Leilão de Agosto de 2015

18, 19 e 20 de Agosto de 2015



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - 37/40 - 37 x 26 cm - canto inferior direito - 1991 -
No estado. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALEX CERVENY (1963)

"Amor queima" - litografia - B.P.I - 38 x 35 cm - canto inferior direito - 9/3/1993 - São Paulo -

Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny é desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Assina ALEX CERVENY. Dedica-se a narrar histórias em cada uma de suas criações, e não só através das ilustrações que realiza para livros infantis. Artista autodidata, recebe orientação sobre desenho e pintura de Valdir Sarubbi e gravura em metal de Selma Daffré, professores independentes. Seu trabalho reflete a importância e o gosto pelo constante deslocamento, de uma técnica a outra, de um material a outro, de uma linguagem a outra, resultando em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas e colagens que guardam, como ponto comum, uma forte linguagem narrativa. JULIO LOUZADA, VOL. 11 PÁG. 70 , ITAÚ CULTURAL.



003 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

Carnaval - óleo sobre tela colada em eucatex - 100 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 Rio de Janeiro -
Com etiqueta da exposição do artista "Carnaval 2012", realizada no espaço Ernani arte e cultura - Rio de Janeiro RJ, em março de 2012.-

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



004 - ELISABETH NOBILING (1902 - 1975)

Figuras - gravura - 20 x 31 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória: "para Aldemir - Elisabeth".-

Olga Elisabeth Magda Henriette Nobiling, escultora, ceramista, desenhista e professora, nasceu em São Vicente, SP, e faleceu em São Paulo, SP. Em 1923 ingressou na Universidade de Colônia, Alemanha, matriculando-se nos cursos de Filosofia, História e História da Arte. Em 1927 iniciou seus estudos de escultura em Munique, na Baviera. Entre 1929 e 1930, foi admitida na Academia de Belas Artes da Universidade de Berlim, pela apresentação do seu trabalho Cabeça de Gertrude, tornou-se aluna especial. Além disso, teve aulas com Edwin Scharff e Klipech. Voltou ao Brasil em 1934, integrou o’ Grupo dos Sete’ com Victor Brecheret, Rino Levi, Yolanda Mohalyi, Regina Graz, Jonh Graz e Antonio Gomide. Em 1938, freqüentou cursos de cerâmica em Viena, Áustria. Realizou exposições individuais em São Paulo (1936, 1944, 1948) e participou de coletivas em: São Paulo (1937 a 1939, 1941, 1947, 1949 a 1951 - 1ª Bienal Internacional, 1952, 1953 - 2ª Bienal Internacional, 1954, 1961, 1962); Rio de Janeiro (1952); Paris (1952, 1955, 1957). Foi premiada na 1ª Bienal Internacional. ITAU CULTURAL; MEC, VOL.3, PÁG. 265; PONTUAL, PÁG. 385; monumentos.art.br.



005 - ANTONIO ARENA (1917)

Natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, expôs no SPBA, conquistando a Medalha de Bronze em 1925 com seus trabalhos Cabeça de Negro e Flores. Apresentou a obra Marinha no XX Salão da Associação Paulista de Belas Artes. JULIO LOUZADA, vol. 3 pag. 67



006 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Gueixa - litografia - 26 x 23 cm - lado direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



007 - CLAUDIO FACCIOLI (1955)

Futebol - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Sua formação artística, na década de 1970, foi no Instituto de Belas Artes, atual Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, e formou-se em Publicidade e Propaganda, em 1980. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1991, 1994, 1998, 2000); Niterói, RJ (1986); Nova Friburgo, RJ (1986). Coletivas: Rio de Janeiro (1988, 1989, 1995 a 1997); Volta Redonda, RJ (1994); São Paulo (1996). Prêmios: Volta Redonda, RJ (1994); Rio de Janeiro (1997). JULIO LOUZADA VOL.10, PÁG. 327; VOL.13, PÁG. 125.



008 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - gravura - P/A - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



009 - EDMAR FERNANDES (1982)

"Pau de cebo" - acrílico sobre eucatex - 26 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



010 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

"Pelourinho" - xilogravura - Prova - 20 x 23 cm - canto inferior direito - 1957 -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



011 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Indios - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito - 2000 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



012 - ESCOLA SUL AMERICANA, SEC. XX

São Isidro Lavrador - óleo sobre tela - 110 x 71 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



013 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 9/30 - 46 x 22 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



014 - FRANCISCO CIMINO (1904 - 1990)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 - Amparo-SP -

Pintor, desenhista, professor, literato e músico, natural de Araras, SP, onde nasceu a 27 de março de 1904. Em 1918 iniciou-se nas artes, passando a estudar desenho, pintura, escultura e entalhe com os mestres Rafael Falco e Jorge Barbato, na Escola Normal em São Carlos, cidade onde permaneceu até 1923. Aperfeiçoou-se posteriormente com Castellane. Participou de diversos certames oficiais, sendo que obras suas figuram nos acervos de diversos museus nacionais e coleções particulares. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 265.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



015 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Palafitas - técnica mista - 40 x 55 cm - canto inferior direito - 1969 -
Grey. -



016 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

Rei mago - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



017 - IVALD GRANATO (1949)

"Starman" - litografia - P.E. - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1993 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



018 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

" Campus da USP " - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



019 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - giclée - 72 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo - S.P. -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



020 - GLYCÉRIO GERALDO CARNELOSSO (1921 - 2009)

Barcos - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Nasceu em Boa Esperança do Sul, SP, no dia 5 de dezembro. Pintor e escultor, estudou com José Barchita e Angelo Simeone, recebendo orientação de Laurindo Galante no campo da escultura. Segundo o crítico Paulo Mendes, "Carnelosso é doublé de escultor e pintor. Já por isso, é o sentido das massas, nas formas em sua plasticidade, o que prepondera em sua pintura, na qual o colorido é frequentemente surdo. Sua tendência é a do realismo poético (...)" . PONTUAL, pág. 111; MEC, vol. 1, pág. 359; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 172; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 213; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



021 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

"Veneza" - desenho a lápis de cor - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



022 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Castelo Verde" - acrílico sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



023 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Garota Sentada com a Cadeira ao lado I" - sanguínea e crayon - 41 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 2004 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



024 - APRÍGIO (1954)

"Três varetas" - colagem - 50 x 120 cm - dorso - 1999 -

Pintor pernambucano, Ricardo Aprígio Fonseca Ferreira, natural de Recife. Estudou desenho e pintura com Rubens Sacramento, Noêmia e Vera Victor, em Olinda. Concluiu o curso de Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1977. A partir de 1980 participa da Oficina Guaianazes de Gravuras e em 1983 frequenta o ateliê de litogravura do prof. Dimitri Papageorgiu, na Escola de Belas Artes de San Fernando, em Madri, Espanha. Individuais desde 1973 e coletivas a partir de 1972. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 59



025 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nús - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor. Medidas: 09 x 05 x 03 cm e 05 x 05 x 03 cm.-

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



026 - ARTUR BÁRRIO (1945)

"Série Africana" - técnica mista - 27 x 30 cm - dorso - 1982 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



027 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - P.A. - 43 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



028 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

Melancias - óleo sobre tela - 35 x 45 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



029 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flor - litografia - 30/35 - 35 x 24 cm - canto inferior direito - 1991 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



030 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



031 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Toureiro - litografia - 59/200 - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



032 - ANGELO CANTÚ (1881 - 1955)

Nú - óleo sobre madeira - 34 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano de Milão, onde nasceu a 3 de agosto de 1881. Frequentou a Academia de Brera, daquela cidade, sob a orientação de Cesar Tallone. Grande retratista, ganhou notoriedade face a esta sua especialização. Participou de 1908 endiante a todas as Bienais de Brera e 'as Quadrienais de Torino. Nos anos de 1913, 1914 e 1921, expôs com grande sucesso no Brasil, nas cidade de São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Lecionou pintura no Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 64; LAUDELINO FREIRE, pág. 518; REIS JR., pág. 377; MEC, vol. 1, pág. 336; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 394; JÚLIO LOUZADA, vol. 1, pág. 209; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



033 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - desenho a nanquim - 12 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



034 - ALOISIO LUCAS DE SIQUEIRA (1938)

Bumba meu boi - óleo sobre tela colada em eucatex - 100 x 75 cm - canto inferior direito - 1971 -

Natural de Serra Talhada, PE. Transferindo-se para São Paulo em 1963, conheceu Mário Schemberg, que o incentivou a permanecer sempre fiel à sua maneira de ser como pintor, que transmite a pureza e o sentimento do sertanejo do nordeste. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



035 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Basta" - aquarela - 36 x 25 cm - canto inferior direito - 1957 -
Tara Filho.-



036 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Marinha - óleo sobre madeira - 14 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



037 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Natureza Morta - têmpera sobre eucatex - 38 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1974 Rio de Janeiro -
Com etiqueta do ateliê do autor no dorso. -

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



038 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Fumante - óleo sobre tela colada em cartão - 38 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



039 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

"O Deus dinheiro" - desenho a nanquim - 30 x 48 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



040 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

"Construção" - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - dorso - 1964 - São Paulo -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



041 - BERTONI FILHO (1892 - 1959)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -
Com carimbo do leiloeiro oficial Reinaldo Marques, no dorso. -

Pintor paisagista, filho de Angelo Bertoni, e irmão de J. Bertoni. Como seu pai, fixou temas do Rio de Janeiro, de grande valor iconográfico. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 120; ACERVO FIEO, pág. 329.



042 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

Noite de natal - técnica mista - 9 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



043 - SILVIA ALVES (1947)

"Rosas" - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



044 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Fachada - aquarela - 34 x 28 cm - canto inferior direito - 1967 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



045 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 16 x 44 x 10 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



046 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Zico" - serigrafia - 19/150 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



047 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Capelinha - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



048 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - têmpera sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 07/07/1980 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



049 - EDUARDO TORASSA (1955)

"Jiboia" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 19 de maio de 1955. É pintor e desenhista. O artista apresenta uma pintura com fases simbolistas, onde as técnicas utilizadas são exploradas com firmeza. Sobre o artista, assim se manifestou o então Diretor do MASP, Pietro Maria Bardi: " ... O jovem tem o ar de polemizar com as tendências que há por aí, estas juntando brilhantemente elementos 'a fartura da decoração, ramo da pintura como tantos outros. ... O que se recomenda ao visitante é procurar o contato direto com este artista que vai confirmando a tradição do figurativo com talento e originalidade, possuidor de uma obra poética em cujas linhas e cores é fácil descobrir seu mundo fantástico." JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 336



050 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - óleo sobre papel colado em eucatex - 110 x 75 cm - canto superior esquerdo - 07/06/2000 -
No estado. -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



051 - LUIZ HERMANO (1954)

A chegada - gravura - 06/50 - 14 x 19 cm - canto inferior direito - 1982 -

Escultor, gravador, desenhista, pintor. No início dos anos 1970, estuda filosofia em Fortaleza e, de maneira autodidata, trabalha com gravura em metal e desenho. Em 1979, freqüenta aulas de gravura com Carlos Martins (1946) na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, transfere-se para São Paulo e realiza a mostra Desenhos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1984, recebe o Prêmio Chandon de Arte e Vinho, com o qual viaja para Paris, e faz exposição individual na Galeria Debret. Em 1983, participa da 5ª Bienal Internacional de Seul, e da 2ª Bienal Pan-Americana de Havana, em 1986. Na década de 1980, dedica-se, sobretudo, à pintura. Nos anos 1990, desenvolve obras tridimensionais utilizando materiais diversos, entre eles madeira, bambu e arames de cobre, alumínio e ferro. Expõe pinturas na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e esculturas na 21ª edição do evento, em 1991. Apresenta a mostra Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1994. Depois passa a trabalhar com artigos de consumo de massa, como brinquedos de plástico e utensílios de limpeza, com os quais cria instalações, painéis e objetos. ITAÚ CULTURAL.



052 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Fachada - litografia off set - 48 x 33 cm - centro inferior -
Com dedicatória.-

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



053 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre papel - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



054 - ANTONIO LUCIO PEGORARO (1929)

"Girassois" - óleo sobre tela - 45 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -
Com etiqueta da Galeria Paulo Prado - São Paulo - S.P., no dorso. Acompanha convite de exposição individual do autor na galeria.

Nasceu em São Paulo, Capital, no dia 1º de abril. Sua formação artística recebeu ensinamentos dos mestres Alfredo Oliani, Vicente Mecozzi, Waldemar Amarante e Pedro Altaza. Estudou na ENBA e no Laboratório do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde aperfeiçoou-se em restauração e pintura sob a orientação de Édson Motta. Expõe individualmente a partir de 1970, e coletivamente desde 1952. Fernando Barretto, na apresentação do artista para a exposição da Galeria Paulo Prado-SP, 1980, assim escreveu sobre a sua obra: "´Nada vem do nada´. O óbvio parece não entrar na mente de certos artistas que renegam sua formação e sua aprendizagem e se dizem simplesmente ´autodidatas´. Para se chegar a uma linguagem própria - erudita - o aprimoramento da bagagem cultural se faz necessário. As telas de Pegoraro justificam bem essas idéias. Suas cores quentes e gritantes lembram os ´fauves´, suas formas ao mesmo tempo pós-impressionistas e construtivas são inspiradas nas descobertas do Cubismo e da Escola de Paris. Entretanto Pegoraro se exprime com uma linguagem absolutamente pessoal, um verdadeiro estilo. " ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



055 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito ilegível -



056 - HENRIQUE BOESE (1897 - 1982)

Paisagem - óleo sobre tela - 80 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



057 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Figura - aguada de nanquim - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



058 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 110 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



059 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Auto retrato - desenho a lápis - 23 x 19 cm - canto inferior direito - 1969 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



060 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Vaso de flores - óleo sobre tela e colagem - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -
Registrado no Projeto Gustavo Rosa, em 13 de fevereiro de 2015.

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



061 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"Trabalhadores" - encáustica - 67 x 47 cm - canto inferior direito e dorso - 1948 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



062 - FILIPPO DE PISIS (1896 - 1956)

Figura - aguada de nanquim - 25 x 18 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e escritor italiano, Luigi Filippo Tibertelli nasceu em Ferrara e faleceu em Milão. Assumiu o nome artístico Filippo de Pisis por volta de 1912. A partir de 1904 teve aulas de desenho com Odoardo Domenichini, Angelo e Giovanni Longanesi. Realizou estudos literários, científicos e, a partir de 1920, dedicou-se à pintura também. Conviveu com Giorgio de Chirico, Carlo Carra, Alberto Savinio, entre outros. Viveu em Paris até 1939 onde era muito conhecido nos meios literários e artísticos. Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas em: Ferrara (1925); Milão (1926), Paris (1931, 1932, 1934), Roma (1932), Londres (1935). Participou, entre muitas mostras oficiais das: XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXV, XXVII Bienais de Veneza; Quadrienais de Roma (1931, 1935, 1939, 1955). Recebeu o Prêmio de Roma (1951), o Prêmio de Florença (1953), o Prêmio de Pintura Marzotto (1954). Em 1967 uma exposição retrospectiva foi realizada no 'Palazzo Strozzi' em Florença. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 361; www.bbc.co.uk; www.artprice.com; www.ferraraterraeacqua.it; artemoderna.comune.fe.it.



063 - EMOL (1979)

Grafite - guache - 28 x 20 cm -

Artista visual nascido em Diadema, SP. Desde 2009 vive entre passagens por São Paulo e as longas viagens pelo país ligadas ao projeto 'Rolê Brasil' que desenvolve de forma independente, vivenciando as culturas locais num trabalho de pesquisa e experimentação artísticas. No ano de 2000 iniciou sua produção de 'graffiti' tendo como influência a cultura 'Hip Hop'. Sua produção atual se alterna entre trabalhos desenvolvidos na rua, como murais e intervenções urbanas, e trabalhos em estúdio. Expondo ou participando de projetos e eventos artísticos, tem trabalhos realizados em diversas cidades brasileiras e no exterior (Miami, Los Angeles, Melbourne, Santiago e Buenos Aires). Trabalhou com oficinas culturais em parceria com instituições ligadas a crianças e adolescentes em diversas situações sociais. Atualmente, paralelo a sua produção artística, realiza palestras, workshops e atua como produtor cultural, desenvolvendo projetos ligados à arte, cultura e educação. www.emol.art.br.



064 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Árabe - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



065 - LIVROS


1) "MARIA LEONTINA: PINTURA SUSSURO". PAULO VENÂNCIO FILHO ET AL. SÃO PAULO: ARAUCO EDITORA, 2008. 2) "PAULO BRUSCKY" APRESENTAÇÃO DE MILÚ VILLELA. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2014. 3) "P33: FORMAS ÚNICAS DA CONTINUIDADE NO ESPAÇO: PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA 2013". LISETTE LAGNADO (CUR.). SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2013. 4) "RIO ATELIÊ". TEXTOS DE MARIANA AMARAL. RIO DE JANEIRO: SENAC RIO, 2004. 5) "MARIO MERZ". DANILO ECCHER (CUR.) SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO: RIO DE JANEIRO: PAÇO IMPERIAL DO RIO DE JANEIRO: SALVADOR: MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA, 2003. 6) "MEMÓRIAS INAPAGÁVEIS: UM OLHAR HISTÓRICO NO ACERVO VIDEOBRASIL". AUGUSTÍN PÉREZ RUBIO (CUR.). SÃO PAULO: SESC EDIÇÕES, 2014. 7) "EXERCÍCIOS DO OLHAR". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. CURADORIA E TEXTOS ARACY AMARAL. SÃO PAULO: MUSEU LASAR SEGALL: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO, 2012. 8) "FREDERICO DALTON: FOTOMECANISMOS". ALBERTO SARAIVA (CUR.) RIO DE JANEIRO: INSTITUTO TELEMAR, 2008. 9) "QUASE FIGURA, QUASE FORMA". LORENZO MAAMÌ. SÃO PAULO: LIS GRÁFICA, 2014. 10) "TAISA NASSER - ALCHEMY OF COLORS". TEXTOS DE ELMAR ZORN E JOCHEN BOBERG. BERLIM: DAMM UND LINDLAR VERLAG, 2013.



066 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - múltiplo em bronze - 26 x 09 x 07 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



067 - FERRUCCIO PIZZANELLI (1879 - 1950)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1921 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, xilogravador da Escola Italiana nascido em Pisa. Frequentou a Escola de Arte de Lucca e depois a Academia de Belas Artes de Florença. Formou-se com orientação às artes aplicadas, especializando-se em acabamento de couro artístico. Em Milão foi diretor da Sociedade Italiana de Couro Decorado. Em 1913 voltou para Pisa e começou a se dedicar à pintura de quadros. Participou de muitas mostras oficiais em: Viareggio, Florença, Turim, Livorno, Roma, Buenos Aires. Foi premiado em Milão (1906 – couro trabalhado); Turim, Bruxelas, Roma (1908). BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; www.palazzoblu.org; www.ferrucciopizzanelli.it; www.artprice; www.arcadja.com; artistipisaniscomparsi.jimdo.com.



068 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Flores - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



069 - GIOVANNI FATTORI (1825 - 1905)

Carro de Bois - aquarela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Livorno e falecido em Florença, ambas na Itália. De origem humilde e modesta, começa a pintar em sua cidade natal e vai para Florença, em 1846, trabalhar no ateliê de Giuseppe Bezzuoli, antes de se inscrever na Academia. Em 1869 foi nomeado professor da Academia de Florença. É considerado o principal representante dos 'macchiaioli'. Expôs em Munique, Viena e Filadélfia, onde ganhou medalhas. Em Paris, recebeu uma menção honrosa em 1889 e uma medalha de ouro na Exposição Universal, em 1900. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 282; ART PRICE; ART VALUE; ART NET.



070 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Vasos de flores - óleo sobre tela - 60 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -
Reproduzido sob o nº 277 no catálogo do Leilão "Pintura Brasileira: pré e pós 22", realizado por Tableau Arte & Leilões em Agosto de 1977 na Avenida Horário Lafer, 430 - São Paulo - SP. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



071 - FRANCO MINEI (1922)

"The Liberation of Adm j." - óleo sobre tela - 75 x 61 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 - N.Y. -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista e pintor nascido em Roma, Itália. Estudou com Giorgio De Chirico e foi um dos fundadores da ‘The New Roman School’, um grupo emergente de jovens pintores realistas. Muda-se para Nova York, em 1970, após ter realizado uma exposição de suas obras naquela cidade e muitas outras têm acontecido pela Europa, Estados Unidos e América do Sul. Possui obras no Museu Rockefeller, EUA; em São Paulo, Brasil; em Paris, com Carlos Beistegvi; em Londres, com Sir Alec Guinnes; em Roma, com Federico Fellini e Vittorio Gassman. Divide seu tempo entre Nova York e Cape Cod. francominei.com; artprice.com, artnet.com, christies.com, liveauctioneers.com.



072 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - 34/60 - 32 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



073 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Animais fantásticos - têmpera sobre cartão - 56 x 76 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



074 - DARCILIO LIMA (1944)

Figuras surreais - litografia - P.A. - 63 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Reproduzido sob o nº 100 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em julho de 2015. -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



075 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Restaurador - óleo sobre madeira - 22 x 17 cm - canto inferior direito -
F.Blanch.



076 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Vila de Pescadores - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



077 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Chaminé da Fábrica" - óleo sobre madeira - 45 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1995 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



078 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Família - técnica mista - 32 x 47 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



079 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Árabe - desenho a carvão - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



080 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Fantasiado" - acrílico sobre cartão - 37 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -
Com declaração de autenticidade firmada pelo autor em 19 de agosto de 2006, em São Paulo, SP. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



081 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Natureza morta - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito - 1982 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



082 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

"Interior de roça" - óleo sobre tela - 57 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



083 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O passeio - aquarela - 27 x 17 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



084 - JUAREZ MAGNO (1943)

Composição - técnica mista - 32 x 49 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com etiqueta da galeria de arte do Centro Cultural Brasil dos Estados Unidos - Santos - S.P.-

Pintor, desenhista e cenógrafo, o artista nasceu em Belo Horizonte, MG. Iniciou seus trabalhos artísticos na extinta Escola Guignard, em BH. Transferiu-se para SP, onde na FAAP, foi discípulo de Donato Ferrari. Estudou xilogravura com Edith Bering. Participou de diversas exposições coletivas, expondo também individualmente em São Paulo, por várias ocasiões. Ilustrou vários livros e revistas, confeccionou cartazes, catálogos e cenários para cinema e teatro. Possui obras no acervo de diversos museus e colecionadores particulares no País (MAB-SP, Pinacoteca-SP), e no exterior (Alemanha, Peru, Canadá). JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 568; Acervo FIEO



085 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Oferenda - escultura em bronze - 73 x 19 x 16 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



086 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Floresta - serigrafia - P.A. - 36 x 51 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



087 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 58/190 - 70 x 95 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



088 - GUIDO TOTOLI (1937)

Frutas na paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto superior esquerdo -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



089 - JOÃO BERTONI (1889 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Madaloni, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Assina J. Bertoni. Filho do pintor e professor Ângelo Bertoni e irmão do artista plástico Bertoni Filho. Mencionado pela Imprensa de Curitiba (1941 e 1942) e por Theodoro Braga em ‘Artistas Pintores do Brasil’(1942). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 120; MEC, VOL. 1, PÁG. 222; ITAU CULTURAL.



090 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 66 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1949 -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



091 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Porto - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1978 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



092 - JOÃO SEBASTIÃO DA COSTA (1949)

Cajus - óleo sobre tela - 41 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, figurinista e professor nascido em Cuiabá, MT. Inicia seus estudos de pintura com Bartira de Mendonça em 1965, em Cuiabá. Entre 1966 e 1967, trava contato com artistas representativos de tendências modernas, no Rio de Janeiro. Por volta de 1969, começa a freqüentar o ateliê de Humberto Espíndola (1943), Campo Grande. A partir de 1973, desenvolve atividades artísticas no Museu de Arte e Cultura Popular na Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, em Cuiabá. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 286, Acervo FIEO.



093 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 65 x 92 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



094 - JOSEPH BEUYS (1921 - 1986)

Coelho - off-set - 14 x 10 cm - assinado - 1974 -
Com etiqueta no dorso. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e professor alemão que produziu em vários meios e técnicas incluindo performance, vídeo e instalação. Sua formação artística foi com o escultor Achiles Moorgat e na Academia de Arte Nacional de Dusseldorf, Alemanha. Na década de 1960 se integra ao grupo FLUXUS onde se torna seu membro mais significativo e famoso. Em 1979 teve uma retrospectiva no Museu Guggenheim de Nova York, EUA. Exposições: Alemanha (1953,1961,1965,1966,1967,1970 a 1973,1975,1976,1980,1981,1983,1991,1993,1994,1998,2004); Áustria (1966); Suíça (1969,1992,1995,1996,2007); Itália e Guiné Equatorial (1971); Inglaterra (1974,1983,2005); Bélgica (1977); EUA (1979,2007); Japão (1984); Holanda (1985); Brasil (1993,1994,2002,2003)); Lituânia e Coréia do Sul (1997); República Checa (2000); França (2006,2008). BENEZIT, vol.2, pág.3; ITAU CULTURAL; ARTNET.COM; ARTPRICE.COM; WIKIPÉDIA.ORG.



095 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 58 cm - canto inferior direito - 1949 -
E. D Y.-



096 - MAURICE DENIS (1870 - 1943)

Maternidade - gravura - 33 x 25 cm - canto inferior direito na matriz - 1922 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, designer, ilustrador e teórico de arte francês nascido em Granville e falecido em Saint-Germain-en-Laye onde viveu quase toda a sua vida. Foi membro dos Nabis e um dos maiores expoentes da teoria simbolista. Em 1888 entrou para a Academia Julien, Paris, foi colega de Pierre Bonnard, Édouard Vuillard, Paul Élie Ranson, Paul Sérusier, René Piot, Ker Xavier Roussel. Em seguida entrou para a Escola de Belas Artes de Paris e participou do Salão dos Artistas Franceses (1890), do Salão dos Independentes (1891), do 'Salon des XX' em Bruxelas (1892). Esteve na Itália de 1895 a 1898. Foi um dos fundadores do Salão de Outono em Paris onde criou uma seção para arte religiosa. Realizou na França e no estrangeiro, obras decorativas profanas e religiosas como, entre outras: no salão de música de Ivan Morosov em Moscou (1908), na cúpula do 'Théâtre des Champs-Élysées' em Paris (1911), afrescos para a Igreja de São Paulo em Genebra (1917), igreja de 'Sainte-Marguerite du Vésinet', igreja de 'Saint-Paul de Genève', igreja de 'Saint-Louis de Vincennes'. Com Georges Desvallière, fundou os 'Ateliers d'Arte Sacré' (1919). Seus escritos sobre arte estão em sua maior parte coligidos nos livros 'Theories' (1912) e 'Nouvelles Theories' (1922). Em 1939 publicou uma história da arte religiosa. Uma exposição retrospectiva de suas obras foi apresentada na Exposição Internacional de Veneza (1922). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 493; DICIONARIO OXFORD DE ARTE; www.musee-mauricedenis.fr; www.musee-orsay.fr; www.britannica.com; www.metmuseum.org; www.artprice.com; www.christies.com.



097 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Bailarina - serigrafia - H.C. - 51 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



098 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 13 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



099 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Maternidade - guache - 33 x 27 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Para o amigo Peretto - Mario Zanini". -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



100 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Paris" - aguada e guache - 25 x 17 cm - canto inferior esquerdo - Paris -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



101 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



102 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem do Embú - desenho a nanquim - 22 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1968 - Embú - S.P. -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



103 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Vasos de flores - óleo sobre eucatex - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



104 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Paisagem " - monotipia - 39 x 59 cm - canto inferior direito - 1990 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



105 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Orfeu - escultura em bronze - 17 x 43 x 15 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



106 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Negra - desenho a lápis, carvão e pastel - 41 x 30 cm - lado direito - 13/11/55 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



107 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

Marinha - óleo sobre madeira - 27 x 36 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



108 - NEWTON MESQUITA (1948)

"Depois da festa 3" - acrílico sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior direito - 1982 -
Com etiqueta do autor no dorso.-

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



109 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Araras - serigrafia - 45/98 - 44 x 39 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



110 - VINCENZO IROLLI (1860 - 1942)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Italiano, o pintor nasceu em Nápoles. Sua obra tem como temática principal os fatos históricos. Expôs em Nápoles, Milão e Veneza. Acervos: Palais de Beaux Arts em Paris e Museu de Mulhouse, França. JULIO LOUZADA vol.5, pág. 504; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1203; BÉNÉZIT vol 5 pág 728



111 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - aquarela - 44 x 31 cm - canto inferior direito -
Com etiquetado da Galeria de Arte do Centro Cultural Brasil dos Estados Unidos - Santos - S.P.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



112 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"A Sheriff e a bandida" - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



113 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

"Igreja de São Francisco de Assis..." - aquarela - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 1921 -
Complemento de título: Igreja de São Francisco de Assis 1754. São João D'el Rey. Ex coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - S.P. -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



114 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

No Ateliê - gravura - 415/888 - 66 x 49 cm - canto inferior direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



115 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
Woll - Kall.-



116 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



117 - POTTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

"Matadouro" - litografia - 93/100 - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



118 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Flamboyant - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
Com carimbo da Galeria de Arte Ita Ltda - São Paulo - SP, no dorso.-

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



119 - PERICLES SODRÉ (1936 - 2011)

Marinha com Corcovado ao fundo - óleo sobre eucatex - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pintor, Péricles de Mello Rocha Sodré nasceu em Belo Horizonte, MG. Assinava P. Sodré. Filho do artista plástico Diógenes Sodré, estudou desenho com Ary Duarte (1946 - 1956), pintura com Tolentino (1977) e Aluísio Vale (1978). Viveu em Niterói, RJ desde 1937. Possuía ateliê em São Paulo, Niterói e Olinda, PE. Realizou exposição individual em: Niterói, RJ (1979, 1988); Rio de Janeiro (1985); São Paulo (1987); Angra dos Reis, RJ (1989). Participou de inúmeras exposições pelo Brasil e exterior. Foi premiado em: Niterói, RJ (1984, 1988); Rio de Janeiro (1995). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5 PÁG. 1001; periclessodre.blogspot.com.br; dirennajornalista.blogspot.com.br.



120 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Festa Junina - óleo sobre paleta - 53 x 37 cm - centro inferior - 1971 -
Reproduzido no convite deste leilão e no catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



121 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Favela - litografia - 17 x 17 cm - canto inferior direito - 1961 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



122 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Flores - aquarela - 31 x 24 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



123 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Marinheiro - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



124 - LUDMYLA DEMONTE (XX)

Onças - giclée - 73 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista naturalista descendente de uma família de ilustradores também naturalistas. Realizou exposições em: Buffalo, EUA (1988); Nova York (1988); Johannesburgh, África do Sul (1989); Pittsburg, EUA (1990); Coburg, Alemanha (1990); Sesc - Exposição Itinerante pelo Brasil (1991 a 1992); Rio de Janeiro (1992); Kew, Inglaterra (1996); Charleston (1998); Denver Art Museum, Colorado, EUA (2002); Rio de Janeiro (2002, 2004); Petrópolis, RJ (2003). Publicou os livros: 'Fauna e Flora do Brasil', edição bilíngue, patrocinado pela Shell Oil Company, 1990 e 'Contemporary Botanical Artists', da coleção Shirley’s Sherwood, Londres, 1996. jornalggn.com.br/blog/alfeu/a-pintura-naturalista-dos-irmaos-demonte.



125 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cristo - entalhe em madeira - 53 x 11 x 18 cm - não assinado -



126 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Composição - serigrafia - P.I. - 77 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



127 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição nº 3 - guache - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



128 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1998 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



129 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - gravura - 22/50 - 10 x 7 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



130 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



131 - TERESA D'AMICO (1914 - 1965)

"Ossãe" - desenho a nanquim - 36 x 57 cm - canto inferior direito - 10/1956 - São Paulo -

Escultora, desenhista, gravadora e pintora, Teresa D'Amico Fourpome nasceu e faleceu em São Paulo. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo, com o professor Nicola Rollo e depois no ateliê de Victor Brecheret. Entre 1941 e 1948, residiu em Nova York, onde frequentou a ‘Rockfeller Foundation’ e o ‘International Education Institute’. Aperfeiçoou-se em escultura com Ossip Zadkine e estudou com William Zorach e Stanley William Hayter. Expôs com o grupo de alunos do Ateliê 17, no Museu de Arte Moderna (MoMA), Nova York. Participou, dentre as muitas mostras oficiais, da Bienal de São Paulo (1951 a 1965), da Bienal de Córdoba, Argentina (1964). Foi premiada na Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam (1952 e 1956), prêmios de aquisição (1954 e 1956), prêmio de viagem pelo país (1959), pequena medalha de ouro em escultura (1963), prêmio de aquisição no Salão Paulista de Belas Artes - SPBA (1954), entre outros. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 15; PONTUAL PÁG. 157; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br.



132 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Figura sorridente" - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -
Com etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Rua Farme de Amoedo, 56 - Rio de Janeiro - R.J. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



133 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

"Divine Comédie" - litografia - 32 x 26 cm - centro inferior -
Com certificado datado de 24 de Novembro de 1974 no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e cartazista. Grande mestre Catalão. Personagem extravagante, louco, irreverente, apocalíptico, são alguns dos adjetivos mais frequentes dados à sua pessoa, mas foi, sobretudo, um gênio. ART PRICE ANNUAL, 2000, págs.582 a 585: BENEZIT, vol.3, págs. 329 a 331; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 309



134 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre cartão - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1945 -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



135 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre tela - 25 x 43 cm - não assinado -



136 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Praia - serigrafia - 49 x 63 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



137 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Formas - guache - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



138 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 23 x 32 cm - centro inferior -
Década de 1950.-

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



139 - SINIBALDO TORDI (1876 - 1965)

Cardeal e o pássaro - óleo sobre tela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou do leilão "Kunst & antiquitâtenversteigerungen" organizado por Johann Sebök - Bamberg, Alemanha - em 15 de março de 2014. No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Roma e falecido em Florença. Foi aluno de Salvatore Barbudo. Dentre suas obras destacam-se, a Madonna Addolorata, na Igreja de San Felice em Ema/Florença, obra que lhe valeu um prêmio; Retrato Del Barone Camuccini, também premiado em 1913, no Salão de Paris. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 229; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1144; VOL.11, PÁG. 324; artnet.com; artfact.com; arcadja.com; invaluable.com; artist.christies.com; artprice.com; indartinfo.com.



140 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

"Paisagem - Paraopeba" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 - B.H -
Reproduzido na página 165 do catálogo Raisonné - Projeto Inimá de Paula, no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



141 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - P.E. - 32 x 32 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



142 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 18 x 16 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



143 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Janela da natureza - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



144 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 58 x 68 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



145 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 36 x 10 x 08 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



146 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



147 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

"Favela" - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



148 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



149 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

Figura - aquarela - 13 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



150 - ROSA BONHEUR (1822 - 1899)

No curral - óleo sobre tela colada em madeira - 49 x 65 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Rose Marie Rosalie Bonheur, nasceu em Bordeaux e faleceu em Melun. ambas na França. Pintora e escultora, teve em seu pai o primeiro professor. Estudou com Cogniet, sofrendo influências de Lamennais e George Sand. Sua primeira exposição aconteceu em 1841, no Salão de Paris. A esta seguiram-se outras nos anos de 1843 e 1853, sendo que nesta última ela conseguiu tornar-se famosa através da popularização pela gravura de seu quadro Le Marché Aux Chevaux. Mulher ativa e de temperamento inquieto, não dedicou sua vida somente às artes. Foi também Cavaleiro da Legião de Honra em 1865 e Oficial em 1894, além de ser Comandante da Ordem de Isabel, a Católica. Foi grande amiga da Rainha Vitória e por isso aceita por toda a aristocracia inglesa, que passou a admirar as cores impressionistas de suas obras. O MNBA-RJ possui alguns de seus trabalhos. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 46 , BÉNÉZIT vol. 2 págs. 149 e 159 e ARTPRICE 2000 pág. 261



151 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Pescadores - xilogravura - 21 x 25 cm - não assinado -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



152 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Ver o peso" - gravura original - 32 x 45 cm - canto inferior direito - Belém - Pará -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



153 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Figuras - guache - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



154 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Na praça - desenho a nanquim - 45 x 30 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



155 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre madeira - 12 x 17 cm - canto inferior direito -
Autor Bianchi. -



156 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



157 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Lençois - pastel - 23 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



158 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem Antropofágica - desenho a lápis - 9 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



159 - TETSUO NOMURA (1928)

Borboleta - óleo sobre eucatex - 55 x 46 cm - canto inferior direito -

Natural de Tóquio, Japão, onde realizou seus estudos artísticos na Universidade de Arte daquela cidade. No Brasil desde 1956, engajou-se desde logo no Grupo Seibi, participando de diversos certames oficiais a partir de 1966, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 679.



160 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Retrato de mulher" - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com a seguinte dedicatória: "Para a amiga Nilce. E. Di Cavalcanti. Rio 1966" e etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ, ambas no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



161 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Na carroça - gravura - P/A IV/XX - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



162 - GILDA LISBOA (XX)

Buscando água - óleo sobre eucatex - 50 x 23 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



163 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Pescadores - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



164 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 35/100 - 55 x 75 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



165 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, Paquistão Sfaran, medindo 2,09 x 1,40 = 2,92. m².-



166 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Contorcionista - escultura em bronze - 52 x 55 x 45 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



167 - YANNIS GAITIS (1923 - 1984)

Figuras - guache - 17 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor nascido em Atenas, Grécia. Estudou na Escola de Belas Artes de Atenas (1942-1944), teve aulas com Konstandinos Parthenis e Ioannis Filippotis. Em Paris frequentou a 'Académie de la Grande Chaumière' e passou a viver na cidade após 1954. Realizou exposições individuais e participou de mostras oficiais em: 'Tel Aviv Museum', Israel; 'Salon de Mai', Paris; Bienal de São Paulo (1967); 'Muzej Savremene Umetnosti', Belgrado; 'Musée d'Art Moderne de Skopie', Yugoslávia; 'Des Centre Cultural des Beaux Arts', Fernand, France; 'Municipalité de Nikea', Atenas; 'Carnegie International Exhibition' (1964) - Pittsburgh, EUA. Em 2001 uma cópia de um de seus trabalhos foi instalada na estação ferroviária Larissis, em Atenas. Faleceu uma semana antes da abertura de uma exposição retrospectiva de suas obras na Galeria Nacional de Atenas (1984). BENEZIT VOL. 4, PÁG. 585; www.acgart.gr; www.artprice.com; www.askart.com; artist.christies.com; www.artnet.com; www.sothebys.com.



168 - BÁRBARA DE AZEVEDO (1977)

Composição - serigrafia - p.u. - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 2007 -

Artista Visual nascida em Feira de Santana, BA. Vive e trabalha em São Paulo. Formou-se em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo e desde sua graduação em produção audiovisual (2006) percorre o caminho da videoarte, animações e curtas metragens, participando de mostras e festivais no Brasil e também no estrangeiro. Realizou exposições individuais em: Uberlândia, MG (2009); SESC, Amapá (2010); SESC, Paraná (2011). Foi premiada em: São Paulo (2007 a 2010, 2011 - Gravura); Atibaia, SP (2010); Amapá e região nordeste (2010); Londrina, PR (2011). ITAU CULTURAL; www.ob-art.com; mubagaleria13.blogspot.com.br.



169 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Andarilho - desenho a lápis - 26 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1939 - Rio -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



170 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

"Fazenda" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1967 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



171 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Marinha - óleo sobre madeira - 15 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



172 - JENNER AUGUSTO (1924 - 2003)

Imagens da Bahia - serigrafia - 107 - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1980 -

Natural de Aracajú, SE, fixou-se em Salvador a partir de 1949. Juntamente com Mario Cravo Júnior, Carybé e Genaro de Carvalho, trabalhou pela renovação das artes plásticas da Bahia (1950). Seus temas preferidos são os alagados, marinhas e sacros. MEC vol.1, pág.148; PONTUAL, pág. 279; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 157; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



173 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Vaso de Flores - óleo sobre tela - 100 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1992 - São Paulo - S.P. -
Esta obra participou da exposição "Meus caros amigos", comemorativa dos setenta anos de Aldemir Martins, no espaço Forma São Paulo - 1992. Organizada por Val Galeria de Arte. -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



174 - DÉCIO VIEIRA (1922 - 1988)

"1º estudo do dragão" - serigrafia - P.I. 7/15 - 77 x 57 cm - não assinado -
"Último trabalho de Décio Vieira".

Este importante artista brasileiro nasceu em Petrópolis-RJ e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residiu e foi ativo. Foi orientado por Axl Leskoschek e Fayga Ostrower. Participou da I Exposição Nacional de Arte Abstrata-RJ, que idealizou juntamente com Ivan Serpa. Integrou diversos movimentos: Grupo Frente (1954), concreto (1956) e neoconcreto (1959). Participou do SNAM-RJ nos anos de 1949 a 1964, e da Bienal de São Paulo, nas versões do período de 1953 a 1967, e 1987. Segundo Max Bill, Décio Vieira figura entre os grandes da arte concreta mundial. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1107.



175 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - desenho a nanquim - 54 x 36 cm - canto inferior direito ilegível - 1966 -



176 - GOLB CARVALHO (1956)

"Saudades" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor natural de Guanhães, MG, onde nasceu a 4/5/1956. Pinta desde a infância, quando aos 17 anos muda-se com a família para BH, dedicando-se à pintura das cidades históricas, e aos temas regionais e folclóricos. Realizou exposições individuais nas cidades de Ouro Preto, Mariana e Belo Horizonte. Em 1979 fixou residência em São Paulo, onde realizou individual em 1982. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 231. Acervo FIEO. -



177 - JOÃO CAMARA (1944)

Asteroides - litografia - 47/100 - 32 x 47 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



178 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - dorso - 2009 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



179 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926)

"A trajédia de Salomé" - litografia - 08/10 B - 63 x 48 cm - canto inferior direito - 1991 -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



180 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso com flores - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



181 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - desenho a carvão - 21 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



182 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - 45 x 37 cm - canto inferior direito -
Rio de Janeiro.-

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



183 - PROZAK (1978)

Grafite - litografia off set - 7/100 - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 2012 -

Mazu Prozac (Celso), grafiteiro paulistano, fez faculdade de arte e junto com uma turma, foi pintar na rua. Dá aulas na Fecap, faz ilustrações e decoração. Participou da 2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art (2013) no MUBE, SP. Pintou um prédio de onze andares na cidade de Gdansk, Polônia (2011). www.obaoba.com.br; subsoloart.com; mube.art.br; andafter.org.



184 - GUILHERME DE FARIA (1942)

" Secretas esperanças de levitação " - desenho a nanquim - 29 x 22 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



185 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Deslocamento VI" - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Rio -
Técnica: Acrílico e colagem sobre tela colada em eucatex. -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



186 - LUCILLA MARTINELLI (1932)

Casa de fazenda - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora com diversas participações em exposições regionais e na Bienal Naïf de Piracicaba.



187 - MARIO DE ARAUJO (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1973 - Antonina - PR. -

Pintor nascido em Antonina, PR. Começou a mostrar suas habilidades na adolescência em teatro de fantoches, desenhos e restauração de pinturas sacras na sua cidade, como a Igreja de São Benedito. Vive em São Paulo. Em 2007, realizou a exposição Individual 'Brasilidade' na Biblioteca Pública do Paraná. brazilianartistmarioaraujo.blogspot.com.br.



188 - OFRA GRINFEDER (1945)

Composição - colagem - 22 x 7 cm - canto inferior direito -

Escultora, ceramista, pintora, nasceu em Israel, trasferindo residência para os Estados Unidos, onde formou-se em 1967 na State University of New York. Ainda naquele País, estuda na Alfred Universit e freqüenta a Penland School of Crafts. Fez cursos sobre as técnicas em Raku ministradas por Steve Gamza e por David Miller. Residiu na França, Coréia e Turquia, fixando residência no Brasil. "Influenciada pelas diversas culturas as quais pode observar durante suas diferentes moradias: de Israel ao Brasil, passando pela Coréia, França, Turquia e Estados Unidos, Ofra Grinfeder desenvolve com um raro requinte, um linguajar artístico sensível de formas próprias com materiais coletados ao longo de sua existência. Silvia Meira GRINFEDER, Ofra. Trabalhos com papel. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1994. ITÁU CULTURAL



189 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 28/55 - 47 x 67 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



190 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

'Sois e luas iluminão teu rosto" - xilogravura - 37 x 25 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



191 - MILTON MARIANO DA SILVA (1943)

" Colheita de flores " - óleo sobre tela - 38 x 45 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e artista gráfico, natural da cidade mineira de Varginha. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios no período de 1965 a 1968, época em que tornou-se desenhista publicitário e diagramador. Recebeu influência de Antonio Maia, Laerpe Motta e Sami Mattar, artistas com quem conviveu. Sua obra retrata paisagens da infância e adolescência, com cromatismos quentes, mostrando o movimento de montanhas e serras de Minas Gerais. Expôs individualmente em 1974 e participa de coletivas desde 1968. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 682



192 - OSCAR CRUSIUS (1904 - 1991)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 18 x 24 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido em Porto Alegre, RS. Formou-se no Instituto de Belas Artes em 1928. Foi discípulo de Ângelo Guido e Franz Pellichek. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras oficiais. Em 1940 obteve seu primeiro prêmio no Salão oficial do Instituto de Belas Artes, Porto Alegre - RS. JÚLIO LOUZADA VOL. 6. PÁG. 282; www.galeriaespacoculturalduque.com.br; www.guion.com.br.



193 - RODRIGO DE HARO (1939)

Menino - desenho a nanquim - 12 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



194 - TUNEU (1948)

Composição - litografia - P.I. - 18 x 11 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



195 - SANDRA MARIA ARTIOLI (1967)

"Caminho em águas de São Pedro" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -

Seu nome artístico é S. M. ARTIOLI. Sua formação artística foi na Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", UNESP - Bauru, SP (1990). Tem participado de inúmeras mostras e Salões oficiais e recebido muitos prêmios como em: Barretos, SP (1999); Araras, SP (2001, 2003, 2004); Campinas, Olímpia, Mococa - SP (2001); Rio Claro, Amparo - SP (2002); Franca, SP (2003, 2006); São Paulo (2004, 2006, 2008, 2009, 2010); Rio de Janeiro, RJ (2006, 2010); Londres, Inglaterra (2007, 2009); Poços de Caldas, SP (2007, 2012); Piracicaba, SP (2008); Paris, França (2010); Ribeirão Preto, SP (2011); Niterói, RJ (2012); Belgrado, Sérvia (2013). www.sandraartioli.com.br.



196 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



197 - TRINDADE LEAL (1927)

"Chinoca o pássaro VI" - desenho a nanquim - 48 x 66 cm - centro inferior - 1964 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



198 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Mercado São João" - litografia - 445/500 - 30 x 38 cm - assinado na matriz - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



199 - WILLY JOHANN GUTBROD (XX)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 38 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor expressionista natural de Wurtemberg, Alemanha, transferindo-se para o Brasil em 1922. Foi premiado com a Medalhas de Bronze no SNBA-RJ em 1969, e de Prata em 1972. Recebeu também o Prêmio Viagem ao Estrangeiro em 1973. "Dedicado a revelar a vida do povo, não se desgasta num esquema socializante de protesto, ou pelo menos não sacrifica a inocência de sua pintura a uma pretenciosa posição de crítica. A realidade do cotidiano popular surge vertido de limpesa, alegria e decisão, servindo de pretexto, como nos sambas de partido alto, a um rico jogo de formas a cores, à luz do dia, com saúde e garra." - Walmir Ayala, Rio de Janeiro, abril de 1979.



200 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 92/150 - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Caatinga - serigrafia - H.C. 7/10 - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1980 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ANTONIO PETICOV (1946)

Encontro - serigrafia - 37 x 100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com marca em relevo seco da galeria Arte Global - São Paulo SP. No estado.-

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



203 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Marinha" - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



204 - ALCIDES NAVAJAS (1924)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 11 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Paulistano, nasceu em 9 de novembro de 1924. Autor de uma pintura variada onde aparecem praticamente todos os gêneros, sendo porém as suas paisagens o grande destaque desse artista que expõe há mais de trinta anos. Foi aluno de Angelo Simeone e Innocêncio Borghese, sendo também orientado por Dario Mecatti. Expondo em coletivas e salões oficiais desde o final dos anos 50, o autor construiu sólida carreira, acumulando em seu currículo inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol.1, págs. 664/665; Acervo FIEO.



205 - EDUARDO IGLESIAS (1940)

Composição - litografia - 15/70 - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural de Marilia, SP. Transferiu-se para São Paulo em 1957. Participa de exposições desde 1962. Já apresentou seus trabalhos no Brasil, Estados Unidos e Europa. Seus trabalhos levam o expectador e o analista a uma incursão, nem sempre fácil, através do mundo das ambiguidades visuais ou das imagens oníricas... É assim que várias de suas composições, com figuras ou pássaros, tornam-se fantásticos vasos de flores, ou um navegante, que faz seu barco ir cortando as vagas, com uma árvore florida, 'a feição da vela de uma escuna submete a indagações o suporte de suas telas..." . (Antonio Bento, crítico de arte, 1981). JULIO LOUZADA vol.2, pág. 510; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



206 - ANÍBAL PINTO DE MATTOS (1889 - 1969)

Barcos - óleo sobre cartão - 34 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1940 - Rio de Janeiro -RJ -

Pintor, escritor, historiador de arte e professor, foi discípulo de Batista da Costa e Zeferino da Costa na antiga ENBA. Em 1916 realizou sua primeira individual. Transferiu-se em seguida para Belo Horizonte, onde foi um dos fundadores da Sociedade Mineira de Belas Artes. Foi o grande responsável pelos movimentos artísticos mineiros das décadas de 1920 a 1950. TEODORO BRAGA, pág. 37; LAUDELINO FREIRE, pág. 513 e 518; MEC, vol. 3, pág. 102; PONTUAL, pág. 347; TEIXEIRA LEITE, pág. 318; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 67; ITAÚ CULTURAL.



207 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Rosto - serigrafia - Prova única - 23 x 20 cm - canto inferior direito - 1966 - Bahia -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



208 - CELSO COPPIO (1952)

Natureza Morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Pintor, desenhista, escultor e professor - Celso Ricardo Esteves Coppio nasceu em São Paulo. Assina C. Coppio. Aos quatorze anos já era escultor em terracota sob a orientação de Tadakyio Sakai (do Embu, SP). Começou a pintar como autodidata e depois teve aulas de desenho com Rosy Carrão e pintura com Salvador Rodrigues Junior. Também cursou vários cursos livres de arte. Vive em Curitiba desde 1978 onde possui uma galeria e escola de arte. Realizou exposições individuais em: Uberaba, MG (1979); Curitiba, PR (1979 a 1987, 1989 a 1995, 1997, 2012); Salvador, BA (1981); Goiânia, GO (1982, 1983); Vitória, ES (1983); Brasília, DF (1983, 1984); Chapecó, SC (1985); Presidente Prudente, SP (1986); Blumenau, SC (1987); Londrina, PR (1988); Uruguaiana, RS (1993). Também participou de exposições coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 283; VOL. 8, PÁG. 216; VOL. 10, PÁG. 236; celsocoppio.com; www.gazetadopovo.com.br.



209 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - xilogravura - 9/30 - 61 x 88 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -
No estado.-

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



210 - EDÉSIO ESTEVES (1916)

"Igreja de São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1961- Outro Preto - M.G. -

Pintor, desenhista e caricaturista. Estudou História da Arte na Sorbonne, Paris, em 1930. No Brasil frequentou a ENBA. Fixou-se em Ouro Preto-MG, quando colaborou intensamente com a imprensa. Sua obra teve influência de Takaoka, a quem frequentou. "Por muitos anos, Esteves pintou Ouro Preto, suas paisagens barrocas tão cheias de matizes intercaladas de luzes e sombras quentes e tão ricas pela variedade de sua beleza. Esteves é realmente um pintor, pois pinta com o coração. Seus figurativos também, tão cheios de cores violentas como os fauvistas, fazem um contraste violento com a delicadeza de suas aquarelas". Inimá de Paula, in E. ESTEVES: Brasilidades III. Apresentação de Mari´Stella Tristão e Inimá de Paula. Ouro Preto: Centro de Cultura Integrada, 1990. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 375; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág.180; MEC, vol. 2, pág. 115.



211 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Insetos - gravura - 7/100 - 22 x 12 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



212 - EDGARD MENEZES (XX)

"Mariana" - óleo sobre tela colada em eucatex - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com atividades artísticas concentradas no Rio de Janeiro. Figurou no Salão Nacional de Belas Artes de 1970 e 1971, tendo conquistado, no último, a Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 631.



213 - ÉZIO MONARI (1935)

Na estrada - óleo sobre cartão - 29 x 19 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autencidade firmado pelo autor.-

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



214 - HUDINILSON JR. (1954 - 2013)

Carnaval - gravura - 66/100 - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1978 -

Artista multimídia, Hudinilson Urbano Júnior nasceu e faleceu em São Paulo. Assina Hudnilson Jr. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (1975-1977) e foi aluno do curso de gravura com Maria Irene Ribeiro, em São Bernardo do Campo. Experimentou múltiplas expressões artísticas como desenho, pintura, mail-art (arte postal), graffiti, xerografia (arte xerox), performance e intervenções urbanas. Foi um dos pioneiros no uso da arte xerox no Brasil. Em 1979, fundou o grupo 3nós3, com os artistas Rafael França e Mario Ramiro, que até 1982, realizou intervenções artísticas na paisagem urbana de São Paulo. A partir de 1982, iniciou a série ‘Exercícios de Me Ver’, que consistiu na reprodução xerográfica de partes do próprio corpo, com exposições em Porto Alegre e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, em 1983. Seus trabalhos em graffiti, utilizando estêncil, foram elaborados desde meados da década de 1980 e, no mesmo período conheceu Alex Vallauri, de quem recebeu orientações e o acompanhou em alguns trabalhos. Em 1984 participou da 1ª Bienal de Havana, Cuba e da exposição Arte Xerox Brasil, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, da qual foi o curador. Expôs, entre as diversas exposições individuais e mostras oficiais, na 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e na 3ª Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL (2002). ITAU CUL TURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 474.



215 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gaivotas - óleo sobre tela colada em cartão - 18 x 24 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



216 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - litografia - P.A. II/X - 54 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



217 - IVALD GRANATO (1949)

Figura - serigrafia - P.A. - 100 x 70 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



218 - JOSÉ LOURENÇO (1964)

Cozinhando - xilogravura - 42/100 - 13 x 12 cm - centro inferior - 1992 -

José Lourenço Gonzaga nasceu em Juazeiro do Norte, CE. Iniciou-se na gravura no ano de 1985 levado pelo avô, gráfico, para a Tipografia São Francisco, hoje, Lira Nordestina. Fez sua primeira gravura para a capa do cordel "O casamento matuto". Além das capas para folhetos, produziu álbuns, entre eles: "Lira Nordestina", "Via Sacra" e "A Vida do Padre Cícero". Exposições: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Pacajús – CE (1990); Fortaleza, CE (1991); São Paulo, SP (1991); Campos do Jordão, SP (1992). Prêmios: Fortaleza, CE (1989, 1991). Mostra no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Fortaleza "Minha Vida na Xilogravura: Gravadores de Juazeiro" reúne dez xilogravuristas cearenses, naturais de Juazeiro do Norte (região do Cariri, sul do Estado). A mostra apresenta gravuras que expressam as trajetórias desses artistas, mostrando temas diferentes das tradicionais imagens daquela região. Participam da exposição Abrahão Batista, Ailton Laurino, Cícero Lourenço, Cosmo Braz, Francorli, José Lourenço, Manoel, Naldo, Nilo e Stênio Diniz (de 01/04/09 a 30/05/09).http://www.mauc.ufc.br/expo/2002/03/lourenco1.htm; http://fotolog.terra.com.br/filosofiadofutebol:1423



219 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaros - serigrafia - P.A. - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



220 - GERARDO DE SOUSA (1950)

"Casa de fazenda" - óleo sobre eucatex - 17 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 Rio de Janeiro R.J. -

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



221 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Trabalhadores - litografia - nº 2/EX.66. - 31 x 22 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



222 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Locus 426856" - acrílico sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



223 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Estação da luz em cores quentes" - serigrafia - 27/30 - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 2013 -
Obra reproduzida no catálogo da exposição "Diálogos Gráficos", realizada em 2014.-

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



224 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 14 x 22 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



225 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

Fazenda - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1977 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



226 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - colagem - 20 x 11 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte inscrição: "felicidade para 1966".-

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



227 - MARIA BONOMI (1935)

"O ovo" - litografia - 8/40 - V/B. - 62 x 46 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.-

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



228 - NORI FIGUEIREDO (1949)

Rosto - gravura - P.A. - 19 x 14 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor e desenhista, natural desta Capital. Expõe individualmente em 2005 na Graphias Casa da Gravura (São Paulo, SP), e coletivamente em 1994, na Pinacoteca-SP; 1999 - Rio de Janeiro - Mostra Rio Gravura. São Paulo: gravura hoje no Palácio Gustavo Capanema; 2000 Investigações. A Gravura Brasileira - Itaú Cultural (São Paulo, SP) e 2001 - Investigações. A Gravura Brasileira (2001 : Brasília, DF) - Itaugaleria (Brasília, DF) ITAUCULTURAL.



229 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 60 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 - Ouro Preto - M.G. -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



230 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Verde" - acrílico sobre papel - 29 x 40 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



231 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Flamenco - litografia - 59/200 - 50 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



232 - ANGELINA AGOSTINI (1888 - 1973)

Violinista - óleo sobre tela colada em madeira - 35 x 26 cm - canto superior esquerdo - 1915 -

Desenhista, pintora, escultora e professora nascida e falecida no Rio de Janeiro. Iniciou seus estudos de arte com o pai, o ilustrador e caricaturista Angelo Agostini. Entre 1906 e 1911 foi aluna de Zeferino da Costa, Baptista da Costa e Eliseu Visconti, na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. A partir de 1911, estudou no ateliê de Henrique Bernardelli. No mesmo ano, recebeu menção honrosa na 18ª Exposição Geral de Belas Artes. Nos dois anos seguintes, participou da 19ª e 20ª edições da mostra e ganhou, respectivamente, a pequena medalha de prata e o prêmio de viagem à Europa. Viajou para a Europa em 1914, estabelecendo-se em Londres. Durante a Primeira Guerra Mundial, prestou serviços assistenciais como voluntária da Cruz Vermelha, o que lhe valeu o reconhecimento do governo britânico. Expôs na Real Academia de Artes, na Sociedade de Mulheres Artistas, no Museu Imperial de Guerra e na Galeria Huddersfield, todos em Londres. Também apresentou trabalhos no salão da Sociedade Nacional das Belas Artes, no Salão das Tulherias e no Salão da América Latina, em Paris. De volta ao Brasil, ganhou a medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1953 e foi membro do júri da mostra em 1957. Nesse mesmo ano, figurou na exposição ‘O Nu na Arte’, do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. MEC VOL. 1, PÁG. 38; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 30; VOL. 13, PÁG. 4; ITAU CULTURAL; www.pitoresco.com; www.catalogodasartes.com.br.



233 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - desenho a nanquim - 10 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



234 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - P.A. - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



235 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



236 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Na praia - óleo sobre madeira - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



237 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Pássaro - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1979 - Rio de Janeiro -

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



238 - BELMONTE (1897 - 1947)

Recordação - desenho a nanquim - 43 x 23 cm - centro inferior -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



239 - AUGUST ROESELER (1866 - 1934)

"Trinker" - óleo sobre cartão - 42 x 37 cm - canto superior direito -
Com etiqueta do autor no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Alemã, formou-se na Academia de Munich. BENEZIT, vol.9, pág. 43; ARTPRICE.COM.



240 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882 - 1923)

Cais - óleo sobre tela - 19 x 26 cm - canto inferior direito -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos, com o seu irmão João Timóteo, como aprendiz da casa da moeda, após estudou na ENBA e obteve prêmio de viagem ao exterior em 1907. Diversos museus brasileiros possuem obras de sua autoria. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 229; REIS JR., pág. 286; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, págs. 57, 153, 313 e vol. 2, pág. 89; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 217; PONTUAL, pág. 522; MEC, vol. 1, pág. 468; TEIXEIRA LEITE, pág. 508; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532.



241 - EDGARD WALTER (1917 - 1994)

Curva do rio - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Natural de Nova Lima MG, onde nasceu a 20 de novembro, e falecido na cidade de Teresópolis RJ, em 14 de maio. Pintor acadêmico, notabilizou-se pelas suas paisagens. Ativo no Rio de Janeiro, foi discípulo de Oswaldo Teixeira. Participou, recebendo premiações, de diversos certames oficiais. "O que sobressai neste moço, que se utiliza de formas ´antigas´ para nos transmitir sentimentos novos, é o esmero da técnica. Edgar Walter é, por excelência, um pintor de detalhes, de pequeninos nadas que muitas vezes - por que não reconhecê-lo ? - fazem de um quadro pequeno uma grande tela. Ele se compraz em reproduzir pormenores da natureza, dirão os austeros críticos. " H. Pereira da Silva (100 obras Itaú. Pietro Maria Bardi. São Paulo, Banco Itaú, MASP, 1985) JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1065; ITAÚ CULTURAL; MEC, vol. 4, pág. 503.



242 - NIWA SHIRO (1934)

Peixes - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor nascido em Okazaki - Honshu, Japão. Veio para o Brasil em 1958, fixando-se em São Paulo onde integrou o Grupo Sakai do Embu. Exposições individuais: São Paulo (1970, 1973, 1974); Teresópolis, RJ (1972); Ystad, Suécia (1974); Paris, França (1974). Participou de mostras e Salões oficiais em São Paulo nos anos de 1974, 1975, 1976, 1977 a 1979. Foi premiado, em 1978, no VII Salão Bunkyo, SP. MEC VOL. 4, PÁG. 242; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 792.



243 - SILVIA ALVES (1947)

"Primavera em Paris" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



244 - DIVERSOS AUTORES

gravura - 74/75 - 40 x 55 cm - 1979 -
Gravura elaborada em conjunto pelos artistas Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Clovis Graciano, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi e Marina Caran. Assinada por todos. -



245 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nús - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor. Medidas: 10 x 06 x 03 cm e 08 x 05 x 03 cm. -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



246 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Perfil - litografia - P.I. - 17 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



247 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Flores - óleo sobre madeira - 34 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



248 - INGRES SPELTRI (1940)

Paisagem - acrílico sobre tela - 70 x 96 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



249 - AMARAL (1951)

Estação de trens - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - dorso - 2015 - Tiradentes-MG -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



250 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 18 x 14 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



251 - LUIZ HERMANO (1954)

O Passeio - gravura - 06/50 - 15 x 19 cm - canto inferior direito - 1982 -

Escultor, gravador, desenhista, pintor. No início dos anos 1970, estuda filosofia em Fortaleza e, de maneira autodidata, trabalha com gravura em metal e desenho. Em 1979, freqüenta aulas de gravura com Carlos Martins (1946) na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, transfere-se para São Paulo e realiza a mostra Desenhos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1984, recebe o Prêmio Chandon de Arte e Vinho, com o qual viaja para Paris, e faz exposição individual na Galeria Debret. Em 1983, participa da 5ª Bienal Internacional de Seul, e da 2ª Bienal Pan-Americana de Havana, em 1986. Na década de 1980, dedica-se, sobretudo, à pintura. Nos anos 1990, desenvolve obras tridimensionais utilizando materiais diversos, entre eles madeira, bambu e arames de cobre, alumínio e ferro. Expõe pinturas na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e esculturas na 21ª edição do evento, em 1991. Apresenta a mostra Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1994. Depois passa a trabalhar com artigos de consumo de massa, como brinquedos de plástico e utensílios de limpeza, com os quais cria instalações, painéis e objetos. ITAÚ CULTURAL.



252 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

"Formas contrastantes" - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



253 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Projeto - desenho a lápis e guache - 40 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



254 - ARLINDO MUCCILLO (XX)

Aves e Plantas - técnica mista - 26 x 19 cm - canto inferior direito - 1985 - Teresópolis - R.J. -

Desenhista e pintor ativo no Rio de Janeiro, RJ. Discípulo de Xavier Puente. Participou de vários Salões oficiais, no Rio de Janeiro, como: Salão da Sociedade dos Artistas Nacionais (1968 – Medalha de Prata); Salão de Belas Artes (1968 – Menção Honrosa e Medalha de Bronze); Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (1970). MEC, vol. 3, pág. 225.



255 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No ateliê - aquarela - 34 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - 1941 -
Com dedicatória.-



256 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

Nú - óleo sobre eucatex - 121 x 68 cm - canto inferior direito - 1971 -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



257 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Cavaleiro - gravura - E/A - 9 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



258 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Profeta - óleo sobre tela - 34 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



259 - ISABEL PONS (1912)

"Claustro" - gravura - 07/30 - 32 x 58 cm - canto inferior direito - 1963 -

Nasceu em Barcelona, Espanha. Importante gravadora, desenhista e pintora. Estudou pintura na Escola de Belas Artes de Barcelona (1925-1930). Ilustrou poemas de Garcia Lorca. Fixou residencia no Rio de Janeiro a partir de 1948. Estudou gravura com Friedlaender, no MAM-RJ, em 1959. A partir de então dedica-se principalmente à atividade de gravadora em metal, técnica que domina como poucos e a consagrou no cenário nacional e internacional. Está representada em diversos museus brasileiros e estrangeiros, como o MNBA, MAM-RJ, MOMA-NY, etc MEC, vol. 3-pág. 425; PONTUAL-pág. 431; WALMIR AYALA, vol. 2, págs.203/4; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 126.



260 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Cobra - desenho a nanquim e guache - 26 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



261 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1975 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



262 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -
Reproduzido sob o nº 40 em catálogo de Lordello e Gobbi - Escritório de Arte - São Paulo. -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



263 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - xilogravura - P.A. - 63 x 48 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



264 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Mateando - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



265 - LIVROS


1) "AFINIDADES: RAQUEL ARNAUD". CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÃO NO INSTITUTO TOMIE OHTAKE. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2014. 2) "XICO, VASCO E IBERÊ - O PONTO DE CONVERGÊNCIA". DE AGNALDO FARIAS. PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2013. 3) "JOSÉ RESENDE". RONALDO BRITO (CUR.) CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA, 1998. 4) "CARMELA GROSS". ANA MARIA BELLUZZO. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2000. 5) "REMBRANDT E A ARTE DA GRAVURA". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL: BRASÍLIA; SÃO PAULO, 2002. 6) "POETAS DO ESPAÇO E DA COR: ALFREDO VOLPI. ARCÂNGELO IANELLI, ALDIR MENDES DE SOUZA, FRANZ WEISSMANN". SABINA DE LIBMAN (CUR.) CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: ARTE APLICADA, 1977. 7) "ARTISTAS BRASILEIROS: ANNA LETYCIA". ÂNGELA ÂNCORA DA LUZ. SÃO PAULO: EDUSP, 1998. 8) "A ARTE COMO NARRATIVA: UM CONCURSO, UMA HISTÓRIA". ANA CRISTINA CARVALHO. SÃO PAULO: ACERVO ARTÍSTICO-CULTURAL DOS PALÁCIOS DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2012. 9) "CRISTINA SÁ". DENISE MATTAR (CUR.) CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: PAULO DARZÉ GALERIA DE ARTE, 2012.



266 - MARIA AMÉLIA DA SILVA (1925)

Santas - escultura em barro -
Lote composto por duas obras. Medidas: 34 x 13 x 9 cm (direita) e 32 x 9 x 10 (esquerda). - Escultura do lado esquerdo assinada.

Nascida em Tracunhaém, PE. Conhecida como Maria Amélia de Tracunhaém. Iniciou-se ao lado do pai - mestre Dudi, louceiro, na arte do barro. Começou alisando panelas, depois passou à modelagem de pequenos animais que seu pai os vendia na feira do Recife; mais tarde, seus animais cresceram de tamanho e fez também carrancas. Após ter visto quadros com figuras de santos, na feira de Carpina, decidiu criá-los em barro dando início à sua produção de santos. Seu trabalho está representado no acervo do Museu do Homem do Nordeste da Fundação Joaquim Nabuco, Rio de Janeiro, e na coleção João Maurício Araujo Pinho no Museu Casa do Pontal, também no Rio de Janeiro. Recebeu, em 2011, o título de ‘Patrimônio Vivo de Pernambuco’, outorgado pelo Governo do Estado. LÉLIA COELHO FROTA - PEQUENO DICIONÁRIO DO POVO BRASILEIRO, SÉCULO XX; BETH LIMA E VALFRIDO LIMA - EM NOME DO AUTOR, ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



267 - FERDINAND MEIRAN (1901 - 1989)

"Comboios no Solimões e Rio Negro" - óleo sobre madeira - 35 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor natural de Cannes, França, onde nasceu a 2 de julho de 1901. Seu pai, também pintor, era muito amigo do professor e pintor Louis Pastour, que mais tarde viria a ser seu mestre e orintador artístico. Fixou residência no Brasil a partir de 1937, filiando-se no Rio de Janeiro à Associação dos Artistas Brasileiros, onde fez sua primeira exposição no País. Transferiu-se posteriormente para São Paulo onde expôs suas pinturas nas seguintes galerias paulistas: TABLEAU, Dan, Pátio, Aliança Francesa, etc. Em sua pintura, preocupava-se sempre com o sol, não em si mesmo, mas a influência dele sobre a paisagem. Realizou diversos e importantes trabalhos iconográficos da cidade de São Paulo. JULIO LOUZADA,vol. 1-pág. 622, Acervo FIEO.



268 - EDSON LIMA (1936)

"Margem de estrada" - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Nascido em Boa Nova, Bahia, teve no crítico de arte Mário Schemberg seu grande admirador e incentivador. Fez sua primeira mostra coletiva em 1967, na Galeria Artécnica, no mesmo ano em que realizou a sua primeira individual, na Galeria da Folha de São Paulo. É ativo em São Paulo, onde reside. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 221; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



269 - FRANCO GENTILINI (1909 - 1981)

"Ippotila e Il Cigno" - gravura - P.A. - 56 x 44 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autencidade no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ceramista, escultor, ilustrador e professor nascido em Faenza, Itália e falecido em Roma. Estudou na Escola de Belas Artes de Bolonha e, mais tarde, se tornou professor da Escola de Belas Artes de Roma. Sua primeira exposição em Roma foi em 1933. Realizou muitas exposições individuais; participou de exposições coletivas, das edições da Bienal de Veneza (1930, 1936, 1938, 1942, 1948, 1950, 1952, 1958, 1966, 1968), da Quadrienal de Roma (1935,1939, 1943, 1955, 1972), da 'Pittsburgh International Exhibition' (1937) e da Bienal Internacional de São Paulo (1955). Foi premiado em: 1936, 1943 (Quadrienal de Roma), 1947, 1951, 1952, 1954, 1955 (Quadrienal de Roma), 1958 (Bienal de Veneza), 1963, 1965, 1967, 1973. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 673; www.archiviofrancogentilini.com; www.artprice.com; www.artcyclopedia.com.



270 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Composição" - óleo sobre eucatex - 46 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



271 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Bichos - têmpera sobre tela - 15 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



272 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - desenho a nanquim e aguada - 50 x 64 cm - canto inferior direito - 1964 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



273 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Melancia - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



274 - FRANCISCO UBEDA MARÍN (1918 - 1992)

Nú - óleo sobre tela - 60 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e restaurador espanhol nascido em Almería e falecido em Sevilha. Sua formação artística se deu na Escola Superior de Belas Artes de Sevilha e em Barcelona. De 1968 até 1980 viveu em Maiorca onde foi proprietário da galeria 'Arabí' em Palma. Voltou a residir em Sevilha e realizou algumas exposições individuais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 637; www.todocoleccion.net; www.arcadja.com; hemeroteca.sevilla.abc.es.



275 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Igreja da Bahia - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



276 - HEINZ KUHN (1908 - 1987)

Composição - monotipia - 26 x 20 cm - canto inferior direito - 1956 -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



277 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Crianças - guache - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



278 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Venezia" - óleo sobre madeira - 55 x 69 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



279 - GENARO DE CARVALHO (1926 - 1971)

Tropical - tapeçaria - 83 x 121 cm - canto inferior esquerdo -

Tapeceiro, pintor, desenhista. Genaro Antônio Dantas de Carvalho era natural da cidade de Salvador-BA, onde também faleceu. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. É considerado um dos principais ativistas pela renovação da arte na Bahia, ao lado de Carlos Bastos, Caribé e Mario Cravo Jr. Com bolsa de estudos do governo francês, Genaro embarca para Paris em 1949, lá estuda com André Lhote e Fernand Léger na École Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Salões de Outono, de Maio e dos Independentes. No ano de 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque é o mural realizado para o salão interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Divisão de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentário Genaro e a Tapeçaria Brasileira. Expõe na Bienal Internacional de São Paulo, 1951 e 1955; Bienal Internacional de Tapeçaria, Suiça, 1965; e 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM, São Paulo, 1969. Postumamente sua obra figura na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/FAAP, 1974; Tradição e Ruptura, São Paulo, 1984; e 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra, Salvador, 1999. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 231; WALTER ZANINI, pág. 638; LEONOR AMARANTE, pág. 75; ITAU CULTURAL.



280 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - desenho a nanquim e guache - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 1975 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



281 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 112/200 - 50 x 67 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



282 - GLADYS MALDAUM (1943)

"Motos estacionadas" - óleo sobre tela - 46 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



283 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"A batucada começou" - desenho a nanquim - 31 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



284 - JOHN FRASER (1858 - 1927)

"Entry Falmouth" - aquarela - 18 x 26 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1903 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Inglesa. Foi membro da Sociedade Real dos Artistas Britânicos. A partir de 1879, começou a participar das exposições na Academia Real, na ‘Suffolk Street’ e na Sociedade dos Novos Aquarelistas. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 507; www.artprice.com.



285 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Casal - múltiplo em bronze - 18 x 13 x 6 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



286 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Estrada de ferro - serigrafia - P.A. - 51 x 36 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



287 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com resquícios de etiqueta da Dan Galeria - São Paulo - S.P., no dorso.-

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



288 - GUIDO TOTOLI (1937)

Natureza morta - óleo sobre tela - 55 x 65 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



289 - J. M. RUCK (1939)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



290 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

"Concreto I" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - dorso - 1961 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



291 - JOSÉ CLAUDINO DA NOBREGA (1951)

Animais - óleo sobre tela - 56 x 92 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintor, gravador e restaurador. Filho do antiquario Nôbrega, estudou pintura com Rodrigo de Haro, Willys de Castro e Hércules Barsotti. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. JÚLIO LOUZADA vol. 2, pág. 282.



292 - JOÃO MARIA DOS SANTOS (1910 - 1988)

Amantes - óleo sobre eucatex - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, cenógrafo e decorador, nasceu em Paris, França. Filho do jornalista e historiador José Maria dos Santos, realizou seus estudos na Escola de Belas Artes e na Escola Nacional de Artes Decorativas, ambas em Paris. Expôs no Salão de Arte Moderna, onde conquistou Medalha de Bronze (1947) e na Bienal de São Paulo (1951 e 1955). Em Paris figurou no Salon d´Automne e no Salon de L´Union des Artistes Modernes. Conquistou também diversos premios como cenógrafo. Executou murais nos Hotéis Jaraguá-SP e Nacional-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 876



293 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



294 - JOSEPH BEUYS (1921 - 1986)

Texto - litografia - 14 x 10 cm - assinado -
kitsch postkarte. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e professor alemão que produziu em vários meios e técnicas incluindo performance, vídeo e instalação. Sua formação artística foi com o escultor Achiles Moorgat e na Academia de Arte Nacional de Dusseldorf, Alemanha. Na década de 1960 se integra ao grupo FLUXUS onde se torna seu membro mais significativo e famoso. Em 1979 teve uma retrospectiva no Museu Guggenheim de Nova York, EUA. Exposições: Alemanha (1953,1961,1965,1966,1967,1970 a 1973,1975,1976,1980,1981,1983,1991,1993,1994,1998,2004); Áustria (1966); Suíça (1969,1992,1995,1996,2007); Itália e Guiné Equatorial (1971); Inglaterra (1974,1983,2005); Bélgica (1977); EUA (1979,2007); Japão (1984); Holanda (1985); Brasil (1993,1994,2002,2003)); Lituânia e Coréia do Sul (1997); República Checa (2000); França (2006,2008). BENEZIT, vol.2, pág.3; ITAU CULTURAL; ARTNET.COM; ARTPRICE.COM; WIKIPÉDIA.ORG.



295 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Tentação - óleo sobre madeira - 22 x 17 cm - canto inferior direito -
F. Blanch.



296 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Sonho - litografia - H.C. - 64 x 47 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



297 - FLAVIO IMPERIO (1935 - 1985)

Bananeira - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo e professor, nasceu e faleceu em São Paulo-Capital. Cursou desenho na Escola de Artesanato do MAM-SP, entre 1956 e 1958. Em 1961 forma-se em arquitetura pela FAU da USP. No ano seguinte integra o Grupo do Teatro Oficina, realizando cenografias, figurinos, direção e roteiros teatrais. De 1962 a 1966, é professor responsável pelo Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo e de 1962 a 1977 integra o grupo docente de comunicação visual do Departamento de Projeto da FAU/USP. Ministra curso para formação de professores de desenho na FAAP, de 1964 a 1967. Em 1966, realiza a primeira exposição individual, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Executa cenografia e figurinos para shows de Maria Bethânia e para o show Doces Bárbaros, com Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso em 1976. Integra o corpo docente do curso de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, de 1981 a 1985. Também nesse ano realiza cenografias para desfiles de moda em São Paulo. Desenvolve cenários e figurinos para diversas peças, entre elas Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Arena Contra Zumbi, de Guarnieri e Boal; Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda; Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e A Falecida, de Nelson Rodrigues. Recebe os prêmios Governador do Estado, Saci, Molière, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Após sua morte é fundada a Sociedade Cultural Flávio Império e publicado o livro Flávio Império, organizado por Renina Katz e Amélia Hamburger. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 480; ITAU CULTURAL.



298 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Linhas - guache - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



299 - MARIE FÉLIX HIPPOLYTE-LUCAS (1854 - 1925)

Moça oriental - óleo sobre tela - 47 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista da Escola Francesa nascida em Rochefort e falecida em Bougival. Participou de muitas mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.christies.com; www.artnet.com.



300 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - aquarela - 29 x 21 cm - canto inferior direito - 1965 -
Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



301 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Teatro Municipal - pastel - 39 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



302 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Coroinha - óleo sobre papel colado em eucatex - 31 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



303 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Pierrot - óleo sobre eucatex - 66 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



304 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

" Praia Recanto com banhista " - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



305 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em bronze - 32 x 15 x 10 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



306 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

"Natureza morta com bilha" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



307 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Carrinho de Rolemã - desenho a lápis - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



308 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Paisagem " - aquarela sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



309 - PEDRO TORT (1916 - 2006)

Composição - desenho a nanquim e aguada - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Fixou residência em São Paulo-SP, em 1952, participando desde logo no SPAM, no qual recebeu premiações (1963 e 1966). Figurou também no SNAM, na 7ª e 9ª Bienal de São Paulo e no SACC. Expôs individualmente em galerias paulistanas (1957, 1962, 1963 e 1965). Tem obras no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e no Museu Paul Klee. PONTUAL, pág. 525; ITAÚ CULTURAL.



310 - TITO PELICCIOTTI (1872 - 1943)

Namorando - óleo sobre tela - 51 x 85 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor de gênero e de paisagem, representante da escola italiana de pintura. BENEZIT, vol. 8, pág. 199, COMMANDUCCI, vol. 4, pág. 2400, BOLAFFI, vol. 12, pág. 269.



311 - ABELARDO DA HORA (1924)

Frevo - desenho a nanquim - 57 x 45 cm - canto inferior direito - 1965 -

Escultor, desenhista, gravador e professor, nascido em São Lourenço da Mata, PE. Sua formação artística foi na Escola de Belas Artes da Universidade de Recife, PE; Estados Unidos, Canadá e Europa. Presidiu por dez anos a Sociedade de Arte Moderna na capital pernambucana e onde criou, em 1952, o Ateliê Coletivo. EM 1966 transferiu-se para São Paulo. Participou da 18ª Bienal Internacional de São Paulo, SP, em 1985; do 7° e do 13º Panorama da Arte Atual Brasileira, SP, em 1975 e 1981 respectivamente; de diversas exposições coletivas e de Salões oficiais: em Recife, PE (1949, 1952 a 1956, 2000); Rio de Janeiro, RJ (1949, 1950, 1957, 1966, 1978 e 1984); Porto Alegre e itinerante pela Europa e Oriente Médio (1954); Goiânia, GO (1954); Salvador, BA (1963); São Paulo, SP (1967, 1975, 1976, 1980, 1984, 1985, 1992, 1994, 1995, 2003). Exposições individuais: em Recife, PE (1948 e 1988); Paris, França (1986) e Olinda, PE (1992) – Retrospectiva no MAC de Pernambuco. Prêmios: no Rio de Janeiro, RJ (1949 e 1950) e Recife, PE (1952, 1954 e 1956). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 473 e vol.9, pág. 410. ITAU CULTURAL.



312 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Mulher - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



313 - PAUL JONKERS (1951)

Composição - litografia - A.P. - 50 x 66 cm - canto inferior direito - 1993 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Amsterdam, Holanda. Começou a desenhar e a pintar na adolescência. Após alguns cursos de arte em Amsterdam e em Haia foi para Londres, com dezessete anos, e frequentou o ' St Martins College of Art & Design'. Depois se mudou para 'North Wales' e agora vive em Hampshire. Tem participado de exposições coletivas em Londres e Bath, Inglaterra, e suas obras têm sido reproduzidas em edições limitadas de gravuras e cartões. pauljonkers. co.uk; gagliardigallery.org.



314 - RENZO GORI (1911 - 1999)

"Avenida 9 de Julho" - óleo sobre eucatex - 20 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



315 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - gravura - 55 x 55 cm - canto inferior direito ilegível -
No Estado.



316 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



317 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 36 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta da galeria Marte 21 - Rua Farme de Amoedo, 76 - Rio de Janeiro RJ, no dorso.-

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



318 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Amanhecer - óleo sobre tela - 40 x 59 cm - canto inferior direito -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



319 - PAULO CEZAR MENDES FARIA (1946)

Surreal - óleo sobre madeira - 63 x 97 cm - canto inferior direito - 1975 Rio de Janeiro -

Pintor e escultor natural de Juiz de Fora, MG. Assina Mendes Faria. Sua formação artística foi na Escola Nacional de Belas Artes - RJ, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - RJ e em cursos livres com Aluísio Cravo e Ivan Serpa no MAM - RJ, Bruno Tanz, Hélio Rodrigues, Luís Áquila e Ronaldo Rego Macedo. Em 1981, morando em Petrópolis, integra o Núcleo Experimental de Arte - NEART, onde recebe orientação de Katie van Scherpenberg. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1975, 1978, 1982, 1987, 1988); São Paulo (1979, 1989); Brasília, DF (1980); Petrópolis, RJ (1981, 1987, 1991, 1993 a 1995, 2002, 2003); Juiz de Fora, MG (1982, 1985). Coletivas: Rio de Janeiro (1969, 1974, 1976, 1977, 1981, 1986 a 1991, 2003); São Paulo (1987 a 1989); Brasília, DF (1979, 1980, 1990); Blumenau, SC (1977); Petrópolis, RJ (1983, 1985, 1987, 1993, 2002, 2003, 2004); Belém, PA (1986); Recife, PE (1986); Campinas, SP (1986); Curitiba, PR (1986 a 1990); Belo Horizonte, MG (1987); Ribeirão Preto, SP (1988); Niterói, RJ (1990); Americana, SP (1991), Santos, SP (1991). Prêmios: Rio de Janeiro (1969, 1975, 1976, 1979); São Paulo (1989). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 396; VOL. 4, PÁG. 730; VOL. 10, PÁG. 586.



320 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Ana Maria" - aquarela - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1956 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



321 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Surreal - litografia - Nº 4 - 22 x 18 cm - canto inferior direito - 1942 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



322 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - serigrafia - 44/100 - 33 x 48 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



323 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Carros de Bois - óleo sobre tela - 31 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



324 - LUDMYLA DEMONTE (XX)

"Passeflora quadrangulares" - aquarela - 72 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista naturalista descendente de uma família de ilustradores também naturalistas. Realizou exposições em: Buffalo, EUA (1988); Nova York (1988); Johannesburgh, África do Sul (1989); Pittsburg, EUA (1990); Coburg, Alemanha (1990); Sesc - Exposição Itinerante pelo Brasil (1991 a 1992); Rio de Janeiro (1992); Kew, Inglaterra (1996); Charleston (1998); Denver Art Museum, Colorado, EUA (2002); Rio de Janeiro (2002, 2004); Petrópolis, RJ (2003). Publicou os livros: 'Fauna e Flora do Brasil', edição bilíngue, patrocinado pela Shell Oil Company, 1990 e 'Contemporary Botanical Artists', da coleção Shirley’s Sherwood, Londres, 1996. jornalggn.com.br/blog/alfeu/a-pintura-naturalista-dos-irmaos-demonte.



325 - LIVROS


1) "ARTE DA CERÂMICA NO BRASIL". COLEÇÃO ARTE E CULTURA III. DE PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: BANCO SUDAMERIS BRASIL, 1980. 2) "ARTE DA PRATA NO BRASIL". COLEÇÃO ARTE E CULTURA II. DE PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: BANCO SUDAMERIS BRASIL, 1979. 3) "EM TORNO DA ESCULTURA NO BRASIL". COLEÇÃO ARTE E CULTURA XII. DE PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: BANCO SUDAMERIS BRASIL, 1989. 4) "MESTRES, ARTÍFICES, OFICIAIS E APRENDIZES NO BRASIL". COLEÇÃO ARTE E CULTURA IV. DE PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: BANCO SUDAMERIS BRASIL, 1981. 5) "O OURO NO BRASIL". COLEÇÃO ARTE E CULTURA XI. DE PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: BANCO SUDAMERIS BRASIL, 1988.



326 - EUNICE FIGUEIRA (XX)

Aconchego - escultura em bronze - 10 x 12 x 11 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade emitido pela Galeria de Arte Andre, São Paulo - SP, datado de 30 de dezembro de 1989. -

Filha do escultor e pintor Joaquim Lopes Figueira, que fez parte do Grupo Santa Helena. Cumpriu seus estudos artísticos com os professores Nico Rossa / Luigi Neviani na Escola Panamericana de Arte no ano de 1971 / 73.Continuou seus estudos de desenho e pintura com o professor Menacho Martins. Contemporaneamente freqüentou o curso de Modelagem - Escultura no Liceu de Artes e Ofícios com o professor Reidan. Em 1987, participou da Exposição na II Expo Brasil Portugal.



327 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - guache - 28 x 21 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



328 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Surreal - gravura - 13/25 - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



329 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

"Corujas" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 Cabo Frio - R.J. -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



330 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 36 x 27 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



331 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - serigrafia - 145/180 - 70 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



332 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 36 x 26 cm - centro inferior -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



333 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

"Divine Comédie" - litografia - 32 x 26 cm - centro inferior -
Com certificado datado de 24 de Novembro de 1974 no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e cartazista. Grande mestre Catalão. Personagem extravagante, louco, irreverente, apocalíptico, são alguns dos adjetivos mais frequentes dados à sua pessoa, mas foi, sobretudo, um gênio. ART PRICE ANNUAL, 2000, págs.582 a 585: BENEZIT, vol.3, págs. 329 a 331; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 309



334 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 16 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



335 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - técnica mista - 12 x 11 cm - canto inferior direito ilegível -



336 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Família - gravura - P.A. - 15 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



337 - IVALD GRANATO (1949)

Pássaro - gravura - P.I. - 17 x 11 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



338 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Marinha" - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 28 cm - canto inferior direito e dorso -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



339 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Sacada - óleo sobre tela colada em eucatex - 26 x 18 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



340 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Formas mutantes" - vinil encerado - cada 27 x 27 cm - dorso - 14/2/74 - Cabo Frio -
Reproduzido no convite deste leilão. Obra composta de quatro partes montadas na mesma estrutura.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



341 - ROBERT INDIANA (1928)

"Six" - serigrafia - 24 x 20 cm -
Assinado no paspatur da obra.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e artista gráfico norte-americano, Robert Earl Clark nasceu em New Castle. Estudou no 'John Herron Art Institute' (1945, 1946), no 'Chicago Art Institute' e graduou-se em arte em Edimburgo. Voltou para os Estados Unidos e se fixou em Nova York. Em 1958, trocou seu último nome para Indiana, assumindo suas origens do meio oeste americano. É considerado um dos principais artistas do movimento 'Pop art' dos Estados Unidos. Em 1964 colaborou com Andy Warhol no filme 'Eat' e executou a decoração exterior do pavilhão do Estado de Nova York na Feira Mundial, consistindo em um letreiro de 6m com a palavra EAT. Sua pintura LOVE (1966) foi reproduzida, em 1973, como selo comemorativo ao "Valentine's Day" do serviço postal americano. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 714; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; robertindiana.com; whitney.org; www.moma.org; www.britannica.com; www.artprice.com; www.artnet.com.



342 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Composição - guache - 42 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



343 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



344 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - offset sobre tela (técnica exclusiva) - 81/116 - 81 x 43 cm - não assinado - 1986 -
Com autenticação de litografia Matavelli S.A, no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



345 - TUNEU (1948)

Composição - escultura - 26 x 26 x 13 cm - assinado -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



346 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 - Magé -
Com dedicatória. -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



347 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Boiada - óleo sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



348 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



349 - RAUL DE MELLO (1911)

Tropeira - óleo sobre eucatex - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor ativo no Rio de Janeiro. Discípulo de Luis Fernandes de Almeida Junior. Participou do SNBA-RJ, recebendo medalha de bronze (1942); do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes-RJ, 1948; entre outros. MEC, vol. 3, pág. 134; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 572



350 - PAULO GAGARIN (1885 - 1980)

Marinha - óleo sobre eucatex - 51 x 80 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor autodidata natural de Leningrado, atualmente São Petersburgo, e falecido no Rio de Janeiro. Era filho do governador do Cáucaso, estudou na Universidade de sua cidade natal. Ao eclodir a I Guerra Mundial alistou-se no exército de seu país como oficial de artilharia pesada. Terminada a guerra, emigrou para a França e depois para o Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1921. Naturalizou-se brasileiro. No ano seguinte realizou a sua primeira exposição individual. Participou de muitas edições de Salões oficiais. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes (1925, 1926, 1927, 1928), no Salão Paulista de Belas Artes (1940, 1941) e recebeu o Prêmio Prefeitura de São Paulo (1944). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 405; PONTUAL PÁG. 230; MEC, VOL.2, PÁG. 219; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 146; TEODORO BRAGA, PÁG. 186; REIS JR, PÁG. 370; ITAU CULTURAL; www.pintoresdorio.com; www.artprice.com; www.arcadja.com.



351 - OSMAR SILVA MACIEL (1935)

"Melancias" - óleo sobre tela - 78 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Natural de Campinas, SP, onde nasceu a 15/4/1935. Frequentou os ateliês de Ettore Federighi e Edmundo Migliaccio. Tem como tema os elementos da vida interiorana. Participou regularmente de exposições no Estado de São Paulo a partir de 1960, recebendo premiações nos Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol.2, pag.613.



352 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Jânio e Juscelino - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



353 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Família - técnica mista - 9 x 6 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



354 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 83/250 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



355 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Fumando cachimbo - óleo sobre eucatex - 23 x 17 cm - canto inferior direito ilegível -



356 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre tela - 65 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



357 - SINIBALDO TORDI (1876 - 1965)

Nobres - óleo sobre tela - 36 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Roma e falecido em Florença. Foi aluno de Salvatore Barbudo. Dentre suas obras destacam-se, a Madonna Addolorata, na Igreja de San Felice em Ema/Florença, obra que lhe valeu um prêmio; Retrato Del Barone Camuccini, também premiado em 1913, no Salão de Paris. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 229; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1144; VOL.11, PÁG. 324; artnet.com; artfact.com; arcadja.com; invaluable.com; artist.christies.com; artprice.com; indartinfo.com.



358 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem Antropofágica - desenho a lápis - 14 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



359 - MARIE LOUISE MATTOS (1916)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1998 -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



360 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

"Retrato de Eleonora Costa" - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1950 Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ, no dorso. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



361 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Carro de Bois - gravura - 4/75 - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com a seguinte inscrição: "Mulhér bonita, é bonita. E como é bonita é uma boniteza. E mulher bonita é uma beleza". -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



362 - GINO ALBIERI (1881 - 1949)

Paisagem Árabe - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana com diversas participações em Salões e mostras oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões da Europa. www.artprice.com.



363 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Encontro na paisagem" - óleo sobre tela - 14 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -
Registro de ateliê nº 947.

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



364 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - P.I. - 17 x 11 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



365 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, Paquistão Boukara, medindo 1, 86 x 1,20= 2,23 m². No estado.-



366 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 18 x 09 x 07 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



367 - CARLOS BORGES (1959)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



368 - BÁRBARA DE AZEVEDO (1977)

Composição - serigrafia - p.u. - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 2007 -

Artista Visual nascida em Feira de Santana, BA. Vive e trabalha em São Paulo. Formou-se em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo e desde sua graduação em produção audiovisual (2006) percorre o caminho da videoarte, animações e curtas metragens, participando de mostras e festivais no Brasil e também no estrangeiro. Realizou exposições individuais em: Uberlândia, MG (2009); SESC, Amapá (2010); SESC, Paraná (2011). Foi premiada em: São Paulo (2007 a 2010, 2011 - Gravura); Atibaia, SP (2010); Amapá e região nordeste (2010); Londrina, PR (2011). ITAU CULTURAL; www.ob-art.com; mubagaleria13.blogspot.com.br.



369 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - litografia - 14/65 - 46 x 66 cm - canto inferior direito - 1995 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



370 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



371 - ANTONIO D'OLINDA (1966 - 2015)

"Buscando Peixe" - óleo sobre eucatex - 41 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Pintor, Antonio José dos Santos nasceu e faleceu em Olinda, PE. Sempre vivendo em Olinda, começou a trabalhar com mamulengo, teatro de boneco muito popular na região. Iniciou-se na pintura como auxiliar do pintor Roberto Lúcio. Em 1984 conquistou uma das premiações do 'Salão dos Novos de Pernambuco' e o Primeiro Lugar do Projeto Lista Telefônica do Estado de Pernambuco, posição que ocupou até 1987. Em 1988, participou de uma exposição coletiva junto com Ernane Cortat e Diva Goulart na Galeria Jacques Ardies, São Paulo e realizou sua primeira exposição individual no Gabinete de Arte Brasileira em Recife; três anos mais tarde no Museu de Arte Contemporânea de Olinda e, em 2001 e 2003, na Galeria Jacques Ardies de São Paulo. Em 2004, participou da Bienal Naifs do Brasil, em Piracicaba - SP. Realizou adereços de cena para os filmes 'Baile Perfumados' (1996) e 'O Cangaceiro' (1996). Em 1997, pintou cenários para espetáculos em colaboração com o grupo Bijari. www.ardies.com.



372 - JAIR GLASS (1948)

"Gênese" - técnica mista - 32 x 24 cm - canto superior direito e dorso - 1977 -
Com etiquetas: ateliê do autor e da Galeria Paulo Prado - São Paulo - S.P., no dorso.

Pintor e desenhista natural de São Paulo-SP. Estudou desenho e plástica na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Expõe individualmente desde 1977 e coletivamente a partir de 1973. JULIO LOUZADA vol. 3 pág. 461; ITAU CULTURAL.



373 - TOMOO HANDA (1906 - 1996)

Flores - óleo sobre eucatex - 46 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



374 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Deus e a noite" - litografia - 66/110 - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



375 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Sonhando - fotografia - 52 x 75 cm - não assinado -



376 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Composição - óleo sobre tela - 41 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 - São Paulo - S.P. -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



377 - JOÃO CAMARA (1944)

Casal - litografia - 47/100 - 38 x 24 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



378 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Dr. Von" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - centro esquerdo e dorso - 2000 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



379 - TOSHIZO NAKANE (1915 - 2014)

Entardecer no Leblon - óleo sobre eucatex - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástico nascido em Tókio, Japão. Seu pai, SHINKICHI NAKANE era engenheiro arquiteto do governo japonês e sua mãe, ASA NAKANE, artista plástica e grande musicista. Tornou-se engenheiro agrônomo pela "Nippon Koto Taku Shoku Gakko", notória Escola Superior de Agronomia do Japão, também se destacou por sua personalidade forte e vocação pelas artes e pela música. Como engenheiro agrônomo foi selecionado para participar do convênio firmado entre os governos brasileiro e japonês, para o desenvolvimento de pesquisas na Amazônia. Ingressou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde passou a lecionar. Suas pinturas em óleo sobre tela e também suas esculturas, correram o mundo em galerias de arte no Brasil, Europa e Ásia. Sua trajetória artística foi marcada por diversas condecorações, medalhas e premiações.



380 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 19 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



381 - GERALDO CASTRO (1914 - 1992)

Paisagem - desenho a carvão - 27 x 20 cm - canto inferior direito - 1967 -

Nascido e falecido no Rio de Janeiro. Pintor de orientação conservadora, ainda assim logrou impor-se à consideração de críticos como Quirino Campofiorito, o qual lhe louvou a liberdade cromática e a sensibilidade vibrante. São especialmente apreciadas as suas marinhas, feitas com agilidade de execução e com energia. Expositor do Salão Nacional de Belas Artes desde 1947, nele recebeu em 1962 o prêmio de viagem ao estrangeiro. MEC vol.1, pág.387; ITAÚ CULTURAL;.



382 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo Frutas - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



383 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

"Reflexo" - serigrafia - 15/99 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado. -

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



384 - GRACIELA RODRIGUES (XX)

Composição - desenho a nanquim e guache - 65 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora natural de Montevidéo, Uruguai. Vive em São paulo, onde estudou sociologia. Participou de várias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, com grande sucesso de crítica. -



385 - LÚCIA BUCCINI E LEVY PINNOTTI (1944 / 1934)

"O portal do amanhã" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -
Obra produzida e assinada por Lúcia Buccini e Levy Pinnotti. No estado.-

Lúcia Buccini - Pintora nascida em Belo Horizonte, MG onde se graduou pela Aliança Francesa em Língua e Literatura Francesas (1970). Fixou residência em São Paulo a partir de 1978. Em artes foi autodidata de 1961 a 1981. Estudou pintura, desenho, gravura em metal, arte moderna e contemporânea com Anna Letycia, Helena Pomarico e Lisetta Levi. Passou a se dedicar exclusivamente à arte em 1983. Realizou muitas exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992, 1993, 1995, 1997, 1999, 2000); Porto Alegre, RS (1989, 1991); Rio de Janeiro (1989); Belo Horizonte, MG (1991); Ribeirão Preto, SP (1992); Mariana, MG (1999). Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiada em: São Paulo (1986, 1988, 1991, 1992); Rio de Janeiro (1988); Taipei, Taiwan (1986); Marrocos (1987); Porto Alegre, RS (1987); Goiânia, GO (1993); Agen, França (1993); Morges, Suíça (1998). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 184; VOL. 6, PÁG. 167; VOL. 10, PÁG. 147; VOL. 12, PÁG. 68; VOL. 13, PÁG. 55; www.ardies.com; www.artprice.com. Levy Punnotti - Pintor, desenhista, restaurador e professor, Levy Neubem Pinotti nasceu em Catanduva, SP. Assina LN Pinotti. Realizou exposição individual em Santos, SP (1989) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais em: algumas cidades do Rio Grande do Sul (1988, 1989); São Paulo (1988, 1991 a 1995, 1997, 1999, 2000, 2005, 2007, 2008, 2010); Campinas, SP (1995); Santos, SP (1995, 1996, 2000); Mogi das Cruzes, SP (2008); Sorocaba, SP (2008). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 561; VOL. 8; PÁG. 659; levypinotti.blogspot.com.br.



386 - MANOEL PASTANA (1888 - XX)

Figura - óleo sobre madeira - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - XXVI -
No estado.-

Pintor e ceramista, nasceu em Belém, PA. Seus primeiros estudos de arte são realizados sob a orientação dos professores Theodoro Braga e Francisco Estrada (1908) na cidade de Belém. Nessa época já recebe premiações, inclusive Medalha de Ouro, com sua participação em exposições escolares (1910). Foi co-fundador da Associação dos Artistas Plásticos de Belém. Como ceramista, dedicou-se ao artesanato e realizou pesquisas sobre a arte indígena brasileira. Como pintor, contribui para o abandono das fórmulas acadêmicas como regra de produção artística, em favor do modernismo que ganhava seu espaço dia-a-dia. Foi membro de juri de seleção e premiação do SNBA. Realizou sua primeira individual em 1917 (Jaú-SP) Participou de diversas coletivas, com importantes e regulares premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 pág 727



387 - JURANDYR VALENÇA (1969)

"Grafema 26" - letraset - 23 x 31 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista plástico, curador independente e jornalista que nasceu em Maceió, Alagoas. Morou e trabalhou com a escritora e poeta Hilda Hilst entre 1991 e 1994. Atualmente é radicado em Capinas, SP. Desenvolve trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 55 exposições, entre individuais e coletivas, nas quais recebeu três prêmios aquisições; realizou curadorias e foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Colabora para as revistas Bamboo, Dasartes e Mag! escrevendo sobre artes, arquitetura e design. Foi coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, entre 2007 e 2010, e atualmente é redator do Mapa das Artes São Paulo e diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst. Itaú Cultural; www.hildahilst.com.br/site; www.artfacts.net.



388 - SILVANA BLASBALG (XX)

"Sobreviventes XI" - serigrafia - 20 x 26 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista plástica nascida na Argentina. Graduou-se na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano em Buenos Aires. Desde 1978 realiza exposições individuais na Argentina, Estados Unidos, México, Polônia, Espanha, Colômbia, Israel, Canadá, Uruguai, Chile. Tem participado de muitas mostras oficiais e foi selecionada, de 1998 a 2006, pela Academia Nacional de Belas Artes de Buenos Aires para participar do Prêmio Trabucco de Gravura. Também foi premiada em Ourense, Espanha (1994); Frechen, Alemanha (1996); Argentina (2003, 2006); Itália (2003); Espanha (2006). ITAU CULTURAL; www.artnet.com/artists/silvana-blasbalg/biography; boladenieve.org.ar/artista/6026/blasbalg-silvana; www.britaprinzarte.com; www.arteamundo.com.



389 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



390 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"O Passeio" - xilogravura - 37 x 25 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



391 - OLIMPIO DOS SANTOS BEZERRA (1951)

"O namorado" - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com etiqueta do atelier do artista no dorso.

"Na arte primitivista, o Bezerra tem lugar firmado. Sua pintura é singela, transmite paz, dentro de seus temas rurais recordativos da infância. Seu estilo é simples, como exímio desenhista que é, e o colorido de suas telas lembra os grandes mestres da pintura ingênua contemporânea."(Luiz Ernesto Kawall - UBE-APCA) JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 147; ITAÚ CULTURAL.



392 - PIROSKA KISZELY (1907 - 1989)

Brincando na cachoeira - técnica mista - 32 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu na Hungria (Budapeste), no dia 23 de maio de 1907, e faleceu em São Paulo. Foi ativa nas cidade do Recife (1947/1952) e São Paulo (a partir de 1954). Foi pintora, professora, desenhista, azulejista, ceramista, poetisa, jornalista e escritora. Expôs individualmente a partir de 1952, e coletivamente a partir de 1960, com sucesso de público e de crítica. "Essa dose de espiritualidade, quando inserida com técnica de linha, forma e cor, classifica uma artista capaz de extrair do mundo do fluxo consciente temas de expressão literária musical, dentro de pautas ´das Artes Visuais´. " José Geraldo Vieira, in PIROSKA Kiszely. Apresentação de Livio Abramo, Geraldo Ferraz e José Geraldo Vieira. Texto de Peregrino. São Paulo: Clube Hebraica, 1982. WALMIR AYALA, MEC, PONTUAL; JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 551; ITAU CULTURAL.



393 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - litografia - P.I. - 18 x 11 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



394 - ROSÂNGELA BORGES (1976)

Vaqueiro - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 2011 -

Pintora pernambucana que nasceu e vive na cidade de Bezerros, localizada em região de clima semiárido, com vegetação de caatinga e mata atlântica. Começou a pintar aos 25 anos por incentivo do seu esposo Manasses Borges que é filho de J. Borges (José Francisco Borges) renomado xilogravurista e cordelista pernambucano. Ilustrou livros didáticos pelas editoras FTD e DIMENSÂO. Tem trabalhos catalogados no Museu de Diadema (São Paulo) e também no Museu da Bahia. Seus trabalhos fazem parte de coleções particulares na França, nos EUA e em diversos Estados do Brasil. www.museudobrinquedopopular.com.br/artistainfo.asp?id=46; artenaifrio.blogspot.com.br/2013/09/rosangela-borges.html.



395 - SERGIO NICULITCHEFF (1960)

"Formas da perfeição" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 -

Pintor, desenhista, professor. Freqüenta, em 1978, o Ateliê de Gravura da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, onde estuda com Evandro Carlos Jardim (1935). Em 1980 licencia-se em educação artística com especialização em artes plásticas, pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Entre 1981 e 1982, viaja para a Europa, principalmente França e Espanha, participa de exposições e mantém contato com Leonilson (1957 - 1993) e Luiz Zerbini (1959). Em Paris, é auxiliar do artista Piza (1928), na Galeria Bellechase. Posteriormente, em São Paulo, leciona na Faculdade de Artes Alcântara Machado. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 608. ITAÚ CULTURAL.



396 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 26 x 36 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



397 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

Paixão - serigrafia - 107 - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



398 - SYTÊ (1925)

Buscando Flores - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Pintora e desenhista, Silvia Santos Veloso de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro. Assina Sytê. Dedica-se à pintura desde os onze anos de idade, tendo seu primeiro quadro a óleo exposto no Salão Nacional de Belas Artes, aos quatorze anos. Estudou desenho e pintura no Instituto de Belas Artes, RJ, sendo discípula de Acélio Melo. Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1975 1976, 1978, 1980, 1981, 1984 a 1986); Correas, RJ (1976); Belém, PA (1976, 1986); Belo Horizonte, MG (1979, 1986); Salvador, BA (1979); Fortaleza, CE (1986); Nova York, EUA (1981). Participou de inúmeras mostras coletivas e recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1957, 1971 a 1979, 1981, 1983, 1984, 1986); Belo Horizonte, MG (1974, 1977); São Lourenço, MG (1976). MEC VOL. 4, PÁG. 346; JULIO LOUZADA VOL. 1 PÁG. 948; VOL. 3, PÁG. 1103.



399 - VERA SALAMANCA (1948)

Composição - óleo sobre cartão - 21 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973 -

Pintora, desenhista, gravadora gaúcha, de Porto Alegre. Foi aluna de José Assumpção Souza, na oficina de gravura do MAM-RJ (1967-1975), e recebeu orientação de Calderari no ateliê de Poty. Ativa em São Paulo a partir de 1976. Participação em exposições coletivas, individuais, salões e bienais de arte a partir de 1972. JULIO LOUZADA vol.4, pág.986; ITAÚ CULTURAL.



400 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - 37/40 - 53 x 65 cm - canto inferior direito - 1992 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



401 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Caatinga - litografia - 18/50 - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1978 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



402 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

"Remanso" - gravura - 02 - 9 x 13 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



403 - ANGEL SAN MARTIN (1938)

Feira - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor e escultor chileno. Aluno da Universidade de Belas Artes do Chile, de 1964 a 1969, graduando-se com distinção e recebendo o título de Professor do Estado de Artes Plásticas. Veio para o Brasil em 1977, ministrando curso na PUC-SP. Recebeu menção especial da imprensa especializada por sua obra. JULIO LOUZADA, vol.9, pág, 762; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.-



404 - ELIZABETH CORTELLA (1950)

"Algum dia..." - litografia - 136/200 - 31 x 21 cm - canto inferior direito - 1996 -

Elizabeth Cortella Oliveira Lima. Assina Elizabeth Cortella. É natural de São Paulo, SP. Participou de diversas exposições e Salões oficiais como: em 1984 - São Paulo (Itu, Ribeirão Preto, São Paulo); Roma, Itália; em 1985 - Piracicaba, SP; Estocolmo, Suécia; em 1986 - São Paulo (Santo André, Ribeirão Preto, Prudente, Franca, Piracicaba), Paraná; em 1987 - Chile (Valparaiso), São Paulo (Santo André, Franca, Marília); em 1988 - São Paulo (Americana, Mococa, Santo André, São Paulo), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF); em 1990 - São Paulo (Ribeirão Preto, São Paulo), Paraná; em 1991 - São Paulo (SP); em 1992 - São Paulo (Jundiaí); em 1994 e 1995 - São Paulo (SP). Individuais: São Paulo, SP (1987,1993). Prêmios: Roma, Itália (1984); Prudente, SP; Franca, SP (1986); Franca, SP (1987); São Paulo, SP (1988); São Paulo, SP (1991). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 291; vol. 4, pág.283; vol.13, pág. 92.



405 - ARLINDO ORTOLANI (1912)

Interior - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



406 - FERNANDO VELLOSO (1939)

"Retalhos II" - litografia - 17/24 - 32 x 48 cm - canto inferior direito - 1993 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde é ativo. Frequentou aulas de pintura com os mestres Almir Gadelha e Fábio Ineco, desenvolvendo, a partir daí, uma técnica pessoal onde passa a compor temas festivos e que valorizam a vida. Participa de exposições coletivas a partir de 1965, expondo individualmente na sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 906



407 - CLÓVIS PESCIO (1951)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -

Pintor e professor, formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Foi aluno de Rafael Galvez, Fang e Eiji Yajima. Com individuais a partir de 1990 e coletivas desde 1972. JULIO LOUZADA vol. 6, pág.876.



408 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Acordando - litografia - 06/06 - 28 x 22 cm - canto inferior direito -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



409 - EDITH BLIN (1891 - 1983)

Casal - óleo sobre cartão - 48 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Edith Jeanne Marie Madeleine Blin de Arruda Beltrão nasceu em Pontorson, França e faleceu no Rio de Janeiro. Foi atriz em Bruxelas, Bélgica, na década de 20. Foi casada com um diplomata brasileiro e, em 1935, fugindo do avanço do fascismo e do nazismo, aportou no Brasil em companhia de seus dois filhos mais novos e do aquarelista Georges Wambach que havia conhecido na Europa. Pintora autodidata realizou exposições no Rio de Janeiro (1943, 1945, 1946, 1969) e em Paris (1947). ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 78; MEC VOL. 1, PÁG. 245; www.edithblin.com.



410 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Grande Oriente" - litografia - 49/70 - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1994 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



411 - EMILE TUCHBAND (1933 - 2006)

Flores - óleo sobre eucatex - 11 x 8 cm - canto inferior direito -

Natural de Paris, fixou residência no Brasil a partir de 1956. Cursou a Escola de Belas Artes e a Escola de Arquitetura em Paris. Foi auxiliar de Marc Chagall na elaboração do teto da Ópera de Paris. Em 1960 realizou o cartaz do filme Orfeu do Carnaval. Pintor adepto à escola francesa, levava para as suas telas paisagens e impressões do Brasil, em cores vivas e composição exótica. BENEZIT, 10/301; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 999 ; Acervo FIEO.



412 - ALCIDES NAVAJAS (1924)

"Pirapora do Bom Jesus" - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 1980 -

Paulistano, nasceu em 9 de novembro de 1924. Autor de uma pintura variada onde aparecem praticamente todos os gêneros, sendo porém as suas paisagens o grande destaque desse artista que expõe há mais de trinta anos. Foi aluno de Angelo Simeone e Innocêncio Borghese, sendo também orientado por Dario Mecatti. Expondo em coletivas e salões oficiais desde o final dos anos 50, o autor construiu sólida carreira, acumulando em seu currículo inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol.1, págs. 664/665; Acervo FIEO.



413 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Vista de Paraty" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



414 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

Natureza Morta - óleo sobre tela - 48 x 39 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



415 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 35 cm - não assinado -



416 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 9/30 - 36 x 22 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



417 - IVALD GRANATO (1949)

Figuras - litografia - 42/50 - 53 x 78 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



418 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Samba - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.-

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



419 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

No alpendre - serigrafia - 107 - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



420 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Na fazenda - serigrafia - 64/100 - 36 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



421 - ALEXANDER REIDER (1973)

Curva do rio - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 - São Paulo -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Assina A. Reider. Iniciou seus estudos, de forma autodidata, aos quinze anos. Em 1990 passou a ter aulas com Luís Pinto e depois formou-se em desenho pela Escola Panamericana de Artes, em São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1999); Piracicaba, SP (1999); Alphaville, SP (1999). Participou de várias mostras coletivas e oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1998, 1999); Ribeirão Preto, SP (1999). ITAU CULTURAL; JÚLIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 688; VOL. 12, PÁG. 335; VOL. 13, PÁG. 279.



422 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Interplanos" - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



423 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Desnuda com asa" - técnica mista - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



424 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nús - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor. Medidas: 09 x 06 x 02 cm e 07 x 04 x 03 cm.-

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



425 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Mulher - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



426 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

"Montanhas II" - serigrafia - 2/100 - 58 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
Com etiqueta Oscar Seraphico galeria de Arte Ltda - Brasília -DF.-

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



427 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - litografia - P.I. - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



428 - ALBERTO THOMAZI (1922)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 54 x 71 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu na cidade de Piracicaba-SP, onde residiu e foi ativo. Filho do pintor Mario Thomazi, com quem estudou desenho e pintura. Além de pintor, foi decorador, museólogo, antiquário e professor. Participou de diversos salões de arte de São Paulo e Piracicaba, com premiações. "Não nos impressiona tanto, ainda que vasta, a quantidade de prêmios obtidos por este artista, méritos de suas qualidades pictóricas. Chama-nos muito mais a atenção a intensa participação de sua obra no próprio mecanismo evolutivo da comunidade, continuando o trabalho de documentação urbana iniciado por seu pai, no início do século, e a a importância de sua contribuição aos valores artísticos e a preservação do patrimônio histórico de Piracicaba". Umberto Cosentino, in CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários especializados, 5). MEC vol. 4, pág. 401; ITAUCULTURAL.



429 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"Vendedor de siri" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



430 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiros" - acrílico sobre papel - 34 x 27 cm - centro inferior - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



431 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Toureiro - litografia - 59/200 - 32 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



432 - BÉLA VON SPANYI (1852 - 1914)

Entardecer - aquarela - 25 x 37 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Béla Adalbert Von Spanyi, pintor e desenhista da Escola Húngara, nascido e falecido em Budapeste. Fez seus estudos em Viena, Áustria, Munique, Alemanha e Paris. Passou muito tempo em Szolnok, Hungria – cidade onde se viviam artistas. Foi um dos assistentes de Árpád Feszty que produziu a pintura panorâmica circular 'Arrival of the Hungarians ' que está no 'Ópusztaszer National Heritage Park', Hungria. Quando esteve em Munique suas obras chamaram a atenção de marchands e do Príncipe Regente da Bavária que se tornou Rei Ludwig III, o conhecido patrono das artes. Em Berlim, Alemanha, recebeu pela Sociedade de Belas Artes a medalha do Grande Prêmio (1889). Foram premiadas suas pinturas: 'Autumn Morning' - Prêmio Gyorgy Raft (1882), 'Reed-taking' e 'Autumn sunshine' (1893). Em 1893 pintou cinco afrescos no Hall dos Caçadores do Parlamento Húngaro. A Galeria Nacional Húngara possui uma notável coleção de suas obras. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 734; www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com; www.artprice.com; www.sothebys.com.



433 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 31 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



434 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



435 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior esquerdo -
H.Beroneus.-



436 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Marinha - óleo sobre eucatex - 18 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



437 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Flores - técnica mista - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



438 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Trabalhador - óleo sobre tela colada em madeira - 36 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



439 - ANGELO GUIDO (1893 - 1969)

Igreja em Itanhaém - óleo sobre cartão - 25 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista natural da cidade italiana de Cremona, e falecido em Pelotas, RS. Fez estudos no Liceu de Artes de São Paulo, com Piza e Borioni. Trabalhou com Fromenti e Adolfo Fonzari. Decorou o Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico, em Salvador. Expõe com Benedito Calixto em 1922. Fixou-se em Porto Alegre a partir de 1925. TEODORO BRAGA, pág. 36; REIS JR., pág. 389; MEC, vol. 2, pág. 304; PONTUAL, pág. 254; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373; TEIXEIRA LEITE, pág. 236; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 403; RGS, pág. 89; ITAÚ CULTURAL.



440 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"Palacete do Ministro..." - óleo sobre madeira - 16 x 10 cm - canto inferior esquerdo - 1938 -
Complemento do Título: "Palacete do Ministro Hermenegildo de Barros. Visto do Curvello por Felisberto Ranzini 1938". - Ex coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - S.P. -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



441 - CABRAL (1948)

"natureza morta" - óleo sobre tela - 50 x 43 cm - canto superior direito - 1981 -
Ex coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - S.P. -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



442 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

A caminho da roça - guache - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 2000 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



443 - SILVIA ALVES (1947)

"O bouquet" - aquarela - 34 x 25 cm - centro inferior e dorso - 2015 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



444 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Bananas - acrílico sobre papel colado em eucatex - 33 x 44 cm - canto inferior direito - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



445 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nú - escultura em bronze - 45 x 8 x 10 cm - ass. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



446 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Pelé - litografia - P.A. 10/10 - 40 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



447 - CRISTINA CAPPER SOUZA (1880 - 1954)

Apertando o espartilho - desenho a nanquim - 18 x 16 cm - canto inferior direito - 1894 -

Pintora paraense, nasceu e faleceu em Belém. Foi para Paris muito jovem, onde frequentou a Academia Julien. Expôs em Lisboa e no Rio de Janeiro JULIO LOUZADA, vol. 10 pág 842



448 - INGRES SPELTRI (1940)

Antúrios - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



449 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Garrafas - desenho a lápis de cor - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1961 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



450 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Maternidade - desenho a caneta tinteiro - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 09/11/1948 -
Com dedicatória e poema do autor.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



451 - LUIZ HERMANO (1954)

Caravela - gravura - 06/50 - 15 x 19 cm - canto inferior direito - 1982 -

Escultor, gravador, desenhista, pintor. No início dos anos 1970, estuda filosofia em Fortaleza e, de maneira autodidata, trabalha com gravura em metal e desenho. Em 1979, freqüenta aulas de gravura com Carlos Martins (1946) na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, transfere-se para São Paulo e realiza a mostra Desenhos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1984, recebe o Prêmio Chandon de Arte e Vinho, com o qual viaja para Paris, e faz exposição individual na Galeria Debret. Em 1983, participa da 5ª Bienal Internacional de Seul, e da 2ª Bienal Pan-Americana de Havana, em 1986. Na década de 1980, dedica-se, sobretudo, à pintura. Nos anos 1990, desenvolve obras tridimensionais utilizando materiais diversos, entre eles madeira, bambu e arames de cobre, alumínio e ferro. Expõe pinturas na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e esculturas na 21ª edição do evento, em 1991. Apresenta a mostra Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1994. Depois passa a trabalhar com artigos de consumo de massa, como brinquedos de plástico e utensílios de limpeza, com os quais cria instalações, painéis e objetos. ITAÚ CULTURAL.



452 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

"Namorados" - aquarela - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1977 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



453 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Figuras - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



454 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 23 x 31 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



455 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem Mineira - guache - 15 x 13 cm - não assinado -



456 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Figura - desenho a nanquim - 40 x 23 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



457 - HENRIQUE BOESE (1897 - 1982)

Composição - óleo sobre cartão - 41 x 27 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



458 - FABIO MAGALHÃES (1942)

"Desfile de modas" - técnica mista - 63 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1965 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Da série tempo de memória". Exposto na Galeria Seta em 1966.-

Pintor e desenhista natural da cidade de São Paulo, SP. Estudou desenho e pintura com Nelson Nóbrega, em SP (1961) e fez o curso de História da Arte com Wolfgang Pfeiffer, no MASP-SP. Foi aluno do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (1964), quando entrou em contato com Edonard Jaguer e outros ativistas de Phases, movimento internacional de artistas plásticos. Expõe individualmente desde 1962 e coletivamente a partir de 1960. MEC, vol 3, pág. 38; PONTUAL, pág. 328, TEIXEIRA LEITE, pág. 299 ITAUCULTURAL.



459 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Músico - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1980 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



460 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Na beira do rio - óleo sobre tela colada em cartão - 22 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



461 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Menina - técnica mista - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - S.P. -

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



462 - FANG (1931 - 2012)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



463 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - 38/100 - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



464 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Pescadores - óleo sobre tela - 27 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



465 - LIVROS


1) "A FOTOGRAFIA NA BAHIA (1839-2006)". COORDENAÇÃO DE ARISTIDES ALVES. SALVADOR: SECRETARIA DA CULTURA E TURISMO; FUNCULTURA; ASA FOTO, 2006. 2) "MARIO CRAVO NETO". INTRODUÇÃO DE RUBENS FERNANDES JUNIOR.SÃO PAULO: MASP; SALVADOR: MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA; RIO DE JANEIRO: MUSEU DE ARTE MODERNA, 1995. 3) "PIZA: TRABALHOS RECENTES". TEXTO DE ANTONIO FERNANDO DE FRANCESCHI. SÃO PAULO: POÇOS DE CALDAS: BELO HORIZONTE: RIO DE JANEIRO: INSTITUTO MOREIRA SALLES. 4) "CELEIDA TOSTES". MARCUS DE LONTRA COSTA E RAQUEL SILVA (ORG.). RIO DE JANEIRO: MEMÓRIA VISUAL, 2014. 5) "MARCELO MOSCHETA". ENSAIOS DE RICARDO RESENDE E EMERSON DIONÍSIO. SÃO PAULO: BEI COMUNICAÇÃO, 2011. 6) "DAS TAL DER LOIRE". JAROSLAV PONCAR E JEHAN DESPERT. ALEMANHA: EMONS VERLAG, 1997. 7) "TOUT L'OEUVRE PEINT DE HENRI ROUSSEAU". DORA VALLIER. PARIS: FLAMMARION, 1970. 8) "THE ART OF WATERCOLOURS". FIONA E ISLA HACKNEY. LONDRES: NEW BURLINGTON BOOKS, 1993. 9) "RAOUL DUFY: O PINTOR DA VIDA MODERNA - COLEÇÃO DO MUSEU DE ARTE MODERNA DA CIDADE DE PARIS". CATÁLOGO. COORDENAÇÃO DOMINIQUE GAGNEUX (PARIS) E REJANE CINTRÃO (SÃO PAULO). 10) "L'ESTAMPE EN FRANCE - THIRTY-FOUR YOUNG PRINTMAKERS". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. WASHINGTON: INTER-AMERICAN DEVELOPMENT BANK CULTURAL CENTER, 1999.



466 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - múltiplo em ferro - 32 x 32 x 8 cm - assinado -

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



467 - GEORG MÜNCH (XX)

"Paquetá" - aquarela - 38 x 51 cm - canto inferior direito - 1935 -
Com etiqueta da Grande Exposição de Arte Alemã, realizada em Munique em 1.937, conforme etiqueta no dorso.

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo o Prêmio Prefeitura de São Paulo (1934) e Menção Honrosa (1956). MEC VOL. 3, Pág. 227; www.pinacoteca.org.br.



468 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 16 x 24 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



469 - FRANCESCO PAOLO PARISI (1857 - 1948)

Felicidade - óleo sobre tela - 44 x 38 cm - lado direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e decorador da Escola Italiana nascido em Tarante. Foi aluno de R. Bompiani. Trabalhou em Roma, Florença, Nápoles, Veneza e, a partir de 1890, em Buenos Aires onde realizou trabalhos para a catedral. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 128; www.artprice.com; www.askart.com; www.arcadja.com.



470 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Bike" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 2006 -
Com declaração de autenticidade firmada pelo autor em 25 de março de 2006, em São Paulo, SP. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



471 - GLAUCO PINTO DE MORAES (1928 - 1990)

" O maquinista e o fogista da locomotiva 155" - desenho a nanquim e aguada - 49 x 40 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Passo Fundo, RS e falecido em São Paulo, em 5/5/1990. Em 1968 abandona a carreira jurídica para se dedicar somente à pintura. Para tanto muda-se para São Paulo, onde participa com sucesso na XIII BSP, através do tema Locomotivas. Artista engajado, participou de todos os movimentos nas décadas de 70 e 80. O festejado crítico Jacob Klintowitz assim se referiu ao artista e obra no seu livro O Oficio da Arte: A Pintura: "um dos casos raros de pintor tardio, oriundo de outra atividade. Talvez seja o que explique a repentina maturidade humana desta pintura já revelada pronta aos olhos do público brasileiro." TEIXEIRA LEITE, 408; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 179; RGS, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 267.



472 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galos - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 62 cm - centro inferior - 1979 -
No estado. -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



473 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre cartão - 18 x 12 cm - centro inferior -
Natal de 1968.-

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



474 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras e animais - xilogravura - 7/20 - 45 x 58 cm - canto inferior direito - 1953 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



475 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Noturno - óleo sobre cartão - 16 x 22 cm - canto inferior direito -
Lys.-



476 - FRANS KRAJCBERG (1921)

Composição - técnica mista - 43 x 34 cm - canto inferior direito - 1961 -

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



477 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Paisagem - desenho a nanquim - 13 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



478 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"Galos na floresta" - óleo sobre tela - 22 x 14 cm - centro inferior - 1972 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



479 - GIULIO SORBI (1883 - 1975)

Noturno - óleo sobre madeira - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1922 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Italiana, nascido em Florença, com diversas participações em exposições e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. www.artprice.com; www.artnet.com; artist. christies.com; www.pittori-famosi.com.



480 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - escultura em madeira - 88 x 45 x 5 cm - assinado -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



481 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Candomblé" - serigrafia - 109/200 - 50 x 67 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



482 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Casario - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



483 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Que horas são ? - desenho a nanquim e guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



484 - JANIO DA SILVA QUADROS (1917 - 1992)

Menina - óleo sobre tela - 80 x 35 cm - canto superior direito - 1976 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Exposição Janio Quadros Pinturas 1976. A galeria - R. Haddock Lobo, 11 São Paulo." -

Nasceu em Campo Grande, MT, e faleceu em São Paulo-SP, em fevereiro de 1992. Pintor, advogado e lexicógrafo, foi também Presidente da República e político dos mais famosos. Autodidata, passou a se interessar pela pintura a partir de 1973, baseado nas pequenas orientações de Aldemir Martins. Em suas telas retrata predominantemente figuras tristes (quase sempre crianças ou palhaços). Expôs pela primeira vez em 1976, em Goiânia, e outra na Galeria São Paulo, em 1977. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 797



485 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Francisco - múltiplo em bronze - 13 x 09 x 04 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



486 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Casa do administrador" - gravura - P.A. - 26 x 39 cm - canto inferior direito - 1971 -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



487 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Menina - óleo sobre eucatex - 44 x 36 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



488 - GUIDO TOTOLI (1937)

Natureza morta - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



489 - JOÃO KOZO SUZUKI (1935)

Figuras - óleo sobre madeira - 24 x 27 cm - canto inferior direito - 1971 -

Natural de Mirandópolis, SP, é pintor, desenhista e gravador. Foi discípulo de João Rossi. Expõe individualmente a partir de 1959, e coletivamente desde 1957. Ganhador de diversos premios em certames oficiais, tais como SPAM-SP, Grupo Seibi, etc. JULIO LOUZADA, vol. 3 , pág 1102; ITAU CULTURAL.



490 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Flores - óleo sobre tela colada em cartão - 50 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



491 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Composição - guache - 18 x 14 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



492 - JOÃO SEBASTIÃO DA COSTA (1949)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 54 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista, figurinista e professor nascido em Cuiabá, MT. Inicia seus estudos de pintura com Bartira de Mendonça em 1965, em Cuiabá. Entre 1966 e 1967, trava contato com artistas representativos de tendências modernas, no Rio de Janeiro. Por volta de 1969, começa a freqüentar o ateliê de Humberto Espíndola (1943), Campo Grande. A partir de 1973, desenvolve atividades artísticas no Museu de Arte e Cultura Popular na Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, em Cuiabá. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 286, Acervo FIEO.



493 - MARIA DA PAZ (1944 - 1976)

Barcos - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1973 -

Natural de São Paulo, Capital, onde nasceu a 13 de agôsto de 1944. Estudou com Anita Vinocour (1975), Ari Saponara (1975-1977), Jean Luis Pierre Blanc (1979-1980) e José Urrutia Roha (1985-1986). Premiada em Lisboa, a artista tem iniciada sua ascenção no cenário internacional, conseguindo posteriormente catalogação no dicionário de artes da UNESCO e inclusão em anuários de arte internacional. A artista classifica seu trabalho em três fases: acadêmica, surrealista e contemporânea. Expõe individualmente desde 1985 e coletivamente a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 240.



494 - JOSEPH BEUYS (1921 - 1986)

Texto - litografia - 14 x 10 cm - assinado -
kitsch postkarte. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e professor alemão que produziu em vários meios e técnicas incluindo performance, vídeo e instalação. Sua formação artística foi com o escultor Achiles Moorgat e na Academia de Arte Nacional de Dusseldorf, Alemanha. Na década de 1960 se integra ao grupo FLUXUS onde se torna seu membro mais significativo e famoso. Em 1979 teve uma retrospectiva no Museu Guggenheim de Nova York, EUA. Exposições: Alemanha (1953,1961,1965,1966,1967,1970 a 1973,1975,1976,1980,1981,1983,1991,1993,1994,1998,2004); Áustria (1966); Suíça (1969,1992,1995,1996,2007); Itália e Guiné Equatorial (1971); Inglaterra (1974,1983,2005); Bélgica (1977); EUA (1979,2007); Japão (1984); Holanda (1985); Brasil (1993,1994,2002,2003)); Lituânia e Coréia do Sul (1997); República Checa (2000); França (2006,2008). BENEZIT, vol.2, pág.3; ITAU CULTURAL; ARTNET.COM; ARTPRICE.COM; WIKIPÉDIA.ORG.



495 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Velho - óleo sobre cartão - 29 x 23 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1953 -



496 - MANOEL CONSTANTINO (1899 - 1978)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 36 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1948 Rio de Janeiro -

Mineiro de Baependi, MG. Pintor, arquiteto e conservador de museu. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland e de Batista da Costa, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes. Suas composiçõpes são bem estudadas em busca de um perfeito equilíbrio de massas, planos e valores. Primores da Pintura no Brasil, vol 2, págs. 213/251; MEC, vol, 1, págs 445/446; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 37; THEODORO BRAGA, pág. 152/153.



497 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Nús - gravura - 8/10 - 48 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



498 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura e Pássaro - guache - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



499 - MEL RAMOS (1935)

Drink - serigrafia - 105 x 97 cm - canto superior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Sacramento - CA, EUA, onde fez sua formação artística. Em 1986 recebeu bolsa de estudos para a França. Realizou exposições e participou de diversas mostras oficiais pelos Estados Unidos e exterior. Possui obras em museus dos Estados Unidos, Canadá e Europa. www.melramos.com; artnet.com; artprice.com; askart.com.



500 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Paisagem baiana" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 - Bahia -
Com recibo original de compra da obra firmado pelo autor, datado 10 de dezembro de 1964. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



501 - MICHEL KIKOÏNE (1892 - 1968)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 48 x 56 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Gomel, Russia e falecido em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Vilna e depois na de Minsk. Foi para Paris, em 1912, onde trabalhou no ateliê de Cormon na Escola de Belas Artes. Durante a Primeira Guerra lutou voluntariamente e, na Segunda Guerra, refugiou-se com sua família perto de Toulouse, França. Depois, voltou para Paris e realizou algumas viagens para Israel. Sua primeira exposição foi em Paris em 1919 e naturalizou-se em 1922. Suas obras foram expostas em Paris, Nova York, Moscou, Copenhagen, Inglaterra, Jerusalém, Tel Aviv. Foi premiado em Paris (1964). Em 2004 uma ala da Galeria de Arte da Universidade de Tel Aviv foi dedicada em honra de sua memória. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 213; www.michelkikoine.com; www.artprice.com; www.invaluable.com; artist.christies.com; www.bbc.co.uk.



502 - OMAR RAYO (1928)

"Lineas" - guache - 37 x 37 cm - canto inferior direito - 1981 - New York -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Roldanilo, Colômbia. Pintor, gravador, desenhista e ilustrador. Fez viagens de estudos pela América Latina nos anos de 1954 a 1960. Fixou residência em Nova York , tendo realizado exposições em individuais na maioria dos países das Américas do Sul e Central. Na sua cidade natal foi criado um Museu em seu nome. A temática de sua obra vem sempre associada ao humor, a exemplo de seu conterrâneo Botero. BENEZIT, vol. 8, pág. 631, JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 278



503 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Infância - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



504 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - offset sobre tela (técnica exclusiva) - 02/89 - 80 x 40 cm - não assinado - 1987 -
Com autenticação de litografia Matavelli S.A, no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



505 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 14 x 7 x 6 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



506 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Astronauta - serigrafia - 45/50 - 50 x 50 cm - centro inferior - 1970 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



507 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Comanchinho " - gravura - 1/15 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1984 -
Complemento de técnica: Ponta seca e maneira negra.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



508 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Violeiros - óleo sobre tela - 76 x 65 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



509 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Flores - aquarela - 44 x 37 cm - canto superior direito - 1922 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



510 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Ripa - têmpera sobre madeira - 155 x 3 x 2 cm - dorso - 1971 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



511 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - guache - 42 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -
Com etiqueta da Galeria de Arte do Centro Cultural Brasil dos Estados Unidos - Santos - S.P.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



512 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

"Igreja da Misericórdia" - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1924 - Olinda - PE -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



513 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Bailarina - pastel - 28 x 20 cm - centro inferior - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



514 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Nú - gravura - 138/888 - 66 x 48 cm - canto inferior direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



515 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Colheita - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito ilegível -



516 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 14 x 24 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



517 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Paisagem do Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



518 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Aldeia a beira mar" - acrílico sobre eucatex - 20 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Com etiqueta do ateliê do autor nº 027 -kd. 104.80b - nov. 80. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



519 - PAULO GAGARIN (1885 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1939 - Rio de Janeiro -

Pintor autodidata natural de Leningrado, atualmente São Petersburgo, e falecido no Rio de Janeiro. Era filho do governador do Cáucaso, estudou na Universidade de sua cidade natal. Ao eclodir a I Guerra Mundial alistou-se no exército de seu país como oficial de artilharia pesada. Terminada a guerra, emigrou para a França e depois para o Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1921. Naturalizou-se brasileiro. No ano seguinte realizou a sua primeira exposição individual. Participou de muitas edições de Salões oficiais. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes (1925, 1926, 1927, 1928), no Salão Paulista de Belas Artes (1940, 1941) e recebeu o Prêmio Prefeitura de São Paulo (1944). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 405; PONTUAL PÁG. 230; MEC, VOL.2, PÁG. 219; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 146; TEODORO BRAGA, PÁG. 186; REIS JR, PÁG. 370; ITAU CULTURAL; www.pintoresdorio.com; www.artprice.com; www.arcadja.com.



520 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Série Fantasiados" - óleo sobre tela - 120 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com declaração de autenticidade firmada pelo autor em 05 de abril de 2008, em São Paulo, SP. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



521 - ROY LICHTENSTEIN (1923 - 1997)

"Whaan!" - gravura - 65 x 75 cm - não assinado - 1963 -
Lote composto de duas gravuras.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor americano nascido e falecido em Nova York. Estudou na 'Art Students League' (1939) e na 'Ohio State College' (1940-1943). Serviu na guerra (1943-1946) e após o fim da guerra mudou-se da Alemanha para a França. Voltou a Ohio State University, concluiu a graduação (1949) e lá permaneceu como instrutor até 1951. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque. Mudou-se para Cleveland (1951). Pintava num estilo expressionista abstrato não figurativo e, ocasionalmente, fazia desenhos de imagens de personagens já desenhados (Mickey, Pato Donald e outras figuras Disney). Em 1961, surgiram as primeiras pinturas Pop: imagens e técnicas inspiradas na aparência de impressão comercial. Tomou parte da exposição "The New Paintings of Common Objects", no Pasadena Art Museum (1962) - a primeira exposição num museu centrada na arte Pop. Passou então a se dedicar exclusivamente à pintura. Além de exposições individuais, participações em mostras coletivas, retrospectivas foram realizadas: no 'Pasadena Art Museum' que viajou por Mineápolis, Amesterdam, Londres, Berna e Hanover; no 'Solomon E. Guggenheim Museum', a qual viajou para Kansas City, Seattle, Columbus e Chicago; no 'Saint Louis Museum' (1981) que viajou pelos Estados Unidos, Europa e Japão; no 'Museum of Modern Art', Nova Iorque (1987) que também foi exposta em Frankfurt, Alemanha e, em 1993, uma grande retrospectiva no 'Solomon R. Guggenheim Museum', Nova Iorque, tendo sido depois exibida em Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus - Ohio, terminando em 1996. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 652; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.lichtensteinfoundation.org; www.artprice.com; www.pintoresfamosos.com.br; www.moma.org; www.tate.org.uk.



522 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Figura - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto superior esquerdo - 1956 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



523 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - guache - 23 x 50 cm - canto inferior direito - 1963 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



524 - LUDMYLA DEMONTE (XX)

Tucanos - giclée - 78 x 58 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista naturalista descendente de uma família de ilustradores também naturalistas. Realizou exposições em: Buffalo, EUA (1988); Nova York (1988); Johannesburgh, África do Sul (1989); Pittsburg, EUA (1990); Coburg, Alemanha (1990); Sesc - Exposição Itinerante pelo Brasil (1991 a 1992); Rio de Janeiro (1992); Kew, Inglaterra (1996); Charleston (1998); Denver Art Museum, Colorado, EUA (2002); Rio de Janeiro (2002, 2004); Petrópolis, RJ (2003). Publicou os livros: 'Fauna e Flora do Brasil', edição bilíngue, patrocinado pela Shell Oil Company, 1990 e 'Contemporary Botanical Artists', da coleção Shirley’s Sherwood, Londres, 1996. jornalggn.com.br/blog/alfeu/a-pintura-naturalista-dos-irmaos-demonte.



525 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Catálogo Raisonné" -
Catálogo Raisonné de Cândido Portinari, composto por cinco volumes

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



526 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Flautista - escultura em bronze - 69 x 29 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



527 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 7/100 - 36 x 25 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma. -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



528 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Geométrico - desenho a lápis - 24 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



529 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - técnica mista - 37 x 31 cm - canto inferior direito - Cabo Frio -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



530 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 32 x 45 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Reproduzido no caderno Ilustrada no jornal Folha de São Paulo de 25 de setembro de 2010. O estudo deste quadro em aquarela sobre o papel encontra-se no acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, tendo participado da exposição "Mário Zanini - Territórios do Olhar", realizada na FAAP - São Paulo e reproduzido na página 120 do catálogo da referida exposição.-

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



531 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 27 x 38 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



532 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Figuras - óleo sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 09/06/1975 -
Este quadro foi a capa do catálogo da exposição individual Tito de Alencastro no Museu de Arte de São Paulo - MASP, em 02 de Outubro de 1976.-

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



533 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

"Divine Comédie" - litografia - 32 x 26 cm - canto inferior direito -
Com certificado datado de 24 de Novembro de 1974 no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e cartazista. Grande mestre Catalão. Personagem extravagante, louco, irreverente, apocalíptico, são alguns dos adjetivos mais frequentes dados à sua pessoa, mas foi, sobretudo, um gênio. ART PRICE ANNUAL, 2000, págs.582 a 585: BENEZIT, vol.3, págs. 329 a 331; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 309



534 - SERGEI YUR'EVICHI SUDEIKIN (1886 - 1946)

Sonho - guache - 24 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, ilustrador, cartunista e decorador nascido em Smolensk, Rússia e falecido em Nyack, NY, EUA. Estudou na 'Moscow PS School', Academia Imperial, São Petersburgo, Rússia e na 'Académie de La Grand Chaumière', Paris. Expôs em Nova York em 1929 e 1930. Participou dos Salões de Outono, Paris; do 'Diaghilev's World of Art'; do 'Russian Artists'. www.artprice.com; www.artnet.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



535 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Fazenda - desenho a nanquim - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1944 -



536 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



537 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 20.11.1964 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



538 - SYLVIO ALVES (1926)

Rosas - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto superior esquerdo -

Formado e ativo em São Paulo, foi expositor do Salão Paulista de Belas Artes. Especializou-se na Academia de Belas Artes de Roma e na Escola Superior de Belas Artes, na Academia Julien e na Grande Chaumièrè, na França. MEC, vol. 1, pág. 72; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.55; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



539 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

"Estudo para mercadista" - desenho a nanquim e aguada - 38 x 31 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



540 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Cena Bíblica - técnica mista - 45 x 63 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade n° 1039 de Cláudio Gil Studio de Arte, Rua Teixeira de Melo 30A, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



541 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

"Ilha das Cabras" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 - Itanhaém -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



542 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Vibração" - guache - 100 x 35 cm - canto inferior direito - 1970 -
Com etiqueta do ateliê do autor, rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 529 -São Paulo S.P. e etiqueta da Galeria de Arte do Centro Cultural Brasil do Estados Unidos - Santos - S.P.-

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



543 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

"Cabo Frio" - óleo sobre tela - 19 x 33 cm - centro inferior e dorso - 1977 -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



544 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Estudo azulejos I" - desenho a nanquim - 28 x 41 cm - canto inferior direito - 1967 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



545 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 81 x 18 x 32 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



546 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praça XV - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



547 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



548 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



549 - PHILIP SADÉE (1837 - 1904)

Basílica - óleo sobre cartão - 29 x 45 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor, Philip Lodowyck Jacob Frederik Sadée nasceu e faleceu em Haia, Países Baixos. Foi aluno de Jacobus-Evardus-Josephus van den Berg e da Academia de sua cidade natal. Viajou pela França, Alemanha, Bélgica e Itália. Foi professor na Academia de Haia e expôs, entre 1853 e 1903, em Amsterdã, Roterdã e Haia. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pela Europa e muitas fazem parte dos acervos dos museus: Sheffield; The Rijksmuseum - Amsterdã; Arnhem; Bautzen; Bremen; Dordrecht; Enkhuizen; Haia; Kampen; Leeuwarden e Otterlo. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 219; www.artprice.com; artist.christies.com; www.invaluable.com; www.macconnal-mason.com.



550 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

"Paineira florida" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



551 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Noturno - xilogravura - 9 x 9 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



552 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

NÚ - óleo sobre tela - 67 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



553 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Figuras - aquarela - 10 x 8 cm - canto superior esquerdo - 1979 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



554 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Figuras - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



555 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Capela - óleo sobre madeira - 27 x 22 cm - centro superior ilegível -



556 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



557 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 22 x 25 cm - canto inferior direito - 1957 -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora. -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



558 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem Antropofágica - desenho a lápis - 8 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



559 - THIAGO MUNDANO (1989)

"Se político corrupto..." - litografia - 78/100 - 66 x 48 cm - canto inferior direito - 2011 -
Complemento do título: " Se político corrupto fosse reciclável eu estaria milionário!"

Mundano é o codinome de Thiago T. L. A., nascido e criado no bairro do Brooklin, SP. Por razões de segurança não divulga seu verdadeiro nome. Estudou em colégios particulares e formou-se em publicidade. Engajado socialmente desde a época do colégio passava suas tardes nas ruas, conhecendo pessoas e pintando suas ideias nos muros da cidade. Ex-pichador, fichado pelo artigo 65 da lei 9.605 de 1998, o que o classifica como um criminoso ambiental, Mundano criou em 2012 o projeto 'Pimp my carroça' quando entrou na realidade do que considera os verdadeiros agentes ambientais de São Paulo: os carroceiros. Seu projeto 'Cidades Recicláveis' foi realizado em São Paulo, Nova York (EUA), Buenos Aires (Argentina), Santiago e Valparaíso (Chile). Já expôs suas obras em São Paulo, Belém, Cochabamba, Nova York, e outras cidades do mundo. Integrou por três vezes o elenco de pensadores do ciclo internacional de palestras TED. www.obaoba.com.br; gq. globo.com.



560 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

"Osso duro de roer" - óleo sobre tela - 85 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Reproduzido: no livro Gustavo Rosa, Editora Décor Arte e Cultura página 70, no convite e na capa do catálogo deste leilão.-

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



561 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Meninas - aquarela - 20 x14 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



562 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Nú - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



563 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

Árabe - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1941 -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



564 - GILDA LISBOA (XX)

Flores - óleo sobre eucatex - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



565 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, Paquistão Boukara, medindo 2,40 x 1,70 = 4,08. m².-



566 - R. EMILIANO (1957)

Nú - escultura em bronze - 20 x 12 x 6 cm - assinado -

Pintor, gravador e escultor, Jorge Roberto Emiliano nasceu em Araçatuba, SP. Assinava R. Emiliano até 1992 e, atualmente, Emiliano. Em 1981 seguiu para Bauru, SP, onde cursou desenho industrial na UNESP. Teve aulas também com Lair Ane Comin, Ana Cristina Andrade e trabalhou com o pintor Silvio Russo. Fez parte do grupo de artistas escultores "Egreja’s Art" de Penápolis, SP. Em 1990 ingressou no grupo Cia. de Artistas de Bauru e foi coordenador do curso de escultura na Oficina Cultural Regional Glauco Pinto de Moraes, em Bauru. Realizou exposições individuais em Bauru (1989, 1990) e participou de várias mostras coletivas oficiais. Foi premiado no Salão de Artes Plásticas de Bauru (1987) e no Salão Municipal de Araçatuba, SP (1988). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 361; VOL. 7, PÁG. 238.



567 - BÁRBARA DE AZEVEDO (1977)

"Confluências" - serigrafia - 1/4 - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista Visual nascida em Feira de Santana, BA. Vive e trabalha em São Paulo. Formou-se em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo e desde sua graduação em produção audiovisual (2006) percorre o caminho da videoarte, animações e curtas metragens, participando de mostras e festivais no Brasil e também no estrangeiro. Realizou exposições individuais em: Uberlândia, MG (2009); SESC, Amapá (2010); SESC, Paraná (2011). Foi premiada em: São Paulo (2007 a 2010, 2011 - Gravura); Atibaia, SP (2010); Amapá e região nordeste (2010); Londrina, PR (2011). ITAU CULTURAL; www.ob-art.com; mubagaleria13.blogspot.com.br.



568 - CARLOS BORGES (1959)

Flores e borboleta - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



569 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Mar revolto - aquarela - 18 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1951 Rio de Janeiro -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



570 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

Casa de fazenda - óleo sobre cartão - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



571 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

"Cinetikus" - técnica mista - 30 x 25 x 5 cm - dorso -
"Edtions Du Griffon - Neuchatel - Switzerland 1973." Obra apresentada em caixa de acrílico. -

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



572 - JENNER AUGUSTO (1924 - 2003)

Barcos - litografia - 175/195 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1986 -

Natural de Aracajú, SE, fixou-se em Salvador a partir de 1949. Juntamente com Mario Cravo Júnior, Carybé e Genaro de Carvalho, trabalhou pela renovação das artes plásticas da Bahia (1950). Seus temas preferidos são os alagados, marinhas e sacros. MEC vol.1, pág.148; PONTUAL, pág. 279; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 157; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



573 - TITO CONTI (1842 - 1924)

Romance - óleo sobre cartão - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Italiana nascido em Florença com diversas participações nos Salões e mostras oficiais. O Museu de Mayence, Alemanha e a Galeria de Arte Moderna de Florença possuem obras suas. Seus trabalhos têm sido comercializados em leilões da Europa e Estados Unidos. BENEZIT, vol. 3, pág. 146; www.haynesfineart.com; www.artprice.com; www.artnet.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



574 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figura - litografia - 66/110 - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



575 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 14 cm - canto inferior direito ilegível -



576 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 - São Paulo - S.P. -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



577 - JOÃO CAMARA (1944)

Meteoro - litografia - 47/100 - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



578 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Composição - aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1996 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



579 - GIOVANNI (1927 - 1990)

"Abençoado sol" - óleo sobre tela - 39 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 Ilha de Pacatá - R.J -

Pintor e cenógrafo, João Lavrador nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assinava Giovanni. O apelido vem de criança, quando gostava de cantar músicas líricas e o pessoal resolveu homenagear um cantor de ópera famoso na época: Giovanni Martinelli. Até 1963 trabalhou e viveu num estaleiro em Paquetá, RJ, onde morou por vinte e seis anos pintando embarcações. Fez cenários para peças e começou a pintar. Comercializava seus quadros na Praça General Osório, RJ. Realizou cinco exposições individuais. Julio Louzada vol. 5, pág. 437.



580 - ALFREDO ANDERSEN (1860 - 1935)

Paisagem - óleo sobre cartão - 40 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Importante pintor, natural de Kristiansand, Noruega, e falecido no Brasil, na cidade de Curitiba, Paraná, onde fixou sua residência após diversas viagens ao Brasil e demais países da América do Sul. Considerado como um dos formadores das artes plásticas paranaenses nas quatro primeiras décadas do século passado, especialmente na qualidade de professor. Como pintor e desenhista dedicou-se fundamentalmente à paisagem e ao retrato. BENEZIT, vol. 1, pág. 167; TEODORO BRAGA, pág. 34/35; PONTUAL, pág. 29/30; REIS JÚNIOR, pág. 250 e 256; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 46/47; TEIXEIRA LEITE, pág. 29; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.448; ARTE NO BRASIL, pág. 603.



581 - MARCO TULIO REZENDE (1950)

Composição - litografia - 53/70 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor. Estuda na Escola Guignard, em Belo Horizonte, Minas Gerais, entre 1971 e 1974. Conclui o mestrado em 1978, na School of the Art Institute of Chicago, Estados Unidos, como bolsista da Fullbright Comission. Neste mesmo ano, de volta ao Brasil, torna-se professor de desenho do curso de artes plásticas da Escola Guignard, onde permanece até hoje. Realiza sua primeira exposição individual na Galeria Ibeu em 1975, na cidade de Belo Horizonte. Em 1990, viaja para Alemanha com bolsa de estudos concedida pelo Instituto Goethe. ITAÚ CULTURAL.



582 - CRISTIANO MASCARO (1944)

"Galeria Metrópole" - fotografia - 94/100 - 30 x 44 cm - dorso -

Fotógrafo, arquiteto e professor, Cristiano Alckmin Mascaro nasceu em Catanduva, SP. Formou-se em arquitetura pela FAU-USP. Iniciou a carreira fotográfica em 1968, quando foi convidado a participar da primeira equipe da revista 'Veja', em que permaneceu por quatro anos. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia, entre 1972 e 1975; dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU-USP, entre 1974 e 1988; e lecionou comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, de 1976 a 1986. É Mestre e Doutor pela USP, ganhador de uma Bolsa Vitae de Artes, de três Prêmios Abril de Fotojornalismo e do Prêmio Internacional de Fotografia Eugène Atget, em 1984. Em 2006, participou como arquiteto homenageado da VI Bienal Internacional de Arquitetura e Design apresentando a exposição ‘O Brasil em X, em Y, em Z’ e, em 2007, recebeu o Prêmio Especial Porto Seguro de Fotografia pelo conjunto de sua obra. É autor dos livros ‘A Cidade’, 1979; ‘Cristiano Mascaro, As Melhores Fotos’, 1989; ‘Luzes da Cidade’, 1996, ‘São Paulo’, 2000, e ‘O Patrimônio Construído - as 100 mais belas edificações do Brasil’, 2003. Inúmeras são suas exposições individuais e participações em mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.cristianomascaro.com.br; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br; veja.abril.com.br; www.imafotogaleria.com.br; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br.



583 - JOSÉ LUIZ MESSINA (1930)

Marinha - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor atuante em São Paulo, foi aluno de Mecatti e Vicente Mecozzi. Expõe desde 1976, com sucesso de público. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA Ed./85, pág. 566; ACERVO FIEO.



584 - PAULO MENTEN (1927)

"Série chuva" - xilogravura - 19/35 - 38 x 27 cm - canto inferior direito - 1974 -

Nascido em São Paulo, SP, onde o artista estudou desenho no MASP, entre 1950/1951. Participou de diversos Salões Oficiais, tais como o XXI SPar.BA (1964), onde recebeu medalha de prata e prêmio aquisição em pintura; I SEAJ (1965); XIV, XV e XVI SPAM, entre outros. A seu respeito escreveu Mario Schenberg em 1964: Nas cenas populares de Menten há uma preocupação em representar pessoas de várias condições sociais e de idades diferentes, de modo a integrar o mundo social suburbano em sua complexa realidade." PONTUAL, pág. 358; ITAÚ CULTURAL.



585 - GLORIA DE ALMEIDA (1923)

Menino - pastel - 45 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintora, desenhista e gravadora nascida em Ribeirão Bonito, SP. Iniciou sua formação artística no Clube de Arte de Santos com Mercedes Massera e, em São Paulo, com o pintor Augusto Barroso. Realizou exposições individuais em São Paulo (1971); em Santos, SP (1974). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em: São Caetano do Sul, SP (1967); Embu, SP (1971); Jundiaí, SP (1972); Piracicaba, SP (1973). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 65; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 476.



586 - LECY BOMFIM (1927 - 2013)

Pierrot - óleo sobre eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1982 -

Natural de Santos, SP, onde nasceu em 20 de maio de 1927. Iniciou seus estudos artísticos com o prof. José Roncolleto Lubra, em 1945. Em São Paulo, onde foi ativa até o ano de 2000, estudou com os profs. Joseph Trabulsi, Silvio Alves e Arlindo Castellane. Entre 1946 e 1978, expôs em Salões Oficiais no eixo Rio-São Paulo, recebendo muitas premiações, inclusive em Salões Internacionais de que participou de 1979 a 1987. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1976. Expõe em coletivas e individuais a partir de 1974, entre elas 12, 13 e 14a. Exposição de Artistas Contemporâneos da Sociearte (1993-1994-1995), Galeria Clube Atlético Paulistano-SP (1979), entre outras. Suas obras constam de acervos particulares e de museus, tais como o de Santiago, no Chile, PINACOTECA-SP, Municipal de Taubaté-SP, etc. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 138.



587 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Baianas - óleo sobre tela - 91 x 60 cm - canto inferior direito -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



588 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

Paisagem de Lugano - desenho a carvão - 22 x 29 cm - canto inferior direito - 1964 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



589 - REYNALDO FONSECA (1925)

Homenagem a Chagall - serigrafia - 107 - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor pernambucano, natural da cidade do Recife, onde é ativo. Estudou no Rio de Janeiro, pintura com Portinari e gravura em metal com Henrique Oswald. Conquistou diversos prêmios em pintura e gravura na Divisão Moderna do SNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.263; MEC, vol.2, pág.184; PONTUAL, pág.220; TEIXEIRA LEITE, pág.205; WALMIR AYALA, vol.2, págs. 243 a 245; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 879.



590 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Sempre alegrira, sempre felicidade" - xilogravura - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



591 - MARIO CAMPELLO (1941 - 2000)

Figura - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 -

Baiano de Salvador, Mario Campello adquiriu orientação na EBA da Universidade da Bahia. Transferiu-se posteriormente para São Paulo, onde passou a se dedicar, além da pintura, a projetos para murais, tapeçaria e estamparia. Sua primeira exposição ocorreu em 1962. Artista muito apreciado pela delicadesa de seus temas e telas, revelando profundo domínio técnico. JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 64; ITAÚ CULTURAL.



592 - NEUZA LEODORA DA SILVA FONSECA (1945)

"Colhendo café" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, esposa do pintor Alcides Santos. Tem participado de várias mostras oficiais entre as quais: 'Gente da Terra' (1980 : São Paulo, SP); 'Bienal Brasileira de Arte Naif' (1994: Piracicaba, SP); 'Bienal Naifs do Brasil' (1996, 2010 : Piracicaba, SP); 'Mostra de Arte' (3 e 4 - 1996 : Osasco, SP). ITAU CULTURAL; http://www.jrquintaoartenaif.com.



593 - PATRICIA GOLOMBEK (1964)

Composição - técnica mista - 30 x 30 x 4 cm - assinado -
Obra apresentada em caixa de acrílico. -

Artista plástica nascida em São Paulo. Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1986). Também estudou com Flávio Império, Renina Katz, Marcelo Nitsche e Ernestina Karman. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1994, 1996, 1999, 2003, 2008, 2012. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em 1989, 1995, 2008, em São Paulo. Foi curadora, em 2014, da exposição "Ramos de Azevedo e a Escola Caetano de Campos" no Arquivo Histórico de São Paulo e, em 2015, lançará o livro pela editora EDUSP sobre a Escola Caetano de Campos e a Educação pública no Estado de São Paulo, que demandou quatro anos de pesquisa. ITAU CULTURAL; golombek.com.br.



594 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

Paisagem - giclée - 69/200 - 36 x 29 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



595 - ROBERTO DE SOUZA (1935)

Menina - óleo sobre tela - 11 x 7,5 cm - canto superior direito -

Pintor e historiador. Foi aluno de Aurélio d'Alincourt, Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Participou de diversas exposições e salões oficiais desde 1967, obtendo várias premiações. JULIO LOUZADA vol 1, pág. 932; ITAÚ CULTURAL.



596 - SANDRA MARIA ARTIOLI (1967)

"Estrada para cachoeiras das antas" - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 - Poços de Caldas -

Seu nome artístico é S. M. ARTIOLI. Sua formação artística foi na Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", UNESP - Bauru, SP (1990). Tem participado de inúmeras mostras e Salões oficiais e recebido muitos prêmios como em: Barretos, SP (1999); Araras, SP (2001, 2003, 2004); Campinas, Olímpia, Mococa - SP (2001); Rio Claro, Amparo - SP (2002); Franca, SP (2003, 2006); São Paulo (2004, 2006, 2008, 2009, 2010); Rio de Janeiro, RJ (2006, 2010); Londres, Inglaterra (2007, 2009); Poços de Caldas, SP (2007, 2012); Piracicaba, SP (2008); Paris, França (2010); Ribeirão Preto, SP (2011); Niterói, RJ (2012); Belgrado, Sérvia (2013). www.sandraartioli.com.br.



597 - SONIA REZZE (1941)

"Peróticas 4" - aquarela - 56 x 37 cm - canto inferior direito - 1987 -
Com etiqueta de exposição realizada no Paço das Artes, Avenida Europa, 158 - São Paulo-SP em Agosto de 1988. -

Pintora, desenhista e gravadora, Sonia Maria Gargantini Rezze nasceu em Campinas, SP. Assina Sonia Rezze. Formou-se em Pedagogia em Campinas. Em 1971, em São Paulo, cursou a Escola Panamericana de Arte, teve aulas com José Palud, Egul Samad e Walter Lewy. Em 1973 e 1975 frequentou o Atelier Rumoarte e o Atelier Caminhos recebendo orientações de Sara Goldman, Ana Maria Barros, Rafael de Maia Rosa. Em 1976 abriu ateliê com Sara Goldman e Teresinha Ehmke formando o Grupo Quarta-Feira que permaneceu expondo conjuntamente até 1986. Entre 1980 e 1982 esse grupo se ampliou com a adesão de José de Moraes, Ricardo Amadeo e João Xavier, chamando-se temporariamente Grupo dos Seis. Expôs individualmente em 1991, em São Paulo. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em São Paulo (1973); Capivari, SP (1974). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5; PÁG. 873; VOL. 8, PÁG. 697.



598 - ULYSSES BÔSCOLO (1977)

"Auto retrato sobre o mar - sonhos" - xilogravura - 1/21 - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e professor nascido em São Paulo. Estudou Artes Plásticas na FAAP, SP, formando-se em 1999. Em 2007 realizou exposições em Nova York pela galeria Gravura Brasileira: Steuben West Gallery, no Pratt Institute e no Goloboroko´s Studio; em 2008, exposições de xilogravuras no Japão (Tóquio, Moninoki Gallery em Jiyugaoka) e no Canadá, em comemoração aos 400 anos da cidade de Quebec (Engramme, Centre de Production ef Diffusion en Estampe Atualle). Ilustrou para a Editora Cosac & Naif os livros de Marçal Aquino "Cabeça a Prêmio" e "Famílias Terrivelmente Felizes" (2003); para a Editora Planeta, o livro "Cachorros do Céu" de Wilson Bueno (2005); pela Editora 34, trabalhou na edição dos Irmãos Karamazov de Dostoievski, "O Cão Fantasma" de Ivan Turguêniev, "Histórias de Bulka" de Tostói. Em 2010 um dos seus álbuns de xilogravuras foi adquirido pelo Shopping Iguatemi para fazer parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. ITAU CULTURAL; www.escolasaopaulo.org; plataformaulyssesboscolo.blogspot.com; atelierpiratininga.com.



599 - SUELY BEDUSCHI (1943)

Indio - óleo sobre cartão - 20 x 18 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintora e desenhista nascida em Ibirama, SC. Mora no litoral catarinense, em Porto Belo, desde 1978. Começou a expor em 1972 e, desde então, vem participando de diversas mostras coletivas e oficiais, entre as quais: Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP (1977); Salão de Artes de Pelotas, RS (1981); Mostra do Desenho Brasileiro, Curitiba, PR ( 1981); Salão Paranaense, Curitiba, PR (1987); Salão de Artes Cidade de Itajaí, SC (1992). ITAU CULTURAL; www.galeriaespaçoculturalduque.com.br; artecatarinense.com.br; www.masc.sc.gov.br; www.lidernews.com.br.



600 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - litografia - P.A. - 25 x 34 cm - canto inf. direito, canto inf. esq. e dorso - 1990 -
Com dedicatória. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.