Leilão de Abril de 2015

28, 28 e 30 de Abril de 2015



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)
Rendeira - litografia - P. A. - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 1980 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALBERTO SIMÃO (1915)

Natureza Morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Ativo em São Paulo, participou do Salão Paulista de Belas Artes-SP em 1967, 1968 e 1970, obtendo menção honrosa no primeiro e medalha de bronze no segundo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 954; MEC, vol. 4, pág. 285;



003 - ALDIR MENDES DE SOUZA (1941 - 2007)

"Buraco Negro Cinza" - serigrafia - P. I. - 42 x 58 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, médico, roteirista e diretor de cinema nascido e falecido em São Paulo. Autodidata em pintura começou a expor no início da década de 1960, desenvolvendo paralelamente as carreiras de médico e de artista. Em 1992, comemorou 30 anos de pintura com exposição no Paço das Artes, em São Paulo. No mesmo ano, na Itália, publicou ‘Geometrie Parlanti’, livro sobre sua obra que conta com textos de críticos italianos e com um poema de Haroldo de Campos, escrito com base na obra de Souza especialmente para essa publicação. Ao longo de sua carreira participou de eventos de destaque como a Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971, 1973 e 1977), Bienal Ibero Americana do México (1987 e 1989), Bienal de Havana Cuba (1991), além de diversas exposições individuais em galerias dos Estados Unidos, Itália, Portugal, França e Espanha. Em 2006 realizou a exposição Cores do Buraco Negro, com performance da bailarina Larissa de Moraes, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Foi premiado em: São Paulo (1966, 1970, 1972 – Bienal Nacional, 1977 – Bienal Internacional); São Caetano do Sul, SP (1967, 1968); Campinas, SP (1968); Curitiba, PR (1969, 1979); Belo Horizonte, MG (1970); Santo André, SP (1970); Rio de Janeiro (1971); Cidade do México, México (1982). PONTUAL, PÁG. 501; MEC, VOL. 4, PÁG. 310; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA - MUSEU DE ARTE MODERNA -1976; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 18; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 349; JÚLIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 40; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, PÁG. 252; ACERVO FIEO; www.escritoriodearte.com; masp.art.br; www.catalogodasartes.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



004 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Palhaço - óleo sobre eucatex - 60 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



005 - BERTONI FILHO (1892 - 1959)

Paisagem - óleo sobre cartão - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paisagista, filho de Angelo Bertoni, e irmão de J. Bertoni. Como seu pai, fixou temas do Rio de Janeiro, de grande valor iconográfico. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 120; ACERVO FIEO, pág. 329.



006 - DENISE KOVALSKI (XX)

Composição - serigrafia - 27/100 - 49 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora e gravadora com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 559.



007 - DARO (1946)

"Ninfas" - litografia - 6/42 - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural de Mirassol, SP, é pintor e gravador. Segundo Olavo Drummond, na apresentação das obras do autor, assim a ele se refere: " A arte de Daro é a explosão da beleza adolescente da belle-epoque. Traz o suporte de uma mediunidade congênita, capaz de catalogar as sombras do meio século, sem jamais haver convivido com o esplendor daquela época. O artista vence o tempo com a mesma força com que o tempo imortalizará o artista." JULIO LOUZADA, vol 2, pág. 330; Acervo FIEO.



008 - DERALDO CLEMENTE (1958)

"Água da moça" - óleo sobre tela - 25 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Neves Paulista, SP, cidade vizinha de São José do Rio Preto. Já participou, entre outras mostras coletivas, de várias edições da Bienal Naïfs do Brasil, organizada pelo Serviço Social do Comércio (SESC), em Piracicaba, SP e foi premiado em 2004. ITAU CULTURAL; www.artcanal.com.br; apaginadavida.blogspot.com.br; www.riopreto.sp.gov.br; www.pauloklein.art.br/binaif.htm.



009 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1972 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



010 - FANG (1931 - 2012)

Flores - serigrafia - P. A. - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



011 - FUKUDA (1943 - 2008)

Composição - serigrafia - 19/50 - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 2013 -
Com relevo seco de Papel Assinado - Brasil. -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



012 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figura - litografia - H. C. - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1979 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



013 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No ateliê - desenho a lápis - 45 x 62 cm - canto inferior direito ilegível - 1965 -



014 - ENRICO ORTOLANI (1883 - 1972)

"Ravello" - óleo sobre tela - 47 x 78 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do atelier do autor, no dorso. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Roma, Itália. Foi aluno da Escola de Artes Industriais e da Academia de Belas Artes de Roma. Representante da Escola Italiana participou de várias exposições e Salões oficiais. Possui obras na Galeria de Arte Moderna dessa mesma cidade. BENEZIT, VOL. 8, PÁG.41; artnet.com; artprice.com; arcadja.com; askart.com.



015 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



016 - EVILASIO LOPES (1917)

Fachada - óleo sobre tela - 31 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Data/Local: 1972 - São João Del Rei - MG

Natural do Rio de Janeiro, RJ. Estudou com Ivan Serpa e Edson Mota, no Rio de Janeiro. Participou de vários Salões oficiais e exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1959 a 1964); itinerante pelos Estados Unidos (1967). Prêmio: Rio de Janeiro, RJ (1964). JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 626; vol. 6, pág.. 610; vol.7, pág. 406; vol. 8, pág.483; vol. 9, pág. 490; vol. 11, pág. 179; vol. 12, pág. 237.



017 - CARLOS CAVALCANTI (1909 - 1973)

"As montanhas" - desenho a nanquim - 39 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Historiador, professor, pintor, autor, jornalista, crítico de artes visuais, Carlos Felinto Cavalcanti nasceu em Camocim, CE. Após ter-se transferido para o Rio de Janeiro, estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes, frequentando as aulas de desenho de Cunha Melo e de pintura de Henrique Cavaleiro. Publicou diversos livros de pintura e história da arte, foi coordenador do Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas da Enciclopédia Brasileira do Instituto Nacional do Livro - MEC e da Enciclopédia Delta-Larrousse, entre cursos e conferências sobre artes realizadas em universidades por todo o país. Participou, em São Paulo (1970, 1971) do Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM e da exposição ‘Tempo dos Modernistas’ (1974), MASP. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 391; PONTUAL, PÁG. 121.



018 - FERRACIOLI (1949)

Nu - óleo sobre tela - 80 x 116 cm - canto inferior direito - 1972 -
No estado. -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



019 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Sesta" - serigrafia - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 1955 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



020 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Naheko" - acrílico sobre tela - 80 x 104 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor datado de 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



021 - IGNÁCIO DA NEGA (IGNÁCIO RAMOS DA SILVA) (1945)

"Ouro Preto" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



022 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"O recado" - litografia - 49/100 - 55 x 38 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



023 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - serigrafia - P. A. - 46 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



024 - ETTORE FEDERIGHI (1909 - 1979)

Vaso de flores - óleo sobre eucatex - 61 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, participou do SPBA, conquistando menção honrosa (1952), pequena medalha de prata (1957), prêmio aquisição (1958 / 59 / 60), grande medalha de prata (1961) e várias outras, bem como várias participações em Salões. MEC, vol. 2, pág. 145; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 387.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



025 - EVANDRO CARNEIRO (1946)

Nú - escultura em bronze - 4/6 - 22 x 19 x 16 cm - assinado -

Escultor nascido em Visconde do Rio Branco, MG. Começou a frequentar cursos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro aos 14 anos e seus primeiros professores foram Ione Saldanha e Ivan Serpa. Estudou também com Onofre Penteado, na Escola Nacional de Belas Artes, e com Celita Vaccani. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1987, 1988, 1990, 1992, 1994); São Paulo (1989); Brasília (1996) e participou de mostras coletivas no Rio de Janeiro (1988, 1989, 1991 a 1993) e no Chile (1991). JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 178; VOL. 13, PÁG. 68; www.pitoresco.com.br.



026 - HELIO OITICICA (1937 - 1980)

"Seja marginal seja herói" - serigrafia sobre tecido - 29 x 29 cm - não assinado -

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923 - 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto. Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape. Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público. ITAÚ CULTURAL.



027 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Rendeira - gravura - P.A. - 31 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



028 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Figura - serigrafia - P. A. - 24 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



029 - HENRI EDMUND RUDAUX (1870 - 1927)

"Aretuse" - gravura - 7 x 12 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e ilustrador nascido e falecido em Paris. Foi aluno de seu pai, Edmond Adolphe Rudaux, de Benjamin Constant e de Jules Lefebvre. Foi membro da Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1893 onde participou dos Salões dessa Sociedade e recebeu Menção Honrosa em 1897. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 165; www.artprice.com; www.artnet.com.



030 - BENJAMIN SILVA (1927)

"Estudo para São Miguel..." - técnica mista - 21 x 15 cm - dorso -
Complemento do título: "Estudo para São Miguel defendendo uma cidade". -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



031 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 45/50 - 38 x 59 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



032 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

Paisagem surreal - guache - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



033 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre eucatex - 15 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



034 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Manhã em Santo Antônio do Pinhal" - técnica mista - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



035 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

As iaras - múltiplo em bronze - 10 x 27 x 7 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



036 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criadores de pássaros" - serigrafia - 81/250 - 60 x 41 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



037 - FRANCISCO CIMINO (1904 - 1990)

"Rosas" - óleo sobre tela - 79 x 59 cm - canto inferior esquerdo - 1987 -

Pintor, desenhista, professor, literato e músico, natural de Araras, SP, onde nasceu a 27 de março de 1904. Em 1918 iniciou-se nas artes, passando a estudar desenho, pintura, escultura e entalhe com os mestres Rafael Falco e Jorge Barbato, na Escola Normal em São Carlos, cidade onde permaneceu até 1923. Aperfeiçoou-se posteriormente com Castellane. Participou de diversos certames oficiais, sendo que obras suas figuram nos acervos de diversos museus nacionais e coleções particulares. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 265.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



038 - RENOT (1932)

Mulheres - serigrafia - 77/100 - 97 x 69 cm - canto inferior direito -
O artista realiza a exposição "Renot - Luz dos Trópicos", na Galeria Canvas - Av. Europa, 715, São Paulo - SP, de 6 a 17 de abril de 2015. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



039 - HELIO DE CASTRO (1960)

"Marinha" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 27 de Fevereiro de 2015. -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



040 - JOSÉ PINTO (1932)

Equilibrista - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



041 - GEORGES RADÓ (1907 - 1998)

Composição - técnica mista - 43 x 39 cm - canto inferior direito -

Fotógrafo e poeta que chegou ao Brasil em 1939 vindo da Hungria. Em 2007 participou da exposição coletiva "Fragmentos - Modernismo na fotografia brasileira" realizada em São Paulo. ITAU CULTURAL; www.dragaodomar.org.br.



042 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

"Reposing girl" - serigrafia - 96/99 - 29 x 68 cm - canto inferior direito - 1986 -

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



043 - NISETE SAMPAIO (1938)

Composição - técnica mista - 24 x 67 cm - dorso - 1991 -

Nisete de Araújo Sampaio é natural de Belém, Pará. Autodidata, em 1957 passa a viver no Rio de Janeiro, RJ. Junto com Cid Oliveira organiza o Centro de Cultura Escolinha de Arte Girassol. São várias as participações em exposições e Salões oficiais como: Belo Horizonte, MG (1968); Brasília, DF (1968); Campinas, SP (1968,1969); Curitiba, PR (1968); São Paulo, SP (1968); Rio de Janeiro, RJ (1968 a 1974,1976 a 1978,1980,1985,1990,2003); Santiago, Chile (1970); Goiânia, GO (1975), Vitória, ES (1979). Individuais: Belém, PA (1969); Rio de Janeiro, RJ (1970,1986,1991,1992). ITAU CULTURAL. MEC, vol.2, pág. 157



044 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Lendo - desenho a lápis - 29 x 22 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



045 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Tiradentes - múltiplo em bronze - 14 x 7 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



046 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -
Esta obra foi executada para a abertura do primeiro Anuário das vendas em leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro em 1972. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



047 - J.BARALE (XX)

"São João" - óleo sobre tela - 20 x 15 cm - centro esquerdo e dorso - Bela Vista - Goiás -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUSADA VOL. 2 PÁG. 98.



048 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Homens se abraçando" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 10 de Julho de 2013. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



049 - LIUBA WOLF (1923 - 2005)

Composição - bronze patinado - 25 x 25 cm - não assinado -

Pintora e escultora nascida em Sófia, Bulgária e falecida em São Paulo. Estudou na Escola de Belas Artes de Genebra, Suíça (1943). Estudou e trabalhou com Germaine Richier em Zurique, Suíça e Paris (1944-1949). Em 1950 transferiu-se para o Brasil e, no mesmo ano, realizou mostra individual em São Paulo. Naturalizou-se brasileira. Participou do 11° e 12° Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1962-1963); das 7ª, 8ª e 9ª edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1963 e 1967); diversas edições do Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, São Paulo, SP (1972-1985). Nesse período, manteve também sólidos vínculos com os salões de arte da Europa: Bienal de Carrara (1962); mostra Sete Artistas Brasileiros (1963), na Galeria do Século XX, em Paris; e Salão da Jovem Escultura (1964 e 1965), também na capital francesa, entre outros. Recebeu prêmios em 1962 e 1963. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 512; PONTUAL PÁG. 317; www.pinacoteca.org.br; brasilartesenciclopedias.com.br.



050 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



051 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

"Táteo" - óleo sobre tela - 68 x 92 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 -

Autodidata, o artista foi natural da cidade de São Paulo, onde também veio a falecer. O crítico Mario Schenberg, em sua obra ´Pensando a arte´. Ed. Nova Stella-SP, 1988, assim comentou a obra do artista: "Nas fases figurativas anteriores a 1960, Bernardo Cid experimentou várias técnicas. De um modo geral, o grafismo desempenhou o papel mais importante nesse período, se bem que tenha empregado também uma técnica de esmaltes. A partir de 1960 iniciou sua fase abstrata informal, que se prolongou até o fim de 1964, quando voltou de novo ao figurativismo. A pintura informal de Cid apresenta um interesse considerável. Algumas obras desse período se aproximam do expressionismo abstrato, revelando um senso cósmico acentuado, adequadamente comunicado por uma linguagem pictórica rica de sensibilidade cromática. A visão cósmica de Cid tem uma dramaticidade contida mas forte. Ela reapareceu combinada com outros elementos em alguns dos seus quadros neo-realistas de 1965. A passagem pelo informalismo enriqueceu consideravelmente a pintura de Cid, combatendo uma predominância excessiva de grafismo, evidenciada nas fases precedentes. Aprimorou o seu senso espacial e deu-lhe musicalidade." MEC, vol.1, pág.437; PONTUAL, pág.73; Catálogo Da Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira- Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 205/206; BENEZIT, vol.3, pág.31; TEIXEIRA LEITE, pág.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 737; ARTE NO BRASIL, pág. 910.



052 - DUDI MAIA ROSA (1946)

"O vento" - pintura em acrilico - 20 x 20 cm - dorso - 2011 -

Pintor, desenhista, professor. Estuda gravura com Trindade Leal (1927) na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo, em 1966. O artista interessa-se inicialmente pela aquarela e pela cerâmica, voltando-se posteriormente à pintura. Realiza sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Atrium. Em 1968, ingressa na Faculdade de Engenharia de Mogi das Cruzes e freqüenta o ateliê de Wesley Duke Lee (1931). Nos anos seguintes vive na Inglaterra. Retorna ao Brasil em 1972, e passa a freqüenta a Escola Brasil:, inicialmente como aluno, tornando-se depois professor. Nas décadas de 1960 e 1970, realiza trabalhos que têm como tema a cidade de São Paulo, representada em cenários oníricos. Nos anos 1980, sua pintura adquire características tridimensionais, marcada por uma pintura gestual. ITAU CULTURAL.



053 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista - 27 x 35 cm - não assinado -



054 - CHARLES ROWBOTHAM (1826 - 1904)

Paisagem - aquarela - 28 x 19 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Inglesa nascido em Londres onde participou de mostras coletivas, principalmente, na "Suffolk Street" e no "Royal Institute of Painters in Water Colors" a partir de 1877. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 148; www.artprice.com.



055 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Mulher com violão - escultura em bronze - 24 x 12 x 11 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



056 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Campo de Santana" - óleo sobre cartão - 23 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1959 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



057 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Músico - técnica mista - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1981 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



058 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

E. F. C. B. - serigrafia - P. A. - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



059 - DÉCIO VIEIRA (1922 - 1988)

Composição - guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Petrópolis-RJ e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residiu e foi ativo. Foi orientado por Axl Leskoschek e Fayga Ostrower. Participou da I Exposição Nacional de Arte Abstrata-RJ, que idealizou juntamente com Ivan Serpa. Integrou diversos movimentos: Grupo Frente (1954), concreto (1956) e neoconcreto (1959). Participou do SNAM-RJ nos anos de 1949 a 1964, e da Bienal de São Paulo, nas versões do período de 1953 a 1967, e 1987. Segundo Max Bill, Décio Vieira figura entre os grandes da arte concreta mundial. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1107.



060 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - aquarela - 46 x 65 cm - canto inferior direito - 1988 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



061 - CASEMIRO RAMOS FILHO (1905 - 1976)

Ouro Preto - óleo sobre madeira - 28 x 31 cm - canto inferior direito - 1942 -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estudou com Adalberto Matto e Isaltino Barbosa. Teve como professores ainda Rodolpho Amoedo, Carlos Chambelland e Oswaldo Teixeira. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, em diversas ocasiões, obtendo premiações e menções honrosas. TEODORO BRAGA, pags. 67 e 200; MEC, vol. 4, pág. 25; ITAU CULTURAL.



062 - JEAN A. RIGAUD (1912)

Flores - óleo sobre tela - 68 x 53 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Bordeaux, França, onde nasceu a 15 de junho de 1912. Pintor, adquiriu os primeiros conhecimentos artísticos com o pai, o pintor P. G. Rigaud. Mais tarde ingressou na Escola de Belas Artes de Paris, onde foi aluno de André Devambez, especializadno-se em marinhas e paisagens. O artista expôs regularmente na Sociedade Nacional de Belas Artes, obtendo diversas premiações. Diversos museus franceses possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 823



063 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - F. C. Prova nº 2 - 65 x 45 cm - canto inferior direito - 1979 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



064 - DIRSO JOSÉ DE OLIVEIRA (1932 - 2005)

"Casa grande" - gravura - 10/50 - 34 x 49 cm - canto inferior direito - 1973 - Jaraguá - Goiás -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, muralista e professor nascido em Bragança Paulista, SP e falecido em Goiânia, GO. Assina D. J. Oliveira. Aos 10 anos iniciou estudos de desenho e pintura com o pintor Luís Gualberto, ainda em sua cidade. Mudou-se para São Paulo (1948), frequentou o ateliê de Angelo de Sordi com quem aprendeu as técnicas do afresco, da têmpera, da encáustica, do esgrafito e da pintura a óleo. Mudou-se para Goiânia (1956) onde montou um ateliê de pintura e desenho publicitário, fazendo vitrines e cartazes. Na década de 1960 criou cenários e figurinos para teatro e começou a dar aulas de gravura em madeira e desenho na Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás, UCG onde fundou o Ateliê Livre da Escola de Belas Artes. Realizou vários murais em estabelecimentos públicos e privados aqui no Brasil e na Europa (1967). Dedicou-se à gravura em metal, lançando diversos álbuns. Viajou para a Europa (1969-1970) com bolsa de estudos concedida pela Universidade Católica de Goiás. Mudou-se para Luziânia, Goiás (1973). Participou de muitas exposições coletivas oficiais pelo Brasil e exterior destacando-se ‘Panorama da Arte Atual Brasileira’ nas edições de 1974, 1976, 1977, 1978 (Prêmio Aquisição) realizadas no MAM, SP. Foi realizada uma retrospectiva de suas gravuras em Goiânia, GO, em 1991, entre outras exposições individuais. Há um edifício que leva seu nome em Goiânia. JULIO LOUSADA VOL. 2, PÁG. 742; vol. 6, PÁG. 810; MEC VOL. 3, PÁG. 295; sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br.



065 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 46 x 9 x 8 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



066 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924)

Na estrada - óleo sobre tela colada em cartão - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1986 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



067 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Igreja - desenho a nanquim - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1934 -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



068 - MALDONADO DIAZ (1954)

"Fiesta en la playa" - óleo sobre tela colada em eucatex - 13 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, Ramón de Jesus Maldonado Diaz nasceu em Calabozo (Guarico), Venezuela. Assina Maldonado Diaz. Autodidata, é radicado em Brasília - DF, Brasil. Realizou exposições individuais em: Buenos Aires, Argentina (1979); Goiânia, GO (1981, 1985); Valera, Venezuela (1983, 1984); Brasília, DF (1985, 1987, 1988, 1989); Rio de Janeiro (1985); João Pessoa, PB (1987). Participou de muitas mostras coletivas pelo Brasil, Venezuela, Itália e foi premiado em Goiás (1981, 1982, 1986, 1987, 1989), Rio de Janeiro (1991); Itália (1991). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 316; www.elmuseovirtual.com.



069 - ETTORE SIMONETTI (1857 - 1909)

Na taberna - aquarela - 36 x 51 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista Italiano com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Junto com Enrico Tarenghi , Giuseppe Aureli e Giulio Rossati forma o grupo de pintores Italianos orientalistas. Suas obras têm sido comercializadas em muitos leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.christies.com; www.bonhams.com.



070 - PAGÚ (1910 - 1962)

"É uma menina de..." - aquarela - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1953 -
Complemento do título: "É uma menina de olhos azuis ou uma mulher de lábios rosa... Stellamaris.". -

Escritora e jornalista, Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, SP. Muda-se com a família para São Paulo quando tinha três anos. Aos dezoito anos, após ter completado seus estudos, já está integrada ao Movimento Antropofágico, de cunho Modernista, sob influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com desenhos para a Revista de Antropofagia. Em 1931, junto com Oswald de Andrade, funda o jornal tablóide O Homem do Povo onde escreve artigos, faz desenhos, charges e vinhetas. Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance, Parque Industrial - romance proletário, sob o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Falece em Santos, SP, depois de uma vida de militância política e social bastante agitada. www.vidaslusofonas.pt/pagu; pt.wikipedia.org.



071 - EUGÈNE GALIEN-LALOUE (1854 - 1941)

Paisagem - desenho a lápis e aguada - 29 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e ilustrador nascido em Paris e falecido em Chérence, Val-d’Oise. Foi aluno de Charles Laloue e figurou entre os artistas franceses a partir de 1877. Suas pinturas retrataram a Paris de 1900. Também pintou paisagens da Normandia, de Seine-et-Marne e fez ilustrações de vistas militares. Suas obras podem ser vistas no ‘Musée des Beaux-Arts’, Louvier; no ‘Musée des Beaux-Arts’, La Rochelle. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 589; www.artprice.com; www.galien-laloue-collector.com; www.callaghan-finepaintings.com.



072 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixes - têmpera sobre tela - 50 x 70 cm - centro inferior - 1973 -
No estado. -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



073 - VERA AMARAL (1916 - 2008)

São Francisco - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto superior direito - 1973 -
Com etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Av Atlântica, 1702, loja 7, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Pintora, desenhista, gravadora, professora, Vera Helena Rossmann Carvalhaes do Amaral nasceu em Santos, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou estudos em artes com o professor Theodoro Braga ao mudar-se para São Paulo, em 1928. Na década de 1930, aperfeiçoou-se em desenho e em diversas técnicas de pintura com Antonio Rocco. Entre 1949 e 1950, estagiou com Yoshiya Takaoka e, nos dois anos seguintes, estudou pintura em mural com Candido Portinari . De 1949 a 1961, lecionou desenho artístico e composição decorativa na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Entre os anos de 1962 e 1965, viajou para Londres para estudar psicologia e psicanálise. Retornou ao Brasil, transferindo-se em 1972 para a Ilha de Itacuruçá - Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, e se dedicou exclusivamente à pintura. Em 1974, aperfeiçoou-se em gravura com Flávio Pereira e Motta. Em São Paulo realizou exposições individuais em 1947, 1968, 1974, 1975, 1983, 1985, 1986 e participou de vários Salões oficiais sendo premiada em 1949 (SP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; VOL. 5, PÁG. 41; MEC VOL. 1, PÁG. 75.



074 - ELIENI TENORIO (XX)

No bordel - óleo sobre tela - 65 x 55 cm - centro inferior - 1998 -

Nascida em Mazagão - AP, reside e é ativa na capital do Pará. Cursou Extensão em Artes Plásticas na Universidade Federal do Pará e Capacitação de Instrutores na Fundação Curro Velho. Ministra oficinas no Instituto de Artes do Pará e na Fundação Curro Velho. Ao longo de sua carreira já realizou 16 individuais, bem como participou de inúmeras coletivas em Belém-PA e nos estados de SP, SC, RS e DF. No exterior participou da coletiva "Evidências", Kunsthaus, Wiesbaden, Alemanha, 2003.



075 - INOS CORRADIN (1929)

"Saxofonista" - escultura em terracota - 22 x 10 x 10 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



076 - ANITA HARTMANN (XX)

Figuras - linóleo gravura - 6/1 - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1993 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista nascida em Marburg, Alemanha. Começou a pintar aos treze anos e, aos vinte anos, realizou uma extensa viagem pela Índia, Nepal, Tailândia, Jordânia, Israel, sul da Europa e oeste da África. Em 1982 chegou ao Suriname e lá, morou e trabalhou até 1991. Retornou à Alemanha e prosseguiu com os estudos de arte em Tuebingen e Frankfurt. Voltou ao Suriname três anos depois e, em 2011, mudou-se para Amsterdam onde vive e trabalha, viajando, ocasionalmente, para a Índia. Desde 1983 vem realizando exposições individuais no Suriname, Alemanha e participado de mostras coletivas nos Estados Unidos, Alemanha, Suriname, Holanda, Caribe. Expôs também no Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - em Washington, DC. www.anitahartmann.nl.



077 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - serigrafia - 52 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



078 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Casa Grande e Senzala - serigrafia - 64/100 - 34 x 46 cm - canto inferior direito -
Esta obra faz parte do Álbum Casa Grande e Senzala, editado pela Galeria Ranulpho - Recife - Pernambuco, em Outubro de 1977. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



079 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - água forte original colorida a mão - P. A. - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



080 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com flores" - acrílico sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Maio de 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



081 - FLAVIO IMPERIO (1935 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - cada 40 x 75 cm - canto inferior direito - 1979 -
Díptico. -

Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo e professor, nasceu e faleceu em São Paulo-Capital. Cursou desenho na Escola de Artesanato do MAM-SP, entre 1956 e 1958. Em 1961 forma-se em arquitetura pela FAU da USP. No ano seguinte integra o Grupo do Teatro Oficina, realizando cenografias, figurinos, direção e roteiros teatrais. De 1962 a 1966, é professor responsável pelo Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo e de 1962 a 1977 integra o grupo docente de comunicação visual do Departamento de Projeto da FAU/USP. Ministra curso para formação de professores de desenho na FAAP, de 1964 a 1967. Em 1966, realiza a primeira exposição individual, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Executa cenografia e figurinos para shows de Maria Bethânia e para o show Doces Bárbaros, com Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso em 1976. Integra o corpo docente do curso de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, de 1981 a 1985. Também nesse ano realiza cenografias para desfiles de moda em São Paulo. Desenvolve cenários e figurinos para diversas peças, entre elas Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Arena Contra Zumbi, de Guarnieri e Boal; Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda; Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e A Falecida, de Nelson Rodrigues. Recebe os prêmios Governador do Estado, Saci, Molière, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Após sua morte é fundada a Sociedade Cultural Flávio Império e publicado o livro Flávio Império, organizado por Renina Katz e Amélia Hamburger. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 480; ITAU CULTURAL.



082 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Composição - gravura - H. C. - 29 x 48 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



083 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 28 x 17 cm - canto inferior direito ilegível -



084 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Figuras - desenho a carvão e pastel - 24 x 14' cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



085 - LIVROS


1)"MONET: O MESTRE DO IMPRESSIONISMO". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES; SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE ASSIS CHATEAUBRIAND, 1997. 2)"GAUGUIN". ALAN BOWNESS. OXFORD: PAHAIDON, 1977. 3)"IMPRESSIONIST GARDENS". JUDITH BUMPUS. LONDON: PHAIDON, 2000. 4)"BERTHE MORISOT". ANNE HIGONNET. NEW YORK: RIZZOLI ART SERIES, 1993. 5)"AUGUSTE RENOIR". PETER H. FEIST. COLOGNE: TASCHEN, 1987. 6)"GEORGIA O'KEEFFE 1887 - 1986: FLORES NO DESERTO". BRITTA BENKE. COLÓNIA: TASCHEN, 1994. 7)"KLIMT". MARIA COSTANTINO. LONDON: BISON BOOKS, 1994. 8)"CÉZANNE". F. NOVOTNY. OXFORD: PHAIDON; NEW YORK: E. P. DUTTON, 1979.



086 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

No circo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



087 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Cidade" - aquarela - 21 x 29 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 20/07/2007, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ. -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



088 - HECTOR GIACOMELLI (1822 - 1904)

"Mesanges nonettes" - gravura - 18 x 24 cm - não assinado -
Impressor Draegr Et Lesieur. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Paris e falecido em Menton - França, filho de um professor de canto italiano. Foi desenhista de joias de 1844 a 1854. Teve de ir morar no campo, por volta dos trinta anos, em consequência de uma grave doença. Passou, então, a desenhar e pintar flores, insetos e pássaros. Trabalhou com Gustave Doré nos ornamentos da Bíblia Sagrada segundo a Vulgata publicada em 1866. Também colaborou com seus desenhos para muitos livros e jornais, como: ‘The Illustrated World’, ‘The Store’ e ‘The picturesque illustration’. Foi um dos organizadores da secção retrospectiva de Belas Artes na Exposição de Paris de 1889. Obteve duas Medalhas na Feira Mundial de Viena em 1873. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 706; www.bbc.co.uk; www.artfinding.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



089 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores - guache sobre cartão colado em eucatex - 37 x 26 cm - canto superior direito -
Reproduzido sob o n.° 378 em catálogo de Evandro Carneiro Leilões - Rio de Janeiro. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



090 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 42 x 51 cm - canto inferior direito - 2013 - São Paulo -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



091 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Peixeiro - óleo sobre tela - 55 x 30 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



092 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 14.315" - técnica mista - 80 x 99 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



093 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela e guache - 28 x 23 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



094 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Pássaro - técnica mista - 64 x 48 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



095 - JOÃO, FILHO DO LOUCO (XX)

"Oxaguian" - escultura em madeira - 27 x 6 x 4 cm - assinado -

Escultor nascido em Cachoeira - Bahia. João Silva, chamado de João Filho do Louco, é um dos nove filhos do escultor Boaventura da Silva Filho, conhecido como Louco (1929-1992) de quem herdou o talento e o apelido. www.oreinadodalua.com.br; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



096 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Dançarino - guache - 10 x 18 cm - canto inferior direito - 1943 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



097 - SINHÁ D'AMORA (1906 - 2002)

"Praça da Lapa - Igreja do Carmo" - óleo sobre eucatex - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 - Rio de Janeiro -

Pintora e escultora, Sinhá D’Amora é o nome artístico de Fideralina Correia de Amora Maciel, nascida Fideralina de Morais Correia Lima, no sítio Olho D’Água, município de Lavras da Mangabeira, Ceará. Casou-se com o escritor Raimundo de Amora Maciel, da Academia Cearense de Letras. Em 1933, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou a Escola Nacional de Belas Artes. Cursou a Academia de Belas Artes de Florença, Itália (1949); a ‘Acadèmie de la Grand Chaumière’ em Paris; viajou pelo Japão e países do Oriente Médio (1977). Participou de muitas mostras e Salões oficiais no Brasil e no exterior, entre as quais: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1940, 1942, 1943, 1954, 1972 - Medalha de Prata). Recebeu vários outros prêmios. Entre as suas grandes realizações, no plano social, estão a criação do Curso de Restauração junto à Sociedade Brasileira de Artes Plásticas e a fundação e manutenção do Museu de Artes Plásticas do Crato. Foi criado em Fortaleza (2002) o ‘Memorial Sinhá d’Amora’, no qual se encontram os seus arquivos e alguns dos seus quadros de maior destaque. ITAU CULTURAL; www.fortaleza.ce.gov.br; dimasmacedo.blogspot.com.br.



098 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Formas - guache - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



099 - IRMGARD LONGMAN (1919)

Composição - serigrafia - 63/100 - 54 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora - Irmgard Gätcke Longman nasceu em Wiesbaden, Alemanha. Chegou ao Brasil em 1927 fixando-se em São Paulo. Estudou com Nelson Nóbrega e, mais tarde, dedicou-se ao desenho (1957) e à pintura (1965), fazendo estudos com G. Beck em Frankfurt, Alemanha (1957-1958) e, em São Paulo, com Yolanda Mohalyi (1959-1960) e Henrique Boese (1961). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1969, 1970, 1980, 1982 - MAM, 1992 - MAM, 1996, 1998, 2001 - Museu Lasar Segall; 2012); Campinas, SP (1972). Participou de muitas mostras coletivas e foi premiada em 1970, no Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, SP e, em 1974, no Salão Paulista de Belas Artes, SP. MEC VOL. 2, PÁG. 505; PONTUAL PÁG. 319; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 195; www.museusegall.org.br; cultura.estadao.com.br.



100 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Pastor de cabras - óleo sobre eucatex - 42 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



101 - LASAR SEGALL (1891 - 1957)

"Tocador de violão" - litografia - 25 x 19 cm - canto inferior direito - 1947 -
Única litografia colorida feita por Lasar Segall. Ilustrou o álbum " Poemas Negros" de autoria de Jorge de Lima. Reproduzida na pág. 142 do livro " A Gravura de Lasar Segall" - Museu Lasar Segall - 1988. -

Pintor, escultor, gravador e desenhista de mérito invulgar, é o precursor da arte moderna no Brasil, graças a uma exposição realizada em São Paulo em 1913. A crítica condidera-o, atualmente, um dos grandes mestres do Expressionismo pictórico. No Brasil, onde radicou-se muito jovem, e cuja cidadania adquiriu, realizou boa parte de sua obra, temperada, inclusive, pela atmosfera e pelo colorido dos trópicos. TEODORO BRAGA, pág. 137; MEC, vol. 4, pág. 217; REIS JR., págs. 374,386 e 387; PONTUAL, págs. 482/3/4; BENEZIT, vol. 9, pág. 500; ART PRICE ANNUAL, pág. 2283; TEIXEIRA LEITE, pág. 467; WALTER ZANINI, pág. 511; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 12.



102 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre papel colado em eucatex - 29 x 41 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



103 - HISAMATSU MITAKE (1916)

Vila - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito - 1974 -
Ex coleção Antonio Delfim Netto, São Paulo - SP, conforme etiqueta no dorso. -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



104 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - litografia - PA - 36 x 75 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



105 - GINA ARAMBASIC (1932)

"Afrodite" - múltiplo em bronze - 63/300 - 17,5 x 5 x 3,5 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 24 de Janeiro de 2006. -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



106 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Figura - desenho a nanquim - 31 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



107 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 16/100 - 59 x 41 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



108 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Baiana - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



109 - MARCELO SOLÁ (1971)

"Tudo deve ser gravado" - pastel - 15 x 22 cm - dorso - 1998 -
Com carimbo de autenticação do autor. -

Artista plástico, autodidata, nascido em Goiânia. Vive e trabalha em Goiânia. Realizou exposições individuais, entre outras, em: São Paulo (1997, 1999); Rio de Janeiro (1997, 2006); Goiânia, GO (1999); Belo Horizonte, MG (2004); Brasília, DF (2005). Destacam-se, entre as numerosas coletivas de que tem participado, as realizadas em: São Paulo (1999 - Panorama da Arte Brasileira Contemporânea sobre Papel, MAM-SP; 2002 - XXV Bienal de São Paulo; 2006); Rio de Janeiro (1998, 2004, 2005); Nova York (2001). Em 2008 conquistou o Prêmio Brasília de Artes Visuais, do Museu de Arte de Brasília, Brasília/DF e, em 2009, realizou residência artística na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. ITAU CULTURAL; marcelosola.wordpress.com; www.pipa.org.br; www.cultura.rj.gov.br; www.referenciagaleria.com.br; www.epocagaleria.com.br.



110 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Série Articulados" - óleo sobre tela - 90 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
Com recibo original do autor datado de 10 de Dezembro de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



111 - MARISTELA CABELLO (1969)

Boneca - fotogravura - 7/10 - 19 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástica nascida em São Paulo, SP. Realizou exposição individual em São Paulo (2004) e participou de várias mostras oficiais também em São Paulo (2002, 2003). ITAU CULTURAL



112 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Barcos - óleo sobre tela - 39 x 59 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



113 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Cidade de Ubá - Minas Gerais" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1985 -
Complemento do título: "M. G. Cidade de Ubá nos tempos que Ary Barroso era menino amarrava a corda do cino da igreja no rabo do burro velho"

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



114 - ESCOLA GUATEMALTECA, SÉC. XX

Flor - óleo sobre tela - 24 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -
Lucrecia. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



115 - RAPHAEL GALVEZ (1907 - 1998)

Figura - escultura em pedra sabão - 51 x 22 x 12 cm - assinado -

Pintor, desenhista, escultor e arquiteto, nascido em São Paulo, Capital. Artista de formação artesanal, teve como tema de sua obra a sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 372; PONTUAL, pág. 231; MEC, vol 2, pág, 239; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



116 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Figura - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



117 - MASSIMO CAMPIGLI (1895 - 1971)

"Fenêtres" - litografia - P. A. - 50 x 66 cm - canto inferior direito - 1959 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importantíssimo pintor italiano, nascido em Florença, e falecido em Saint-Tropez, França. Pintor exemplar, fez de tema central de seus trabalhos a busca pelo passado, o elogio à tradição, contrariamente à maioria dos artistas das vanguardas do século XX, que buscavam romper tanto com o passado, como com a tradição. Nascido em Florença, foi criado com a presença exclusiva da mãe, o que lhe provocou um grande fascínio pelo universo feminino, visível em sua obra. Trabalhou como jornalista em Milão, sendo enviado especial do 'Corriere della Sera'. Prestou serviço militar na I Guerra. Ao retornar, em 1919, sua inclinação pela pintura se manifesta de forma incisiva, começando a pintar como autodidata. Decidido a buscar novo cenário para desenvolver sua arte, instala-se em Paris, neste mesmo ano, onde vai realmente encontrar as bases para a criação de seu estilo pessoal. Durante a década de trinta, foi encarregado de fazer murais para várias instituições na Itália, entre elas, a Universidade de Pádua. Na década de quarenta, Campigli passou a morar em Milão. Representado em muitas coleções públicas da Europa e da América, foi talvez o pintor italiano mais reconhecido internacionalmente, em seu tempo. A pintura de Campigli teve, pode-se dizer, duas fases. Uma próxima da pintura de Pablo Picasso, e das formas cilíndricas de Fernand Léger, em 1920. Outra seria aquela em que ele, fascinado pela arte antiga, principalmente, pela arte estrusca e de Pompéia, desenvolve, de forma sutil, um diálogo entre elementos antigos e modernos que se combinam na sua pintura. BENEZIT, vol. 2, pág. 486 e 487. ART PRICE ANNUAL 2000



118 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Violeiros" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - centro inferior e dorso -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 28 de Outubro de 2013. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



119 - JORGE CRESTA GUINLE (1943 - XX)

"Série Amazônia" - óleo sobre eucatex - 110 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, RJ. Assinava J. Cresta Guinle e Cresta Guinle. Depois de uma primeira exposição, resultado de um autodidatismo sem conseqüência, voltou a expor, com excelentes resultados, 1973, em mostra coletiva. A esta altura já tinha recebido orientações de Roberto Magalhães. Desde então vem participando de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Rio de Janeiro (1976 a 1979, 1984); São Paulo (1977); França (1977, 1978, 1983); Salvador, BA (1978); Cataguases, MG (1978); Niterói, RJ (1979). Coletivas: Rio de Janeiro (1973, 1977 a 1980, 1983, 1995); São Paulo ( 1977 - Bienal Internacional; 1978- I Bienal Latino Americana); França (1979); Canadá (1982, 1983). Prêmios: Rio de Janeiro (1977 a 1980, 1983). DICIONÁRIO DE PINTORES BRASILEIROS - BOZANO SIMONSEN, VOL. 1, PÁG. 38; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 498, VOL. 8, PÁG. 379; VOL. 10, PÁG. 407.



120 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1965 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



121 - OTÁVIO ROTH (1952 - 1993)

"Mil tramas" - desenho - 34 x 27 cm - canto inferior direito - 1988 -

Designer, pintor, ilustrador, fotógrafo, artista gráfico, gravador e professor nascido e falecido em São Paulo. Com bolsa de estudos (1971), viajou para Israel onde começou a fotografar. No ano seguinte, em São Paulo, ingressou no curso de publicidade da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Foi para Londres em 1974 e, por influência de Paul Piestch, aprendeu técnicas de gravura e de fabricação de papel artesanal. Com bolsa do Conselho Britânico, graduou-se em arte e design na ‘Hornsey College of Art’ (1977). Nesse ano, mudou-se para Oslo e atuou como designer, ilustrador e gravador. Retornou a São Paulo (1979) e fundou a fábrica de papéis artesanais ‘Handmade Oficina de Papel’. No mesmo ano, um álbum com 30 linoleogravuras suas foi publicado pela editora CJS Graphics, em Nova York. Foi eleito o melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e criou a xilogravura para a primeira edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Na década de 1980, deu continuidade à sua pesquisa sobre fabricação de papel, ministrou workshops e cursos em várias instituições, entre elas a ESPM, a USP e o ‘Center for the Book Arts’, em Nova York. Nessa cidade, em 1981, trabalhou como assistente do pintor e fotógrafo americano Chuck Close, além de ter tido suas gravuras sobre direitos humanos expostas na sede da Organização das Nações Unidas. Entre suas publicações, destacou-se a adaptação que fez em parceria com a escritora Ruth Rocha da Declaração Universal dos Direitos Humanos, destinada ao público infantil. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, em 1980, no MAM - SP. ITAU CULTURAL; www.papeloteca.org.br; rogallery.com.



122 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



123 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulheres - técnica mista - 64 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Assinado Théa Gladys. -



124 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

"A minha TV" - xilogravura - 6/20 - 36 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



125 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 32 x 6 x 8 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



126 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Crianças com peteca" - óleo sobre eucatex - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 15/07/63 -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



127 - SONIA GUERRA (1941)

"A chegada" - técnica mista e colagem sobre tela - 72 x 72 cm - dorso -

Pintora e professora, Sonia Margarida Guerra Cardoso nasceu no Rio de Janeiro. Assina Guerra. Cursou pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ (1981), em 1982 participou do grupo de pintura da Sociedade Brasileira de Belas Artes e foi aluna de José Maria de Almeida, Finatti e de Héris Vitória Guimarães (1987). Especializou-se em restauração na UFBA (1987). Realizou exposição individual em Brasília, DF em 1993 e 1996. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e Exterior e foi premiada em: Petrópolis, RJ (1976); Rio de Janeiro (1977, 1984, 1985, 1987, 1989, 1990, 1992); San José, Uruguai (1982); Brasília, DF (1992, 1993, 1996). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 9; PÁG. 389; VOL. 10, PÁG. 401.



128 - LUIZ COSTA (1955)

Crianças estrela - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - centro inferior e dorso - 2004 -

Pintor mineiro nascido na serra dos Aymorés. Não teve outra escolha na vida a não ser dedicar-se ao talento de artista. Por opção. Por vocação. Por desejo. Com efeito qualquer outra escolha lhe seria menos adequada. Luiz Costa concentra suas forças nos flashs do cotidiano, extraindo deles trabalho de valor social e político: garimpo, currais, vendedor de bilhetes, feirantes, boiadas, parques e conversas entre senhoras. Realizou inúmeras individuais e coletivas. Participou de diversos salões oficiais. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 294; ITAÚ CULTURAL.



129 - POTTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

"Seis horas" - gravura - 13/20 - 27,5 x 49,5 cm - canto inferior direito - 1944 -
Reproduzida no livro: "Poty, o artista gráfico" de autoria de Orlando DaSilva, editado pela Fundação Cultural de Curitiba em 1980. -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



130 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882 - 1923)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 30 x 25 cm - centro inferior - 1919 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos, com o seu irmão João Timóteo, como aprendiz da casa da moeda, após estudou na ENBA e obteve prêmio de viagem ao exterior em 1907. Diversos museus brasileiros possuem obras de sua autoria. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 229; REIS JR., pág. 286; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, págs. 57, 153, 313 e vol. 2, pág. 89; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 217; PONTUAL, pág. 522; MEC, vol. 1, pág. 468; TEIXEIRA LEITE, pág. 508; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532.



131 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Eva" - óleo sobre eucatex - 88 x 37 cm - centro direito e dorso - 1987 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



132 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



133 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Figuras - xilogravura - 8/20 - 20 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



134 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Visita dos Três Reis Magos - gravura - H. C. - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1954 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



135 - LIVROS


1) "TOMIE OHTAKE". RICARDO OHTAKE (ORG.). SÃO PAULO: ESTÚDIO RO PROJETOS, 2001. 2) "TOMIE OHTAKE NA TRAMA ESPIRITUAL DA ARTE BRASILEIRA: EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DOS 90 ANOS DA ARTISTA". CATÁLOGO. PAULO HERKENHOFF (CUR.). SÃO PAULO: INSTITUTO TOMIE OHTAKE; RIO DE JANEIRO: MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES, 2003/2004. 3) "TOMIE OHTAKE 100 ANOS". CATÁLOGO. SÃO PAULO: PAULO DARZÉ GLAERIA DE ARTE, 2013. 4) "SÃO PAULO NA LINHA". TEXTO GISELE BEIGUELMAN; ILUSTRAÇÕES CARLA CAFFÉ. SÃO PAULO: DBA ARTES GRÁFICAS, 2000. 5) "AV. PAULISTA". CARLA CAFFÉ. ILUSTRAÇÕES DA AUTORA. SÃO PAULO: COSAC NAIFY/ EDIÇÕES SESC SP, 2009.



136 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - acrílico sobre cartão - 30 x 41 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



137 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Sem teto - desenho a nanquim e aquarela - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



138 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Fazenda" - gravura - PA - 26 x 33 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



139 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"Circo Atlântico" - aquarela - 37 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



140 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

"Vendedora de bolinho de carimã" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



141 - ROSIANE GOUVEA (1963)

"Araçari miudinho" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, desenhista, ilustradora e professora nascida em Vitória, ES, onde se graduou em Artes Plásticas. Participou do curso de ‘Ilustração Botânica: Aquarela’, ministrada pela artista botânica inglesa Cristabel F. King do Royal Botanic Garden (Kew), Inglaterra, no Jardim Botânico de São Paulo. Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Participou de várias exposições individuais em: Vitória, ES (1998); Teresópolis, RJ (1999); Rio de Janeiro (2000, 2001) e várias coletivas no Rio de janeiro e no Espírito Santo. www.rosianegouvea.com.br.



142 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 23 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



143 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Festa junina - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito ilegível - 1980 -



144 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 13 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



145 - INOS CORRADIN (1929)

"Jogador de futebol" - escultura em resina - 28 x 20 x 14 cm - base - 2014 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



146 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Astronauta" - serigrafia - 14/50 - 49 x 49 cm - centro inferior - 1970 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



147 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - desenho a nanquim - 17 x 28 cm - canto inferior direito - 1881 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



148 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 91/200 - 40 x 57 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



149 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 41 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



150 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta n° 266439 da Galeria Intercontinental, Rua Maria Quitéria, 42, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ. Galeria esta que tinha na época a direção artística feita pelo crítico de arte Walmir Ayala. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



151 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



152 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

São Paulo - litografia - n° 3 - 30 x 23 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



153 - WALDO BRAVO (1960)

"Série signos" - litografia off set - P. A. - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, fotógrafo, publicitário, artista multimídia, cartunista, gravador, Waldo Alejandro Bravo Avaria nasceu em Constitución, Chile. Estudou em Santiago, Chile: desenho técnico e projetos no Instituto Nacional de Capacitación (1978, 1981); desenho publicitário, artes gráficas e serigrafia artística, na LOOK e Cia. Publicidad (1980, 1981). Mudou-se para o Brasil (1981) e fixou residência em São Paulo onde fez cursos no SESC Pompéia, no Museu Lasar Segall e no Museu de Arte Contemporânea-USP. Realizou muitas exposições individuais e tem participado de várias mostras coletivas e oficiais, entre as quais: III Bienal de Santos, SP (1991); X Bienal Internacional de Arte de Valparaiso, Chile (1991); ‘Biennial Vilnius - The 2nd International Small Form Graphic’, Vilnius - Lituânia (1996); 1ª Bienal de Gravura de Santo André, SP (2001). Foi premiado em: Talca, Chile (1972, 1974, 1975); Araras, SP (1984); São Paulo (1985, 1988, 1989); Taipei, Taiwan (1986 - Prêmio Internacional de Artes Plásticas Brasil - Extremo Oriente); Franca, SP (1989, 1990); Avaré, SP (1990); Paris, França (1992 - Prêmio UNESCO de Fomento às Artes); Chile (1993 - ‘Condecoración al Mérito Cultural de la Orden Gabriela Mistral’). Lançou o livro ‘Panorama da Arte Contemporânea’ (1987) e teve sua obra publicada no livro ‘Sinografia Arqueo-Urbana’, editado pelo Escritório Brasileiro de Artes - Ebart (1997). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL 5, PÁG 155; VOL. 6, PÁG. 157; www.waldobravo.com.br; www.contempoarte.com.br; mube.art.br.



154 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Um dia, uma noite" - gravura - 14/15 - 30 x 45 cm - canto inferior direito -
Complemento da técnica: água-tinta e água-forte. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



155 - ODETTE EID (1922)

Rostos ao vento - múltiplo em bronze - 18 x 30 x 16 cm - assinado -

Natural de Zahle, Líbano, ODETTE EID sempre foi uma estudiosa da sua arte maior, que é a escultura. Frequentou os ateliês dos grandes mestres nacionais, como Becheroni e Calabrone. Em vôo solo expôs na Europa em Salões e Galerias de renome. Segundo a crítica especializada, a escultura de ODETTE EID "é fluída, volátil e leve". (Alberto Beuttenmuller). JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 119



156 - EURIDYCE BRESSANI (1906 - 1992)

Figuras - desenho a nanquim - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1972 -

Desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5/11/1906. Autodidata, começou a desenhar em 1957, depois de aposentada, pois segundo ela o desenho lhe fazia companhia. Evoca cenas e tipos de sua infância. Em 1961 foi premiada pela melhor ilustração de livros obtida com o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Ilustrou diversos outros importantes livros de autores nacionais. Possui obras em vários museus, como MAM-RJ e MAM-Bahia. Julio Louzada lista as diversas e importantes exposições de que participou. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 377



157 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Músicos - aquarela - 24 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



158 - OTO MARQUES (1916)

"Vila Boa em 1820" - desenho a nanquim - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

OTO MARQUES (1916) Pintor, desenhista, gravador, ceramista, ilustrador, professor e escritor nascido em Goiás, GO. Oto Outurino Marques foi autodidata. Assina O. Marques. Viveu no Rio de Janeiro (1934) e colaborou nas ilustrações da revista ‘Vida Doméstica’. Foi revisor do jornal ‘O Estado de São Paulo’ em São Paulo (1937). Em 1943 voltou para Goiás. Realizou exposições individuais em Goiânia, GO (1967, 1975) e participou de mostras coletivas em: Goiânia, GO (1946, 1947, 1974); Goiás, GO (1970, 1975). MEC VOL. 3, PÁG. 75; JULIO LOUSADA VOL. 10, PÁG. 558.



159 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



160 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Duas figuras femininas" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com recibo original do autor datado Rio - 10 de Setembro de 1972. - Ex coleção Mathilde Ribeiro, São Paulo - SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



161 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Barcos - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 9/5/1937 -
Estudo. -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



162 - JOUBERT PANTANERO (1946)

"Cadwéu, sentada na cadeira com flores" - óleo sobre tela - 120 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Pintor, escultor, gravador e tapeceiro, natural de Corumbá, MS, onde nasceu a 4 de fevereiro de 1946. O colecionador Samuel Senna comenta sua obra: " ... Profundo conhecedor das formas anatômicas multicoloridas dos elementos que compõem o seu habitat ( o Pantanal Matogrossense), Joubert é um expressionista das artes plásticas." Individuais em 1994, no Espaço Cultural Banco do Brasil de Dourados-MS e no Hilton Hotel-SP. JULIO LOUZADA, vol 8 pág 635



163 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato verde - acrílico sobre cartão - d = 38 cm - centro inferior -
Ex coleção Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva - São Paulo - SP. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



164 - INOS CORRADIN (1929)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 40 x 56 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



165 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Luiza - escultura em bronze - 51 x 26 x 19 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



166 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Castelo - serigrafia - 47/100 - 44 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



167 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galos - têmpera sobre tela - 48 x 68 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



168 - RENOT (1932)

"Baianas da praça da Sé" - óleo sobre tela - 40 x 41 cm - canto superior direito e dorso - 2010 -
O artista realiza a exposição "Renot - Luz dos Trópicos", na Galeria Canvas - Av. Europa, 715, São Paulo - SP, de 6 a 17 de abril de 2015. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



169 - ANITA HARTMANN (XX)

Composição - óleo sobre tela - 93 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista nascida em Marburg, Alemanha. Começou a pintar aos treze anos e, aos vinte anos, realizou uma extensa viagem pela Índia, Nepal, Tailândia, Jordânia, Israel, sul da Europa e oeste da África. Em 1982 chegou ao Suriname e lá, morou e trabalhou até 1991. Retornou à Alemanha e prosseguiu com os estudos de arte em Tuebingen e Frankfurt. Voltou ao Suriname três anos depois e, em 2011, mudou-se para Amsterdam onde vive e trabalha, viajando, ocasionalmente, para a Índia. Desde 1983 vem realizando exposições individuais no Suriname, Alemanha e participado de mostras coletivas nos Estados Unidos, Alemanha, Suriname, Holanda, Caribe. Expôs também no Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - em Washington, DC. www.anitahartmann.nl.



170 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - óleo sobre papel - 22 x 31 cm - dorso - 1981 -
Série africana. -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



171 - KAZUKO HORIUCHI (1940)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 45 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora de língua japonesa nascida no Japão. Veio para o Brasil como professora e reside na cidade de Curitiba, PR. No Japão frequentou a Escola de Belas Artes, formou-se em Pedagogia na Universidade de Hose - Tóquio, fez curso de especialização em Origami e recebeu habilitação para dar aulas de origami, registrada na Associação Japonesa de Origami. É uma das poucas especialistas na arte do origami que cria peças originais, segundo um tema proposto, no Brasil. Além de Curitiba, já expôs seu trabalho em Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e até no Museu Nipônico de Los Angeles, na Califórnia. nikkeicuritiba.com.br.



172 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Violeiro - múltiplo em bronze - 23 x 15 x 9 cm - assinado -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



173 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Downtown - manchas" - óleo sobre tela - 41 x 51 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



174 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 35 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



175 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Abraço - escultura em bronze - 33 x 17 x 17 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



176 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paquetá - óleo sobre tela - 32 x 41 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1941 -



177 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Garoto em verde" - desenho a lápis de cor - 18 x 12 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



178 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

No carro - serigrafia - 31/80 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



179 - JAVIER ALVARO ASFADUROFF NIBBES (1954)

"Blue Jazz" - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto superior esquerdo e dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Uruguaio de Montevideu, onde nasceu a 14 de novembro de 1954. Frequentou o Liceu Onze de Cerro Montevidéu, entre 1965 e 1967, sendo aluno de Torres Garcia. A partir de 1994 passou a figurar em bienais e várias exposições coletivas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 637



180 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Vila Madalena - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



181 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Dr. José Alexandre Teixeira de Mello" - gravura - 21 x 15 cm - canto inferior esquerdo na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



182 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras e gato - serigrafia - P. A. - 47 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



183 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Marinha - óleo sobre tela - 21 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



184 - JOHANN MORITZ RUGENDAS (1802 - 1858)

"Floresta perto de Mangaratiba" - fotografia - 68 x 90 cm - não assinado -
Esta reprodução fotográfica de prancha original existente na Biblioteca do Museu Imperial, é - à par da necessária e oportuna divulgação da obra do pintor um trabalho de arte e esmeiro. Declaração no dorso assinada pelo Diretor do Museu Impreial, Lourival Lopes. -

Pintor e desenhista, descendente de uma família de gravadores e pintores, iniciou seus serviços artísticos com o pai, professor e diretor de uma escola de desenho em Augsburg. Aperfeiçoou-se na Academia de Belas Artes de Munique. Contratado como desenhista da expedição científica do Barão de Langsdorff, transferiu-se para o Brasil em 1821, mas não completando sua missão. Todavia, ficou no país, realizou diversos trabalhos, fixando as paisagens e costumes do Brasil da época, que retornando à Europa, publicou em Paris, sob o título "Voyage Pittoresque au Brésil", em luxuosa edição litografada por Engelmann, com texto em francês e alemão, em 1835. PONTUAL, pág. 463/464; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 846.



185 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Paquetá - desenho a lápis - 26 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



186 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Hércules - serigrafia - E. A. - 22 x 17 cm - canto inferior direito - 1974 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



187 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - serigrafia - 42/100 - 44 x 19 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Tiragem póstuma editada pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



188 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 19/150 - 86 x 86 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



189 - LENÁ PRADO (1953)

"Sonho" - óleo sobre tela colada em eucatex - 70 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -
Com etiqueta do ateliê da autora, no dorso. -

Helena da Silva Prado nasceu em Santos, SP. Sua formação artística foi iniciada em Santos (1971/1972), em São Paulo - FAAP (1973) e em Antuérpia, Bélgica na Academia Real de Belas Artes como bolsista da ‘Koninklijke Academia voor Schone Kunsten’ (1975/1976). Também estudou com Antonio Vitor (1983/1984). Realizou exposições individuais em São Paulo (1986, 1989, 1990) e em São José dos Campos, SP (1989). Participou de muitas mostras e Salões oficiais, foi premiada em Santos (1981, 1982) e em São Paulo (1985 - 2º Prêmio Pirelli Pintura Jovem - MASP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 912; VOL. 5, PÁG. 839.



190 - RAMIRO PETRELLY (XX)

Rosácea - acrílico sobre tela - 64 x 64 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor datado de 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



191 - ENZO FERRARA (1984)

"Cortiço Geladeira no bairro do Bixiga" - acrílico sobre eucatex - 30 x 33 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



192 - SILVIA ALVES (1947)

"Amanhecer" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



193 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 9 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



194 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Capoeiristas - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



195 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito não identificada -



196 - LUÍS TRIMANO (1943)

"Matérias-primas" - desenho a nanquim e colagem - 48 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -

Desenhista, ilustrador e caricaturista nascido em Buenos Aires, Argentina, onde fez sua formação artística, realizou cinco exposições individuais (1964 a 1968) e uma retrospectiva. Veio para São Paulo (1968) para trabalhar como caricaturista e ilustrador dos principais jornais diários e da imprensa alternativa. Em 1974 mudou-se para o Rio de Janeiro. Participou de mostras coletivas em: São Paulo (1970, 1980, 2003); Curitiba, PR (1983); Rio de janeiro (1985, 1980). Seus trabalhos mais importantes estão reunidos no livro "Trimano, Desenhos e Ilustrações", Editora Relume Dumará (1997). ITAU CULTURAL; trimano.blogspot.com.br.



197 - OSMAR BENESON (1964)

Composição - serigrafia - 58 x 87 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador, começou sua formação artística no Liceu de Artes e Ofícios, SP. No início dos anos de 1990, em Portugal, fez parte de uma trupe de teatro de rua, na qual exercia as funções de ator, cenógrafo e figurinista. Depois fez aulas de história da arte com Lisetta Levi, de escultura com Cleber Machado e de pintura com Monica Nador. Realizou exposições individuais e participou de mostras coletivas em São Paulo, Fortaleza - CE, Barcelona - Espanha. ITAU CULTURAL; www.beneson.com.br; www.sp.senac.br.



198 - LUCAS PENNACCHI (1960)

"Flores na janela com igreja" - tinta plástica sobre eucatex - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1992 -
Com etiqueta do ateliê do artista, no dorso. -

Pintor, gravador e desenhista paulistano, nascido em 20 de fevereiro de 1960. Filho do festejado artista Fulvio Pennacchi, Lucas dedica-se a retratar paisagens do interior brasileiro e do litoral paulista, de forma delicada e precisa e também peixes, tucanos e outros animais da fauna brasileira com uma leitura atual. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 678; ITAÚ CULTURAL.



199 - NACHIKO NAKADE (1931)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido na Ilha de Oshima, Japão. Estudou pintura com Saburo Miyamoto (1955). Veio para o Brasil em 1966. Em 1956, realizou sua primeira individual em Kanazawa, Japão e também foi selecionado para uma mostra coletiva. Realizou diversas exposições individuais em: Mogi das Cruzes, SP (1968); São Paulo (1973, 1975 a 1978, 1989); Milão, Itália (1979); diversas cidades do Japão (1980, 1981, 1982, 1985, 1987, 2007) e participou de inúmeras mostras coletivas. Foi premiado no Brasil (1966, 1967, 1969, 1970, 1972 a 1974); no Japão (1999, 2000); Itália (2000).



200 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Barco - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



201 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



202 - RENATO SILVA (1904 - 1981)

Loja - desenho a nanquim - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Chargista, ilustrador, designer gráfico e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro onde fez sua graduação nas Belas Artes, 1920 a 1925. Nesse ano começou a colaborar em revistas cariocas. Em 1930, deixou o desenho de humor e passou para a ilustração literária, colaborando em O Cruzeiro e O Jornal. Logo em seguida foi trabalhar no grupo editorial A Noite continuando a ilustrar contos, novelas e seriados publicados. Fez desenho de quadrinhos (1937), com o personagem Nick Carter para o Suplemento Juvenil, da Editora EBAL e apresentou sua HQ A Garra Cinzenta para o suplemento A Gazetinha, de A Gazeta, de São Paulo (entre 1937 e 1939); realizou duas séries longas para O Diário de Notícias: Histórias Que Ficaram Na História e Histórias da História do Mundo. Em 1939, lançou seu Manual Prático de Desenho, pela Tipografia Nilópolis, o primeiro guia de orientação para desenhistas então publicado no Brasil. Foi este o ponto de partida para um projeto didático maior que iria desenvolver no decorrer das décadas de 1940 e 1950: "A Arte de Desenhar" e é também a maior coleção de arte-educação que se conhece. Passou seus últimos anos de vida ilustrando livros didáticos e dando aulas de desenho.



203 - AMARAL (XX)

Paisagem - aquarela - 14 x 20 cm - canto inferior direito - Ouro Preto - MG -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



204 - REGINA VATER (1943)

Vídeo Art - fotografia off set - 265/1000 - 29 x 60 cm - canto inferior direito -
Vídeo art: "25/ Regina Vater/ Vídeo art/ Galeria Arte Global/ São Paulo". -

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



205 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Interplanos" - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - Janeiro de 2015 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



206 - RAUL DEVEZA (1891 - 1952)

Ponte - óleo sobre tela - 32 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1949 - Bahia -

Pintor, cenógrafo, decorador e professor, natural do Rio de Janeiro. Estuda no Liceu de Artes e Ofícios, tendo aulas com J. Santos e Isaltino Barbosa, e na Escola Nacional de Belas Artes, Enba, em 1914, com Batista da Costa (1865-1926), no Rio de Janeiro. Em 1920, vai para Paris, França, onde estuda na "Académie Julian" e trabalha para a Revista Rio-Paris. Várias são as exposições e Salões oficiais que participou: Rio de janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1921, 1922, 1929, 1944, 1945, 1946, 1948); São Paulo, SP (1939, 1945, 1949, 1952); Nova York, EUA (1939); Porto Alegre, RS (1940) e Niterói, RJ (1942, 1950). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1922, 1948); Porto Alegre, RS (!940); Niterói, RJ (1950); São Paulo, SP (1952). Exposições póstumas: São Paulo, SP (1952); Goiânia, GO (1954) e Belém, PA (2000). Possui obras no Museu Antonio Parreiras em Niterói, RJ e no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 341; vol. 5, pág. 306. ITAU CULTURAL.



207 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Figura - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



208 - ROBERTO MORICONI (1932 - 1993)

Composição - aquarela - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor e escultor nascido em Perugia, Itália. Veio residir no Rio de Janeiro em 1953, onde, a partir de 1960 cria capas e ilustrações para a Livraria Freitas Bastos. Participou de algumas edições da Bienal de São Paulo, do SNAM e SEAJ. MEC, vol. 3, pág. 202; PONTUAL, pág. 372; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 617; WALTER ZANINI, pág. 770.



209 - ZLATKO PRICA (1916 - 2002)

Na cozinha - gravura - 6/30 - 27 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e designer gráfico da Escola Iugoslava nascido em Pécuh, Hungria. Cursou a Academia de Artes em Zagrebe, Croácia (1937-1940). Em colaboração com Edo Murtic, ilustrou numerosos livros como os poemas de Goran Koravic e também realizou muitas pinturas murais. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 489; www.artprice.com; www.moma.org.



210 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato amarelo - litografia - P. A. - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1963 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



211 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Bumba meu boi - serigrafia - 85/100 - 29 x 37 cm - canto inferior direito na matriz -
Tiragem póstuma editada pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



212 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

Índia - óleo sobre madeira - 30 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc.XIX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



213 - AGI STRAUS (1926)

Natureza morta - litografia - 49/100 - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



214 - ARLINDO ORTOLANI (1912)

Nu e flores - óleo sobre tela - 64 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



215 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Rio Tietê - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - Rio Tietê - Penha - SP-SP -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



216 - CARLOS ARAÚJO (1950)

Figura - litografia - 2/15 - 59 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e litógrafo paulistano. Fez sua primeira individual em 1974, no MASP-SP, onde realizou outras exposições. Na sua obra observam-se elementos da pintura renascentista. Participou de diversas exposições coletivas, com sucesso de crítica e de público. Foi premiado em 1984 pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 71; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 33.



217 - CARLOS LOUSADA (1905 - 1984)

Rosto de mulher - óleo sobre madeira - 54 x 45 cm - canto superior esquerdo -

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



218 - DINO CORRÊA (1930)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - dorso - 1992 - Santos -

Pintor e escultor natural de Santos-SP, cidade onde vive e é ativo. Participou de vários salões oficiais e exposições, destacando-se: XIV Salão da APBA-SP, obtendo Menção Honrosa em pintura (1955); IV Salão de Belas Artes de Santos-SP, recebendo Medalha de Bronze em pintura (1956). JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271



219 - FÉLIX ELEAZAR RODRIGUEZ (1955)

"Puerto Madero XVIII" - xilogravura - 1/15 - 24 x 16 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e arquiteto nascido em Buenos Aires, Argentina. Formado pela Universidade de Buenos Aires, teve aulas de desenho no ateliê de Roberto Páez (1986) e aprendeu gravura no ‘Camden Institute’ em Londres, Inglaterra (1994). Realizou muitas exposições individuais e tem participado de várias mostras e Salões oficiais pela Argentina. Foi premiado em 1994, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003, 2012, 2013. www.felixrodriguez.com.br.



220 - FANG (1931 - 2012)

Atividade equestre - litografia - 33/50 - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



221 - ELIANA SOARES DE SIQUEIRA (1961)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo - Brasil -

Pintora primitiva paulistana, assina Eliana Soares. Participou de diversas exposições coletivas e individuais: Museu de Arte Primitiva de Assis (1987); IV Salão Nacional de Artes Plásticas Dalva Zanotta (1993) - Medalha de Ouro; XX Salão de Araraquara (1996) - Medalha de Prata; Galeria Municipal de Artes de Barueri (2005). JULIO LOUZADA.



222 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Centro de Jaboticabal" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



223 - SAMUEL ZAIDENSZTADT (1903 - 1990)

Figura - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista e pintor judeu nascido em Nowogrod, Polônia. Iniciou seus estudos artísticos muito jovem, ainda em seu país natal, e mudando-se para Itália estudou na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão. Viveu em várias localidades na Europa e na América do Sul e participou de diversas exposições em Bélgica, Itália, Alemanha, Suíça e Israel. Sua obra é inspirada na cultura e costumes judeus do século XX. http://www.artcult.com/_Around+Jewish+Art/Catalogue/?Group=2&lang=EN&Artist=Z%25



224 - CARLOS BASTOS (1925)

Paisagem - desenho a nanquim - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista baiano, um dos precursores do modernismo em Salvador, em 1944. Também cenógrafo e ilustrador, sua pintura é notável pela predominância da linha e pelo sentimento poético que a informa. WALMIR AYALA, vol.1, págs.89 A 91; PONTUAL, pág. 58; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.99; ITAU CULTURAL.



225 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



226 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

"Repartição dos telégrafos..." - gravura - 19 x 28 cm - canto inferior direito na matriz - 1939 -
Complemento do título: "Repartição dos telégrafos - antigo Palácio Real - Rio de Janeiro". -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



227 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Barco - desenho a nanquim - 20 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



228 - EUNICE FIGUEIRA (XX)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 41 x 58 cm - canto inferior direito -

Filha do escultor e pintor Joaquim Lopes Figueira, que fez parte do Grupo Santa Helena. Cumpriu seus estudos artísticos com os professores Nico Rossa / Luigi Neviani na Escola Panamericana de Arte no ano de 1971 / 73.Continuou seus estudos de desenho e pintura com o professor Menacho Martins. Contemporaneamente freqüentou o curso de Modelagem - Escultura no Liceu de Artes e Ofícios com o professor Reidan. Em 1987, participou da Exposição na II Expo Brasil Portugal.



229 - FERRACIOLI (1949)

Nu - óleo sobre tela - 49 x 64 cm - canto inferior direito - 1972 -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



230 - RAJÁ DE ARAGÃO (XX)

Violeiro - desenho a nanquim - 46 x 30 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, roteirista e diretor consagrado do cinema nacional.



231 - IAPONI ARAÚJO SOARES (1942 - 1996)

Músicos - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1968 -

Natural de São Vicente, Rio Grande do Norte, o autor participou em 1962 da organização do Museu de Arte Popular de Natal/RN. A partir de então, IAPONI começou a se interessas pelos autos populares de sua terra (congos de calçola, ararunas, bois-calembas), então em decadência, surgindo a idéia de fixá-los com desenhos e pinturas. A partir de 1963 participa de exposições coletivas. Sua pintura documenta a literatura oral nordestina, conservando os mesmos títulos saborosos dos livrinhos de cordel. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 431; ITAÚ CULTURAL.



232 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua Direita" - litografia - 445/500 - 26 x 36 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



233 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P. A. - 56 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



234 - CARMELLO SENNA (1925)

Pavão - óleo sobre eucatex - 21 x 15 cm - centro inferior - 1972 -

Pernambucano de Campina Grande, o autor pinta profissionalmente desde 1964, tendo como temática o folclore e o povo nordestinos. Extraí-se da bibliografia abaixo indicada a seguinte crítica: " Dentro de sua temática rústica, procura transmitir, através de seus personagens típicos e místicos, uma mensagem de paz e beleza pela exuberância da agressividade de sua combinação de cores" . Participa de coletivas a partir de 1970, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 770



235 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Tiradentes - múltiplo em bronze - 14 x 7 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



236 - DAVID SOBRAL (1930)

"O Manuél e a Maria" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Complemento do título: "Manuél pra que uma piteira tão comprida? O medico me mandou afastar do cigarro". -

"David Augusto Sobral nasceu em 1930, quando seus pais viajavam para a Europa. Filho de um motorneiro da Light, ele foi registrado em Beira Alta, Portugal, onde viveu seus primeiros cinco anos, mudando para São Paulo, Brasil, sete anos depois. Autodidata, ele aperfeiçoou sua técnica com um artista local, conhecido como Alemão, aprimorando o estilo, que se concentrou na representação gráfica de frases e ditados populares. Essa veia satírica chamou a atenção, por exemplo, do Museu de Arte Naïf, em Figueras, Espanha, que já adquiriu 25 trabalhos do artista. Figuras fantásticas e motivos folclóricos são encontrados em numerosas imagens. Animais que tocam instrumentos musicais com cores bem fortes, por exemplo, são uma constante, assim como imagens próximas ao surrealismo, em sua irreverência e capacidade ilimitada de subverter e surpreender". Oscar D’Ambrosio, jornalista e crítico de arte.



237 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peixe - serigrafia - H. C. - 55 x 36 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



238 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



239 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Descanso - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



240 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA (1895 - 1985)

Natureza morta - óleo sobre tela - 124 x 159 cm - canto inferior direito e dorso - 1/10/1971 - Itanhaém -
(Atenção clientes residentes fora de São Paulo: transporte apenas por via rodoviária, devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance). -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



241 - PAULO CALAZANS (1947)

"Varal da Al. Tietê" - acrílico sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



242 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - serigrafia - 69/180 - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



243 - SANTE SCALDAFERRI (1928)

"A rosa do príncipe" - monotipia - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 1956 - Bahia -
Com etiqueta n° 507 do IV Congresso Nacional de Artes Plásticas do Recife. -

Natural de Salvador, BA, este importante pintor brasileiro estudou na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, onde realizou sua primeira exposição individual, em 1957. Foi um dos fundadores da Organização Nacional dos Estudantes de Arte, em 1953. Participou de diversos salões oficiais com premiações e expôs individualmente, nas galeria Domus (Salvador), Goeldi (RJ), Atrium (SP), etc. A seu respeito disse Paulo Gil, em 1965: "... optou pela documentação de aspectos da cultura popular brasileira, mas conferindo-lhe um tratamento erudito (...) é um pintor de ateliê que buscou nas manifestações do povo da Bahia, na sua própria cultura baiana, a magia que marca seus quadros". PONTUAL, pág. 477; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1010; Acervo FIEO.



244 - HELENOS SILVA (1941)

Noturno - litografia - 9/70 - 37 x 51 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



245 - LIVROS


1) "INIMÁ: OBRAS CATALOGADAS". COM TEXTO DE JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITA. BELO HORIZONTE: FUNDAÇÃO INIMÁ DE PAULA, 2002. 2) "FUTURO/ANTERIOR: SÉRGIO FERRO". SÉRGIO FERRO. SÃO PAULO: NOBEL, 1989. 3) "GONÇALO IVO: DIÁRIO DE IMAGENS". ENSAIO FOTOGRÁFICO SERGIO GUERINI. RIO DE JANEIRO: EBAL, 1996. 4) "CLEBER GOUVÊA: OLHAR ORGÂNICO". CATÁLOGO. GOIÂNIA: MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE GOIÁS: CENTRO CULTURAL OSCAR NIEMEYER. 5) "REYNALDO FONSECA:O IMAGINÁRIO DE REYNALDO FONSECA". CATÁLOGO. TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS ABDALLA. SÃO PAULO: JAMES LISBOA ESCRITÓRIO DE ARTE, 2007. 6) "RICARDO HOMEN". CATÁLOGO. TEXTO DE LORENZO MAMMI. BELO HORIZONTE: BFBH PRODUÇÕES LTDA, 2013.



246 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 98/250 - 41 x 59 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



247 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 23/50 - 38 x 59 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



248 - RENOT (1932)

Paisagem - serigrafia - 41/100 - 25 x 33 cm - canto inferior direito - 1973 -
O artista realiza a exposição "Renot - Luz dos Trópicos", na Galeria Canvas - Av. Europa, 715, São Paulo - SP, de 6 a 17 de abril de 2015. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



249 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Recorte - litografia - P. A. - 73 x 29 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



250 - JOSÉ PINTO (1932)

São Francisco - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



251 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Figura - desenho a carvão - 46 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1950 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



252 - ALMIR MAVIGNIER (1925)

Autógrafo - convite - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 15/6/2004 -

Pintor, artista gráfico, programador visual e professor natural do Rio de Janeiro. Inicia seus estudos com Arpad Szenes , Axl Leskoschek e Henrique Boese . Participa do primeiro grupo de arte abstrata do Rio de Janeiro (1949) com Ivan Serpa , Abraham Palatnik e Mário Pedrosa. Freqüenta a Académie de La Grande Chaumière, Paris, em 1951. Na Alemanha (1953 a 1958), estuda com Max Bense e Josef Albers na Hochschule für Gestaltung [Escola Superior da Forma] em Ulm, e mantém contato com Max Bill. Participa do Grupo Zero, entre 1958 e 1964, com Heinz Mack ,Otto Piene ,Yves Klein, Jean Tinguely. Foi professor de pintura na Hochschule für Bildende Kunste, em Hamburgo, Alemanha, entre 1965 e 1990. Realizou muitas exposições individuais (1950 a 2000) e diversas foram suas participações em Salões oficiais e Bienais (1947 a 2004) tanto no Brasil quanto na Europa, Ásia e EUA. Foi premiado na Polônia (1966) e Japão (1968). ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 350; MEC VOL. 3, PÁG.107.



253 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Dançarina - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



254 - CAMARGO FREIRE (1908 - 1991)

"A pesca em Nazaré" - óleo sobre tela colada em eucatex - 26 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - Portugal -

Pintor, professor e muralista, Expedito Camargo Freire nasceu em Campinas, SP e faleceu em Campos do Jordão, SP. Ainda garoto, em Campinas, começou a estudar pintura com os professores italianos Luggi Franco e Oreste Colombari. Foi para o Rio de Janeiro (1936) onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e participou, em companhia de José Pancetti, Bustamante Sá, Eugênio Sigaud, Ado Malagoli e outros, do Núcleo Bernardelli, sob a orientação de Manoel Santiago. Esteve em Campos do Jordão em 1941 para tratamento de saúde e, em 1943, mudou-se para lá. Participou de muitas exposições, Salões oficiais e recebeu vários prêmios, entre eles: no Salão Nacional de Belas Artes - o Prêmio de Viagem pelo País (1948) e o de Viagem ao Estrangeiro (1956). Embarcou no ano seguinte para a Europa e foi aluno da Academia de ‘La Grand Chaumière’, Aliança Francesa Parisiense, além de cursos de pintura e Historia da Arte do Museu do Louvre. Permaneceu oito meses em Paris e o restante do tempo da bolsa de estudos viajou por outros países. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). MEC, VOL. 2, PÁG. 208; ITAU CULTURAL; www.camposdojordaocultura.com.br; www.artprice.com.



255 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

As iaras - múltiplo em bronze - 9 x 23 x 7 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



256 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Corredores - serigrafia - 26/100 - 80 x 55 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



257 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Conversando - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



258 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Homens enfileirados" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito - 1985 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 25 de Agosto de 2013. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



259 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Três boiadeiros no Sul" - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



260 - MARIA TEREZA VIEIRA (1932)

Paisagem - desenho a nanquim - 70 x 48 cm - centro inferior - 6/11/1966 -

Pintora e desenhista, Maria Tereza Vieira da Silva nasceu em Maceió, AL. Iniciou, aos 16 anos, estudos de pintura com Miguel Torres e com Lourenço Peixoto. Em 1949, realizou exposição individual na Câmara Municipal de Maceió, ocasião em que ganhou bolsa de estudos no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1950) e ingressou na Escola Nacional de Belas Artes onde foi aluna de Henrique Cavalleiro, Edson Motta e Georgina de Albuquerque. Participou, entre outras mostras oficiais, das edições do Salão de Arte Moderna, RJ, em 1951, 1963, 1965 - Prêmio Viagem ao País, 1968, 1969, 1973, 1974. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1951, 1960 a 1968) e em Belo Horizonte, MG (1961). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 476; JULIO LOUSADA VOL. 3 PÁG. 1189; VOL. 6, PÁG. 1168.



261 - BELMONTE (1897 - 1947)

Barco - aquarela - 10 x 7 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



262 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Sanfoneiro - gravura - 2/60 - 26 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



263 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Positivo" - litografia - 4/20 - 110 x 74 cm - canto inferior direito ilegível - 1979 -



264 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Projeto - técnica mista - 38 x 44 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



265 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 11 x 5 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



266 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 20/11/64 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



267 - BRUNO GIAMPA (XX - XX)

Barco - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1956 - Rio de Janeiro -

Pintor ativo em Porto Alegre. Com diversas exposições individuais e participação de salões nacionais nas décadas de 1950 e 1960. MEC, vol. 2, pág. 249; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 380.



268 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

O lago - serigrafia - P. A. - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



269 - DANIEL SENISE (1955)

Composição - litografia off set - 30/40 - 60 x 41 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 15/11/1955. Pintor e desenhista, tem seu talento reconhecido pela unanimidade da crítica especializada. Sua obra é conhecida além fronteiras, mercê das diversas e vitoriosas exposições realizadas no exterior a partir de 1986. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1026; LEONOR AMARANTE, pág. 328.



270 - LOUISE VISCONTI (1882 - 1954)

Flores - aquarela - d = 18 cm - canto inferior esquerdo -

Louise D’Angelo Visconti, pintora nascida em Paris - França e falecida em Teresópolis, RJ. Foi casada com o pintor Eliseu Visconti que a iniciou em sua formação artística. Naturalizou-se brasileira em 1908. Participou das exposições e Salões oficiais do Rio de Janeiro de 1925 a 1930, 1933, 1934, 1936, 1941 e 1944. Prêmios: 1925, 1926, 1928, 1934, 1936. Exposição póstuma em São Paulo no ano de 2004. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 1045; MEC, VOL. 4, PÁG. 495.



271 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Menino - óleo sobre eucatex - 66 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



272 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Rosto - desenho a nanquim - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



273 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 87/100 - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



274 - DIÔ VIANA (1960)

Composição - técnica mista - 20 x 14 cm - dorso -
Com carimbo. -

Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Santarém, Pará. Atualmente vive e trabalha em Bogotá, Colômbia. Estudou pintura, desenho e gravura no Museu de Arte Moderna - MAM, Rio de Janeiro. Trabalhou como assistente do ateliê de gravura do SESC da Tijuca e frequentou os ateliês de gravura e pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Diplomou-se em ‘MDA-Métier d’Art’ em gravura na ‘École Supérieur Estienne’, em Paris, França. Foi professor de gravura no ateliê do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1993 a 1997), trabalhou como impressor para Fayga Ostrower, Marília Rodrigues, sociedade dos amigos do Museu Castro Maia, entre outros. Fez curadoria de exposições para a Aliança Francesa de Brasília e para o Centro Cultural Brasil México na Cidade do México, entre elas "A Gravura Brasileira Contemporânea", no Museu de Arte de Ciudad Juarez, IAGO, Instituto de Artes Gráficas de Oaxaca e Fundación Sebastien na Cidade do México. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiado no Rio de Janeiro (1986); Belém, Pará (1990); Curitiba, PR (1991); Paris, França (2001). ITAU CULTURAL; www.dioviana.net; www.cantogravura.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com; www.ccbeu.com.br.



275 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 40 x 20 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



276 - ANITA HARTMANN (XX)

Figuras - linóleo gravura - 4/1 - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1997 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista nascida em Marburg, Alemanha. Começou a pintar aos treze anos e, aos vinte anos, realizou uma extensa viagem pela Índia, Nepal, Tailândia, Jordânia, Israel, sul da Europa e oeste da África. Em 1982 chegou ao Suriname e lá, morou e trabalhou até 1991. Retornou à Alemanha e prosseguiu com os estudos de arte em Tuebingen e Frankfurt. Voltou ao Suriname três anos depois e, em 2011, mudou-se para Amsterdam onde vive e trabalha, viajando, ocasionalmente, para a Índia. Desde 1983 vem realizando exposições individuais no Suriname, Alemanha e participado de mostras coletivas nos Estados Unidos, Alemanha, Suriname, Holanda, Caribe. Expôs também no Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - em Washington, DC. www.anitahartmann.nl.



277 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Paisagem - serigrafia - P. A. - 21 x 16 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



278 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Trecho do cais" - água forte original - 17 x 21 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



279 - EMERIC MARCIER (1916 - 1990)

Paisagem - técnica mista - 41 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor romeno, nascido em Cluj. Cursou a Academia Brera, de Milão, atraído pela pintura pré-renascentista italiana. Após breve passagem por Paris, imigrou para o Brasil, onde realizou sua primeira individual em 1940 (Salão dos Artistas Brasileiros-RJ), seguindo-se outras em 1942 e 1944, ambas também na cidade do Rio de Janeiro. Marcier foi um pintor tradicional e renovador ao mesmo tempo. Emprestou sentimento à sua obra, aos seus personagens sacros. Participou de duas Bienais em São Paulo, uma no México e diversas coletivas na Europa, inclusive a Bienal de Arte Sacra de Salzburg, Áustria. TEIXEIRA LEITE, pág. 307/308/309; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 207; PONTUAL, pág. 335; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



280 - FERNAND LEGER (1881 - 1955)

Composição - serigrafia - E. A. - 72 x 49 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu em Argentam, perto de Paris, em 1881. Era filho de camponeses. Em Paris, a partir de 1900, cursou a Escola de Artes Decorativas e a Escola de Belas Artes. Recebeu influência das pinceladas geométricas de Cézanne e, posteriormente, das descobertas de Matisse. Em 1908 conheceu os cubistas e em 1910 pintou Nus na Floresta. Foi para o fronte na primeira Guerra Mundial. A partir de 1917, sua obra apresenta locomotivas e engrenagens, mostrando aspectos do mundo industrializado. Seus personagens adquirem, também, mecanizações, não possuindo humanidade. Recebeu Tarsilla do Amaral em seu ateliê entre 1923-1924, tendo sido marcante sua influência na formação da artista e do próprio Modernismo Brasileiro, na questão do progresso industrial. Na década seguinte, pintou murais, liberou formas e cores, tornando-se um pintor mais abstrato. Durante a Segunda Guerra, refugiou-se nos Estados Unidos. Voltou à França em 1945 onde, além de mosaicos e vitrais para igrejas, trabalhou em decoração e desenhou figurinos de balê. Morreu em 1955, em Gif-sur-Yvette, na França. JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 569



281 - EDUARDO CAMÕES (1955)

"Forte da Barra Grande em 1895" - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Complemento de título: "Forte da Barra Grande em 1895. Tem esse aspecto desde 1830, quando foi ampliado."

Pintor, desenhista e gravador, sendo que, a partir de 1970, dedicou-se exclusivamente a pintura a óleo. Em 1973 excursionou pelos Estados Unidos, participando de exposições individuais e coletivas. Expôs também no Japão e em várias cidades brasileiras. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 198.



282 - SYLVIA MARTINS (1954)

Flores - óleo sobre tela - 91 x 72 cm - canto superior esquerdo - 1980 -
Com etiqueta do ateliê da artista, no dorso. -

Pintora nascida em Bagé, RS. Graduou-se em Comunicação Visual no Rio de Janeiro e, em 1979, mudou-se para Nova York para estudar na Escola de Artes Visuais com Richard Pousette-Dart. Expôs individualmente em: Venice, CA - EUA (1987); Porto Alegre, RS (1988); Fukuoka, Japão (1992); Londres, Inglaterra (1995); Nova York, EUA (1990 a 1992, 2001, 2006, 2009); Los Angeles, EUA (1998,1989); Miami, EUA (2007); São Paulo (2008, 2013); Salvador, BA (2004); Rio de Janeiro (1988, 1995, 1997, 2001, 2002, 2004, 2008, 2010). Participou de muitas mostras coletivas nos EUA, no Brasil e na Europa. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 11, PÁG. 202; sylviamartins.com.



283 - FORTUNA (1931 - 1994)

Passeio - desenho a nanquim - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Desenhista de humor, Reginaldo José Azevedo Fortuna nasceu em São Luís, MA. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1948 e iniciou colaboração nas revistas infantis: Sesinho, Vida Infantil e Tico-tico. Mais tarde passou a publicar seus trabalhos na Revista da Semana, A Cigarra, Pif-Paf, Senhor e no jornal Correio da Manhã com a história em quadrinhos O Manequinho. Dirigiu a equipe editorial da Enciclopédia Barsa e, em 1969, integrou o grupo de fundadores do jornal O Pasquim. Mudou-se para São Paulo em 1975 onde trabalhou com Tarso de Castro, na Folha de São Paulo. Expôs em Chartres, França (1975, 1976); Gabrovo, Bulgária (1977); Bordighera, Itália (1957) onde foi premiado. Publicou dois livros: ‘Seis Desenhistas de Humor’ (1962) junto com Hildo, Ziraldo, Claudius, Borjalo e Jaguar e ‘Hay Gobierno ?’ com Claudius e Jaguar. MEC VOL. 2, PÁG. 187; PONTUAL PÁG. 221; ITAU CULTURAL.



284 - EUGENIO ZAMPIGHI (1859 - 1944)

Casal - óleo sobre tela - 54 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Inspirado pelas cenas de gênero domésticas, raramente participava de exposições porque preferia trabalhar por encomenda. Ensinou na Academia de Modena. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1156



285 - GIUSEPPE SCAPINELLI (1911 - 1982)

Casal - escultura em cerâmica vitrificada - 24 x 23 x 17 cm - assinado -

Arquiteto, ceramista e pintor nascido em Modena, Itália, onde foi professor de arquitetura. Em 1950, já em São Paulo, seus negócios compreendiam duas fábricas - móveis e tapetes - e outras duas lojas. Uma das lojas era seu ateliê e também local de reunião de um grupo de artistas vindos da Europa. Nos anos 1950, assinou uma coluna na revista Casa e Jardim, dedicada à divulgação das ideias sobre decoração de interiores. Permaneceu no anonimato durante muitos anos, já que a primeira aparição de uma peça sua em exposição, aconteceu somente em 2010, no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. www.artprice.com; blogadvintage.wordpress.com/2013/10/14/os-moveis-de-giuseppe-scapinelli; arquivovivomoveis.com.br; www.bemodern.net.



286 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Rochedos - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 - Cabo Frio - RJ -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



287 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



288 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Mãe e filho - serigrafia - 60/400 - 62 x 53 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzida no site: https://peregrinacultural.wordpress.com /a-figura-da-mae-na-arte-brasileira-consideracoes-sobre-o-tema/. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



289 - GREGORY FINK (1946)

Figuras egípcias - técnica mista - 75 x 60 cm - canto inferior direito - 1974 -

Natural de Londres, Inglaterra (6/9/1946). Pintor, desenhista e gravador ativo em São Paulo, com diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 12 , pág. 159



290 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



291 - HIROO KABE (1938)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de André Galeria de Arte - Alameda Jaú, São Paulo - SP. -

Pintor nascido em Guma - Honshu, Japão. Em São Paulo realizou exposição individual (1981) e participou de mostras oficiais (1987, 1988). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 505.



292 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Cavalhada - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



293 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Festa - desenho a nanquim - 26 x 63 cm - canto inferior direito - 1963 -
A. F. Silva. -



294 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Composição - gravura - H. C. - 48 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



295 - LIVROS


1) "MARIA LEONTINA: PINTURA SUSSURO". TEXTOS PAULO VENÂNCIO FILHO. SÃO PAULO: ARAUCO EDITORA, 2008. 2) "CELEIDA TOSTES". RAQUEL SILVA E MARCOS DE LONTRA COSTA. RIO DE JANEIRO: MEMÓRIA VISUAL, 2014. 3) "ANNA LETYCIA". ÂNGELA ÂNCORA DA LUZ. SÃO PAULO: EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1998. 4) "CRISTINA SÁ". CATÁLOGO. SÃO PAULO: PAULO DARZÉ GALERIA, 2012. 5) "ROSILENE LUDOVICO: VIRÁ QUE EU VI: SEE IT COOMING". NÜRNBERG: VERLAG FÜR MODERNE KUNST, 2006.



296 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Imagem bíblica - serigrafia - 1455/1800 - 46 x 34 cm - não assinado -
Tiragem póstuma marcada com assinatura em relevo seco. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



297 - HEINZ LEINFELLNER (1911 - 1974)

Modelo - desenho a lápis - 54 x 36 cm - canto inferior direito - 10/04/59 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, desenhista, ceramista e professor nascido em Steinbruck, Styrie - Áustria. Frequentou a escola de Artes e Ofícios em Graz e a Escola de Belas Artes de Viena (1932-1933) onde foi aluno de Anton Hanak. Foi assistente de Wotruba (1947-1951), professor na escola de Artes Aplicadas de Viena (1959) e membro fundador da ‘Art Club International’ de Viena. Com esse grupo participou de muitas exposições pela Áustria e no exterior. Também participou da Bienal de Veneza (1954); da Bienal Internacional de São Paulo (1956); da exposição internacional de esculturas de Anvers - Middelheim (1959) e da Documenta de Kassel (1959). BENEZIT VOL. 6, PÁG. 553; www.ledelarge.fr; web.artprice.com.



299 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

No bar - óleo sobre madeira - 44 x 58 cm - canto superior direito - 1962 - Rio de Janeiro -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



300 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 - São Paulo -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



301 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Autorretrato - desenho a nanquim - 38 x 28 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



302 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 271.214" - técnica mista - 64 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



303 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - São Paulo - Brasil -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



304 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Rosto - desenho a nanquim - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 12/03/1944 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



305 - JOÃO, FILHO DO LOUCO (XX)

"Iemanjá" - escultura em madeira - 27 x 6 x 4 cm - assinado -

Escultor nascido em Cachoeira - Bahia. João Silva, chamado de João Filho do Louco, é um dos nove filhos do escultor Boaventura da Silva Filho, conhecido como Louco (1929-1992) de quem herdou o talento e o apelido. www.oreinadodalua.com.br; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



306 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Azulejos da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima - impressão sobre azulejo -
Seis azulejos medindo 15 x 15 centímetros cada, emoldurados juntos. -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



307 - CLAUDIO FACCIOLI (1955)

"Figura picassiana" - acrílico sobre eucatex - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2010 -

Sua formação artística, na década de 1970, foi no Instituto de Belas Artes, atual Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, e formou-se em Publicidade e Propaganda, em 1980. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1991, 1994, 1998, 2000); Niterói, RJ (1986); Nova Friburgo, RJ (1986). Coletivas: Rio de Janeiro (1988, 1989, 1995 a 1997); Volta Redonda, RJ (1994); São Paulo (1996). Prêmios: Volta Redonda, RJ (1994); Rio de Janeiro (1997). JULIO LOUZADA VOL.10, PÁG. 327; VOL.13, PÁG. 125.



308 - TSUGUHARU FOUJITA (1886 - 1968)

Figura - litografia - 45/50 - 34 x 25 cm - canto inferior direito -
Litografia da mesma série reproduzida sob o número 7 em catálogo de leilão de 17 de junho de 2003 da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor modernista japonês que se naturalizou francês e se converteu ao catolicismo. Viveu no Rio de Janeiro durante o ano de 1931 e o início de 1932, curto período durante o qual entrou em contato com artistas e poetas modernistas do período, expôs no Palace Hotel no Rio de Janeiro e, em São Paulo, no espaço expositivo à praça Ramos de Azevedo. Coletivas a partir de 1930 em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. ITAÚ CULTURAL.



309 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Quintal - óleo sobre cartão - 26 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



310 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1966 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



311 - ROSA BONHEUR (1822 - 1899)

Cão de caça - aquarela - 38 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Rose Marie Rosalie Bonheur, nasceu em Bordeaux e faleceu em Melun. ambas na França. Pintora e escultora, teve em seu pai o primeiro professor. Estudou com Cogniet, sofrendo influências de Lamennais e George Sand. Sua primeira exposição aconteceu em 1841, no Salão de Paris. A esta seguiram-se outras nos anos de 1843 e 1853, sendo que nesta última ela conseguiu tornar-se famosa através da popularização pela gravura de seu quadro Le Marché Aux Chevaux. Mulher ativa e de temperamento inquieto, não dedicou sua vida somente às artes. Foi também Cavaleiro da Legião de Honra em 1865 e Oficial em 1894, além de ser Comandante da Ordem de Isabel, a Católica. Foi grande amiga da Rainha Vitória e por isso aceita por toda a aristocracia inglesa, que passou a admirar as cores impressionistas de suas obras. O MNBA-RJ possui alguns de seus trabalhos. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 46 , BÉNÉZIT vol. 2 págs. 149 e 159 e ARTPRICE 2000 pág. 261



312 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre papel colado em eucatex - 29 x 41 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



313 - NEUTON FREITAS DE ANDRADE (1938)

Caçando rãs - acrílico sobre tela - 79 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 - Osasco -
No estado. -

Nasceu em Timburi, SP, a 7 de abril. Foi lavrador na colheita de café e algodão. Mudou-se para São Paulo em 1958, dedicando-se à pintura a partir de 1959. Trata-se de pintor espontâneo, de técnica rudimentar, tratando de modo ingênuo, os temas caipiras. Seu currículo inclui uma extensa de participações em coletivas nacionais e internacionais, com sucesso de crítica e público. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 65



314 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Flores - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



315 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 18 x 7 x 9 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



316 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Nú - desenho a carvão - 61 x 45 cm - lado direito - Abril de 1916 -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



317 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 67/150 - 35 x 78 cm - canto inferior direito - 2004 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



318 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Candomblé" - serigrafia - 100/200 - 40 x 57 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



319 - PASCOALINO VACCARI (1894 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 23 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor que participou de diversas exposições e Salões oficiais como: Rio de Janeiro (1924 - Salão da Primavera no Liceu de Artes e Ofícios; 1925 e 1933 - Exposição Geral de Belas Artes na Escola Nacional de Belas Artes). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 1011; MEC VOL.4, PÁG. 439; ITAU CULTURAL.



320 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)
RETIRADO

Sambistas - desenho a nanquim - 12 x 9 cm - canto inferior direito -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



321 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Profeta - guache - 27 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



322 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua da Imperatriz" - litografia - 127/600 - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



323 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1940 -
No estado.-

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



324 - ESCOLA INDONÉSIA, SÉC. XX

Moça javanesa - óleo sobre tela - 58 x 43 cm - canto inferior esquerdo -
Ivan. Local: Bali. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



325 - FLORIAN RAISS (1955)

Figura e nu - vaso em cerâmica pintado - 27 x 18 x 12 cm - assinado - 2002 -

Escultor, desenhista, pintor e gravador nascido no Rio de Janeiro. Estudou na Academia de Belas Artes de Florença, Itália (1973-1974); na Academia de Belas Artes de Roma, Itália (1974-1975); na Academia de San Carlos, Universidade Nacional Autônoma do México (1975-1977) onde estudou desenho com Gilberto Aceves Navarro. Realizou exposições individuais em São Paulo (1984, 1986, 1990, 1991, 1994, 2000, 2002, 2003, 2005, 2006, 2009); no Rio de Janeiro (1985); Lisboa, Portugal (2005). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil, Venezuela, Estados Unidos e Europa. ITAU CULTURAL; www.florianraiss.com.br; www.artprice.com.



326 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Portão - óleo sobre tela - 72 x 53 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



327 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Fugacidade II" - gravura em técnica mista - Prova única - 48 x 79 cm - lado direito -
Complemento de técnica: gravuras em metal, máscara e "chine collé". -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



328 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



329 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Payzage com nuvem e pedra" - aquarela - 36 x 51 cm - canto superior direito - 1972 -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



330 - ANTONIO FERRIGNO (1863 - 1940)

Hora do chá - óleo sobre tela - 56 x 38 cm - canto inferior direito e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Representou com maestria a chamada Escola de Amalfi. Estudou com Di Chirico e Morelli. Expôs em 1882 em Nápoles, imigrando para o Brasil em 1892, permanecendo em São Paulo até 05, quando retornou à Itália e fixou residência definitivamente em Salerno. No Brasil executou paisagens e marinhas, utilizando de técnica pictórica empastada e de um colorido cheio de vivacidade. Várias obras suas ficaram no Brasil, em importantes coleções particulares. ANTONIO FERRIGNO; BENEZIT, vol. 4, pág. 343; ANUAL ART SALES INDEX/82, vol.1, pág. 383; TEODORO BRAGA, pág. 94; MEC, vol. 2, pág. 156; LAUDELINO FREIRE, págs. 381 e 389; REIS JÚNIOR, pág. 365; PONTUAL, pág. 212. TEIXEIRA LEITE, pág. 192; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 535, RUTH TARASANTCHI.



331 - GIUSEPPE PALINSKY (XX)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 9, PÁG. 647.



332 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

Pão de Açúcar visto de Niterói - óleo sobre tela - 44 x 68 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



333 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Músico - guache - 24 x 18 cm - canto inferior direito -
Alzir Sidney. Data: 1958. -



334 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Cangaceiro - xilogravura - 31 x 25 cm - centro superior - 1965 -
Cartaz manuscrito de exposição do autor na Galeria Macunaíma - Diretório da ENBA - Rua Araújo Porto Alegre esquina Rua México de 9/11 a 18/11/1965. -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



335 - PEDRO PINKALSKY (1942)

Composição - escultura em pedra - 48 x 22 x 17 cm - assinado - 1987 -

Escultor, arquiteto e professor nascido em São Paulo, onde se formou em arquitetura pela Universidade Mackenzie (1969) e teve aulas com o escultor Lazio Zinner (1964, 1965) e com Décio Pignatari (1968). Assina Pinkalsky. Participou de inúmeras exposições coletivas tanto no Brasil como no exterior e, entre as mostras individuais, destacam-se as realizadas em: Belo Horizonte, MG (1975, 1976, 1977); São Paulo (1976, 1977, 1982, 1986, 1993, 1994, 2000, 2001). Foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1974, 1977); Embu, SP (1975); São Bernardo, SP (1975); São Caetano, SP (1975); Salvador, BA (1978); São José dos Campos, SP (1979); São Paulo (1981); Curitiba, PR (1981); Piracicaba, SP (1981); Novo Hamburgo, RS (1981); Rio Claro, SP (1981, 1982). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 400; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 560; www.al.sp.gov.br.



336 - GEORGE GROSZ (1893 - 1959)

Soldado - desenho a nanquim - 14 x 11 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, caricaturista, ilustrador, professor e escritor. Georg, depois George - nasceu e faleceu em Berlim, Alemanha. Com dezesseis anos se inscreveu na Academia de Belas Artes de Dresden (1909-1911), na Escola de Artes Decorativas de Berlim (1912-1914) onde foi aluno de Bruno Paul e Orlik e no Atelier Colarossi (1913) em Paris. Depois de ter servido na I Guerra (1914-1915) voltou para Berlim onde fez desenhos e pinturas atacando a corrupção social dos alemães. Participou ativamente do movimento ‘Dada’ em Berlim e colaborou com John Heartfield e Raoul Hausmann na invenção da fotomontagem. Sua primeira exposição foi em Munique em 1920 e muitos de seus desenhos de cunho acusatório foram publicados em álbuns como: ‘Gott mit uns’, ‘Ecce Homo’, ‘Der Spiesser-Spiegel’ e outros. Em 1932, como professor , foi para os Estados Unidos lecionar no’ Art Students League’ - Nova York onde se naturalizou e permaneceu até 1955. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 236; www.moma.org; www.tate.org.uk; www.museothyssen.org; www.nationalgalleries.org; artprice.com; artnet.com.



337 - SONIA GUERRA (1941)

Anjo - técnica mista sobre tela colada em eucatex - 84 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora, Sonia Margarida Guerra Cardoso nasceu no Rio de Janeiro. Assina Guerra. Cursou pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ (1981), em 1982 participou do grupo de pintura da Sociedade Brasileira de Belas Artes e foi aluna de José Maria de Almeida, Finatti e de Héris Vitória Guimarães (1987). Especializou-se em restauração na UFBA (1987). Realizou exposição individual em Brasília, DF em 1993 e 1996. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e Exterior e foi premiada em: Petrópolis, RJ (1976); Rio de Janeiro (1977, 1984, 1985, 1987, 1989, 1990, 1992); San José, Uruguai (1982); Brasília, DF (1992, 1993, 1996). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 9; PÁG. 389; VOL. 10, PÁG. 401.



338 - LUIZ GAGLIASTRI (1953)

Homem e pássaro - escultura em alumínio e bronze - 30 x 17 x 15 cm - assinado -

Escultor e pintor nascido em Curitiba, PR. Residiu no exterior por nove anos e, de volta ao Brasil, instalou a primeira Fundição de Esculturas do Paraná. É membro do Centro Internacional de Escultores com sede em Washington, EUA. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais pelo Brasil, Estados Unidos, Argentina, Venezuela, Paraguai, Israel. Foi premiado em São Paulo (1980); Belo Horizonte, MG (1981, 2000). Possui obras nos museus: Museu de Arte de São Paulo - SP, Museu de Arte de Ourinhos - SP, Museu de Arte de São José do Rio Preto - SP e Museu de Arte de Israel, Jerusalém - Israel. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 13, PÁG. 143.



339 - LISE FORELL (1924)

No mangue - litografia - 1/30 - 40 x 57 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida em Brno, país atualmente conhecido como República Tcheca. Iniciou seus estudos artísticos, em sua terra natal, com o pintor Gustavo Bohn. Quando iniciou a I Guerra Mundial emigrou com a família para a Bélgica onde cursou a Academia de Belas Artes de Antuérpia. Depois de ter passado alguns meses no Campo de Concentração Sidi El Aiashi, Marrocos, veio para o Brasil em 1941. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, Israel e participou de diversas mostras e Salões oficiais. liseforell.blogspot.com.br; www.al.sp.gov.br/noticia.



340 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Barbante" - escultura em técnica mista - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



341 - HORTENSE DURY-VASSELON (1860 - 1924)

Flores - óleo sobre tela - 78 x 132 cm - centro inferior - 1890 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora da Escola Francesa que nasceu em Paris. Foi aluna de Vollon. Pertenceu à Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1887 e figurou em seus Salões recebendo uma Menção Honrosa em 1898. Suas obras têm sido comercializadas em leilões de todo o mundo. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 65; www.artprice.com; www.christies.com.



342 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Menina - aquarela - 19 x 11 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta n° 0384 de Renot Galeria de Arte - São Paulo, SP, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



343 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Figuras - xilogravura - 17 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



344 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Flores, vasos e garrafas - aquarela - 43 x 31 cm - canto inferior direito - 1974 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



345 - LIVROS


1) "DANIEL SENISE: ELA QUE NÃO ESTÁ". TEXTOS DE IVO MESQUITA, DAWN ADES E GABRIEL PÉREZ-BARREIRO. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 1998. 2) "DANIEL SENISE". CATÁLOGO. TEXTO DE ADRIANO PEDROSA. RIO DE JANEIRO: THOMAS COHN ARTE CONTEMPORÂNEA: PAÇO IMPERIAL, 1994. 3) "DANIEL SENISE". CATÁLOGO. TEXTO DE ADRIANO PEDROSA. SÃO PAULO: RIO DE JANEIRO: GALERIA COHN EDELSTEIN, 1997. 4) "DANIEL SENISE". TEXTO DE MOACIR DOS ANJOS. RECIFE: MUSEU DE ARTE MODERNA ALOÍSIO MAGALHÃES, 2005. 5) "DANIEL SENISE: 34-01 38 AVE, LIC, S. R. 34, RJ, W.L. 140, RJ". CATÁLOGO. SÃO PAULO: PAULO DARZÉ GALERIA DE ARTE, 2008/2009. 6) "DANIEL SENISE". CATÁLOGO. SÃO PAULO: GALERIA BRITO CIMINO, 2001. 7) "PAULO PASTA: A PINTURA É QUE É ISTO". TADEU CHIARELLI, CAUÊ ALVES. PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2013. 8) "PAULO PASTA: PINTURAS E DESENHOS". CATÁLOGO SÃO PAULO: GALERIA MILLAN, 2007. 9) "CRISTINA CANALE". FERNANDO COCCHIARALE. RIO DE JANEIRO: BERLÉU EDIÇÕES. 10) "DIAS & RIEDWEG. CATÁLOGO. RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, 2002. 11) "SAINT CLAIR CEMIN". CÁTALOGO. RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL LIGHT, 1997. 12) "ALEXANDRE MAZZA". CATÁLOGO. DE BERNARDO MOSQUEIRA. RIO DE JANEIRO: GALERIA LUCIANA CARAVELLO ARTE CONTEMPORÂNEA. 13) "GULHERME SECCHIN: TERRA". CATÁLOGO. RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL CORREIOS, 2005. 14) "FERNANDO VELÁZQUEZ". CATÁLOGO. SÃO PAULO: GALERIA ZIPPER.



346 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



347 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O passeio - aquarela - 27 x 17 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



348 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Antropofagia - serigrafia - P. A. - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



349 - IZRAEL SZAJNBRUM (1924)

Paisagem - óleo sobre madeira - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1953 -

Natural da Polônia, o autor é arquiteto e pintor. Assina Brum e I. Szajnbrum. Veio para o Brasil em 1937, ficando-se no Rio de Janeiro, onde formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional. Fez estudos de pintura com Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Participou do SNBA, da I BSP e dos SNAM entre 1954 e 1958. PONTUAL, pág. 508; JULIO LOUZADA, vol. 4 , pág. 1071



350 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

"Est. mural Bco Alagoas" - óleo sobre tela - 100 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -
Reproduzido no convite deste leilão. "Estudo mural Banco Alagoas" no canto inferior direito e "Estudo II" no dorso. -

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



351 - MARIUS HONORÉ BÉRARD (1896 - 1967)

Composição - litografia - H. C. - 36 x 27 cm - canto inferior direito - 1951 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Salindres, França. Estudou em Alès. Realizou exposições em Cannes, Paris, Boulogne-sur-mer e, a partir de 1950, na América do Sul. Em 1946 tornou-se membro do comitê do Salão das Realidades Novas, na França. Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo; das exposições ‘A França no MAC’ (2009) e ‘Abstracionismo’ (2007) no Museu de Arte Contemporânea – SP. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 640; www.centrepompidou.fr; www.macvirtual.usp.br; www.artprice.com; www.artfacts.net; www.arcadja.com.



352 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



353 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Passeando - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito ilegível -



354 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 14 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



355 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Torso - escultura em bronze - 33 x 17 x 8 cm - assinado -
Com selo de Zani Fundição Artística, Rio de Janeiro - Brasil. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



356 - CELMO RODRIGUES (1928)

Palhaço - óleo sobre madeira - 30 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -
Com dedicatória. -

Pintor nascido em Niterói -RJ, foi aluno de Bráulio Poiava, um dos fundadores do Núcleo Bernardelli ( 1931 a 1942 ) Expositor no Salão Nacional de Belas Artes, premiado nos anos de 1968 e 1972. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 832.



357 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - guache - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



358 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 81/200 - 25 x 35 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



359 - JAIR GLASS (1948)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 24 cm - centro superior - 1979 -

Pintor e desenhista natural de São Paulo-SP. Estudou desenho e plástica na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Expõe individualmente desde 1977 e coletivamente a partir de 1973. JULIO LOUZADA vol. 3 pág. 461; ITAU CULTURAL.



360 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Full party" - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 10 de Abril de 2002. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



361 - JOÃO MARIA DOS SANTOS (1910 - 1988)

Casal ao luar - óleo sobre eucatex - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, cenógrafo e decorador, nasceu em Paris, França. Filho do jornalista e historiador José Maria dos Santos, realizou seus estudos na Escola de Belas Artes e na Escola Nacional de Artes Decorativas, ambas em Paris. Expôs no Salão de Arte Moderna, onde conquistou Medalha de Bronze (1947) e na Bienal de São Paulo (1951 e 1955). Em Paris figurou no Salon d´Automne e no Salon de L´Union des Artistes Modernes. Conquistou também diversos premios como cenógrafo. Executou murais nos Hotéis Jaraguá-SP e Nacional-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 876



362 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figura - aquarela - 40 x 29 cm - canto inferior direito - 1965 -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



363 - WALTRAUD HEINS (1938)

Meninas do campo de corações - litografia off set - 51 x 40 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com dedicatória. -

Pintora autodidata nascida em Eberswalde, Alemanha. Casou-se com um piloto brasileiro de corrida de carro e veio morar no Brasil em 1964. Exposições individuais: Galeria Melisa, Lausanne, Suíça (1971); Galeria Cavour, Milão, Itália (1971); Galeria Jacques Ardies, São Paulo, Brasil (1980). Participou também das seguintes mostras coletivas: Couturier Gallery, Connecticut, EUA (1968); Instituto Alemão dos Assuntos Internacionais, Stuttgart, Alemanha (1970); "Bilder aus Brazilien" Galerie Holtzinger - Munique - Alemanha (1971); Zimmer Galerie, Dusseldorf, Alemanha (1972). www.newspapers.com.



364 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 10 x 15 cm - canto inferior direito - 1961 -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



365 - INOS CORRADIN (1929)

"Menina com trança" - escultura em terracota - 42 x 28 x 21 cm - assinado - 2014 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



366 - EURIDYCE BRESSANI (1906 - 1992)

Adoração - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -
No estado. -

Desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5/11/1906. Autodidata, começou a desenhar em 1957, depois de aposentada, pois segundo ela o desenho lhe fazia companhia. Evoca cenas e tipos de sua infância. Em 1961 foi premiada pela melhor ilustração de livros obtida com o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Ilustrou diversos outros importantes livros de autores nacionais. Possui obras em vários museus, como MAM-RJ e MAM-Bahia. Julio Louzada lista as diversas e importantes exposições de que participou. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 377



367 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Colheita - desenho a nanquim - 19 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



368 - OTO MARQUES (1916)

"Largo do Chafariz em 1915" - desenho a nanquim - 35 x 53 cm - canto inferior direito - 1973 - Cidade de Goiás -

OTO MARQUES (1916) Pintor, desenhista, gravador, ceramista, ilustrador, professor e escritor nascido em Goiás, GO. Oto Outurino Marques foi autodidata. Assina O. Marques. Viveu no Rio de Janeiro (1934) e colaborou nas ilustrações da revista ‘Vida Doméstica’. Foi revisor do jornal ‘O Estado de São Paulo’ em São Paulo (1937). Em 1943 voltou para Goiás. Realizou exposições individuais em Goiânia, GO (1967, 1975) e participou de mostras coletivas em: Goiânia, GO (1946, 1947, 1974); Goiás, GO (1970, 1975). MEC VOL. 3, PÁG. 75; JULIO LOUSADA VOL. 10, PÁG. 558.



369 - LUIZ VERRI (1912 - 1990)

Flores - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - canto inferior direito - 1984 -

Natural de Pirassununga - SP, cursou a partir de 1932 a Escola de Belas Artes de São Paulo, travou amizade com Francisco Rebolo, Volpi, Penacchi , Zanini e todos os demais integrantes do histórico grupo Santa Helena. Participou de diversas coletivas a partir de 1945, inclusive do SNBA - RJ, em 1954 e 1958 recebendo medalhas de bronze e de prata, respectivamente. Sua pincelada impetuosa, traz emoção e arrojo. Uma pintura exprecionista. MEC, vol. 4, pág. 470; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 1033; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



370 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Julho de 1979 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com carimbo do ateliê n° 071/79. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



371 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Diamantina" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Com etiqueta de exposição realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, no dorso. -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



372 - JURANDYR VALENÇA (1969)

"Grafema 23" - letraset - 23 x 31 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista plástico, curador independente e jornalista que nasceu em Maceió, Alagoas. Morou e trabalhou com a escritora e poeta Hilda Hilst entre 1991 e 1994. Atualmente é radicado em Capinas, SP. Desenvolve trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 55 exposições, entre individuais e coletivas, nas quais recebeu três prêmios aquisições; realizou curadorias e foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Colabora para as revistas Bamboo, Dasartes e Mag! escrevendo sobre artes, arquitetura e design. Foi coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, entre 2007 e 2010, e atualmente é redator do Mapa das Artes São Paulo e diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst. Itaú Cultural; www.hildahilst.com.br/site; www.artfacts.net.



373 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Natureza morta - acrílico sobre cartão - d = 38 cm - centro inferior -
Ex coleção Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva, São Paulo - SP. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



374 - ANTENOR FINATTI (1923)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Natural de Pinhal, SP. Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Armando Viana, no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou. Participou, com premiação, do SNBA (1961, 1962, 1966 e 1968), além de diversos outros certames de igual importância, com destaque e reconhecidas críticas. JULIO LOUZADA vol.11, pág.112; PONTUAL, pág. 215; MEC. VOL.2 pág. 177; Acervo FIEO.



375 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Cristo - escultura em madeira - 47 x 16 x 18 cm - assinado - 16/03/1979 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



376 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 19/100 - 60 x 78 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



377 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Pavão misterioso - têmpera sobre tela - 60 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



378 - RENOT (1932)

"Figuras no carnaval" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto superior direito e dorso - 2015 -
O artista realiza a exposição "Renot - Luz dos Trópicos", na Galeria Canvas - Av. Europa, 715, São Paulo - SP, de 6 a 17 de abril de 2015. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



379 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

Casario - aquarela - 23 x 32 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



380 - YAYNHA PEREIRA GOMES (1897 - XX)

Paisagem - óleo sobre cartão - 25 x 33 cm - canto inferior direito - 1936 -

Artista plástica e escritora nascida em São Luiz Gonzaga, RS. Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes em São Paulo (1934, 1935, 1937, 1938, 1939, 1949, 1942, 1943) onde recebeu Menção Honrosa (1934) e Medalha de Bronze (1938). MEC VOL. 2, PÁG. 274; www.cangucuemfoco.com.br.



381 - SOPHIA TASSINARI (1927 - 2005)

Colheita - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 14/11/1988 -

Pintora, ceramista e joalheira, esta artista paulistana iniciou seu estudos com Teodoro Braga. Posteriormente teve como companheiros de aula Annita Malfatti e Mario de Andrade. Sua obra é nostálgica, transposta líricamente para as fachadas barrocas, vielas, igrejas e ruínas de cidades históricas brasileiras. JULIO LOUZADA, vol.9, pág. 843; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644, Acervo FIEO.



382 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Sanfoneiros" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 13 de Maio de 2014. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



383 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 40/100 - 55 x 73 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



384 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

Bem-te-vi - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1982 - Rio de janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



385 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 47 x 62 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



386 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Tonais de verde e violeta" - desenho a lápis de cor - 19 x 13 cm - canto inferior direito - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



387 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Caixa do amor - serigrafia - 17/100 - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



388 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Paisagem - óleo sobre cartão - 16 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



389 - LIGIA DE FRANCHESCHI (XX)

Figuras - técnica mista - 36 x 36 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora com diversas participações em Salões e mostras oficiais. Em 1974 teve trabalhos publicados pela ‘Gazette des Beaux-Arts’, em Paris, França. ITAU CULTURAL; www.pinacoteca.org.br.



390 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 17 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



391 - ARTUR BÁRRIO (1945)

"Necessário lutar para vencer" - serigrafia - 43 x 58 cm - canto inferior direito - 1968 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



392 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 88/100 - 49 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



393 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - serigrafia - P. A. - 46 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



394 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Marinha - óleo sobre tela - 14 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



395 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Assando o peixe - desenho a nanquim e lápis - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



396 - GILDEMBERG (1932)

Capoeiristas - óleo sobre eucatex - 15 x 21 cm - canto inferior direito - 1971 -

Batizado Gildemberg Oliveira Brandão, nasceu em Itabuna, Bahia. Realiza sua primeira individual quatro anos apenas após iniciar-se na pintura. Experiência que se repetirá por outros três anos com sucesso de critica e de público. Inimá de Paula comenta a obra do artista: "Ele é um artista honesto. (...) trata os temas com muita propriedade, riqueza de movimentos e poesia, sabe tratar o assunto com simplicidade , variedade e unidade". JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 445



397 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Bode - desenho a lápis - 16 x 21 cm - canto inferior direito - 1971 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



398 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Figura - desenho a nanquim - 27 x 21 cm - canto inferior direito - 1969 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



399 - INOS CORRADIN (1929)

Menino - serigrafia - PA - 44 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



400 - RAMIRO PETRELLY (XX)

Rosácea - acrílico sobre tela - 64 x 64 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor datado de 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



401 - ENZO FERRARA (1984)

Lampião e Maria Bonita - acrílico sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 2013 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



402 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Paisagem - óleo sobre madeira - 30 x 16 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



403 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Auto retrato" - óleo sobre eucatex - 22 x 16 cm - canto superior direito - 1980 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



404 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Justaposição XXXIV" - serigrafia - 1/10 - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



405 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira - óleo sobre tela colada em cartão - 19 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
... Ciardi. -



406 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

"Mulheres de pescadores" - litografia com transferência escaneada - 119/120 - 42 x 69 cm - canto inferior direito - 1999 -
Com certificado de autenticidade datado de Maio de 1999 de Glatt & Ymagos, no dorso. -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



407 - MANOEL PACHECO (XX - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor e desenhista com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 248



408 - MARLENE GODOY (1934)

"Oferenda para Nanã" - óleo sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -
Série oferendas. -

Pintora, desenhista e professora, Marlene Maria Godoy Barreiros nasceu em Coimbra, MG. Assina M. Godoy e Marlene Godoy. Residiu no Rio de Janeiro de 1960 a 1966 onde iniciou sua formação artística (1960-1961) com Carlos Oswald, Armando Vianna, Rodolfo Chambelland, Carlos Chambelland, Caterina Baratelli (1962) e na Academia Municipal de Belas Artes de Berlim, Alemanha (1967), sob orientação de Hann Trier e Mebithz. De volta ao Brasil (1968) realizou pesquisa com Sérgio Campos Mello, MAM - RJ. Na década de 70, para pesquisas de arte, viajou pela África, Europa e América Latina. Em 1977 fixou residência em Brasília, DF. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro, em 1964. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 468; VOL. 5, PÁG. 440; VOL. 6, PÁG. 451, VOL. 12, PÁG. 180.



409 - MITSUHARU OCHI (1934)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado. -

Nasceu em Miyoshi (Ehime), Japão, no dia 22 de outubro de 1934. Em 1955 inicia estudos no setor do abstracionismo informal. Em 1961 emigrou para o Brasil, fixando-se no Estado de São Paulo, onde trabalhou em agências de publicidade como ilustrador. Desenvolve seu trabalho no campo do abstracionismo lírico, angariando boa crítica e público. Expõe individualmente desde 1981, e coletivamente desde 1970, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 819



410 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peguei um Ita no Norte - serigrafia - P. A. - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1978 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



411 - OMAR FRANCO (1956)

"Quadro com mulher, vinho e gato" - acrílico sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Mineiro de Santa Rita de Caldas, onde nasceu em 13 de maio de 1956. Pintor autodidata. Radicado em Taquatinga, DF, vem expondo desde 1977. Seus trabalhos definem uma série de relações estabelecidas pelo homem: consigo mesmo, com as instituições, com as convenções sociais e com o universo místico. Segundo Dalva Gebria: " ... no seu subjetivismo objetivo, com amaestria que lhe é própria, Omar Franco cria figurações que são simbolos a decifrar; a essência assume formas que a simbolizam mas que a não reproduzem. Deixa-nos assim, através da contemplação e do cuidado da interpretação, a descoberta do objeto estético." JULIO LOUZADA, vol. 2, pag. 413; ITAU CULTURAL.



412 - RENATO SOTTOMAYOR (1921 - 1958)

Feira - aquarela - 24 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e decorador nascido no Rio de Janeiro onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu em Santos, SP. Em 1950, transfere-se para São Paulo e passa a lecionar no MAM. Também estuda com André Lhote e Gino Severini, em Paris. Como decorador, colaborou com o arquiteto Sérgio Bernardes e também se destacou como ilustrador de obras literárias. Exposição individual em Roma (1952). Participou, em São Paulo, da 1ª Bienal e do Salão de Arte Moderna (1951); em Paris (1956) da exposição do Museu de Arte Moderna. MEC, VOL. 4, PÁG. 310; PONTUAL, PÁG. 500; JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 306.



413 - AMARAL (XX)

"Paraty" - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 29 cm - canto inferior direito - Paraty - RJ -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



414 - PIERRE JOSEPH REDOUTÉ (1759 - 1840)

Flores e frutas - litografia aquarelada - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Saint-Hubert, Bélgica e falecido em Paris. Pertenceu a uma família de pintores, estudou com seu pai - Charles Redouté. Com dezesseis anos já ajudava em pinturas decorativas e de igrejas. Em 1782 foi para Paris e trabalhou na decoração do Teatro dos Italianos. Aprendeu com o botânico Charles Louis L'Héritier as técnicas de dissecção para a produção de desenhos anatômicos e mais tarde, junto com o pintor de flores Gérard von Spaendonck e outros artistas, produziu desenhos e pinturas para o ‘Vélins du Roi’. Durante os anos de 1790 tornou-se o mais popular pintor de flores e o artista favorito da corte francesa sob o reinado de Louis XVI a Louis-Philipe. Em 1802 publicou "Liliacées" com quinhentas placas gravadas sobre lírios e, de 1817 a 1821, a mais famosa série de suas gravuras coloridas - "Les Roses", com impressão de Firmin Didot, que ainda são largamente reproduzidas. Em 1825 recebeu o prêmio da Legião de Honra e participou dos Salões de 1796 a 1841. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 647; www.musee-pierre-joseph-redoute.be; www.pierre-joseph-redoute.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.britannica.com.



415 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - Janeiro de 2015 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



416 - RAIMUNDO NONATO RODRIGUES (1937)

Cozinha - óleo sobre tela - 76 x 58 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Paraense de Belém, onde nasceu a 29/3/1937. Estudou no Instituto Lauro Sodré. Fixou residência na cidade paulista das artes, Embú. Retrata na sua pintura primitiva, nossas crenças, costumes e tradições. O pintor, segundo o jornalista Carlos Gomes " .. é uma figura entre os pintores que estilizaram e deram vida ao primitivo, sem no entanto perderem a técnica e visão popular dos artistas ingênuos." Individual em 1988. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 956



417 - SANDRO CORRADIN (1965)

"Fábio Costa" - óleo e colagem sobre tela - 90 x 85 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Nasceu em Ibiúna, SP, no dia 11 de fevereiro de 1965. Filho do pintor Inos Corradin. Expõe individualmente a partir de 1988, participando de coletivas em 1995, 1996 e 1997. Participou também de diversas exposições em cidades da Itália, no período de 1993 a 1997, todas com sucesso de público e de crítica. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 785.



418 - ROBERTO DE ALMEIDA (1940)

Rosto - técnica mista - 34 x 26 cm - canto inferior direito -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



419 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Pitando - serigrafia - 19/100 - 30 x 29 cm - canto inferior direito - 1971 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



420 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - P. A. - 43 x 31 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - P. A. - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - ADOLFO DE ALVIM MENGE (1880 - 1962)

Paisagem - óleo sobre tela - 18 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Adolpho de Mello e Alvim Menge nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Desenhista, pintor, escritor e diplomata. Estudou pintura com Max Kuchel e Barbasan Lagueruela em Roma (Itália) e na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1919 residiu em Roma, onde atuou na carreira diplomática. De volta ao país, morou no Rio de Janeiro, onde publicou os livros Fragmentos Históricos (1936) e Terras Longínquas e Fatos Remotos (1940); e colaborou com crônicas na seção literária do Jornal do Comércio (1940 a 1951). Dentre as exposições de que participou, destacam-se: Exposição Geral de Belas-Artes (premiado), Rio de Janeiro, várias edições entre 1907 e 1929; Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, Portugal, 1917 (Segunda Medalha); Mostra Comemorativa do Centenário da Independência, na Escola Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1922. Postumamente, suas obras figuraram nas mostras: Retrospectiva no MNBA, Rio de Janeiro, 1981; O Rio é Lindo: A Paisagem Carioca no Acervo do BANERJ, na Galeria de Arte BANERJ, 1985; Visões do Rio, MAM/RJ, 1996. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 631; MEC VOL. 3, PÁG. 141; PONTUAL PÁG. 358.



423 - ALCIDES NAVAJAS (1924)

Quintal - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -

Paulistano, nasceu em 9 de novembro de 1924. Autor de uma pintura variada onde aparecem praticamente todos os gêneros, sendo porém as suas paisagens o grande destaque desse artista que expõe há mais de trinta anos. Foi aluno de Angelo Simeone e Innocêncio Borghese, sendo também orientado por Dario Mecatti. Expondo em coletivas e salões oficiais desde o final dos anos 50, o autor construiu sólida carreira, acumulando em seu currículo inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol.1, págs. 664/665; Acervo FIEO.



424 - AMIRA MUNTEANU (1972)

Merylin - óleo sobre tela - 79 x 79 cm - canto inferior direito e dorso - 3/4/2008 -

Artista nascida em Bucareste, Romênia. Estudou na Academia de Belas Artes de Bucareste, na Faculdade de Cenografia. Foi para a Itália em 1998 e, desde 2007, vive e trabalha em Milão. Tem participado de inúmeras exposições individuais e coletivas: de 1994 a 1997 em Bucareste e a partir de 2000 em: Roma (Bienal Internacional de Roma), Turim, Palermo, Pescara, Milão, Florença, Veneza, Paris. Em 2009 expôs no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, SP. www.amiramunteanu.com; www.celesteprize.com



425 - ARMANDO PACHECO (1913 - 1965)

Veneza - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e desenhista, nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1930, aos 17 anos de idade, ali tornando-se aluno de Isaltino Barbosa e aluno de Oswaldo Teixeira no ano seguinte. Na ENBA, foi aluno de Rodolpho Chambelland e Augusto Bracet. Participou regularmente do SNBA-RJ, conquistando prêmio viagem ao Exterior em 1950. Em 1968 o Museu Nacional de Belas Artes realizou um exposição com seus principais trabalhos. JULIO LOUZADA vol.1b, pág.705; TEXEIRA LEITE, pág. 372; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 766.



426 - ALOISIO BARBOSA MAGALHÃES (1927 - 1982)

Composição - litografia - 14/100 - 32 x 42 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória. -

Pintor, programador visual e professor. Esteve em Paris entre 1951 e 1953, como bolsista do governo francês, recebendo orientação do gravador inglês Stanley William Hayter, no seu atelier 17, e frequentando aulas de museologia na Escola do Louvre. Retornando ao Recife, participou da criação do atelier experimental de tipografia que recebeu o nome de O Gráfico Amador. De 1953 a 1960 foi à pintura que mais se dedicou, tendo figurado nas II, III, V, VI BSP (entre 1953 e 1961 / isenção de júri em 1961), IV SNAM (1955), XXX Bienal de Veneza (1960) e na mostra 50 Anos de Paisagem Brasileira Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1956), bem como, realizando exposições individuais em Nova Iorque (1957), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1958) e Petit Galerie (GB, 1961). Nesse mesmo período, viajou por duas vezes aos EUA, iniciando colaboração com o gráfico Eugene Feldman, da qual resultou a edição de Doorway to Portuguese (que recebeu medalha de ouro do Art Director's Club de Filadélfia) e de Doorway to Brasília, primeira publicação internacional dedicada à nova cidade. A partir de 1960 já residindo no Rio de Janeiro, passou a trabalhar principalmente no campo das atividades gráficas relacionadas com a comunicação visual, conquistando, entre outros, os prêmios nos concursos para escolha dos símbolos da Fundação Bienal de São Paulo e do IV Centenário do Rio de Janeiro. Convidado por Max Bense, espôs seus trabalhos nesse setor na Technische Hochshule (Stuttgart, 1965). Além de colaborar na organização da Escola Superior de Desenho Industrial (GB), em 1963, dela tornando-se professor, lecionou ainda convidado na Escola de Arte do Museu de Filadélfia e realizou conferências na Universidade de Yale e no Pratt Institute, de Nova Iorque. O Jornal do Brasil de 8 de dezembro de 1968 publicou uma entrevista de Maria Inês Correia da Costa focalizando-o. WALMIR AYALA, vol. 2, pág.18/19; TEIXEIRA LEITE, pág. 299; PONTUAL, PÁG. 328/329; MEC, vol. 3, pág. 37; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697, Acervo FIEO.



427 - DARO (1946)

Rosto - litografia - 28/50 - 22 x 18 cm - canto inferior direito - 1981 -

Natural de Mirassol, SP, é pintor e gravador. Segundo Olavo Drummond, na apresentação das obras do autor, assim a ele se refere: " A arte de Daro é a explosão da beleza adolescente da belle-epoque. Traz o suporte de uma mediunidade congênita, capaz de catalogar as sombras do meio século, sem jamais haver convivido com o esplendor daquela época. O artista vence o tempo com a mesma força com que o tempo imortalizará o artista." JULIO LOUZADA, vol 2, pág. 330; Acervo FIEO.



428 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932)

"Rio São Francisco" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



429 - DIAS RAMOS (XX)

Rua - óleo sobre tela - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 - Itália -

Pinta paisagens, naturezas mortas e cenas do cotidiano utilizando excelentes recursos técnicos. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 341



430 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque Pedro II" - óleo sobre madeira - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



431 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Salvador - xilogravura - 42 x 31 cm - canto inferior direito - 3/64 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



432 - EDITH BLIN (1891 - 1983)

"Passeio no inverno" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Edith Jeanne Marie Madeleine Blin de Arruda Beltrão nasceu em Pontorson, França e faleceu no Rio de Janeiro. Foi atriz em Bruxelas, Bélgica, na década de 20. Foi casada com um diplomata brasileiro e, em 1935, fugindo do avanço do fascismo e do nazismo, aportou no Brasil em companhia de seus dois filhos mais novos e do aquarelista Georges Wambach que havia conhecido na Europa. Pintora autodidata realizou exposições no Rio de Janeiro (1943, 1945, 1946, 1969) e em Paris (1947). ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 78; MEC VOL. 1, PÁG. 245; www.edithblin.com.



433 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"O catador de papelão" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 2008 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



434 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figura - litografia - 66/110 - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado. -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



435 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



436 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Venham a mim as criancinhas - litografia - 29/120 - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



437 - ERMELINDA DE ALMEIDA (1947)

"As crianças" - acrílico sobre tela - 24 x 33 cm - centro direito -

Pintora nascida em Fortaleza - CE, mas aos 14 anos foi morar em São Paulo-SP, três anos depois foi para o Rio de Janeiro onde vive até hoje. Durante boa parte de sua vida trabalhou como costureira. O interesse pela pintura surgiu em 1994 e passou a frequentar as aulas do Prof. Tancredo de Araújo no SESC. Participa com frequência de exposições coletivas, bienais e já recebeu vários prêmios. Começou a expor sua obra em 2000 numa exposição coletiva no ‘Musée de la Création Franche’ (Bégles, França). A primeira exposição individual teve lugar no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2002). Em 2010, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (Rio de Janeiro) inaugurou outra exposição individual intitulada "Pinturas de Ermelinda" na Sala do Artista Popular. Dentre os prêmios recebidos destacam-se: a Palheta de Ouro no Salão da Fundação Casa do Estudante (2002), o Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naif do SESC de Piracicaba (2004) e a Placa de Ouro no I Salão de Artes Plásticas, da Associação de Administração Estadual, Rio de Janeiro (2005). www.cnfcp.gov.br, artepopularbrasil.blogspot.com.br.



438 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Trabalhadores - desenho a caneta hidrográfica - 21 x 30 cm - canto inferior direito -
Com inscrições no dorso. -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



439 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Rosas - litografia - P. A. IX/XXXIV - 37 x 25 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



440 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Karim" - acrílico sobre tela - 80 x 104 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor datado de 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



441 - IGNÁCIO DA NEGA (IGNÁCIO RAMOS DA SILVA) (1945)

"O capitão bôca mole pelas aldeia" - óleo sobre tela - 41 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



442 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Das tardes inouvidáveis..." - litografia - 15/22 - 43 x 53 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



443 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P. I. - 52 x 35 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



444 - HENRY VITOR (1939)

"Itororó" - litografia - P. Cor - 35 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



445 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - múltiplo em bronze - 27 x 9 x 9 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



446 - EDGAR BASTOS (1935 - 2002)

A rainha - técnica mista - 45 x 30 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor e desenhista alagoano com diversas participações em mostras e Salões oficiais.



447 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Paisagem - desenho a nanquim - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1939 -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



448 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Figuras - litografia - HC - 31 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



449 - F. IZIDRO MONTEIRO (1893 - 1965)

Vista do Caju - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 -

Pintor, desenhista e professor nascido na cidade do Rio de Janeiro, cidade onde inciou a sua carreira artística, através do Liceu de Artes e Ofícios e, mais tarde, na antiga ENBA, onde teve como professores Rodolfo Chambelland, Lucilio de Albuquerque e Baptista da Costa. Participou de diversos Salões oficiais, a partir de 1948. Era formado em Farmacologia. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 643



450 - JOSÉ PINTO (1932)

Frutas - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



451 - PAULO CALAZANS (1947)

"Varal da Vila Madalena" - acrílico sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



452 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Projeto - aquarela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



453 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Igreja - óleo sobre tela colada em eucatex - 99 x 99 cm - canto inferior esquerdo -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



454 - FUNCHAL GARCIA (1889 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 63 x 80 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Leopoldina, foi também escritor e professor. No Rio de Janeiro, estudou no Liceu de Artes e Ofícios, recebendo orientação dentre outros de César Formenti. Expôs no Salão Nacional de Belas Artes, obtendo menção honrosa. TEODORO BRAGA, pág. 104; MEC, vol. 2, pág. 241; Acervo FIEO.



455 - SIRON FRANCO (1947)

Onça - escultura em gesso - 30 x 13 x 20 cm - assinado -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



456 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 85/250 - 41 x 60 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



457 - GALINA SHEETIKOFF (1933)

Na beira do rio - aquarela - 16 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -

Nascida na Rússia e radicada no Brasil desde 1949, GALINA reproduz em sua extensa obra, paisagens, flores, arcadas e diáfanas figuras, com rigor técnico e suaves pinceladas. Ganhadora de diversas premiações nos diversos certames de que participou. JULIO LOUZADA, vol.11 - pág.123



458 - REYNALDO FONSECA (1925)

Menina - desenho a lápis - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista, gravador e professor pernambucano, natural da cidade do Recife, onde é ativo. Estudou no Rio de Janeiro, pintura com Portinari e gravura em metal com Henrique Oswald. Conquistou diversos prêmios em pintura e gravura na Divisão Moderna do SNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.263; MEC, vol.2, pág.184; PONTUAL, pág.220; TEIXEIRA LEITE, pág.205; WALMIR AYALA, vol.2, págs. 243 a 245; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 879.



459 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Igreja - xilogravura - P. A. - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



460 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Amazona - pastel - 35 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



461 - HENRI CARRIERES (1947)

Composição - óleo e colagem sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto superior esquerdo -
Com cartão do ateliê do artista, no dorso. -

Pintor, desenhista e escultor, Henri Laurent Yves nasceu em Valence, França. Autodidata, veio para o Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro e se iniciou no campo da arte em 1966. Participou do Salão Nacional de Belas Artes - RJ (1968, 1971), do Salão Nacional de Arte Moderna - RJ, do I Salão de Belas Artes de Petrópolis (Medalha) e da exposição da Real Galeria de Arte - RJ (1971). JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 219; MEC VOL. 1, PÁG. 361; PONTUAL PÁG. 112.



462 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Figuras - desenho a nanquim - 23 x 32 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



463 - NEZINHO DUDA (XX)

Na estrada - óleo sobre eucatex - 65 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor alagoano autodidata com estilo autêntico e destituído de qualquer maneirismo. A pintura popular brasileira não tem tido acréscimo nem renovação nos últimos 10 anos, ao contrário da escultura e do artesanato artístico. Um dos poucos talentos surgidos no limiar do Sec. XXI é o alagoano Nezinho Duda. De formação simples, já entrando na chamada "terceira idade", Nezinho é um pintor autodidata da periferia de Maceió que vem desenvolvendo devagar, porém com vigor, sua pintura. Fugindo da temática folclórica e da mera descrição dos costumes, Nezinho mostra autoconfiança ao abordar temas do cotidiano e por vezes cenas bíblicas. Seu estilo é original e o artista tem fôlego temático e desenvoltura técnica, ingredientes básicos para se tornar um pintor de muita expressão com o correr do tempo.



464 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - 48 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



465 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 32 x 12 x 10 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



466 - BENJAMIN SILVA (1927)

Modelo - óleo sobre eucatex - 55 x 37 cm - canto inferior direito -
Com carimbo de Alphaville Galeria de Arte, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



467 - J.BARALE (XX)

"Cavalhada" - óleo sobre tela - 20 x 15 cm - centro esquerdo e dorso - 1985 - Bela Vista - Goiás -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUSADA VOL. 2 PÁG. 98.



468 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Camisa 10 - múltiplo em bronze - 18 x 10 x 6 cm - assinado -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



469 - IRACEMA OROSCO FREIRE (XIX - ?)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintora ativa no Rio de Janeiro. Estudou com José Maria Medeiros. Participou do Salão Nacional de Belas Artes (a partir de 1900, 1913 - Medalha de Bronze, 1935, 1949) e do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1948, 1953 - Medalha de Bronze). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 209; JULIO LOUSADA VOL. 2, PÁG. 415.



470 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Estudo azulejos VI" - desenho a nanquim - 28 x 41 cm - canto inferior direito - 1967 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



471 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Rosto - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



472 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Bananeiras - xilogravura - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



473 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nú - desenho a nanquim e guache - 31 x 23 cm - canto inferior direito não identificada - 1985 -



474 - BARRICA (1913 - 1993)

Figuras - óleo sobre tela - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Batizado CLIDENOR CAPIBARIBE DE MOURA. Um dos corifeus da arte moderna no Ceará, onde nasceu. Barrica foi pintor e desenhista de tendência expressionista.MEC. Vol.1, pág, 184; PONTUAL, pág.55; WALMIR AYALA, vol.1, pág.84/85. TEIXEIRA LEITE, pág.57; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.96; ITAU CULTURAL.



475 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

As três graças - múltiplo em bronze - 29 x 14 x 9 cm -



476 - DIRSO JOSÉ DE OLIVEIRA (1932 - 2005)

"Os sertões" - gravura - 8/40 - 29 x 44 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, muralista e professor nascido em Bragança Paulista, SP e falecido em Goiânia, GO. Assina D. J. Oliveira. Aos 10 anos iniciou estudos de desenho e pintura com o pintor Luís Gualberto, ainda em sua cidade. Mudou-se para São Paulo (1948), frequentou o ateliê de Angelo de Sordi com quem aprendeu as técnicas do afresco, da têmpera, da encáustica, do esgrafito e da pintura a óleo. Mudou-se para Goiânia (1956) onde montou um ateliê de pintura e desenho publicitário, fazendo vitrines e cartazes. Na década de 1960 criou cenários e figurinos para teatro e começou a dar aulas de gravura em madeira e desenho na Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás, UCG onde fundou o Ateliê Livre da Escola de Belas Artes. Realizou vários murais em estabelecimentos públicos e privados aqui no Brasil e na Europa (1967). Dedicou-se à gravura em metal, lançando diversos álbuns. Viajou para a Europa (1969-1970) com bolsa de estudos concedida pela Universidade Católica de Goiás. Mudou-se para Luziânia, Goiás (1973). Participou de muitas exposições coletivas oficiais pelo Brasil e exterior destacando-se ‘Panorama da Arte Atual Brasileira’ nas edições de 1974, 1976, 1977, 1978 (Prêmio Aquisição) realizadas no MAM, SP. Foi realizada uma retrospectiva de suas gravuras em Goiânia, GO, em 1991, entre outras exposições individuais. Há um edifício que leva seu nome em Goiânia. JULIO LOUSADA VOL. 2, PÁG. 742; vol. 6, PÁG. 810; MEC VOL. 3, PÁG. 295; sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br.



477 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Paisagem - aquarela - 21 x 27 cm - canto inferior direito - 1979 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



478 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



479 - ANITA HARTMANN (XX)

Composição - monotipia - 27 x 32 cm - centro inferior - 1998 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista nascida em Marburg, Alemanha. Começou a pintar aos treze anos e, aos vinte anos, realizou uma extensa viagem pela Índia, Nepal, Tailândia, Jordânia, Israel, sul da Europa e oeste da África. Em 1982 chegou ao Suriname e lá, morou e trabalhou até 1991. Retornou à Alemanha e prosseguiu com os estudos de arte em Tuebingen e Frankfurt. Voltou ao Suriname três anos depois e, em 2011, mudou-se para Amsterdam onde vive e trabalha, viajando, ocasionalmente, para a Índia. Desde 1983 vem realizando exposições individuais no Suriname, Alemanha e participado de mostras coletivas nos Estados Unidos, Alemanha, Suriname, Holanda, Caribe. Expôs também no Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID - em Washington, DC. www.anitahartmann.nl.



480 - EMILE GODCHAUX (1860 - 1938)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 116 x 89 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês com diversas participações em exposições e Salões oficiais como a Exposição Geral de Belas Artes realizada no Rio de Janeiro em 1905. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 180; www.artprice.com; www.artnet.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



481 - BRENDA NOVAK (1961)

Composição - pastel - 46 x 64 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Pintora, desenhista, gravadora e artista performática nascida em São Paulo onde se graduou em Artes Plásticas pela FAAP (1979-1983), teve aulas com Carlos Fajardo, Regina Silveira e Garo Antreasian (1985). Desde 1989 vive e trabalha na Espanha. Foi artista residente em obra gráfica e performance na Reitoria de San Pere de Vilamajor, Catalunha, Espanha; fez curso monográfico de litografia na Escola La Llotja, Barcelona, Espanha (1993 - 1995); curso de performance com Renato Cohen na PUC, São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1991, 2000); Lisboa, Portugal (1989); Espanha (1995, 1998, 2001, 2007, 2008, 2010, 2012 a 2014). Participou de muitas mostras coletivas, performances, intervenções urbanas e espetáculos de dança e música. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 4, PÁG. 812.



482 - JEAN A. RIGAUD (1912)

Flores - óleo sobre tela - 68 x 53 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Bordeaux, França, onde nasceu a 15 de junho de 1912. Pintor, adquiriu os primeiros conhecimentos artísticos com o pai, o pintor P. G. Rigaud. Mais tarde ingressou na Escola de Belas Artes de Paris, onde foi aluno de André Devambez, especializadno-se em marinhas e paisagens. O artista expôs regularmente na Sociedade Nacional de Belas Artes, obtendo diversas premiações. Diversos museus franceses possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 823



483 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - P. A. - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



484 - FERRACIOLI (1949)

"Construção" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 10/1997 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 4 de Outubro de 2013. -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



485 - GINA ARAMBASIC (1932)

"Ternura" - múltiplo em bronze - 47/300 - 14,50 x 6 x 2 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 19 de Janeiro de 2006. -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



486 - MALDONADO DIAZ (1954)

Pau de fita - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, Ramón de Jesus Maldonado Diaz nasceu em Calabozo (Guarico), Venezuela. Assina Maldonado Diaz. Autodidata, é radicado em Brasília - DF, Brasil. Realizou exposições individuais em: Buenos Aires, Argentina (1979); Goiânia, GO (1981, 1985); Valera, Venezuela (1983, 1984); Brasília, DF (1985, 1987, 1988, 1989); Rio de Janeiro (1985); João Pessoa, PB (1987). Participou de muitas mostras coletivas pelo Brasil, Venezuela, Itália e foi premiado em Goiás (1981, 1982, 1986, 1987, 1989), Rio de Janeiro (1991); Itália (1991). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 316; www.elmuseovirtual.com.



487 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - serigrafia - H. C. - 64 x 44 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



488 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paisagem - óleo sobre cartão - 14 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 - São Paulo -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



489 - DARCILIO LIMA (1944)

Figuras fantásticas - litografia - P. A. V - 62 x 45 cm - canto inferior direito - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



490 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - centro inferior e dorso - Setembro de 1982 -
Com carimbo do ateliê n° 108/82. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



491 - CARLOS CHAMBELLAND (1884 - 1950)

O recital - óleo sobre tela - 51 x 106 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde foi ativo. Pintor, professor de pintura e desenho e decorador. Estudou na ENBA-RJ (1901/1907); foi aluno de Zeferino da Costa e Rodolfo Amoedo. Em 1907 recebeu o prêmio de viagem ao exterior, viajando para Paris, onde freqüenta, o ateliê Puvis de Chavannes, com Carriére e Henry Martin. Foi contratado pelo governo brasileiro para a decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim (Itália), juntamente com seu irmão Rodolfo Chambelland , João Timótheo da Costa e Arthur Timótheo da Costa. O crítico, historiador e pintor carioca Quirino Campofiorito assim escreveu: "A obra de Carlos Chambelland é numerosa e variada nos gêneros abordados, sempre demonstrando o pintor otimista e animado por um entusiasmo nacionalista, entusiasmo este que o leva a preferir, a partir de certa época, a paisagem, os tipos e as cenas populares com que se enriquece sua produção durante o tempo que residiu em Pernambuco. Diferente do ambiente cosmopolita que conhecia no Rio, igual aos dos grandes centros como vira em Paris, o Nordeste lhe desvendou um Brasil autêntico nas coisas populares (...). " in: CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. PONTUAL, pág.128; JULIO LOUZADA, vol 1, pág.251; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 596; F. ACQUARONE, pág. 201.



492 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Pavão - têmpera sobre tela - 68 x 48 cm - centro inferior - 1973 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



493 - VERA AMARAL (1916 - 2008)

"Anjos para procissão" - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Rua Farme de Amoêdo, 56, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Pintora, desenhista, gravadora, professora, Vera Helena Rossmann Carvalhaes do Amaral nasceu em Santos, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou estudos em artes com o professor Theodoro Braga ao mudar-se para São Paulo, em 1928. Na década de 1930, aperfeiçoou-se em desenho e em diversas técnicas de pintura com Antonio Rocco. Entre 1949 e 1950, estagiou com Yoshiya Takaoka e, nos dois anos seguintes, estudou pintura em mural com Candido Portinari . De 1949 a 1961, lecionou desenho artístico e composição decorativa na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Entre os anos de 1962 e 1965, viajou para Londres para estudar psicologia e psicanálise. Retornou ao Brasil, transferindo-se em 1972 para a Ilha de Itacuruçá - Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, e se dedicou exclusivamente à pintura. Em 1974, aperfeiçoou-se em gravura com Flávio Pereira e Motta. Em São Paulo realizou exposições individuais em 1947, 1968, 1974, 1975, 1983, 1985, 1986 e participou de vários Salões oficiais sendo premiada em 1949 (SP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; VOL. 5, PÁG. 41; MEC VOL. 1, PÁG. 75.



494 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Pescadores - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



495 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Carretel - têmpera sobre bobina de madeira - 65 x 65 x 53 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



496 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Viagem - litografia - 5/75 - 95 x 63 cm - canto inferior esquerdo -
Obra impressa pelo Atelier Pierre Badey - Paris. Obra integrante da suíte Pernambucana, coleção composta por 25 litografias de imagens distintas, realizada por Cícero Dias a partir de suas aquarelas da década de 1920. A impressão com tiragem de 75 unidades foi executada em 1983. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



497 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P. A. - 47 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



498 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"A serra de Caraguatatuba" - óleo sobre cartão - 18 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



499 - ESTER GRINSPUM (1955)

Composição - desenho a lápis - 52 x 46 cm - canto inferior direito - 2004 -
Reproduzido no livro "Ester Grinspum: uma antologia", página 38. -

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



500 - NIOBE XANDÓ (1915 - 2010)

"Máscara LXVII" - acrílico sobre tela - 55 x 72 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
Reproduzido na página 77 do catálogo da mostra "Niobe Xandó - A arte de subverter a ordem das coisas II" realizada de 19 de outubro de 2008 a 1 de março de 2009 no Museu Oscar Niemeyer - Curitiba, PR. -

Pintora e desenhista natural de Campos Novos Paulista-SP. Foi ativa em São Paulo-SP. Autodidata, freqüentou o ateliê de Raphael Galvez a partir de 1946. Dentre as várias fases de sua obra merecem destaque as Flores Fantásticas, as Máscaras de origens africana e indígena, O Letrismo, o Mecanicismo e o Abstracionismo Geométrico. Participou de várias Bienais Nacionais e recebeu mais de 20 prêmios em Salões de Arte. Participou de mais de 100 exposições nacionais e internacionais e mereceu mais de 100 textos de críticos renomados. Em 2004 teve uma grande mostra antológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2007 teve uma exposição retrospectiva fantástica e merecida na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 435; PONTUAL, pág. 554; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE; BENÉZIT; BARDI, Pietro Maria. Profile of the New Brazilian Art. São Paulo. 1970; SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. São Paulo. 1988. Acervo FIEO.



501 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 56 x 40 cm - assinado -
Com etiqueta e cópia de Catálogo da VII Bienal de São Paulo, Setembro a Novembro de 1965, no dorso. -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



502 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Aldeia de pescadores - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



503 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Igreja e mosteiro de São Bento" - técnica mista - 26 x 34 cm - canto inferior direito ilegível - Salvador - Bahia -



504 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Composição - gravura - H. C. - 29 x 49 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



505 - LIVROS


1) "PORTINARI DEVORA HANS STADEN". TRADUZIDO A PARTIR DA EDIÇÃO ALEMÃ: MARBURGO: TRAUTVETTER & FISCHER, 1981. SÃO PAULO: EDITORA TERCEIRO NOME, 1998. 2) "JOÃO TURIN: VIDA, OBRA, ARTE". JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE. CURITIBA: NOSSA CULTURA, 2014. 3) "MANUAL DA CIÊNCIA POPULAR". WALTERCIO CALDAS. TEXTO DE PAULO VENANCIO FILHO. 2ª EDIÇÃO AMPLIADA. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2007. 4) "ALUISIO CARVÃO". CATÁLOGO. SÃO PAULO: GALERIA DE ARTE DE SÃO PAULO, 1986. 5) "ISMAEL NERY: DESENHOS". TEXTO DE ENOCK SACRAMENTO. CATÁLOGO. SÃO PAULO: CASA DAS ARTES GALERIA,1996. 6) "GILBERTO SALVADOR: REFLEXÕES VISUAIS". CATÁLOGO. SÃO PAULO: SESI: FUNDAÇÃO GILBERTO SALVADOR, 2006.



506 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"Mulheres do povo" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 10/03/80 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



507 - HECTOR GIACOMELLI (1822 - 1904)

"Solitude" - gravura - 21 x 15 cm - não assinado -
Impressor Draegr Et Lesieur. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Paris e falecido em Menton - França, filho de um professor de canto italiano. Foi desenhista de joias de 1844 a 1854. Teve de ir morar no campo, por volta dos trinta anos, em consequência de uma grave doença. Passou, então, a desenhar e pintar flores, insetos e pássaros. Trabalhou com Gustave Doré nos ornamentos da Bíblia Sagrada segundo a Vulgata publicada em 1866. Também colaborou com seus desenhos para muitos livros e jornais, como: ‘The Illustrated World’, ‘The Store’ e ‘The picturesque illustration’. Foi um dos organizadores da secção retrospectiva de Belas Artes na Exposição de Paris de 1889. Obteve duas Medalhas na Feira Mundial de Viena em 1873. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 706; www.bbc.co.uk; www.artfinding.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



508 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Sagrada família - aquarela - 16 x 11 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



509 - FILIPPO II INDONI (1842 - 1908)

Figura - aquarela - 47 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Roma com diversas participações em mostras oficiais de Roma e Turim. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo.BENEZIT VOL. 5, PÁG. 714; www.artprice.com; www.liveauctioneers.com.



510 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



511 - EMILE TUCHBAND (1933 - 2006)

Vaso de flores - óleo sobre eucatex - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1987 -

Natural de Paris, fixou residência no Brasil a partir de 1956. Cursou a Escola de Belas Artes e a Escola de Arquitetura em Paris. Foi auxiliar de Marc Chagall na elaboração do teto da Ópera de Paris. Em 1960 realizou o cartaz do filme Orfeu do Carnaval. Pintor adepto à escola francesa, levava para as suas telas paisagens e impressões do Brasil, em cores vivas e composição exótica. BENEZIT, 10/301; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 999 ; Acervo FIEO.



512 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 81.114" - técnica mista - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



513 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - desenho a lápis - 24 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



514 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



515 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Oferenda - escultura em bronze - 35 x 12 x 6 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



516 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Dançarinos - guache - 10 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



517 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 - São Paulo - Brasil -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



518 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 100 x 35 cm - canto inferior direito - 1970 -


Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



519 - ANTONIO FERRIGNO (1863 - 1940)

No quintal - óleo sobre madeira - 9 x 18 cm - canto inferior direito -

Representou com maestria a chamada Escola de Amalfi. Estudou com Di Chirico e Morelli. Expôs em 1882 em Nápoles, imigrando para o Brasil em 1892, permanecendo em São Paulo até 05, quando retornou à Itália e fixou residência definitivamente em Salerno. No Brasil executou paisagens e marinhas, utilizando de técnica pictórica empastada e de um colorido cheio de vivacidade. Várias obras suas ficaram no Brasil, em importantes coleções particulares. ANTONIO FERRIGNO; BENEZIT, vol. 4, pág. 343; ANUAL ART SALES INDEX/82, vol.1, pág. 383; TEODORO BRAGA, pág. 94; MEC, vol. 2, pág. 156; LAUDELINO FREIRE, págs. 381 e 389; REIS JÚNIOR, pág. 365; PONTUAL, pág. 212. TEIXEIRA LEITE, pág. 192; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 535, RUTH TARASANTCHI.



520 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -
Com certificado de autenticidade firmado por Roberto Galvão - Fortaleza, CE - em 10 de fevereiro de 2010. Reproduzido no Caderno 2 do jornal "O Estado de São Paulo" de 28/07/2010. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



521 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO (1862 - 1900)

Barco - desenho a nanquim - 22 x 12 cm - canto inferior direito - 1896 -
Ex Coleção Professor Dr. Luiz Fernando da Costa e Silva, São Paulo - SP.-

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



522 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre papel colado em eucatex - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



523 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - guache - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1955 -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



524 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Estudo azulejos cores V" - guache - 37 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Bruno Martins, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



525 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em bronze - 43 x 6 x 16 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



526 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Nobre - desenho a nanquim - 27 x 21 cm - canto inferior direito -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



527 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 77/200 - 35 x 78 cm - canto inferior direito - 2005 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



528 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Vaqueiros - gravura aquarelada - 38/100 - 39 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -
Com dedicatória. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



529 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - guache - 32 x 32 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



530 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Plantação de algodão - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade firmado por James Arthur Lobo Lisboa - Leiloeiro Oficial - São Paulo-SP. -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



531 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

Nu - óleo sobre cartão - 25 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



532 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Pescadores - óleo sobre madeira - 23 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



533 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Chuva" - gravura em metal - P. A. - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



534 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"O galo e o gavião" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -
Complemento do título: "Emquanto o galo briga com um gavião: o creador de galinha atira e mata outro gavião". -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



535 - OTTO POERTZEL (1876 - 1963)

"Gefangener Vogel" - múltiplo em bronze - 38 x 31 x 12 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor da Escola Alemã nascido em Scheibe com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões por todo o mundo. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 393; www.artprice.com; artist.christies.com.



536 - ESCOLA HAITIANA, SEC XX

Feira - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior direito -
Paul Wilbert. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



537 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

"Vista de Olinda" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - dorso - 1984 - Pernambuco -

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



538 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Abraço" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 15 de Março de 2013. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



539 - LE CORBUSIER (1887 - 1965)

Rostos - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Arquiteto, pintor, gravador, escultor, projetista e escritor. Charles-Édouard Jeanneret nasceu em La Chaux-de-Fonds, Suíça, e faleceu em Roquebrune-Cap-Martin, França. Naturalizou-se francês em 1930. Embora aclamado como um dos maiores e mais influentes arquitetos do século XX, também ocupa lugar notável na história da pintura moderna. Junto com Amédée Ozenfant fundou o ‘Purismo’ e publicaram suas doutrinas estéticas. Adotou o pseudônimo Le Corbusier (derivado do nome de um de seus avós) em 1920, mas continuou a assinar suas pinturas como ‘Jeanneret’. Também produziu desenhos, ilustrações para livros, litogravuras, desenhos de tapeçaria, mobiliário e numerosos livros, panfletos e artigos. Esteve no Brasil dando conferências, em 1929 e 1936. Sua influência sobre o pensamento arquitetônico e urbanístico em todo o mundo foi enorme. BENEZIT VOL.6, PÁG.522; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG.298; www.fondationlecorbusier.fr; www.centerlecorbusier.com artprice.com; artnet.com.



540 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

"Uma loura de parar o transito" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Reproduzido no livro "Gustavo Rosa", edição Biolab, São Paulo - SP

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



541 - MARIA BONOMI (1935)

"Bergnet" - litografia - 11/50 - 99 x 68 cm - canto inferior direito - 1980 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



542 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Índia - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1946 - Rio -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



543 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paris - Arco do Triunfo - aquarela - 28 x 44 cm - canto inferior direito -



544 - GERARDO DE SOUZA (1950)

"Boiada" - óleo sobre tela - 53 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1980 - Rio de Janeiro -
Com etiqueta do Arteboi - 1º Salão Nacional de Montes Claros - MG, no dorso. -

Natural de Guaraciaba do Norte, CE. Pintor ativo na cidade do Rio de Janeiro. Em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Pça Gal Osório-RJ. Participou de diversas coletivas naquela cidade. Por ocasião de sua individual, o crítico de arte Walmir Ayala fez-lhe esta apresentação: "A sociedade do boi é o seu terma principal. O boi manso, o boi espaço, o boi forma, o boi cor, os bois, o boi é o homem. O pontilhado no focinho do boi. As árvores e o casario modesto perto dos quais o boi rumina sua paciência. Uma pintura que fala de uma alma modesta e sincera." JULIO LOUZADA, vol 11 pág 306; MEC, vol 4 pág 313.



545 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 18 x 9 x 12 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



546 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Frevo" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito -
Com carimbo da Petite Galerie - Rio de Janeiro - São Paulo, no dorso. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



547 - SONIA GUERRA (1941)

Anjos - técnica mista - 70 x 70 cm - não assinado -

Pintora e professora, Sonia Margarida Guerra Cardoso nasceu no Rio de Janeiro. Assina Guerra. Cursou pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ (1981), em 1982 participou do grupo de pintura da Sociedade Brasileira de Belas Artes e foi aluna de José Maria de Almeida, Finatti e de Héris Vitória Guimarães (1987). Especializou-se em restauração na UFBA (1987). Realizou exposição individual em Brasília, DF em 1993 e 1996. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e Exterior e foi premiada em: Petrópolis, RJ (1976); Rio de Janeiro (1977, 1984, 1985, 1987, 1989, 1990, 1992); San José, Uruguai (1982); Brasília, DF (1992, 1993, 1996). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 9; PÁG. 389; VOL. 10, PÁG. 401.



548 - LUIZ COSTA (1955)

"Abajú" - óleo sobre tela - 25 x 17 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor mineiro nascido na serra dos Aymorés. Não teve outra escolha na vida a não ser dedicar-se ao talento de artista. Por opção. Por vocação. Por desejo. Com efeito qualquer outra escolha lhe seria menos adequada. Luiz Costa concentra suas forças nos flashs do cotidiano, extraindo deles trabalho de valor social e político: garimpo, currais, vendedor de bilhetes, feirantes, boiadas, parques e conversas entre senhoras. Realizou inúmeras individuais e coletivas. Participou de diversos salões oficiais. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 294; ITAÚ CULTURAL.



549 - JACQUES CHAPIRO (1887 - 1972)

Jantar - óleo sobre tela colada em cartão - 69 x 49 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e professor nascido em Dvinsk - Rússia, filho de um escultor de madeira. Começou sua formação artística aos dez anos e estudou em várias academias de Belas Artes (Cracóvia, Kiev, Leningrado). Estabeleceu-se em Moscou (1921) onde também trabalhou nos projetos decorativos e de construção do Teatro Meyerhold. Mudou-se para Paris (1925) e, em 1926, participou do Salão dos Independentes, das Tulherias, do ‘Salon d’Automne’, do ‘Surindependants’. Suas obras podem ser encontradas em museus de: Chicago, EUA; Moscou, Rússia e Paris - Jeu de Paume, França. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 663; www.ecole-de-paris.fr; www.artprice.com; artist.christies.com; www.braitman.com; www.bbc.co.uk.



550 - MANABU MABE (1924 - 1997)

"Sol de inverno" - óleo sobre tela - 46 x 53 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1996 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Obra procedente do acervo da família, código nº 1127. - Registrado sob o nº 356 no Instituto Manabu Mabe em 31/03/2015. -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



551 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Estudo - desenho a nanquim - 19 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Bruno Martins, Rio de Janeiro - RJ. -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



552 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -
Com certificado n° 666 firmado pelo autor, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



553 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Figura - xilogravura - 8/20 - 18 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



554 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Ilustração - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1952/1954 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Desenho feito para jornal em 1952. Darel, 86". -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



555 - LIVROS


1) "MIRA SCHENDEL: A ESTÉTICA DA EXPRESSIVIDADE MÍNIMA". MARIA EDUARDA MARQUES. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2001. 2) "NIOBE XANDÓ: A ARTE DE SUBEVERTER A ORDEM DAS COISAS. CATÁLOGO. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 2007. 3) "JEANETE MUSATTI". SÃO PAULO: DBA ARTES GRÁFICAS, 2009. 4) "ANA VITÓRIA MUSSI: BANG". CATÁLOGO. RIO DE JANEIRO: APICURI: F10 EDITORA: OI FUTURO, 2013. 5) "ABERTO (OPEN) OUVERT: FITEIRO CULTURAL". ORGANIZAÇÃO FABIANA DE BARROS E ANTONIO ZAYA. SÃO PAULO: SESC, 2005.



556 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo com flor vermelha" - acrílico sobre papel - 36 x 29 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



557 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Direito a duas vezes" - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 32 cm - não assinado -
Com a seguinte inscrição: "Mamãe! Chiquinho está maltratando o gato. - Você pode falar à vontade. Mamãe disse que me bate si eu puxar o rabo do gato pela terceira vez. Essa vez, agora, é a segunda". -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



558 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Casa do administrador" - gravura - P. A. - 26 x 40 cm - canto inferior direito - 1971 -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



559 - PEDRO AMÉRICO DE FIGUEIREDO E MELLO (1843 - 1905)

Cristo - sépia - 35 x 25 cm - canto inferior direito - 1875 - Florença -

Natural de Areia, PB 1843, residiu e foi ativo no Rio de Janeiro e na Europa, onde veio a falecer na cidade de Florença, Itália.. Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes-RJ. Entre 1859 e 1864, com bolsa concedida pelo imperador Dom Pedro II (1825-1891), estuda na École National Superiéure des Beaux-Arts de Paris, onde é aluno de Ingres, Léon Cogniet, Hippolyte Flandrin e Carle-Horace Vernet; Em 1865 fixa-se em Bruxelas, Bélgica, e titula-se doutor em ciências naturais pela Université de Bruxelas em 1868. Alterna estadas no Rio de Janeiro e em Florença, mas continua como professor de estética, história da arte e arqueologia na Aiba. Nos anos de 1870 e 1871, é responsável pela revista de caricatura A Comédia Social. Entre 1886 e 1888, pinta a tela Independência ou Morte para o Salão de Honra do Museu do Ipiranga, atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág.11; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 391. MEC, PONTUAL pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 514; F. ACQUARONE, pág. 67.



560 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1984 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Sr. Luiz Rodrigues Castro - Miami - Flórida - USA. - Com recibo original, firmado pelo autor em 24 de Abril de 1984 - Rio de Janeiro. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



561 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Circo" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



562 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Formas e linhas - técnica mista - 24 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



563 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 31 x 31 cm -



564 - INOS CORRADIN (1929)

"Arlequim com bola" - escultura em resina - 54 x 15 x 15 cm - base - 2014 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



565 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Três mulatas - aquarela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com a seguinte dedicatória: "Ao Peixoto com carinho e amizade - Di - 1953". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



566 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Flores - acrílico sobre tela colado em madeira - 27 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



567 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - desenho a nanquim - 16 x 28 cm - canto inferior direito - 1886 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



568 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Baianas - baixo relevo em placa de cimento - 23 x 30 cm - canto inferior direito - 1975 -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



569 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo músico - técnica mista - 27 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 -
Com carimbo da Petite Galerie - Rio de Janeiro - São Paulo, no dorso. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



570 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

"Canoeiras" - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito - década de 1970/1980 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com termo de autenticidade código CDT8096 da pré catalogação promovida pela Simões de Assis Galeria de Arte, com fins de execução do Catalogue Raisonée da obra de Cícero Dias, firmado por Waldir Simões de Assis Filho. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



571 - QUIRINO DA SILVA (1902 - 1981)

Bailarino - desenho a lápis, nanquim e aquarela - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória e inscrição: "Para o Peretto com um abraço do Quirino. Figurino para o Ballet Vale da Inocencia." -

Nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Pintor, gravador, escultor e crítico de arte. É considerado como uma das mais legítimas expressões nas artes plásticas do Brasil. Muito dinâmico e dotado de espírito inquieto, fez de São Paulo o campo de suas aspirações, onde participou de vários movimentos artísticos locais, tendo sido o crítico de arte responsável do Diário de São Paulo e dos Diários Associados. Foi então que, por sua iniciativa e insistência junto a Assis Chateaubriand, foi criado o MASP. Integrou-se no movimento que já vinha da Semana de 22. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 708; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 545; ARTE NO BRASIL, pág. 795.



572 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Paisagem - técnica mista - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1980 -

Seu verdadeiro nome era Sebastião Theodoro Paulino da Silva, nascido na cidade paulista de Oscar Bressane, no dia 7 de janeiro de 1923, mudando-se com a mãe, então viúva, para Assis, SP, onde viveu até morrer. Pintor ingênuo, hoje consagrado, comeu durante a sua vida " o pão que o diabo amassou", conforme narra, de forma pungente, R. Rugiero, no catálogo de exposição do artista no ano de 1988, de cujo texto, reproduzido no vol. 4, página 931, do dicionário JULIO LOUZADA, extraímos o seguinte texto: "... Com o tempo pôs-se a viver exclusivamente da catança de papéis, latas, garrafas - e de algumas famílias obtinha também comida e roupas velhas. Passou a habitar ranchos de beira de estrada, abandonados, donde lhe veio o apelido de Ranchinho, com a qual a garotada o atazanava, atirando-lhe pedras e gritando o nome que o punha fora de si. Por fim fixou-se num casebre, em uma granja abandonada, e alí viveu até 1962, em grande necessidade. E sempre desenhando obsessivamente em qualquer superfície branca que lhe caísse nas mãos." Foi descoberto pelo escritor José Nazareno Mimessi, que percebeu em Ranchinho um impressionante fenômeno artístico, no que não estava enganado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 259; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



573 - WILTON TONELLI (1905 - 1977)

Flores - óleo sobre madeira - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Wilton Tonelli Rebelo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Discípulo de Armando Vianna. Participou de diversas mostras e Salões Oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1947); Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1948 - Menção Honrosa); Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro (1954); Salão da SBBA, Rio de Janeiro (1956). ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 12, PÁG. 839.



574 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Janela - gravura - PA - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



575 - MESTRE SAÚBA (1953)

Zé Matuto vai à praia - escultura em madeira e tecido pintados - 40 x 19 x 102 cm -

Antonio Elias da Silva nasceu em Carpina, Pernambuco. É conhecido pelo apelido que ganhou ainda jovem - Mestre Saúba, o qual faz referência ao fato dele ter conseguido retirar um relógio de dentro de um grande formigueiro de saúbas. Confecciona bonecos de mamulengo, arte que aprendeu com outro mestre de Carpina, Pedro Rosa. Além de escultor, é um exímio dançarino e juntamente com D. Lindalva, uma boneca de madeira em tamanho natural, faz um espetáculo pitoresco que sempre atrai centenas de pessoas nos lugares onde se apresenta. Também é ventríloquo e contracena com o boneco Benedito e outros. Já trabalhou com Alceu Valença, Marisa Monte e Antônio Nóbrega. Em São Paulo, trabalhou na montagem de ‘Cadê o Meu Herói’ no Centro Cultural São Paulo. Morou durante alguns anos em Itapecerica da Serra, SP, mas atualmente vive em sua terra natal, Florestina, município de Carpina, Pernambuco. Fez exposições por todo o país e nos Estados Unidos. Há bonecos de sua autoria em museus e coleções particulares espalhados por todo o Brasil, como o Museu Casa do Pontal (Rio de Janeiro, RJ) e o Centro Cultural São Francisco (João Pessoa, PB). ITAU CULTURAL; artepopularbrasil.blogspot.com.br; EM NOME DO AUTOR - BETH LIMA E VALFRIDO LIMA, PROPOSTA EDITORIAL; www.galeriaestacao.com.br; culturanordestina.blogspot.com.br; www.popular.art.br; www.artedobrasil.com.br.



576 - OTTONE ROSAI (1895 - 1957)

Casario - desenho a carvão - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escritor e professor italiano nascido em Florença e falecido em Ivrea. Fez sua formação artística em Artes Decorativas e Belas Artes na sua cidade natal onde realizou exposição individual em 1920, 1922 e 1932. Expôs também em Roma, Milão, Veneza e, nos anos cinquenta , começou a viajar para fora da Itália participando de outras exposições em Zurique, Paris, Londres, Madri. Em 1939 recebeu o cargo de professor na Escola de Arte e, em 1942, obteve a atribuição da cadeira de pintura na Academia de Florença. Suas obras participaram de mostras coletivas em São Paulo nos anos: 1992, 2003, 2011. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 86; www.artprice.com; www.giovannidallorto.com; www.antichitagiglio.it.



577 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

A viagem - desenho a nanquim - 32 x 23 cm - centro superior -
Obra executada em papel timbrado de Casa Azul "A casa do Benja", Rua Augusta, 2204, São Paulo - Brasil. -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



578 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Casal - técnica mista - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



579 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Casario - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



580 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Menina - óleo sobre tela colada em duratex - 32 x 27 cm - canto inferior direito - Final da década de 1920 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Obra registrada no Projeto Volpi sob o n° 1631. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



581 - NILSON SEOANE (1930 - 1987)

"Pétalas negras" - técnica mista - 105 x 69 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com etiqueta n°4593 de Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -

Natural de Santos, SP, foi pintor, desenhista, gravador e ilustrador. De 1944 a 1948, freqüentou a Escola de Artes Gráficas Professor Nelson Nóbrega, em São Paulo, tendo como mestres Lívio Abramo, Mário Gruber, Antonio Gomide, e Wolfgang Pfeiffer. Entre 1953 e 1958, faz cursos de filosofia, psicologia, teologia, passando, como noviço, por vários Mosteiros da Ordem dos Beneditinos na Bahia. Entre 1957 e 1962, trabalha fazendo ilustrações para os suplementos literários dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Entre 1960 e 1980, reside em vários lugares, realizando painéis para residências, hotéis, instituições, secretarias. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, entre 1955 e 1965 (Medalha de Bronze, 1955; Medalha de Prata, 1959, 1961 e 1963; Prêmio Aquisição, 1960 e 1962); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1955 e 1965; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Exposição Internacional de Gravura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1972 (Prêmio Aquisição); 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985; Projeto Arte Atual Brasil, na Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo, 1995. Evento no Itaú Cultural: Mostra Individual, Itaugaleria de São Paulo, 1973 e 1980. "O realismo fantástico de Seoane se relaciona talvez com certas formas inusuais de percepção, muito discutidas recentemente a propósito dos efeitos de drogas como o ácido lisérgico e a mescalina. Muitos desenhos coloridos de artistas dão a impressão de matéria de vitrais, com efeitos luminosos surpreendentes. Suas flores têm uma qualidade preciosa especial, que faz recordar as descrições de imagens percebidas sob a influência do ácido lisérgico." . Mário Schenberg in SEOANE. Apresentação de Érico Veríssimo et al. São Paulo: Portal Galeria de Arte, 1972. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 898; TEIXEIRA LEITE, pág. 472; ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 485; MEC, vol. 4, pág. 220.



582 - JOUBERT PANTANERO (1946)

"Composição" - óleo sobre tela - 70 x 110 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 - Rio de Janeiro -

Pintor, escultor, gravador e tapeceiro, natural de Corumbá, MS, onde nasceu a 4 de fevereiro de 1946. O colecionador Samuel Senna comenta sua obra: " ... Profundo conhecedor das formas anatômicas multicoloridas dos elementos que compõem o seu habitat ( o Pantanal Matogrossense), Joubert é um expressionista das artes plásticas." Individuais em 1994, no Espaço Cultural Banco do Brasil de Dourados-MS e no Hilton Hotel-SP. JULIO LOUZADA, vol 8 pág 635



583 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - acrílico sobre cartão - d = 38 cm - centro inferior -
Ex coleção Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva, São Paulo - SP. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



584 - INOS CORRADIN (1929)

"Composizione cromática" - técnica mista e colagem - 70 x 50 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2009 - Venezia -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor datado de 2013. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



585 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Nu - escultura em bronze - 46 x 17 x 12 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



586 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Vênus e pássaro" - gravura - 10/100 - 12 x 13 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



587 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Animais fantásticos - têmpera sobre tela - 67 x 90 cm - centro inferior - 1970 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



588 - RENOT (1932)

"Certinha e sobra do carnaval" - óleo sobre tela - 45 x 35 cm - canto superior direito e dorso - 2015 -
O artista realiza a exposição "Renot - Luz dos Trópicos", na Galeria Canvas - Av. Europa, 715, São Paulo - SP, de 6 a 17 de abril de 2015. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



589 - SIRON FRANCO (1947)

Figura - técnica mista - 12 x 13 cm - dorso - 1985 - Bahia -
Com carimbo do leiloeiro oficial Reinaldo Marques no dorso.-

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



590 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - guache - 26 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



591 - ROGER VAN ROGGER (1914 - 1983)

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior esquerdo - 1944 - Santos -

Excepcional pintor e desenhista autodidata belga, nascido em Antuérpia, e falecido em Toulon, França. Sua obra é fortemente influenciada pela pintura de Permeck e de Smedt. Abandonando o conforto burguês da família, e disposto a levar uma vida mais próxima à natureza, trabalha sucessivamente como pescador, marinheiro, estivador e camponês. Fez crítica de arte e de cinema. Transferiu-se para o Brasil em 1943, fixando residência na cidade do Rio de Janeiro, integrando-se a um grupo de europeus, que como ele buscavam um lugar seguro longe da guerra da Europa. Entre eles Kaminagai, Augusto Zamoisky, Vieira da Silva e Arpad Szenes. Viajou pelos EUA onde realizou importantes exposições. Foi contratado pelo Laboratório Roche, da Suíça, e pintou todos os portos do Brasil, do Amazonas a Santa Catarina. Teixeira Leite, na bibliografia abaixo, comenta: "(...) Destacando-se principalmente como paisagista, pintor de figuras e de naturezas-mortas, dentro da veia expressionista, que era a sua, com a utilização de um desenho de extrema vitalidade e de um colorido violento, no qual predominavam as tonalidades quentes". TEIXEIRA LEITE, pág. 518, ITAUCULTURAL.



592 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Dupla de violeiros" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 30 de Setembro de 2013. -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



593 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - óleo sobre papel - 22 x 30 cm - dorso - 1981 -
Série africana. -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



594 - ANNA BELLA GEIGER (1933)

"Blau Platz" - serigrafia - 48/100 - 59 x 96 cm - canto inferior direito - 1984 -

Escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora natural da cidade do Rio de Janeiro. Inicia seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower. Entre 1960 e 1965, participa do ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde passa a lecionar três anos mais tarde. Sua obra é marcada pelo uso de diversas linguagens e a exploração de novos materiais e suportes. Nos anos 1970, sua produção tem caráter experimental: fotomontagem, fotogravura, xerox, vídeo e Super-8. Dedica-se também à pintura desde a década de 1980. A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura. ITAUCULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 703; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 286; ACERVO MAC.



595 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Carranca - escultura em madeira - 74 x 32 x 26 cm - assinado -
Rock. -



596 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Nu feminino sobre tecido verde" - acrílico sobre cartão - 14 x 20 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



597 - RICARDO APRÍGIO (1954)

Composição - técnica mista - 60 x 79 cm - dorso - 1994 - São Paulo -

Pintor pernambucano, natural de Recife. Estudou desenho e pintura com Rubens Sacramento, Noêmia e Vera Victor, em Olinda. Concluiu o curso de Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1977. A partir de 1980 participa da Oficina Guaianazes de Gravuras e em 1983 frequenta o ateliê de litogravura do prof. Dimitri Papageorgiu, na Escola de Belas Artes de San Fernando, em Madri, Espanha. Individuais desde 1973 e coletivas a partir de 1972. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 59



598 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 15 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



599 - RENINA KATZ (1925)

"Agreste" III - litografia - 10/36 - 52 x 40 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



600 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

"Montanhas de Minas" - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



601 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Namorados - escultura em bronze - 35 x 14 x 16 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



602 - STIVAL FORTI (1934)

"Bloco do boi - Carnaval em Limeira" - óleo sobre tela - 65 x 60 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso. -

Pintor, José Clovis Stival Forti tem diversas participações em mostras e Salões oficiais como a coletiva na Itaugaleria em São Carlos, SP (1982). ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 393.



603 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P. I. - 50 x 34 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



604 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Marinha - óleo sobre tela - 21 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



605 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



606 - MAPA

"Brasilien" - litografia - 29 x 23 cm -
Impresso na Alemanha. -



607 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - técnica mista - 10 x 7 cm - canto inferior direito - 1985 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



608 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Última ceia - serigrafia - 45/300 - 40 x 68 cm - canto inferior direito - 1978 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



609 - SIMON BOGATIN (XX)

Menino - desenho a lápis e pastel - 45 x 28 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista e ilustrador com diversas participações em mostras oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo (1948); Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1954 - Medalha de Bronze); Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes, Rio de Janeiro (1958 - Medalha de Bronze). ITAU CULTURAL.



610 - ENZO FERRARA (1984)

Paisagem - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 2011 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



611 - WALTER SALGADO VEIGA (1932)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Santos - SP -

Pintor e professor, nascido em Santos, SP. Sua pintura é figurativa. Participou com certa regularidade em Salões de Arte, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 345, Acervo FIEO.



612 - SILVIA ALVES (1947)

"Paisagem com gatos no telhado" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



613 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque Pedro II" - óleo sobre eucatex - 29 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



614 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Rosto - guache - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



615 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 90 x 130 cm - lado direito ilegível -



616 - JEAN XANTHAKOS (1936)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 20 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escritor nascido em Atenas, Grécia, onde viveu até 1965. Estudou pintura e filosofia por mais de 10 anos. No Brasil desde 1965. Viveu no Rio de Janeiro mas radicou-se em São Paulo. Especialista em naturezas-mortas. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 1065, Acervo FIEO.



617 - LUIZ CASSEMIRO DE OLIVEIRA (1942)

Paisagem - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Natural de Conchas, SP, onde nasceu a 7 de setembro. É formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Sua temática alicerça-se em transparências e construções pictóricas, seccionadas por juções formais contrastantes, ... " manipulando a imagem campestre com firmeza, evidenciando numa forte construção pictórica, sua imaginação descontraída." (J. Henrique Fabre Rolim). Expõe desde 1972. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 245



618 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - desenho a carvão - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 26/06/1971 - México -

José de Dome nasceu em Estância, SE. Autodidata, firmou-se como pintor na década de 60. Um amarelo sempre solar e luminoso sobressai em suas telas e a imprecisão nos contornos das figuras, o empastelamento das formas, é um dos recursos utilizados pelo autor para dar aos seus personagens e temas feições dramáticas atenuadas. Foi ativo em Cabo Frio, RJ; o artista expôs individualmente a partir da década de 50. PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, vol 1 pág, 339; ITAU CULTURAL.



619 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Figuras - xilogravura - H. C. - 19 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



620 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Teatro Municipal - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - São Paulo -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



621 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Oferendas - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
No estado. -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



622 - MARIE LOUISE MATTOS (1916)

Paisagem - óleo sobre cartão - 49 x 39 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



623 - AMARAL (XX)

"Casa dos contos" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



624 - OLIMPIO DOS SANTOS BEZERRA (1951)

"Bairro distante" - óleo sobre tela - 38 x 48 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

"Na arte primitivista, o Bezerra tem lugar firmado. Sua pintura é singela, transmite paz, dentro de seus temas rurais recordativos da infância. Seu estilo é simples, como exímio desenhista que é, e o colorido de suas telas lembra os grandes mestres da pintura ingênua contemporânea."(Luiz Ernesto Kawall - UBE-APCA) JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 147; ITAÚ CULTURAL.



625 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Interplanos" - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - Fevereiro de 2015 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



626 - RAPHAEL BORDALO PINHEIRO (1846 - 1905)

Figura - desenho a nanquim - 47 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Raphael Augusto Bordalo Pinheiro é natural de Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, gravador, caricaturista e ceramista. Assinava B. P. e Raphael Bordallo Pinheiro. De família de artistas, inicia-se nas artes freqüentando a Escola de Artes Dramáticas e a Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1869 publica suas primeiras caricaturas no jornal A Revolução de Setembro e inicia a produção de seu primeiro álbum, O Calcanhar de Achilles, publicado em 1870. Funda os periódicos A Berlinda e O Binóculo. Em 1871, é premiado na Exposição Internacional de Madri. Em 1872, publica o álbum Apontamentos sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, onde satiriza o imperador dom Pedro II (1825 - 1891). Em 1875, vem para o Brasil e funda o periódico Lanterna Mágica, no qual cria o personagem Zé Povinho. Colabora com O Mosquito, ao lado de Angelo Agostini (1843 - 1910). Em 1876, trabalha em O Fígaro com Cândido de Faria (1849 - 1911). Em 1877, funda o Psit! e no ano seguinte, O Besouro, no qual estampa uma série de caricaturas satirizando os políticos locais. Após sofrer dois atentados na cidade, retorna a Portugal em 1879. Em 1880 cria, com outros artistas portugueses, o Grupo do Leão. Em 1885, funda em Caldas da Rainha a Fábrica de Faianças que revitaliza a produção de cerâmicas dessa região. Em 1889, a produção da fábrica é premiada na Exposição Internacional de Paris. Como responsável pela construção do Pavilhão Português, recebe do governo francês o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Exposições coletivas: Lisboa, Portugal (1868, 1870, 1872, 1874, 1881); Madri, Espanha (1871); Rio de Janeiro, RJ (1876); Paris, França (1889). Exposições póstumas: Rio de Janeiro, RJ (1954, 1965, 2000); São Paulo, SP (1996, 2001, 2004). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 888; vol. 8, pág. 658. ITAU CULTURAL.



627 - PIERRE JOSEPH REDOUTÉ (1759 - 1840)

Morangos - litografia aquarelada - 26 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Saint-Hubert, Bélgica e falecido em Paris. Pertenceu a uma família de pintores, estudou com seu pai - Charles Redouté. Com dezesseis anos já ajudava em pinturas decorativas e de igrejas. Em 1782 foi para Paris e trabalhou na decoração do Teatro dos Italianos. Aprendeu com o botânico Charles Louis L'Héritier as técnicas de dissecção para a produção de desenhos anatômicos e mais tarde, junto com o pintor de flores Gérard von Spaendonck e outros artistas, produziu desenhos e pinturas para o ‘Vélins du Roi’. Durante os anos de 1790 tornou-se o mais popular pintor de flores e o artista favorito da corte francesa sob o reinado de Louis XVI a Louis-Philipe. Em 1802 publicou "Liliacées" com quinhentas placas gravadas sobre lírios e, de 1817 a 1821, a mais famosa série de suas gravuras coloridas - "Les Roses", com impressão de Firmin Didot, que ainda são largamente reproduzidas. Em 1825 recebeu o prêmio da Legião de Honra e participou dos Salões de 1796 a 1841. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 647; www.musee-pierre-joseph-redoute.be; www.pierre-joseph-redoute.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.britannica.com.



628 - OSWALDO PULLEN (XX)

"Abaporu frontal" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, cartunista, escritor e poeta nascido no Rio de Janeiro. Autodidata, começou a desenhar aos doze anos. Em 1962 mudou-se para Brasília, em 1970 voltou para o Rio de Janeiro e, em 1984 retornou a Brasília. Tornou-se cartunista no início dos anos 80 e pintor, a partir da década de 90. Seus trabalhos foram publicados no Correio Braziliense - a história de Beirafim, com o Alípio, o Lelé e o Grande Águia; Pai Nonô e o Professor Suflet. Realizou exposição individual em São Paulo no final dos anos 90. www.oswaldopullen.com.



629 - RODRIGO DE HARO (1939)

"My boy" - desenho a nanquim - 12 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



630 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Antonio Conselheiro - gravura - 30/40 - 46 x 60 cm - canto inferior direito - 1992 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.