sabiá" - óleo sobre tela colada em eucatex - 88 x 37 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP., no dorso

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



509 - SILVIO CAMPOS (XX)

"Interior da casa dos contos" - aquarela - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1964 - Ouro Preto -

Pintor, Silvio Cunha Campos Filho é ativo em Minas Gerais. Figurou no XXIII Salão Municipal de Belo Horizonte (1968). MEC VOL. 1, PÁG. 335.



510 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

"Na fazenda" - óleo sobre madeira - 15,5 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



511 - RENATO SOTTOMAYOR (1921 - 1958)

Figura e cão - guache - 16 x 10 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, ilustrador e decorador nascido no Rio de Janeiro onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu em Santos, SP. Em 1950, transfere-se para São Paulo e passa a lecionar no MAM. Também estuda com André Lhote e Gino Severini, em Paris. Como decorador, colaborou com o arquiteto Sérgio Bernardes e também se destacou como ilustrador de obras literárias. Exposição individual em Roma (1952). Participou, em São Paulo, da 1ª Bienal e do Salão de Arte Moderna (1951); em Paris (1956) da exposição do Museu de Arte Moderna. MEC, VOL. 4, PÁG. 310; PONTUAL, PÁG. 500; JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 306.



512 - JORGE FRANCO (1955)

Figura - óleo sobre tela - 97 x 78 cm - canto superior direito e dorso - 1997 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



513 - FRANS KRAJCBERG (1921)

Folha - litografia - 36/90 - 32 x 23 cm - assinado na matriz -

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



514 - PAULO DALLIER (1932)

"Peixes e flores" - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1988 -

Pintor autodidata nascido no Rio de Janeiro. Quando criança morou um tempo no Morro da Conceição, RJ e voltou, já adulto, para morar na mesma casa, que era de seu avô. O artista começou a pintar aos 39 anos de idade. Seu currículo inclui diversas exposições individuais como a no Museu do Ingá, Niterói e coletivas em espaços culturais e galerias de arte, no Brasil e no exterior. Foi um dos grandes articuladores do Projeto Mauá, Rio de Janeiro - uma coletiva de artistas da região portuária criada em 2002. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 265; ITAUCULTURAL; http://guiaculturalcentrodorio.com.br/paulo-dallier.



515 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Murano - óleo sobre cartão - 26 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 03/05/1918 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



516 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

Composição - técnica mista - 78 x 113 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



517 - INOS CORRADIN (1929)

Menino brincando - serigrafia - 93/120 - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



518 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Meninas índias - entalhe em madeira - 60 x 9,5 cm - canto inferior direito -
Farias.



519 - JOSÉ INACIO (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor primitivista assina ZÉ INÁCIO. Começou a pintar em 1961, foi irmão da pintora Iracema Arditi. Participou de coletivas na Galeria Seta, SP (1962); VII e VIII Bienal de São Paulo (1963 e 1965); Salão Esso de Artistas Jovens, RJ (1965); Galeria Voltaico, RJ (1969); Club Pueblo, em Madrid; e outras capitais européias (1970); Galeria Brasileira de Arte, SP e Salão Nacional de Arte Moderna. Individuais na Galeria Seta, SP. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1087.



520 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Crianças soltando pipa - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - canto inferior direito -
Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



521 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 16 x 25 cm - não assinado -
Moldura no estado.



522 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - gravura - 32 x 19 cm - canto inferior direito - 2002 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



523 - CHOLO (XX - XXI)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor autodidata, Mário Nieves Ampuero é natural de Cuzco, Peru. Viveu em São Paulo e na Bahia. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais. Ganhou a Medalha de Ouro no 1º Salão de Artes do Paraná e Medalha de Prata no 2º Salão de Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA VOL. 4; PÁG. 263; www.alba.ba.gov.br.



524 - PEDRO AMÉRICO DE FIGUEIREDO E MELLO (1843 - 1905)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 22 x 25 cm - canto inferior direito -

Natural de Areia, PB 1843, residiu e foi ativo no Rio de Janeiro e na Europa, onde veio a falecer na cidade de Florença, Itália.. Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes-RJ. Entre 1859 e 1864, com bolsa concedida pelo imperador Dom Pedro II (1825-1891), estuda na École National Superiéure des Beaux-Arts de Paris, onde é aluno de Ingres, Léon Cogniet, Hippolyte Flandrin e Carle-Horace Vernet; Em 1865 fixa-se em Bruxelas, Bélgica, e titula-se doutor em ciências naturais pela Université de Bruxelas em 1868. Alterna estadas no Rio de Janeiro e em Florença, mas continua como professor de estética, história da arte e arqueologia na Aiba. Nos anos de 1870 e 1871, é responsável pela revista de caricatura A Comédia Social. Entre 1886 e 1888, pinta a tela Independência ou Morte para o Salão de Honra do Museu do Ipiranga, atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág.11; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 391. MEC, PONTUAL pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 514; F. ACQUARONE, pág. 67.



525 - INOS CORRADIN (1929)

Flores - litografia - 90/190 - 47 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



526 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 2/50 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



527 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



528 - RAOUL VIVIANI (1883 - 1965)

Paisagem - óleo sobre cartão - 17 x 18 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e crítico de arte italiano nascido em Florença e falecido em Rapallo. Estudou com Giuseppe Mentessi na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão, da qual se tornou, posteriormente, membro. Foi superintendente artístico de Milão (1914 a 1922) e teve importante função de crítico na revista 'Giornale dell'Arte'. Fundou, em 1931, a Academia de Belas Artes Uruguaia e a dirigiu até 1937. Voltou para a Itália e tornou-se notável crítico para o ' Nuovo Corriere degli Artisti'. Realizou exposições individuais em: Galleria Pesaro, Milão (1922); Rotonda di via Bresana, Milão (1966 - retrospectiva). Participou da Bienal de Veneza (1906, 1912); da exposição "Scoperta del Mare. Pittori Lombardi in Liguria tra '800 e '900", Palácio Ducal de Gênova (1999). BENEZIT, www.artprice.com.



529 - UBIRACI PINTO (1945 - 2008)

Festa de Iemanjá - acrílico sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu em 26/1/1945. Assina seus trabalhos UBIRACI PINTO. Teve como mestre e incentivador o pai, Silvio Pinto, festejado pintor carioca. Ubiraci concentra grande parte de sua atuação artística no exterior. Participou de coletivas no Canadá, Venezuela, EUA, Inglaterra e Israel. No Brasil, recebeu Menção Honrosa e Medalha de Bronze no SNBA. JULIO LOUZADA vol. 1, pág. 771; MEC vol. 3, pág. 419; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



530 - VANIA CASTELANE (1935)

Quintal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, natural de Bebedouro, SP, onde nasceu a 20 de fevereiro. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 152



531 - SILVIA ALVES (1947)

Rosas - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



532 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - técnica mista - 48 x 13 cm - canto inferior direito ilegível -



533 - VERA GOULART (1954)

"Cafezinho" - gravura - P.A.I. - 19 x 24 cm - canto inferior direito - 2002 -

Pintora, desenhista, gravadora, escultora, poeta e atriz performática nascida no Rio de Janeiro. Artista autodidata começou a desenhar em 1967. Atualmente divide seu tempo entre os ateliês do Brasil e da Suíça. Frequenta esporadicamente os ateliês dos artistas Sandro Donatello e Tancredo Araujo, onde realizou suas primeiras pinturas. Suas primeiras gravuras foram realizadas no Museu Lasar Segall - São Paulo, nas aulas com o artista professor Mubarak. Dando continuidade às gravuras, frequentou o atelier da artista e professora de artes Ursula Jakob na Europa. Sua primeira litografia é feita no atelier Fernand Mourlot em Paris. Suas primeiras esculturas, bronze e terra, foram realizadas no atelier do artista Branquinho da escola de arte de Maria Tereza Vieira, no Rio de Janeiro. Expõe regularmente desde 1980 em mostras coletivas e individuais, em galerias e museus de diversos países. Recebeu o Prêmio Incentivo no 5º Salão de Arte Contemporânea do SESC - Amapá (2004) e Prêmio Bienal Brasileira da Bélgica (2008). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 462, www.goulart.ch; www.colecaodearte.com.br.



534 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica nº 770" - litografia off set - 36 x 48 cm - canto inferior direito na matriz -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



535 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.I. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



536 - MAGDA STÁBILE (1952)

Musicista - óleo sobre tela - 58 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



537 - NILO SIQUEIRA (1943)

Paisagem - óleo sobre mdf - 26 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



538 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 3/100 - 44 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



539 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casal - serigrafia - P.I. - 50 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



540 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gabriela - litografia - 31/100 - 60 x 45 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.