Leião de Abril de 2019

22 e 23 de Abril de 2019



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 42/60 - 43 x 29 cm - canto inferior direito - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - offset sobre tela (técnica exclusiva) - 80 x 40 cm - não assinado -
Esta reprodução em of set sobre tela do quadro de autoria de "Alfredo Volpi", foi feita por processo exclusivo da Litografia Mattavelli S.A.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

A chefe - óleo sobre tela - 73 x 51 cm - canto inferior direito - 1967 -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



004 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Barcos - óleo sobre tela - 22 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



005 - ANTONIO PESSOA (1943)

Mulheres - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por duas obras. Medidas: 1ª) 9,5 x 1,5 1,0 cm. 2ª) 5,5 x 2,5 x 5,5 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



006 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



007 - GLYCÉRIO GERALDO CARNELOSSO (1921 - 2009)

Fonte - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Boa Esperança do Sul, SP, no dia 5 de dezembro. Pintor e escultor, estudou com José Barchita e Angelo Simeone, recebendo orientação de Laurindo Galante no campo da escultura. Segundo o crítico Paulo Mendes, "Carnelosso é doublé de escultor e pintor. Já por isso, é o sentido das massas, nas formas em sua plasticidade, o que prepondera em sua pintura, na qual o colorido é frequentemente surdo. Sua tendência é a do realismo poético (...)" . PONTUAL, pág. 111; MEC, vol. 1, pág. 359; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 172; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 213; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



008 - IWAO NAKAJIMA (1934 - 2011)

Marinha - óleo sobre tela - 22 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - São Paulo -

Natural de Guma-Ken, Japão, onde nasceu a 9 de abril de 1934, permanecendo no Japão, onde fez estudos de pintura e desenho, até 1955, quando se transfere para o Brasil, como técnico em pintura sobre esmalte. É associado na APBA. Expõe individualmente a partir de 1982, e participa de coletivas a partir de 1974, inclusive no exterior. Em seu curriculum constam diversas premiações em certames oficiais. Faleceu em Embu das Artes em 3 de setembro de 2011. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág. 767



009 - ESCOLA ITALIANA SÉC XX

"Capri" - óleo sobre madeira - Cada 14 x 18 cm - canto inferior esquerdo -
Lote composto de duas obras. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



010 - PIETRO SCOPPETTA (1863 - 1920)

Paris - óleo sobre madeira - 23 x 43 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador italiano nascido em Amalfi e falecido em Nápoles. Foi aluno de Giacomo Di Chirico; estudou em Roma, Paris e Londres. Como ilustrador, trabalhou para Treves ("Illustrazione Italiana"). digilander.libero.it/trombealvento/vari/scopetta.htm; www.artprice.com.



011 - ABRAHAN PALATNIK (1928)

Coruja - múltiplo em acrílico - 8,5 x 3,5 x 02 cm - não assinado -
No estado.

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



012 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Natureza morta - aquarela - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 2002 -
No estado.

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



013 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 - Ouro Preto -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



014 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Janela - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



015 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Flores - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Niegata, Japão. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Atuou como colono nas lavouras paulistas de café na região de Bebedouro e Nova Granada. Em 1940, já casado, decide vir para a Capital. Autodidata, profissionalizou-se em 1959. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, SP (1952, 1953, 1964, 1968, 1970, 1973, 1975, 1979, 1980, 1984); Salão de Belas Artes de Piracicaba (1963, 1981); Salão Oficial da Academia Paulista de Belas Artes (1981, 1982); Salão de Belas Artes da Sociedade Amigos do Salão Paulista de Belas Artes (1977); Salão de Belas Artes de Ribeirão Preto, SP (1982); 'Le Centre International D´Art Contemporain', Paris – France (1984); 1ª Mostra de Arte Contemporânea Brasileira Expofair - Espelho de Água, Lisboa – Portugal (1985); 'Curtis Hixon Convention Center, Tampa - Flórida – EUA (1986); 'Exposition d´ Artistes Contemporains – Acrópolis Salle des Exposition', Nice – França (1987) e muitas outras. Recebeu premiações como a Pequena e a Grande Medalha de Bronze, a Pequena e a Grande Medalha de Prata, a Pequena e a Grande Medalha de Ouro, Prêmio Viagem ao País e isenção de Júri em quase todas as exposições que participou. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 315; MEC VOL. 4, PÁG. 352; ITAU CULTURAL; www.brazilgallery.com.br; www.artprice.com.



016 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Casario - litografia - nº 2/ Ex. 43 - 33 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex coleção crítico de arte Mário Schenberg - São Paulo - SP.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



017 - ZEFINHA PAULINO DE SOUZA (XX)

Nossa Senhora - escultura em madeira - 30 x 12 x 09 cm - assinado -

O hábito de desbastar a umburana repousa na memória dos antigos de Ibimirim/PE, que, nos anos 50, viram surgir o costume de esculpir carranca, estatuária de tradição católica e ex-votos. Isso foi repassado às gerações seguintes pelas mãos da pioneira Zefinha Paulino de Souza e ainda hoje se perpetua. Pedro Ferreira de Souza, viúvo de Zefinha, aprendeu o ofício de escultor, nos anos 50, com o cunhado Pedro Paulino dos Santos. O filho Gilberto Paulino de Souza foi reconhecido como um dos talentos da região. http://www.dpnet.com.br; http://www.biblioteca.sebrae.com.br; http://revista.cremepe.org.br.



018 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Mulheres - gravura - 35 x 52 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



019 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Violeiro - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



020 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre eucatex - 13 x 23 cm - canto inferior direito - 1977 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



021 - ESCOLA RUSSA, SÉC. XX

Composição - desenho a lápis de cor - 26,5 x 19 cm - canto inferior direito -
Com monograma: A W. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



022 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

São Francisco - escultura em madeira - 56 x 10 x 10 cm - não assinado -



023 - BORGES DA COSTA (1900 - 1950)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista que foi ativo no Rio de Janeiro, com participações em mostras e Salões oficiais como o XII Salão de Outono da Sociedade Brasileira de Belas Artes, RJ. Postumamente, participou da exposição "Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras" na Fundação Bienal de São Paulo em 1985. MEC. VL. 01, P. 468; ITAU CULTURAL.



024 - CARMELLO SENNA (1925)

"Nordeste és um primor..." - óleo sobre tela - 23 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1976 -
Complemento de título: "Nordeste, és um primor. Mesmo com a terra seca, te dás ao luxo de cultivar a flor".

Pernambucano de Campina Grande, o autor pinta profissionalmente desde 1964, tendo como temática o folclore e o povo nordestinos. Extraí-se da bibliografia abaixo indicada a seguinte crítica: " Dentro de sua temática rústica, procura transmitir, através de seus personagens típicos e místicos, uma mensagem de paz e beleza pela exuberância da agressividade de sua combinação de cores" . Participa de coletivas a partir de 1970, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 770



026 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Nossa Senhora do Carmo" - xilogravura - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 2016 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



027 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - óleo sobre eucatex - 77 x 56 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



028 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 51 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



029 - HEDVA MEGGED (1942)

Figuras - óleo sobre tela - 46,5 x 38 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, cenógrafa e professora nascida no Kibutz Hulda, Israel. Estudou no Instituto de Artes Plásticas Bat Yam de Tel Aviv (entre 1959 e 1963). Recebeu bolsa de estudos e aperfeiçoou suas técnicas na "Universidad Nacional del México" (1965). Nessa instituição, integrou a equipe de muralistas do pintor mexicano David Alfaros Siqueiros. Em 1972 veio para o Brasil e fixou residência em São Paulo, onde realizou trabalhos de cenografia e passou a dedicar-se ao ensino de arte. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1985. Realizou exposições individuais em Israel, México, Estados Unidos e Brasil. Participou de mostras coletivas, Salões oficiais e recebeu inúmeros prêmios, entre os quais: 1º e 2º Salão da FUNARTE (1978, 1979), 1ª à 6ª edições do Salão de Arte Brasileira da Fundação Mokiti Okada, SP; Salão Nacional de Arte Contemporânea (1977 e 1984); Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (1997); 5° Salão de Desenho Brasileiro em Curitiba, PR (1983). De 2006 até a atualidade tem se dedicado ao movimento “Vestir-se com Arte” participando de eventos e exposições temporárias, com telas e vestuário-arte. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 570; http://www.hedvamegged.com/a-artista; www.artprice.com.



030 - GAETANO ESPOSITO (1858 - 1911)

Velho lobo do mar - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Excepcional paisagista e pintor de história, nasceu em Salermo / Itália. Expôs a partir de 1877 em Nápolis e Turin / Itália.Especializou-se em retratos e paisagens; diversas exposições em seu país e em diversas cidades européias. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 758; BENEZIT, vol. 4, pág. 200.



031 - RENINA KATZ (1925)

Composição - serigrafia - 9/45 - 44 x 33 cm - canto inferior direito - 1974 -
Impressor: Laércio.

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



032 - CÍCERO MONTEIRO (1939)

São Francisco - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979 -
Com dedicatória no dorso.

Alagoano de União dos Palmares, aos dezoito anos foi para o Recife-PE, ingressando na Marinha. Radicou-se em São Paulo, onde produziu intensamente, sendo considerado por Ciccilio Matarazzo, famoso mecenas, um dos mais importantes e originais pintores primitivos brasileiros. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 754; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



033 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosto - múltiplo em bronze - 41 - 12,5 x 7,5 x 03 cm - não assinado -



034 - GERARDO DE SOUSA (1950)

"A família" - óleo sobre tela - 34 x 43 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2012 - Rio de Janeiro -

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



035 - EMILE CHARLES LAMBINET (1815 - 1877)

Na beira do rio - óleo sobre papel colado em madeira - 33 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Versailles, esse pintor expôs em salões da França entre 1833 e 1878; sua excelente pintura foi comparada às de Corot e Daubigny; excepcional paisagista, com obras em diversos Museus da Europa. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1390; BENEZIT , vol. 6, pág. 404.



036 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - serigrafia - 34/50 - 29 x 50 cm - canto inferior direito -

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



037 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Composição - técnica mista sobre tela - 100 x 19 cm - canto inferior direito - 1999 - Atibaia -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



038 - HERMANN TRAUGOTT RÜDISÜHLI (1864 - 1944)

Paisagem - óleo sobre cartão - 45 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista suiço com participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



039 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - centro inferior -
Paspatur no estado.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



040 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Nu - técnica mista sobre cartão colado em madeira - 49 x 69,5 cm - canto superior direito - 1968 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



041 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Meninos - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



042 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre eucatex - 85 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



043 - JOÃO JOSÉ DA SILVA COSTA (1931 - 2014)

Composição - desenho a bico de pena - 30 x 22,5 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor e arquiteto nascido em Teresina, PI. Radicado no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade. Fez estudos de pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, RJ. Foi um dos participantes, junto com Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa e Aluísio Carvão, do Grupo Frente do Rio de Janeiro, participando de suas mostras coletivas em meados da década de 1950. Figurou ainda nas exposições nacionais de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro (1957), bem como na mostra’ Arte Moderna no Brasil’ (1957) realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Lima. Apresentou trabalhos na III, VI, VII e IX Bienal Internacional de São Paulo (entre 1955 e 1967) e no IX Salão Nacional de Arte Moderna (1960). MEC VOL. 1, PÁG. 472; PONTUAL PÁG. 146; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; arteconcretista.wordpress.com; www.macniteroi.com.br; oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/morre-joao-jose-costa-um-dos-nomes-do-concretismo-brasileiro-14764542.



044 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Cristo - escultura em madeira - 31 x 10 x 09 cm - assinado -
F. Torres. 1973.



045 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

Figura - técnica mista sobre cartão - 75 x 58,5 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



046 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Flores - óleo sobre eucatex - 34 x 32 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



047 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 30,5 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



048 - MARIO TELES DE OLIVEIRA (1942)

Mandala - escultura em madeira - 36 x 30 x 10 cm - assinado -

Escultor mineiro nascido em Divinópolis. Vive na casa onde hoje funciona o Museu G.T.O. Ali, nos fundos, ele continua seu trabalho. Filho de G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira). Desde muito criança observava seu pai a esculpir suas imensas e fantásticas Rodas da Vida e logo se viu como seu ajudante. Trabalhou no Ministério da Saúde onde ficou até se aposentar (1994). Desde então, o trabalho escultórico que era feito somente nas horas de folga, passou a ter dedicação integral. Embora continuando os temas e desenhos que em tudo transpiram o universo fantástico de seu pai, com centenas de figuras humanas que se repetem e se encaixam como peças únicas do imenso quebra-cabeça que é a vida, mostra uma predileção pelos temas folclóricos e musicais de Minas Gerais, circulando no mesmo universo do pai, mas fazendo questão de assinar seus trabalhos como Mário Teles e não com iniciais. www.artedobrasil.com.br/mario_teles.html.



049 - ANTONIO PAIM VIEIRA (1895 - 1988)

Composição - prato em porcelana - d = 29 cm - assinado -

Paulistano, foi ceramista, caricaturista e desenhista. Executou as capas dos livros A Boneca Vestida de Arlequim, de Álvaro Moreira, e Senhora da Melancolia, de Pereira da Silva. Foi um dos fundados da revista Para-Todos, Ariel e Brasil-Social, nas quais colaborou como desenhista e iniciador da nossa cerâmica artística. Citado por Teodoro Braga, Herman Lima, em História da Caricatura no Brasil (1963). MEC, vol. 3, pág. 327; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 250



050 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Duas santas" - desenho a grafite sobre papel - 39,5 x 51 cm - canto inferior direito -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 02 de outubro de 2016.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



051 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

"Da série TV - Rádio I" - litografia - 12/30 - 42 x 62 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



052 - INGRES SPELTRI (1940)

"Variações Volpianas" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



053 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figuras populares - escultura em terracota - assinados -
Lote composto por três obras, medindo: 1ª) 11 x 06 x 07 cm. 2ª) 13,5 x 05 x 05 cm. 3ª)12 x 07 x 7,5 cm.



054 - L. DOLOZA (XX)

Crianças brincando - óleo sobre tela - 61 x 91 cm - canto inferior direito - 2000 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor filipino com diversas participações em mostras coletivas.



055 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



056 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Figura na janela" - serigrafia - 44/50 - 29 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



057 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - técnica mista sobre tela - 102 x 76,5 cm - canto inferior direito ilegível -



058 - LUBRA (XX)

Flores - óleo sobre tela - 76 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor ativo em São Paulo. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 636.



059 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série sem repetição 16" - técnica mista sobre papel - 30 x 21 cm - dorso - 2019 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



060 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Cavaleiro - guache - 24,5 x 19 cm - canto inferior esquerdo -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Binot, c/um abraço do Graciano IV/58. Reproduzido em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em setembro de 2016.

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



061 - ELIFAS ANDREATO (1946)

"Adoniram" - off set - P.A. - 64 x 49 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, artista gráfico, pintor e jornalista nascido em Rolândia, PR. O marco inicial da sua carreira é 1965, quando trabalhava como torneiro mecânico na Fiat Lux, em São Paulo, e começou a pintar painéis que decoravam os bailes da fábrica aos sábados. Nos anos 1960 já trabalhava na Editora Abril onde participou da equipe de criação de inúmeras revistas, fascículos e coleções, como: Placar, Veja e História da Música Popular Brasileira. Nos anos 1970 fundou órgãos da imprensa alternativa como: Opinião, Argumento e Movimento. Iniciou também o trabalho como programador visual para peças teatrais. Ainda nesse período, destacou-se como criador de capas de discos para os mais importantes nomes da MPB. Nos anos 1990 seu trabalho voltou-se para a área editorial, tornando-se responsável pelas históricas coleções MPB Compositores e História do Samba, ambas lançadas pela Editora Globo. Participou do Projeto Memória para o qual criou exposições itinerantes sobre figuras como: Monteiro Lobato, Rui Barbosa e Juscelino Kubitschek. Promoveu dezenas de mostras com sua obra nas principais cidades do País. Atualmente, entre diversas atividades, é diretor editorial do Almanaque Brasil, publicação mensal que circula nos voos da TAM e também de programa televisivo exibido na TV Brasil e TV Cultura – ambos dedicados ao resgate da memória do País e dos grandes fatos e personagens da nossa história. Recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog (2011), a comenda da Ordem do Mérito Cultural e diversos outros prêmios. JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 47; ITAU CULTURAL; www.andreato.com.br; www.emporioelifasandreato.com.br.



062 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 2,39 x 1,65 = 3,94 m². No estado.



063 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - óleo sobre madeira - 20 x 28,5 cm - canto inferior direito - 20/11/1941 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



064 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Lavadeira - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 10/01/1979 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



065 - BUT MUCHTAR (1930 - 1993)

Figuras - óleo sobre cartão colado em eucatex - 45 x 31 cm - canto inferior direito - 1961 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bandung, Hindia Belanda, Java – Indonésia e falecido em Bandung, Jawa Barat, Indonésia. É muito conhecido pela sua obra – uma estátua intitulada "Ikatan" (1976) instalada em frente do DPR/MPR da República da Indonésia, Senayan – Jacarta. Estudou em: SD, Bandung (1942); "Sekolah Menengah Islam", Cirebon (1948); "ITB Jurusan Seni Rupa" (1952); "Rhode Island School of Design", EUA (1960- 1961); "Art Student’s League of New York", EUA (1961 – 1962); "Massachusettes Institute of Technology", EUA (1962 – 1963). Iniciou sua carreira artística em 1951. tumurunmuseum.com/Artist-Detail.html/34/But%20Muchtar; galeri-nasional.or.id; www.artprice.com.



066 - ARLINDO ORTOLANI (1912 - XX)

"Casario" - técnica mista sobre cartão colado em eucatex - 28 x 19 cm -
Com resquícios de assinatura no canto inferior direito. Com etiqueta da Dan Galeria, Rua Padre João Manoel, 1160 - São Paulo, SP, no dorso.

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



067 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Padre Cícero - escultura em madeira - 27 x 09 x 07 cm - assinado -
Luzimar.



068 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - técnica mista - 29 x 44 cm - canto inferior direito - 1955 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



069 - LUCIANO LO RÉ (1945)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - não assinado -

Paulistano, Lo Ré nasceu em 17 de maio de 1945. Autodidata em pintura, cedo despertou a atenção da crítica especializada sobre os seus originais trabalhos. Sobre eles, assim se manifestou Radha Abramo: " Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" - Rahda Abramo, in LUCIANO Lo Re. Apresentação de Rahda Abramo. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1982. JULIO LOUZADA, vol 8, pag. 480/481; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



070 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Carranca - escultura em madeira policromada - 54 x 25 x 22 cm - não assinado -
No estado.



071 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - litografia - P.A. - 38 x 52 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



072 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - desenho a nanquim - 46 x 34 cm - canto inferior direito - 1961 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



073 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Pompei" - guache - 14 x 28,5 cm - canto inferior direito -
Gallo Giovanni - 1952.



074 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Plantas - óleo sobre tela - 70 x 84 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



075 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Palmeiras" - serigrafia - P.A. - 43 x 33 cm - canto inferior direito - 1972 - SP -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



076 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

Nossa Senhora do Carmo - matriz de xilogravura - 17 x 11 cm - assinado -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



077 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Flama - escultura em mármore - 16,5 x 14,5 x 03 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



078 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Rosto - aquarela - 14 x 10 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



079 - JOÃO BERTONI (1889 - 1980)

Lago - óleo sobre tela - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em Madaloni, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Assina J. Bertoni. Filho do pintor e professor Ângelo Bertoni e irmão do artista plástico Bertoni Filho. Mencionado pela Imprensa de Curitiba (1941 e 1942) e por Theodoro Braga em ‘Artistas Pintores do Brasil’(1942). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 120; MEC, VOL. 1, PÁG. 222; ITAU CULTURAL.



080 - ANTONIO ROCCO (1880 - 1944)

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - 30 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano, natural de Amalfi. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Nápoles. No Brasil, fixou-se em São Paulo. Participou do SNBA e no SPBA de 1933, recebendo importantes premiações. A PINACOTECA - SP possui obras de sua autoria. TEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 286; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



081 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Os acrobatas" - serigrafia - 100/180 - 69 x 94 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



082 - WILMA MARTINS (1934)

Jardim - desenho a nanquim - 33 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

WILMA MARTINS Morais, é natural de Belo Horizonte, MG, onde nasceu em 2/2/1934. Pintora, desenhistam gravadora e professora. Estudou desenho e pintura com Guignard; desenho com Weismann; gravura com Misabel Pedrosa e com Anna Letycia. Dedica-se à gravura no Rio de Janeiro, para onde transfere a sua residência e inicia verdadeira ascensão profissional com artista. Expõe individualmente a partir de 1960. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 701; ITAÚ CULTURAL.



083 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Animais fantásticos - têmpera sobre tela - 68,5 x 100 cm - centro inferior - 1973 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



084 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Jangadeiros - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



085 - GUIDO TOTOLI (1937)

Barcos - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



086 - JOSÉ OSMAR DALLABONA (1949)

"Dança no harem" - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 - São Paulo -

Pintor autodidata, natural da cidade catarinense de Rio das Pedras, onde nasceu a 26/12/1949. Fixou residência em São Paulo a partir de 1973, quando passou a dedicar-se à pintura. Expressou em suas telas o romantismo e, desde 1983, produz exclusivamente temas árabes. Participou de diversas exposições, recebendo premiações, a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 326



087 - NANDO RIBEIRO (1963)

Violonista - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2019 -
No estado.

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



088 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Maternidade - escultura em bronze - 20 x 08 x 08 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



089 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 25 x 35 cm - dorso - 2016 -
Registrado sob o nº 627 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



090 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Figura" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



091 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Surreal - litografia - 17/50 - 67 x 48 cm - canto inferior direito - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



092 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"O baile" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



093 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

"Composição" - acrílico sobre tela - 80 x 110 cm - dorso - 2015 - Paraná -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



094 - PAVEL KUDIS (1921)

Paisagem - técnica mista sobre papel - 35 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Celje, Iuguslávia, onde nasceu em 15/1/1921. Pintor, desenhista e arquiteto, assina suas obras como KUDIS na frente e, desde 1980, PAVELKUDIS, cursivamente, no dorso. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.578.



095 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Araucárias - óleo sobre madeira - 11 x 16 cm - dorso - 1950 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



096 - NESTOR PERES (1920 - 2004)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 - Pirapora - SP -
Com Autenticação do autor e de Chroma Galeria de Arte, datada de 18 de setembro de 1986. No estado.

Natural de Jundiaí, SP. Pintor, professor, desenhista e gravador, assinava NESTOR PERES. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, diplomando-se em 1947, ocasião em que recebeu Medalha de Honra ao Mérito. Aprimorou-se com Waldemar da Costa, Mario Zanini, Felisberto Ranzini entre outros. Expôs coletiva e individualmente em diversos salões, conforme extensa lista copilada por Julio Louzada, abaixo citado. JULIO LOUZADA vol. 2, pág.800; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



097 - MICK CARNICELLI (1893 - 1967)

Paisagem - técnica mista sobre cartão - 38 x 30,5 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou da coletiva 50 Anos de Paisagem Brasileira, São Paulo (1956), representado por obras em coleções paulistas; Paisagem Urbana, na Biblioteca Municipal de São Paulo;Santo André (1951), coleção João Amoroso Neto; e Coração de Jesus, coleção Lourdes Milliet. Participou, também, da I Bienal de São Paulo(1951) com as obras: Pátio de Manobras da Sorocabana e Subúrbio. MEC ,vol. 1, pág.359; JULIO LOUZADA, vol. 10 , pág. 595; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630. Acervo FIEO.



098 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Composição - múltiplo em bronze - 006 - 15 x 11 x 08 cm - assinado -
Base no estado.

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



099 - NELSON ALQUEZARE ROMÁN (1941)

Vila - óleo sobre eucatex - 14 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1987 -

Nasceu em São Paulo-SP, (15/9/1941). Expõe desde 1965. Fez viagens ao exterior para aperfeiçoamento (1988 - Espanha; 1993 - América do Sul; 1994 - USA e 1995 - Europa). Expôs individualmente em 2002, no Centro Cultural Brasil-Espanha, em Brasilia. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 51



100 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 51 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -
Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



101 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Baianas - xilogravura - 53 x 37 cm - canto inferior direito - 1969 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



102 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 93 cm - canto inferior direito ilegível -



103 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 40 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



104 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 23 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



105 - ÉLON BRASIL (1957)

"O último cangaceiro" - técnica mista sobre tela - 100 x 60 cm - canto superior esquerdo e dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



106 - LISE FORELL (1924)

Festa Junina - litografia - 1/30 - 60 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida em Brno, país atualmente conhecido como República Tcheca. Iniciou seus estudos artísticos, em sua terra natal, com o pintor Gustavo Bohn. Quando iniciou a I Guerra Mundial emigrou com a família para a Bélgica onde cursou a Academia de Belas Artes de Antuérpia. Depois de ter passado alguns meses no Campo de Concentração Sidi El Aiashi, Marrocos, veio para o Brasil em 1941. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, Israel e participou de diversas mostras e Salões oficiais. liseforell.blogspot.com.br; www.al.sp.gov.br/noticia.



107 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Menina - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - Década de 1960 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



108 - DOIDÃO BAHIA (1950)

Rostos - escultura em madeira - 37 x 28 x 16 cm - assinado - 16/09/1976 -

José Cardoso de Araújo, dito Doidão Bahia, é sobrinho do escultor Louco e hoje é uma espécie de guardião das obras do tio. Natural de Cachoeira, Bahia. EM NOME DO AUTOR, pág. 110.



109 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Casario - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 - Ouro Preto -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



110 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Auto retrato" - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



111 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 5/50 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



112 - RAMÓN CASAS Y CARBO (1866 - 1932)

"Dama con sombrero" - desenho a carvão e lápis de cor - 55,5 x 37 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador espanhol nascido e falecido em Barcelona. Tinha dezesseis anos quando foi para Paris estudar com Carolus Duran (1882) e depois, na Espanha, estudou com os mestres no Prado. Ficou em Paris até 1894 e teve contato com Utrillo, Rusiñol e Zuloaga, entre outros. Expôs retratos de crianças no "Salon de la Société Nationale des Beaux-Arts" que era membro desde 1903; recebeu a comenda do "Cavaleiro da Legião de Honra"; na "Exposición Nacional de Bellas Artes" ganhou a medalha de terceiro lugar (1892) e a do primeiro lugar (1904) e teve uma sala com suas obras em homenagem ao centenário de seu nascimento. Participou de outras coletivas oficiais e recebeu medalhas de ouro em Berlim, Munique e Viena. BENEZIT; www.artprice.com; art-now-and-then.blogspot.com.br/2013/10/ramon-casas-y-carbo.html.



113 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



114 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Figuras - desenho a carvão - 31 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, crítica de arte, professora, escritora, ilustradora, tradutora e jornalista nascida e falecida no Rio de Janeiro. Assina Silvia. Autodidata. Seu interesse pela pintura de temática popular começou nos anos 40, e já em 1943 suas telas eram aceitas pelo júri do Salão Nacional de Belas Artes, RJ, na sua Divisão Moderna, obtendo Menção Honrosa (1943), Medalha de Bronze (1947), Medalha de Prata (1948), bem como Isenção de Júri, entre outros prêmios. Expôs individualmente em: São Paulo (1945, 1972); Rio de Janeiro (1978, 1984); Curitiba, PR (1979); Brasília, DF (1979). Participou de mostras coletivas e oficiais como: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1941, 1943 a 1950); Salão Municipal de Belas Artes, RJ (1949, 1950, 1954, 1955); "Bienal Interamericana de Pintura y Grabado", Cidade do México – México (1958); Grande Exposição de Arte Naïf Brasileira, SP (1994); Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP (2002); e outras, inclusive nos EUA e Europa. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 482; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 921; VOL. 2, PÁG. 953; ITAU CULTURAL; www.ardies.com; www.artprice.com.



115 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista sobre cartão - 49 x 79 cm - canto inferior direito - 1993 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. No estado.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



116 - SULLIVAN GASPAR (1927)

Marinha - óleo sobre eucatex - 13 x 20 cm - canto inferior direito - 1977 -

Nasceu em São Paulo, Capital, a 2 de novembro de 1927, onde é ativo. Estudou com os pintores Sante Bullo, José Roncoletti Lubra, Durval Pereira e Dario Mecatti. Integrou o Grupo dos Sete, exposição póstuma em homenagem a Mecatti. Em 1978 constitui, juntamente com os pintores Ézio Monari e Antonio Eugenio Pascotto, o I Salão de Pintura de Santa Cruz das Palmeiras. Participou de diversas mostras, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 434, Acervo FIEO.



117 - INGRES SPELTRI (1940)

"Variações Volpianas" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



118 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - escultura em bronze - 41 x 12 x 12 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



119 - JANY M. RUCK (1939)

"Cor e perfume" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



120 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto superior esquerdo - 1986 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



121 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Trabalhadores - litografia - nº 2/ Ex. 43 - 33 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex coleção crítico de arte Mário Schenberg - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor, ilustrador e ourives nascido e falecido em São Paulo. Iniciou-se na carreira artística exercendo o ofício de ourives (1924), dedicou-se à relojoaria (1927) e ao comércio. Voltou a dedicar-se às artes frequentando as aulas (1931) ministradas pelo escultor Vicente Larocca. Frequentou também alguns cursos oferecidos pela Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, situada em uma rua próxima ao Edifício Santa Helena. Passou a dividir (1936) o ateliê com Mario Zanini e conheceu os demais integrantes do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, integrou a Família Artística Paulista - FAP. Viajou a Salvador (1944) e ilustrou o livro "Bahia de Todos os Santos" de Jorge Amado. Foi o responsável, junto com o jornalista Odorico Tavares, pela primeira exposição de arte moderna naquela cidade. Realizou exposição individual em São Paulo (1963). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1937 a 1942, 1944, 1948, 1951 – Bienal Internacional, 1958, 1962 a 1969, 1972, 1975 a 1979 – Panorama da Arte Moderna, MAM); Rio de Janeiro (1940, 1941, 1949, 1950, 1952, 1953, 1962 e 1963 – Bienal de Arte Moderna); Porto Alegre, RS (1940); Salvador, BA (1949); Inglaterra (1944, 1945); Goiânia, GO (1954); Dresden, Alemanha (1967). TEIXEIRA LEITE PÁG. 316; MEC VOL. 3, PÁG. 97; PONTUAL PÁG. 344; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 596; VOL. 4, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 584; ARTE NO BRASIL PÁG. 784, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



122 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

"Recanto na serra" - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto superior esquerdo e dorso - 1996 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



123 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 130 x 100 cm - não assinado -
No estado.



124 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - acrílico sobre tela - 70 x 110 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



125 - WIM L. VAN DIJK (1915 - 1990)

"O rio de Dieze" - óleo sobre madeira - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - Holanda -

Pintor, desenhista, escritor e professor, Willem Leendert van Dijk nasceu em Westmass, Holanda e faleceu em Petrópolis, RJ. Estudou arte e teologia na Academia de Belas Artes e Universidade de Leiden, Holanda. Em 1935, ganhou viagem ao exterior, conhecendo a França, Itália e Grécia. Deixou na Catedral de S. Hendrik, em Helsinque - Finlândia, um painel representando 'O Triunfo de Cristo no Norte'. Em Milão recebeu uma Medalha de Ouro (1938). Com a Segunda Guerra Mundial, alistou-se na resistência aos nazistas perdendo as duas pernas na frente de batalha. Nomeado 1º Adido Cultural pela Rainha Guilhermina, viajou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro (1947) onde realizou sua primeira exposição individual, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Particpou do Salão Paulista de Belas Artes, SP, em 1949 e 1952. Ganhou Medalha de Ouro no Salão dos Artistas Nacionais (1951) e Medalha de Prata no Salão dos Artistas Brasileiros, RJ (1952). Realizou exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Argentina e Japão. Em 1966, a Harwick Collection (Estados Unidos) adquiriu para o seu acervo a tela 'Jangadeiros em ação'. Em 1968, o governador do estado do Rio de Janeiro, Geremias Fontes, ofereceu ao Presidente Costa e Silva suas obras - 'Rio Piabanha – Petrópolis' e 'Petrópolis em Flor' - à rainha Elisabeth II, em visita oficial ao Brasil. Publicou o livro de poemas 'Convite à Exposição' (1960) e tornou-se membro da Academia Petropolitana de Letras (1971). Em 1948, foi lançada a sua biografia 'L'Homme, Le Peintre, L'Oeuvre', de Carlos Torres Pastorino. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 444; PONTUAL PÁG. 533; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 1130; www.artprice.com.



126 - OTTONE ZORLINI (1891 - 1967)

Paisagem - óleo sobre cartão - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1932 -

Pintor, escultor, desenhista e ceramista nascido em Gorgo al Monticano - Treviso, Itália e falecido em São Paulo. Iniciou sua trajetória profissional aos 13 anos de idade quando começou a trabalhar em uma fábrica de cerâmica. Os dados sobre sua formação, ainda na Itália, são incertos. Ingressou na Academia de Belas Artes de Veneza (entre 1905 e 1906). Também no início do século XX, teria estudado com o escultor Umberto Feltrin e teria frequentado como aluno o ateliê de cerâmica Cacciapuoti (entre 1911 e 1915). Em Veneza (1919) executou retratos e monumentos funerários. Veio para o Brasil (1927) onde realizou o Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico, em São Paulo, no ano seguinte. Passou a conviver com os pintores Mario Zanini, Francisco Rebolo e Alfredo Volpi, integrantes do Grupo Santa Helena. Com esses artistas, viajou constantemente pelos arredores do litoral paulista, entre 1936 e 1943. Além dessas atividades, participou da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. De 1959 a 1963, dedicou-se à escultura elaborando bustos e obras fúnebres. Realizou exposições individuais em: Treviso, Itália (1925, 1948); São Paulo (1936, 1950). Participou de exposições coletivas em: Veneza, Itália (1923, 1924 – Bienal); Pádua, Itália (1926); São Paulo - Salão Paulista de Belas Artes (1931 – Medalha de Bronze, 1935 – Grande Medalha de Prata, 1951 – Menção Honrosa, 1957 – Pequena Medalha de Ouro, 1959, 1962 e 1964 – Prêmio Aquisição); Treviso, Itália (1953 – Prêmio, 1954 – Aquisição); entre outras. MEC VOL. 4, PÁGS. 534 E 535; PONTUAL PÁG. 559; CATÁLOGO DE PINTORES ITALIANOS NO BRASIL, SOCIARTE/82; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1091; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 623; www.artprice.com.



127 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Imagem de Salvador - óleo sobre tela - 70 x 140 cm - canto inferior direito - 1972 -
Baptista. No estado.



128 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Casal - escultura em madeira - assinado -
Tony. Lote composto de duas obras. Medidas: 1ª) 24 x 3,5 x 7 cm. 2ª) 24 x 06 x 05



129 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Rosto - desenho - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 6/1946 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



130 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



131 - GREGÓRIO GRUBER (1957)

Avenida Paulista - litografia - 19/100 - 72 x 52 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, cenógrafo e fotógrafo, Luís Gregório Gruber Novaes Correia nasceu em Santos, SP. Assina Gregório. Frequentou o curso de desenho de Frederico Nasser (1969) e também produziu filmes em super-8. Em 1971, interrompeu o curso de arquitetura na Universidade Mackenzie e passou a frequentar aulas de litografia e de gravura em metal no Ateliê Mário Gruber, seu pai, e no Socorro Curso de Gravura em Metal, respectivamente. Ingressou no curso de artes plásticas da FAAP (1972), abandonando-o no ano seguinte. Viajou para Paris e teve aulas de desenho na "Académie de la Grande Chaumière" (1974). Foi responsável pelo curso de desenho de modelo vivo na Pinacoteca do Estado de São Paulo (1976). Sua obra foi objeto de quatro filmes: "O Gesto Criador" (1977) e "Retrato do Artista Quando Jovem" (1978), ambos de Olívio Tavares de Araújo; "Uma Tarde com Gregório" (1987), de Nelson Pereira dos Santos e "Gregório" (1992), do Instituto Itau Cultural. Realizou exposições individuais em São Paulo (1974, 1976 a 1980, 1982 a 1984, 1988); Campinas, SP (1974); Rio de Janeiro (1975, 1976, 1983); Brasília, DF (1978, 1981); Santos, SP (1979); Porto Alegre, RS (1980). Tem participado de mostras coletivas e oficiais como: Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1971); Bienal Internacional de São Paulo (1973), entre outras. Foi premiado em: Campinas, SP (1972); Jundiaí, SP (1975); São Paulo (1976 - Melhor Gravador da APCA-SP); São Caetano do Sul, SP (1976); Rio de Janeiro (1976); Maldonado, Uruguai (1978 – II Bienal). JULIO LOUZADA VOL.2, PÁG. 468; VOL. 4, PÁG. 488; VOL. 9, PÁG. 385; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



132 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

carnaval - desenho a nanquim - 18 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



133 - MAX THEODOR STRECKENBACH (1865 - 1936)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador alemão nascido e falecido em Eckernförde. De 1876 a 1885 estudou medicina na "Schleswig Cathedral School" por diversas cidades da Alemanha. Foi autodidata em pintura e, em 1902, após retorno a Eckernförde, decidiu optar pela pintura. Seus trabalhos ganharam notoriedade nacional, foram expostos pela Alemanha e, por muitas vezes, capa da revista americana "Better Homes and Gardens". BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



134 - ANTONIO NÁSSARA (1910)

Leitor - desenho a nanquim - 28 x 23 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 11 de novembro de 1910. Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na Escola de Belas Artes, RJ. Dedicou-se ao jornalismo e à composição de música popular. A vida nacional lhe proporcionou uma intensa produção gráfica no campo da sãtira política, comentando com sarcasmo acontecimentos do Brasil e do exterior. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág.770;



135 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

"Margarida" - xilogravura - 11,5 x 8,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 92 - S no catálogo e na quarta capa do Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, realizado em 19 de maio de 2009, em São Paulo.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



136 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Trabalhadora - desenho a carvão e pastel - 39,5 x 29,5 cm - canto inferior direito - 1950 - Paris -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



137 - HENRY VITOR (1939)

A visita da fada - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



138 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Maquete - escultura em madeira - 09 x 34,5 x 14 cm - assinado -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



139 - CÉLIA RACHEL RVK (1951)

"Falso brilhante" - técnica mista e colagem sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -

Pseudônimo artístico de Célia Rachel Daiuto Cursino que nasceu em São Paulo. No inicio de sua carreira artística realizou curso de decoração no Iadesp (1965-1668), curso de desenho publicitário (1968-1962), curso de escultura no atelier de Luiz Morrone (a partir de 1972). Cursou artes plásticas (1986-1988) e participou de um grupo de trabalho com o artista Paulo Nesadal (1987). Fez litografia com Romildo Paiva (1990), historia da arte com Rodrigo Naves (1991) e historia da arte ocidental com Alberto Beuttenmuller (2000). Em 1991 foi selecionada para integrar a participação brasileira na exposição da Academia de Arte Moderna em Roma. Realizou exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: 17º e 20º Salão de Arte Contemporânea de Santo Andre, SP; Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco (1989); 18° Salão da Primavera de Resende, RJ (1990); Casa da Cultura de Araraquara, SP (1991); "Oito Novos" - Espaço Cultural Casper Libero, SP (1992, 1993); Salão de Arte de Jundiaí, SP (1992); 7° Salão Brasileiro de Arte, Fundação Mokiti Okada, SP (1992); Clube Alto de Pinheiros, SP (1994); Espaço Cultural do Banco Central do Brasil, SP (1996); Espaço Cultural do Citybank, SP (1997); Exposição Permanente no Aeroporto Internacional de Guarulhos-São Paulo sala VIP da VARIG, SP (1998-2001); Aeroporto Internacional de Nova York (1999); Espaço VIP do Diners Club Aeroporto Guarulhos, SP (2001). Foi premiada no: XXIII Salão de Artes Plásticas, São Lourenço, MG; VIII Salão de Artes Plásticas, Araraquara, SP; XIII Salão de Arte Contemporânea de Sorocaba, SP; VII Salão de Belas Artes de Poços de Caldas, MG; X Salão de Artes Plásticas de Rio Claro,SP. www.al.sp.gov.br/noticia/?id=285990.



140 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata de Rosa" - guache, carvão e pastel sobre cartão - 23 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1952 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. Com etiqueta firmada pelo autor, no dorso.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



141 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 18/100 - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1958 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



142 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Natureza morta - técnica mista sobre papel - 19 x 24 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



143 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Flores do campo" - óleo sobre tela colada em eucatex - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



144 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Cavaleiros - desenho a lápis e aquarela - 28 x 24 cm - canto inferior direito - 1956 -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



145 - FERNAND LÉGER (1881 - 1955)

Mulher - litografia - 96/200 - 24 x 17,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista; mosaicista, ilustrador, professor e designer francês, Jules-Fernand-Henri Léger nasceu em Argentan e faleceu em Gif-sur-Yvette. Fez também desenhos para vitrais, tapetes, cenários para o teatro e balé, projetos de decoração e trabalhos para o cinema. Era filho de camponeses. Iniciou a sua formação artística aos catorze anos, sendo aprendiz de um arquiteto em Caen. Cursou a Escola de Artes Decorativas e a Escola de Belas Artes em Paris (a partir de 1900). Conviveu com os artistas: Archipenko, Chagall, Laurens, Lipchitz, Soutine, Delaunay, Blaise Cendrars, Pablo Picasso, Georges Braque, Henri Rousseau, Le Corbusier, Van Doesburg, Mondrian, Ozenfant. Realizou a sua primeira grande obra, “Nus na floresta” (1909-1910), apresentada no Salão dos Independentes (1911). Juntou-se ao Grupo Puteaux (1911) e com Ozenfant fundou um estúdio livre chamado "Académie Moderne", em Paris. Foi recrutado para as trincheiras com o início da Primeira Grande Guerra (1914). Recebeu Tarsila do Amaral em seu ateliê entre 1923-1924. Produziu seu primeiro mural para "Pavillon de l’Esprit Nouveau" construído por Le Corbusier, em Paris (1925). Na Segunda Grande Guerra, exilou-se nos Estados Unidos, onde foi professor na Universidade de Yale e no Mills College, tendo voltado para França em 1945. Concebeu os vitrais da Igreja do Sacré-Coeur de Audincourt e um painel para o Palácio das Nações Unidas em Nova York (1951), entre outras obras. Realizou diversas exposições individuais, destacando-se: em Chicago, EUA (1935 – Retrospectiva); no Museu de Arte Moderna, Paris (1949, 1953); no Museu de Artes Decorativas, Paris (1952, 1955) e muitas outras participações em mostras coletivas e oficiais. Foi homenageado com o Grande Prêmio da Bienal Internacional de São Paulo (1955). BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 569; ITAU CULTURAL; www.historiadasartes.com; www.ebiografia.com; www.guggenheim.org; www.artprice.com.



146 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Composição - técnica mista sobre papel - 18 x 41 cm - dorso - 1969 -
Obra no formato de um leque.No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



147 - DAMIANI (XX)

Arando a terra - óleo sobre tela - 43 x 58 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor Paranaense com diversas participações em exposições individuais e coletivas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 266.



148 - JULIO GUERRA (1912 - 1989)

Nu - escultura em bronze - 31 x 11 x 09 cm - assinado -

Natural de São Paulo. Escultor, frequentou a Escola de Belas Artes desta cidade, estudando com Amadeu Zani. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, conquistando várias premiações, inclusive de viagem ao exterior, oferecida pelo Governo do Estado. MEC, vol.2, págs. 302,303; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 452; WALTER ZANINI, pág. 634.



149 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Paisagem - óleo sobre madeira - 26 x 34 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



150 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Uma composição em que se vê..." - 50 x 44 cm - canto inferior direito -
Complemento de título: "Uma composição em que se vê um jarro, uma chaleira e uma concha". Com Expertise firmada por Celso Calixto Rios em 13 de fevereiro de 2019. Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



151 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Paisagem - litografia - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1949 -
Ilustração para o livro "O caçador de esmeraldas de Olavo Bilac".

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



152 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Viajantes - óleo sobre madeira - 20 x 15 cm - canto inferior direito -



153 - TRINDADE LEAL (1927)

"Retábulo de Kino 7" - óleo sobre tela - 16 x 27 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com etiqueta da Galeria Paulo Prado - São Paulo, SP - no dorso. No estado.

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



154 - MARÍLIA KRANZ (1937)

Composição - gravura - 10/10 - 25 x 26 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintora, desenhista, gravadora e escultora. No Rio de Janeiro, cursa a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1956 e estuda com Caterina Baratelli, em 1963. Faz sua primeira exposição individual em 1968 na Galeria Oca. Em 1989, executa um painel para o Rockfeller Plaza em Nova York, Estados Unidos. ITAÚ CULTURAL. -



155 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Jogando peteca" - óleo sobre placa - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 07/09/1960-Rio de Janeiro -
Com Autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



156 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1992 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



157 - VILMA CÁNOVAS (1940)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Estudou desenho e pintura com André Klaus (1957 e 1958), com Lory Andreattini (1969 a 1978) e no Liceu de Artes e Ofícios (1984 e 1985). Participou de diversas exposições coletivas e mostras oficiais em: São Paulo (1979, 1981, 2001, 2006 a 2013); São Bernardo do Campo, SP (1983); Itu, SP (1984). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 209.



158 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Figuras - entalhe em madeira - 72 x 18 x 04 cm - assinado - 07/03/1977 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



159 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"O vastres gigas" - aquarela - 28 x 38 cm - centro - 1990 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



160 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Paisagem de Ouro Preto" - óleo sobre madeira - 28 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 1961 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Laudo de Autenticidade da Fundação Guignard, datado de 01 de fevereiro de 2019.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



161 - GILVAN SAMICO (1928 - 2013)

"Rosto" - xilogravura - P.A. - 25 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Batizado Gilvan José Meira Lins Samico, o artista nasceu em 15/6/1928, na capital pernambucana de Recife. Inicia-se na pintura como autodidata. Em 1948, freqüenta a Sociedade de Arte Moderna do Recife. Estuda xilogravura com Lívio Abramo, em 1957, na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1958 estuda gravura com Oswaldo Goeldi na Escola Nacional de Belas Artes-RJ. Em 1968, recebe o prêmio viagem ao exterior no 17º Salão Nacional de Arte Moderna-MAM-RJ. Em 1971, integra o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel. Os quarenta anos de gravura do artista foram comemorados em 1997 com importante exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 784; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 688.



162 - TAPETE ORIENTAL,

2002 -
Ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 1,53 x 0,98 = 1,50 m². No estado.



163 - VITTÓRIO CUTTIN (1918 - XX)

Jangadeiros - óleo sobre eucatex - 70 x 141 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e professor nascido em Florença, Itália. Estudou em Trieste com o professor Falzari. Participou da II Guerra Mundial. Logo depois da guerra, emigrou para Buenos Aires, Argentina, onde fez várias exposições individuais. Veio para o Brasil em 1952 e passou a residir em São Paulo realizando também algumas individuais. Transferindo-se para Santos, SP, manteve em sua casa uma exposição permanente. Participou do XI Salão Oficial de Belas Artes de Santos, em 1970 e 1971, do XXXV Salão Paulista de Belas Artes, em 1970, entre outros. Depois morou em Campinas e Bauru onde viveu por quase vinte anos até falecer. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 297; MEC, VOL. 1, PÁG. 503; www.casaartecanoas.com.br; www.redebomdia.com.br.



164 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

O senhor do mar - desenho a nanquim - 22 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



165 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

"Detalhe da fazenda" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



166 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Marilyn - serigrafia - 6/25/100 - 41 x 41 cm - canto inferior direito - 1969/1974 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



167 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

A visita do médico - óleo sobre tela - 64 x 80 cm - canto inferior direito - 1941 -
No estado.

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



168 - LUIZ ANTONIO DA SILVA (1935)

Músicos - escultura em terracota policromada - assinado -
Lote composto por três obras, medindo: 1ª) 37 x 11 x 12 cm. 2ª) 37 x 12 x 09 cm. 3ª) 36 x 10 x 11 cm.

Escultor, natural de Alto do Moura/PE. Conviveu diretamente com Mestre Vitalino que o orientou por toda vida. Luiz Antonio diz que modela "as coisas que vê por aqui, nas revistas e na televisão". Essa temática o diferencia hoje dos demais artesãos de Alto do Moura e explica a grande procura pelos seus trabalhos. Hoje o artista atingiu um nível de esmero em suas peças, com cores vibrantes, e orgulha-se em mostrar a peça "Fábrica de Telhas", com a qual ganhou o concurso da comemoração dos 145 anos de Caruaru.



169 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Menino e Pássaro" - grafite e aquarela sobre papel - 21 x 16 cm - canto inferior direito -
Com Certificado de Autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



170 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - 25,5 x 55 cm - canto inferior direito - 1926 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



171 - HELENOS SILVA (1941)

"Músicos" - litografia - 2/30 - 60 x 42 cm - canto inferior direito - 1979 -
No estado.

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



172 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Meninas - óleo sobre eucatex - 75 x 61 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



173 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Morangos - óleo sobre cartão - 32 x 46 cm - não assinado -



174 - SILVIA ALVES (1947)

"Amanhecer" - óleo sobre madeira - 12 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



175 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - guache - 22 x 15 cm - canto inferior direito - 1962 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



176 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Menina - off set - P.A. - 59 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



177 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Casario - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 - Paraty -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



178 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Maternidade - múltiplo em bronze - 10 x 5,5 x 08 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



179 - LUDWIG VALENTA (1882 - 1943)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. www.artprice.com; artist.christies.com.



180 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata" - óleo sobre tela - 72 x 62 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Declaração de Autenticidade firmada pelo Autor, datada de 28 de março de 1976.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



181 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

Flores na janela - óleo sobre eucatex - 54 x 73 cm - canto inferior esquerdo - 1989 - Ilha de Paquetá -

Pintora e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida na Ilha de Paquetá, RJ. Autodidata em pintura ensinou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá onde vivia. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1964, 1965, 1969, 1970, 1972, 1974, 1982. Entre as mostras e salões dos quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ; "Naifs del Brasile, Naifs di Haiti" no Festival Mundial de Spoleto, Itália; "Artistas Brasileiros" em Bratislava, Tchecoslováquia (1969); Encontro Carioca de Pintura Ingênua, RJ (1977); “O mundo fascinante dos Pintores Naïfs” no Paço Imperial (1988 e 1989); Naïfs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial), RJ (1997); além de outras coletivas no Rio de Janeiro, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Portugal, Inglaterra, Argentina, Tchecoslováquia e Cidade do México. ITAU CULTURAL; www.ardies.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



182 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Violeiro I" - desenho a nanquim sobre papel - 20 x 26,5 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Com Certificado de Autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



183 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Lago - desenho a nanquim - 17,5 x 26,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



184 - SÉRGIO VILLANOVA (XX)

Casamento na roça - técnica mista sobre papel - 32 x 44 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor nascido em Olinda, PE. Expôs individualmente em Olinda, PE (1984, 1991, 1992, 1997, 1998). Participou de mostras coletivas e oficiais, sendo premiado em: Salão de Arte - PE – Brasil (1982); Prêmio Pirelli de Pintura Jovem - MASP -São Paulo (1983); Prêmio Especial - Salão do Trem - Rio de Janeiro, Brasil (1986); Prêmio Salão Marinhas - Recife - PE, Brasil (1992); Prêmio - Projeto Arte-Brasil Varig (2001). Possui obras em: Laumeier Sculpture Park - St. Louis, USA; Het Domein Museum – Holanda; Cassino do Estoril - Lisboa, Portugal; Museu Internacional de Artes Naïf do Brasil - Rio de Janeiro; Companhia Pyo Nedlloyd - Olinda - PE, Brasil. jcmazella.com/o-mundo-magico-de-sergio-vilanova.



185 - JESUS FUERTES (1938 - 2006)

Mulheres - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



186 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 2/70 - 58 x 43 cm - canto inferior direito - 1970 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



187 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 - São Paulo -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



188 - MILTON MARCOLINO DA SILVA (XX)

Santa - escultura em madeira - 28 x 10 x 08 cm - assinado -

Escultor mineiro de Divinópolis e casado com uma das netas de G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira), um mestre cada vez mais famoso e reconhecido pelos amantes e colecionadores de arte popular. E como costuma acontecer nas oficinas familiares, ele segue o trabalho do mestre. Assina suas obras como M.M.S. galeriapontes.com.br/?portfolio=milton-marcolino-da-silva; artedobrasil.com.br.



189 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Bailarina - desenho a nanquim - 39 x 29 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



190 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Igreja - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



191 - ROLANDO DELCOL (1942)

Nu - litografia - 60/75 - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Saint-Gilles – Bruxelas, Bélgica. Estudou na Academia de Belas Artes de Saint-Gilles (1965-1971); litografia em Milão (1975) e em Paris (1975); pintura em faiança em Moustiers-Sainte-Marie, França (1978); pintura em porcelana em Florença, Itália (1983). Exposições individuais; Bélgica (1965, 1967, 1969 a 1978, 1981, 1982, 2011 a 2014); Milão, Itália (1970, 1971); Paris, França (1974); Jerusalém, Israel (1975); Moustiers-St-Marie, França (1978 a 1981); Amsterdam, Holanda (1979); Florença, Itália (1983, 1984); Deauville, França (1993); Nova York, EUA (2000); Nashville, EUA (2005); Alemanha (2005); Inglaterra (2015); Moscou, Rússia (2015); Estônia (2015). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais. BENEZIT; www.roland-delcol.com; www.hyperrealism.net; www.artprice.com.



192 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Aparição - gravura - 203/300 - 37,5 x 26,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



193 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Intimidade - pintura sobre marfim - cada: d = 06 cm - assinados -
O. J. Rou. Lote composto de duas obras, montadas em uma única moldura.



194 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Estudo - desenho a lápis - 40 x 26,5 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



195 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela colada em eucatex - 52 x 119 cm - canto inferior direito - 1963 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



196 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 13 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



197 - RICARDO ZANZAL (1968)

"Noite fria de outono 1" - técnica mista sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 2018 -

Pintor e desenhista nascido em Maringá, PR. Autodidata. É filho do artista plástico paulista e radicado no Paraná - Zanzal Mattar que dentre as milhares de obras que executou, estão as pinturas internas da Catedral Nossa Senhora da Glória, em Maringá. Formou-se em engenharia, atuou durante muitos anos em grandes obras e em vários segmentos até se dedicar integralmente à pintura a partir de 2014. Tem participado de várias mostras coletivas pelo Brasil e Estados Unidos. www.guiadasartes.com.br/ricardo-zanzal.



198 - NINO DE TRACUNHAÉM (XX)

Leão - escultura em terracota - 33 x 14 x 23 cm - assinado - 20/06/86 - PE -

Escultor e ceramista pernambucano com várias participações em mostras coletivas.



199 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Velas - óleo sobre tela - Cada 60 x 81 cm - canto inferior direito - 1989 -
Díptico.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



200 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Busto masculino..." - desenho a carvão - 56 x 50 cm - canto inferior direito -
Complemento de título: "Busto masculino de gesso junto a uma jarra". Com Expertise firmada por Celso Calixto Rios em 13 de fevereiro de 2019.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - gravura - P.A. - 50 x 33 cm - canto inferior direito - 1973 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista sobre cartão - 31,5 x 49 cm - canto inferior direito - 1957 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



203 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Batuque e samba" - óleo sobre eucatex - 40 x 43 cm - canto inferior direito - 10/07/1963 - RJ -
Com Autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



204 - MARIO WU KING (XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas.



205 - PATRICIA GOLOMBEK (1964)

"Fishes" - óleo sobre tela - Cada 80 x 80 cm - assinados - 1990 -
Quadríptico. No estado.

Artista plástica nascida em São Paulo. Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1986). Também estudou com Flávio Império, Renina Katz, Marcelo Nitsche e Ernestina Karman. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1994, 1996, 1999, 2003, 2008, 2012. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em 1989, 1995, 2008, em São Paulo. Foi curadora, em 2014, da exposição "Ramos de Azevedo e a Escola Caetano de Campos" no Arquivo Histórico de São Paulo e, em 2015, lançará o livro pela editora EDUSP sobre a Escola Caetano de Campos e a Educação pública no Estado de São Paulo, que demandou quatro anos de pesquisa. ITAU CULTURAL; golombek.com.br.



206 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Alegria" - xilogravura - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 2016 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



207 - JESUALDO (1940)

"A cachoeira" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - centro inferior - 2005 -

Pintor nascido em Santa Rosa, RS. Autodidata no início de sua carreira, teve aulas com Colete Pujol. Participou de vários Salões e exposições oficiais em: Canoas, RS (1960); Aparecida do Norte, SP (1961); São Carlos, SP (1964); São Paulo (1966 a 1968, 1985). Foi premiado, em 1966, no Salão da Escola de Belas Artes de São Paulo.



208 - ANTONIO DEL NIDO Y NAVAS (1893 - XX)

Músico - óleo sobre tela - 46 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista espanhol com participações em mostras coletivas. www.artprice.com; http://research.frick.org/spanish/browserecord.php?-action=browse&-recid=3648.



209 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Paris" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 03/2019 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



210 - JUAN DE KOROSSY (XX)

Aldeia - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas como a Exposição Coletiva de Natal na Panorama Galeria de Arte, em Salvador - BA (1967). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; ITAU CULTURAL.



211 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - off set - 39 x 24 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



212 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Camponesa - desenho a lápis - 09 x 08 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



213 - ALBA SANTISTEBAN (1937)

"Jabaquara" - óleo sobre aglomerado - 11 x 15,5 cm - canto inferior direito -

Esta excepcional gravadora, ativa em São Paulo, nasceu em Santa Catarina no dia 7/10/1937. Estudou desenho e pintura na APBA (1963-1967). Fez curso de xilografia com Mário Zanini. A partir de 1965 expõe coletivamente, recebendo diversos prêmios, tais como: Menção Honrosa - ASBA-SBC; APBA; Medalha de Bronze, APBA; Prêmio Secretaria de Estado da Cultura, SP, 45º SPBA-SP, e tantos outros. MEC, vol. 1, pág. 107; JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 34.



214 - CID SERRA NEGRA (1924)

Flores - óleo sobre eucatex - 77,5 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



215 - ALAN CASSIANO (1985)

Surreal - desenho a caneta esferográfica - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 2016 -

Artista plástico. Alan de Lima Cassiano vive e trabalha em São Paulo. É formado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (2009); fez aulas de pintura e desenho com Gilberto Marchi (2014-2015) e Desenho, Pintura e História da Arte na Escola de Artes 28 de Julho (2000). Realizou exposições individuais em 2006, 2007, 2008, 2012, 2014. Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais como o 1º Salão de Arte Moderna de São Caetano do Sul (2012) e coletivas na Pinacoteca Municipal de São Caetano do Sul (2011, 2018). www.alancassiano.com.



216 - AGUILLAR NAVARRO (1917 - 1983)

"Portal" - óleo sobre tela - 71 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Desde os 13 anos de idade, quando residia em Paris, percorria as ruas fazendo delas temas para os seus quadros, o que lhe permitiu realizar a primeira individual aos 16 anos. Sua trajetória artística foi acompanhada de várias exposições com uma série de premiações internacionais e reconhecimento pela crítica francesa. No Brasil, vários foram os prêmios, com menções nos Salões Paulista de Belas Artes. Suas telas retratam Paris ou o Brasil, onde as cores vibrantes irradiam toda a natureza. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 614; ACERVO FIEO, pág. 41.



217 - ADELSON DO PRADO (1944)

Pássaro e caju - desenho a nanquim - 11 x 11 cm - canto inferior direito - 1973 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista, Adelson Filadelfo do Prado nasceu em Vitória da Conquista, BA. Assina Adelson do Prado. Autodidata, começou a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realizou a 1ª Convenção dos Artistas Locais (1960) e inaugurou o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Transferiu-se para Salvador (1962) participando desde então de diversas exposições coletivas e oficiais, entre as quais da I BNAP (1966). Foi premiado no I SNAP (1966); na mostra coletiva do Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória (1966). Exposições individuais: Salvador, BA (1996, 1998); Rio de Janeiro (1967, 1969, 1971, 1999); Nova York, EUA (1971). Em 1977, inaugurou o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. PONTUAL PÁG. 4; TEIXEIRA LEITE PÁG. 14; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.221; MEC VOL. 3, PÁG. 434; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 782; VOL. 9, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; artenaifrio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



218 - VERA GOULART (1954)

Figuras - gravura - P.A. - 19 x 24 cm - canto inferior direito - 2002 -

Pintora, desenhista, gravadora, escultora, poeta e atriz performática nascida no Rio de Janeiro. Artista autodidata começou a desenhar em 1967. Atualmente divide seu tempo entre os ateliês do Brasil e da Suíça. Frequenta esporadicamente os ateliês dos artistas Sandro Donatello e Tancredo Araujo, onde realizou suas primeiras pinturas. Suas primeiras gravuras foram realizadas no Museu Lasar Segall - São Paulo, nas aulas com o artista professor Mubarak. Dando continuidade às gravuras, frequentou o atelier da artista e professora de artes Ursula Jakob na Europa. Sua primeira litografia é feita no atelier Fernand Mourlot em Paris. Suas primeiras esculturas, bronze e terra, foram realizadas no atelier do artista Branquinho da escola de arte de Maria Tereza Vieira, no Rio de Janeiro. Expõe regularmente desde 1980 em mostras coletivas e individuais, em galerias e museus de diversos países. Recebeu o Prêmio Incentivo no 5º Salão de Arte Contemporânea do SESC - Amapá (2004) e Prêmio Bienal Brasileira da Bélgica (2008). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 462, www.goulart.ch; www.colecaodearte.com.br.



219 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



220 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 3/100 - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



221 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 4/100 - 61 x 45 cm - canto inferior direito - 1974 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



222 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 37/50 - 56 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



223 - IVALD GRANATO (1949 - 2016)

Figura - serigrafia - 38/50 - 20 x 18 cm - canto inferior direito - 2011 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



224 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Flores - óleo sobre eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior esquerdo - 1987 -

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



225 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - assinadas -
Lote composto por duas obras. Medidas: 1ª) 12 x 05 x 02 cm. 2ª) 7,5 x 02 x 03 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



226 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



227 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1972 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



228 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



229 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição II" - técnica mista sobre papel - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



230 - PIETRO SCOPPETTA (1863 - 1920)

Jovem - óleo sobre madeira - 40 x 40 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador italiano nascido em Amalfi e falecido em Nápoles. Foi aluno de Giacomo Di Chirico; estudou em Roma, Paris e Londres. Como ilustrador, trabalhou para Treves ("Illustrazione Italiana"). digilander.libero.it/trombealvento/vari/scopetta.htm; www.artprice.com.



231 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figuras e animais - escultura em terracota policromada - assinado -
Lote composto por onze obras. Medidas variadas.



232 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Paisagem - aquarela - 21 x 34 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



233 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Igreja Nossa Senhora das Dores" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 - Paraty -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



234 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Palafitas - óleo sobre eucatex - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



235 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Marinha" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1988 -
Com Certificado de Autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 12 de outubro de 2001, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



236 - ESKA SMYTHE (XX)

Telhados - óleo sobre tela - 53 x 36 cm - dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês. Nos anos de 1960 trabalhou em Paris onde participou do "Salon Des Independants", de mostras na "Galerie Valerie" de arte de vanguarda. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1965. ITAU CULTURAL; www.verdigris-antiques.com/eska-smythe-abstract/.



237 - JOSÉ ANDRADE (XX)

Onça - escultura em madeira - 11 x 29 x 12 cm - assinado -

Escultor de Prados, MG, com diversas participações em mostras coletivas.



238 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Na linha do trem - desenho a lápis - 20 x 21,5 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



239 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



240 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior direito - 1978 - Itanhaém -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



241 - DECIO FERREIRA (1932 - 2008)

Saci Pererê - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Pintor, gravador e desenhista nascido em São Paulo, Capital. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios desta cidade e, mais tarde, frequentou o curso de desenho livre no MAM-SP. Aperfeiçoou-se em pintura com Alexandre Barrenechea e em gravura com Lívio Abramo. Expôs regularmente no SPAM-SP de 1959 a 1963, obtendo diversas e importantes premiações. Participou da V Bienal de SP; expôs em diversas coletivas e individuais, no País e no exterior. Trabalhou também como chargista da Revista Visão e em vários jornais de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 379. Acervo FIEO. -



242 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

São Cristóvão - escultura em madeira - 24 x 06 x 04 cm - assinado -
Antonio Ananias. Teresina - PI.



243 - BAJADO (1912 - 1996)

"Sonho meu" - técnica mista sobre papel - 45 x 27 cm - canto inferior direito - 13/05/1973 -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



244 - CARLOS ARTUR THIRÉ (1917 - 1963)

Bahia - técnica mista sobre eucatex - 45 x 37 cm - canto inferior direito -

Desenhista e pintor. Paralelamente a seus estudos de direito, começou a desenhar histórias em quadrinhos para Suplemento Juvenil, Correio da Manhã e O Jornal, todos no Rio de Janeiro. Colaborou como desenhista de a noite, dedicando-se em seguida a arte publicitária. Em Paris, no ano de 1947, estudou por breve tempo com André Lhote e realizou exposição de desenhos na Galerie Du Dragon. Além de participar do SBBA, expôs no instituto dos arquitetos do Brasil (RJ, 1948), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1950) . Já na década de 1960 e ao lado de Agnaldo Manuel dos Santos, expôs na Petite Galerie (São Paulo).



246 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"O bicho de sete cabeças" - xilogravura - 64 x 47 cm - canto inferior direito - 2010 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



247 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista sobre papel - 18,5 x 26 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



248 - CARLOS MARTINS (1924 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
No estado.

Pintor e desenhista fluminense, com diversas participações em salões oficiais, exposições individuais e coletivas. Retrata as paisagens de sua terra com emoção e lirismo. MEC. vol.3, pág, 79; JULIO LOUZADA, vol.9 pág.553; ITAÚ CULTURAL.



249 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

"Crisântemo" - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



250 - ALFRED VERWEE (1838 - 1895)

Marinha - óleo sobre tela - 36 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador, Alfred Jacques Verwee nasceu em St-Joost-ten-Node e faleceu em Bruxelas. Iniciou-se com seu pai - o pintor Louis Pierre Verwee, trabalhou com Verboeckhoven e estudou com F.K. Deweirdt (1853-1858). Viveu em Londres (1867-1868), viajou pela Itália e Países Baixos. No seu retorno à Bélgica fundou e dirigiu uma associação de pintores em Knokke. Em Bruxelas ajudou a fundar a Sociedade de Belas Artes (1868). Sempre ia a Paris e conviveu com Diaz, Théodore Rousseau, Manet, Barye e Troyon. A partir de 1857 participou dos Salões de Bruxelas com Medalha de Ouro em 1863; dos Salões de Paris com medalhas em 1864 e 1878; da Exposição Universal de Paris com Medalha de Ouro em 1889. Recebeu a comenda do Cavaleiro da Legião de Honra (1881), Cavaleiro da Ordem de Leopoldo (1871), Oficial (1881) e Comandante (1894). BENEZIT; art-now-and-then.blogspot.com.br; www.artprice.com.



251 - RENINA KATZ (1925)

"O Jardim 2" - litografia - 5/50 - 49 x 34 cm - canto inferior direito - 1991 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



252 - DAVID SOBRAL (1930)

"Show dos gatos roqueiros" - óleo sobre tela - 29 x 39 cm - canto inferior direito - 1998 -

"David Augusto Sobral nasceu em 1930, quando seus pais viajavam para a Europa. Filho de um motorneiro da Light, ele foi registrado em Beira Alta, Portugal, onde viveu seus primeiros cinco anos, mudando para São Paulo, Brasil, sete anos depois. Autodidata, ele aperfeiçoou sua técnica com um artista local, conhecido como Alemão, aprimorando o estilo, que se concentrou na representação gráfica de frases e ditados populares. Essa veia satírica chamou a atenção, por exemplo, do Museu de Arte Naïf, em Figueras, Espanha, que já adquiriu 25 trabalhos do artista. Figuras fantásticas e motivos folclóricos são encontrados em numerosas imagens. Animais que tocam instrumentos musicais com cores bem fortes, por exemplo, são uma constante, assim como imagens próximas ao surrealismo, em sua irreverência e capacidade ilimitada de subverter e surpreender". Oscar D’Ambrosio, jornalista e crítico de arte.



253 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - escultura em bronze - 15,5 x 10 x 03 cm - assinado -
Math.



254 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Família - técnica mista - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
No estado.

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



255 - FILIP PAPST (1915)

Paisagem nevada - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista romeno com várias participações em mostras coletivas. www.artprice.com; www.artnet.com.



256 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Na praia - serigrafia - 28/100 - 69 x 89 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



257 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Salinas - óleo sobre tela - 24 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 - Cabo Frio - RJ -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



258 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barco - óleo sobre papel colado em eucatex - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1955 -
No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



259 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

Fradim - desenho a nanquim - 15,5 x 11,5 cm - canto superior direito -
Com dedicatória.

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



260 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Figuras - técnica mista sobre eucatex - 70 x 49 cm - centro superior - 1978 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



261 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Veneza" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



262 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

"Casario III" - óleo sobre eucatex - 79 x 77 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



263 - JOÃO JOSÉ DA SILVA COSTA (1931 - 2014)

Composição - desenho a bico de pena - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1953 -
No estado.

Pintor e arquiteto nascido em Teresina, PI. Radicado no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade. Fez estudos de pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, RJ. Foi um dos participantes, junto com Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa e Aluísio Carvão, do Grupo Frente do Rio de Janeiro, participando de suas mostras coletivas em meados da década de 1950. Figurou ainda nas exposições nacionais de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro (1957), bem como na mostra’ Arte Moderna no Brasil’ (1957) realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Lima. Apresentou trabalhos na III, VI, VII e IX Bienal Internacional de São Paulo (entre 1955 e 1967) e no IX Salão Nacional de Arte Moderna (1960). MEC VOL. 1, PÁG. 472; PONTUAL PÁG. 146; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; arteconcretista.wordpress.com; www.macniteroi.com.br; oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/morre-joao-jose-costa-um-dos-nomes-do-concretismo-brasileiro-14764542.



264 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Cangaceiro - escultura em madeira - 19 x 07 x 05 cm - assinado -
Celestino



265 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Boiada - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



266 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre madeira - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



267 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 45 x 31,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



268 - KILIM


Sumak. Medidas: 1,10 x 0,84 m = 0,92 m ². No estado. Com certificado de Taurisano Tapetes Orientais, datado de 07 de agosto de 1995, Rio de Janeiro - RJ.



269 - ARMANDO PACHECO (1913 - 1965)

Paisagem - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior direito -
Angra dos Reis.

Pintor, gravador e desenhista, nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1930, aos 17 anos de idade, ali tornando-se aluno de Isaltino Barbosa e aluno de Oswaldo Teixeira no ano seguinte. Na ENBA, foi aluno de Rodolpho Chambelland e Augusto Bracet. Participou regularmente do SNBA-RJ, conquistando prêmio viagem ao Exterior em 1950. Em 1968 o Museu Nacional de Belas Artes realizou um exposição com seus principais trabalhos. JULIO LOUZADA vol.1b, pág.705; TEXEIRA LEITE, pág. 372; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 766.



270 - DAKIR PARREIRAS (1893 - 1967)

"Lagoa Rodrigo de Freitas" - aquarela - 27 x 44 cm - canto inferior direito - 1950 -
No estado.

Filho e discípulo do grande Antonio Parreiras, aperfeiçoou-se em Paris com Laurens, destacando-se como paisagista e retratista de méritos. LAUDELINO FREIRE, pág. 519; TEODORO BRAGA, pág. 184; MEC, vol.3, pág. 336; PONTUAL, pág. 407; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 170; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



271 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

"Bordel 999" - litografia - 181/250 - 45 x 32 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



272 - INGRES SPELTRI (1940)

"Variações Volpianas" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



273 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Flautista - escultura em terracota - 09 x 04 x 06 cm - assinado -
Luiz Vitalino. No estado.



274 - LECY BOMFIM (1927 - 2013)

Borboleta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1991 -

Natural de Santos, SP, onde nasceu em 20 de maio de 1927. Iniciou seus estudos artísticos com o prof. José Roncolleto Lubra, em 1945. Em São Paulo, onde foi ativa até o ano de 2000, estudou com os profs. Joseph Trabulsi, Silvio Alves e Arlindo Castellane. Entre 1946 e 1978, expôs em Salões Oficiais no eixo Rio-São Paulo, recebendo muitas premiações, inclusive em Salões Internacionais de que participou de 1979 a 1987. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1976. Expõe em coletivas e individuais a partir de 1974, entre elas 12, 13 e 14a. Exposição de Artistas Contemporâneos da Sociearte (1993-1994-1995), Galeria Clube Atlético Paulistano-SP (1979), entre outras. Suas obras constam de acervos particulares e de museus, tais como o de Santiago, no Chile, PINACOTECA-SP, Municipal de Taubaté-SP, etc. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 138. ACERVO FIEO.



275 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



276 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Casa de farinha - serigrafia - 33 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



277 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Baiana - aquarela - 56 x 46 cm - canto inferior direito ilegível - 1983 -



278 - LURDES BRASIL (XX)

"Adolescência" - óleo sobre tela - 23,5 x 15,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintora e desenhista que tem participado de mostras coletivas.



279 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Separação" - técnica mista sobre papel - 21 x 30 cm - dorso - 2019 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



280 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Árabe - óleo sobre tela - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento.Também pintou sob os pseudônimos de: Felice, G. Felice, Giordano Felice, Giord, N. Giordane, N. Giordani, Nizza e A. Gelli. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



281 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Anjo - serigrafia - 3/12 - 33,5 x 30 cm - canto inferior direito - 1969 - Bahia -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



282 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 3,21 x 2,14 = 6,87 m². No estado.



283 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - óleo sobre madeira - 32 x 41 cm - canto inferior direito - 1943 -
Com estudo no dorso.

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



284 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Misteriosa - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito - 05/11/1983 -
No estado.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



285 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Igreja - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



286 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Galo - serigrafia - 1/25 - 61 x 42 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



287 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Velha senhora - escultura em madeira - 19 x 06 x 04 cm - assinado -
Celestino.



288 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

Menina - óleo sobre eucatex - 23 x 17 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1971 - Bahia -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



289 - MALISA (1913)

Flores - óleo sobre cartão - 56 x 48 cm - canto inferior direito - 1990 - Rio de Janeiro -

Batizada Maria Luiza Gomide Staffa, pintora e desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro. Foi aluna de Carlos Chambelland. Foi premiada diversas vezes no SNBA-RJ e no SMBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.13 pág 205.



290 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Toureiro - escultura em bronze - 19 x 18 x 10 cm - não assinado -



291 - RENOT (1932)

Figuras da Ribeira - desenho a lápis de cor - 17 x 11 cm - canto superior direito e dorso - Bahia -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



292 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Ritual - técnica mista - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



293 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Pompei - La corsa" - aquarela - Cada 15 x 33 cm - assinados -
R. Scognamiglio. Lote composto de duas obras.



294 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Bailarino - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



295 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Estrada de ferro" - serigrafia - P.A. - 43 x 33 cm - canto inferior direito - 1972 - SP -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



296 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

São Francisco - matriz de xilogravura - 18 x 12 cm - assinado -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



297 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Ritmo - escultura em mármore - 15 x 08 x 3,5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. Base no estado

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



298 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



299 - JOSÉ CAVALIERE (1952)

No campo - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista paulistano, nasceu a 3 de junho de 1952. Neto do premiado paisagista italiano Giuseppe Cavaliere, teve orientação artística de W. Maguetas e Giovanni Óppido, tendo se identificado mais com as tendências impressionistas deste último.Formado em jornalismo, também foi desenhista publicitário e diretor de arte em diversas agências de São Paulo. Tem preferência temática pela pasiagem rural, cenas urbanas, naturezas mortas, cenas árabes, marinhas, casarios, animais e flores. Individuais em 1990 e 1991. Diversas coletivas, com premiação em 1991 - pequena Medalha de Prata - no III SAP de Cristais Paulista-SP. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 222



300 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



301 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Eucatex" - serigrafia - 8/100 - 43 x 64 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



302 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

"Jardim" - monotipia - 45 x 31 cm - centro inferior -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



303 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

Flores - óleo sobre eucatex - 49 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



304 - JOSÉ BARBOSA (1948)

"Igreja de São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 54 x 72 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 -
No estado.

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Pintor, desenhista, entalhador, escultor, ilustrador e gravador. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



305 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Camponesa - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1984 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



306 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Baiana - acrílico sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



307 - NANDO RIBEIRO (1963)

Menina e pássaro - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



308 - FAMÍLIA JULIÃO

Macaco - escultura em madeira - 06 x 54 x 14 cm - assinado -
Diego Julião.

Ativa em Prados, MG. José de Pádua Lisboa (conhecido como Zezinho Julião, sobrenome do avô), carpinteiro, fabricante de arreios para montaria, móveis rústicos, caibros, transmite aos nove filhos a técnica de trabalhar a madeira. Itamar (falecido em 2004) é o primeiro dos irmãos a iniciar-se na escultura, aos dez anos de idade. No início eram imagens de Cristo, santos e anjos até encontrar seu imaginário próprio: montanhas com macacos saindo de grutas e os leões. Os outros irmãos (José, Valdir, João, Eleusa, Eliana, Vicentina, Maria e Antonio) se voltaram para a escultura em madeira devido ao êxito de Itamar. Uns se especializaram em montanhas com pássaros de asas espalmadas e serpentes em alto- relevo, outros em blocos de madeira nos quais são cavadas pequenas grutas de onde emergem cães, onças com filhotes, lobos, tatus. Na vizinhança há outros da família: Anésio Julião (Anésio Geraldo da Silva), Ari, Antonio e Márcio Julião (Márcio Geraldo Luz da Silva), filho de Anésio. Suas obras foram expostas em Paris (1987) na exposição "Brésil, Arts Populaires" e na Mostra do Redescobrimento na Fundação Bienal, em São Paulo (2000). LÉLIA COELHO FROTA , PEQUENO DICIONÁRIO DA ARTE DO POVO BRASILEIRO - PÁG. 261 A 263.



309 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 99 x 45 cm - dorso - 2019 -
Registrado sob o nº 784 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



310 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem imaginária - técnica mista sobre papel - 20 x 28,5 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



311 - DIVERSOS AUTORES

Composição - gravura - 38/75 - 66 x 48 cm - assinado -
Obra assinada por: "Livio Abramo, Aldemir Martins, Pedro Seman e Perez Sola".



312 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"O pizzaiolo" - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



313 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

"Composição" - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - dorso - 2015 - Paraná -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



314 - PAVEL KUDIS (1921)

Paisagem - técnica mista sobre papel - 31 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Celje, Iuguslávia, onde nasceu em 15/1/1921. Pintor, desenhista e arquiteto, assina suas obras como KUDIS na frente e, desde 1980, PAVELKUDIS, cursivamente, no dorso. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.578.



315 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

"Geométrico 2" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - centro inferior e dorso - 1969 -
Com Autenticação do autor e de Chroma Galeria de Arte, datada de 01 de abril de 1987.

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



316 - NESTOR PERES (1920 - 2004)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
Com Autenticação do autor e de Chroma Galeria de Arte, datada de 18 de setembro de 1986. No estado.

Natural de Jundiaí, SP. Pintor, professor, desenhista e gravador, assinava NESTOR PERES. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, diplomando-se em 1947, ocasião em que recebeu Medalha de Honra ao Mérito. Aprimorou-se com Waldemar da Costa, Mario Zanini, Felisberto Ranzini entre outros. Expôs coletiva e individualmente em diversos salões, conforme extensa lista copilada por Julio Louzada, abaixo citado. JULIO LOUZADA vol. 2, pág.800; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



317 - MARIO CRAVO JR (1923 - 2018)

Rosto - técnica mista sobre papel - 31 x 22,5 cm - centro superior - 1948 -
No estado.

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



318 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Maternidade - múltiplo em bronze - 02 - 10 x 4,5 x 04 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



319 - PATRICK THOMAS GUÉRATI (1947)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 40,5 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista irlandes, artista exlusivo da Galeria de Arte André - SP, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. Acervo FIEO.



320 - FERNANDO LOPES (1936)

Santas - técnica mista sobre cartão - 67 x 47 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Nasceu em São Miguel dos Campos, AL. Autodidata, é pintor, gravador e professor, assina suas obras FERNANDO LOPES. São dele estas palavras sobre a sua profissão : " ...É um grande desespero viver e pintar. É uma grande alegria viver e pintar" . JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 195; ITAÚ CULTURAL.



321 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Nu - serigrafia - 110/110 - 35 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



322 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 28 x 37 cm - canto inferior esquerdo -
E. Fontecilla L. No estado.



323 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



324 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14,5 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



325 - ÉLON BRASIL (1957)

"Reflexões do pequeno guerreiro" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



326 - LUIZ JASMIN (1940)

Baiana - litografia - 64/100 - 48 x 68 cm - canto inferior direito - 1975 - Bahia -

Baiano de Salvador, JASMIM é pintor e ilustrador. Assina suas obras LUIZ JASMIN. Ativo no Rio de Janeiro, é autor de capas de livros, de discos e ilustrador de revistas, premiado aqui e no exterior. Formou-se na França e nos Estados Unidos. Em Paris, cursou a Escola de Belas Artes e a Academia de la Grand Chaumiére, e em Nova York o Pratt Institute, onde estudou gravura. Expôs individualmente em diversas galerias no exterior, e no país, com sucesso de critica e de público. JULIO LOUZADA vol.3, pág.545; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



327 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1955 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



328 - ANTONIA BEZERRA LEÃO (1914)

São Francisco e os pássaros - escultura em terracota - 55 x 16 x 16 cm - assinado - Tracunhaém - PE -

Antonia Bezerra Leão nasceu em Tracunhaém, PE. Filha de louceira, aos dez anos fazia bichinhos de barro e paliteiros que o pai vendia nas feiras de Carpina e Nazaré, PE.. Casou-se aos quinze anos, foi morar em Goiana, PE e aperfeiçoou o modelado do barro com frade Luís. Dezesseis anos depois voltou a Tracunhaém onde trabalhou até a sua morte. Criou figuras humanas isoladas e bichos; na representação do sagrado, seus santos se caracterizam no modo de esculpir dos ceramistas de Tracunhaém em oposição aos de Caruaru que apresentam uma forma mais realista da crônica do cotidiano.



329 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Rua - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 - Paraty -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



330 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Músicos e cantoras" - óleo sobre placa - 34 x 52 cm - canto inferior direito - 03/04/1963 - RJ -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



331 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 5/50 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



332 - PAOLO RISSONE (1925)

Composição - técnica mista sobre papel - 19 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



333 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - técnica mista sobre cartão - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1959/1967 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP. No estado.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



334 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - técnica mista sobre cartão - 29,5 x 17,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



335 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista sobre cartão - 49 x 65 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



336 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



337 - INGRES SPELTRI (1940)

"Variações Volpianas" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



338 - HONÓRIO PEÇANHA (1907 - 1992)

"Euterpe" - escultura em bronze - 23 x 7,5 x 04 cm - assinado -

Escultor e professor que nasceu em Macuco, RJ e faleceu em Niterói, RJ. Iniciou sua formação estudando escultura no Instituto João Alfredo, Rio de Janeiro, entre 1921 e 1924. Foi aluno de Eduardo Augusto de Barros e Modestino Kanto, com quem continuou os estudos no Liceu de Artes e Ofícios. Lecionou escultura nesta mesma instituição, alguns anos depois. Por volta de 1927, frequentou as aulas de Correia Lima e em 1928, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes. Na década de 30, viajou para Paris, França, onde estudou na Academia ‘de La Grande Chaumière’. Venceu, com Modestino Kanto, o concurso ao Monumento a Marechal Deodoro (1925/1926). Participou de várias edições, no Rio de Janeiro, do Salão de Belas Artes e do Salão Nacional de Arte Moderna. Foi premiado em 1930, 1931, 1935 - Prêmio de Viagem à Europa, 1939 - Prêmio de Viagem ao País, 1942, 1955. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 255; MEC VOL. 3; PÁG. 357; PONTUAL PÁG. 409.



339 - YARA TUPYNAMBÁ (1932)

"Colombina" - serigrafia - 69/100 - 54 x 28 cm - canto inferior direito -

Esta excepcional gravadora, desenhista e professora, é natural de Montes Claros, MG. Estudou com Guignard e Misabel Pedrosa em BH, após com Goeldi. Participou do SNBABH desde 1953, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 527. JULIO LOUZADA. vol 11, pág 328; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



340 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Moças e pássaros" - óleo sobre tela - 50 x 71 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Dr. Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



341 - MARLY KAHTALIAN (1944)

Casario - serigrafia - 3/35 - 43 x 33 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade mineira de Uberaba reside na cidade de São Paulo, onde é ativa. Formou-se artisticamente sob a orientação do mestre e pintor Aldo Bonadei. Aperfeiçoou-se de forma autodidata, mercê da convivência com os artistas Walter Lewy, Aldemir Martins, F. Odriozolla e Pennacchi. Expôs individualmente em 1974, seguindo-se outras em 1976 (Galeria Ponte), 1980 (Seta), 1985 (Documenta) e 1986 (Itaú), também com participações em coletivas (Sociarte). O MAC-SP possui em seu acervo obra da autora. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 179.



342 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

"Árvore" - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



343 - INOS CORRADIN (1929)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



344 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

"Composição" - acrílico sobre tela - 80 x 120 cm - dorso - 2015 - Paraná -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



345 - WIM L. VAN DIJK (1915 - 1990)

"Angra dos Reis" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -

Pintor, desenhista, escritor e professor, Willem Leendert van Dijk nasceu em Westmass, Holanda e faleceu em Petrópolis, RJ. Estudou arte e teologia na Academia de Belas Artes e Universidade de Leiden, Holanda. Em 1935, ganhou viagem ao exterior, conhecendo a França, Itália e Grécia. Deixou na Catedral de S. Hendrik, em Helsinque - Finlândia, um painel representando 'O Triunfo de Cristo no Norte'. Em Milão recebeu uma Medalha de Ouro (1938). Com a Segunda Guerra Mundial, alistou-se na resistência aos nazistas perdendo as duas pernas na frente de batalha. Nomeado 1º Adido Cultural pela Rainha Guilhermina, viajou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro (1947) onde realizou sua primeira exposição individual, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Particpou do Salão Paulista de Belas Artes, SP, em 1949 e 1952. Ganhou Medalha de Ouro no Salão dos Artistas Nacionais (1951) e Medalha de Prata no Salão dos Artistas Brasileiros, RJ (1952). Realizou exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Argentina e Japão. Em 1966, a Harwick Collection (Estados Unidos) adquiriu para o seu acervo a tela 'Jangadeiros em ação'. Em 1968, o governador do estado do Rio de Janeiro, Geremias Fontes, ofereceu ao Presidente Costa e Silva suas obras - 'Rio Piabanha – Petrópolis' e 'Petrópolis em Flor' - à rainha Elisabeth II, em visita oficial ao Brasil. Publicou o livro de poemas 'Convite à Exposição' (1960) e tornou-se membro da Academia Petropolitana de Letras (1971). Em 1948, foi lançada a sua biografia 'L'Homme, Le Peintre, L'Oeuvre', de Carlos Torres Pastorino. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 444; PONTUAL PÁG. 533; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 1130; www.artprice.com.



346 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre tela - 19 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



347 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"O comboio" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito ilegível - 1977 -
No estado.



348 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Tartaruga - múltiplo em cerâmica - 09 x 28 x 18 cm -
Com marca da Oficina Cerâmica Francisco Brennand.

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



349 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Nu - desenho - 36 x 46 cm - canto inferior direito - 1972 -
Com estudos no dorso.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



350 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Paisagem - óleo sobre madeira - 15,5 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



351 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Pausa" - litografia - 3/40 - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, desenhista e poeta, Guilherme Caiuby de Faria nasceu em São Paulo. Teve formação autodidata. Iniciou carreira artística em 1962, dedicando-se à produção de desenhos, gravuras e pinturas. Realizou viagem ao interior da Bahia e de Pernambuco, entrando em contato com artistas populares (por volta de 1970). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1964, 1966, 1967, 1971, 1974, 1984, 1996, 1997, 2010); Toronto, Canadá (1975); Assunção, Paraguai (1976); Porto Alegre, RS (1978); Ribeirão Preto, SP (1980); Marília, SP (1980); Munique, Alemanha (1983); Quito, Equador (1986); Penápolis, SP (1987); entre outras. Participou de mostras coletivas e oficiais como: I Exposição do Jovem Desenho Nacional, MAC – SP (1965); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1971, 1974, 1977, 1980); Bienal Internacional de São Paulo (1967); I Bienal Latino-Americana, SP (1978); "25 Contemporary Brazilian Artists", Tóquio – Japão (1979); Bienal Internacional de Artes Gráficas, Liubliana – Eslovênia (1989). A partir de 2001 passou a compor cordéis de cunho sertanejo, publicando-os em folhetos ilustrados com xilogravuras de sua autoria. Iniciou carreira de cordelista e declamador em São Paulo, dedicando-se também à divulgação de contos e poemas atribuídos à escritora Alma Welt. MEC VOL.2, PÁG. 142; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 371; VOL. 13, PÁG. 126; PONTUAL PÁG. 202; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; biografias.netsaber.com.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



352 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Xilo natalina" - xilogravura - H.C. - 25 x 17,5 cm - canto inferior direito - 1987 -
Acompanha a obra dedicatória datada de 12/87, firmada por Haydee e Odetto.

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



353 - NILSON SEOANE (1930 - 1987)

Flores - óleo sobre tela - 100 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Natural de Santos, SP, foi pintor, desenhista, gravador e ilustrador. De 1944 a 1948, freqüentou a Escola de Artes Gráficas Professor Nelson Nóbrega, em São Paulo, tendo como mestres Lívio Abramo, Mário Gruber, Antonio Gomide, e Wolfgang Pfeiffer. Entre 1953 e 1958, faz cursos de filosofia, psicologia, teologia, passando, como noviço, por vários Mosteiros da Ordem dos Beneditinos na Bahia. Entre 1957 e 1962, trabalha fazendo ilustrações para os suplementos literários dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Entre 1960 e 1980, reside em vários lugares, realizando painéis para residências, hotéis, instituições, secretarias. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, entre 1955 e 1965 (Medalha de Bronze, 1955; Medalha de Prata, 1959, 1961 e 1963; Prêmio Aquisição, 1960 e 1962); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1955 e 1965; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Exposição Internacional de Gravura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1972 (Prêmio Aquisição); 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985; Projeto Arte Atual Brasil, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo, 1995. Evento no Itaú Cultural: Mostra Individual, Itaugaleria de São Paulo, 1973 e 1980. "O realismo fantástico de Seoane se relaciona talvez com certas formas inusuais de percepção, muito discutidas recentemente a propósito dos efeitos de drogas como o ácido lisérgico e a mescalina. Muitos desenhos coloridos de artistas dão a impressão de matéria de vitrais, com efeitos luminosos surpreendentes. Suas flores têm uma qualidade preciosa especial, que faz recordar as descrições de imagens percebidas sob a influência do ácido lisérgico." . Mário Schenberg in SEOANE. Apresentação de Érico Veríssimo et al. São Paulo: Portal Galeria de Arte, 1972. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 898; TEIXEIRA LEITE, pág. 472; ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 485; MEC, vol. 4, pág. 220.



354 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Família - desenho a caneta esferográfica - 10,5 x 10 cm - canto inferior direito - 1967 -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



355 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Sorveteiro - xilogravura - P.A. - 16 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



356 - KENNEDY BAHIA (1929 - 2005)

Baiana - desenho a nanquim - 32 x 21 cm - canto superior esquerdo -
No estado.

Pintor e tapeceiro, KENNEDY era natural de Viña del Mar, Chile. Sua obras estão repletas de sentimentos. Os temas principais do artista são a fauna e flora brasileiras, aos quais dedicou seu amor e admiração por toda a sua vida. Era residente e ativo na Bahia, de onde adotou o nome artístico. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.85; MEC, vol.2, pág.406; PONTUAL, pág.290



357 - GLADYS MALDAUM (1943)

Meninos - aquarela - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintora e desenhista natural de São Paulo, SP. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. José Roncoleto (Lubra), aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone (entre 1965 e 1975). Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang (1970). Seguiu os cursos (de 1974 a 1976) de pintura mural do prof. Manuel Villaseñor e o de Modelado do prof. Juan Luis Vassallo Parodi, na Escola Superior San Fernando, em Madri, Espanha. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu prêmios e menções por seus trabalhos, entre eles: o Segundo Prêmio de Desenho (1976) no Circulo de Belas Artes de Madri, a Pequena Medalha de Prata (1980) no Salão Paulista de Belas Artes e o Prêmio APBA (2002) da Associação Paulista de Belas Artes. MEC VOL. 3, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 624; VOL. 4, PÁG. 668; VOL. 6, PÁG. 653; VOL. 9, PÁG. 523; VOL. 11, PÁG. 190, ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



358 - INOS CORRADIN (1929)

"Mágico com cartola" - escultura em terracota - 37 x 15 x 15 cm - assinado - 2019 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Autor, datado de 27 de março de 2019.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



359 - FLÁVIO POLYCENO (XX)

Pescador - óleo sobre eucatex - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista com participações em mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão da Paisagem Paulista, SP (1969 a 1971); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1971 a 1974, 1976 a 1979, 1981). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921;



360 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Bordel - técnica mista sobre papel - 31 x 36 cm - canto inferior direito - 1952 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



361 - ANTONIO PETICOV (1946)

"A pirâmide" - serigrafia - 17/100 - 54 x 71 cm - canto inferior direito - 1978 -

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



362 - VICTÓRIO CANNONE (1938)

"Amalfi" - óleo sobre eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Filho e discípulo de Angelo Cannone, ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.1041.



363 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Ciranda" - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



364 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Velha - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



365 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em mármore - 35 x 12 x 6,5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



366 - MARIO TULLIO (1894 - 1962)

Igreja - aquarela - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 1949 - Recife -

Pintor, cenógrafo, desenhista e professor, natural de Veneza, Itália, e falecido em Recife-PE. No Brasil a partir de 1911, residiu no Rio de Janeiro e em Recife. Naturalizou-se brasileiro em 1932. Publicou charges para o jornal "O Globo" no RJ. Aperfeiçoou-se na Itália em aquarela, com Ettore Tito e Ciardi. Participou de diversas edições do SNBA-RJ, com premiações, alem de outros salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 999



367 - EUCLIDES ANTONIO RIOS (1920)

Fonte - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 03/05/1989 -
Com dedicatória.

Pintor e desenhista nascido na cidade paulista de São Carlos, em 5 de maio de 1920. Fez seus primeiros estudos de desenho ainda em São Carlos. Posteriormente, em 1935, estudou desenho e aquarela com o prof. João Tonissi e, na déc. de 50, desenho com modelo vivo no MASP-SP. Estudou pintura na APBA-SP, com Castellani (1983) e com Joyce Pike, este último nos EUA. Realizou diversas e importantes exposições individuais e participou de outras tantas coletivas, recebendo inúmeras premiações, conforme nos dá conta a extensa lista publicada na bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol 2, pág 876/877. Acervo FIEO.



368 - JOSEFINA COQUEIRO (XX)

Moringa de quatro cabeças - escultura em terracota policromada - 22 x 24 x 24 cm - assinado -

Ceramista do Vale do Jequitinhonha, MG com participações em mostras coletivas.



369 - EDNA DE ARARAQUARA (1955)

"Colheita de café" - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - centro inferior e dorso - 07/1982 -

Nasceu em Araraquara, SP. Estudou pintura com Zé Cordeiro e desde 1977 tem participado de inúmeras exposições coletivas e individuais em diferentes países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Itália, França, Suécia, Espanha, Inglaterra, Luxemburgo, Grécia, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Israel e Cabo Verde. Prêmios: São Paulo, SP (1981, 1982, 1983, 1984); Taboão da Serra, SP (1983); Araçatuba, SP (1983); Estoril, Portugal (1988, 1991, 1993, 1997, 1998 e 2004); Gondomar, Portugal (1992); Saint German Les Corbeil, França (1995) e Estocolmo, Suécia (1996). www.brazilart-painting.com



370 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Uma estátua de gesso..." - pastel sobre cartão - 107 x 84 cm - canto inferior direito -
Complemento de título: "Uma estátua de gesso, em que um grupo de meninos formam um coral". No estado. Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 02 de outubro de 2016. Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



371 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Figuras - gravura - 51/100 - 22 x 31,5 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e professor, Evandro Carlos Frascá Poyares Jardim nasceu em São Paulo, SP. Ingressou na Escola de Belas Artes de São Paulo (1953), onde estudou pintura com Theodoro Braga, Antonio Paim Vieira e Joaquim da Rocha Ferreira, além de modelagem e escultura com Vicente Larocca. Estudou gravura em metal com Francesc Domingo Segura (entre 1956 e 1957). Especializou-se em gravura em metal. Paralelamente à carreira artística, desenvolveu intensa atividade docente em várias instituições, como a Escola de Belas Artes, a FAAP e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Sua primeira exposição individual foi no MASP (1973). Tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais como: Bienal de Quito, Equador (1968); Bienal Latinoamericana de Gravura, Porto Rico (1972, 1974); Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1975, 1979); Bienal de Veneza, Itália (1976); Trienal de Gravura, Buenos Aires, Argentina (1979); Internacional de Gravura, Tóquio – Japão (1982); I Bienal de Grabado Iberoamericano, Uruguai (1983); entre outros. Vencedor de prêmios como: o de Melhor Gravador do ano (1974 e 1992), pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), de melhor exposição individual (2005), Prêmio Governador do Estado na XIII Bienal Internacional de São Paulo (1975); Prêmio Nilo Previdi na I Mostra Anual de Gravura de Curitiba, PR (1978); Prêmio Bravo! Prime de Cultura e Prêmio Canson de Artes Plásticas (1989). PONTUAL PÁG. 277; MEC VOL. 2, PÁG. 372; TEIXEIRA LEITE PÁG. 264; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 492; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 764; ARTE NO BRASIL PÁG. 966; LEONOR AMARANTE PÁG. 240. ACERVO FIEO; www.sescsp.org.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



372 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 44 x 24 cm - não assinado -



373 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - óleo e colagem sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 - São Paulo -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



374 - MARÍLIA KRANZ (1937)

Composição - gravura - 9/10 - 24 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora e escultora. No Rio de Janeiro, cursa a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1956 e estuda com Caterina Baratelli, em 1963. Faz sua primeira exposição individual em 1968 na Galeria Oca. Em 1989, executa um painel para o Rockfeller Plaza em Nova York, Estados Unidos. ITAÚ CULTURAL. -



375 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Pula corda pega balão" - óleo sobre placa - 29,5 x 29,5 cm - canto inferior direito - 24/06/1957-Rio de Janeiro -
Com Autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



376 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



377 - VILMA CÁNOVAS (1940)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Estudou desenho e pintura com André Klaus (1957 e 1958), com Lory Andreattini (1969 a 1978) e no Liceu de Artes e Ofícios (1984 e 1985). Participou de diversas exposições coletivas e mostras oficiais em: São Paulo (1979, 1981, 2001, 2006 a 2013); São Bernardo do Campo, SP (1983); Itu, SP (1984). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 209.



378 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Profeta - escultura em madeira - 90 x 29 x 11 cm - assinado - 17/06/1975 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



379 - WANDERLEY XAVIER JR. (1971)

Orquídea - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas.



380 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Vaso de flores" - óleo sobre madeira - 38 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1956 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Laudo de Autenticidade da Fundação Guignard, datado de 01 de fevereiro de 2019.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



381 - GILVAN SAMICO (1928 - 2013)

"Mulher e pássaro" - xilogravura - P.A. - 25 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Batizado Gilvan José Meira Lins Samico, o artista nasceu em 15/6/1928, na capital pernambucana de Recife. Inicia-se na pintura como autodidata. Em 1948, freqüenta a Sociedade de Arte Moderna do Recife. Estuda xilogravura com Lívio Abramo, em 1957, na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1958 estuda gravura com Oswaldo Goeldi na Escola Nacional de Belas Artes-RJ. Em 1968, recebe o prêmio viagem ao exterior no 17º Salão Nacional de Arte Moderna-MAM-RJ. Em 1971, integra o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel. Os quarenta anos de gravura do artista foram comemorados em 1997 com importante exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 784; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 688.



382 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, medindo 0,84 x 1,25 = 1,05 m². No estado.



383 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - 14,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -

Pintor e engenheiro nascido em Veneza, Itália e falecido em São Paulo. Formou-se engenheiro eletromecânico na Itália. Iniciou-se na pintura sob a orientação de Francescchini (1941) na cidade de Tolmezzo. Durante a Segunda Guerra Mundial enfrentou os fascistas e foi preso por alemães, ficando um ano e meio em um campo de concentração. Terminada a guerra emigrou para o Brasil, fixando residência em São Paulo (1949). Nos anos de 1950, 1960 e 1970, sem abandonar a pintura, trabalhou como engenheiro eletrônico numa indústria de eletrodomésticos de São Paulo. Em 1980 aposentou-se para dedicar-se somente à pintura, montando em 1981 a Galeria Velha Europa. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1981, 1982, 1992); Fortaleza, CE (1986); Rio de Janeiro (1986, 1987, 1988); Blumenau, SC (1990). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo alguns prêmios. Em 1992 realizou-se exposição comemorativa dos 50 anos de sua pintura em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL.2, PÁG. 262; VOL. 6, PÁG. 239; ITAU CULTURAL; portalartes.com.br; oscardambrosio.com.br; www.artprice.com.



384 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

O rei do mar - desenho a nanquim - 28 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



385 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Sala da fazenda - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1981 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



386 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figuras - serigrafia sobre cerâmica - Cada 10 x 10 cm - não assinado - 2003 -
Lote composto por duas obras.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



387 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Coroinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 42 x 32 cm - canto superior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



388 - MANUEL GRACIANO (1926)

Freira - escultura em madeira - 94 x 21 x 14 cm - assinado -
No estado.

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



389 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Estudo para escultura" - desenho a caneta esferográfica sobre papel - 32,5 x 11,5 cm - canto inferior direito - 1990 -
Com Certificado de Autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



390 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - acrílico sobre cartão - 71 x 99 cm - canto inferior direito - 1991 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Declaração de Autenticidade firmada pelo Autor, datada de 14 de setembro de 1991.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



391 - INOS CORRADIN (1929)

Marinha - serigrafia - 142/200 - 86 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



392 - SIEGBERT FRANKLIN (1957)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito - 1991 -
No estado.

Pintor, gravador e desenhista, natural de Fortaleza, CE, onde nasceu a 2 de julho de 1957. Dedica-se integralmente à pintura a partir de 1977, trabalhando com instalações e multimídia, computação gráfica e infogravura. Participa de diversos salões oficiais e coletivas, onde ganha vários e importantes prêmios e menções. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico Antonio Zago, quando da exposição das obras do artista na Galeria Paulo Prado, 1990: " Desta vez Siegbert Franklin nos chega mais urbano e sofisticado. Alguns elementos - característica pessoal da escrita do pintor - permanecem e até se aprofundam: texturas surpreendentes; sombras de objetos flutuantes (que nos levam a refletir sobre a bidimensionalidade da tela); clima de sonho. O amadurecimento do artista, porém, é mais que evidente. Ao transferir-se de sua terra natal para São Paulo (1982), Siegbert Franklin resolveu voltar-se para as cores fortes e elementos típicos da cultura popular nordestina. Era uma tentativa de afirmar sua especificidade na dispersiva megalópolis. Hoje ele assume a urbanidade, mergulhando nas sutilezas da cultura urbana. O referencial mudou. Ao invés dos símbolos típicos da cerâmica e da tapeçaria popular, o artista trabalha com formas arquitetônicas e máquinas, artifício que se tornou a natureza que envolve o homem contemporâneo. Siegbert Franklin passa a habitar a galáxia freqüentada por Miró, Klee e Torres-Garcia. A ambiguidade evoluiu. Às vezes temos a impressão de que o artista quer mais sugerir do que mostrar. A meio caminho entre a abstração e a figuração encontramos na presente mostra uma geometria rigorosa no fundo das telas, contrastando com formas caóticas, cores e texturas absolutamente rebeldes, que recusam a ordem estabelecida, transbordando o limite racional da linha. (...)" ITAU CULTURAL



393 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Conversando - óleo sobre tela colada em eucatex - 66 x 99 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado.



394 - SILVIA ALVES (1947)

"Verão paulista" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2018 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



395 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

São Francisco e os pássaros - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - lado direito -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



396 - NONÊ DE ANDRADE (1914 - 1972)

Figuras - litografia - 2/EX. 23 - 31 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e escritor, nascido e falecido em São Paulo, Capital. O artista era filho de Oswald de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. Iniciou seus estudos em Paris, e, no Brasil, recebeu orientação de Portinari, Segall, Tarsila e Anita Malfatti, filiando-se desde então às tendências inovadoras das artes plásticas brasileiras. Expositor do SNBA-RJ e da Bienal de SP. São numerosas as referências críticas a respeito de sua obra. MEC, vol 1 pág. 100; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



397 - JOSAEL DE OLIVEIRA (1944)

Paisagem - técnica mista sobre papel colado em eucatex - 25 x 17 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Olinda - PE -

Arquiteto, desenhista, gravador e professor nascido em Caruaru, PE. Estudou também gravura em metal com Maria Helena Ribeiro de Souza e com Alex Cerveny no Paço das Artes de São Paulo, SP. Realizou exposição individual em São Paulo (1980) e participou das seguintes mostras coletivas: ‘Jovem Arte Contemporânea’, MAC – São Paulo (1968); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, RJ (1969); ‘Jovem Arte Contemporânea’, Porto Alegre, RS (1969); Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco, Recife, PE (1992). ITAU CULTURAL; artistaplasticojosaeldeoliveira.blogspot.com.br.



398 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

Buscando lenha - escultura em terracota - 21 x 13 x 11 cm - assinado -

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



399 - LORENZO DELLEANI (1840 - 1908)

Paisagem invernal - óleo sobre madeira - 60 x 84,5 cm - canto inferior direito - 16/05/1906 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Pollone, Piemonte e falecido em Turim. Foi mandado por seus pais para St-Jean-de-Maurienne - França para aprender música, mas desistiu e optou pela pintura. Até seu retorno para a Itália, estudou na Academia Albertina. Expôs pela primeira vez em 1863. BENEZIT; www.artprice.com.



400 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

"Noturno III" - óleo sobre tela - 56 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 - Rio de Janeiro -
Reproduzido na capa do catálogo e no convite deste Leilão. Com Certificado de Autenticidade nº IAB -1051 do Instituto Antonio Bandeira. Ex coleção Juscelino Kubitschek de Oliveira, conforme declaração que acompanha a obra. Com a seguinte dedicatória no dorso: "Para o Sr. Juscelino, cordialmente Antonio Bandeira. Rio, 13-XI-59".

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



401 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

"A caça" - óleo sobre eucatex - 53 x 72 cm - canto inferior direito - 1988 - Ilha de Paquetá -

Pintora e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida na Ilha de Paquetá, RJ. Autodidata em pintura ensinou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá onde vivia. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1964, 1965, 1969, 1970, 1972, 1974, 1982. Entre as mostras e salões dos quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ; "Naifs del Brasile, Naifs di Haiti" no Festival Mundial de Spoleto, Itália; "Artistas Brasileiros" em Bratislava, Tchecoslováquia (1969); Encontro Carioca de Pintura Ingênua, RJ (1977); “O mundo fascinante dos Pintores Naïfs” no Paço Imperial (1988 e 1989); Naïfs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial), RJ (1997); além de outras coletivas no Rio de Janeiro, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Portugal, Inglaterra, Argentina, Tchecoslováquia e Cidade do México. ITAU CULTURAL; www.ardies.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



402 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Conversando - desenho a carvão - 28,5 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo - 1941 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



403 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



404 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Interior - aquarela - 25,5 x 18,5 cm - canto superior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



405 - JESUS FUERTES (1938 - 2006)

Mulheres - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



406 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 109/135 - 90 x 61 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



407 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Cruzados - óleo sobre tela - 55 x 47 cm - canto inferior direito - 1972 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



408 - MIRAMAR BORGES (1951)

Árvore na floresta - escultura em madeira - 91 x 40 x 34 cm - assinado -

Escultor mineiro nascido em Cachoeira do Brumado, município de Mariana. Antes de ser escultor, trabalhou na roça e também na produção de utensílios domésticos em pedra sabão, um trabalho bastante comum na região de Mariana. Autodidata, em 1982 começou a esculpir em madeira. Recebeu muito apoio de Artur Pereira, um dos grandes mestres da escultura mineira, que também era de Cachoeira do Brumado e grande incentivador de muitos outros artistas da cidade. Participou da mostra coletiva: "Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte" no Centro Cultural Banco do Brasil, SP (2002); entre outras. artepopularbrasil.blogspot.com/2011/03/miramar-borges.html; artedobrasil.com.br/miramar_borges.html; ITAU CULTURAL.



409 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Bailarina - desenho a nanquim - 40 x 29 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



410 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Casebres - óleo sobre tela - 49 x 39 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



411 - REYNALDO FONSECA (1925)

Tocando tambor - litografia - 12/100 - 59 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor pernambucano, natural da cidade do Recife, onde é ativo. Estudou no Rio de Janeiro, pintura com Portinari e gravura em metal com Henrique Oswald. Conquistou diversos prêmios em pintura e gravura na Divisão Moderna do SNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.263; MEC, vol.2, pág.184; PONTUAL, pág.220; TEIXEIRA LEITE, pág.205; WALMIR AYALA, vol.2, págs. 243 a 245; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 879.



412 - RODOLPHO AMOÊDO (1857 - 1941)

Paisagem - desenho a lápis - 07 x 12 cm - canto inferior direito - Paris -

Natural da cidade de Salvador, o artista chegou ao Rio de Janeiro no ano de 1868, ingressando, cinco anos depois, no Liceu de Artes e Ofícios e, em 1874, na Academia Imperial de Belas Artes, onde teria Vitor Meirelles, Agostinho da Mota e João Zeferino da Costa como mestres. Na Escola de Belas Artes de Paris, já estudante bolsista da Academia, aperfeiçoou-se com Cabanel e Puvis de Chavanes. De volta ao Rio de Janeiro, onde viria a falecer, destacou-se no exercício do magistério, como professor honorário e, posteriormente, como diretor da antiga Escola Nacional de Belas Artes. Dono de grande preciosismo técnico, Amoedo aborda com despojamento os mais delicados matizes nos seus temas, geralmente a figura humana. O MNBA possui em seu acervo mais de 300 obras do artista TEIXEIRA LEITE, 26/29; PONTUAL, pág. 24; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 566.; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁGS. 58/59/60; F. ACQUARONE, pág. 101.



413 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
J. Zahner.



414 - RODRIGO DE HARO (1939)

"Rosa verdadeira de Alexandria" - desenho a nanquim - 46 x 32 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com dedicatória.

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



415 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Serraria - óleo sobre tela - 49 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



416 - RAUL DEVEZA (1891 - 1952)

Barcos - óleo sobre madeira - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, cenógrafo, decorador e professor, natural do Rio de Janeiro. Estuda no Liceu de Artes e Ofícios, tendo aulas com J. Santos e Isaltino Barbosa, e na Escola Nacional de Belas Artes, Enba, em 1914, com Batista da Costa (1865-1926), no Rio de Janeiro. Em 1920, vai para Paris, França, onde estuda na "Académie Julian" e trabalha para a Revista Rio-Paris. Várias são as exposições e Salões oficiais que participou: Rio de janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1921, 1922, 1929, 1944, 1945, 1946, 1948); São Paulo, SP (1939, 1945, 1949, 1952); Nova York, EUA (1939); Porto Alegre, RS (1940) e Niterói, RJ (1942, 1950). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1922, 1948); Porto Alegre, RS (!940); Niterói, RJ (1950); São Paulo, SP (1952). Exposições póstumas: São Paulo, SP (1952); Goiânia, GO (1954) e Belém, PA (2000). Possui obras no Museu Antonio Parreiras em Niterói, RJ e no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 341; vol. 5, pág. 306. ITAU CULTURAL.



417 - RICARDO ZANZAL (1968)

"Noite fria de outono 2" - técnica mista sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 2018 -

Pintor e desenhista nascido em Maringá, PR. Autodidata. É filho do artista plástico paulista e radicado no Paraná - Zanzal Mattar que dentre as milhares de obras que executou, estão as pinturas internas da Catedral Nossa Senhora da Glória, em Maringá. Formou-se em engenharia, atuou durante muitos anos em grandes obras e em vários segmentos até se dedicar integralmente à pintura a partir de 2014. Tem participado de várias mostras coletivas pelo Brasil e Estados Unidos. www.guiadasartes.com.br/ricardo-zanzal.



418 - VITALINO NETO (XX)

Trio virgulino - escultura em terracota - 16 x 18 x 08 cm - assinado - Ilhéus - BA -

Ceramista de Caruaru-PE, o autor é neto e herdeiro da arte do grande Mestre Vitalino. Citado no livro O REINADO DA LUA, Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra e Outros, Ed. Salamdra, 1980.



419 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Dormitório - litografia - 81/100 - 69 x 75 cm - canto inferior direito - 1986 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



420 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Paisagem urbana..." - 37 x 50 cm - canto inferior direito -
Complemento de título: "Paisagem urbana onde se vê um vilarejo com uma igreja ao centro". Com Expertise firmada por Celso Calixto Rios em 13 de fevereiro de 2019. No estado.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flor - serigrafia - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 1984 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Veneza - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



423 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Trabalhadores na roça" - óleo sobre eucatex - 41 x 50 cm - canto inferior direito - 10/08/1964 - RJ -
Com Autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



424 - MARIO WU KING (XX)

Flores - óleo sobre tela - 90 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas.



425 - LARA CAMPIGLIA (1974)

Composição - técnica mista sobre tela - 70 x 100 cm - dorso - 2012 -
Com certificado de autenticidade da autora, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, designer e escritora nascida em Montevidéu, Uruguai. Começou a experimentar pintura e gravura nos ateliês de Freddie Frau, Juan Carlos Rua, Ateliê Pocitos e Ateliê Botijo. Estudou Belas Artes (1991-1992), Arquitetura (1993-1995), Marketing (1996-1998) e Desenho Gráfico (1999-2000). Continuou sua formação no Ateliê Montevidéu (2004-2005), com Cléver Lara (2006) e a partir de 2008 com Fernando López Lage na Fundação de Arte Contemporânea, em Montevidéu. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias mostras coletivas no Uruguai como na Fundação Atchugarry (2010), Museu Zorrilla de San Martin (2012); também nos Estados Unidos, Espanha, Turquia. No Uruguai suas obras estão permanentemente expostas na Fundação de Arte Contemporânea, Atelier & Art Gallery Lara Campiglia, Edifício El Tilo, Edifício Principessa, Restaurante Francis, Edifício Museum, sala vip do Aeroporto Internacional de Carrasco, Edifício Cygnus, Torres Delphinus e Torres Náuticas. Possui um estúdio de Arte em Montevidéu e outro em Punta Del Leste. www.laracampiglia.com; www.artfusionartists.com; www.artprice.com; www.artnet.com; www.lamoa.net.



426 - JOÃO ATANÁSIO (1948)

Composição - gravura - 1/10 - 24 x 27,5 cm - canto inferior direito - 1985 -

Artista plástico, professor e curador maranhense nascido em Dom Pedro. Graduou-se pela Universidade Santa Úrsula, desenvolveu seus estudos de Gravura na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Residiu na Espanha (1985 a 1987) onde frequentou a Faculdade de Belas Artes San Fernando em Madri e, neste período, como bolsista trabalhou nas oficinas de Gravura do Museu Espanhol de Arte Contemporânea. Em 1989 montou o ateliê Centro Rio em parceria com outros artistas. Por volta de 1990, tornou-se professor e coordenador do núcleo de gravura da EAV. Realizou exposições individuais em: Madri, Espanha (1986); Rio de Janeiro (1986, 1987, 1988, 1995); Petrópolis, RJ (2006); Belém, PA (2011). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba (1982, 1984, 1988 - Prêmio); – Bienal Internacional de Gravura de Taiwan (1985); Mini Print Internacional de Cadaqués, Espanha (1987); XIX Salão Nacional de Arte Contemporânea, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte – MG (1987); Bienal Internacional de Amadora, Portugal (1990); 2º Salão Unama de Pequenos Formatos, Belém – PA (1996 - Prêmio); Trienal de la Estampa Chamaliers, França (2007). ITAU CULTURAL ; www.joaoatanasio.com/; www.guiadasartes.com.br.



427 - JOÃO LUIZ (1938)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 74 x 87 cm - canto inferior direito - 1986 - Rio de Janeiro -

Pintor com diversas exposições individuais e coletivas. Participação e premiação em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 497.



428 - ANTONIO CUNHA (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 39,5 x 49 cm - canto inferior direito - 1941 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, com participação e premiação (medalha de bronze) no SNBA-RJ em 1948 e no Salão da SBBA-RJ (1948). JULIO LOUZADA, vol 10, pág 251.



429 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Veneza" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 03/2019 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



430 - JUAN DE KOROSSY (XX)

Ciganos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas como a Exposição Coletiva de Natal na Panorama Galeria de Arte, em Salvador - BA (1967). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; ITAU CULTURAL.



431 - RENINA KATZ (1925)

"Sempre" - litografia - 3/100 - 63 x 59 cm - canto inferior direito - 1989 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



432 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



433 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Final do ano com a família" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2018 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



434 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Estudo 6" - nanquim e guache - 29,5 x 23 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado.

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



435 - ALAN CASSIANO (1985)

"Velho amigo" - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2010 -

Artista plástico. Alan de Lima Cassiano vive e trabalha em São Paulo. É formado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (2009); fez aulas de pintura e desenho com Gilberto Marchi (2014-2015) e Desenho, Pintura e História da Arte na Escola de Artes 28 de Julho (2000). Realizou exposições individuais em 2006, 2007, 2008, 2012, 2014. Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais como o 1º Salão de Arte Moderna de São Caetano do Sul (2012) e coletivas na Pinacoteca Municipal de São Caetano do Sul (2011, 2018). www.alancassiano.com.



436 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Colhendo laranjas - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



437 - ADELSON DO PRADO (1944)

Paisagem - óleo sobre tela - 16,5 x 23 cm - canto superior esquerdo - 1975 -

Pintor e desenhista, Adelson Filadelfo do Prado nasceu em Vitória da Conquista, BA. Assina Adelson do Prado. Autodidata, começou a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realizou a 1ª Convenção dos Artistas Locais (1960) e inaugurou o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Transferiu-se para Salvador (1962) participando desde então de diversas exposições coletivas e oficiais, entre as quais da I BNAP (1966). Foi premiado no I SNAP (1966); na mostra coletiva do Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória (1966). Exposições individuais: Salvador, BA (1996, 1998); Rio de Janeiro (1967, 1969, 1971, 1999); Nova York, EUA (1971). Em 1977, inaugurou o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. PONTUAL PÁG. 4; TEIXEIRA LEITE PÁG. 14; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.221; MEC VOL. 3, PÁG. 434; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 782; VOL. 9, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; artenaifrio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



438 - LUISA DÓRIA (XX)

"Ivo Mesquita" - monotipia - 32 x 31 cm - dorso - 2008 -
Com estudo no dorso. Da série "Acredite em mim".

Desenhista, pintora, ilustradora, cartunista e diretora de arte. Formou-se em artes plásticas pela FAAP (2011). Produziu muitos quadrinhos independentes e expôs seus trabalhos plásticos no Chile com a Casa da Xiclet. Criou a produtora Coyote (2011) onde realiza trabalhos voltados para cenografia, direção de arte, manufatura de objetos e efeitos especiais para cinema, vídeos, produções áudio visuais em geral. Sua primeira história em quadrinhos editorial “Aranha” foi lançada pela Cachalote, na coleção 1ØØØ. cargocollective.com/luisadoriakiddo; casadaxiclet.com.



439 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - off set - P.A. - 51 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



440 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 43/75 - 38 x 29 cm - centro inferior - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.